27 de ago de 2012

Lula nega existência do mensalão para o New York Times

BRASIL – ESTADOS UNIDOS
Lula nega existência do mensalão
para o New York Times
Lula negou o mensalão, negou ter se encontrado com o Ministro Gilmar Mendes e com se estivesse prestando um grande favor, afirmou que vai “respeitar a decisão da justiça”. Sobre a crise economica grega e europeia, criticou a Alemanha e dizendo: “Eu já vi pessoas morrem de gangrena por não ter cuidado de uma unha problemática.” (?)

Detalhe da captura de imagem do site do "The New York Times"

”O ex-Presidente do Brasil está de volta a linha de frente” diz a manchete do The New York Times retratando o apoio de Lula a candidatos do PT a prefeituras de grandes cidades, após seu tratamento contra o câncer.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The New York Times, BBC Brasil, Veja, Estadão

Lula concedeu uma entrevista ao jornal americano The New York Times, publicada neste sábado, 25, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou a existência do mensalão e afirmou que a presidente Dilma Rousseff é a sua candidata a reeleição.

A reportagem classifica o momento atual como um dos mais críticos para Lula e para o PT. “Mais de trinta políticos, incluindo alguns dos principais assessores de Lula, como José Dirceu, estão implicados no escândalo de compra de votos”, afirma a reportagem, que nota: “Lula defende publicamente os envolvidos no maior escândalo de corrupção do Brasil.” (Para compreensão do público americano, o New York Times definiu “o mensalão” como “grande subsídio mensal.")

“Eu não acredito que o mensalão existiu”, disse Lula ao jornal. O ex-presidente, ainda de acordo com a reportagem, alega que o governo petista não tinha necessidade de comprar votos porque já havia garantido apoio da maioria do Congresso por meio de alianças políticas.

O jornal ressalta que por causa da lentidão da justiça brasileira, só agora, em 2012, está sendo julgado o “mensalão”, embora tenha sido denunciado em 2005.

Lula afirmou à reportagem, que apesar de não acreditar que houve o mensalão, respeitará a decisão da Justiça:

“Se houver algum culpado, este deve ser punido e se alguém for inocente, este deve ser absolvido”. O ex-presidente também negou ao jornal haver se encontrado com o ministro Gilmar Mendes, em maio, para tentar adiar o julgamento do escândalo.

Lula, de forma nada tímida, diz o jornal, também fez comentários sobre a crise econômica na Europa:

"Eu sei que a Europa não gosta que nós externemos a nossa opinião sobre a Europa, mas quando a crise era aqui, no Brasil, todos eles tinham algo a dizer" - disse Lula.

"Vamos ser francos – continuou - se a Alemanha tivesse resolvido os problemas gregos, anos atrás, a situação não teria piorado até o ponto em que está”. Em seguida sentenciou com uma de suas metáforas: “Eu já vi pessoas morrem de gangrena por não terem cuidado de uma unha problemática.”

Em resumo, depois de culpar a Alemanha pela crise grega, chamou a Grécia de “unha problemática” por fim decretou que a economia grega está gangrenada”.

Sobre uma possível nova candidatura, Lula negou os rumores que poderia concorrer à presidência em 2014:

“Dilma é minha candidata e, se Deus quiser, ela será reeleita”.

Lula declarou que não é uma tarefa fácil saber qual o papel de um ex-presidente, mas quando questionado se estaria diminuindo o seu ritmo de vida, ele enfatizou ao NYT que não, respondendo “política é a minha paixão”.


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