21 de ago de 2012

Toddynho, paga R$ 420 mil em indenização, por venda de produto com PH igual ao de soda cáustica

BRASIL
Toddynho, paga R$ 420 mil em indenização,
por venda de produto com PH igual ao de soda cáustica
Análises feitas pela Vigilância da Saúde do Rio Grande do Sul, após queixa de consumidores que passaram mal após ingerir Toddynho, encontraram no produto um pH de 13,3, índice que se aproxima ao de materiais como água sanitária e soda cáustica. Abafando o escândalo a PepsiCo, fabricante do achocolatado, fez um acordo com o Ministério Público para pagar indenização em forma de doação a entidades de cunho social e comprometer-se a adotar medidas para coibir a reincidência.


A ingestão de Toddynho levou para o Hospital, no Rio Grande Sul, no ano passado, pelo menos 32 pessoas (a maioria crianças). A empresa confessou que por falha industrial, foi adicionado ao achocolatado produtos de limpeza.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Época, Blog Estadão, Estado de S. Paulo, G1

A PepsiCo sujeitou-se pagar indenização de R$ 420 mil por ter sido encontrado detergente na composição do achocolatado Toddynho em cidades do Rio Grande do Sul em 2011. A companhia firmou um termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público do Estado (MPE-RS) e se comprometeu a adotar medidas para coibir a reincidência.

O dinheiro será repartido em R$ 390 mil para o Fundo da Infância e Juventude do Rio Grande do Sul e R$ 30 mil para a Fundação do Vale do Taquari de Educação e Desenvolvimento. A companhia também prometeu doar equipamentos à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), fazer recalls e disponibilizar atendimento especializado aos consumidores.

O acordo com o MPE-RS, contudo, não anula as ações individuais que são movidas pelas vítimas na Justiça.

No ano passado, pelo menos 39 pessoas de 15 municípios diferentes do Rio Grande do Sul tiveram problemas de saúde e relataram ardência e irritação na mucosa da boca depois de ingerir o leite. Em 30 de setembro, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde daquele Estado determinou interdição cautelar, e depois de análises descobriu-se que cerca de 80 unidades apresentaram pH do alimento muito alto para um alimento.

A divulgação das primeiras análises feitas pela Vigilância da Saúde do Rio Grande do Sul num dos lotes de Toddynho, com registros de problemas, apontaram um pH de 13,3, índice que se aproxima ao de materiais como água sanitária e soda cáustica. A escala vai de 0 a 14, sendo os valores mais altos os considerados alcalinos.

Mais tarde depois que a venda foi proibida em todo o Rio Grande do Sul por um período, a PepsiCo declarou que o problema foi causada durante a limpeza dos equipamentos na fábrica responsável pelos lotes em questão, localizada em Guarulhos, São Paulo. Uma das linhas de produção teria enchido algumas embalagens com uma mistura de detergente e água, segundo informou a empresa na época.

Pelo resultado da análise inicial, e pela reação apresentada nos consumidores, a maioria crianças, que sofreram irritação e lesões na mucosa da boca, suspeita-se que o adicional contido na mistura do Toddynho batizado, era mais que detergente diluído em água.

O produto adulterado foi vendido em pelo menos 12 cidades do Rio Grande do Sul, com registro de vítimas, desde a capital, até localidade a mais 300 km de Porto Alegre, como Erechim.

Por vias das dúvidas é melhor deixar o Toddynho longe do alcança das crianças, como qualquer produto de limpeza.


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