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3 de jan. de 2013

Geraldo Júlio, a posse do novo prefeito de Recife

BRASIL – PERNAMBUCO – Recife
Geraldo Júlio, a posse do novo prefeito de Recife
Finalizando seu discurso de posse o novo prefeito garantiu que que a “A vida no Recife vai melhorar". As pesquisas dizem que 64% dos recifenses acreditam que sim.

Foto: Fernando Silva/PMR

João da Costa chegou ao local da cerimônia de transmissão de posse com o prefeito Geraldo Júlio, e o governador do estado, Eduardo Campos.

Postado por Toinho de Passira Fontes: NE10, Prefeitura do Recife

Sem a manifestação popular que o acompanhou durante toda a campanha, Geraldo Julio (PSB) "recebeu" a Prefeitura do Recife de João da Costa (PT), neste dia 1º de janeiro, em cerimônia discreta. Bem diferente das posses dos prefeitos petistas dos últimos anos.

Emocionado, o agora ex-prefeito não deixou de citar os ataques políticos dos quais foi vítima. O ex-prefeito João Paulo, que iniciou a participação do Partido dos Trabalhadores na capital pernambucana, em 2001, teve o nome mencionado em apenas um momento, quando João da Costa lembrou que, exatamente há doze anos, ele estava naquele mesmo local, ao lado dos mesmos personagens que, agora, assumem novos papéis.

No entanto, o personagem principal daquele ano, que seria o primeiro nome do PT a mudar o rumo da política no Recife, não estava presente.

Foto: Igo Bione/JC Imagem

Marília Bezerra, João da Costa, Renata e Eduardo Campos

"Há doze anos atrás eu entrava pela garagem da Prefeitura do Recife e me encontrei, na época, com o deputado federal Eduardo Campos e ele me perguntou 'João, onde é que fica o palanque que João Paulo está tomando posse?".

Eu olho aqui para este palanque e, depois de doze anos, eu vejo quase os mesmos personagens, em funções diferentes, para não iniciar um governo de continuidade, mas para continuar um projeto de mudanças", afirmou João da Costa.

O ex-prefeito destacou que não estava mais no governo mas, como militante político continuará, se for solicitado, a dar sua contribuição. Em todo o discurso, deixou claro que o processo de mudança no Recife começou com o Partido dos Trabalhadores e que, agora, cabia ao Partido Socialista Brasileiro tomar conta da cidade que, segundo ele, avançou sob muitos aspectos.

Foto: Igo Bione/JC Imagem

João da Costa se emocionou em dois momentos durante o discurso

Agradeceu ao ex-presidente Lula, à presidente Dilma e ao governador Eduardo Campos, destacando, sobretudo, o vice Milton Coelho, nome do PSB na gestão do PT, tendo, inclusive, chorado, quando citou seu nome.

João da Costa não esqueceu os momentos difíceis que vivenciou ao lado da família, chorando, mais uma vez. O ex-prefeito relembrou a morte da irmã e o transplante de rim pelo qual foi submetido, em 2010.

"Diante de muitos ataques, a maioria deles injustos, encontrei na minha família a retaguarda para poder vencer esses desafios", destacou, sendo muito aplaudido.

Mais descontraído que o habitual, Geraldo Julio dispensou a cópia do discurso para falar "com o coração". Durante os agradecimentos, até brincou "Também vou agradecer a quem trouxer um copinho de água", sendo logo atendido por uma eleitora que assistia à cerimônia.

As palavras, no entanto, não foram muito diferentes das usadas na Câmara do Recife, mais cedo, quando participou da cerimônia de posse.

Foto: Igo Bione/JC Imagem

Geraldo sancionou três projetos de lei. “Nossa missão é construir um novo Recife. A cidade tem urgência.”

O novo prefeito da capital pernambucana voltou a destacar a importância do serviço público de qualidade para governar a cidade com o mesmo choque de gestão implantado pelo Governo Eduardo Campos, do qual foi secretário nos dois mandatos.

Geraldo ressaltou os avanços que foram dados no período de transição, com a aprovação da reforma administrativa, a criação do cargo de gestor público através de concurso e também a lei de Parcerias Público-Privadas (PPP). Os três projetos de lei foram sancionados na PCR, durante o evento, nesta terça-feira . O socialista destacou ainda a liberação de recursos de R$ 140 milhões do governo federal para implantação do programa de governo na área da saúde.

Foto: Igo Bione/JC Imagem

Descontraído, Geraldo brincou durante o discurso

Como João da Costa, Geraldo falou das mudanças pelas quais o Recife passou sem citar o ex-prefeito João Paulo e até o próprio João da Costa. Destacou a importância do apoio dos governos federal e estadual nesse processo, sem falar da antiga administração petista na capital.

"Vivemos no Recife um sentimento que fazia com que não tivéssemos esperança. Ao longo dos anos, com as mudanças impostas por políticas públicas do governo federal, do governo estadual, nós pudemos ver o Nordeste mudar, Pernambuco mudar. E pudemos ver nascer no Recife um novo sentimento. Um sentimento de esperança que, durante a campanha, pude ver se transformar num sentimento de expectativa", afirmou.

Geraldo falou da família. O pai, falecido há quinze anos, responsável por sua formação política; sua mãe, a funcionária pública Maria Ângela, presente na cerimônia; e a esposa Cristina Mello. A pediatra, que não irá ocupar nenhum cargo na PCR, chorou, bastante emocionada. Os três filhos pequenos do casal, Eduardo, Rodrigo e Mariana, participaram de tudo ao lado dos pais.

Foto: Igo Bione/JC Imagem

Cristina, mulher de Geraldo, emocionada durante o discurso do prefeito

Sobre a captação de recursos e falta de planejamento na PCR nos últimos anos, o socialista criticou: "Historicamente o Recife investe menos do que as necessidades demandadas e a pressão causada pelo desenvolvimento atual gera muitos impactos na cidade e exige muitos investimentos. A cidade sofre porque não teve planejamento", alfinetou.

Além de cuidar das urgências, Geraldo ressaltou um desafio na sua gestão. Disse que irá elaborar um plano de longo prazo. "Um plano para o Recife 500 anos. Esse plano vai ajudar os próximos governantes, um planejamento que represente o sonho da cidade que nós queremos, em 2037, quando o Recife estará completando 500 anos."

Geraldo finalizou o discurso com uma frase que usou durante toda a campanha, mas que neste dia 1º de janeiro, teve um significado e emoção diferentes.

"Agora digo como prefeito da cidade, pode ter certeza: A vida no Recife vai melhorar". É o que acreditam 64% dos recifenses ouvidos por pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN), sobre a expectativa com o novo gestor.

Foto: Fábio Jardelino/JC Online

Eduardo Campos abraça a sua cria GeraLDO Júlio, o novo Prefeito do Recife

Foto: Fábio Jardelino/JCOnline

O novo prefeito e a família: a esposa Cristina Mello e os filhos Eduardo, Rodrigo e Mariana


17 de dez. de 2012

Chavismo vence em 20 dos 23 estados, mas o opositor Capriles se reelegeu

VENEZUELA – Eleições Regionais
Chavismo vence em 20 dos 23 estados,
mas o opositor Capriles se reelegeu
O domínio quase que absoluto do partido de Chávez na eleições regionais, foi muito além do esperado. Além de manter os 15 estados que comandava o chavismo tecnicamente toma mais cinco da oposição, que fica minguada a apenas três estados. Mesmo com a vitória de Henrique Capriles, o principal opositor de Chávez, derrotado nas ultimas eleições presidenciais, o sucesso dos governistas foi avassalador. Um dado preocupante é que entre os chavistas eleitos governadores, 11 são militares.

Foto: Rodrigo Abd/AP

Partidários de Chávez comemoram reeleição do presidente em outubro passado, em Caracas

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, El Nacional, El Mundo, El Universal, Reuters

Convalescendo no leito de um hospital em Havana, submetido a uma quarta cirurgia, para extirpar um câncer, que teima em voltar, há 2.157,39 km de Caracas, a capital da Venezuela, Hugo Chávez conseguiu o feito de esmagar ainda mais a oposição ao chavismo nas eleições regionais desse domingo.

O partido de Chávez conquistou neste domingo (16) os governos de 20 dos 23 estados da Venezuela, impondo uma severa derrota à oposição, cujo líder, Henrique Capriles, conseguiu se reeleger no estado-chave de Miranda.

"O governo proporcionou uma derrota estrepitosa (à oposição) e de derrota em derrota vêm", disse o vice-presidente Nicolás Maduro, em referência à reeleição de Chávez em outubro.

"Nos sentimos muito felizes de contar (ao presidente) a esta hora de 16 de dezembro que seu povo aqui cumpriu com um ato gigantesco de amor", completou.

A oposição manteve o governo de Miranda (norte), o estado de Lara e de Amazonas (sul), mas perdeu o mais populoso, o petroleiro Zulia (noroeste), o industrial Carabobo (norte), Táchira, na fronteira com a Colômbia, e Nueva Esparta.

Monagas (noroeste), que tinha um governo independente, também foi vencido por um candidato chavista. O chavismo controlava 15 estados antes das eleições.

Foto: AFP

Henrique Capriles se elege com governador de Miranda: “Estoy feliz por Miranda más no por Venezuela”- declarou

Os resultados deixaram uma sensação amarga na oposição, que pelo menos conseguiu resistir em Miranda, o segundo estado mais populoso, que envolve parte de Caracas, e reforçar a liderança de Capriles.

Neste pleito, Capriles bateu o ex-vice-presidente Elías Jaua com 50,35% dos votos, contra 46,13% para o candidato chavista, segundo o boletim do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). O resultado mantém o governador de 40 anos como potencial candidato a eleições presidenciais diante da eventual vacância de Chávez.

Capriles festejou o triunfo, mas admitiu que a oposição entra em um 'momento difícil' com a perda de quatro estados dos sete que governava.

A votação foi marcada pela apreensão com o estado de saúde de Chávez, que segundo o ministro Jorge Arreaza se recupera de forma 'progressiva' em Cuba e fez um 'apelo a todos os venezuelanos, especialmente os patriotas (...) para votar e consolidar todos os espaços que nos permitam seguir avançando para a justiça social'.

"Desde a sexta-feira, o 'comandante' já se comunica conosco para instruir, governar, dar instruções para que sejam cumpridas lá em nosso país", disse Arreaza, ministro da Ciência e Tecnologia e casado com a filha mais velha de Chávez.

A situação de Chávez foi utilizada pelo vice-presidente, Nicolás Maduro, que convocou os eleitores a comparecer às urnas para 'não ficar mal' com o presidente.

"Não podemos falhar hoje, ninguém deve falhar com Chávez (...) Vamos mostrar isto, com coração, com voto, com orações", disse Maduro, designado por Chávez como seu herdeiro político.

O reitor do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) Vicente Díaz reagiu às declarações de Maduro afirmando que o vice-presidente não deveria realizar declarações de "claro sentido eleitoral promovendo a candidatura e a oferta eleitoral do governo nacional". "É um fato sem precedentes (...) e uma aberta violação da lei".

Como nas presidenciais de outubro, nas quais Chávez foi reeleito com 55% dos votos para o terceiro mandato de seis anos, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) adotou a estratégia de "um por dez", para que cada simpatizante chavista obtivesse dez votos.

Jesús Contreras/El Mundo

Gerneral Henry Rangel Silva um dos quatro ex-ministros da Defensa eleito governador neste domingo

O jornal venezuelano “El Mundo” destaca que entre os governadores vencedores no domingo, do partido de Chávez, 11 são chefes militares da reserva. Entre os eleitos quatro são ex-ministros de Defesa (Rangel Silva, Mata Figueroa, Ramon Carrizales e Garcia Carneiro), um ex-chefe do Seniat - a receita federal venezuelana - (Vielma Mora), um ex-ministro do Interior (Ramon Rodriguez Chacin) e um ex-ministro do Ministério da Presidência (Francisco Rangel Gomez).

Lembra o “El Mundo” ainda, que muitos desses oficiais, agora governadores, participaram com Chávez no fracassado golpe militar de 1992, quando tentaram tirar do poder, à força, o presidente Carlos Andrés Pérez.

Chávez, 58 anos, foi operado na terça-feira passada em um hospital de Havana, pela quarta vez, de um câncer cuja localização jamais foi revelada, e enfrenta um pós-operatório que o governo define como 'complexo'.

Reeleito no mês de outubro para mais um mandato, Chávez deveria assumir a presidência no próximo dia 10 de janeiro.

O vice-presidente do PSUV, Diosdado Cabello, afirmou no sábado (15) que a eventualidade de Chávez não retornar ao país até 10 de janeiro 'depende' dos médicos, mas explicou que 'não é a preocupação agora' do partido.

Antes de partir para Havana, Chávez designou o vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, seu herdeiro político para o caso de permanecer 'inabilitado', uma decisão inédita que aumentou os temores sobre a gravidade de seu estado de saúde, pois em nenhuma das ausências anteriores ele insinuara a possibilidade de um sucessor.


Oposição resiste cercada por uma maré vermelha, diz o jornal El Universal mostrando no mapa da Venezuela o resultado das eleições


8 de nov. de 2012

Site da "vitória" de Mitt Romney vaza na internet

USA – Eleição Presidencial - 2012
O site da "vitória" de Mitt Romney vaza na internet
A empresa encarregada de preparar o site da vitória do Republicano Mitt Romney, acidentalmente, supõe-se, deixou vazar o portal que comemorava a vitória do democrata e falava dos seus primeiros possíveis atos de governo. Esqueceu de combinar com os eleitores americanos.


Imagens do site da vitória do republicano Mitt Romney, na internet por um breve momento

Postado por Toinho de Passira
Fontes: UOL, Folha de S. Paulo, Political Wire, Huffington Post

Alguns portais americanos divulgaram nesta quarta-feira, 7, imagens capturadas na internet, do que seria o do site da vitória elaborado pela campanha do candidato republicano Mitt Romney caso ele vencesse e fosse eleito presidente dos Estados Unidos.

Não se sabe ao certo se o site chegou a ser colocado no ar, por engano, como se especula na internet, ou se as imagens só foram vazadas.

No site, Romney é chamado de "presidente eleito" e há mensagens aos americanos, antecipação de futuros atos de governo, e até especulações sobre seu futuro gabinete.

Essa foi a gafe final da equipe de Romney.


O chargista “Daryl Cagle”, que divulgou a charge da vitória de Obama, (publicada inclusive no “Passira News”), deixou vazar na internet, a mesma charge, caso a vitória fosse de Romney.


7 de nov. de 2012

Obama: “Mais quatro anos!”

ESTADOS UNIDOS – Eleição Presidencial 2012
Obama: “Mais quatro anos!”
Reeleito, com uma vitória, bem menos espetacular que a de 2008, mas mesmo assim, um feito memorável diante das circunstâncias adversas da economia e de outros indicadores políticos, o primeiro negro a sentar na cadeira presidencial na Casa Branca, tem praticamente os mesmos desafios do primeiro tempo: econômicos, políticos e institucionais, a enfrentar nesse segundo mandato. Mais experiente, talvez consiga se sair melhor

Foto: Kevin Lamarque/-Reuters

Obama: 'Não somos tão divididos quanto a política sugere'

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Reuters, The New York Times, G1

Barack Hussein Obama foi reeleito presidente dos Estados Unidos nesta terça-feira, com uma clara vitória sobre o rival republicano Mitt Romney, superando as dificuldades econômicas e driblando as pesquisas que falavam em vitória apertadíssima.

Os norte-americanos, porém, escolheram permanecer com um governo dividido em Washington, mantendo o democrata na Casa Branca e deixando o Congresso como estava, com os democratas controlando o Senado e os republicanos na liderança da Câmara dos Deputados.

Obama, no seu discurso da vitória, em Chicago, aplaudido a cada frase, por seus simpatizantes, disse que "escolhemos a nós mesmos, nós nos recuperamos" e que o melhor para os Estados Unidos ainda está por vir.

O presidente prometeu ouvir os dois lados da política dos EUA nas próximas semanas e disse que irá voltar à Casa Branca mais determinado do que nunca para enfrentar os desafios do país.

"Se eu recebi o seu voto ou não, eu ouvi vocês, eu aprendi com vocês. E vocês fizeram de mim um presidente melhor", disse Obama.

No voto popular, o resultado permanecia extremamente apertado nacionalmente, com 50 por cento para Obama e 49 por cento para Romney, após uma campanha na qual os candidatos e seus aliados juntos gastaram 2 bilhões de dólares, um recorde na política americana.

Romney, um multimilionário ex-executivo de empresas de investimento, superou uma série de tropeços ao longo da campanha ao derrotar o presidente no primeiro dos três debates presidenciais.

Foto: Alex Wong / Getty Images

O candidato presidencial republicano Mitt Romney admite a derrota em Boston

O também ex-governador de Massachusetts, de 65 anos, reconheceu a derrota em um discurso polido a seus frustrados eleitores em um centro de convenção no centro de Boston. Romney telefonou para Obama para reconhecer a derrota depois de uma breve controvérsia se o presidente realmente havia vencido em Ohio.

"Esse é um momento de grandes desafios para a América, e eu rezo para que o presidente tenha sucesso ao guiar nossa nação", disse Romney. Romney advertiu contra brigas partidárias e pediu que os políticos de ambos os lados "coloquem o povo à frente da política."

Foto: Chris Carlson/Associated Press

Barack Obama comemora com a família, a esposa Michelle, e suas duas filhas, Malia e Sasha, que foram homenageadas pelo presidente durante o discurso da vitória

Obama disse à sua multidão de correligionários que pretende se reunir com Romney nas próximas semanas para estudar maneiras de enfrentar os desafios futuros.

O presidente democrata apesar de ter obtido vitórias apertadas em Ohio e nos outros disputados estados-chave de Virginia, Nevada, Iowa e Colorado, foram suficientes para garantirem a Obama superar os 270 votos necessários no Colégio Eleitoral no sistema de escolha presidencial Estado a Estado dos EUA. Os assessores de Romney confessaram a imprensa que ficaram surpresos com o tamanho da derrota.

A vitória de Obama em Ohio, o Estado mais disputado, foi crucial para conseguir os votos mínimos no Colégio Eleitoral, acabando com as esperanças de Romney de vencer em uma série de Estados-chave. O único Estado estratégico vencido pelo republicano foi a Carolina do Norte.

Foto: Shannon Stapleton/Reuters

Bela eleitora de Mitt Romney emocionada durante o discurso da derrota do seu candidato, em

Romney demorou para reconhecer a derrota porque alguns republicanos questionaram se Obama tinha de fato ganhado em Ohio, apesar de vários especialistas em eleições nas grandes emissoras de TV declararem a vitória do presidente.

A adição posterior de Colorado e Virgínia à contagem de Obama, de acordo com as projeções, significava que mesmo que o resultado final de Ohio fosse revertido, Romney ainda não teria conseguido o número necessário de votos eleitorais.

Foto: Sipa EUA / Rex Features

O Empire State Building, em Nova York é iluminada com luz azul, a cor dos democratas, sinalizando a reeleição de Barack Obama

DESAFIOS

Obama, que fez história em 2008 ao ser o primeiro negro eleito presidente dos Estados Unidos, sob o lema de mudança e esperança, terá diversos desafios em seu segundo mandato, diante de uma economia que se recupera lentamente de sua pior crise desde a Grande Depressão dos anos 1930.

Desde o fim da II Guerra Mundial, em 1945, apenas um democrata havia conseguido a reeleição para a Presidência dos Estados Unidos: Bill Clinton, em uma situação econômica muito melhor do que a atual, em que a taxa de desemprego nacional é de 7,9%.

Nenhum presidente americano havia sido capaz de chegar à reeleição com um índice de desemprego acima de 7,2%. Obama ainda enfrenta a difícil tarefa de enfrentar um déficit anual de 1 trilhão de dólares, reduzir a dívida nacional de 16 trilhões de dólares, reformar os caros programas sociais e lidar com o Congresso dividido.

Foto: John Minchillo/Associated Press

Martha Nunez, eleitora de Obama, do Bronx, festeja a vitória do presidente junto com a multidão que assiste a divulgação do resultado na Times Square, em Nova York

A reeleição de Obama também deverá decidir os rumos dos Estados Unidos nos próximos quatro anos em questões como gastos públicos, saúde, o papel do estado e os desafios da política externa, como a ascensão da China e as ambições nucleares do Irã.

Um país dividido e menos esperançoso que o presidente resolva num passe de mágica todos os problemas e um presidente mais maduro e experiente, disposto a reconhecer os erros e negociar com mais flexibilidade com os adversários, é o que se pode esperar dos próximos quatro anos de Obama na Casa Branca.

Foto: Kirsten Luce/New York Times


6 de nov. de 2012

Obama ou Romney, quem ocupará a Casa Branca, nos próximos quarto anos?

ESTADOS UNIDOS – Eleição Presidencial - 2012
Obama ou Romney, quem ocupará a Casa Branca,
nos próximos quarto anos?
Nesta terça-feira, mais de 200 milhões de americanos estão apotos a votar para eleger o seu próximo presidente. A votação terminará na madrugada desta quarta-feira (horário de Brasília). A disputa que opõe o democrata Barack Obama, o atual presidente, e o republicano Mitt Romney, é uma das mais equilibradas da história política americana.

Charge : HUMBERTO - Jornal do Commercio (PE)

Postado por Toinho de Passira
Texto de John Whitesides, para a Reuters
Fonte: Reuters

No auge de uma prolongada e acirrada campanha pela Casa Branca, eleitores norte-americanos votam nesta terça-feira numa eleição que as pesquisas mostram o presidente Barack Obama e o adversário republicano, Mitt Romney, em empate técnico e que será decidida em alguns poucos Estados.

As seções eleitorais foram abertas ao amanhecer na Costa Leste e partes do Meio-Oeste, e a Costa Oeste começará a votar nas próximas horas. Pelo menos 120 milhões de norte-americanos devem votar.

A decisão, seja a reeleição do democrata Obama ou a substituição dele pelo republicano Romney, irá ditar os rumos do país nos próximos quatro anos a respeito de gastos públicos, impostos, saúde e questões de política externa, como a ascensão da China e as ambições nucleares do Irã.

As pesquisas nacionais mostram Obama e Romney em empate técnico, mas o presidente tem uma ligeira vantagem em vários Estados estratégicos -- principalmente Ohio.

Pelo sistema eleitoral norte-americano, o presidente é eleito por um Colégio Eleitoral com 538 delegados. Cada Estado envia um número fixo de delegados ao Colégio, proporcional à sua representação no Congresso, e em quase todos os Estados o vencedor local leva todos os delegados, independentemente da margem de votos sobre o segundo colocado. Por isso, a eleição acaba sendo decidida em um punhado de Estados.

Romney, multimilionário ex-executivo de uma firma de investimentos, pode se tornar o primeiro presidente mórmon na história dos EUA, e também um dos norte-americanos mais ricos a chegarem à Casa Branca.

Foto: Emmanuel Dunand / AFP - Getty Images

O candidato presidencial republicano Mitt Romney sorri como sua esposa Ann, depois de terem votado em Belmont, Massachusetts, nesta terça-feira.

Romney votou num centro comunitário perto de sua casa em um subúrbio de Boston e partiu para duas viagens de última hora, incluindo o Estado mais importante da disputa, Ohio.

"Me sinto ótimo sobre Ohio", disse ele quando perguntado se considera o Estado como fundamental para suas chances de vitória.

Obama, o primeiro presidente negro e que tenta se tornar o primeiro democrata reconduzido ao cargo desde Bill Clinton, em 1996, votou de forma antecipada em outubro.

Obama vai passar o dia da eleição em Chicago, sua cidade natal. O presidente fez um último pronunciamento aos eleitores por meio de entrevistas pré-gravadas exibidas nos Estados decisivos da campanha.

"Quatro anos atrás, tivemos um comparecimento incrível", disse Obama a uma rádio de Miami.

"Sei que as pessoas estavam animadas e empolgadas com o prospecto de fazerem história, mas temos que preservar os ganhos que fizemos e continuar avançando."

Alimentada por um volume recorde de publicidade negativa, a disputa entre os dois candidatos esteve focada principalmente na complicada recuperação econômica nacional e no desemprego persistentemente alto. Em alguns momentos, porém, o duelo foi para o lado pessoal.

Foto: Amanda Lucier / The Virginian-Pilot via AP

Fila de votação em Larchmont Elementary School, em Norfolk, Virgínia nesta terça-feira. Wright e Johnson, ambos e de Richmond, estava animado para votar pela primeira vez numa eleição presidencial.

INCENTIVO AO COMPARECIMENTO

À medida que os norte-americanos seguiam para votar, as duas campanhas realizavam ligações telefônicas para tentar mobilizar os eleitores a comparecer.

As urnas começam a ser fechadas em Indiana e Kentucky às 18h (21h no horário de Brasília), e vai terminando nos demais Estados ao longo das seis horas seguintes.

Os primeiros resultados, como é tradição, já foram apurados em Dixville Notch e Hart's Location, em New Hampshire, logo depois da meia-noite (3h em Brasília).

Obama e Romney empataram em Dixville Notch, com cinco votos. Em Hart's Location, Obama venceu com 23 votos, contra 9 de Romney e 2 do candidato do Partido Libertário, Gary Johnson.

O caráter apertado da disputa gera temores de que se repita a situação de 2000, quando o pleito foi decidido pela Suprema Corte. As duas campanhas montaram equipes jurídicas para lidar com possíveis problemas de votação, impugnações e recontagens.

Foto: Lucas Jackson / Reuters

Mesários tentar acionar um gerador num local improvisado de votação para a eleição presidencial dos EUA, no Queens em Nova Iorque, numa das áreas devastadas pelo furação Sandy.

O equilíbrio de poder no Congresso também estará em jogo. O resultado da votação para a Câmara e parte do Senado deve influenciar o resultado das negociações em torno do "abismo fiscal" relacionado ao pacote de cortes de gastos públicos e aumentos tributários que entrará em vigor no começo de 2013, caso não haja acordo em contrário.

Pelas últimas pesquisas, a expectativa é de que os democratas mantenham a pequena maioria no Senado, e que os republicanos preservem o controle da Câmara.

Apesar dos problemas na economia, Obama parecia em setembro se encaminhar para uma reeleição relativamente tranquila, depois de demonstrar força na convenção partidária e ver Romney sofrer uma série de tropeços -- inclusive a divulgação de um vídeo, gravado sigilosamente meses antes, na qual ele desqualificava os eleitores de Obama, dizendo serem pessoas vitimizadas e excessivamente dependentes do governo. Naquele vídeo, ele estimava que esse grupo compõe 47 por cento do eleitorado.

Mas Romney se recuperou depois do primeiro debate da campanha, em 3 de outubro, em Denver, onde as críticas certeiras ao presidente e a reação apática de Obama marcaram o início de uma lenta ascensão do republicano nas pesquisas. Obama pareceu retomar o comando da disputa na última semana, liderando a operação federal de socorro às vítimas da tempestade Sandy.

A disputa presidencial agora parece fadada a ser decidida pelo comparecimento eleitoral, especialmente qual combinação de eleitores --democratas, republicanos, brancos, membros de minorias, jovens, idosos e independentes-- aparecerá nas seções eleitorais.

Foto: Rogerio Barbosa / AFP - Getty Images

Os eleitores se preparam para votar em Dixville Notch, New Hampshire

MARATONA FINAL

No último dia de campanha, Obama e Romney percorreram sete Estados decisivos, tentando estimular seus apoiadores a saírem de casa para votar, e fazendo um último apelo aos indecisos.

Obama se concentrou em Wisconsin, Ohio e Iowa, três Estados do Meio-Oeste com os quais, salvo em caso de surpresas em outros lugares, ele conseguiria chegar s 270 votos necessários no Colégio Eleitoral.

Romney visitou Flórida, Virgínia e Ohio, Estados cruciais para uma eventual vitória sua, e terminou o dia em New Hampshire, mesmo local onde, em junho de 2011, lançou sua campanha a presidente.

Após dois dias viajando quase em tempo integral, Obama encerrou a campanha com um comício em Des Moines, Iowa. Foi lá que, em 2008, uma vitória no "caucus" democrata marcou o início de sua trajetória à Casa Branca.

"Volto a Iowa mais uma vez para pedir seu voto. Voltei para lhes pedir para ajudar a terminar o que começamos, porque é onde nosso movimento por mudança começou", disse ele a cerca de 20 mil pessoas.

Foto: Jewel Samad / AFP - Getty Images

Presidente Barack Obama fala a imprensa no escritório de campanha em Chicago, Illinois, nesta terça-feira.

A voz de Obama ficou embargada, e ele derramou lágrimas ao refletir sobre as pessoas que ajudaram sua campanha.

O último dia de Romney incluiu paradas na Flórida, Virgínia, Ohio e New Hampshire. "Estamos a um dia de um recomeço", disse o candidato, já rouco --era o quinto discurso do dia-- diante de 12 mil seguidores que lotaram um ginásio de Manchester (New Hampshire) para um entusiasmado comício da "Vitória Final".

O denominador comum de ambos os candidatos foi Ohio, o mais crucial dos Estados decisivos, especialmente para Romney. Sem os 18 votos do Estado no Colégio Eleitoral, as opções de vitória para o republicano ficam bastante limitadas.

As pesquisas em Ohio mostram Obama há meses com uma vantagem pequena, mas consistente, motivada em parte pelo apoio dele a um resgate federal do setor automobilístico, responsável por um em cada oito empregos no Estado, e pela boa situação econômica de Ohio, onde o desemprego está abaixo da média nacional, de 7,9 por cento.

Num último esforço para falar ao eleitorado nacional, Obama e Romney gravaram inserções para o intervalo dos jogos de futebol americano transmitidos na segunda-feira à noite, e falaram em tom descontraído da sua torcida pelos times Chicago Bears e New England Patriots, respectivamente.


Reportagem adicional de Jeff Mason em Iowa; e Patricia Zengerle e Herb Swanson em New Hampshire
*Acrescentamos subtítulo, ilustração, fotos e legendas a publicação original

2 de nov. de 2012

Senadores do PT elegem Eduardo Campos inimigo público número um do partido

BRASIL – Eleição 2014
Senadores do PT elegem Eduardo Campos
inimigo público número um do partido
Em reunião de avaliação após o segundo turno, senadores petistas, capitaneados pelos derrotado Humberto Costa, declaram-se impressionados com eficiência da estratégia do presidente do PSB para derrotá-los e puseram o governador de Pernambuco e seu ministro da integração nacional, Fernando Bezerra Coelho, na alça de mira do partido

Foto: Clemilson Campos/JC Imagem

DESCOBRINDO A PÓLVORA - Os senadores do PT, finalmente, depois de muito debate, chegaram a conclusão que Eduardo Campos operou nas eleições como quem tem um projeto nacional independente. É mesmo?

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Congresso em Foco

O jornalista Rudolfo Lago do site Congresso em Foco, fala dos bastidores do encontro de senadores petistas e o presidente do partido Rui Falcão, para avaliar os resultados da eleição municipal. Na conversa preliminar o senador Humberto Costa, trouxe à baila o nome do perigoso governador de Pernambuco Eduardo Campos, como um inimigo a combater em todos os quadrantes.

Não foi difícil convencer os outros senadores da periculosidade eleitoral de Eduardo Campos, pois alguns deles também haviam sido vítimas do governador pernambucano nas ultimas eleições, nas cidades onde se candidataram.

Destaque-se que 100% dos senadores que tentaram se eleger prefeito, todos perderam ao enfrentar, socialistas de Eduardo ou candidatos por ele apoiados.

Será um combate difícil, pois, pelo menos oficialmente, Eduardo e seu partido está na base aliada do governo da presidenta Dilma Rousseff. Vai ser como segurar um passarinho, se apertar muito ele reclama, sai do governo, e complica a vida de Dilma Rousseff, se deixá-lo livre ele pode ele pode empreender um pretensioso voo presidencial.

Publicamente o PT se vangloria de ter vencido a principal eleição do país, com a vitória de Fernando Haddad em São Paulo. Realça também que foi o partido que mais prefeitos elegeu entre as 85 maiores cidades do país. Cresceu em número de prefeituras, enquanto todos os partidos de oposição decresceram.

Mas a reunião no senado exalava derrota, dos senadores perdedores das eleições municipais. A reunião com Rui Falcão acabou sendo mais de queixas. E as queixas concentraram-se especialmente em Eduardo Campos.

Foto: Paulo Uchôa/LeiaJá Imagens

Analisando friamente não se pode atribuir a Eduardo Campos toda a culpa pela derrota do PT em Recife, o candidato Humberto Costa, também contribuiu muitissimo

Os senadores do PT avaliaram de que a tendência do eleitorado em busca do novo, como sem São Paulo com Haddad e em Recife com Geraldo Júlio, pode se projetar para a eleição de 2014. E concluíram que esse cenário pode acabar abrindo um espaço para Eduardo Campos como opção.

“De repente, temos uma presidenta bem avaliada, à frente de um governo popular, e pode ser que não sejamos nós os que vamos lucrar com isso. Podemos ter tudo isso e acabarmos derrotados”, concluiu um dos senadores na reunião.

Lerdos e desinformados, os senadores concluíram finalmente, depois de muito debate, aquilo que a revista inglesa Economist disse há duas semanas: a forma de atuação de Eduardo nesse pleito, é de alguém que tem um projeto maior.

“Ele ajudou o PSDB a me derrotar em Teresina”, disse, na reunião, o senador Wellington Dias (PI). O senador José Pimentel contou como se deu a campanha em Fortaleza, vencida por Roberto Cláudio, do PSB, contra o candidato do PT, Elmano Freitas.

“De uma hora para outra, nossos aliados tradicionais não ficaram com a gente. E eu não falo nem do PMDB. O PCdoB dizia para a gente: no governo federal, temos um tratamento isonômico com outros aliados, mas o Eduardo nos promete mundos e fundos”.

“Lutar contra a máquina estadual comandada por Eduardo Campos já era duro. Mas a questão é que eu tive de lutar contra a máquina federal também” (Humberto refere-se ao Ministro da Integração, Fernando Bezerra (PSB-PE), segundo ele a máquina federal de Eduardo).

Humberto sempre foi ruim de voto, sabe que foi eleito senador graças a Eduardo Campos, quer transferir a culpa da derrota do Recife, para os outros, mas se não fosse o socialista Geraldo Júlio, a derrota poderia ter vindo através do tucano Daniel Coelho, lembrar que Humberto acabou em terceiro lugar na disputa, com apenas 17,43% dos votos, dez pontos percentuais, atrás do segundo colocado e 33,72, distante do eleito.

Para Humberto o Ministro da Integração, Fernando Bezerra (PSB-PE), é o homem responsável pela máquina federal de Eduardo Campos
“No interior, então, a ação de Fernando Bezerra foi maior ainda”, focou Humberto, tentando justificar a derrota clamorosa do partido nos municípios da região metropolitana e no restante do território pernambucano. “Na Bahia também”, completou o líder do PT, Walter Pinheiro (BA).

Os senadores ainda reclamaram de uma ação política mais efetiva do governo federal em favor do PT. Dilma, queixaram-se, não apenas permitiu ações como as de Fernando Bezerra como ela própria pouco atuou em favor do partido. Esse posicionamento mais neutro da presidenta preocupa os senadores.

Na teoria da conspiração concebida pelos senadores petista, na reunião, as novas derrotas do PSDB e dos demais partidos de oposição, somadas à discreta exposição de Aécio Neves, pode significar a adoção de um plano B pelos tucanos, até por uma questão de sobrevivência.

Analisaram as declarações feitas nesta quarta-feira (30), do prefeito eleito de Manaus, o ex-senador Arthur Virgílio, que chegou a dizer “sonhar” com uma chapa formada por Aécio Neves e Eduardo Campos. E completou: “Não importa a ordem”.

Para os senadores do PT, pode ser que o PSDB, diante do quadro desfavorável, recolha as suas pretensões e opte por uma candidatura de Eduardo Campos, um nome novo, de um partido novo, que poderia assim escapar da rejeição aos nomes mais tradicionais da política, uma das leituras que ficou das eleições deste ano. Eduardo manteve os laços com Aécio em Belo Horizonte, quando os dois uniram-se para reeleger Márcio Lacerda (PSB) prefeito.

Lembraram também, que em Recife, Eduardo uniu-se a um opositor histórico do PT e do governo, o senador Jarbas Vasconcelos. Jarbas é um dissidente do PMDB, mas o PMDB é um partido que sempre procurou manter pontes com todas as opções políticas disponíveis e em Salvador, o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal (CEF), Geddel Vieira Lima, um político ligado ao grupo do vice-presidente Michel Temer, apoiou a candidatura de ACM Neto, do DEM, que venceu as eleições.

Do jeito com que estão tratando do assunto, questionado o apoio de Dilma e superestimando o poder e a força de Eduardo Campos, acabam jogando o governador, ainda aliado, nos braços do PSDB e da oposição e o transforma em objeto do desejo do PMDB. Como efeito colateral, proporcionam ainda, uma exposição extra do pernambucano, diante do eleitorado nacional, supostamente ávido por novidades. Eduardo Campos agradece.

30 de out. de 2012

Furacão Sandy complica reta final da tensa campanha eleitoral nos EUA

ESTADOS UNIDOS- Eleição Presidencia- 2012
Furacão Sandy complica reta final
da tensa campanha eleitoral nos EUA
Diante de uma das maiores tempestades já vistas nos EUA, não há espaço para ataques políticos, e os dois lados prometeram deixar os interesses eleitorais em segundo plano. Mas, reservadamente, as campanhas se questionam sobre o impacto de Sandy numa semana em que as aparições de candidatos e a mobilização de militantes porta a porta é tão importante para levar os eleitores às urnas.

Foto: Jonathan Ernst / Reuters

O presidente Barack Obama na “Agência Federal de Gestão de Emergências”, em Washington, protagonismo extra que pode dar vantagens sobre Romney se a sua atuação for adequada

Postado por Toinho de Passira
Texto de John Whitesides e Patricia Zengerle
Fonte: Reuters

A tensa e imprevisível disputa pela Presidência dos EUA ganhou contornos ainda mais dramáticos quando a gigantesca tempestade Sandy criou delicados desafios políticos para o presidente Barack Obama e o adversário republicano, Mitt Romney, além de gerar a perspectiva de um processo de votação caótico.

Paralisada, a Costa Leste está sendo castigada pela tempestade e a campanha presidencial foi congelada, justamente quando os dois candidatos preparavam a ofensiva final, a uma semana do dia da votação.

Diante de uma das maiores tempestades já vistas nos EUA, não há espaço para ataques políticos, e os dois lados prometeram deixar os interesses eleitorais em segundo plano. Mas, reservadamente, as campanhas se questionam sobre o impacto de Sandy numa semana em que as aparições de candidatos e a mobilização de militantes porta a porta é tão importante para levar os eleitores às urnas.

Há temores também a respeito do impacto sobre a votação antecipada, que é uma prioridade para as duas campanhas, mas especialmente para Obama. Há também o risco de que milhões de pessoas estejam sem energia nas suas casas e nas suas seções eleitorais na próxima terça-feira, dia oficial da eleição.

Como presidente, Obama é o principal responsável pela reação governamental à tempestade, e terá assim uma chance de demonstrar liderança -- algo que Romney frequentemente cita como um ponto negativo do democrata.

O maior risco para Obama é ser comparado ao antecessor, o republicano George W. Bush, cujo governo teve uma reação desastrada quando o furacão Katrina devastou Nova Orleans, em 2005.

Obama cancelou comícios na segunda e terça-feira em Estados eleitoralmente estratégicos, e voltou da Flórida para a Casa Branca a fim de se reunir com autoridades federais de emergência.

A equipe de Romney, após inicialmente manter os compromissos de campanha, aparentemente reconsiderou e anunciou na segunda-feira que o republicano iria cancelar um comício noturno em Wisconsin e remarcar sua agenda da terça-feira.

Romney se somou a Obama em apelos por doações à Cruz Vermelha, e manifestou solidariedade pelas pessoas que vivem na rota do furacão. Ligeiramente atrás nas pesquisas, Romney precisa da visibilidade da reta final de campanha para dar um clima de virada na disputa.

A situação também o impede de fazer críticas muito agressivas ao presidente, e, caso a resposta das autoridades à crise seja positiva, Romney poderá perder pontos por ter defendido um corte nas verbas para as agências federais de emergência, cujas atribuições ele gostaria de transferir parcialmente para os Estados ou para o setor privado.

Sem atribuições oficiais a desempenhar, Romney pode ficar limitado a visitar centros locais de assistência, tentando não atrapalhar as operações de resgate. Já Obama poderá usar seus poderes presidenciais para dar ordens e fazer anúncios, e também se destacar no papel de "confortador" da nação.

"Não estou preocupado a esta altura com o impacto sobre a eleição", disse Obama em resposta a um jornalista que perguntou sobre a campanha. "Estou preocupado com o impacto sobre as famílias, e estou preocupado com nossos socorristas."


Charge: DAVE GRANLUND - USA


29 de out. de 2012

PT tentou emparedar Maluf na comemoração de Haddad

BRASIL – Eleição 2012
PT tentou emparedar Maluf na comemoração de Haddad
Depois da vitória do Pestista em São Paulo, Paulo Maluf foi cobrar a fatura. Queria participar da festa da vitória. Os petistas o puseram no fundo do palanque e escalaram companheiros de grande estatura para esconder o aliado incômodo. Maluf ficou se esticando tentando aparecer na foto, por tras da muralha dos ingratos aliados. Eles se merecem.

Foto: Veja

Maluf, tentando ser papagaio de pirata, entre Lapas (esq) e Emídio (dir)

Postado por Toinho de Passira
Texto de Cida Alves, de São Paulo
Fonte: Blog do Maquiavel - Veja

Mesmo tendo tecido elogios a Fernando Haddad na chegada ao hotel onde o PT celebrava a vitória neste domingo, nos Jardins, o deputado federal e apoiador da candidatura Paulo Maluf não era bem-vindo no palco onde o prefeito recém-eleito de São Paulo faria seu discurso.

Dirigentes petistas montaram uma verdadeira força-tarefa para evitar que Maluf aparecesse ao lado de Haddad, mas não teve jeito. Lá estava o ex-prefeito no palco na hora do esperado pronunciamento. Sobrou para o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, a missão de esconder Maluf, ficando na frente dele. Emídio acabou tendo a ajuda de seu sucessor, Jorge Lapas, que é bem mais alto, na “operação tapa Maluf”.

Presidente estadual do PP, Maluf exigiu que Lula e Haddad fossem à sua casa e tirassem uma foto para formalizar a aliança entre os partidos – uma das mais criticadas da campanha petista. Com o apoio, Haddad ganhou 1min35s de tempo de TV e perdeu a candidata a vice Luiza Erundina, que desistiu de formar parte da chapa, afirmando que “não faria campanha ao lado de Maluf”.

Maluf foi muito assediado pela imprensa ao chegar no hotel onde Haddad faria seu pronunciamento. O deputado não quis responder se havia sido convidado para a festa, afirmou que foi importante para a vitória do petista e garantiu que Haddad “entrará para a galeria dos melhores prefeitos que São Paulo já teve.”


Charge: SPONHOLZ - Diario da Manhã (SC)


BALANÇO ELEITORAL: Perdas e ganhos

BRASIL – Eleição 2012
BALANÇO ELEITORAL: Perdas e ganhos
Eduardo Campos e Lula se deram bem nas apostas eleitorais, Kassab se fortaleceu, Dilma, não perdeu nem ganhou, Serra, entrou em processo de extinção e Aécio, não apareceu. O DEM encolheu ainda mais. PDT renasceu. O PT, o PMDB e o PSDB, a partir de 2013, vão governar quase 50% do eleitorado brasileiro.

Foto: Joka Madruga/Futura Press

Sistema biométrico para identificação de eleitores nas eleições 2012 sendo utilizado em Curitiba (PR), na manhã deste domingo

Postado por Toinho de Passira
Texto de Ana Flor e Jeferson Ribeiro
Fonte: Reuters

Lideranças políticas com influência direta nas campanhas, mesmo sem ter os nomes na urnas das disputas municipais deste ano, contabilizam ganhos e perdas com o pleito e a nova configuração política regional no país a partir de janeiro.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campo (PSB), contudo, é quem sai mais fortalecido com os resultados das eleições. Campos nacionalizou seu nome e seu partido, ampliou para o número de capitais comandadas Pela legenda para cinco --superando o PT e PSDB-- e espalhou sua influência para além do Nordeste, afirmaram especialistas ouvidos pela Reuters.

Para o cientista político da Unicamp Roberto Romano, o PSB foi quem mais teve ganhos neste pleito, por conseguir dobrar sua representatividade em termos de prefeitos e vereadores.

"Há uma liderança nacional (Eduardo Campos) que cresce e preocupa tucanos e petistas. Ele tem condições de fazer alianças que preocupam eles (PT e PSDB)", disse Romano.

Em 2008, o PSB conquistou 310 prefeituras. Agora, chegou a 450, considerando os resultados deste domingo. E governará cinco capitais, entre elas Recife, Fortaleza e Belo Horizonte. E em todas essas disputas teve o PT como adversário.

O ex-presidente Lula, que apostou na renovação e fez o PT reconquistar o comando da capital paulista com um nome neófito nas urnas, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, também colheu dividendos políticos no pleito deste ano.

"Mesmo com erro em Recife, quem saiu consagrado é o Lula", disse o cientista político e diretor do Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais (Inpro), Benedito Tadeu Cesar, argumentando que o ex-presidente bancou a percepção de que o eleitorado queria mudança em São Paulo.

Em Recife, Lula pediu e a cúpula nacional do partido interveio no diretório local e impôs a candidatura do senador Humberto Costa, que acabou em terceiro lugar.

Para Romano, o êxito da estratégia de Lula em São Paulo não revela uma fórmula infalível. "Em São Paulo, pelas condições especialíssimas é que deu certo", analisou.

Já a presidente Dilma Rousseff, que pessoalmente teve modesta participação nas campanhas municipais, viu quatro dos cinco palanques em que subiu (Salvador, Campinas, Manuas, Belo Horizonte e São Paulo) serem derrotados.

Porém, para os analistas, a participação cirúrgica pode ter ajudado a presidente a irritar pouco sua grande base aliada, que se fragmentou nas disputas pelo país, principalmente o PSB e o PMDB.

"Ela conseguiu em parte não se transformar em 'cheerleader' (animadora de torcida) do PT, esteve em Salvador e Campinas e perdeu, mas não comprometeu sua pessoa com essas vitórias ou derrotas", analisou Romano.

Já o atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), apesar de ter apoiado José Serra, derrotado na capital paulista, sai desta eleição com um trunfo importante: conseguiu consolidar seu novo partido, o PSD, em apenas um ano.

Além de conquistar 495 prefeituras --entre elas uma capital--, o partido já tem como certa a promessa de um ministério na Esplanada.

RENOVAÇÃO

O PSDB perdeu a prefeitura de São Paulo --a maior cidade e colégio eleitoral do País--, mas manteve número semelhante de prefeituras e capitais em relação à eleição anterior. O partido, que sempre teve tradição no Sudeste, cresceu no Norte e Nordeste do país. A maior derrota pessoal, segundo os especialistas ouvidos, foi do tucano José Serra, que perdeu a prefeitura paulistana para Fernando Haddad.

Foi a sua segunda derrota em dois anos --perdeu a corrida à Presidência da República em 2010 para Dilma. Serra, que já abandonou dois cargos -- de governador e prefeito -- para tentar outras candidaturas, aos 70 anos tem contra si a idade e resistências crescentes em seu partido.

Neste domingo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que é hora de o PSDB buscar o novo.

"O partido com um todo, o que vai precisar mesmo, é exatamente de renovação. Há um momento em que as gerações mudam, nós estamos num momento de mudança de geração. Isso não quer dizer que os antigos líderes desaparecem, mas quer dizer que eles têm que empurrar os novos para ir à frente", argumentou FHC a jornalistas depois de votar.

Romano, porém, não acredita que o virtual candidato tucano à presidência em 2014, o senador Aécio Neves (MG), tenha condições de ser o condutor da renovação do tucanato.

"A derrota do Serra é a derrota do Aécio", disse Roberto Romano sobre o senador tucano, que consolidou sua supremacia em Minas Gerais, mas não expandiu seu capital político nacionalmente.

"Ele saiu bem, mas foi muito mineiro. Trabalhou muito em silêncio", disse David Fleischer, cientista político da UnB.

Já o partido que mais contabilizou insucessos foi o DEM --apesar da importante vitória de ACM Neto em Salvador.

"O DEM foi o que mais perdeu. Perdeu mais de metade dos seus deputados para o PSD e perdeu muitos prefeitos... Desde 2004 estão descendo a ladeira", disse Fleischer.

Apesar disso, Fleischer não acredita que a legenda deixe de existir nos próximos meses.

"Acho que tem muitos políticos do DEM com brios e com a fusão perderia liderança no novo partido. É mais provável que o DEM continue", afirmou o cientista político da UnB.

SOBE E DESCE DAS LEGENDAS

Entre os partidos, além de PSB, PSD e PT, os especialistas ressaltam o "renascimento" do PDT, sigla de origem da presidente Dilma.

"Além do crescimento com PSB, continuo insistindo no crescimento do PDT, que conquistou duas capitais do Sul (Porto Alegre e Curitiba)... Partido que renasce depois da morte de (Leonel) Brizola", disse Tadeu César. O PDT conquistou ainda a prefeitura de Natal.
*Acrescentamos subtítulo, fotos e legendas a publicação original

A nada mole vida de mensaleiros e simpatizantes

BRASIL - Mensalão
A nada mole vida de mensaleiros e simpatizantes
Três personagens do mensalão passaram por vexames ao chegar as sessões eleitorais, onde votam em São Paulo. José Dirceu que foi acompanhado de uma tropa de choque petista, ouviu xingamento de “pega ladrão”, a mesma sorte, teve José Genoíno e o Ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, o relator do mensalão

Foto: Ernesto Rodrigues/AE

O POVO CONTRA DIRCEU - Como no primeiro turno, Dirceu chegou ao local de votação cercado de “seguranças” enquanto o povo gritava “pega ladrão!”

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, Extra, Correio 24 horas, O Globo, Jornal da Cidade, Blog Sidney Resende, Estadão, O Globo, Portal Terra

Ex-ministro da Casa Civil e condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha no julgamento do mensalão, José Dirceu votou no fim tarde deste domingo na Escola Estadual Princesa Isabel, no Bosque da Saúde, na Zona Sul de São Paulo. Chegou às 15h40m cercado por seguranças em meio a gritos da militância petista e de eleitores que o chamavam de "ladrão".

Dirceu demorou menos de cinco minutos para votar e reclamou do empurra-empurra envolvendo jornalistas, militantes do PT e eleitores.

Em maior número, apoiadores com adesivos do candidato Fernando Haddad (PT) e camisetas com o rosto de Dirceu gritavam: "Dirceu / guerreiro / do povo brasileiro".

Moradores da região tentavam se aproximar xingando o ex-ministro de "ladrão" e "vergonha da nação". Os dois grupos bateram boca dentro do colégio eleitoral, mas não houve agressão.

Uma equipe do programa humorístico CQC, da TV Bandeirantes, tentou entregar ao ex-ministro uma revista Playboy e um maço de cigarros, numa referência à possibilidade dele vir a ser preso em função das condenações no mensalão. Dirceu olhou para os presentes, mas não os pegou.

Foto: Felipe Rau/AE

Genoino cercado de seguranças petistas, que distribuiam socos, pontapes e causavam tumulto.

Igualmente o ex-deputado José Genoino chegou ao local de votação na Universidade São Judas, no bairro do Butantã (zona oeste), por volta das 16h20, acompanhado de uma truculenta tropa de choque de militantes petistas, cerca de 50, segundo O Globo. A passagem do ex-gurrilheiro, réu do mensalão, condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, provocou tumulto que terminou em pancadaria e cenas de vandalismo.

Os petistas, que xingavam e batiam em jornalistas, além de derrubar eleitores que estavam no local, avançaram pelos corredores da universidade empurrando cadeiras, chutando lixeiras e quebrando vidros de um dos murais da entidade.

Usando bengala, a aposentada Jose Bacarácia, 82 anos, foi derrubada no chão durante a passagem da militância petista.

Genoino carregava uma bandeira do Brasil, vestindo-a como uma capa e usando-a em algumas ocasiões para esconder o rosto e evitar ser fotografado. No tumulto, apenas seguiu em direção à seção de votação. Depois de votar, caminhou agitando o braço esquerdo com o punho cerrado, sempre rodeado pelos militantes, que impediram a aproximação ou perguntas dos jornalistas.

Foto:Tonny Campos/Futura Press

Oscar Filho, humorista e repórter do programa da Band, agredido por “seguranças” de José Genoíno

O humorista Oscar Filho, do CQC foi agredido repetidas vezes pelos petistas. Ele recebeu socos e foi jogado para dentro de uma das salas de votação. Com machucados na boca e pressão alta, o comediante foi atendido na enfermaria do colégio eleitoral e disse que registaria um Boletim de Ocorrência.

Um dos envolvidos na pancadaria foi o advogado Danilo Camargo, da Comissão de Ética do PT paulista e um dos petistas mais ligados a Genoino. Apesar de ter sido visto agredindo Oscar Filho antes de José Genoino votar, Camargo disse que se atracou com o repórter do CQC depois, ao deixar o colégio eleitoral, porque foi provocado.

No primeiro turno, no mesmo colégio, Genoino apareceu para votar dez minutos após a abertura dos portões e mostrou irritação ao ver a imprensa no local, chamando os jornalistas de “urubus e torturadores da alma humana”.

Foto: Mastrangelo Reino/Folhapress

Lewandowski, foi hostilizado por eleitores. Enquanto dava entrevista, uma eleitora se aproximou e disse: "que nojo!" Ao deixar o local de votação um mesário exclamou: "Mande lembranças para o Zé Dirceu"

Mesma sorte teve o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão, que foi vaiado e xingado de ‘bandido, corrupto, ladrão e traidor’ na saída da Escola Estadual Mario de Andrade, em Campo Belo, Zona Sul de São Paulo, local onde vota.

Pouco antes de ser reconhecido, ele disse que a reação popular em todo o país tem sido de cumprimentos e pedidos para tirar fotos.

- Votei normalmente. Entrei pela porta da frente e como qualquer cidadão entrei na fila. Tudo na maior tranquilidade. Isso é democracia, liberdade. As reações agora (os xingamentos) são normais. Estou aqui com vocês (jornalistas) e muito exposto — disse, já nervoso com os gritos e sendo puxado pelos assessores.

COMENTAMOS:

Por tudo que eles representam, sempre será insano, incivilizado e até perigoso hostilizar um ministro do Supremo Tribunal Federal. Notadamente agora, quando está sendo julgado o mensalão. Não é bom para o estado democrático de direito, em geral. Registre-se e que incidentes como esses, podem ser usados pelos acusados, como material de defesa e pedidos de anulação, sob o argumento de que os Ministros da Suprema Corte, não estavam se sentindo suficientemente seguros durante o julgamento.

Foto: Darlan Alvarenga/G1

BRIGADA ANTI-POVO- Alguns dos militantes da tropa de choque petista escalada para proteger o mensaleiro José Dirceu, aguardando sua chegada na sessão eleitoral


28 de out. de 2012

Humberto querendo ser candidato a Governador, em 2014, propõe independência do PT no Recife

BRASIL – Pernambuco – Eleição 2014
Humberto querendo ser candidato a Governador,
em 2014, propõe independência do PT no Recife
O senador e candidato derrotado na eleição municipal tentou manipular diretório do PT do Recife, propondo, de emergência, uma postura independente na Câmara Municipal. A ação é uma manobra de Humberto rumo a postulação da vaga de candidato ao governo do estado em 2014. Ruim de voto, em todos os escalões, jogando em casa, consegui apenas um empate duvidoso, o que acabou motivando o adiamento da decisão “sine die”

Foto: Tárcio Alves/Flickr

Humberto Costa, raivoso e conspirador, além de teimar em não descer do palanque municipal, tentar armar o de 2014

Postado por Toinho de Passira
Texto de
Fonte: Blog do Jamildo

O senador Humberto Costa, após a monumental derrota na eleição municipal do Recife, líder de rejeição e lanterna entre os líderes, ainda não desceu do palanque, ou melhor, está subindo no palanque outra vez. Desta feita, com a empáfia que lhe é peculiar, começa a tentar cavar a pretenciosa pretensão de ser o candidato a governador de Pernambuco, pelo PT nas eleições de 2014. Pelo visto, gostou da indicação biônica da candidatura a prefeito e quer repetir a dose, para o governo do estado.

Para tanto, inventou neste sábado, mancomunado com o seu atual escudeiro, o deputado federal João Paulo, uma reunião de emergência no Diretório do PT no Recife, tentando aprovar um documento que posiciona o partido como independente na Câmara dos Vereadores do próximo ano. Em uma votação duvidosa, o encontro acabou no empate, 22 a 22.

Apenas um dos 45 membros do diretório não compareceu, Vinícius Carvalho. A contagem dos votos tinha acabado com 22 a 21 pela não aprovação do documento, mas, anunciado o resultado, houve uma pressão para que a contagem fosse feita novamente. Um membro que não havia votado decidiu dar sua opinião e o resultado final terminou em 22 a 22. Uma nova reunião será marcada para desempatar a votação, mas nenhuma data foi definida.

Segundo o Blog do Jamildo, a tropa escalada por Humberto e João Paulo para comandar o movimento em defesa do documento foram os vereadores Jurandir Liberal (presidente da Câmara) e Múcio Magalhães, o ex-secretário de Saúde do Recife, Gustavo Couto, o secretário-geral do PT municipal, Rosano Carvalho, além de Dilson Peixoto. Entretanto, o grupo encontrou resistência entre os próprios aliados.

Após o prefeito João da Costa (PT) ter sido rifado pelo próprio partido de tentar a reeleição, o nome de Humberto foi imposto como candidato pela Executiva Nacional petista. O senador esperava o apoio do governador Eduardo Campos (PSB), o que não ocorreu. Pelo contrário, o socialista lançou um postulante próprio, Geraldo Julio (PSB), que venceu o pleito.

Desde então, depois de ter amargado o terceiro lugar no pleito, o senador costura nos bastidores a saída do PT da base socialista, um afastamento radical de Eduardo Campos, mas encontra resistência dentro da própria corrente, a “Construindo um Novo Brasil” (CNB), facção cacifada pelo quadrilheiro corrupto José Dirceu.

Além da saída do PT da Frente Popular, o texto que tentaram aprovar neste sábado (27) ainda colocava a legenda contrária à Parceria Público Privada (PPP) do Saneamento - projeto do Governo do Estado -, atribuía ao PSB a divisão da Frente Popular do Recife e previa que o PT não iria indicar nomes para assumir cargos no governo de Geraldo.

A petistada vacila, não quer entregar os cargos que desfrutam no governo de Eduardo Campos. Atualmente ocupam três secretarias: Transportes, Governo e Cultura, além de centenas de cargos comissionados. Além disso, com o rompimento, perderiam definitivamente a chance de obter alguma pasta na Prefeitura do Recife, sob o comando de Geraldo Júlio.

"O processo eleitoral também representou o ressurgimento dissimulado do antipetismo. Nossos aliados se distanciaram de bandeiras importantes da nossa história, como o combate à privatização de serviços essenciais, como saneamento e esgoto, o equilíbrio necessário entre o desenvolvimento e a sustentabilidade", diz o texto proposto por Humberto.

Adiante o documento usa como argumento para o PT ficar independente na Câmara a necessidade de reflexão interna. "O partido terá a independência e autonomia necessárias para recompor sua organização interna e reanimar a militância com suas energias voltadas para a defesa do projeto democrático e popular", (leia-se o lançamento de Humberto como candidato a governador pelo PT) afirma o documento.

Uma reunião da Executiva Estadual do PT está marcada para esta segunda-feira (29), às 19h, na sede da sigla. Espera-se outra derrota de Humberto e sua turma.

27 de out. de 2012

Economist: Eduardo Campos ameaça reeleição de Dilma

BRASIL – Pernambuco – Eleições 2014
Economist: Eduardo Campos ameaça reeleição de Dilma
A importante publicação britânica desta semana traz uma matéria sobre o govenador Eduardo Campos, acentuando que apesar de aliado da presidenta, o socialista, em ascensão um adversário potencial para disputar a presidência em 2014. Diante de mais essa publicação gera-se uma expectativa de como será de agora em diante as relações de Eduardo com o governo Dilma, numa hora em que o estado está precisando de muita ajuda do governo federal, devido a seca prolongada que assola Pernambuco.


Detalhe da página do “The Economist” na internet

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Economist, O Globo, Estadão, Blog do Diário de Pernambuco, Ultimo Segundo, Blog do Mario Flavio, G1

A ascensão do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, no cenário político brasileiro, atravessou o Atlântico e desaguou na Europa: “The Economist” traz na edição desta semana um perfil do politico pernambucano, presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro, alardeando para o mundo que ele representa uma "possível ameaça à reeleição" da presidenta Dilma Rousseff (PT) em 2014.

Entre as razões apontadas pela revista para a ascensão de Campos, estão o "sucesso" de sua administração no governo de Pernambuco e a "falta de novos quadros" nos dois partidos considerados "os mais importantes do Brasil" pela revista: PT e PSDB.

“The Economist” comenta também que Eduardo nasceu na política, pelas mãos do seu avô, Miguel Arraes, que lhe ensinara que é feita para "unir as pessoas, em vez de dividi-los." Cita que os opositores afirmam que ele exagerou em seguir essas lições do avô e o criticam taxando de uma "versão moderna dos antigos coronéis", destacando que ele "não desafiou a antiga ordem rural, troca apoios políticos por cargos conseguindo assim congelar a oposição".

Em uma retrospectiva da gestão de Eduardo Campos, a Economistavalia que a política industrial adotada por ele em seu governo é uma das razões de seu sucesso. "Enquanto o resto do Brasil se preocupa com a desindustrialização, Pernambuco, desde que Eduardo Campos tornou-se governador, em 2007, vem aumentando a participação da indústria na economia do estado, que era de 20% já é de 25%, e vai atingir 30% em 2015, segundo dados do próprio governador", aponta a revista.

"Esse 'boom' trouxe praticamente o emprego pleno a Pernambuco", conclui. Afirma, porém, que o calcanhar de Aquiles nesse momento é a escassez de mão de obra especializada no estado, para atender a demanda do crescimento industrial. Diz que há programas educacionais em curso, para tentar suprir as lacunas, mas provavelmente, por mais eficiente que sejam esses programas haverá um descompasso entre as necessidades das empresas, e a preparação plena do operário, para habilitarem-se as tarefas exigidas pelo mercado de trabalho. A publicação diz que esse é um dos pontos fracos do desenvolvimento pernambucano, que foi nos tempos coloniais, foi umas das Capitanias que mais prosperou, graças à indústria canavieira.

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Presidenta Dilma no sertão pernambucano, quando Eduardo era só um aliado fiel e inofensivo.

A revista comenta que o renascimento da prosperidade atual começou com o porto de Suape, ao sul de Recife, onde se ergue um complexo industrial, dotado de estaleiros e uma grande refinaria de petróleo e petroquímica, cuja construção envolve cerca de 40.000 trabalhadores. Acrescenta que a parceria de Eduardo com o presidente Lula fez o governo federal despejar milhões nos projetos de interesse do estado e de Eduardo.

Ressalta que além do parque industrial ao redor do porto de Suape, o governador conseguiu atrair investimentos privados, graças ao aumento de renda dos brasileiros, distribuindo pelo interior do estado esses empreendimentos como a construção da fábrica da FIAT, e uma série de pequenas fábricas têxteis, de alimentos e calçados (cita o polo de calçados de Timbaúba) que estão sendo instaladas no interior pobre do estado.

De acordo com a publicação britânica o antecessor de Campos no governo, Jarbas Vasconcelos, já teria deixado as bases do "renascimento" de Pernambuco. "Ele teve sorte porque seu antecessor - menos alardeado - lançou as bases do renascimento de Pernambuco. Ele se apoiou nisso para modernizar o Estado", observou a reportagem.

A Economist diz que parlamentares de oposição o criticam afirmando que ele deveria fazer mais para combater a pobreza: na vizinhança de condomínios de luxo, erguidos em “praias com palmeiras”, Recife tem 600 favelas, e suas lagoas são fétidas por receberem esgoto sem tratamento.

Segundo a revista Eduardo responde que seu governo está fazendo o que pode para ajudar a geração marcada pela pobreza “dos cortadores de cana, particularmente na região assolada pelo semiárido no interior do estado. A sua aposta ousada é que utilizar investimentos de privados para melhorar a infraestrutura e a educação, para eliminar as causas da miséria do estado.

A aposta valeu, até agora, diz a revista, Campos ganhou um segundo mandato em 2010, e seu Partido Socialista Brasileiro saiu-se muito bem nas recentes eleições municipais, em Pernambuco e no país. Ele é, nominalmente, um aliado de Dilma Rousseff, sucessora de Lula como presidente. Mas ele também é uma ameaça em potencial para ela conquistar um segundo mandato na eleição de 2014.

Foto: Joel Silva/Folhapress

Carcaça de gado morto no agreste pernambucano, uma das áreas atingidas pela forte seca no Nordeste

Instado a falar sobre a matéria da Economist, enquanto lançava o programa Chapéu de Palha Estiagem em Caruaru, nesta sexta-feira (26), o governador Eduardo Campos (PSB), preferiu não tecer comentários sobre a reportagem.

“Apesar de todo o prestígio que o periódico tenha, não é meu papel comentar sobre notícias que saíram”, disse encerrando o assunto.

O governador sabe que de tudo que foi dito na matéria, apesar de não ser novidade e de já ter sido mencionada milhares de vezes pela imprensa local e nacional, o destaque dele ser uma ameaça à reeleição de Dilma, deve estar sublinhado as olhos do governo e do Partido dos Trabalhadores, principalmente, após a acachapante derrota dos petistas em Recife.

Eduardo Campos, já falou que espera após o encerramento do ciclo eleitoral nesse domingo, com o segundo turno, que “ é preciso "deseleitoralizar" o debate político no Brasil".

Pernambuco está enfrentando no momento uma das piores estiagens da sua história. Mais de um milhão de pessoas, de 212 municípios, sofrem os efeitos da seca prolongada. No Agreste do estado, criadores de gado fogem da seca e de uma praga que ataca as plantações de palma, que é um dos principais alimentos do animal em tempos de estiagem e falta de pasto.

Na região, os rios deixaram de correr e os reservatórios já não possuem nenhuma gota de água.

De acordo com a Secretaria de Agricultura de Pernambuco, 1,15 milhão de pessoas estão sendo atendidas com linhas de créditos emergenciais, programas sociais e a distribuição de água em caminhões-pipa.

Assim que a poeira eleitoral baixar Eduardo vai procurar o palácio do Planalto para pedir ajuda e muito dinheiro para atender essas necessidades emergenciais. Não se sabe, porém, se Dilma estará disposta a atender aos pleitos do ameaçador concorrente.


25 de out. de 2012

Novo Eduardo Campos exige contrapartida do PT, senão, senão...

BRASIL – Eleição 2014
Novo Eduardo Campos exige contrapartida do PT, senão, senão...
Na mesma proporção em que afina-se cada, com os tucanos, o governador de Pernambuco, e presidente do PSB, distancia-se e desarmoniza-se com o PT. Aquele aliado dócil e subserviente, do passado, deu lugar a um parceiro vitaminado eleitoralmente que exige respeito e quer mais do governo petista.


REBELDIA MODERADAEduardo Campos, abandonando o papel de coadjuvante impondo protagonismo dele e do partido no cenário político nacional, nos tempos pós eleições municipais

Postado por Toinho de Passira

Fontes: Estadão, Blog do Jamildo, Estadão

Quem ouve o novo discurso do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, percebe claramente uma mudança de postura, agora endurecida, independente e até levemente crítica, em relação ao governo Dilma, aos antigos aliados petistas, respingando na relação com o presidente Lula.

Sumiu, de repente, aquele simpático aliado incondicional, atrelado umbilicalmente ao PT e sempre feliz em recolher as benesses que lhe eram ofertadas, em troca de uma subserviência filial.

Com esse novo perfil, moldado nos embates eleitorais e no resultado que lhe foi favoráveis nas urnas municipais, Eduardo Campos, engrossa a voz e sobe o tom, ainda prometendo apoio, mas cobrando contrapartidas, não se escusando em fazer críticas.

Dentro dessa nova bitola, abandonando o papel de coadjuvante, para assumir o de protagonistas, Eduardo, falou a Luciana Nunes Leal, da Agência Estado, reclamando que o PT não retribui na mesma proporção o apoio que recebe de seu partido no segundo turno da eleição municipal. “Apesar dessa avaliação, ele insistiu que as alianças do PSB com o PSDB não foram feitas em função das eleições de 2014”.

- No primeiro turno o PSB foi o partido que mais apoiou o PT, mas só é notícia quando a gente não apoia. No segundo turno, o PT disputa em 17 cidades e nós os apoiamos em 11. Nós disputamos em 8 cidades e só em 1 o PT nos apoia, desde o primeiro turno, que é o município de Duque de Caxias (RJ). E esse apoio só veio por uma ação direta da Executiva Nacional do PT e do próprio presidente Lula. Isso é um fato real- afirmou o governador durante visita ao estande de Pernambuco de uma feira internacional de turismo realizada no Rio.

Adiante fez questão de frisar sua aproximação com o senador e ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB), que esteve em Campinas para apoiar o candidato socialista. Na conversa, Aécio repetiu a brincadeira de que nessas eleições usou mais adesivos do 40 (número do PSB) do que do 45 (número do PSDB).

- Recebemos o apoio do PSDB, no segundo turno, em Uberaba e Campinas. Somos gratos por isso. Essas parcerias vêm de algum tempo, não são feitas em função das próximas eleições", disse o governador pernambucano.

Campos insistiu que, depois do próximo domingo, será preciso "deseleitoralizar o debate político no Brasil".

O governador lembrou que há uma "pauta muito densa no Congresso" e citou como exemplo a medida provisória para redução da tarifa de energia e o marco regulatório do petróleo. Neste tema existe um conflito entre Estados e municípios que reivindicam maior participação nos royalties do petróleo e Estados produtores como o Rio de Janeiro, do governador Sérgio Cabral (PMDB), e o Espírito Santo, do governador Renato Casagrande (PSB).

O governador cobrou da União abrir mão de parte dos recursos futuros em favor de Estados e municípios, num contraponto que enquanto evita o confronto com os governadores do Rio e do Espírito Santos, torna-se voz dos outros estados e municípios que estão de olho no dinheiro do pré-sal.

- Não queremos isolar os governadores Cabral e Casagrande, ninguém vai propor tirar receita do Rio e do Espírito Santo. Queremos uma maneira mais justa de dividir os recursos no futuro. Os municípios vão precisar que a União abra mão de parte da receita. O governo (federal) não tem a boa vontade esperada, mas tem alguma boa vontade para que Estados e municípios tenham parte dos royalties para investir em educação, ciência e tecnologia, e não em custeio", afirmou Campos.


Eduardo sente-se confortável ao lado de Aécio e é correspondido. Dilma e Lula, não aprovam o namoro, sentem-se como se esse fosse um relacionamento politico extraconjugal


23 de out. de 2012

Obama supera Romney no último debate

ESTADOS UNIDOS- Eleição Americana - 2012
Obama supera Romney no último debate
Apesar de continuarem técnicamente empatados, nas pesquisas gerais de intenção de votos, o presidente Obama é ligeiramente favorito, ainda mais agora, que a maioria dos telespectadores, consideraram que foi ele o vencedor dos últimos debates

Foto: Win McNamee/AP

Mitt Romney e Barack Obama respondem a uma questão durante o último debate presidencial antes da eleição.

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Época

As primeiras pesquisas feitas pela imprensa americana apontam o presidente dos Estados Unidos e candidato democrata à reeleição, Barack Obama, como o vencedor do terceiro e último debate com o aspirante republicano à Casa Branca, Mitt Romney, realizado na universidade de Lynn, em Boca Raton, na Flórida, na noite de segunda-feira (22).

A enquete da cadeia CNN, que tem uma margem de erro de 4,5%, assinala que 48% dos telespectadores que assistiram ao debate realizado na Universidade Lynn, em Boca Ratón (Flórida), preferiram o desempenho de Obama, enquanto 40% enxergaram vitória de Romney.

Já a pesquisa feita pela emissora CBS, que ouviu 521 eleitores indecisos, apontam superioridade de Obama para 53% deles, contra 23% que preferiram Romney e 24% que viram empate entre os dois candidatos. A margem de erro desta pesquisa é de quatro pontos percentuais.

No primeiro debate, as enquetes apontaram vitória clara de Mitt Romney, enquanto Obama venceu o segundo encontro, embora por margem mais estreita.

17 de out. de 2012

Obama supera Romney no segundo debate: melhora nas pesquisas de intenção de voto, mas ...

ESTADOS UNIDOS – Eleição presidencial 2012
Obama supera Romney no segundo debate: melhora nas pesquisas de intenção de voto, mas ...
Demonstrando mais segurança e reagindo com mais veemência, o presidente Obama superou ligeiramente o seu oponente o republicano, Mitt Romney, no segundo debate. A recuperação do presidente reequilibrou a disputa pela Casa Branca, mas a situação de empate técnico permanece e parece que só será definida quando publicado resultado da eleição do dia 6 de novembro

Foto: Eric Gay/AP

O candidato republicano, Mitt Romney, e o presidente Barack Obama se enfrentam durante o segundo debate presidencial, em Nova York

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Terra, Época


O desempenho do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no segundo debate com o republicano Mitt Romney, aliviou a péssima impressão deixada no primeiro encontro entre os dois. Obama pode ainda não ter convencido a maioria dos indecisos de que fará algo de novo caso ganhe um segundo mandato, mas ao menos mostrou no embate um grau maior de convicção e munição contra os argumentos do adversário.

Não era preciso muito, na noite de terça-feira (16), para que o presidente evoluísse em comparação ao primeiro encontro com Romney, no dia 3. Seu desempenho naquele dia fora tão desastroso que não poderia ser superado negativamente.

Em sua segunda chance, o Obama indolente e cabisbaixo de duas semanas atrás deu lugar a um candidato com sorriso no rosto e pronto para a luta. Romney sabia que o presidente viria com outro ânimo, mas não soube reagir bem.

No primeiro debate, ele fora pouco importunado por Obama e fez bem a lição de casa, beneficiado por um formato de pouca interação. Na noite de terça, o ritmo ia de acordo com as perguntas de eleitores indecisos, um modelo mais flexível em que o presidente teve melhor desenvoltura

Essa diferença ficou evidente quando Romney respondeu a uma pergunta de uma eleitora hispânica sobre qual seria sua política para imigrantes que não possuem o green card (documento que garante aos estrangeiros residência permanente nos EUA), mas contribuem para a economia americana. Ele disse que combateria a imigração ilegal e tentou colocar Obama na parede ao questioná-lo por que não aprovou uma reforma imigratória quando tinha a maioria no Congresso.

O presidente se esquivou e relembrou que Romney defende a política da autodeportação, adotada pelo Estado do Arizona, em que o Estado fecha as portas ao imigrante de tal forma que ele fica compelido a ir embora.

A mediadora, Candy Crowley, quis então ouvir de Romney uma resposta sobre a autodeportação. Aparentando nervosismo, ele se complicou e ainda a cortou para comentar sobre o que Obama dissera havia alguns minutos a respeito de Romney investir em companhias que transferiram empregos dos EUA para a China. Romney disse que Obama também tinha investimentos na China por meio de seu fundo de pensão. E lhe perguntou:

“O senhor tem olhado para sua pensão?” A resposta de Obama provocou risos na plateia e desmontou o adversário: “Não olho. Não é tão grande quanto a sua, então não demora tanto tempo (para ver)”.

Mesmo diante de um tema que lhe seria favorável, Romney escorregou. A pergunta a Obama era sobre os ataques ao consulado americano em Benghazi, na Líbia, do qual foi vítima o embaixador Chris Stevens. Na sua vez de replicar, Romney disse que o presidente demorou 14 dias para classificar o episódio como um “ato de terror”. Pois Obama usou justamente essa expressão no dia seguinte ao ocorrido na Líbia.

Foto: AFP

Obama usou de ironia e fez Romney tropeçar

Em uma intervenção criticada pelos assessores de Romney, a mediadora confirmou, a ponto de Obama aproveitar para fazer troça: “Você pode dizer um pouco mais alto, Candy?” Na verdade, a Casa Branca demorou bastante para admitir que o ataque em Benghazi fora uma ação orquestrada, não o resultado de um protesto espontâneo. E o “ato de terror” dito por Obama teve, à ocasião, um tom genérico. Ele mesmo deu a entender ontem que o governo não agiu da melhor forma e assumiu toda a responsabilidade pela morte do diplomata e de outros três funcionários americanos.

Mas o que fica do debate é a imagem de Romney sendo corrigido e desmoralizado pela mediadora. A equipe do republicano até tem motivos para reclamar de Candy Crowley, âncora do programa State of the Union, da CNN. Ela mesma disse, após o debate, que Romney estava certo em apontar a demora da Casa Branca em reconhecer o caráter terrorista do ataque, mas o corrigiu porque ele "escolheu a palavra errada". Crowley não foi exatamente imparcial nesse ponto, mas Romney poderia ter se saído melhor naquele momento.

Obama usou todas as armas à disposição. Disse duas vezes que Osama Bin Laden foi morto em seu governo e fechou a noite com uma sarcástica menção à famigerada declaração dos “47%” de Romney. “Acredito que Romney seja um bom homem. Ama sua família, importa-se com sua fé. Mas acho também que, quando ele disse a portas fechadas que 47% do país se consideram vítimas que recusam ter responsabilidades pessoais, pense sobre quem ele está falando.” Como ele era o último a falar, Romney não teve como retrucar e o debate acabou com a impressão de que o presidente saiu por cima.

O que fica do segundo debate é a certeza de que os indecisos continuam como tal. Se Obama foi melhor na forma, pouco acrescentou na substância – assim como fora Romney no primeiro debate. O presidente continua a defender mais do mesmo para resolver os problemas do país.

Do outro lado, Romney tampouco ganha a confiança do eleitorado em cima do muro porque ora diz que baixará os impostos igualmente para todos, ora afirma que vai apertar o cinto dos mais ricos.

O próximo e último debate, no dia 22, será focado em política externa. Pelo que se viu ontem, Romney precisa se preparar melhor, pois Obama tem alguns pontos a favor nesse terreno.

Nada, porém, que o possa fazer franco favorito. Até agora, vencerá as eleições do dia 6 de novembro o candidato menos pior

A s primeiras pesquisas feitas após o segundo debate presidencial nos Estados Unidos indicam vitória do atual líder e candidato à reeleição, o democrata Barack Obama, embora por uma margem mais estreita que a do triunfo obtido por seu rival republicano, Mitt Romney, no primeiro encontro dos dois.

Segundo a enquete realizada pela cadeia CNN, 46% dos cidadãos consideram que Obama ganhou o segundo dos três debates presidenciais, enquanto 39% acreditam em vitória de Romney.

Além disso, questionados se o presidente dos EUA teve participação melhor que a do primeiro debate, realizado em Denver (Colorado), 73% disseram que sim. A pesquisa feita pela cadeia CBS também mostra Obama como vencedor do encontro desta terça-feira. Essa é a opinião de 37% dos eleitores ouvidos para a produção da enquete, enquanto 30% preferiram Romney e 33% enxergaram empate.

No primeiro debate, realizado no dia 3 de outubro, 67% dos telespectadores da CNN consideraram que Romney foi melhor, contra 25% que preferiram o desempenho de Obama. Já a enquete realizada pela CBS revelou que 46% acharam que o republicano ganhou o encontro, contra 22% que viram Obama melhor e 34% que se inclinaram pelo empate.