31 de ago de 2012

Mitt Romney promete futuro melhor e sobretudo empregos para os americanos

ESTADOS UNIDOS – Eleição 2012
Mitt Romney promete futuro melhor
e sobretudo empregos para os americanos
"Para a maioria dos norte-americanos que atualmente acredita que o futuro não será melhor do que o passado, posso lhes garantir isso: se Barack Obama for reeleito, vocês estarão certos", disse Romney no seu discurso.

Foto: Stephen Crowley/The New York Times

"O que é necessário em nosso país, hoje, não é complicado ou profundo. Não é preciso uma comissão especial do governo para nos dizer o que a América precisa. O que a América precisa é de trabalho. Muitos postos de trabalho", disse o ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, na última noite da Convenção Nacional Republicana, em Tampa, na Flórida.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters , Veja , The Washington Posty, The New York times

Mitt Romney aceitou formalmente, na noite desta quinta-feira, a indicação do Partido Republicano para concorrer à Presidência dos Estados Unidos contra Barack Obama nas eleições de novembro. No discurso de encerramento da convenção do partido, realizada em Tampa, na Flórida, o ex-governador de Massachusetts, de 65 anos, focou nas dificuldades financeiras enfrentadas pelos americanos e prometeu, se eleito, garantir empregos e reforçar a economia do país. O candidato republicano agradeceu a oportunidade de disputar a Casa Branca e afirmou que a nomeação "é uma grande honra e uma responsabilidade ainda maior".

Foto: Bonnie Jo Mount / The Washington Post

"Temos que parar de gastar dinheiro que não temos. E eu serei franco com vocês: não há muito tempo”. "Mas se formos sérios, inteligentes e liderarmos, podemos fazer isto." – disse, o deputado Paul Ryan, candidato a vice, na véspera. Ele representa a aposta de Romney para cativar os setores mais conservadores do partido.

Se no dia anterior Paul Ryan, o candidato a vice, foi responsável por energizar o público da convenção, embora tenha sido criticado por ter encoberto detalhes de seus pontos de vista, nesta quinta Romney não usou artimanhas para cativar a audiência e apresentou um discurso eficiente e sólido, reforçando sua imagem como um administrador bem-sucedido.
>BR>"Obama prometeu desacelerar a elevação dos oceanos e curar o planeta. Eu prometo ajudar vocês e suas famílias", afirmou, buscando atingir os eleitores do democrata decepcionados com os últimos quatros anos de governo.

Empregos - A criação de emprego foi o tema central da apresentação do ex-governador de Massachusetts. "O que é necessário no nosso país hoje não é complicado nem profundo. O que os Estados Unidos precisam é de empregos. Muitos empregos", disse Romney, citando que uma em cada seis famílias americanas hoje são pobres. O candidato elencou os cinco passos que garantiriam sua ambiciosa meta de criar doze milhões de empregos: tornar os EUA autossuficiente de fontes energéticas; capacitação dos jovens para o mercado de trabalho; fortalecer e criar novos tratados comerciais; cortar impostos para os empresários que geram empregos e, por último, fortalecer as pequenas empresas, simplificando a regulação e eliminando o excesso de impostos. Neste último ponto, Romney afirmou que o Obamacare, apelido do programa de saúde criado pelo atual presidente, onera as empresas e garantiu que irá revogá-lo.

Foto: Jason Reed/Reuters

Clint Eastwood disse à multidão inflamada: "Quando alguém não faz o trabalho, temos de mandar embora". Ao seu lado uma cadeira vazia representava um Barack Obama imaginário.

Obama - O republicano atacou medidas de Obama que, segundo ele, estariam ajudando a ampliar o desemprego, como o aumento de impostos para pequenos negócios e o corte de um trilhão de dólares em gastos militares. Romney apontou que a situação nos EUA se tornou sombria e a população pela primeira vez na história do "passou a ter dúvidas" sobre o futuro de seus filhos. "Para a maioria dos americanos que atualmente acredita que o futuro não será melhor do que o passado, posso lhes garantir isso: se Barack Obama for reeleito, vocês estarão certos", disse Romney.

Ele lembrou que há quatro anos os americanos sentiram "um entusiasmo renovado" com a eleição de Obama, e mantiveram otimismo no futuro. Essa esperança, enfatizou, era compartilhada por cada família que buscava uma melhoria, cada pequeno comércio que tentava prosperar e cada graduado universitário à procura de trabalho. "Desejaria que o presidente Obama tivesse obtido êxito, porque quero que os EUA tenham êxito, mas suas promessas deram lugar a decepção e divisão", arrematou, arrancando aplausos.

Foto: Stephen Crowley/The New York Times

Mórmon - Em um dos momentos mais pessoais de sua apresentação, Romney se referiu aos EUA como uma "nação de imigrantes" que vieram em busca de liberdade de religião e de oportunidade para construir suas vidas. O republicano citou, pela primeira vez desde o inicio da disputa eleitoral, a questão de ser mórmon. Ele afirmou que não há nada de estranho na religião e que o mais importante é "o dom do amor incondicional".

Foto: Mike Carlson/Reuters

Política externa - Tratando de forma breve das questões de política externa, Romney disse que o atual presidente foi fraco em diplomacia. Incapaz de ignorar o maior feito militar da administração de Obama, ele elogiou a equipe especial da Marinha que matou o terrorista Osama bin Laden. Contudo, para ele, os americanos ficaram menos seguros nos últimos quatro anos, pois o democrata "não conseguiu diminuir a ameaça nuclear iraniana". Segundo o candidato, o presidente relaxou as sanções ao regime cubano e tem deixado de lado o aliado Israel. "Nós vamos honrar os ideiais democráticos americanos porque um mundo livre é um mundo com mais paz". Ele afirmou que voltará com as políticas externas de Harry Truman e Ronald Reagan.

Foto: Jason Reed/Reuters

PESQUISA - Mitt Romney assumiu uma ligeira vantagem sobre o democrata Barack Obama na disputa presidencial norte-americana, provavelmente devido a visibilidade conferida pela Convenção Nacional Republicana, encerrada ontem. Segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta quinta-feira, Romney que começou a semana com 42 por cento, quatro pontos percentuais atrás de Obama, aparece à frente com 44 por cento, contra 42 por cento das intenções de voto de Obama.

Os "empurrões" dados pelas convenções geralmente são efêmeros. Como Obama deve aceitar oficialmente a indicação democrata a um novo mandato na convenção partidária da semana que vem, na Carolina do Norte, a tendência é de que o atual presidente recupere o terreno perdido.

Mas a pesquisa contribui para a impressão de que a disputa entre Romney e Obama será acirrada, com uma frenética movimentação das duas campanhas para mobilizar os ativistas de cada partido e convencer o eleitorado indeciso nos Estados mais estratégicos.

A pesquisa Reuters/Ipsos também indicou uma lenta melhora no índice de "aprovação" de Romney, que passou de 26 por cento na segunda-feira para 30 por cento nesta quinta-feira, mas ele ainda está 20 pontos percentuais atrás de Obama nesse quesito.

Romney é visto como "boa pessoa" por 32 por cento dos entrevistados, três pontos percentuais a mais do que na segunda-feira. Obama tem vantagem de dez pontos nessa categoria.

Foto: Bonnie Jo Mount / The Washington Post

Sam Ryan, filho do vice, Paul Ryan, boceja no colo de sua mãe, Janna Ryan, durante a convenção


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