Mostrando postagens com marcador Barack Obama. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Barack Obama. Mostrar todas as postagens

9 de jan. de 2014

Aniversário de 50 anos de Michelle Obama, não vai ter boca livre

ESTADOS UNIDOS - Político - Social
Aniversário de 50 anos de Michelle Obama,
não vai ter boca livre
No convite a primeira Dama recomenda que os convidados cheguem alimentados, o fato gerou tanta controvérsia quanto o aumentos da despesas com a segurança da primeira dama, que resolveu esticar as férias no Havaí, longe do marido e filhas

Foto: Reuters

A primeira Dama inventa moda.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Huffington Post, The Telegraph, New York Daily News, Daily Caler, O Globo, Daily Mail, Washington Post

Se você foi convidado para a festa de aniversário de 50 anos de Michelle LaVaughn Robinson Obama, mais conhecida como Michelle Obama, a primeira dama americana, no próximo 17 de janeiro, na ala leste da Casa Branca, deve ir com roupas confortáveis, sapados próprios para dançar, mas deve comer em casa, ou em outro lugar, antes de chegar a festa, pois não será servido num jantar.

Os seletos convidados, VIPs, receberem o convite para o evento, com o aviso que se acontecerá um “Snacks & Sips & Dancing & Dessert” (lanches, bebidas, dança e sobremesa, em inglês) acrescentado o aconselhamento de “comer antes de chegar à festa”.

- Eu não acho que seja rude, mas é um pouco... diferente do que o que as pessoas estão acostumadas. Como colocar isso delicadamente? - questiona Lizzie Post, coautora do livro “Encontros casuais e festas elegantes em casa”.

Colin Cowie, guru de entretenimento de Oprah Winfrey, reagiu mais diretamente.

- Pedir às pessoas para ‘comerem antes de chegar’ não é a maneira como eu teria feito isso. Eu sempre penso na comida. Quando se trata de fazer as pessoas se sentirem bem-vindas temos que dar boa música, um bar bem abastecido e excelente comida - e em abundância.

O planejador de festas Andre Wells concorda que dizer para os convidados fazerem uma refeição antes de participar de uma comemoração é um pouco incomum.

- Eu nunca vi isso. Isso é definitivamente novo - disse Wells, acrescentando que alguns anfitriões apressados ​​podem gostar da quebra de protocolo. - Sei que um monte de gente vai gostar disso e dizer: ‘Bem, se o presidente e a primeira-dama fizeram, nós podemos fazer também’.

Foto: White House

O presidente Obama, Sasha e Malia retorno à Casa Branca sem Michelle, no domingo

Mas a aparente economia de Michelle com o jantar, não satisfez a imprensa americana. Em paralelo, reclamam dos gastos com a Primeira Dama, que foi para o Havaí de férias, com o marido Barack Obama e as filhas Sasha e Malia, mas não retornou com a família. Ficou na ilha, hospedada na mansão de 12 cômodos da amiga Oprah Winfrey, em Maui.

Obama caiu na besteira de dizer que as férias de Michelle, longe da família, era um presente antecipado de aniversário.

QUEM ESTÁ PAGANDO A CONTA?

Numa coletiva de imprensa o jornalista Ed Henry da Fox News, perguntou diretamente ao secretário de imprensa da Casa Branca, Jay Carney:

"A primeira-dama ficou para trás, no Havaí, e a Casa Branca disse que era um presente de aniversário antecipado do presidente", isso quer dizer que ele está pagando o vôo de volta, ou são os contribuintes que vão pagar por isso?"

Em resposta o porta voz leu um declaração: "Tal como acontece com todas as viagens pessoais, a primeira família vai adequadamente financiar despesas pessoais."

Outros órgãos de imprensa, não satisfeitos, comentam que o voo em si, é apenas um detalhe, na verdade os contribuintes norte-americanos estão pagando um alto custo com a proteção extra proporcionado pelo Serviço Secreto a Sra. Obama.

O site TMZ noticiou segunda-feira que "a segurança na ilha inclui inclusive equipes da SWAT e todos os outros recursos de segurança padrão no perímetro onde se encontra Michelle.

A estadia prolongada, também exigem o uso continuado de vários veículos do governo, incluindo o chamado "transporte seguro" sempre que a primeira-dama se aventura a sair da casa.

Os habitantes de Maui também estão reclamando da interdição militar de alguns trechos de trilhas nas proximidades da mansão Oprah.

Por aqui, quando a imprensa cobra os custos adicionais gerado por Dilma que levou neto, babá, filha e genro para passar férias na base naval da Bahia e Renan usa jato da FAB para ir de encontro ao cirurgião que lhe fez um implante capilar, dizem que isso é mesquinharia.

19 de dez. de 2013

A decisão de Dilma em preferir os caças suecos, para equipar a FAB, ao invés dos franceses ou americanos

BRASIL - Negócios
A decisão de Dilma em preferir os caças suecos, para equipar a FAB, ao invés dos franceses ou americanos
O anúncio da compra de 36 caças suecos Gripen pelo governo brasileiro foi destaque na imprensa internacional nesta quinta-feira. O jornal americano "The New York Times", diz em manchete no site, que "o Brasil 'esnobou' Boeing em momento de tensão Brasil x EUA, reportando-se as denuncias de espionagens do governo americano, a presidente Dilma e a Petrobras

Foto: Fabrice Coffrini / Agence France-Presse - Getty Images

A fabricante de aviões Saab Gripen F. A empresa concordou em compartilhar mais tecnologia dos jatos Gripen, ao Brasil

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The New York Times, G1, BBC Brasil, Financial Times

O anúncio da compra de 36 caças suecos Gripen pelo governo brasileiro, um negócio que se arrastou por 15 anos, de uma concorrência acirrada que envolve uma compra de US$ 4,5 bilhões, seria notícia de qualquer maneira, mas diante das atuais estremecidas relações entre o governo brasileiro e o americano, as manchetes internacionais encaminha-se para levantar suspeita que a decisão compra está ligada as desconfianças de uma parceria militar com os americanos.

Tanto o americano New York Times quanto o diário financeiro britânico Financial Times disseram que o Brasil "esnobou" a americana Boeing, que também participava da licitação junto à francesa Dassault, em um momento de tensões entre os dois países após as denúncias de que a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos teria espionado empresas brasileiras e até a presidente Dilma Rousseff.

"Quando indagado na coletiva de imprensa se a espionagem tinha influenciado na decisão do governo de conceder o contrato à (sueca) Saab, o ministro da Defesa, Celso Amorim, não respondeu diretamente, preferindo apontar razões como custos e transferência de tecnologia", afirma o NYT.

Foto: Sergei Karpukhin/Reuters

Dilma e Obama olhando para lados opostos. Especulações se tensão entre Brasil e EUA influenciou decisão sobre caças

Um analista americano do setor de aviação ouvido pelo jornal afirma, entretanto, que o fator custo deve ter pesado mais na decisão do governo brasileiro.

"Estamos falando aqui de um serviço militar que não precisa de caças tão possantes, que sofreu um corte no orçamento e que não consegue mais voar suas próprias aeronaves", afirmou Richard L. Aboulafia ao NYT.

Ele acrescenta que uma versão básica do caça da Saab custa por volta dos US$ 45 milhões, comparados aos US$ 55 milhões que teriam de ser desembolsados para comprar o F/A-18 Super Hornet, da Boeing.

Na mesma linha, o Financial Times diz que o contrato do Brasil com a empresa sueca pode ser "a pior perda" até agora para os Estados Unidos desde o início da "disputa amarga" com Brasília após o vazamento de documentos expostos pelo ex-agente da NSA Edward Snowden sobre espionagem americana no Brasil.

"A polêmica envolvendo a NSA acabou com as chances da Boeing", avaliou David Fleischer, analista político da Universidade de Brasília.

Ainda para o FT, as perspectivas do F/A 18 Super Hornet estiveram sempre ligadas "à questão de se o Brasil queria estreitar laços com Washington ou afirmar sua independência".

10 de dez. de 2013

Discurso de Barack Obama, Presidente EUA, na homenagem a Nelson Mandela

ÁFRICA DO SUL - Funeral Mandela
Discurso de Barack Obama, Presidente EUA,
na homenagem a Nelson Mandela
"O mundo agradece a existência de Nelson Mandela junto conosco. (...) Ele me faz querer ser um homem melhor. Ele fala com o que há de melhor dentro de nós. (...) Foi preciso um homem como Madiba para libertar não só os prisioneiros, mas os carcereiros também. Ele mudou as leis, mas ele também mudou corações" - Barack Obama, presidente dos Estados Unidos

Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, The Washington Post

“É uma honra singular estar aqui com vocês hoje para celebrar uma vida fora de série. Povo da África do Sul – pessoas de todas as raças e ocupações – o mundo os agradece por compartilhar Nelson Mandela conosco. A luta dele foi a luta de vocês. O triunfo dele foi o triunfo de vocês. A dignidade e a esperança foram exemplificadas na vida dele, e sua liberdade e democracia são seu legado inestimável.

É difícil fazer uma elegia para qualquer homem – capturar em palavras não só os fatos e datas que fazem uma vida, mas a verdade essencial da pessoa – sua alegrias privadas e lamentações; os momentos e qualidades singulares que iluminam a alma de alguém. O quão difícil é fazer isso para um gigante da história, que levou uma nação para o caminho da Justiça, e no processo mobilizou milhões em todo o mundo.

Nascido durante a 1° Guerra Mundial, longe dos corredores do poder, um menino criado como pastor de gado e orientado por anciões da sua tribo, Thembu – Mandiba emergiria como o último grande libertador do século XX. Como Gandhi, ele viria a liderar um movimento de resistência – um movimento que no seu início tinha pouca chance de sucesso. Como Martin Luther King, ele daria uma voz potente para as demandas dos oprimidos e para necessidade moral de Justiça racial.

Foto: Louise Gubb / Corbis

Nelson Mandela, em três momentos da vida, imagem exibido na cerimônia no estádio FNB, em Joanesburgo, África do Sul

Ele enfrentaria um período de prisão brutal, que começou na época de Kennedy e Kruschev e durou até os últimos dias da Guerra Fria. Ao sair da prisão, sem recorrer às armas, ele teve que – assim como Lincoln – manter seu país unido quando ele ameaçou se partir. Assim como os pais fundadores dos Estados Unidos, ele viria a emergir uma ordem constitucional para preservar a liberdade para futuras gerações – um compromisso com a democracia e o Estado de Direito ratificado não só pela sua eleição, mas pela sua iniciativa de deixar o poder.

Dado o curso da sua vida, e a adoração que merecidamente recebeu, é tentador lembrar Mandela como um ícone, sorridente e sereno, desligado das atividades vulgares de outros homens menos importantes. Mas o próprio Madiba rejeitou um retrato tão sem vida. Em vez disso, insistiu em compartilhar suas dúvidas e seus medos, seus erros de cálculo, assim como suas vitórias. ‘Eu não sou um santo’, disse ele, ‘a menos que você considere um santo como um pecador que continua tentando’.

Foi precisamente porque ele podia admitir a imperfeição – porque ele poderia ser tão cheio de bom humor, apesar do fardo pesado que ele carregava – que nos o amávamos. Ele não era um busto de mármore: era um homem de carne e osso – um filho e marido, um pai e amigo. Foi por isso que aprendemos tanto com ele; e é por isso que ainda podemos aprender com ele. Porque nada do que ele alcançou era inevitável. Nós vimos um homem que conquistou seu lugar na história por meio da luta e sagacidade; persistência e fé. Ele nos disse o que é possível não só nas páginas de livros empoeirados de história, mas nas nossas próprias vidas.

Foto: Pedro Ugarte / AFP - Getty Images
IMAGEM/width=610>

Mandela nos mostrou o poder da ação, de correr riscos pelos nossos ideais. Talvez Madiba estivesse certo de que ele herdou uma 'rebeldia orgulhosa, um obstinado senso do que é correto' de seu pai. Certamente ele compartilhava com milhões de negros e mestiços sul-africanos a raiva nascida de 'milhares de desrespeitos, milhares de indignidades, milhares de momentos esquecidos... um desejo de lutar contra o sistema que aprisionou meu povo’.

Mas, como outros gigantes do Congresso Nacional Africano (CNA) – os Sisulus e Tambos –, Madiba disciplinou sua raiva; e canalizou seu desejo de lutar em organização, plataformas e estratégia de ação, para que homens e mulheres pudessem se erguer pela sua dignidade. Além disso, ele aceitou as consequências das suas ações, sabendo que enfrentar interesses poderosos e injustiça tem um preço. ‘Eu lutei contra a dominação dos brancos e eu lutei contra a dominação dos negros’, disse em seu julgamento, em 1964. ‘Eu favoreço um ideal de democracia e sociedade livre em que todas as pessoas vivam juntas em harmonia com oportunidades iguais. É um ideal que eu espero viver para alcançar. Mas, se for necessário, é um ideal para o qual eu estou preparado para morrer’.

Mandela nos ensinou sobre o poder da ação, mas também das ideias; a importância da razão e dos argumentos; a necessidade de estudar não só aqueles com os quais você concorda, mas também aqueles com os quais você discorda. Ele entendeu que ideias não podem ser contidas por muros de prisões ou extintas pela bala de um atirador. Ele transformou seu julgamento em uma denúncia do apartheid por causa da sua eloquência e paixão, mas também em seu primeiro treino como um defensor. Ele usou décadas na prisão para afiar seus argumentos, mas também para divulgar para outros o seu movimento a sua sede pelo conhecimento. E ele aprendeu a linguagem e os costumes do seu opressor para que em algum dia pudesse melhor se exprimir junto a eles, como se a liberdade deles dependesse disso.

Mandela demonstrou que ações e ideias não são suficientes. Não importa o quão certas, elas precisam ser canalizadas em leis e instituições. Ele era prático, testando seus ideais contra a superfície dura das circunstâncias e da história. Em princípios fundamentais ele era inflexível, por isso podia rebater ofertas de liberdade condicional, lembrando ao regime do apartheid que 'prisioneiros não podem assinar contratos'. Mas como demostrou em cuidadosas negociações de transferência de poder e elaboração de novas leis, ele não tinha medo de comprometer para o bem de um objetivo maior. E porque ele não era simplesmente um líder de um movimento, mas um político talentoso, a Constituição que emergiu foi digna dessa democracia multirracial, representativa de dua visão de leis para proteger minorias assim como os direitos da maioria, e as liberdades preciosas de cada sul-africano.

Foto: Kevin Lamarque / Reuters

Finalmente, Mandela compreendeu os laços que ligam o espírito humano. Há uma palavra na África do Sul – ‘ubuntu’ – que descreve o seu maior presente: seu reconhecimento de que todos nós estamos unidos em maneiras que podem ser invisíveis a olho nu, que há uma unidade para a humanidade para que nós sejamos nós mesmos, compartilhando-nos com outros, e cuidando dos que nos rodeiam. Nunca podemos saber o quanto disso foi natural dele, ou quanto foi moldado e polido em uma cela escura, solitária. Mas lembrem-se de seus gestos, grandes e pequenos – apresentando seus carcereiros como honrados convidados em sua posse; transformando desgosto de sua família em uma oportunidade para combater o HIV/Aids – fato que revelou a profundidade de sua empatia e compreensão. Ele não apenas encarnou o ‘ubuntu’, ele ensinou milhões a encontrar a verdade dentro de si.

Foi necessário um homem como Madiba para libertar não apenas o preso, mas o carcereiro, bem como para mostrar que vocês devem confiar nos outros para que eles possam confiar em vocês, para ensinar que a reconciliação não é uma questão de ignorar um passado cruel , mas um meio de confrontá-la com a inclusão, generosidade e verdade. Ele mudou as leis, mas também os corações.

Para o povo da África do Sul, para aqueles que ele inspirou em todo o mundo – a morte de Madiba é justamente um momento de luto e um tempo para celebrar a sua vida heroica. Mas eu acredito que também devemos ter em cada um de nós um momento de autorreflexão. Com honestidade, independentemente de nosso estado ou circunstância, devemos perguntar: ‘Como eu apliquei suas lições em minha própria vida?’

É uma pergunta que eu me faço – como homem e como presidente. Sabemos que, como na África do Sul, os Estados Unidos tiveram de superar séculos de subjugação racial. Como aconteceu aqui, isso contou com o sacrifício de inúmeras pessoas – conhecidos e desconhecidos – para ver o amanhecer de um novo dia. Michelle e eu somos os beneficiários dessa luta. Mas, na América, na África do Sul e em países do mundo, não podemos permitir que o nosso progresso esconda o fato de que o nosso trabalho ainda não está completo.

Foto: Ian Vogler

As lutas que se seguem à vitória da igualdade formal e sufrágio universal podem não ser cheias de drama e clareza moral como aquelas que vieram antes, mas elas não são menos importantes. Hoje, por todo o mundo ainda vemos crianças sofrendo com fome e doenças, jovens sem perspectivas para o futuro. Homens e mulheres ainda são perseguidos por sua aparência, por suas crenças, ou por o que eles amam.

Nós também devemos agir em nome da Justiça. Nós também devemos agir em nome da paz. Há muitos de nós felizes em abraçar o legado de reconciliação racial de Madiba, mas apaixonadamente resistimos até mesmo reformas modestas que desafiariam a pobreza crônica e crescente desigualdade. Há muitos líderes que se apegam à solidariedade da luta de Madiba pela liberdade, mas não toleram a dissidência dentro de seu próprio povo. E há muitos de nós que estão à margem, confortáveis em complacência ou cínicos quando nossas vozes devem ser ouvidas.

As questões que enfrentamos hoje – a forma de promover a igualdade e a Justiça para defender a liberdade e os direitos humanos, para acabar com os conflitos e as guerras sectárias – não têm respostas fáceis. Mas não havia respostas fáceis na frente daquela criança de Qunu. Nelson Mandela nos lembra de que tudo sempre parece impossível até que seja feito. A África do Sul mostra-nos que isso é verdade. A África do Sul nos mostra que podemos mudar. Podemos optar por viver em um mundo que não é definido por nossas diferenças, mas por nossas esperanças comuns. Podemos escolher um mundo não definido pelo conflito, mas por paz e Justiça e oportunidade.

Foto: Peter Dejong / AP e Getty Imageas



Autoridades, personalidades, príncipes e famosos, e o povo com os guardas-chuvas coloridos, na cerimônia em Joanesburg

Nós nunca iremos ver os gostos de Nelson Mandela novamente. Mas deixe-me dizer aos jovens da África e jovens de todo o mundo - vocês podem fazer do trabalho de sua vida o seu próprio. Mais de trinta anos atrás, quando eu ainda era um estudante, estudei as lutas de Mandela e as lutas desta terra. Isso mexeu com algo em mim. Ele me despertou para as minhas responsabilidades – para os outros, e para mim mesmo – e me pôs em uma viagem improvável que me conduziu até aqui hoje.

Embora eu sempre seja aquém do exemplo de Madiba, ele me faz querer ser melhor. Ele fala com o que há de melhor dentro de nós. Após este grande libertador ter ido descansar, quando voltarmos para nossas cidades e aldeias, e voltarmos às nossas rotinas diárias, vamos procurar por sua força – pela sua grandeza de espírito – em algum lugar dentro de nós mesmos. E quando a noite escurecer, quando a injustiça pesar em nossos corações, ou os nossos melhores planos parecerem fora do nosso alcance - pensem em Madiba e nas palavras que lhe trouxeram conforto dentro das quatro paredes de uma cela:

‘Não importa quão estreito seja o portão,
Quão pesado os castigos,
Eu sou o mestre do meu destino:
Eu sou o capitão da minha alma’.

Que grande alma ele foi. Vamos sentir falta dele profundamente. Que Deus abençoe a memória de Nelson Mandela. Que Deus abençoe o povo da África do Sul."

Foto: Denis Farrell / Associated Press

O ex-presidente Sul-Africano Nelson Mandela, ao completar 89 anos em 18 de julho de 2007, comemora seu aniversário com crianças atendidas pela Fundação Nelson Mandela

17 de set. de 2013

Confirmado:Dilma não vai mais visitar Obama

BRASIL – ESTADOS UNIDOS
Confirmado: Dilma não vai mais visitar Obama
Sem clima para manter a visita de Estado aos EUA, marcada para outubro, a presidente Dilma Rousseff decidiu nesta terça-feira adiar oficialmente o compromisso, sem estabelecer uma nova data para ele. Obama tentou manter a visita até a última hora. Mas Dilma, de olho nas repercussões eleitorais decidiu não ir, para tentar passar uma "imagem positiva de altivez e força".

Foto: Gustavo Miranda O Globo

Dilma e Obama em Brasília, 2011

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, White House, Reuters, G1, Agência Brasil

Oficialmente, durante o telefonema de 20 minutos, entre o presidente Barack Obama e Dilma Rousseff, ficou decidido adiar a viagem da presidenta aos Estados Unidos, que estava marcada para fins de outubro. Na realidade, Obama sabendo da proximidade da decisão da presidenta, em não viajar, tentou com o telefonema convencer a presidenta a manter o compromisso, depois de ter condicionado a visita a explicações convincentes para as acusações de espionagem da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) tendo como alvo a Petrobras e as comunicações do Planalto com ministros.

A visita de Dilma seria a única recepção de Estado oferecida pela Casa Branca a um líder estrangeiro neste ano. Essas honrarias são escassas e têm como objetivo demonstrar a fortaleza da relação bilateral. O último presidente brasileiro a receber o tratamento foi Fernando Henrique Cardoso, em abril de 1995.

Em uma nota divulgada ao mesmo tempo, a Casa Branca disse que "o convite do presidente Obama à presidente Rousseff para a primeira visita de Estado do seu segundo mandato é um reflexo da importância que ele coloca nesta crescente parceria global e da proximidade dos laços entre os povos americano e brasileiro".

"O presidente disse que entende e lamenta as preocupações que a revelação das supostas atividades de inteligência dos EUA gerou no Brasil, e deixou claro que está comprometido em trabalhar junto com a presidente Rousseff e seu governo por meio dos canais diplomáticos para superar esta fonte de tensão no nosso relacionamento bilateral."

O comunicado da Casa Branca também sugere que a visita poderia ser retomada uma vez superadas estas tensões envolvendo as denúncias de espionagem.

"O presidente Obama espera receber a presidente Rousseff em Washington em uma data a ser decidida mutuamente. Outros mecanismos importantes de cooperação, incluindo os diálogos presidenciais em cooperação política, econômica, energia e defesa, continuarão." – diz a nota a Casa Branca.

A visita de Dilma seria o ápice da reconstrução das relações Brasil-EUA, que começou com uma visita do presidente Obama ao Brasil em 2011.

Dilma retribuiu a cortesia em abril do ano passado, em uma visita de trabalho a Washington e Boston. Na época, a Casa Branca foi criticada por não conceder-lhe a honraria.

A presidente brasileira herdou de seu predecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, relações tensas com os norte-americanos, resultado das rusgas após Brasil e Turquia terem negociado um acordo com o Irã a respeito do programa nuclear iraniano, em 2010.

O acordo foi costurado com a bênção americana, mas mesmo assim os EUA desautorizaram o entendimento tão logo saiu a público. No Conselho de Segurança da ONU, a então secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que havia sido informada em primeira mão do acordo, fez pressão e obteve mais uma rodada de sanções contra Teerã.

Dilma e Obama vinham, entretanto, conseguindo manter uma agenda positiva para a relação. O Brasil, por exemplo, espera enviar 20% dos seus 100 mil bolsistas do programa Ciência Sem Fronteiras para universidades americanas.


Detalhe da nota de Obama no site da Casa Branca

Os dois países mantêm diálogos de alto nível em campos que o Brasil considera estratégicos, como inovação, práticas governamentais e educação.

As trocas comerciais bilaterais ficaram próximas de US$ 60 bilhões em 2012 – mais que o dobro do volume comercializado uma década antes. Esse patamar não apenas se manteve como aumentou mesmo durante a crise econômica, dada a presença de bens de mais alto valor agregado.

Segundo o governo americano, incluindo comércio e serviços, as trocas entre Brasil e EUA superam US$ 100 bilhões por ano.

Com sua decisão, a presidente deixa clara a sua insatisfação com as explicações dadas para as denúncias contra a NSA. Apesar disso, o comunicado diz que o governo brasileiro "tem presente a importância e a diversidade do relacionamento bilateral, fundado no respeito e na confiança mútua". "Temos trabalhado conjuntamente para promover o crescimento econômico e fomentar a geração de emprego e renda. Nossas relações compreendem a cooperação em áreas tão diversas como ciência e tecnologia, educação, energia, comércio e finanças, envolvendo governos, empresas e cidadãos dos dois países."

O comentarista político da Reuters, Anthony Boadle, disse que a viagem visava ser uma plataforma de negócios em exploração de petróleo e tecnologia de biocombustíveis.

Foto: Divulgação

Caça F-18, produzido pela Boeing, sonho de consumo da FAB

Ressalta, porém, que o principal prejuízo, para os EUA, causado pela espionagem americana e o cancelamento da viagem, foi a drástica redução de chances do compra por parte do Brasil dos caças de fabricação americana, 36 unidades, de F-18, da Boeing, um contrato com o Ministério da Defesa brasileiro no valor de US $ 4 bilhões.

Segundo a Reuters, as autoridades brasileiras disseram que o Brasil não pode comprar essa aeronave estratégica de um país não pode confiar.

Gerson Camarotti, da Globo News, acrescenta que além da questão diplomática, pesou na decisão da presidente Dilma Rousseff de adiar a visita de Estado a Washington a campanha eleitoral de 2014.

Para os conselheiros de Dilma, entre eles Lula, “a visita oficial de Dilma aos Estados Unidos sem os devidos esclarecimentos da Casa Branca poderia passar uma imagem de fraqueza”.

Já o cancelamento da viagem, depois de graves denúncias de espionagem praticada pela agência de segurança norte-americana, transmite uma imagem de altivez e de força, de acordo com a avaliação dos conselheiros.

A presidente, não visitará Obama, mas irá aos EUA na semana que vem, para discursar na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O discurso dela, na terça-feira, certamente enfocará de forma dura, a necessidade de manter a neutralidade da internet e coibir o uso da rede para ações de espionagem. Obama falará em seguida.

Para evitar mais constrangimentos diplomáticos o Planalto informou à Casa Branca do teor áspero e crítico do discurso que Dilma proferirá na abertura da Assembléia Geral da ONU.

16 de set. de 2013

O vai e vem da viagem de Dilma aos Estados Unidos

BRASIL – ESTADOS UNIDOS
O vai e vem da viagem de Dilma aos Estados Unidos
Para que a viagem seja viabilizada, o governo Obama precisaria dar garantias de que a espionagem ao Brasil não ocorrerá mais, comenta interlocutores de Dilma, sabendo que Obama não fará isso, e se fizer estará mentindo.

Foto: Dida Sampaio;Agência Estado

Dilma Rousseff e Barack Obama, o dilema da saída honrosa

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Veja, Folha de São Paulo, O Globo, Diario de Pernambuco, Blog de Glenn Greenwald

Dilma Rousseff já sabe que não pode nem deve fazer a viagem oficial aos Estados Unidos, para encontra o Presidente Obama, que estava programada para outubro. Resta um pouquinho de esperança que Obama e sua equipe de governo encontrem, de última hora, uma solução honrosa, uma explicação milagrosa, para a vexatória descoberta da espionagem contra ela, seu governo e a Petrobras.

Neste momento, os dois governos buscam uma fórmula comum, da viagem não acontecer e que isso não pareça e muito menos represente uma crise diplomática.

Na Rússia, quando falou com a imprensa sobre o tema, semana passada, ela disse ter combinado com o presidente americano, uma resposta diplomática até a quarta-feira, 11 de setembro, e acrescentou que houvera dito a Obama que não estava atrás de um mero pedido de “desculpas”. Essa é uma imagem elaborada para passar a versão de uma presidenta durona, irredutível, útil junto ao público interno, principalmente em ano pré-eleitoral.

Quase uma semana depois do prazo fatal, constata-se que o governo americano não se esforçou ou não conseguiu solucionar o impasse, mesmo com a ida aos Estados Unidos do nosso novo chanceler o diplomata Luiz Alberto Figueiredo, até Washington. O que se viu, foi uma nota burocrática, chinfrim e inócua, em nome da Secretaria de Estado, assinada pelo porta-voz da agência de Segurança, Caitlin Hayden, um integrante do terceiro escalão, do governo Obama.

O texto elaborado cuidadosamente para nada dizer e parecer uma explicação falava que algumas das informações veiculadas no Brasil “distorceram” o trabalho de inteligência feito pelo governo americano, embora reconheça que as notícias “levantaram questões legítimas para nossos amigos e aliados sobre as capacidades que são empregadas.”

Ou seja, dizem que as noticias estão exageradas, mas, que espionaram, espionaram e muito e não disseram, mas, subtende-se que estão e vão continuar bisbilhotando. E priu! É como se Obama dissesse a Dilma, “foi mal!”, aquela desculpa esfarrapada que os nossos filhos dão quando querem admitir um leve pecadilho.

Alguns opinam que, o cancelamento, para Dilma e para os interesses do Brasil, acarretará um prejuízo enorme, tendo em vista que em nome do Brasil, a presidenta seria paparicada com um jantar formal na Casa Branca, o único programado para um Chefe de Estado estrangeiro, neste ano, o que proporcionaria, tanto a ela, como ao país, uma visibilidade internacional positiva importante.

Outros calculam que uma atitude firme e soberana, além de ter efeitos junto ao público interno, angariará simpatias e vantagens, inclusive econômicas, junto a turma que compete com os americanos, os Chineses e os Russos, por exemplo.

Sabe-se que a espionagem governamental e industrial nunca teve limites. No mundo, atual, e no passado, espiona-se e espionou-se indiscriminadamente: vizinhos, amigos e até inimigos. Todos são igualmente alvos, dependendo dos interesses momentâneos ou futuros. Pode-se avaliar o tamanho desse interesse por parte do EUA, constatando que orçamento americano, deste ano, reservou para os diversos órgãos responsáveis por espionagem, a bagatela secreta de US$ 52,6 bilhões, valores que só chegaram ao conhecimento público por causa dos vazamentos de documentos.

Fala-se que Dilma poderá já anunciar o cancelamento ou adiamento da viagem, já essa semana, por conselho do ex-presidente Lula, com que andou reunida. Cogita-se, porém, também a possibilidade dela adiar o anúncio, para depois de 24 de setembro, dia em que ela e Obama discursarão na abertura da Assembleia da ONU, e quando uma nova conversa entre os dois, sobre o tema, poderá novamente acontecer.

Uma anuncio comum de que a viagem será adiada de comum acordo, seria uma forma menos traumática do cancelamento.

Há hoje um temor adicional: como tanto o Brasil quanto os Estados Unidos não sabem o que Edward Snowden, copiou há uma preocupação parte a parte, até onde esses vazamentos poderão levar.

"Imagine se a presidente está lá em Washington e sai um outro vazamento com uma outra denúncia grave como as últimas, que espionaram isso ou aquilo. Será um vexame monumental", disse um interlocutor de Dilma ao jornal Estado de S. Paulo.

Certamente o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que mora no Rio, com o seu garotão, que é o responsável pelos vazamentos internacionais, dos documentos secretos obtidos por Edward Snowden, está reservando alguma preciosidade incômoda, para essa ocasião. Sem regulamentos, Greenwald pauta a crise abrindo a caixa de pandora sempre que for conveniente jornalisticamente, no seu soberano e solitário entender.

Ao fim disso, tudo vai ficar como está, Obama vai continuar espionando, Dilma vai continuar fingindo que protesta, e o mundo continuará girando.

11 de set. de 2013

Obama diz que tentará solução diplomática para Síria, mas não afasta a possibilidade de uma ação militar

ESTADOS UNIDOS
Obama diz que tentará solução diplomática para Síria, mas não afasta a possibilidade de uma ação militar
O presidente americano Barack Obama disse que a votação do Congresso sobre uma possível ação militar na Síria será adiada para que os Estados Unidos busquem uma solução diplomática para o conflito após a proposta da Rússia.

Foto: Jonathan Ernst /Reuters

Obama diz acreditar em ação militar, mas preferir saída diplomática

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters , BBC Brasil, The New York Times, The Mirror

Em um pronunciamento pela televisão na noite desta terça-feira, Obama esclareceu a posição dos Estados Unidos em relação ao conflito na Síria. Ele afirmou que o uso de armas químicas nos subúrbios de Damasco no dia 21 de agosto mudou sua forma de pensar.

"Nós não podemos resolver a guerra civil alheia pela força", disse. "Mas a situação na Síria mudou depois que o governo sírio realizou um ataque químico, matando mais de mil pessoas."

O presidente defendeu que os Estados Unidos devem realizar um ataque militar limitado na Síria, para "evitar o uso futuro" de armas químicas.

No entanto, ele disse ter pedido ao Congresso americano que adiasse a votação a respeito do ataque, após a proposta da Rússia de que a Síria entregue seu arsenal de armas químicas ao controle internacional.

Falando da Casa Branca, Obama disse que "ainda é cedo para dizer se a oferta da Rússia terá êxito".

"Qualquer acordo deve certificar-se de que o regime de Assad mantenha seus compromissos. Mas essa iniciativa tem o potencial de remover a ameaça de armas químicas sem o uso da força", afirmou.

'POLÍCIA DO MUNDO'

O líder americano afirmou novamente que o regime de Bashar Al-Assad foi o responsável pelo ataque químico.

Segundo ele, o governo sírio distribuiu máscaras antigás para seus soldados antes do ataque do dia 21 de agosto. Análises de sangue e cabelos das vítimas também teriam demonstrado a presença do gás sarin.

As imagens e vídeos de homens, mulheres e crianças vítimas das armas químicas são "repugnantes" e exigem uma resposta, de acordo com Obama.

Para justificar por que considera que a atuação americana no conflito é importante, o presidente disse que os Estados Unidos "não podem ser a polícia do mundo", mas que armas químicas podem vir a ser usadas por outro ditadores, por organizações terroristas e contra aliados como Turquia, Jordânia e Israel.

Obama disse não acreditar que os Estados Unidos devam remover outro ditador pela força, mas que um ataque específico pode fazer com que um deles "pense duas vezes" antes de usar armas de destruição em massa.

O presidente voltou a garantir que não irá enviar soldados americanos para a Síria, nem buscar uma ação militar aérea prolongada ou com prazo indefinido.

"Está além do nosso alcance consertar todos os erros, mas se com um esforço modesto e pouco risco nós podemos impedir que crianças sejam atingidas com gás até a morte, acredito que devemos agir. É isso o que torna a América diferente, é isso o que a torna excepcional."

DISPUTAS DIPLOMÁTICAS

Obama disse ter "profunda preferência" pela via diplomática e afirmou que o governo americano atuaria com o governo russo para persuadir o regime de Bashar Al-Assad a abrir mão de suas armas químicas.

Ele confirmou que o secretário de Estado americano John Kerry irá encontrar-se com o ministro das Relações Exteriores russo Sergei Lavrov em Genebra na próxima quinta-feira.

"Eu continuarei minhas discussões com o presidente (Vladimir) Putin", disse. No entanto, ele garantiu que o Exército americano ficará preparado "caso a diplomacia falhe".

O editor de América do Norte da BBC News, Mark Mardell, disse que o discurso do presidente americano foi claro, mas "quase totalmente desprovido de paixão e sem novos argumentos e deixa mais perguntas do que respostas sobre a Síria."

O pronunciamento de Obama acontece após um dia de disputas diplomáticas na ONU a respeito da proposta da Rússia para a Síria.

A Grã-Bretanha, os Estados Unidos e a França exigem que prazos para que a Síria entregue seu arsenal e a ameaça de duras consequências caso o país não cumpra o acordo sejam incluídas em uma resolução do Conselho de Segurança. Washington alertou que "não cairá em táticas paralisadoras", que sirvam somente para adiar uma ação militar.

A Rússia, no entanto, afirmou que qualquer resolução que culpe o governo sírio é inaceitável e pediu uma declaração que apoie sua proposta.

O president russo, Vladimir Putin, descartou nesta terça-feira qualquer proposta para lidar com a guerra na Síria que inclua a possibilidade de se usar a força contra o regime de Bashar al-Assad.

9 de set. de 2013

Obama também espiona a Petrobras

BRASIL - Espionagem
Obama também espiona a Petrobras
Papéis revelados pelo ex-agente Edward Snowden, mostrados pelo programa Fantástico, da Rede Globo, indicam que rede de computadores da Petrobras foi invadida pela NSA, a Agência de Segurança Nacional dos EUA, que até então afirmava que seu trabalho limitava-se a para identificar atos ligados ao terrorismo e nunca por razões econômicas

Foto: EFE/El Pais

Sede da Petrobras no Rio de Janeiro

Postado por Toinho de Passira
Fontes:  O Globo, Folha de S. Paulo, Veja, Reuters , O Globo, Esatado de S. Paulo

A Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA) usou seu aparato de espionagem para levantar informações sobre a Petrobras. A denúncia foi feita neste domingo no “Fantástico” pelos repórteres Sonia Bridi e Glenn Greenwald, a partir de documentos vazados pelo ex-agente da CIA Edward Snowden, atualmente exilado em Moscou.

Os documentos — todos sigilosos — jogam por terra o argumento do governo americano de que a NSA se dedica exclusivamente a combater o terrorismo. Na semana passada, a agência declarou ao jornal americano “The Washington Post” que “não se engaja em espionagem econômica em qualquer área”. O que se vê, a partir dos documentos inéditos — que contêm ao menos quatro vezes o nome da Petrobras — é que a alegação era falsa.

Um dos dados divulgados por Glenn Greenwald é um tutorial de Power Point do progama Royal Net, datado de maio do ano passado. Serviu para ensinar agentes da própria NSA a espionar redes privadas de computador — normalmente usadas por governos, empresas e instituições financeiras, justamente para tentar se proteger de invasões externas.

O nome da Petrobras — maior empresa do país, que tem um faturamento anual de R$ 280 bilhões — aparece em um dos primeiros slides, sob o título “Muitos de nossos alvos usam redes privadas”.

Os documentos não mostram exatamente que tipo de informações a NSA buscava, mas é possível supor que tivessem a ver com tecnologia e campos de petróleo do pré-sal. O leilão do campo de Libra, agendado para o próximo mês, na Bacia de Santos, será o maior já realizado no país.

Roberto Villa, ex-diretor da Petrobras, declarou ao “Fantástico” que “se alguém dispõe dessa informação, ele vai numa posição muito melhor no leilão. Ele sabe onde carregar mais e onde nem carregar. É um segredinho bom”.

Foto: Patrick Semansky /Associated Press

Campus da Agência Nacional de Segurança (NSA) em Fort Meade, Maryland

INVASÃO A DADOS BANCÁRIOS

A empresa brasileira, no entanto, não foi a única a ter seus dados espionados. Curiosamente, o Google — que, assim como a Microsoft, colaborou com a agência americana — também aparece na lista como um dos alvos.

Outros foram o Ministério das Relações Exteriores da França e o sistema Swift — a cooperativa que reúne mais de dez mil bancos de 212 países e regula as transações financeiras por telecomunicações. Qualquer remessa de recursos entre bancos que ultrapassa fronteiras passa pelo Swift — até então visto como um sistema inviolável.

Além do Royal Net, a NSA contava com outros dois programas para interceptar informações de empresas privadas: Flying Pig e Hush Puppy. Na verdade, estes programas complementares foram desenvolvidos pela GCHQ (Government Communications Headquarters), a agência britânica de informação. (A Inglaterra faz parte, junto com Austrália, Canadá e Nova Zelândia da rede “Five Eyes”, de países aliados aos Estados Unidos na espionagem).

Uma apresentação em Power Point da GCHQ encontrada entre os documentos da NSA mostra que o Flying Pig e o Hush Puppy monitoram as redes privadas por onde trafegam informações supostamente seguras. Essas redes, conhecidas pela sigla TLS/SSL, são espécies de túneis protegidos na internet, usados para trocar dados entre um ponto remoto (como um caixa eletrônico) e a sede de um banco.

A apresentação explica que as informações são interceptadas através de uma ação conhecida como “Man in the Middle” (homem no meio). Os dados que trafegam pela rede são desviados para a central da NSA, em Utah, antes de chegar ao destinatário, em qualquer canto do mundo. Outro slide do documento cita os resultados obtidos: “O que nós encontramos? “Redes de governos estrangeiros, companhias aéreas, companhias de energia, organizações financeiras”.

Foto: Associated Press

Em São Petersburgo, na Rússia, durante reunião do G20, Obama prometeu a Dilma, uma explicação objetiva

DILMA X OBAMA

Na semana passada, o “Fantástico” havia noticiado que a NSA espionou a presidente Dilma Rousseff. Na última quinta-feira, durante encontro do G20 em São Petersburgo, na Rússia, Dilma cobrou explicações do mandatário americano, Barrack Obama, alegando estar cansada de receber informações pela imprensa.

Obama prometeu uma resposta objetiva até a próxima quarta-feira. O jornalista Glenn Greenwald, um dos responsáveis pela reportagem declarou:

— Não é surpresa, já que a grande maioria da espionagem que o NSA faz não tem nada a ver com terrorismo. Terrorismo é só a desculpa que os Estados Unidos usam usa para fazer tudo que eles querem fazer. Eles usam esses sistemas para fazer espionagem contra inocentes, governos aliados, e muitas empresas grandes.

Em junho, Greenwald havia publicado, no GLOBO, que a agência americana espionara e-mails e telefonemas de brasileiros, além de ter instalado uma base de coleta de dados dentro de edifícios consulares americanos, em Brasília. Na semana passada, a CPI que investiga a espionagem americana pediu proteção especial ao jornalista e seu companheiro, que moram no Rio. A visita de Dilma a Washington, agendada para o próximo mês, tem gerado dúvidas.

Procurada pelo “Fantástico” para comentar as denúncias, a NSA respondeu, por meio de sua assessoria, que "não usa nossa capacidade de espionagem internacional para roubar segredos comerciais de companhias estrangeiras para dar vantagens competitivas a empresas americanas”. Questionada pelo "Fantástico" sobre o motivo de ter espionado a Petrobras, a agência americana informou que isso é tudo o que tem a dizer no momento.

Após a exibição da reportagem no Fantástico, uma segunda nota de imprensa, desta vez assinada pelo diretor nacional de inteligência dos Estados Unidos, James Clapper, foi enviada pela Agência de Segurança Nacional.

O órgão do governo americano alega coletar informações econômicas e financeiras para prevenir crises que possam afetar os mercados internacionais.

No entanto, reafirmou que não rouba segredos de empresas de fora dos EUA que possam beneficiar companhias americanas. A embaixada britânica em Brasília e o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido alegaram não comentar assuntos relacionados a inteligência.

7 de set. de 2013

Como e de onde Obama consegue espionar Dilma?

BRASIL - Espionagem Internacional
Como e de onde Obama consegue espionar Dilma?
A partir da ilha de Ascensão, a 2,5 mil quilômetros do Recife, que agentes de Barack Obama conseguem bisbilhotar conversas telefônicas e trocas de e-mails da presidenta Dilma Rousseff

Foto:Air Force/EUA

Painéis solares e antenas de espionagem na Ilha de Ascensão,
menos de 3 km do litoral de Pernambuco

Postado por Toinho de Passira
Post baseado na reportagem da IstoÉ, acrescido de pesquisas e fotos adicionais
Fontes: IstoÉ

Reportagem de Claudio Dantas Sequeira e Josie Jeronimo para a IstoÉ, afirma que acerca de 2,5 mil quilômetros do Recife (PE), numa região inóspita do Atlântico Sul, existe uma pequena ilha de colonização britânica chamada Ascensão. É lá que os agentes de Barack Obama captam aproximadamente dois milhões de mensagens por hora. São basicamente conversas telefônicas, troca de e-mails e posts em redes sociais. É dessa pequena ilha que os técnicos da NSA, uma das agências de inteligência dos Estados Unidos, vêm bisbilhotando as conversas da presidenta Dilma Rousseff e de alguns de seus ministros mais próximos, segundo especialistas.

A ilha de Ascensão tem apenas 91 quilômetros quadrados e seria irrelevante se não estivesse numa posição estratégica, a meio caminho dos continentes africano e sul-americano. Ao lado de belas praias, sua superfície abriga poderosas estações de interceptação de sinais (Singint), que se erguem como imensas bolas brancas. Elas integram um avançado sistema de inteligência que monitora em tempo real todas as comunicações de Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia e Venezuela e fazem parte de um projeto conhecido como Echelon, que envolve, além dos Estados Unidos, Reino Unido, Nova Zelândia, Austrália e Canadá.

Foto: Associated Press

INÍCIO DE TUDO - Documentos mostrados pelo ex-analista da CIA Edward Snowden indicam que a interceptação americana partiu da ilha de Ascensão

Foto: Simon Norfolk

Equipamentos de espionagem na ilha de Ascensão, operada pela agência britânica de espionagem


Localização da Ilha de Ascensão, em relação a costa brasileira

O indicativo mais forte de que a invasão de Obama nas conversas da presidenta Dilma e seus ministros se deu a partir da ilha estão nos próprios documentos exibidos por Edward Snowden, denunciando o esquema. Neles, lê-se, na parte inferior, o grau de classificação “top secret” (ultrasecreto), o tipo de documento Comint/REL (comunicação interceptada) e sua divulgação (USA, GBR, AUS, CAN, NZL), exatamente as siglas que indicam os países do sistema Echelon.

“Há um alto grau de probabilidade de que a NSA já tenha entrado não apenas no sistema de comunicações da presidenta, mas em todos os sistemas nacionais críticos”, alerta o consultor em segurança Salvador Ghelfi Raza, que já trabalhou para o governo de Barack Obama.

As antenas da ilha de Ascensão conseguem captar as mensagens logo depois de serem produzidas, antes mesmo que elas cheguem aos satélites para serem distribuídas. Uma vez recolhidas, as informações são lançadas em um gigantesco computador instalado no Fort Meade, em Maryland, nos EUA. Lá, são processadas em um programa chamado Prism (Prisma), que localiza, por intermédio de palavras-chaves, aquilo que os bisbilhoteiros procuram, entre os milhões de dados recebidos por hora.

A partir daí as informações são submetidas a um outro programa, que quebra a criptografia. Ainda em Maryland, computadores traduzem as informações coletadas. Feita a análise, o que for de interesse do governo americano será distribuído aos agentes espalhados por todo o mundo para continuar o serviço de monitoramento. Muitas vezes empresas americanas ligadas à telefonia e à internet são acionadas para informações complementares. Com acesso à rede, por um técnico autorizado, é possível captar todo o tráfego de dados, sejam arquivos de vídeo, sejam fotos, trocas de mensagens ou chamadas de voz sobre IP.

Foto: Emerald Hunter/Flickr

Estações de interceptação de sinais (Singint), que se erguem como imensas bolas brancas. O curioso é que, segundo a placa, na praia é permitido o topless

A cooperação de grandes corporações, como Microsoft, Google, Facebook ou mesmo os gigantes da telefonia, Verizon e At&T, é fundamental para o funcionamento da rede da NSA. Documentos vazados pelo WikiLeaks mostram ainda que os EUA contam com dezenas de empresas de segurança da informação, num total de 1,2 milhão de técnicos, agentes e autoridades.

Na ilha de Ascensão, que serviu à Inglaterra na Guerra das Malvinas, também estão instalados o serviço de inteligência criptológica britânico (GCHQ), estações de monitoramento de testes nucleares e uma das duas estações da emissora de rádio “The Counting Station”, apelidada de “Cynthia”, pela qual a CIA se comunica com seus agentes secretos espalhados pela América do Sul e África.

Quem mais foi espionado?

ENRIQUE PEÑA – O presidente do México Enrique Peña, foi espionado pela NSA quando ainda era candidato. Os EUA conseguiram saber, por exemplo, quem seriam os novos ministros do novo gabinete seis meses antes das nomeações

ANGELA MERKEL -Autoridades da Alemanha, provavelmente a própria chanceler Angela Merkel, também foram alvo da NSA, que intercepta por mês, em média, 200 milhões de telefonemas, e-mails e outras comunicações, segundo os documentos vazado por Snowden

ONU -Embaixadores de vários países da União Europeia em Washington e em Nova Iorque, na sede da ONU, foram monitorados pela NSA

Foi a partir de 11 de setembro de 2011, com George W. Bush e o início da guerra ao terror, que a Casa Branca determinou uma modernização completa da base de Ascensão. Desembarcaram na pequena ilha voos regulares com supercomputadores, novas estações de monitoramento e uma vasta gama de equipamentos de ponta.

O contingente de agentes da NSA cresceu cinco vezes e foi acompanhado por esforços britânicos no mesmo sentido. Ao assumir em 2009, Barack Obama determinou uma revisão completa da política de cyberdefesa, que ele classificou como “o mais sério desafio econômico e de segurança nacional” que os EUA deveriam enfrentar como nação.

Para o democrata, era necessário promover um salto tecnológico e estratégico em toda a infraestrutura de comunicações e informação. Logo ele nomeou um comitê executivo, integrado por representantes governamentais e do setor empresarial, e um coordenador, o cyberczar, com livre acesso a seu gabinete e com quem passou a despachar diariamente.

Hoje, a NSA é a agência principal do sistema de inteligência americano. Abaixo dela estão outras 18, inclusive a velha CIA. Embora muitos acreditem que o Echelon seja coisa do passado, a verdade é que ele foi atualizado e sua plataforma de operação digital é a base da atual defesa cibernética, que não respeita limites na realização de seus objetivos estratégicos, políticos e comerciais.

O SISTEMA ECHELON
O sistema Echelon serve para a interceptação mundial de telecomunicações e é encabeçada pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos

Foto: Associated Press

RAF Menwith Colina - é uma estação da “Royal Air Force’ perto de Harrogate, North Yorkshire, Inglaterra, que base de serviços de comunicação e apoio de inteligência para o Reino Unido e EUA

Considerado por muitos como uma ”lenda tecnológica”, o sistema Echelon existe desde 1946, mas passou a ganhar contornos de realidade há 13 anos. Na ocasião, o Parlamento europeu recebeu denúncias de que os Estados Unidos, juntamente com a Inglaterra e Austrália, teriam montado uma rede de informações abastecidas por 120 satélites para monitorar as movimentações de chefes de Estado e fazer espionagem, industrial em âmbito global.

Empresas francesas da área de tecnologia tinham perdido, na década anterior, grandes contratos para firmas americanas. O Parlamento sustentava que a vitória das empresas dos EUA só foi possível graças a informações privilegiadas obtidas pelo sistema Echelon.

Entre as disputas comerciais travadas entre franceses e americanos, em que empreendimentos dos EUA ficaram à frente, estão a concorrência para o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) e a disputa da Boieng e da Airbus para um contrato milionário com a Arábia Sudita.

6 de set. de 2013

Dilma pôs Obama no canto da parede, exigindo que americano explique a espionagem ao Brasil

BRASIL – ESTADOS UNIDOS – Espionagem
Dilma pôs Obama no canto da parede, exigindo
que americano explique a espionagem ao Brasil
Segundo a presidente, no encontrou privado que teve com Obama, durante a reunião do G20, na Rússia, disse que quer que os EUA explique "tudo" que há de espionagem em relação ao Brasil: “Eu quero saber o que há.? Além do que foi publicado pela imprensa, eu quero saber tudo que há em relação ao Brasil. Tudo. A palavra tudo é muito sintética. Ela abrange tudo. Tudinho. Em inglês, everything", disse Dilma.

Foto: Captura de vídeo

POUCOS AMIGOS - Depois da reunião privada, ficou visivel o clima de desconforto, entre os dois, quando sentaram-se lado a lado no plenário do G20

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, The Telegraph, Veja, Brasil 247, Uol

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (6), na Rússia, que o presidente norte-americano Barack Obama se comprometeu a dar explicações sobre as denúncias de espionagem dos EUA até a próxima quarta-feira. Dilma disse que Obama assumiu responsabilidade "direta e pessoal" sobre as investigações das ações de espionagem.

Reportagem do programa Fantástico no úlitmo domingo mostrou que Dilma e assessores foram alvo de investigações da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. A reportagem é baseada em documentos da NSA passados para o jornalista Glenn Greenwald pelo ex-técnico da CIA, Edward Snowden, que denunciou o esquema de espionagem eletrônica dos EUA.

Nesta quinta, Dilma e Obama se reuniram em São Petersburgo, onde participaram de encontro do G20, para tratar das denúncias de espionagem. A presidente falou aos jornalistas nesta sexta no aeroporto da cidade russa, pouco antes de embarcar de volta para o Brasil.

"O presidente Obama declarou para mim que assumia a responsabilidade direta e pessoal pelo integral esclarecimento dos fatos e que proporia para exame do Brasil medidas para sanar o problema. Diante do meu ceticismo devido à falta de resultados do encontro entre o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o vice-presidente [Joe] Biden, ocorrido semana passada, o presidente Obama me reiterou que ele assumia a responsabilidade direta e pessoal tanto para a apuração das denúncias como para oferecer as medidas que o governo brasileiro considerasse adequadas", declarou a presidente.

Dilma afirmou ter dito a Obama que a questão não era de "desculpas", mas de uma solução rápida. Segundo ela, estabeleceu-se a próxima quarta-feira (11) como prazo para uma resposta.

"Como eu disse que esse processo era um processo lento, que não queria esclarecimentos técnicos, não era só uma questão de desculpas, era uma questão de não admissão desse nível de intrusão, e que era importante que fosse solucionado com rapidez, chegou-se a uma data, quarta-feira", afirmou Dilma.

A presidente também disse que a viagem dela para Washington, programada para outubro, vai depender das "condições políticas" que Obama criar.

"No que se refere à questão da viagem, o presidente Obama reiterou que queria criar as condições políticas para minha viagem aos Estados Unidos e sabia que isso passava por adoção de medidas em consonância com as requeridas pelo governo brasileiro. Claramente me reiterou isso. Então minha viagem depende de condições políticas", disse Dilma.

Segundo a presidente, ela pediu para que Obama explique "tudo" que há de espionagem em relação ao Brasil.

"O que eu pedi é o seguinte: eu acho muito complicado ficar sabendo dessas coisas pelo jornal. Num dia eu sei uma coisa, passam dois dias eu sei outra coisa, e a gente vai sabendo aos poucos. Eu gostaria de saber o que tem [sobre espionagem]. Eu quero saber o que há. Se tem ou não tem, eu quero saber. Tem ou não tem? Além do que foi publicado pela imprensa, eu quero saber tudo que há em relação ao Brasil. Tudo. A palavra tudo é muito sintética. Ela abrange tudo. Tudinho. Em inglês, "everything", disse Dilma.

Segundo relatou a presidente, ela disse a Obama que "depois que a pasta de dentes sai do dentifrício ela, dificilmente, volta". "E ele me disse, me respondeu, que ele faria todo o esforço político para que essa pasta de dentes pelo menos não ficasse solta por aí e voltasse uma parte para dentro do dentifrício", disse.

Foto: Grigory Dukor / Reuters

Na hora da despedida o clima parecia ter desanuviado, um pouco

RECORRER À ONU

Dilma ainda afirmou que vai à Organização das Nações Unidas (ONU) "propor uma nova governança contra invasão de privacidade" na internet.

"Comuniquei ao presidente Obama que o Brasil vai a todos os fóruns mulitlaterais, em especial na ONU, propor iniciativas para uma governança da internet, que defina normas e mecanismos para coibir práticas de violação de direitos ou espionagem de quaisquer países."

A presidente afirmou que, em relação ao Brasil, não se justifica o argumento de que atos de espionagem são decorrência de uma estratégia de combate ao terrorismo.

"O Brasil é um país que não tem conflitos étnicos, não tem conflitos religiosos, não abriga grupos terroristas, e tem, na sua Constituição, expressamente, que nós vedamos o uso e a fabricação de armas nucleares. Portanto, que todas essas características jogavam por terra qualquer justificativa de que tais atos de espionagem seriam uma forma de proteção contra os terroristas. E só nos permitia uma conclusão: que essa espionagem, como não tinha nada a ver com segurança nacional, tinha a ver com fatores geopolíticos, tinha a ver com fatores estratégicos ou com fatores comerciais e econômicos e que isso era inadmissível", declarou Dilma.

Além das denúncias de espionagem, a presidente também falou sobre a situação da Síria. "O Brasil não reconhece uma ação militar na Síria sem a aprovaçao da ONU", afirmou.

5 de set. de 2013

Dilma sobe o tom, quer mais que explicações, por espionagem, quer um pedido de desculpas dos EUA

BRASIL – ESTADOS UNIDOS - Espionagem
Dilma sobe o tom, quer mais que explicações, por espionagem, quer um pedido de desculpas dos EUA
A presidenta está "furiosa" com história da espionagem dos americanos aos seus emails e telefonemas, denunciado no programa Fantástico. A proporção que o tempo passa seu grau de irritação com os EUA aumenta. Nos últimos dias Dilma por via diplomática, subiu o tom, quer muito mais que apenas uma explicação dos americanos

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Dilma ameaça cancelar viagem, que faria aos EUA em outubro, descartar a compra de caças da Boeing, para à FAB e outras "coisitas más". Obama pois os fones de ouvido de molho

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters

Reportagem de Brian Winter, para a Reuters, diz que a presidente Dilma Rousseff está "furiosa" após uma reportagem apontar que o governo dos EUA espionou suas comunicações privadas e pode cancelar a viagem de Estado que tem marcada para Washington em outubro e reduzir os laços comerciais, a não ser que receba um pedido público de desculpas, disse uma fonte de alto escalão do governo brasileiro nesta quarta-feira.

O programa "Fantástico", da TV Globo, divulgou no domingo que a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) espionou emails, telefonemas e mensagens de texto de Dilma e do presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, quando ainda era candidato. A reportagem baseou-se em documentos vazados pelo ex-prestador de serviços da NSA Edward Snowden.

Dilma tem uma viagem de Estado marcada para Washington no mês que vem para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e discutir a possível venda de caças norte-americanos ao Brasil, um negócio de 4 bilhões de dólares, cooperação nas áreas de petróleo e biocombustíveis, assim como outros acordos comerciais.

A visita, a única do tipo em que Obama recepciona um chefe de Estado neste ano, tinha o objetivo de enfatizar a melhora recente nas relações entre as duas maiores economias das Américas, assim como reconhecer a ascensão do Brasil como potência regional importante.

Mas a fonte disse à Reuters que Dilma considerou insuficiente a resposta dada até agora pelo governo norte-americano à reportagem do "Fantástico" e está preparada para cancelar a visita e adotar medidas de retaliação, incluindo descartar a compra de caças da norte-americana Boeing, uma das três finalistas na disputa para fornecer caças à Força Aérea Brasileira (FAB).

"Essa é uma grande, grande crise", disse a fonte sob condição de anonimato. "Precisa haver um pedido de desculpas. Precisa ser público. Sem isso, é basicamente impossível para ela ir a Washington em outubro."

Obama e Dilma vão participar da reunião do G20 em São Petersburgo, na Rússia. No entanto, até esta quarta-feira, os dois líderes não tinham nenhuma reunião bilateral marcada, disse a fonte.

Analistas têm afirmado que seria politicamente difícil para Dilma participar de toda a pompa de uma visita de Estado, que inclui um jantar de gala entre outras formalidade, numa data tão próxima às acusações de que o governo dos EUA a espionaram.

Na segunda-feira o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, exigiu uma resposta por escrito do governo norte-americano sobre a reportagem do "Fantástico" até o final desta semana. Uma autoridade do Itamaraty disse à Reuters que nenhuma resposta havia sido enviada até a tarde desta quarta.

Foto: Pete Souza/White House

OBAMA DIZ QUE EUA MIRAM "ÁREAS DE PREOCUPAÇÃO"

Em declarações na Suécia nesta quarta, a caminho da reunião do G20, o presidente norte-americano disse que a inteligência dos Estados Unidos não está "bisbilhotando os emails das pessoas ou escutando seus telefonemas".

"O que nós estamos tentando fazer é mirar, bem especificamente, em algumas áreas de preocupação", disse Obama, acrescentando que tais áreas incluem ações contra o terrorismo, armas de destruição em massa e segurança cibernética.

Autoridades brasileiras estão céticas sobre como as comunicações privadas de Dilma teriam entrado nessas categorias. O Brasil não é uma base conhecida de operações terroristas, não produz armas nucleares, e tem sido uma democracia estável e um aliado cordial dos Estados Unidos nas últimas três décadas.

Obama também disse nesta quarta que salvaguardas devem ser fortalecidas para garantir que os programas de vigilância se mantenham dentro de determinados parâmetros.

"Só porque nós podemos fazer algo, não significa que devemos fazê-lo", disse.

A reportagem da TV Globo mostrou o que afirmou ser um slide da NSA de junho de 2012 que apontava os padrões de comunicação entre Dilma e seus auxiliares mais próximos.

Esse slide e um outro que mostrava mensagens escritas enviadas pelo presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, quando ainda era candidato à Presidência, faziam parte de um estudo de caso da NSA mostrando como os dados poderiam ser "inteligentemente" filtrados pela agência, segundo a reportagem.

A reportagem baseou-se em documentos obtidos junto a Snowden pelo jornalista Glenn Greenwald, que mora no Rio de Janeiro.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, um dos auxiliares em que Dilma mais confia, disse na terça-feira que o Brasil ainda tem de receber uma explicação "razoável" dos Estados Unidos.

"Acho que essa espionagem indiscriminada não tem a ver a com segurança nacional", disse o ministro. "É uma espionagem com um caráter comercial, industrial."

Bernardo disse que a espionagem era "mais grave do que fica parecendo à primeira vista", o que pode explicar a razão que levou Dilma a buscar um pedido de desculpas depois de inicialmente pedir uma explicação por escrito dos EUA.

A autoridade do governo brasileiro que falou sob condição de anonimato à Reuters comparou a crise atual com a última vez que os dois países brigaram em público --em 2010, quando o antecessor de Dilma, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tentou intermediar um acordo sobre o programa nuclear iraniano, o que não deu certo e gerou uma onda de recriminações entre Washington e Brasília.

"Isso é muito pior que o Irã", disse a fonte. "Ela está completamente furiosa."

2 de set. de 2013

Dilma quer que os EUA ache uma explicação por ter espionado as comunicações presidenciais brasileira!!?

BRASIL - ESTADOS UNIDOS
Dilma quer que os EUA ache uma explicação por ter espionado as comunicações presidenciais brasileira!!?
O novo chanceler brasileiro, convocou o embaixador EUA, para dizer que o Brasil está indignado, com a história de que os americanos espionaram a presidenta. Exigiu dentro de uma semana, explicações por escrito do governo Obama. Nos bastidores, comenta-se que Dilma estuda adiar ou cancelar ida aos Estados Unidos, programada para outubro.

Foto: Carolyn Kaster / AP

Obama: “Eu sei o que você e Lula andaram aprontando..."

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters, Blog do Camarotti, G1, Ultimo Segundo, Fantástico, The New York Times

O governo brasileiro expressou indignação aos Estados Unidos nesta segunda-feira com as denúncias de espionagem a presidente Dilma Rousseff, segundo revelação feita por reportagem do programa "Fantástico", da TV Globo. Emails, telefonemas e mensagens de celular da presidente teriam sido monitorados por agência de espionagem dos EUA.

O Ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, depois de reunião com Dilma, convocou o embaixador norte-americano no Brasil, Thomas Shannon, para demostrar o desagrado do governo brasileiro e exigir explicações.

"As violações das comunicações da senhora presidenta da República, do nosso ponto de vista, representam uma violação inadmissível e inaceitável da soberania brasileira." - disse

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, complementou que a defesa da soberania do país, no que diz respeito à interceptação feita "em tese" com relação à presidente, bem como de empresas e cidadãos brasileiros, "se impõe como uma questão que deve ser defendida de forma intransigente pelo Estado brasileiro".

De acordo com Figueiredo, o tipo de ação do Brasil, após os fatos, dependerá da resposta que for dada pela Casa Branca.

O chanceler brasileiro disse ainda que espera uma resposta "formal escrita" dos EUA nesta semana sobre as ocorrências.

As denúncias feitas pelo Programa Fantástico foram baseadas em documentos fornecidos pelo ex-prestador de serviço do serviço secreto dos EUA, Edward Snowden, atualmente asilado na Rússia, ao jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que mora no Rio de Janeiro.

CANCELAMENTO DA VIAGEM

No seu Blog, o comentarista da Globo News, Gerson Camarotti, disse ter ouvido de fontes que a presidente Dilma Rousseff deve adiar a visita oficial a Washington, agendada para outubro, se não houver resposta satisfatória do governo dos EUA sobre a espionagem da qual foi alvo.

Nas palavras de um interlocutor da presidente, isso evitaria um clima de “constrangimento” com o presidente Barack Obama. De acordo com esse interlocutor de Dilma, se não houver resposta ou se não for considerada “satisfatória”, não se descarta nem mesmo o cancelamento da viagem.

O jornal Americano “The New York Times” expressa dúvidas da manutenção da viagem de Dilma, lembrou que antes de notícias das espionagens, a Casa Branca havia anunciado que Dilma Rousseff seria homenageada com um jantar de Estado, em outubro, durante sua viagem aos EUA. Esse é o único jantar programado pelo governo Obama para a um líder estrangeiro, nesse ano.

Dos BRICS, só os líderes da Índia de China receberam tal deferência. O gesto segundo o New York Times denota o desejo dos EUA de melhorar as relações com o Brasil, e com a presidenta Dilma Rousseff.

O NYT comenta que até a semana passada, a assessoria de Dilma, assegurara que não havia planos para cancelar o jantar de Estado por causa das revelações de espionagem da NSA.

O governo americano não tem explicações convincente para explicar a espionagem. Espionou, tá espionado e não tem nada que possa dizer que deixe Dilma satisfeita.

A presidenta tem razão de estar enfezada. Entenda-se que as primeiras denúncias, já muito grave, diziam que o governo americano espionava as comunicações no Brasil, dos cidadãos comuns, de empresas e talvez alguns órgãos do governo. Agora a situação se agravou, e muito, ficou claro que eles espionaram a presidente da republica e suas ligações com os principais assessores, ministro, e quem sabe, até com o guru Lula. Meu Deus!!!