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8 de nov. de 2012

Site da "vitória" de Mitt Romney vaza na internet

USA – Eleição Presidencial - 2012
O site da "vitória" de Mitt Romney vaza na internet
A empresa encarregada de preparar o site da vitória do Republicano Mitt Romney, acidentalmente, supõe-se, deixou vazar o portal que comemorava a vitória do democrata e falava dos seus primeiros possíveis atos de governo. Esqueceu de combinar com os eleitores americanos.


Imagens do site da vitória do republicano Mitt Romney, na internet por um breve momento

Postado por Toinho de Passira
Fontes: UOL, Folha de S. Paulo, Political Wire, Huffington Post

Alguns portais americanos divulgaram nesta quarta-feira, 7, imagens capturadas na internet, do que seria o do site da vitória elaborado pela campanha do candidato republicano Mitt Romney caso ele vencesse e fosse eleito presidente dos Estados Unidos.

Não se sabe ao certo se o site chegou a ser colocado no ar, por engano, como se especula na internet, ou se as imagens só foram vazadas.

No site, Romney é chamado de "presidente eleito" e há mensagens aos americanos, antecipação de futuros atos de governo, e até especulações sobre seu futuro gabinete.

Essa foi a gafe final da equipe de Romney.


O chargista “Daryl Cagle”, que divulgou a charge da vitória de Obama, (publicada inclusive no “Passira News”), deixou vazar na internet, a mesma charge, caso a vitória fosse de Romney.


7 de nov. de 2012

Obama: “Mais quatro anos!”

ESTADOS UNIDOS – Eleição Presidencial 2012
Obama: “Mais quatro anos!”
Reeleito, com uma vitória, bem menos espetacular que a de 2008, mas mesmo assim, um feito memorável diante das circunstâncias adversas da economia e de outros indicadores políticos, o primeiro negro a sentar na cadeira presidencial na Casa Branca, tem praticamente os mesmos desafios do primeiro tempo: econômicos, políticos e institucionais, a enfrentar nesse segundo mandato. Mais experiente, talvez consiga se sair melhor

Foto: Kevin Lamarque/-Reuters

Obama: 'Não somos tão divididos quanto a política sugere'

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Reuters, The New York Times, G1

Barack Hussein Obama foi reeleito presidente dos Estados Unidos nesta terça-feira, com uma clara vitória sobre o rival republicano Mitt Romney, superando as dificuldades econômicas e driblando as pesquisas que falavam em vitória apertadíssima.

Os norte-americanos, porém, escolheram permanecer com um governo dividido em Washington, mantendo o democrata na Casa Branca e deixando o Congresso como estava, com os democratas controlando o Senado e os republicanos na liderança da Câmara dos Deputados.

Obama, no seu discurso da vitória, em Chicago, aplaudido a cada frase, por seus simpatizantes, disse que "escolhemos a nós mesmos, nós nos recuperamos" e que o melhor para os Estados Unidos ainda está por vir.

O presidente prometeu ouvir os dois lados da política dos EUA nas próximas semanas e disse que irá voltar à Casa Branca mais determinado do que nunca para enfrentar os desafios do país.

"Se eu recebi o seu voto ou não, eu ouvi vocês, eu aprendi com vocês. E vocês fizeram de mim um presidente melhor", disse Obama.

No voto popular, o resultado permanecia extremamente apertado nacionalmente, com 50 por cento para Obama e 49 por cento para Romney, após uma campanha na qual os candidatos e seus aliados juntos gastaram 2 bilhões de dólares, um recorde na política americana.

Romney, um multimilionário ex-executivo de empresas de investimento, superou uma série de tropeços ao longo da campanha ao derrotar o presidente no primeiro dos três debates presidenciais.

Foto: Alex Wong / Getty Images

O candidato presidencial republicano Mitt Romney admite a derrota em Boston

O também ex-governador de Massachusetts, de 65 anos, reconheceu a derrota em um discurso polido a seus frustrados eleitores em um centro de convenção no centro de Boston. Romney telefonou para Obama para reconhecer a derrota depois de uma breve controvérsia se o presidente realmente havia vencido em Ohio.

"Esse é um momento de grandes desafios para a América, e eu rezo para que o presidente tenha sucesso ao guiar nossa nação", disse Romney. Romney advertiu contra brigas partidárias e pediu que os políticos de ambos os lados "coloquem o povo à frente da política."

Foto: Chris Carlson/Associated Press

Barack Obama comemora com a família, a esposa Michelle, e suas duas filhas, Malia e Sasha, que foram homenageadas pelo presidente durante o discurso da vitória

Obama disse à sua multidão de correligionários que pretende se reunir com Romney nas próximas semanas para estudar maneiras de enfrentar os desafios futuros.

O presidente democrata apesar de ter obtido vitórias apertadas em Ohio e nos outros disputados estados-chave de Virginia, Nevada, Iowa e Colorado, foram suficientes para garantirem a Obama superar os 270 votos necessários no Colégio Eleitoral no sistema de escolha presidencial Estado a Estado dos EUA. Os assessores de Romney confessaram a imprensa que ficaram surpresos com o tamanho da derrota.

A vitória de Obama em Ohio, o Estado mais disputado, foi crucial para conseguir os votos mínimos no Colégio Eleitoral, acabando com as esperanças de Romney de vencer em uma série de Estados-chave. O único Estado estratégico vencido pelo republicano foi a Carolina do Norte.

Foto: Shannon Stapleton/Reuters

Bela eleitora de Mitt Romney emocionada durante o discurso da derrota do seu candidato, em

Romney demorou para reconhecer a derrota porque alguns republicanos questionaram se Obama tinha de fato ganhado em Ohio, apesar de vários especialistas em eleições nas grandes emissoras de TV declararem a vitória do presidente.

A adição posterior de Colorado e Virgínia à contagem de Obama, de acordo com as projeções, significava que mesmo que o resultado final de Ohio fosse revertido, Romney ainda não teria conseguido o número necessário de votos eleitorais.

Foto: Sipa EUA / Rex Features

O Empire State Building, em Nova York é iluminada com luz azul, a cor dos democratas, sinalizando a reeleição de Barack Obama

DESAFIOS

Obama, que fez história em 2008 ao ser o primeiro negro eleito presidente dos Estados Unidos, sob o lema de mudança e esperança, terá diversos desafios em seu segundo mandato, diante de uma economia que se recupera lentamente de sua pior crise desde a Grande Depressão dos anos 1930.

Desde o fim da II Guerra Mundial, em 1945, apenas um democrata havia conseguido a reeleição para a Presidência dos Estados Unidos: Bill Clinton, em uma situação econômica muito melhor do que a atual, em que a taxa de desemprego nacional é de 7,9%.

Nenhum presidente americano havia sido capaz de chegar à reeleição com um índice de desemprego acima de 7,2%. Obama ainda enfrenta a difícil tarefa de enfrentar um déficit anual de 1 trilhão de dólares, reduzir a dívida nacional de 16 trilhões de dólares, reformar os caros programas sociais e lidar com o Congresso dividido.

Foto: John Minchillo/Associated Press

Martha Nunez, eleitora de Obama, do Bronx, festeja a vitória do presidente junto com a multidão que assiste a divulgação do resultado na Times Square, em Nova York

A reeleição de Obama também deverá decidir os rumos dos Estados Unidos nos próximos quatro anos em questões como gastos públicos, saúde, o papel do estado e os desafios da política externa, como a ascensão da China e as ambições nucleares do Irã.

Um país dividido e menos esperançoso que o presidente resolva num passe de mágica todos os problemas e um presidente mais maduro e experiente, disposto a reconhecer os erros e negociar com mais flexibilidade com os adversários, é o que se pode esperar dos próximos quatro anos de Obama na Casa Branca.

Foto: Kirsten Luce/New York Times


6 de nov. de 2012

Obama ou Romney, quem ocupará a Casa Branca, nos próximos quarto anos?

ESTADOS UNIDOS – Eleição Presidencial - 2012
Obama ou Romney, quem ocupará a Casa Branca,
nos próximos quarto anos?
Nesta terça-feira, mais de 200 milhões de americanos estão apotos a votar para eleger o seu próximo presidente. A votação terminará na madrugada desta quarta-feira (horário de Brasília). A disputa que opõe o democrata Barack Obama, o atual presidente, e o republicano Mitt Romney, é uma das mais equilibradas da história política americana.

Charge : HUMBERTO - Jornal do Commercio (PE)

Postado por Toinho de Passira
Texto de John Whitesides, para a Reuters
Fonte: Reuters

No auge de uma prolongada e acirrada campanha pela Casa Branca, eleitores norte-americanos votam nesta terça-feira numa eleição que as pesquisas mostram o presidente Barack Obama e o adversário republicano, Mitt Romney, em empate técnico e que será decidida em alguns poucos Estados.

As seções eleitorais foram abertas ao amanhecer na Costa Leste e partes do Meio-Oeste, e a Costa Oeste começará a votar nas próximas horas. Pelo menos 120 milhões de norte-americanos devem votar.

A decisão, seja a reeleição do democrata Obama ou a substituição dele pelo republicano Romney, irá ditar os rumos do país nos próximos quatro anos a respeito de gastos públicos, impostos, saúde e questões de política externa, como a ascensão da China e as ambições nucleares do Irã.

As pesquisas nacionais mostram Obama e Romney em empate técnico, mas o presidente tem uma ligeira vantagem em vários Estados estratégicos -- principalmente Ohio.

Pelo sistema eleitoral norte-americano, o presidente é eleito por um Colégio Eleitoral com 538 delegados. Cada Estado envia um número fixo de delegados ao Colégio, proporcional à sua representação no Congresso, e em quase todos os Estados o vencedor local leva todos os delegados, independentemente da margem de votos sobre o segundo colocado. Por isso, a eleição acaba sendo decidida em um punhado de Estados.

Romney, multimilionário ex-executivo de uma firma de investimentos, pode se tornar o primeiro presidente mórmon na história dos EUA, e também um dos norte-americanos mais ricos a chegarem à Casa Branca.

Foto: Emmanuel Dunand / AFP - Getty Images

O candidato presidencial republicano Mitt Romney sorri como sua esposa Ann, depois de terem votado em Belmont, Massachusetts, nesta terça-feira.

Romney votou num centro comunitário perto de sua casa em um subúrbio de Boston e partiu para duas viagens de última hora, incluindo o Estado mais importante da disputa, Ohio.

"Me sinto ótimo sobre Ohio", disse ele quando perguntado se considera o Estado como fundamental para suas chances de vitória.

Obama, o primeiro presidente negro e que tenta se tornar o primeiro democrata reconduzido ao cargo desde Bill Clinton, em 1996, votou de forma antecipada em outubro.

Obama vai passar o dia da eleição em Chicago, sua cidade natal. O presidente fez um último pronunciamento aos eleitores por meio de entrevistas pré-gravadas exibidas nos Estados decisivos da campanha.

"Quatro anos atrás, tivemos um comparecimento incrível", disse Obama a uma rádio de Miami.

"Sei que as pessoas estavam animadas e empolgadas com o prospecto de fazerem história, mas temos que preservar os ganhos que fizemos e continuar avançando."

Alimentada por um volume recorde de publicidade negativa, a disputa entre os dois candidatos esteve focada principalmente na complicada recuperação econômica nacional e no desemprego persistentemente alto. Em alguns momentos, porém, o duelo foi para o lado pessoal.

Foto: Amanda Lucier / The Virginian-Pilot via AP

Fila de votação em Larchmont Elementary School, em Norfolk, Virgínia nesta terça-feira. Wright e Johnson, ambos e de Richmond, estava animado para votar pela primeira vez numa eleição presidencial.

INCENTIVO AO COMPARECIMENTO

À medida que os norte-americanos seguiam para votar, as duas campanhas realizavam ligações telefônicas para tentar mobilizar os eleitores a comparecer.

As urnas começam a ser fechadas em Indiana e Kentucky às 18h (21h no horário de Brasília), e vai terminando nos demais Estados ao longo das seis horas seguintes.

Os primeiros resultados, como é tradição, já foram apurados em Dixville Notch e Hart's Location, em New Hampshire, logo depois da meia-noite (3h em Brasília).

Obama e Romney empataram em Dixville Notch, com cinco votos. Em Hart's Location, Obama venceu com 23 votos, contra 9 de Romney e 2 do candidato do Partido Libertário, Gary Johnson.

O caráter apertado da disputa gera temores de que se repita a situação de 2000, quando o pleito foi decidido pela Suprema Corte. As duas campanhas montaram equipes jurídicas para lidar com possíveis problemas de votação, impugnações e recontagens.

Foto: Lucas Jackson / Reuters

Mesários tentar acionar um gerador num local improvisado de votação para a eleição presidencial dos EUA, no Queens em Nova Iorque, numa das áreas devastadas pelo furação Sandy.

O equilíbrio de poder no Congresso também estará em jogo. O resultado da votação para a Câmara e parte do Senado deve influenciar o resultado das negociações em torno do "abismo fiscal" relacionado ao pacote de cortes de gastos públicos e aumentos tributários que entrará em vigor no começo de 2013, caso não haja acordo em contrário.

Pelas últimas pesquisas, a expectativa é de que os democratas mantenham a pequena maioria no Senado, e que os republicanos preservem o controle da Câmara.

Apesar dos problemas na economia, Obama parecia em setembro se encaminhar para uma reeleição relativamente tranquila, depois de demonstrar força na convenção partidária e ver Romney sofrer uma série de tropeços -- inclusive a divulgação de um vídeo, gravado sigilosamente meses antes, na qual ele desqualificava os eleitores de Obama, dizendo serem pessoas vitimizadas e excessivamente dependentes do governo. Naquele vídeo, ele estimava que esse grupo compõe 47 por cento do eleitorado.

Mas Romney se recuperou depois do primeiro debate da campanha, em 3 de outubro, em Denver, onde as críticas certeiras ao presidente e a reação apática de Obama marcaram o início de uma lenta ascensão do republicano nas pesquisas. Obama pareceu retomar o comando da disputa na última semana, liderando a operação federal de socorro às vítimas da tempestade Sandy.

A disputa presidencial agora parece fadada a ser decidida pelo comparecimento eleitoral, especialmente qual combinação de eleitores --democratas, republicanos, brancos, membros de minorias, jovens, idosos e independentes-- aparecerá nas seções eleitorais.

Foto: Rogerio Barbosa / AFP - Getty Images

Os eleitores se preparam para votar em Dixville Notch, New Hampshire

MARATONA FINAL

No último dia de campanha, Obama e Romney percorreram sete Estados decisivos, tentando estimular seus apoiadores a saírem de casa para votar, e fazendo um último apelo aos indecisos.

Obama se concentrou em Wisconsin, Ohio e Iowa, três Estados do Meio-Oeste com os quais, salvo em caso de surpresas em outros lugares, ele conseguiria chegar s 270 votos necessários no Colégio Eleitoral.

Romney visitou Flórida, Virgínia e Ohio, Estados cruciais para uma eventual vitória sua, e terminou o dia em New Hampshire, mesmo local onde, em junho de 2011, lançou sua campanha a presidente.

Após dois dias viajando quase em tempo integral, Obama encerrou a campanha com um comício em Des Moines, Iowa. Foi lá que, em 2008, uma vitória no "caucus" democrata marcou o início de sua trajetória à Casa Branca.

"Volto a Iowa mais uma vez para pedir seu voto. Voltei para lhes pedir para ajudar a terminar o que começamos, porque é onde nosso movimento por mudança começou", disse ele a cerca de 20 mil pessoas.

Foto: Jewel Samad / AFP - Getty Images

Presidente Barack Obama fala a imprensa no escritório de campanha em Chicago, Illinois, nesta terça-feira.

A voz de Obama ficou embargada, e ele derramou lágrimas ao refletir sobre as pessoas que ajudaram sua campanha.

O último dia de Romney incluiu paradas na Flórida, Virgínia, Ohio e New Hampshire. "Estamos a um dia de um recomeço", disse o candidato, já rouco --era o quinto discurso do dia-- diante de 12 mil seguidores que lotaram um ginásio de Manchester (New Hampshire) para um entusiasmado comício da "Vitória Final".

O denominador comum de ambos os candidatos foi Ohio, o mais crucial dos Estados decisivos, especialmente para Romney. Sem os 18 votos do Estado no Colégio Eleitoral, as opções de vitória para o republicano ficam bastante limitadas.

As pesquisas em Ohio mostram Obama há meses com uma vantagem pequena, mas consistente, motivada em parte pelo apoio dele a um resgate federal do setor automobilístico, responsável por um em cada oito empregos no Estado, e pela boa situação econômica de Ohio, onde o desemprego está abaixo da média nacional, de 7,9 por cento.

Num último esforço para falar ao eleitorado nacional, Obama e Romney gravaram inserções para o intervalo dos jogos de futebol americano transmitidos na segunda-feira à noite, e falaram em tom descontraído da sua torcida pelos times Chicago Bears e New England Patriots, respectivamente.


Reportagem adicional de Jeff Mason em Iowa; e Patricia Zengerle e Herb Swanson em New Hampshire
*Acrescentamos subtítulo, ilustração, fotos e legendas a publicação original

30 de out. de 2012

Furacão Sandy complica reta final da tensa campanha eleitoral nos EUA

ESTADOS UNIDOS- Eleição Presidencia- 2012
Furacão Sandy complica reta final
da tensa campanha eleitoral nos EUA
Diante de uma das maiores tempestades já vistas nos EUA, não há espaço para ataques políticos, e os dois lados prometeram deixar os interesses eleitorais em segundo plano. Mas, reservadamente, as campanhas se questionam sobre o impacto de Sandy numa semana em que as aparições de candidatos e a mobilização de militantes porta a porta é tão importante para levar os eleitores às urnas.

Foto: Jonathan Ernst / Reuters

O presidente Barack Obama na “Agência Federal de Gestão de Emergências”, em Washington, protagonismo extra que pode dar vantagens sobre Romney se a sua atuação for adequada

Postado por Toinho de Passira
Texto de John Whitesides e Patricia Zengerle
Fonte: Reuters

A tensa e imprevisível disputa pela Presidência dos EUA ganhou contornos ainda mais dramáticos quando a gigantesca tempestade Sandy criou delicados desafios políticos para o presidente Barack Obama e o adversário republicano, Mitt Romney, além de gerar a perspectiva de um processo de votação caótico.

Paralisada, a Costa Leste está sendo castigada pela tempestade e a campanha presidencial foi congelada, justamente quando os dois candidatos preparavam a ofensiva final, a uma semana do dia da votação.

Diante de uma das maiores tempestades já vistas nos EUA, não há espaço para ataques políticos, e os dois lados prometeram deixar os interesses eleitorais em segundo plano. Mas, reservadamente, as campanhas se questionam sobre o impacto de Sandy numa semana em que as aparições de candidatos e a mobilização de militantes porta a porta é tão importante para levar os eleitores às urnas.

Há temores também a respeito do impacto sobre a votação antecipada, que é uma prioridade para as duas campanhas, mas especialmente para Obama. Há também o risco de que milhões de pessoas estejam sem energia nas suas casas e nas suas seções eleitorais na próxima terça-feira, dia oficial da eleição.

Como presidente, Obama é o principal responsável pela reação governamental à tempestade, e terá assim uma chance de demonstrar liderança -- algo que Romney frequentemente cita como um ponto negativo do democrata.

O maior risco para Obama é ser comparado ao antecessor, o republicano George W. Bush, cujo governo teve uma reação desastrada quando o furacão Katrina devastou Nova Orleans, em 2005.

Obama cancelou comícios na segunda e terça-feira em Estados eleitoralmente estratégicos, e voltou da Flórida para a Casa Branca a fim de se reunir com autoridades federais de emergência.

A equipe de Romney, após inicialmente manter os compromissos de campanha, aparentemente reconsiderou e anunciou na segunda-feira que o republicano iria cancelar um comício noturno em Wisconsin e remarcar sua agenda da terça-feira.

Romney se somou a Obama em apelos por doações à Cruz Vermelha, e manifestou solidariedade pelas pessoas que vivem na rota do furacão. Ligeiramente atrás nas pesquisas, Romney precisa da visibilidade da reta final de campanha para dar um clima de virada na disputa.

A situação também o impede de fazer críticas muito agressivas ao presidente, e, caso a resposta das autoridades à crise seja positiva, Romney poderá perder pontos por ter defendido um corte nas verbas para as agências federais de emergência, cujas atribuições ele gostaria de transferir parcialmente para os Estados ou para o setor privado.

Sem atribuições oficiais a desempenhar, Romney pode ficar limitado a visitar centros locais de assistência, tentando não atrapalhar as operações de resgate. Já Obama poderá usar seus poderes presidenciais para dar ordens e fazer anúncios, e também se destacar no papel de "confortador" da nação.

"Não estou preocupado a esta altura com o impacto sobre a eleição", disse Obama em resposta a um jornalista que perguntou sobre a campanha. "Estou preocupado com o impacto sobre as famílias, e estou preocupado com nossos socorristas."


Charge: DAVE GRANLUND - USA


23 de out. de 2012

Obama supera Romney no último debate

ESTADOS UNIDOS- Eleição Americana - 2012
Obama supera Romney no último debate
Apesar de continuarem técnicamente empatados, nas pesquisas gerais de intenção de votos, o presidente Obama é ligeiramente favorito, ainda mais agora, que a maioria dos telespectadores, consideraram que foi ele o vencedor dos últimos debates

Foto: Win McNamee/AP

Mitt Romney e Barack Obama respondem a uma questão durante o último debate presidencial antes da eleição.

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Época

As primeiras pesquisas feitas pela imprensa americana apontam o presidente dos Estados Unidos e candidato democrata à reeleição, Barack Obama, como o vencedor do terceiro e último debate com o aspirante republicano à Casa Branca, Mitt Romney, realizado na universidade de Lynn, em Boca Raton, na Flórida, na noite de segunda-feira (22).

A enquete da cadeia CNN, que tem uma margem de erro de 4,5%, assinala que 48% dos telespectadores que assistiram ao debate realizado na Universidade Lynn, em Boca Ratón (Flórida), preferiram o desempenho de Obama, enquanto 40% enxergaram vitória de Romney.

Já a pesquisa feita pela emissora CBS, que ouviu 521 eleitores indecisos, apontam superioridade de Obama para 53% deles, contra 23% que preferiram Romney e 24% que viram empate entre os dois candidatos. A margem de erro desta pesquisa é de quatro pontos percentuais.

No primeiro debate, as enquetes apontaram vitória clara de Mitt Romney, enquanto Obama venceu o segundo encontro, embora por margem mais estreita.

17 de out. de 2012

Obama supera Romney no segundo debate: melhora nas pesquisas de intenção de voto, mas ...

ESTADOS UNIDOS – Eleição presidencial 2012
Obama supera Romney no segundo debate: melhora nas pesquisas de intenção de voto, mas ...
Demonstrando mais segurança e reagindo com mais veemência, o presidente Obama superou ligeiramente o seu oponente o republicano, Mitt Romney, no segundo debate. A recuperação do presidente reequilibrou a disputa pela Casa Branca, mas a situação de empate técnico permanece e parece que só será definida quando publicado resultado da eleição do dia 6 de novembro

Foto: Eric Gay/AP

O candidato republicano, Mitt Romney, e o presidente Barack Obama se enfrentam durante o segundo debate presidencial, em Nova York

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Terra, Época


O desempenho do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no segundo debate com o republicano Mitt Romney, aliviou a péssima impressão deixada no primeiro encontro entre os dois. Obama pode ainda não ter convencido a maioria dos indecisos de que fará algo de novo caso ganhe um segundo mandato, mas ao menos mostrou no embate um grau maior de convicção e munição contra os argumentos do adversário.

Não era preciso muito, na noite de terça-feira (16), para que o presidente evoluísse em comparação ao primeiro encontro com Romney, no dia 3. Seu desempenho naquele dia fora tão desastroso que não poderia ser superado negativamente.

Em sua segunda chance, o Obama indolente e cabisbaixo de duas semanas atrás deu lugar a um candidato com sorriso no rosto e pronto para a luta. Romney sabia que o presidente viria com outro ânimo, mas não soube reagir bem.

No primeiro debate, ele fora pouco importunado por Obama e fez bem a lição de casa, beneficiado por um formato de pouca interação. Na noite de terça, o ritmo ia de acordo com as perguntas de eleitores indecisos, um modelo mais flexível em que o presidente teve melhor desenvoltura

Essa diferença ficou evidente quando Romney respondeu a uma pergunta de uma eleitora hispânica sobre qual seria sua política para imigrantes que não possuem o green card (documento que garante aos estrangeiros residência permanente nos EUA), mas contribuem para a economia americana. Ele disse que combateria a imigração ilegal e tentou colocar Obama na parede ao questioná-lo por que não aprovou uma reforma imigratória quando tinha a maioria no Congresso.

O presidente se esquivou e relembrou que Romney defende a política da autodeportação, adotada pelo Estado do Arizona, em que o Estado fecha as portas ao imigrante de tal forma que ele fica compelido a ir embora.

A mediadora, Candy Crowley, quis então ouvir de Romney uma resposta sobre a autodeportação. Aparentando nervosismo, ele se complicou e ainda a cortou para comentar sobre o que Obama dissera havia alguns minutos a respeito de Romney investir em companhias que transferiram empregos dos EUA para a China. Romney disse que Obama também tinha investimentos na China por meio de seu fundo de pensão. E lhe perguntou:

“O senhor tem olhado para sua pensão?” A resposta de Obama provocou risos na plateia e desmontou o adversário: “Não olho. Não é tão grande quanto a sua, então não demora tanto tempo (para ver)”.

Mesmo diante de um tema que lhe seria favorável, Romney escorregou. A pergunta a Obama era sobre os ataques ao consulado americano em Benghazi, na Líbia, do qual foi vítima o embaixador Chris Stevens. Na sua vez de replicar, Romney disse que o presidente demorou 14 dias para classificar o episódio como um “ato de terror”. Pois Obama usou justamente essa expressão no dia seguinte ao ocorrido na Líbia.

Foto: AFP

Obama usou de ironia e fez Romney tropeçar

Em uma intervenção criticada pelos assessores de Romney, a mediadora confirmou, a ponto de Obama aproveitar para fazer troça: “Você pode dizer um pouco mais alto, Candy?” Na verdade, a Casa Branca demorou bastante para admitir que o ataque em Benghazi fora uma ação orquestrada, não o resultado de um protesto espontâneo. E o “ato de terror” dito por Obama teve, à ocasião, um tom genérico. Ele mesmo deu a entender ontem que o governo não agiu da melhor forma e assumiu toda a responsabilidade pela morte do diplomata e de outros três funcionários americanos.

Mas o que fica do debate é a imagem de Romney sendo corrigido e desmoralizado pela mediadora. A equipe do republicano até tem motivos para reclamar de Candy Crowley, âncora do programa State of the Union, da CNN. Ela mesma disse, após o debate, que Romney estava certo em apontar a demora da Casa Branca em reconhecer o caráter terrorista do ataque, mas o corrigiu porque ele "escolheu a palavra errada". Crowley não foi exatamente imparcial nesse ponto, mas Romney poderia ter se saído melhor naquele momento.

Obama usou todas as armas à disposição. Disse duas vezes que Osama Bin Laden foi morto em seu governo e fechou a noite com uma sarcástica menção à famigerada declaração dos “47%” de Romney. “Acredito que Romney seja um bom homem. Ama sua família, importa-se com sua fé. Mas acho também que, quando ele disse a portas fechadas que 47% do país se consideram vítimas que recusam ter responsabilidades pessoais, pense sobre quem ele está falando.” Como ele era o último a falar, Romney não teve como retrucar e o debate acabou com a impressão de que o presidente saiu por cima.

O que fica do segundo debate é a certeza de que os indecisos continuam como tal. Se Obama foi melhor na forma, pouco acrescentou na substância – assim como fora Romney no primeiro debate. O presidente continua a defender mais do mesmo para resolver os problemas do país.

Do outro lado, Romney tampouco ganha a confiança do eleitorado em cima do muro porque ora diz que baixará os impostos igualmente para todos, ora afirma que vai apertar o cinto dos mais ricos.

O próximo e último debate, no dia 22, será focado em política externa. Pelo que se viu ontem, Romney precisa se preparar melhor, pois Obama tem alguns pontos a favor nesse terreno.

Nada, porém, que o possa fazer franco favorito. Até agora, vencerá as eleições do dia 6 de novembro o candidato menos pior

A s primeiras pesquisas feitas após o segundo debate presidencial nos Estados Unidos indicam vitória do atual líder e candidato à reeleição, o democrata Barack Obama, embora por uma margem mais estreita que a do triunfo obtido por seu rival republicano, Mitt Romney, no primeiro encontro dos dois.

Segundo a enquete realizada pela cadeia CNN, 46% dos cidadãos consideram que Obama ganhou o segundo dos três debates presidenciais, enquanto 39% acreditam em vitória de Romney.

Além disso, questionados se o presidente dos EUA teve participação melhor que a do primeiro debate, realizado em Denver (Colorado), 73% disseram que sim. A pesquisa feita pela cadeia CBS também mostra Obama como vencedor do encontro desta terça-feira. Essa é a opinião de 37% dos eleitores ouvidos para a produção da enquete, enquanto 30% preferiram Romney e 33% enxergaram empate.

No primeiro debate, realizado no dia 3 de outubro, 67% dos telespectadores da CNN consideraram que Romney foi melhor, contra 25% que preferiram o desempenho de Obama. Já a enquete realizada pela CBS revelou que 46% acharam que o republicano ganhou o encontro, contra 22% que viram Obama melhor e 34% que se inclinaram pelo empate.


11 de out. de 2012

Obama continua a caindo nas pesquisas

ESTADOS UNIDOS – Eleição Presidencial Americana
Obama continua a caindo nas pesquisas
Mitt Romney, o candidato opositor, “tem desfrutado de um de seus melhores momentos da campanha, após vencer o primeiro debate presidencial na semana passada, parcialmente em razão do desempenho passivo de Obama naquele enfrentamento”.


Antes do debate Obama chegou a ter nove pontos percentuais sobre Mitt Romney

Postado por Toinho de Passira
Texto de Patricia Zengerle
Fonte: Reuters

O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, ampliou numericamente a sua liderança sobre o presidente Barack Obama para 3 pontos percentuais, de acordo com uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta quinta-feira, antes de um aguardado debate entre os dois candidatos a vice.

Romney agora lidera a disputa pela Casa Branca com 47 por cento, contra 44 por cento de Obama, entre os prováveis eleitores ouvidos na pesquisa feita online, a menos de um mês da eleição de 6 de novembro. Na quarta-feira, o republicano tinha um ponto de vantagem sobre Obama, a primeira liderança dele em mais de um mês.

Romney tem desfrutado de um de seus melhores momentos da campanha, após vencer o primeiro debate presidencial na semana passada, parcialmente em razão do desempenho passivo de Obama naquele enfrentamento.

"A força está na direção de Romney agora", disse a pesquisadora da Ipsos, Julia Clark.

O vice-presidente Joe Biden tentará recuperar alguma força para a reeleição de Obama quando estiver diante do candidato republicano a vice, Paul Ryan, na noite desta quinta-feira, no único debate da campanha entre eles.

Biden, político veterano e bom debatedor, conhecido por desferir ataques destruidores com um sorriso, tentará melhorar a perspectiva para os democratas antes de um segundo debate entre Romney e Obama na terça-feira.

Presidente do comitê do orçamento da Câmara dos Deputados, Ryan tentará resistir à agressividade de Biden e evitar a tendência de se atolar em números.

A pesquisadora da Ipsos afirmou que a ascensão de Romney nas pesquisas foi de convencer eleitores indecisos, não de conquistar quem já apoia Obama. E havia sinais de que ainda há muitos votos a ser conquistados.

Dezesseis por cento dos eleitores registrados afirmaram que ainda podem mudar de opinião sobre em quem votar, incluindo 28 por cento dos independentes entrevistados.

Sete por cento dos eleitores registrados afirmaram que já se aproveitaram dos programas que permitem votar mais cedo, e outros 27 por cento disseram que planejam votar antes do dia da eleição.

A pesquisa online com 1.092 prováveis eleitores e 1.312 eleitores registrados foi feita entre 7 e 11 de outubro.

A precisão das pesquisas Reuters/Ipsos é medida usando um intervalo de credibilidade. Neste caso, a pesquisa tem um intervalo de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos para eleitores registrados e de 3,4 para prováveis eleitores.


4 de out. de 2012

Debate: Romney agressivo, Obama na defensiva

ESTADOS UNIDOS - Eleições Presidenciais 2012
Debate: Romney agressivo, Obama na defensiva
Nove pontos percentuais atrás de Obama, Mitt Romney usou o 1º debate da campanha presidencial para pressionar fortemente Obama. Republicano viu 'fracasso' no governo rival e prometeu novos caminhos. Obama reagiu dizendo que após o país beirar 'colapso' agora vai na trilha certa.

Fotos: David Goldman / Eric Gay

Mitt Romney e o presidente Barack Obama fizeram um debate acalourado

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Stern, The New York Times, Washington Post

Os candidatos à presidência dos EUA Barack Obama, democrata, e Mitt Romney, republicano, fizeram nesta quarta-feira (3) um debate acalorado, dominado pelos temas econômicos, em que o desafiante manteve sob pressão o atual presidente, que tenta a reeleição.

O debate televisionado, dedicado principalmente aos temas da política interna e economia dos EUA, tinha seis segmentos previstos de 15 minutos cada, mas acabou não seguindo fielmente essa progamação graças à "alta temperatura" da discussão entre os rivais.

A 33 dias das eleições de novembro, o debate, primeiro de uma série de três, estava sendo encarado como uma maneira de o desafiante Romney, de 65 anos, ligeiramente atrás de Obama, de 51, nas pesquisas eleitorais, "virar o jogo" sobre o adversário.

Agressivo desde o começo, o republicano várias vezes interrompeu o rival e o mediador. Ele atacou as políticas do presidente e disse que seu primeiro governo "não teve sucesso" ao lidar com a crise.

Já Obama defendeu seu governo, bateu na tecla de que o pior da crise já passou e acusou o rival de não ter propostas claras em alguns pontos e de "repetir" políticas que já não deram certo nos governo do ex-presidente George W. Bush.

Em meio às diferenças, os dois candidatos prometeram baixar impostos para reaquecer a economia e melhorar a vida da classe média.

O veterano editor-executivo do "PBS NewsHour", Jim Lehrer, foi o mediador.

Foto: Michael Reynolds/AFP

No início, os candidatos se cumprimentaram rapidamente, sob aplausos da plateia na Universidade de Denver, no Colorado

CRIAÇÃO DE EMPREGOS - A primeira pergunta, para Obama, foi sobre quais são as diferenças entre os dois candidatos em relação à criação de empregos, o que gerou uma acalorada conversa também sobre carga tributária -principalmente para a classe média-, educação e produção de energia.

Obama rememorou o fato de o país ter enfrentado uma grande crise financeira e ter ficado "à beira do colapso", mas ter conseguido reagir, criando 5 milhões de empregos em 30 meses.

O atual presidente afirmou que a tarefa pela frente é de "reconstruir" o país, e que falta muito a ser feito, mas os EUA vão pelo caminho certo, com investimentos em educação e em fontes renováveis de energia.

O presidente que tenta a reeleição criticou a "perspectiva" de Romney, de baixar impostos e diminuir a regulamentação e disse que o importante é investir em educação e agir junto aos pequenos negócios.

Romney começou sua primeira intervenção parabenizando Obama pelo seu aniversário de 20 anos de casamento. Ele brincou dizendo que não havia melhor maneira de comemorar que esta, em um debate.

Depois, em uma tentativa de "humanizar" sua fala, contou a história de uma eleitora desempregada que lhe relatou sua situação.

Em um tom seguro e firme, ele acusou o governo atual de criar um ambiente hostil para as pequenas empresas, com muitos impostos e regulamentações.

Romney definiu o governo democrata de Obama como um "governo de cima para baixo", que "não obteve sucesso na economia".

Romney prometeu fazer os Estados Unidos "voltarem a funcionar", e disse que seu programa econômico segue "um caminho diferente" do de Obama, acusando o presidente de ter proposto uma plataforma eleitoral de quatro anos atrás e que não deu certo.

Obama, que usava uma gravata azul, cor do seu Partido Democrata, voltou a prometer investimento em educação e criação de empregos, alertando para o risco de fuga de empresas para outros países.

O democrata disse que é necessário reduzir as despesas do governo, ao mesmo tempo que cuidar do investimento em fontes alternativas de energia, tudo isso sem onerar a classe média americana.

Foto: Josh Haner / The New York Times

"Os EUA vão melhor quando a classe média vai melhor", disse Obama

O republicano retomou a palavra traçando um cenário sombrio e dizendo que a classe média americana está sendo "esmagada" por custos como o do combustível.

Romney reafirmou a necessidade de enxugar os gastos do estado e aliviar os impostos da classe média e das empresas, mas sem que isso acarrete perda de receita e sem aumento do déficit público.

Ele também citou a necessidade de criar novos mercados para os EUA, em especial com a América Latina, para "enfrentar a China, esteja ela trapaceando ou não".

Essa abertura comercial era um dos cinco pontos do plano econômico proposto por Romney. Os outros são: independência energética; educação; orçamento público equilibrado; e ajuda aos pequenos negócios.

Obama ironizou o adversário de supostamente voltar atrás em seu plano de cortes amplos de impostos, no primeiro momento tenso de seu debate.

"Bem, nos últimos 18 meses, ele defende este plano tarifário e agora, cinco semanas antes das eleições, ele diz que esta sua ideia audaciosa 'não tem importância'" disse Obama, depois que Romney negou que seus planos aumentariam o déficit do orçamento americano.

Romney, por sua vez, acusou Obama de dar ideias falsas sobre seu plano de redução de impostos.

O democrata retrucou chamando o plano de Romney de "ultrapassado" e já usado pelos republicanos.

"Quente", o primeiro bloco do debate "estourou" o tempo previsto.

Foto: Doug Mills / The New York Time

DÉFICIT - A segunda pergunta foi sobre a questão do déficit federal.

Desta vez, Romney começou respondendo, garantindo que não planeja aumentar o déficit. Ele acusou Obama de ter dobrado a dívida pública, ao que o presidente replicou dizendo que já assumiu com um déficit alto.

O democrata defendeu sua política fiscal afirmando que "cortou gastos que não estavam dando certo".

Incisivo, Romney reafirmou o que chamou de "fracasso" de Obama em cortar gastos, dizendo que o democrata prometeu cortar a dívida pela metade, mas não o fez, e que o nível atual da dívida pública americana era "imoral".

Ele também afirmou acreditar que aumentar impostos não gera equilíbrio orçamentário e disse que, em seu governo, os EUA não iriam "trilhar o caminho da Espanha", que segundo ele dedica "mais de 40% do orçamento público ao governo".

PREVIDÊNCIA SOCIAL - A terceira pergunta foi sobre seguridade social.

Obama reafirmou a importância do seguro social, e Romney afirmou que não planeja mudanças para os pensionistas.

O presidente acusou seu rival de não ter apresentado claramente suas propostas para a previdência social e defendeu o chamado "Obamacare", aprovado pelo democrata, reafirmando a necessidade de baixar os custos do acesso à saúde para a população.

Foto: Saul Loeb/AFP

REGULAMENTAÇÃO DA ECONOMIA - A quarta pergunta voltou à seara da economia, versando sobre a regulamentação.

Romney afirmou que há excesso de regulamentação econômica no governo Obama, o que prejudicou os EUA.

O democrata retrucou lembrando da crise de Wall Street: "Vocês acham que havia excesso de regulamentação em Wall Street?", desafiou.

Na análise do democrata, a crise econômica internacional de 2008 foi deflagrada pela falta de regulamentação.


SAÚDE - Romney afirmou que o custo do acesso à saúde no país é alto e deu como exemplo o que fez em seu estado natal Massachusetts, quando foi governador.

Obama reafirmou que o acesso a saúde barata é fundamental para "garantir segurança" às famílias de classe média, o que, segundo ele, foi obtido pelo "Obamacare".

Ele afirmou que, em Massachusetts, os democratas participaram da criação do modelo de acesso à saúde, no que foi imediatamente contestado pelo republicano.

Romney acusou Obama de "forçar" a aprovação do Obamacare sem discuti-lo com a oposição. O presidente respondeu dizendo que consultou especialistas para aprovar seu plano e disse que ele vem funcionando na prática, diminuindo os custos.

Questionado pelo mediador, Romney voltou à carga afirmando que, com a revogação do Obamacare, os custos baixariam.

Foto: James Hill/The New York Times

Eleitores assistem ao debate em um restaurente, em Nova York

PAPEL DO GOVERNO Questionado sobre o papel do governo, o atual presidente disse que, para ele, o principal é manter o cidadão seguro, mas que ele também pode abrir oportunidades, sem restringir a liberdade das pessoas.

Romney afirmou que pretende manter os gastos militares e, citando Deus, disse que devemos nos ajudar, mas que o governo não pode fazer melhor que as "pessoas que buscam o seu próprio sonho". Para ele, o alto nível de desemprego do governo Obama é a prova de que o governo "não está funcionando".

EDUCAÇÃO - Questionado sobre educação, Obama afirmou que pretende trabalhar em conjunto com os governadores para melhorar o setor. Ele voltou a acusar Romney de ser pouco preciso nas propostas para o setor e disse que a proposta republicana acabaria "destruindo os investimentos em saúde e educação" no país.

O republicano acusou Obama de não investir em educação tanto quando apregoa e prometeu que, se eleito, não vai cortar verbas no setor.

IMPASSE PARTIDÁRIO A últimas pergunta foi sobre o que os candidatos fariam para tentar impedir o tradicional "impasse" no Congresso.

Romney prometeu negociar desde o primeiro dia de seu eventual mandato com os dois principais partidos, como fez, segundo ele, quando era governador.

Obama disse que aceita ideias da oposição, contanto que elas favoreçam a classe média.

Foto: Doug Mills / The New York Times

CONSIDERAÇÕES FINAIS - Ao encerrar sua participação, Obama relembrou o fato de o país ter, segundo ele, atravessado "o pior" da crise.

Ele disse que tem uma boa avaliação de seu governo, lembrou que havia alertado que "não era perfeito", mas prometeu que vai continuar, no segundo mandato, a luta pelas famílias de classe média em momentos difíceis.

"Há quatro anos, disse que não era um homem perfeito, e que não seria um presidente perfeito, e isso é provavelmente uma promessa que o governador Romney provavelmente pensa que eu mantive", disse.

"Também prometi que lutaria a cada dia em nome do povo americano, a classe média e todos aqueles que se esforçam. Mantenho essa promessa, e, se votarem em mim, prometo que trabalharei duro em um segundo mandato."

Já Romney afirmou que a eleição é maior que os candidatos e os partidos, pois trata dos rumos dos Estados Unidos.

Ele prometeu criar 12 milhões de novos empregos e dar "uma forma de vida para as pessoas" e dar condições para que "a classe média volte a trabalhar".

Foto: Josh Haner / The New York Time

Ann Romney, junto com familiares, assistindo ao debate

PRÓXIMOS DEBATES - O próximo debate presidencial deve ocorrer em 16 de outubro, em Hempstead, Nova York, segundo a comissão pluripartidária que tradicionalmente organiza os encontros.

Antes disso, os candidatos à vice Joe Biden e Paul Ryan vão debater em Danville, no estado do Kentucky, em 11.

Os debates são uma importante maneira de tentar arrebatar os votos dos indecisos.

Nos estados "dividido", Obama tem 52% das preferências, contra 41% de Romney.

O presidente também lidera nos chamados "estados chave": Virgínia, Ohio e Flórida.

Foto: Michael Reynolds/AFP

Michelle Obama, comemoração de aniversário de casamento, no dia do debate


5 de set. de 2012

EUA: Pela reeleição de Obama, começa convenção democrata

ESTADOS UNIDOS – Eleição 2012
Pela reeleição de Obama, começa convenção democrata
Em tom emotivo, democratas tentam manter Barack Obama por mais quatro anos na Casa Branca. Michelle Obama, fez o mais importante discurso da noite, pedindo em tom pessoal que americanos confiem mais quatro anos ao marido. Falou também, entre outros, o prefeito de San Antonio o 1º latino a fazer discurso-chave em Convenção Democrata.

Foto: John Brecher/NBC News

Michelle Obama faz discurso emotivo na Convenção Democrata em Charlotte, na Carolina do Norte

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, CNN - Blog, Ultimo Segundo , The Washington Post, Reuters

Os democratas lançaram Barack Obama em seu caminho incerto para a reeleição durante o primeiro dia da Convenção Nacional do partido nesta terça-feira em Charlotte, Carolina do Norte, retratando o presidente dos EUA como alguém que entende as dificuldades dos americanos comuns, enquanto apresentavam seu rival Mitt Romney como uma pessoa da classe privilegiada e sem contato com a realidade.

O principal e último discurso da noite foi o da primeira-dama Michelle Obama, que fez um pronunciamento cheio de frases afetuosas em relação ao líder americano. Com relatos de como Obama é um pai e marido amoroso, a primeira-dama afirmou que o atual presidente “é o homem que podemos confiar” para reviver a economia dos EUA, que atualmente sofre com alto desemprego, fraco crescimento e temores de volta da recessão.

Foto: Jae C. Hong/Associated Press

Michelle Obama, ovacionada pela multidão democrata

Usando um vestido fúcsia e sob ensurdecedores aplausos ao longo de seu pronunciamento perante milhares na Time Warner Cable Arena, Michelle diferenciou seu marido de Mitt Romney sem mencionar o nome do republicano.

Ela lembrou a história de vida mais humilde de Obama quando jovem, que dirigia um carro velho e que por um período de sua vida só teve como escolha usar calçados menores do que seu número.

Foto: J. Scott Applewhite/Reuters

“No fim do dia, meu título mais importante é o de mamãe-em-chefe.”

Relembrando a trajetória iniciada há quatro anos, quando Obama foi eleito o primeiro presidente negro dos EUA, Michelle disse que seu principal trabalho não é o de primeira-dama:

“No fim do dia, meu título mais importante é o de mamãe-em-chefe.”

A frase em referência a suas filhas Malia e Sasha estimulou uma ovação durante seu discurso, que foi o mais importante do primeiro dia do evento que oficializará Obama como candidato à reeleição com a votação marcada para 6 de novembro.

No horário nobre da TV americana, ela conclamou os eleitores a manter seu marido na Casa Branca, afirmando que ele é um líder que “sabe em primeira mão as dificuldades cotidianas de todos os americanos, os ouve como presidente e tem uma agenda com seus interesses em mente”.

Para aqueles que veem como frustradas suas expectativas em relação a um candidato que na campanha de 2008 projetou a ideia de que a mudança imediata era possível, Michelle disse que Obama sempre a lembra que “a mudança é difícil e lenta e nunca acontece de uma vez”.

Foto: Pete Souza/White House/AFP/Reuters

Na Casa Branca, Obama assiste ao discurso da mulher com as filhas Malia e Sasha

De acordo com uma pesquisa de maio do Gallup, Michelle é vista positivamente por 66% dos americanos, superior à popularidade do marido. Muito disso se deve ao fato de Michelle manter-se relativamente longe da política usando seu papel de primeira-dama em campanhas pela alimentação orgânica (cultivando exemplamente uma horta na Casa Branca), contra a obesidade infantil e a ações de apoio a família de militares veteranos. Em sua defesa das atividades físicas, recentemente foi vista competindo com os apresentadores Ellen DeGeneres e Jimmy Fallon na TV.

Foto: J. Scott Applewhite/Herald Standard
Julián Castro: Um latino na Casa Branca?
Michelle foi precedida no palco pelo prefeito de San Antonio (Texas), Julián Castro, o primeiro americano de origem latina a fazer o discurso-chave da Convenção Democrata, em um aceno a eleitores hispânicos cujos votos são essenciais em Estados como Flórida, Colorado, Nevada e Novo México.

O prefeiro de San Antonio primeiramente lembrou sua infância humilde para pontuar que ele e seu irmão gêmeo Joaquin, um legislador do Texas que deve ser eleito para o Congresso em novembro, devem seu êxito à luta de sua avó mexicana e de sua mãe e às oportunidades encontradas nos EUA.

Castro e o irmão vêm de uma família de baixa renda e tiveram de recorrer a bolsas, créditos estudantis e empréstimos para estudar nas prestigiosas Universidade de Stanford e na Faculdade de Direito de Harvard. “Minha história não é especial. O que é especial são os EUA, que deixam essas histórias acontecerem”, disse sob aplausos.

Ao mesmo tempo, porém, destacou que o país precisa continuar investindo em oportunidades e em educação para crescer e permitir a outras famílias histórias de sucesso. Para tanto, argumentou, os EUA têm de votar em Obama, e não em Romney, que caracterizou como um candidato que quer cortar programas que beneficiam a classe média.

Durante seu discurso, a imagem de sua mãe, Rosie, foi mostrada diversas vezes no telão. Com 65 anos, ela tem um grande papel no fato de os dois filhos terem chegado a cargos oficiais. Ativista dos direitos civis e mãe solteira desde que os gêmeos tinham 8 anos, ela os levava a comícios e frequentemente discutia política com os dois.

Co-presidente da campanha de reeleição de Obama e estrela em ascensão no Partido Democrata, Castro, 37 anos, foi reeleito no ano passado para o cargo em San Antonio com 82% dos votos. Atualmente, tem sido alvo de especulações sobre suas ambições políticas, com alguns considerando possível que se torne o próximo governador do Texas ou mesmo tente a candidatura à presidência daqui quatro anos.

Há oito anos, a incumbência do discurso-chave coube ao então senador pelo Estado de Illinois, Barack Obama, que com seu pronunciamento acabou por se projetar nacionalmente e plantar as primeiras sementes para se eleger há quatro anos.

Foto: Robyn Beck / AFP - Getty Images

O presidente dos EUA será oficialmente nomeado para disputar um novo mandato na quarta-feira durante discurso do ex-presidente Bill Clinton (1993-2001). Na noite de quinta-feira, o líder americano aceitará a candidatura no Estádio Bank of America, que tem capacidade para quase 74 mil espectadores.

Pesquisas mostram Obama e Romney empatadas para as eleições. O republicano é visto como melhor candidato para melhorar a economia, a principal preocupação da campanha do atual presidente. Mas Obama é considerado mais capaz de se conectar com as preocupações dos americanos de classe média.


Veja, no site da NBC News, uma foto de 360°, do instante em que Michelle Obama, discursava na Convenção Democrata.
*Esse post é baseado no texto da jornalista Leda Balbino, para o site Ultimo Segundo

31 de ago. de 2012

Mitt Romney promete futuro melhor e sobretudo empregos para os americanos

ESTADOS UNIDOS – Eleição 2012
Mitt Romney promete futuro melhor
e sobretudo empregos para os americanos
"Para a maioria dos norte-americanos que atualmente acredita que o futuro não será melhor do que o passado, posso lhes garantir isso: se Barack Obama for reeleito, vocês estarão certos", disse Romney no seu discurso.

Foto: Stephen Crowley/The New York Times

"O que é necessário em nosso país, hoje, não é complicado ou profundo. Não é preciso uma comissão especial do governo para nos dizer o que a América precisa. O que a América precisa é de trabalho. Muitos postos de trabalho", disse o ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, na última noite da Convenção Nacional Republicana, em Tampa, na Flórida.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters , Veja , The Washington Posty, The New York times

Mitt Romney aceitou formalmente, na noite desta quinta-feira, a indicação do Partido Republicano para concorrer à Presidência dos Estados Unidos contra Barack Obama nas eleições de novembro. No discurso de encerramento da convenção do partido, realizada em Tampa, na Flórida, o ex-governador de Massachusetts, de 65 anos, focou nas dificuldades financeiras enfrentadas pelos americanos e prometeu, se eleito, garantir empregos e reforçar a economia do país. O candidato republicano agradeceu a oportunidade de disputar a Casa Branca e afirmou que a nomeação "é uma grande honra e uma responsabilidade ainda maior".

Foto: Bonnie Jo Mount / The Washington Post

"Temos que parar de gastar dinheiro que não temos. E eu serei franco com vocês: não há muito tempo”. "Mas se formos sérios, inteligentes e liderarmos, podemos fazer isto." – disse, o deputado Paul Ryan, candidato a vice, na véspera. Ele representa a aposta de Romney para cativar os setores mais conservadores do partido.

Se no dia anterior Paul Ryan, o candidato a vice, foi responsável por energizar o público da convenção, embora tenha sido criticado por ter encoberto detalhes de seus pontos de vista, nesta quinta Romney não usou artimanhas para cativar a audiência e apresentou um discurso eficiente e sólido, reforçando sua imagem como um administrador bem-sucedido.
>BR>"Obama prometeu desacelerar a elevação dos oceanos e curar o planeta. Eu prometo ajudar vocês e suas famílias", afirmou, buscando atingir os eleitores do democrata decepcionados com os últimos quatros anos de governo.

Empregos - A criação de emprego foi o tema central da apresentação do ex-governador de Massachusetts. "O que é necessário no nosso país hoje não é complicado nem profundo. O que os Estados Unidos precisam é de empregos. Muitos empregos", disse Romney, citando que uma em cada seis famílias americanas hoje são pobres. O candidato elencou os cinco passos que garantiriam sua ambiciosa meta de criar doze milhões de empregos: tornar os EUA autossuficiente de fontes energéticas; capacitação dos jovens para o mercado de trabalho; fortalecer e criar novos tratados comerciais; cortar impostos para os empresários que geram empregos e, por último, fortalecer as pequenas empresas, simplificando a regulação e eliminando o excesso de impostos. Neste último ponto, Romney afirmou que o Obamacare, apelido do programa de saúde criado pelo atual presidente, onera as empresas e garantiu que irá revogá-lo.

Foto: Jason Reed/Reuters

Clint Eastwood disse à multidão inflamada: "Quando alguém não faz o trabalho, temos de mandar embora". Ao seu lado uma cadeira vazia representava um Barack Obama imaginário.

Obama - O republicano atacou medidas de Obama que, segundo ele, estariam ajudando a ampliar o desemprego, como o aumento de impostos para pequenos negócios e o corte de um trilhão de dólares em gastos militares. Romney apontou que a situação nos EUA se tornou sombria e a população pela primeira vez na história do "passou a ter dúvidas" sobre o futuro de seus filhos. "Para a maioria dos americanos que atualmente acredita que o futuro não será melhor do que o passado, posso lhes garantir isso: se Barack Obama for reeleito, vocês estarão certos", disse Romney.

Ele lembrou que há quatro anos os americanos sentiram "um entusiasmo renovado" com a eleição de Obama, e mantiveram otimismo no futuro. Essa esperança, enfatizou, era compartilhada por cada família que buscava uma melhoria, cada pequeno comércio que tentava prosperar e cada graduado universitário à procura de trabalho. "Desejaria que o presidente Obama tivesse obtido êxito, porque quero que os EUA tenham êxito, mas suas promessas deram lugar a decepção e divisão", arrematou, arrancando aplausos.

Foto: Stephen Crowley/The New York Times

Mórmon - Em um dos momentos mais pessoais de sua apresentação, Romney se referiu aos EUA como uma "nação de imigrantes" que vieram em busca de liberdade de religião e de oportunidade para construir suas vidas. O republicano citou, pela primeira vez desde o inicio da disputa eleitoral, a questão de ser mórmon. Ele afirmou que não há nada de estranho na religião e que o mais importante é "o dom do amor incondicional".

Foto: Mike Carlson/Reuters

Política externa - Tratando de forma breve das questões de política externa, Romney disse que o atual presidente foi fraco em diplomacia. Incapaz de ignorar o maior feito militar da administração de Obama, ele elogiou a equipe especial da Marinha que matou o terrorista Osama bin Laden. Contudo, para ele, os americanos ficaram menos seguros nos últimos quatro anos, pois o democrata "não conseguiu diminuir a ameaça nuclear iraniana". Segundo o candidato, o presidente relaxou as sanções ao regime cubano e tem deixado de lado o aliado Israel. "Nós vamos honrar os ideiais democráticos americanos porque um mundo livre é um mundo com mais paz". Ele afirmou que voltará com as políticas externas de Harry Truman e Ronald Reagan.

Foto: Jason Reed/Reuters

PESQUISA - Mitt Romney assumiu uma ligeira vantagem sobre o democrata Barack Obama na disputa presidencial norte-americana, provavelmente devido a visibilidade conferida pela Convenção Nacional Republicana, encerrada ontem. Segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta quinta-feira, Romney que começou a semana com 42 por cento, quatro pontos percentuais atrás de Obama, aparece à frente com 44 por cento, contra 42 por cento das intenções de voto de Obama.

Os "empurrões" dados pelas convenções geralmente são efêmeros. Como Obama deve aceitar oficialmente a indicação democrata a um novo mandato na convenção partidária da semana que vem, na Carolina do Norte, a tendência é de que o atual presidente recupere o terreno perdido.

Mas a pesquisa contribui para a impressão de que a disputa entre Romney e Obama será acirrada, com uma frenética movimentação das duas campanhas para mobilizar os ativistas de cada partido e convencer o eleitorado indeciso nos Estados mais estratégicos.

A pesquisa Reuters/Ipsos também indicou uma lenta melhora no índice de "aprovação" de Romney, que passou de 26 por cento na segunda-feira para 30 por cento nesta quinta-feira, mas ele ainda está 20 pontos percentuais atrás de Obama nesse quesito.

Romney é visto como "boa pessoa" por 32 por cento dos entrevistados, três pontos percentuais a mais do que na segunda-feira. Obama tem vantagem de dez pontos nessa categoria.

Foto: Bonnie Jo Mount / The Washington Post

Sam Ryan, filho do vice, Paul Ryan, boceja no colo de sua mãe, Janna Ryan, durante a convenção


29 de ago. de 2012

Romney é oficialmente confirmado para enfrentar Obama em eleição nos EUA

ESTADOS UNIDOS – Eleição 2012
Romney é oficialmente confirmado para enfrentar Obama em eleição nos EUA
A convenção nacional do Partido Republicano foi aberta nesta terça-feira em Tampa, na Flórida, com um dia de atraso, devido à expectativa pela passagem do furacão Isaac. A mulher de Romney, Ann, fez o principal discurso da noite. O discurso de Romney está marcado para esta quinta-feira.






Ann mulher de Mitt Romney introduziu emoção e energia na campanha, diz o Washington Post

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters , BBC Brasil, Estadão, Washington Post, Daily Mail

Os republicanos nomearam oficialmente nesta terça-feira Mitt Romney para desafiar o presidente norte-americano, Barack Obama, na eleição para a Casa Branca, dando início à convenção partidária com uma enxurrada de ataques afiados sobre a liderança econômica do mandatário democrata.

Romney e seu vice na chapa republicana, Paul Ryan, terão pouco mais de dois meses de campanha até a eleição de 6 de novembro. As pesquisas mostram que Romney está empatado ou ligeiramente atrás de Obama.

Finalmente abrindo a convenção após a ameaça de tempestade atrasar o evento em um dia, os republicanos condenaram o histórico econômico de Obama e lembraram os eleitores da taxa de desemprego insistentemente alta e do déficit orçamentário elevado.

O presidente do Comitê Nacional Republicano, Reince Priebus, advertiu que reeleger Obama significa "mais quatro anos de fracasso".

"Temos uma mensagem para os Estados Unidos: elejam Mitt Romney e Paul Ryan e eles vão colocar os Estados Unidos trabalhando novamente", disse em meio a aplausos altos. "Temos de enviar a equipe dos Estados Unidos de volta a Washington."

A primeira noite foi concluída com os discursos da esposa de Romney, Ann, e do governador de Nova Jersey, Chris Christie.

Nos comentários preparados para a noite, Ann Romney pintou uma imagem positiva do homem que ela conhece há quase 50 anos.

Ela disse que seu marido atacou cada desafio que enfrentou --desde reviver as Olimpíadas de Salt Lake City em 2002 a ajudá-la a combater a esclerose múltipla e o câncer de mama.

"A cada virada em sua vida, este homem que conheci em um baile do colégio ajudou a levantar outros", disse Ann, de 63 anos, no discurso preparado. "Ele fez isso com os Jogos Olímpicos, quando muitos queriam desistir."

"Este é o homem que vai acordar todos os dias com a determinação de resolver os problemas que os outros dizem que não podem ser resolvidos, para corrigir o que os outros dizem que está além de reparos", afirmou. "Este é o homem que vai trabalhar mais do que ninguém, para que possamos trabalhar um pouco menos."

Romney, que tinha originalmente planejado ficar fora dos holofotes até a noite de quinta-feira, quando ele aceitará a indicação de seu partido, fez uma rápida aparição na cidade que sedia o evento, na Flórida, para acompanhar a vez de sua esposa no púlpito.

Os republicanos querem usar a convenção para dar aos eleitores um argumento agressivo para substituir Obama, tendo o cuidado de evitar uma celebração excessiva enquanto Nova Orleans e outras áreas da Costa do Golfo estão sob ameaça do furacão Isaac.

Romney está lutando para superar uma "lacuna de simpatia" com o presidente e para refutar os esforços dos democratas de mostrá-lo como um ex-executivo distante dos norte-americanos comuns.


14 de ago. de 2012

EUA - ELEIÇÃO: Michelle Obama, a arma secreta dos Democratas

EUA - Eleições 2012
Michelle Obama, a arma secreta dos Democratas
Segundo o instituto Gallup, Michelle Obama mantém uma popularidade média dos 66% desde 2010, acima dos 47% de Barack Obama e do seu openente Mitt Romney. A campanha de Obama não quer desperdiçar esse potencial.

Foto: Associated Press

A primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, fala ao público durante campanha do democrata Barack Obama, candidato à reeleição, na Barbara Goleman High School, Miami Lakes, Flórida

Postado por Toinho de Passira
Texto de Elvira Palomo em Washington
Fontes: UOL - EFE, O Globo,

Michelle Obama desbanca em popularidade tanto o candidato republicano, Mitt Romney, quanto seu marido, o democrata Barack Obama, cujos assessores encontraram nela uma poderosa arma eleitoral.

Isso explica, provavelmente, o papel central que a primeira-dama americana terá durante a convenção democrata no início de setembro na Carolina do Norte e sua intensa turnê eleitoral pelo país: foram oito atos em três estados somente na última semana.

"A primeira-dama é uma pessoa que nunca pediu para estar na cena pública e nunca quis fazer parte dela, mas agora se sente mais confortável para isso", afirmou em entrevista recente, David Axelrod, assessor de campanha de Obama.

Michelle Obama foi duramente criticada na campanha presidencial de 2008, mas conquistou a opinião pública, pois se manteve à margem de assuntos polêmicos e se concentrou em causas como a luta contra a obesidade e a ajuda às famílias dos militares.

A opinião pública respalda sua "missão". Algumas pesquisas indicam Michelle com popularidade maior que seu marido.

Foto: Getty Images

Em Londres, onde foi incentivar a equipe olimpica americana, participando, descontraidamente, de um envento com crianças

Segundo o instituto Gallup, Michelle Obama mantém uma popularidade média dos 66% desde 2010, acima dos 47% de Barack Obama e Romney, segundo o site "RealClearPolitics". A campanha de Obama não quer desperdiçar esse potencial.

"A primeira-dama pode ter um papel único como embaixadora do presidente" afirmou Jim Messina - diretor de campanha de Obama - no final do mês passado em entrevista à rede de televisão "CBS".

Os republicanos sabem e reconhecem tal fato. "Michelle Obama é intocável nestes momentos, politicamente" disse Matt Mackowiank - estrategista do partido republicano - em declarações recentes ao jornal "The Hill".

Foto: ABC News

Ann Romney, mais contida, apesar do bom desempenho, perde em popularidade para Michelle, descontraída e sorridente

Já entre os republicanos, Ann Romney - de 63 anos, esposa de Mitt, mãe de cinco filhos e avó de 18 netos - não está fazendo um mau papel. Possui blog e Twitter próprios e, segundo pesquisa recente do "Pew Research Center", possui 30% de popularidade, embora seja considerada "menos visível" que a esposa do candidato democrata.

Foto: Associated Press

Michelle Obama, pedindo aos eleitores do marido que recrutem mais um para participar da campanha

Além dos comícios em que participa ao redor de todo o país, Michelle também toma parte em uma nova iniciativa democrata ("It Takes One"), na qual pede aos eleitores de Obama que recrutem um amigo, parente ou vizinho na campanha de reeleição.

Em uma propaganda de TV, a primeira-dama conta sorridente, enquanto aparecem na tela fotos dela e Obama durante a juventude, como começaram a conseguir apoio junto de alguns amigos na primeira campanha de Obama para o senado.

Anúncios deste tipo deixaram para trás a imagem de uma Michelle distante e fria. Durante as eleições presidenciais de 2008, comentaristas conservadores como Bill O'Reilly disseram que ela parecia uma "mulher facilmente irritável".

Michelle Obama foi atacada também em 2008 pelos comentários que fez em um evento de campanha no qual disse que pela primeira vez se sentia "orgulhosa" de seu país, ao ver seu marido, o primeiro afro-americano que chegou à Presidência, como candidato. Os republicanos usaram tal fato para acusá-la de antipatriotismo.

Pode ser que as críticas fizessem com que a advogada de 48 anos fosse reticente, em um primeiro momento, aos atos públicos assim que assumiu o posto de primeira-dama.

A popularidade de Michelle vai tão longe que até os seus biscoitos com raspas de chocolate tiveram mais votos que os de M&Ms e manteiga de amendoim de Ann Romney, em um tradicional concurso entre as esposas dos candidatos.

Foto: Reuters

BEIJO ELEITORAL - O presidente dos EUA, Barack Obama, foi desafiado pela Kiss Cam (Câmera do beijo), durante o jogo da seleção americana de basquete, em amistoso contra o time do Brasil, em Washington (17 de julho). A brincadeira, tradicional nos jogos de basquete dos EUA, consiste em mostrar um casal no telão do estádio e incentivá-los a se beijarem. Pego pela câmera, Obama não fez feio: deu um beijo na primeira-dama, arrancando aplausos dos espectadores.


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original