29/11/2009

HONDURAS: Iniciaram-se as eleições gerais em todo o país

HONDURAS
Iniciaram-se as eleições gerais em todo o país
O “Tribunal Supremo Electoral” declarou iniciado processo eleitoral às 07h15min da manhã, horário local

Foto:El Heraldo

Dona Melitina Castellanos de 93 anos foi primeira cidadã hondurenha a votar

Fontes: La Prensa, El Sanpedrano, El Heraldo

Com a presença de centenas de observadores internacionais, os hondurenhos começaram a eleger as suas novas autoridades, instantes depois que o presidente do "Tribunal Supremo Electoral" (TSE), Saúl Escobar, declarou aberto os trabalhos eleitorais com a frase: "empieza la votación".

O evento de abertura, realizado na Escola Normal Mista Pedro Nufio, colônia Kennedy, em Tegucigalpa, contou com a presença de todos os integrantes da corte eleitoral, e de vários observadores internacionais, entre eles Jorge Fernando Quiroga, ex-presidente da Bolívia e Fernando Calderón Sol, de El Salvador.

Foto: El Heraldo

Eleitores esperam a hora de votar

As informações é que o pleito segue em total tranqüilidade em todo o país, com todos os centros de votação funcionando normalmente. Estão convocados 4,6 milhões de eleitores, que se enfileiram diante dos locais de votação dispostos a participar do pleito.

Foto: El Heraldo

Festa cívicas: eleitores de facções diferentes encontram-se fraternalmente nas ruas de Tegucigalpa

Pesquisas informam que 80% da população são a favor que a eleição aconteça e concordam que esse é o instrumento mais adequado para que Honduras volte à tranqüilidade, em desacordo, com o presidente da Venezuela Hugo Chávez, e Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, que se arvoram em ser mais hondurenhos, que os nascidos naquele país centro americano.

Charge hondurenha- Jornal El Heraldo

O boicote proposto por Manuel Zelaya, não funcionou.


TERRORISMO: Atentado contra trem mata 25 na Rússia

TERRORISMO
Atentado contra trem mata 25 na Rússia
Uma bomba entre os trilhos fez descarrilar o luxuoso e veloz "Nevski Express" na rota Moscou – São Petersburgo. O ataque aumentou o temor de haja uma escalada de violência no interior do país patrocinada por rebeldes islâmicos

Foto: Anatoly Maltsev/European Pressphoto Agency

Investigadores e equipes de resgate no local do acidente

Fontes: Último Segundo, Estadão, BBC Brasil, The New York Times, AFP, Le Figaro

Pelo menos 25 pessoas morreram, 26 estão desaparecidas e outras 104 ficaram feridas, algumas em estado grave, depois que um trem de alta velocidade, o "Nevski Express" que fazia a rota entre Moscou e São Petersburgo descarrilou, a 200 quilômetros a noroeste da capital, na sexta-feira à noite, por causa da explosão de uma bomba.

As informações ainda são controversas apesar do acidente ter ocorrido há três dias. O ministro de Situações de Emergência, Serguei Shoigu, na saída de uma reunião da comissão governamental criada para investigar o desastre, fez questão de explicou que "esses 26 desaparecidos, não estão nem no hospital entre os feridos, nem entre os mortos".

Foto: Anatoly Maltsev/European Pressphoto Agency

Como o acidente aconteceu numa área remota, ficou mais difícil para as equipes de resgate

O Artefato de fabricação caseira, com uma potência equivalente a 15 quilos de TNT, que deixou uma cratera de cinco metros de profundidade, estava aparentemente plantada sobre os trilhos e detonou enquanto a segunda metade do trem estava passando.

Entre passageiros e tripulantes, viajavam, a bordo dos 14 vagões do luxuoso trem, 682 pessoas.

O Nevski Express desenvolve uma velocidade de até 200 km/h e cobre em 4 horas e 30 minutos os 740 quilômetros que separam Moscou e São Petersburgo e é considerado um meio privilegiado de transporte, utilizado pela elite do país e por turistas endinheirados. A ministra da Saúde, Tatiana Golikova, informou que seis estrangeiros estão entre os feridos: um italiano, um belga, um azerbaijano, um bielorrusso e dois ucranianos. E entre os mortos estava um ex-senador e um alto funcionário federal no Ministério da Economia.

Foto: Associated Press

Escombros diante de um vagão do trem Nevski Express


Este é o segundo atentado terrorista contra o "Nevski Express" em pouco mais de dois anos. Em 13 de agosto de 2007, o mesmo trem Nº 166 "Nevski Express foi avariado com explosivos, resultando em 60 pessoas feridas.

O governo russo afirma que foi o grupo separatista checheno liderado por Doku Umárov que havia colocado o explosivo.

Em outubro desse ano, foram detidos Salambek Dzaijkiev y Maksharil Judríev, habitantes da república russa de Ingushetia, como suspeitos de envolvimento com o atentado. Em 24 de novembro passado, foram condenados na causa sob a acusação de haver adquirido e transportado o explosivo. Mas o caso ainda tem pontos nebulosos.

Foto: Associated Press

Os feridos reclamaram da demora em serem socorridos

A Rússia sofreu uma onda de ataques terroristas no início da década, protagonizados por separatistas muçulmanos da Chechênia, os suspeitos primordiais, embora de acordo com a agência France Presse, o grupo nacionalista russo Combat 18 reivindicou a autoria do atentado. A informação foi baseada em uma mensagem postada na internet por um ativista do grupo, que dizia que a "guerra conduzida pelos nacionalistas afetará a todos". O governo da Rússia, no entanto, não confirmou a informação.


COERÊNCIA: Democratas enfrentam caso Arruda com transparência

COERÊNCIA
Democratas enfrentam caso Arruda com transparência
A nota do partido diz que espera esclarecimento do Governador do Distrito Federal, dando sinais claros que se as evidencias forem desfavoráveis ao importante integrante do partido, serão tomadas as providências devidas com serenidade e determinação

Fonte: Blog Democratas

DEM TEM COMPROMISSO COM A VERDADE

As graves denúncias feitas contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, exigem esclarecimentos convincentes. O partido tem compromisso com a verdade e aguarda a manifestação oficial do governador para poder se pronunciar.

Brasília, 28 de novembro de 2009.

Rodrigo Maia - Presidente Nacional do Democratas

José Agripino - Líder do Democratas no Senado

Ronaldo Caiado - Líder do Democratas na Câmara

Não somos do Partido Democratas, nem somos filiados a nenhum partido, procuramos ser neutros, aqui nesse espaço oposicionista, o mais honesto possível, delatando com força as falcatruas e os deslizes do governo Lula, mas sem deixar de denunciar as mazelas e os desvios da oposição, cobrando posições e louvando atos de correção.

Pela nota acima, temos que louvar os DEMOCRATAS, mais uma vez. As instituições e os homens se revelam verdadeiramente nos momentos de adversidades. O partido passa por um momento difícil, vendo as acusações se avolumarem contra uma das suas mais importantes lideranças.

Não entregaram o companheiro as feras, no primeiro momento, mas deixam claro que ele precisa se posicionar diante das acusações de forma absolutamente convincente, para continuar merecendo o apoio e o respeito da agremiação partidária a que pertence.

Um partido político é feito por seres humanos, sujeitos a todas as imperfeições. Lamentamos que fatos como esses estejam vindo à tona tão próximo das eleições, o que é muito ruim para oposição e para o Brasil.

Por outro lado, devemos observar como um partido sério, com compromissos democráticos, éticos e transparentes, posiciona-se quando esbarra em adversidades como essa. Não se esconderam, não vacilaram, não se eximiram da responsabilidade.

Temos a sensação que se os Democratas estiverem governando o país e houver um apagão, no dia seguinte eles não porão a culpa em algum fenômeno da natureza: dirão onde erraram, quem foi o responsável e o que vão fazer para corrigir a falha.

Lamentamos e nos solidarizamos com os Democratas, imaginamos com é difícil tomar atitudes como essa, por outro lado, por posicionamentos dessa grandeza e coragem, é que nós acreditamos que o nosso país tem futuro e vale à pena apostar na esperança.

Toinho de Passira - Editor

PS – Sem querer justificar erro de ninguém, esperamos que a Polícia Federal seja tão eficiente e ágil em investigar o que anda acontecendo na Bahia, no Pará, no Brasil.


28/11/2009

Fernanda Takai canta "Insensatez” de Jobim e Vinicius

Fernanda Takai canta "Insensatez”
de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes




HONDURAS – BRASIL: Insensatez

HONDURAS – BRASIL
Insensatez
Merval Pereira – O Globo

Foto: Getty Images

Manuel Zelaya o seresteiro de Tegucigalpa toca seus último acordes antes das eleições. Vai pedir asilo na Nicarágua.

A sensata posição do presidente da Costa Rica e Prêmio Nobel da Paz Carlos Árias, de apoiar a eleição presidencial em Honduras que se realiza amanhã como a melhor saída para a crise institucional em que se envolveu aquele país desde que o presidente eleito, Manuel Zelaya, foi deposto do poder, cinco meses atrás, é um alento para a democracia na região e um corte na tentativa bolivariana, endossada pelo governo brasileiro, de reduzir à volta de Zelaya ao poder a possibilidade de a democracia sair vitoriosa.

Não há dúvida de que ambos os lados em disputa cometeram erros que levaram à crise, o presidente eleito seguindo a norma chavista, disseminada na América Latina, de alterar a Constituição através de plebiscito para tentar permanecer no poder.

O governo em exercício, considerado golpista pelo Brasil, Venezuela e vários outros países da região, por não ter respeitado as normas legais até os últimos detalhes para tirar Zelaya do cargo.

Houve um processo legal em que tanto a Suprema Corte quanto o Congresso atuaram dentro do previsto na Constituição, e o então presidente teve oportunidade de defender seus pontos de vista, que não foram aceitos.

Mesmo a prisão decretada do presidente está prevista na Constituição, por traição à Pátria, caracterizada pela tentativa de alterar uma cláusula pétrea constitucional através do abuso do poder presidencial.

Mas a deportação de Zelaya para o exterior, à força das armas de militares do Exército, foi uma clara exorbitância extra-legal que manchou o processo de deposição do presidente.

De lá para cá, Manuel Zelaya, com a ajuda do presidente venezuelano Hugo Chávez, tentou mobilizar a população hondurenha para retornar ao governo, mas pelo visto não tem a força que imaginava.

Foto: Getty Images

Um partidário de Zelaya enrolado na bandeira brasileira, pelas ruas de Tegucigalpa

Retornou ao país clandestinamente, em uma operação acompanhada pessoalmente por Chávez, e fez-se "hóspede" do governo brasileiro na embaixada em Tegucigalpa, que o aceitou não como asilado político, mas como "abrigado", numa tentativa de criar um fato consumado para o governo de fato.

A tentativa não deu certo e Zelaya vai ficando cada vez mais isolado dentro de seu próprio país, que caminha para encontrar nas urnas a solução para o impasse político em que se encontra.

Se o ex-presidente da Câmara e presidente em exercício Roberto Micheletti tentasse permanecer no poder em vez de realizar as eleições que estavam previstas na Constituição, estaria caracterizado o golpe.

Como as eleições se realizarão aparentemente dentro da legalidade, o mais sensato é aceitar as peculiaridades da situação e pelo menos tentar que, através de eleições, o país retorne à normalidade.

Como se sabe, uma democracia não depende apenas da realização de eleições, e os constantes plebiscitos em diversos países da região mostram claramente isso.

Será preciso a garantia das liberdades individuais, da liberdade de imprensa, o funcionamento independente dos poderes Legislativo e Judiciário para que se caracterize a volta da democracia ao país.

O presidente da Costa Rica, Carlos Árias, chama a atenção para o fato de que as eleições de domingo devem ser monitoradas por organismos internacionais e ONGs para que não haja dúvidas sobre sua legalidade.

A partir daí, o novo governo vai precisar do apoio dos países da região, inclusive o Brasil, e dos órgãos internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA) para conseguir que o país supere a crise institucional que vive.

O governo dos Estados Unidos evoluiu em sua posição inicial para aceitar o resultado das eleições de amanhã mesmo sem o retorno de Zelaya ao poder, uma condição que ainda permanece ponto de honra para o Brasil, a Venezuela e a maioria dos países da região.

Mas já existem defecções nessa posição rígida, com Colômbia, Peru, Panamá e agora Costa Rica caminhando para endossar a posição dos Estados Unidos, que continua sendo a referência geopolítica da região.

A intransigência do governo brasileiro, em vez de ser uma defesa de princípios democráticos como querem fazer crer o Presidente Lula e o chanceler Celso Amorim, não passa de uma tentativa desesperada de manter o controle político da situação, e de impor uma posição ideológica, que define democracia como melhor convém a seus parceiros.

Foto: Getty Images

Lula e Raúl Castro, não tem problema a forma como o irmão de Fidel foi eleito(?)

Lula e Raúl Castro, não tem problema a forma como o irmão de Fidel foi eleito(?) Não seria preciso nem mesmo lembrar que o governo brasileiro apoia a ditadura de Cuba sem exigir nenhum tipo de compromisso democrático do aliado.

E nem ressaltar que o Ministro da Justiça teve a pachorra de afirmar, para justificar o refúgio dado a Cesare Battisti, que o governo democrático italiano era "fascista" e não oferecia garantias à integridade pessoal do terrorista, condenado por nada menos que quatro assassinatos.

Os pesos diferentes podem ser constatados aqui mesmo na América Latina, onde o governo brasileiro não vê nada demais na ação do presidente da Nicarágua Daniel Ortega, que alterou diretamente na Suprema Corte a Constituição para poder se reeleger, e vê uma conspiração política na decisão da Suprema Corte de Honduras de manter as acusações contra o ex-presidente Manuel Zelaya.

As reiteradas manifestações antidemocráticas do governo de Hugo Chávez na Venezuela, com o cerceamento da liberdade de expressão, a intervenção na economia, a manipulação de instrumentos democráticos como o plebiscito para ferir a própria democracia, a perseguição aos adversários políticos, a interferência nos outros poderes para controlá-los, tudo é desculpado pelo governo brasileiro, e o presidente Lula chega a dizer que na Venezuela existe mesmo é democracia demais.

Mas para o caso de Honduras não há uma flexibilidade que permita sair do impasse. O Brasil fica na estranha situação de torcer para que haja uma convulsão social em Honduras para provar que sua posição é a correta.


*Acrescentamos fotos e legendas

CORRUPÇÃO: Governador do Distrito Federal copiou mensalão

CORRUPÇÃO
Governador do Distrito Federal copiou mensalão
José Roberto Arruda (DEM) é investigado pela Polícia Federal por e uso de doações de caixa dois para comprar deputados distritais

Foto: Fotos Dida Sampaio/AE

NOTAS MARCADAS
Agentes da PF fizeram diligências em gabinetes e na casa de deputados em busca do dinheiro da corrupção

Fonte: Revista VEJA

José Roberto Arruda (DEM), governador do Distrito Federal, já conheceu o céu e o inferno na política. Há oito anos, ele era líder do governo Fernando Henrique Cardoso no Senado quando teve de renunciar ao mandato por ter participado da violação do sigilo do painel de votações.

Arruda voltou por baixo, elegendo-se deputado em 2002. Quatro anos depois, conseguiu retornar aos holofotes ao eleger-se governador. Com uma gestão austera, marcada por políticas de corte de gasto e ajuste das contas, ele atingiu uma popularidade recorde na capital do país.

Arruda tornou-se a maior expressão política do DEM, chegando a ponto de ser cotado como um dos principais candidatos a uma futura Vice-Presidência em uma chapa de oposição encabeçada pelo PSDB nas eleições de 2010.

Na sexta-feira passada, a trajetória do governador girou 180 graus. Agentes da Polícia Federal realizaram buscas na residência oficial, na sede do governo, em gabinetes de secretários e deputados distritais, numa operação batizada com o sugestivo nome de Caixa de Pandora.

Descobriu-se algo realmente terrível, embora nada surpreendente: a existência de um grande e milionário esquema de corrupção. O próprio Arruda foi gravado conversando sobre o destino de uma montanha de dinheiro recolhido junto a empresários que prestam serviços ao governo.

O Ministério Público e a Polícia Federal conseguiram convencer um de seus secretários a participar de um programa de delação premiada. Por meses, Durval Barbosa, ex-delegado de polícia que fez carreira de sucesso como arrecadador de dinheiro informal para campanhas eleitorais do PMDB e que ocupava o cargo de secretário de Assuntos Institucionais de Arruda, filmou e gravou tudo o que viu.

Em um dos encontros que teve com o governador, Durval discute com ele o destino de 400 000 reais, dinheiro arrecadado de empresários para ser distribuído aos parlamentares da chamada base aliada – uma versão local do notório mensalão dos petistas.

Outros 200 000 reais deveriam ser guardados para despesas futuras. Segundo depoimento do delator, as empresas prestadoras de serviço contribuíam para o caixa clandestino com um porcentual calculado sobre cada fatura paga pelo governo.


DELAÇÃO PREMIADA
O governador José Roberto Arruda: ele foi gravado por um de seus assessores
Os repasses seriam em média de 600 000 reais por mês. Com a ajuda de Durval Barbosa, a PF marcou as notas com uma tinta especial e, na semana passada, foi à casa dos supostos beneficiados em busca das provas da corrupção. Apreendeu 700 000 reais guardados em cofres. Não se sabe ainda se as cédulas apreendidas foram as mesmas marcadas pelos policiais.

José Roberto Arruda ingressou na política pelas mãos do ex-governador Joaquim Roriz – que teve de renunciar ao mandato de senador, em 2007, para não ser cassado por corrupção. Em sua campanha ao governo, em 2006, Arruda rompeu com Roriz. Ao assumir o cargo, porém, manteve vários ex-assessores do antigo governador.

Os adversários diziam que Arruda herdou também o esquema de corrupção de Roriz. A abertura da caixa de Pandora do Distrito Federal vai revelar se isso é verdade. A operação tem efeito direto sobre o resultado das eleições do ano que vem. Arruda, candidato à reeleição, lidera com folga as pesquisas de opinião.

Em segundo lugar aparece exatamente o ex-governador Joaquim Roriz, que, esbanjando ironia, comentou a investigação sobre a administração de seu sucessor: "Nunca imaginei que pudesse haver corrupção no governo Arruda. É lamentável".

Fontes da polícia confirmam que as investigações podem aniquilar também as pretensões de Joaquim Roriz. Isso depende do que Durval Barbosa se dispuser a contar em juízo. O ex-secretário de Arruda comandou durante anos uma estatal, e comenta-se que ele possui um baú enorme de provas contra metade dos políticos da capital.

O governador também preferiu não se manifestar oficialmente. Seus assessores informaram que ele espera ter acesso ao inquérito para, só depois, comentar o caso. "Ele vai revelar como funciona a política em Brasília", diz um de seus assessores. Arruda, a fênix que ressurgiu do episódio do painel de votações, pode estar empreendendo outro mergulho rumo às cinzas.
”O Mensalão brasiliense” é o título original na matéria da VEJA assinada por Otávio Cabral.
Acrescentamos foto,fizemos comentários adicionais e suprimimos trechos

A VAZIA CUPULA AMAZONICA: Lula esnobado pelos “cumpanheiros” sul americanos

A VAZIA CUPULA AMAZONICA
Lula esnobado pelos “cumpanheiros” sul americanos
Sete presidentes da região amazônica, de última hora, cancelaram a presença na cúpula que o presidente do Brasil, tinha organizado para aparecer como o defensor da floresta. Depois da candidatura da ex-ministra Marina Silva, o filho do Brasil, virou um defensor apaixonado do meio ambiente

Foto: Foto: Ricardo Stuckert / PR

Sarkozy, Lula e Bharrat Jagdeo, na cúpula que não aconteceu

Fontes: Diario Catarinense, Último Segundo, O Globo

A ausência de sete dos oito presidentes amazônicos convidados para o encontro de Manaus irritou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na opinião do governo, a atitude revela o interesse nulo que há na região pelo tema das mudanças climáticas.

Acrescido que o presidente convidou cada um dos presidentes pessoalmente, que deixaram para a última hora para dar desculpas, mostrando que além de preocupação zero com o tema, tem também consideração zero com o anfitrião, presidente Lula, subitamente preocupadíssimo com o tema ecológico.

A intenção era acertar uma posição comum sobre o tema e, principalmente, as compensações para se evitar o desmatamento da floresta, para levar uma posição comum para Copenhague, e ele Lula, completamente verde, defendendo a floresta, coisa que não fez nos sete anos de governo.

Lula ficou em situação constrangedora presidindo uma cúpula com apenas dois presidente, o desconhecidíssimo Bharrat Jagdeo, da Guiana, e o vendedor de aviões de caça e presidente da França Nicolas Sarkozy que ali estava representando a Guiana francesa.

Na abertura da reunião da tarde, que deverias ser de cúpula, Lula inexplicavelmente fantasiado de Evo Morales, ainda teve de explicar a ausência de seus colegas. Começou agradecendo a participação de Sarkozy e Jagdeo, que sem saber que os outros faltariam, compareceram.

Destaque para o presidente francês Nicolas Sarkozy, que deixou Carla Bruni, na França, atravessou o Atlântico para participar dessa reunião fracassada, atendendo o convite de Lula. (Agora o presidente vai ter mesmo que comprar os caças franceses.)

Metade do tempo do discurso de abertura da “cúpula”, Lula gastou explicando a ausência da turma, que mais uma vez lhe fez de bobo:

A desculpa do presidente colombiano, Álvaro Uribe, foi um machucado na perna, resultado de uma queda de cavalo, na verdade ele não viria de maneira alguma, para evitar o desagradável encontro com Chávez. Preferiu cair do cavalo.

Hugo Chávez, há pouca horas de avião do evento, alegou que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, teria estendido sua visita a Venezuela - na verdade ele foi embora na manhã de ontem - e que o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, chegaria durante a tarde ao País.

Evo Morales disse não querer se ausentar por conta das eleições, daqui a quinze dias; Rafael Correa (Equador), nem se preocupou em informar pois está na Bélgica; Alan Garcia (Peru) e até o desconhecido Ronald Venetiaan (Suriname) alegaram problemas de agenda.

Por fim o presidente Lula, o senhor da floresta, o defensor do ambiente todo, com a cara de tacho, sorriso amarelo e p... da vida, deu por encerrado os trabalhos.


FOTO DO ANO: Casal de penetra cumprimenta o presidente Obama

FOTO DO ANO
Casal de penetra cumprimenta o presidente Obama
Ontem publicamos a história desse casal de penetras que entrou na Casa Branca, no jantar oferecido ao primeiro ministro da Índia, sem convite, furando todo o esquema de segurança da Casa Branca e publicou fotos no Face Book

Foto: Samantha Appleton/The White House

Na noite desta sexta-feira, a Casa Branca divulgou uma fotografia do casal, no salão azul, na linha de recepção, sendo cumprimentado por Obama. Na foto, uma sorridente senhora Salahi, vestindo um sari vermelho e dourado, aperta a mão de Obama, ao lado do seu marido, Tareq Salahi, que aguarda a sua vez. O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, aparece ao lado de Obama.

Fontes: G1, Washington Post, Sol, The New York Times

Inicialmente, fonte dos serviços secretos tinha garantido ao Washington Post que o Presidente Obama nunca tinha estado em perigo durante a falha de segurança que permitiu a um casal entrar sem convite num jantar de Estado na Casa Branca.

Agora com a divulgação da foto comprovando quão próximo eles estiveram do presidente, os responsáveis pela segurança da Casa Branca estão batendo cabeça.

Até porque consta, que desde que Obama assumiu, as ameaças contra o Presidente dos Estados Unidos cresceram 400%, divulgou o The New York Times citando o especialista em segurança Ronald Kessler.

Para dar um molho a mais na história, Tareq Salahi é de origem judaico palestino e o casal não é assim tão limpinho.

A rede de televisão "CNN" rastreou o histórico de Tareq e Michaele Salahi, figurinhas fáceis em coquetéis e recepções da alta sociedade americana, e contou 16 processos contra o casal.

Os problemas com a Justiça vão desde multas de trânsito, dívidas de até US$ 60 mil em cartões de crédito e processos de particulares que alugaram o sítio Oasis Winery, pertencente à família Salahi, para celebrar casamentos e se sentiram enganados.

Em fevereiro, a viniculo Oasis Winery declarou concordata, segundo o tribunal de falências do Distrito da Virgínia, segundo o qual o sítio, que faturava US$ 1,7 milhão em 2007, só gerou US$ 35 mil no ano passado.

Especialistas acreditam que o casal pode acrescentar ao seu currículo mais um processo, por invasão a Casa Branca, por causa dessa aventura, basta que fique comprovado que eles mentiram ao fornecer qualquer informação numa das barreiras de segurança.

Veja a história completa


ESCANDALO: Lula tentou molestou o “menino do MEP”?

ESCANDALO
Lula tentou molestou o “menino do MEP”?
O jornalista César Benjamin, fundador do PT, do qual se desfiliou em 1995 e candidato a vice-presidente na chapa liderada pela senadora Heloísa Helena, do PSOL, de onde também já se desfilou, diz , insatisfeito com a abordagem do filme “Lula, Filho do Brasil” que o presidente lhe contou, diante de testemunhas, que quando esteve preso, assediou sexualmente um menino

Ilustração de Toinho de Passira sobre o cartaz de "Lula, filho do Brasil"

O presidente fez com o país aquilo que queria fazer com o o “menino do MEP”

Fontes: Folha de São Paulo, DCI, Blog Democratas, Prosa&Politica

São Paulo, 1994. Eu estava na casa que servia para a produção dos programas de televisão da campanha de Lula. Com o Plano Real, Fernando Henrique passara à frente, dificultando e confundindo a nossa campanha.

Nesse contexto, deixei trabalho e família no Rio e me instalei na produtora de TV, dormindo em um sofá, para tentar ajudar. Lá pelas tantas, recebi um presente de grego: um grupo de apoiadores trouxe dos Estados Unidos um renomado marqueteiro, cujo nome esqueci. Lula gravava os programas, mais ou menos, duas vezes por semana, de modo que convivi com o americano durante alguns dias sem que ele houvesse ainda visto o candidato.

Dizia-me da importância do primeiro encontro, em que tentaria formatar a psicologia de Lula, saber o que lhe passava na alma, quem era ele, conhecer suas opiniões sobre o Brasil e o momento da campanha, para então propor uma estratégia. Para mim, nada disso fazia sentido, mas eu não queria tratá-lo mal. O primeiro encontro foi no refeitório, durante um almoço.

Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa:

"Você esteve preso, não é Cesinha?" "Estive." "Quanto tempo?" "Alguns anos...", desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: "Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta".

Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de "menino do MEP", em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do "menino", que frustrara a investida com cotoveladas e socos.

Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o "menino do MEP" nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.

O marqueteiro americano me cutucava, impaciente, para que eu traduzisse o que Lula falava, dada a importância do primeiro encontro. Eu não sabia o que fazer. Não podia lhe dizer o que estava ouvindo. Depois do almoço, desconversei: Lula só havia dito generalidades sem importância. O americano achou que eu estava boicotando o seu trabalho. Ficou bravo e, felizmente, desapareceu.

...........

Eu nunca soube quem é o "menino do MEP". Suponho que esteja vivo, pois a organização era formada por gente com o meu perfil. Nossa sobrevida, em geral, é bem maior do que a dos pobres e pretos.

O homem que me disse que o atacou é hoje presidente da República. É conciliador e, dizem, faz um bom governo. Ganhou projeção internacional. Afastei-me dele depois daquela conversa na produtora de televisão, mas desejo-lhe sorte, pelo bem do nosso país. Espero que tenha melhorado com o passar dos anos.

Mesmo assim, não pretendo assistir a "O Filho do Brasil", que exala o mau cheiro das mistificações. Li nos jornais que o filme mostra cenas dos 30 dias em que Lula esteve detido e lembrei das passagens que registrei neste texto, que está além da política. Não pretende acusar, rotular ou julgar, mas refletir sobre a complexidade da condição humana, justamente o que um filme assim, a serviço do culto à personalidade, tenta esconder.


*Transcrevemos apenas trecho do artigo que pode ser visto completo na Folha de São Paulo

CÉSAR BENJAMIN, 55, militou no movimento estudantil secundarista em 1968 e passou para a clandestinidade depois da decretação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro desse ano, juntando-se à resistência armada ao regime militar. Foi preso em meados de 1971, com 17 anos, e expulso do país no final de 1976. Retornou em 1978. Ajudou a fundar o PT, do qual se desfiliou em 1995.

Em 2006 foi candidato a vice-presidente na chapa liderada pela senadora Heloísa Helena, do PSOL, do qual também se desfiliou.

Trabalhou na Fundação Getulio Vargas, na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na Prefeitura do Rio de Janeiro e na Editora Nova Fronteira. É editor da Editora Contraponto e colunista da Folha.

O assessor da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse que o governo não irá se pronunciar sobre o artigo assinado por César Benjamin, por se tratar de uma inverdade. “Não queremos comentar, não daremos a mínima importância”.

Ao ser questionado se o presidente pretende processar o autor do artigo, Carvalho respondeu que não. “Quando é coisa séria a gente reage, não vamos nos sujar com isso”. Para o assessor, as afirmações do texto são “uma coisa que só pode ser explicada pela psicopatia”.

Carvalho relatou que Lula ficou triste com o texto e classificou como loucura as afirmações feitas por César Benjamin.

COMENTANDO: Pela versão, César Benjamim identificou-se com a vítima, “o menino do MEP”, por ter ainda menor, circulado por presídios, sempre temeroso que algo assim lhe acontecesse. Resolveu tornar pública a versão, como uma reação diante da exagerada santidade do personagem retratado no filme propaganda, “Lula, filho do Brasil”.

Como se vê o filme, que foi feito para causar emoções positivas sobre o presidente Lula, errou na mão por exagero, e causa também indignação, de quem o conheceu mais de perto, mais real, desglamourizado.

Diante da publicação feita por um colunista de um dos maiores jornais do país, o planalto reage de forma estranha: mandou Gilberto Carvalho, o secretário de Lula, que nunca dá entrevistas, falar sobre o assunto, em nome do presidente. Gilberto disse que isso nunca aconteceu, mas adiantou que o presidente não vai processar ninguém, vai deixar por isso mesmo, nem o jornal nem o colunista serão chamados as barras dos tribunais, mesmo que tenham “caluniado” o presidente de forma tão avassaladora.

Serenamente acreditamos que Lula contou que tinha feito, sem que o fato tenha acontecido, mentiu simplesmente, um dos seus esportes favoritos

Uma coisa, porém, deixou-nos com uma pulga atrás da orelha:

Lula foi detido pela polícia no dia 19 de abril de 1980 e libertado no dia 20 de maio. Nesses 31 dias chegou a dividir a cela com até 18 pessoas e alguns deles falaram ao Estadão, e todos defenderam o presidente, alguns deles, hoje adversários politicos de Lula, como o atual presidente do PSTU, José Maria de Almeida - na época militante da Convergência Socialista, com 23 anos, comentou: "Tenho motivos para atacar o Lula. O seu governo é uma tragédia para a classe trabalhadora. Mas isso que está escrito não aconteceu.”

Mas o vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores, Enilson Simões de Moura, o Alemão, que também esteve preso na mesma época. “Após classificar o comentário de Benjamin como "absurdo", ele disse, contrariando José Maria, que havia alguém do MEP no grupo. "O que eu lembro é que, brincando com uma bola de basquete, Lula acertou sem querer a cara do rapaz do MEP", contou. Não lembrou, no entanto, o nome do rapaz.”

Isso é instigante, “o menino do MEP” existe, e pode aparecer e falar... A Veja deste final de semana sugere que o nome do rapaz é João Batista dos Santos.


27/11/2009

Charge: MIGUEL - Jornal do Comércio (PE)



MIGUEL- Jornal do Comércio (PE)


CASA BRANCA: Casal de “penetra” janta com Obama sem convite

CASA BRANCA
Casal de “penetra” janta com Obama sem convite
Um casal da Virginia, inscrito para participar de um reality show, consegui entrar, sem convite, na Casa Branca, no jantar em homenagem ao Primeiro Ministro da Índia. Esteve perto de Barack Obama e fez fotos ao lado do vice-presidente Joe Biden e outras personalidades presentes ao evento. Saiu sem ser molestado. A segurança do presidente só soube do ocorrido quando fotos foram postas no fotos Face Book

Foto: Reuters

Essa foto do casal entrando na Casa Branca, foi feita por um fotografo da Reuters, que registrava a entrada de celebridades, mesmo não os reconhecendo, clicou por vias das dúvidas.

Fontes: Telegraph, Estadão, Stern, Diario de Noticias, The New York Times, Face Book de Michaele

Para alguém ser penetra numa festa, entrar sem convite, basta sorte, atrevimento e capacidade para se misturar com os convidados. O casal americano Tareq e Michaele Salahi tem tudo isto, mas também precisou de certo grau de loucura, para participar do banquete oficial de terça-feira na Casa Branca, em honra do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.

Foto: Face Book de Michaele

OUSADIA: Com o vice presidente Joe Biden

Michaela e Tareq entraram na festa em condições ainda não inteiramente esclarecidas, passaram por todas as barreiras de segurança e passearam no local do banquete, num verdadeiro desafio ao serviço secreto que protegia a festa e aos jovens marines que serviam os convidados.

Foto: Face Book de Michaele

Com Rahm Emanuel, o chefe de gabinete do presidente Obama

Depois, fizeram-se fotografar ao lado do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sorriram para as câmaras ao lado do chefe de gabinete de Barack Obama, Rahm Emanuel, e ainda tiveram o supremo descaramento de publicitar toda a façanha no Facebook. Outros fotografados ao lado do casal incluem estrelas de Bollywood e da televisão.

Foto: Face Book de Michaele

DEBOCHE: Foto com os “Marines” encarregados da segurança ostensiva

A Casa Branca diz que não houve risco para ninguém pois os dois "penetras" foram submetidos a todos os procedimentos de segurança previstos nestes casos, exceto a falha de confirmação dos seus nomes na lista de convidados. Mas foi aberta uma investigação na Casa Branca e outra no Congresso americano, para apurar responsabilidades.

Detalhe da mesa de jantar, centenas de garfos e facas, que podiam servir com armas
Não se pode dizer que não houve riscos para ninguém quando duas pessoas conseguem chegar tão perto do presidente americano e dos seu convidado dentro da Casa Branca, nesses tempos de ousados terroristas, dispostos a morrer para atingir o “inimigo americano”.

Eles não estavam nem armados, nem com explosivos, é verdade, mas verdadeiros terroristas são capazes de improvisar usando armas não convencionais. Não esquecer, por exemplo, que durante o jantar havia uma quantidade enorme de talheres, com facas afiadas sobre as mesas.

Tanto quanto se sabe, a história é inédita, em 60 anos de banquetes oficiais na Casa Branca, e talvez tenha sido útil para servir de alerta ao serviço secreto, pois mais que qualquer presidente americano Barack Obama, corre riscos de ataque, por radicais rascistas e direitistas, além dos rotineiros loucos americanos e terroristas suicidas. Desde candidato que a sua segurança foi tratada como de alto risco.

Não esquecer que também o Primeiro-Ministro da Índia, Manmohan Singh é um alvo cobiçado por terroristas.

Foto: Charles Dharapak/Associated Press

Obama e Michelle na area de recepção dos convidados ilustres

A aventura dos Salahi era ontem o grande tema da Internet americana. Em ingles a expressão para penetra é “party crasher”, esse casal está no topo: consegui entrar num dos endereços mais famosos e “seguro” do mundo, a Casa Branca, por ocasião de um dos mais esclusivos eventos.

Foto: Face Book de Michaele

Com a presidente mundial da Pepsi a indiana Indra Nooyi

Fala-se em várias teorias que podiam explicar a falha monumental na segurança: a chuva, certa confusão na entrada, muitos convidados a chegarem ao mesmo tempo. A sua identificação também não gerou qualquer alarme no sistema informático.

Foto: Face Book de Michaele

O casal vive na Virgínia e frequenta os meios sociais locais, tendo no seu passado um litígio judicial em torno de uma propriedade vinícola. Uma possível explicação para a sua aventura poderá estar nas ambições de Michaele de ser seleccionada para o programa de televisão “The Real Housewifes in Washington”, um reality show em processo de seleção dos candidatos.

Aliás, durante a festa na Casa Branca, os Salahi quase foram denunciados por alguém que os reconheceu das selecções do programa de TV. Não está excluída a hipótese de se tratar de uma manobra publicitária. Se vai saber os detalhes na próxima segunda feira quando eles serão entrevistados no talk show “Larry King Live”.


URUGUAI: Ex-guerrilheiro Mujica será o novo presidente

URUGUAI
Ex-guerrilheiro Mujica será novo presidente
No domingo acontecerá no Uruguai o segundo turno das eleições presidências, com uma vantagem percentual identificada em todos os institutos de pesquisas, o candidato do presidente Tabaré Vázquez ganhará com folga a vaga para futuro presidente do país

Foto:Reuters

José "Pepe" Mujica no ultimo dia de campanha em Montivideo

Fontes: Reuters, Espectador, Estadão, La Republica

O pragmático ex-guerrilheiro José "Pepe" Mujica, vencedor do primeiro turno da eleição presidencial uruguaia é o favorito também no segundo turno, no domingo. Na verdade ampliou sua vantagem sobre o rival Luis Alberto Lacalle, de acordo com a última pesquisa de intenção de votos.

O candidato oficial à Presidência do Uruguai, José "Pepe" Mujica, tem 50% das intenções de votos enquanto o candidato de centro-direita do Partido Nacional e ex-presidente Lacalle tem 42,1%. Para os pesquisadores, mesmo que todos os indecisos se inclinassem para o segundo colocado, mesmo assim ele não seria o vitorioso. Como no Brasil, o voto no Uruguai é obrigatório.

Mujica, de 74 anos, participou nas décadas de 1960 e 70 da guerrilha urbana dos Tupamaros, que tentava enfraquecer o governo conservador do país, embora agora prometa não aproximar o Uruguai de governos esquerdistas mais radicais, como o do venezuelano Hugo Chávez.

Durante a campanha, ele fez diversos elogios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e recebeu apoio explícito do PT brasileiro.

Foto: Associated Press

O presidente Tabaré Vázquez, no comício de encerramento do seu candidato José "Pepe" Mujica

Se eleito, Mujica irá substituir a partir de 1o de março o popular presidente Tabaré Vázquez, primeiro socialista a governar o país, que deixa um legado de superação da crise econômica global e redução do desemprego.

Os dois candidatos prometem manter a atual política econômica. "O bom senso nos diz que se algo funciona, é melhor não mexer", disse Mujica nesta semana, ao apresentar sua eventual equipe econômica.

Alguns empresários e membros da classe média se preocupam com o passado radical do candidato, mas ele sinaliza a continuidade das atuais políticas ao escolher como vice o ex-ministro da Economia Danilo Astori.

Mujica, que já foi ministro da Agricultura, passou 14 anos preso, a maior parte durante a ditadura militar de 1973-85, por causa da sua ligação com os Tupamaros, que enfrentavam forças de segurança e sequestravam funcionários públicos.

Os Tupamaros acabaram se moderando e se transformando em partido político. Junto a socialistas e outros partidos de esquerda, montaram a Frente Ampla, que venceu as eleições de 2005, na esteira da guinada política da América do Sul à esquerda.

Já Luis Alberto Lacalle (foto), um advogado de 68 anos do Partido Nacional, volta surpreendentemente à arena política depois de um governo (1990-95) marcado por suspeitas de corrupção nos primeiros escalões.

Ele tem lutado pelo apoio da segunda principal força da oposição, o Partido Colorado, cujo candidato ficou em terceiro lugar. O apoio dos colorados seria a única chance de vitória para ele.

O analista Ignácio Zuasnabar, do instituto de pesquisas uruguaio “Equipos Mori”, porém, sentencia:

"É muito difícil forçar uma mudança eleitoral quando o governo que sai é tão popular quanto este e a confiança econômica é tão alta", afirmou.

Sentimos um arrepio.

26/11/2009

CHARGE: ANGELI - Folha de São Paulo (SP)



ANGELI- Folha de São Paulo (SP)


SUIÇA: Justiça libertará Roman Polanski, sob fiança

SUÍÇA
Justiça libertará Roman Polanski, sob fiança
Os juízes acreditam que o cineasta não fugirá devido a fiança cobrada. Sarkozy está por trás da libertação de Polanski, segundo a própria família do diretor

Fontes: NBC - Los Angeles, TVI24, Reuters

Um tribunal suíço aprovou nesta quarta-feira a libertação, mediante fiança de 4,5 milhões de francos suíços (8 milhões de reais), do cineasta Roman Polanski, que lutava contra uma extradição para os Estados Unidos por causa de uma acusação de pedofilia na década de 1970.

"O tribunal considerou que a fiança oferecida por Polanski, junto com outras medidas de apoio, são suficientes para evitar o risco de fuga", disse a corte em comunicado.

A nota acrescenta que a fiança equivale a uma "porção substancial" da fortuna de Polanski, e foi sacada de um banco francês usando o apartamento do cineasta em Paris como garantia. A defesa de Polanski alegou que a potencial perda da fortuna dissuadiria o cineasta de uma fuga.

A cunhada de Polanski, a atriz francesa Mathilde Seigner, recebeu a notícia com alívio e disse que não havia perigo de o cineasta fugir.

Polanski não será solto imediatamente porque o governo suíço ainda tem de examinar a sentença e decidir um possível recurso.

Mas a ministra da pasta, Eveline Widmer-Schlumpf, disse que o recurso é improvável. "Acho que a Corte Penal Federal Suíça teve suas boas razões. Não vejo razão para recorrer desta decisão", afirmou ela a uma rádio suíça.

A Corte Penal Federal da Suíça determinou que Polanski entregue seus documentos de identificação e permaneça sob prisão domiciliar, com vigilância eletrônica, enquanto aguarda a tramitação do processo de extradição.

Foto: Associated Press

A prisão domiciliar de Polanski será nesse chalé, avaliado em 1,6 milhões de dólares, no simpático condomínio de luxo, o Milk Way em Gstaad, nos Alpes Suiços, um tédio

Galli disse que a eventual libertação de Polanski para que passe à prisão domiciliar em sua residência em Gstaad ainda levaria alguns dias.

O premiado cineasta franco-polonês foi detido a pedido dos EUA, em 26 de setembro, quando chegou à Suíça para receber um prêmio especial em um festival de cinema.

Ele já confessou , ter feito sexo com uma menina de 13 anos em 1977 nos EUA, mas no ano seguinte fugiu do país antes de ser sentenciado porque achou que um juiz iria ignorar o acordo judicial feito por ele e o condenaria a 50 anos de prisão.

Em outubro a Justiça suíça havia rejeitado um pedido anterior de libertação sob fiança, alegando que haveria risco de Polanski fugir.

Não se sabe o que fez o tribunal mudar de idéia achando que por causa de míseros 4,4 milhões de dólares o milionário e bem sucedido cineasta, vai enfrentar uma possível cadeia de dois anos em território americano.

Leilão da foto de Polanksi com Sharom Tate
A casa de leilões Christie`s, aproveitando a exposição de do diretor franco-belga na mídia, resolveu fazer um leilão de sua foto nu com a ex mulher que foi assassinada

Foto: David Bailey

“É uma imagem importante e provocadora por causa das personagens. Mas mostra um casal nu e feliz”, explicou Laura Paterson, vice-presidente da casa de leilões.

Uma fotografia de Roman Polanski nu e abraçado à mulher vai ser reproduzida em grande escala e leiloada na casa de leilões Christie`s de Nova York .

Os organizadores do evento acreditam que a imagem do casal a preto e branco, feita pelo fotografo britânico David Bailey poderá render mais de 10 mil dólares (cerca de 6,6 mil euros).

A fotografia foi captada poucos meses antes de Sharon Tate, a mulher do cineasta, ter sido brutalmente assassinada pelos seguidores de Charles Manson, em 1969.



BRASIL – ESTADOS UNIDOS: Obama escreveu a Lula e Garcia rodou a baiana

BRASIL – ESTADOS UNIDOS
Obama escreveu a Lula e Garcia rodou a baiana
Uma correspondencia enviada pelo presidente americano ao presidente Lula, acabou sendo motivo de chacota e revolta nervosa do tal assessor presidencial TopTop, num misto de falta de ética diplomatica, de simancol, incompetencia profissional e necessidade de aparecer

Fotomontagem Toinho de Passira

Fontes: The New York Times, Estadão, O Globo

Marco Aurélio Garcia, também conhecido como TopTop, o assessor especial para assuntos internacionais de Lula, funciona como uma especie de sub chanceler, chanceler estepe ou chanceler desgovernado auto autorizado a se intrometer onde for ou não for chamado. Consegue ser pior que o chanceler verdadeiro, o Celso Tamborim, o do curriculo falso.

Então quando os dois cuidam do mesmo assunto ao mesmo tempo, cada um de sua maneira, e inapropriadamente, causam um verdadeiro samba do crioulo doido, na já pouco consistente politica externa brasileira.

Ao confirmar que o presidente Obama havia enviado no domingo uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre outros temas, abordando o caso hondurenho, o individuo Marco Aurélio Garcia, resolveu fazer uma série de comentários, criticos ao governo americano, como se estivesse num botequim esquerdista dos anos 70, sem se incomodar da sua condição de representante internacional do governo brasileiro.

Nessa condição, ao falar para a imprensa, sobre um assunto delicado, contido numa correspondencia presidencial, passa a impressão, que a opinião apresentada, não é dele, mas do próprio governo.

Na carta Obama justifica o reconhecimento das eleições em honduras, como uma espécie de ato institucional que serviria para "zerar" a crise política.

A missiva americana é a resposta a uma proposta intervencionista brasileira, que não chegou a vingar, sugerindo que o pleito fosse adiado por 15 dias, para que desse tempo do congresso de Honduras, avaliasse a volta de Zelaya, o que está marcado para o dia 02 de dezembro.

Foto: Charge do Jornal El Heraldo, de Honduras

A proposta brasileira, não levava em conta que o país da america central tem um poder judiciário e que havia um calendário eleitoral sendo cumprido e que tudo isso poderia ser alterado a partir de uma proposta externa.

Na avaliação de Garcia, Honduras corre o risco, após as eleições, de "viver um período de alta instabilidade e nós não queremos assumir de modo nenhum a responsabilidade dessa situação".

Ao contrário do que pensam os EUA, disse, "a eleição não transcorrerá em um clima tranquilo porque haverá uma parte importante da população que não participará da eleição".

Ele reclamou da posição americana diante da crise: "Os EUA poderiam ter usado, no devido momento, pressões mais fortes para que os golpistas, e Micheletti em particular, fossem para o fundo do cenário."

Apesar de ressaltar que a política externa brasileira "não é marcada pelo confronto", o assessor especial da Presidência da República Marco Aurélio Garcia foi explícito ao qualificar de "equivocada" a posição dos Estados Unidos sobre a crise em Honduras.

Não satisfeito em comentar a posição americana em Honduras, aproveitou a platéia de jornalistas e resolveu fazer um balanço crítico dos dez meses do governo de Barack Obama e da relação com os países latino-americanos e baixou o sarrafo. Garcia disse que há "uma certa decepção" e uma "certa frustração" com a política externa do presidente americano, que espera que sejam revertidas.

Foto: Getty Images

Zelaya deposto desde 28 de junho, hospedado na embaixada brasileira desde 21 de setembro, vai voltar a governar Honduras no dia de São Nunca

No embalo da avaliação do governo Obama, o assessor presidencial para Assuntos Internacionais criticou também a posição da Casa Branca sobre as negociações da Rodada Doha - para a liberalização das tarifas do comércio internacional - e da Conferência do Clima, entre os dias 7 e 18 em Copenhague.

"Todo aquele clima favorável, que se criou com a eleição do presidente Obama, que se fortaleceu na reunião de Trinidad e Tobago (Cúpula das Américas, em abril), começa a se desfazer um pouco", disse Garcia.

Os Estados Unidos correm o risco de ficar isolados politicamente se realmente reconhecerem a legitimidade das eleições em Honduras do próximo domingo, disse à Reuters o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, prevendo que um contingente expressivo de nações latino-americanas ficariam contra esse eventual posicionamento de Washington.

O Departamento de Estado americano disse que não comentaria as observações de Garcia de que o Brasil estaria "frustrado e decepcionado" com a política de Obama para a América Latina. Charles Luoma-Overstreet, porta-voz da divisão de Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado, limitou-se a dizer: "O Brasil é um parceiro importante e continuamos buscando maneiras de colaborar com o Brasil em relação a Honduras."

Foto: Wilson Dias/ABr

O trio trapalhão, Amorim e Lula, reunido para remendar a diarréia verbal do assessor internacional TopTop

No dia seguinte, depois de levar puxões de orelhas do presidente e Lula e do Chanceler Celso Amorim, Garcia deu marcha ré e disse que suas palavras não tiveram intenção de "fustigar" o país "amigo". Há de se perguntar, como alguém que trata de assuntos internacionais para o governo, não imaginou que ia criar tensões desnecessárias com seu pronunciamento inconveniente.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, entrou em cena, para negar tensão entre as duas nações e considerou "normal" haver diferenças.

"Não há nenhuma tensão na relação Brasil-EUA, mas temos que nos acostumar a ter diferenças", disse Amorim a jornalistas.

Foto: Reuters

"Isso é normal, não gera tensão. É preciso que saibamos dialogar", afirmou.

Amorim afirmou que Lula responderá de forma cordial e educada a carta enviada pelo presidente norte-americano, Barack Obama, ao colega brasileiro no fim de semana. "Vamos sempre salientar a possibilidade de cooperação, mas também não deixamos de salientar o ângulo que a gente vê as coisas, que não é necessariamente aquele que Washington vê", declarou.

A opinião de Garcia de que os Estados Unidos ficarão isolados é uma bravata inspirada na fanfarice do presidente venezuelano. Quem ficará isolado será o Brasil, a Bolívia o Equador e a Nicaragua, a turma sob a influencia de Hugo Chávez que resolveram bancar a aventura de Manuel Zelaya.

Ocorrida a eleição, reconhecida pelos Estados Unidos, Colombia e Panamá, que já estão comprometidos, e o México que tem simpatia com a tese, a situação de Honduras se normaliza, até porque 70% da sua produção, é vendida para os americanos de quem também recebe a mais substancial ajuda.

Obama não apoiou um golpe de estado, pois o golpe não houve, mas mesmo que houvesse o governo americano não ia ficar ao lado de Hugo Chávez, que no fundo foi o responsável pela desatabilização de Honduras.

Não é a primeira vez que Marco Aurélio Top Top Garcia, na ânsia em aparecer na ribalta, comete desatinos, inconfidências e baboseiras, em nome do Brasil, com se fora uma Carmem Miranda exibida de um país bananeiro.


HONDURAS: Explosões na Suprema Corte em Tegucigalpa

HONDURAS
Explosões na Suprema Corte em Tegucigalpa
Há quatro dias das eleições, Honduras vive um clima nervoso, com pequenos atentados. Agora que os americanos decidiram reconhecer o pleito, por certo Manuel Zelaya, hospedado na embaixada do Brasil e Hugo Chávez desde a Venezuela, estão por trás desse clima de intranqüilidade, até onde eles ousarão?

Foto: Associated Press

Policiais examinam a janela da Suprema Corte atingida pelo explosivo

Fontes: Estadão, La Prensa, O Globo, El Heraldo

Dois artefatos explodiram na madrugada desta quarta-feira, 25, na sede da Suprema Corte de Justiça de Honduras e no edifício do Canal 10 de televisão, em Tegucigalpa, sem fazer vítimas, mas causando danos materiais.

Foto: El Heraldo

Resto do artefato russo que explodiu na sede do judiciário hondurenho

O porta-voz da Polícia, Orlin Cerrato, disse a jornalistas que a bomba que explodiu na sede do Judiciário é uma RPG-7 de fabricação russa, lançada de fora do edifício. Os danos na sede da Suprema Corte "são de pequena monta", enquanto no edifício do Canal 10 alguns vidros das janelas resultaram quebrados no segundo andar.

Desde 28 de junho ocorreram mais de 30 ataques com explosivos, contra prédios públicos e meios de comunicação, sempre sem vítima e provocando danos materiais.

Foto: La Prensa

As armas encontradas com o grupo que pretendia tumultuar as eleições, ou até atentar contra a vida do presidente Michelleti

Na terça-feira foram presos quatro homens, dois hondurenhos e dois nicaragüenses portando um pequeno arsenal na El Progreso, no interior do país. Foi encontrado com os suspeitos, um fuzil SKS, uma AK-47, com mira telescópica, com indicador de temperatura, de fabricação iugoslava, pistolas 9 mm, e farta munição de vários calibres, além de material próprio para fabricação de bombas.

Os suspeitos estavam de posse de uma caminhonete alugada, com as placas adulteradas, e ainda possuíam rádios transmissores, computadores e câmeras de vídeos e fotografia. As câmeras tinham gravada fotos de pontos importantes da cidade. Ao que aparentementa eles pretendiam dinamitar a ponte La Democracia, que liga as cidades de El Progreso e La Lima a San Pedro Sula.

Foto: Associated Press

O presidente de Honduras, Roberto Micheletti, (foto) que se afastou temporariamente do cargo até o dia 2 de dezembro, assumindo em seu lugar, um conselho de ministros, denunciou um possível plano para assassiná-lo no próximo domingo, dia das eleições, quando fosse votar na cidade El Progreso onde nasceu e onde foram apreendidas as armas e presos os terroristas.

Foto: Associated Press

O povo saiu em passeata, ontem, pelas ruas de Tegucigalpa pedindo para que todo mundo vá votar.

Sem dúvidas pode-se dizer que por trás disso tudo estão os partidários de Manuel Zelaya e o Presidente Hugo Chávez que querem de qualquer maneira, evitar que haja uma eleição tranqüila em Honduras no próximo domingo.

Foto: Reuters

Partidários de Zelaya também sairam as ruas, mas para pedir boicote as eleições

Ninguém pode imaginar o tamanho da ousadia dessa dupla e até onde podem chegar para impedir a realização do pleito, principalmente agora que o presidente americano Barack Obama expressou claramente que com as eleições acaba-se o problema de Honduras. Nós tememos um atentado de grande vulto.


25/11/2009

Charge: HUMBERTO - Jornal do Comércio (PE)



HUMBERTO- Jornal do Comércio (PE)


LULINHA – AIR: Filho de Lula e mais 15 passeiam nas asas da FAB

LULINHA – AIR
Filho de Lula e mais 15 passeiam nas asas da FAB
Avião estava chegando a Brasília e voltou a SP para pegar o filho do filho do Brasil, Lulinha, acompanhada de uma trupe anônima de estranhos convidados presidencial

Foto:Divulgação

Foi esse Boeing 737 de prefixo 2116, da FAB, que fez o passeio de Lulinha

Fontes:Folha de São Paulo, Folha Online

A história publicada pela Folha de São Paulo é cheia de absurdos: faltavam dez minutos para pousar no aeroporto internacional de Brasília no dia 9 de outubro, uma sexta-feira, o Boeing 737 de prefixo 2116, da FAB (Força Aérea Brasileira), um Boeing 737-200 BJ, teve de mudar de itinerário e retornar a São Paulo para buscar novos passageiros.

Meirelles afirma, por meio de sua assessoria, que solicitou um avião para transportá-lo de São Paulo para Brasília e que apenas no momento do embarque soube que, "por solicitação da Presidência", o filho de Lula e mais 15 pessoas "aproveitariam o voo da aeronave colocada à disposição do BC".

A viagem do Boeing começou em Gavião Peixoto (SP), levando a Brasília militares a serviço da Aeronáutica. Eram 17h, já perto da capital federal, quando o comandante recebeu ordem de voltar a São Paulo.

O Boeing voltou e pousou às 19h em Guarulhos, onde foi abastecido. O comandante recebeu nova ordem: os passageiros embarcariam em Congonhas, não em Guarulhos.

O Sucatinha partiu de Guarulhos às 20h30. Como já havia sido abastecida, a aeronave teve que ficar voando por uma hora para gastar combustível e ingressar nas condições de pouso em Congonhas, onde aterrissou às 21h30.

Os militares foram deslocados para a parte traseira, para que os novos passageiros embarcassem. A decolagem foi às 23h. O avião chegou a Brasília uma hora e 40 minutos depois.

O presidente do BC diz que não sabia o itinerário anterior do avião, deslocado para atender a sua chamada quando estava para pousar em Brasília.

O Boeing, conhecido como Sucatinha, faz o transporte aéreo do vice-presidente da República, dos presidentes do Senado, da Câmara ou do STF, de ministros ou ocupantes de cargo com status de ministro (como Meirelles) e de comandantes das Forças Armadas.

Segundo a regra que regulamenta o uso da aeronave, as autoridades que solicitarem o uso do avião devem informar à Aeronáutica "a quantidade de pessoas que eventualmente as acompanharão".

O decreto diz ainda que "o transporte de autoridades civis em desrespeito ao estabelecido" no texto "configura infração administrativa grave".

A assessoria do Banco Central diz que Meirelles solicitou a aeronave da FAB apenas para ele e um assessor, porque deslocar um avião com capacidade de 124 passageiros para ir buscar apenas duas pessoas em São Paulo?

A assessoria de imprensa da Presidência da República afirma que os passageiros, incluindo Lulinha, eram convidados do presidente Lula:

"É normal o presidente da República convidar pessoas para se encontrar com ele em Brasília e oferecer transporte pelas aeronaves que servem a Presidência da República".

Lulinha não foi localizado para comentar o caso. A assessoria da Presidência afirma que não fornece informações sobre familiares de Lula.

O tenente-coronel Henry Wender, assessor da FAB, afirma que, como o Boeing estava à disposição da Presidência, a FAB não tem controle de lista de passageiros e de itinerário.

Observe-se o desrespeito com os militares que estavam trabalhando, e quase chegando no destino, tiveram que regressar, ir para mais dois aeroportos, voar quase nove horas a mais, assistindo ao desperdício e o descaso para com a coisa pública.

A mudança de rotas da aeronave e o sobrevoo consumiram cerca de 18 mil kg de querosene de aviação, segundo um comandante de Boeing ouvido pela Folha de São Paulo. Pela tabela da Agência Nacional de Petróleo, o trajeto custaria cerca de R$ 15 mil em querosene.

Com Lulinha ou sem Lulinha essa história toda é um absurdo.


ESTADOS UNIDOS – ÍNDIA: Obama saúda a Índia como parceiro indispensável

ESTADOS UNIDOS – ÍNDIA
Obama saúda a Índia como parceiro indispensável
O Presidente norte-americano, no mesmo instante em que Lula recebia no território brasileiro o iraniano Ahmadinejad, recebeu na Casa Branca, o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, com uma cuidadosa pompa, realçando a importância do país emergente e elogiando diretamente o chefe de estado “pela maneira de governar”

Foto: Reuters

Obama: elogios a Índia e ao primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh

Fontes: The New York Times, Publico, G1, Estadão

Obama, elogios a Índia e ao primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh Antes da ida a Washington, o governo indiano questionava seu a Índia ia receber por parte do governo Obama, o mesmo estatuto de que gozou na parte final da Administração Bush, que reconheceu na maior democracia do mundo um aliado preferencial perante a ameaça terrorista e os regimes autoritários da Ásia.

o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, antes da visita, expressou que queira avaliar se as relações com a Índia vão ser subalternizadas por uma relação preferencial entre Washington e Pequim, que se desenha, sobretudo a partir da crise financeira mundial.

A Índia é a maior potência do Índico e o seu papel cresce em toda a Ásia. A China é um dos mais importantes parceiros comerciais de Nova Deli, mas também o seu principal rival estratégico.

Para vários analistas americanos, a parceria indiana, tal como a aliança japonesa, seriam essenciais para equilibrar a influência chinesa.

Outro problema são as relações com o Paquistão, aliado da China, em estado de pré-guerra com a Índia e ator indireto no Afeganistão, que tanto interesse desperta nos americanos.

Nova Deli gostaria que Washington exercesse maior pressão sobre Islamabad em relação às ameaças terroristas vindas de grupos radicais sediados no Paquistão. Mas a política americana está condicionada pela guerra afegã.

Foto: Reuters

O primeiro Ministro Singh assegurou que "nos encontramos diante de um momento de grandes oportunidades em nossa relação. Índia e EUA podem e devem colaborar para canalizar o imenso talento de nossos povos, e apoiar o crescimento e a prosperidade respectivos".

Foi para dizimar todas essas dúvidas e mostrar a importância do parceiro, que Barack Obama dispensou tanto tempo e cuidados com a visita do primeiro-ministro indiano, ressaltada na saudação de boas vindas à Casa Branca: “Esta visita reflete a elevada estima com que os americanos e eu próprio encaramos a sua sábia maneira de governar”.

Acompanhado por Hillary Clinton, Obama fez um paralelo entre duas nações que se libertaram do domínio britânico e frisou:

“Hoje, os nossos países estão na vanguarda do mundo, motivados não [pela vontade de] dominar outros países, mas para construir um futuro seguro e próspero para todos os países. A Índia é indispensável”.

O líder norte-americano ainda lembrou que, há 60 anos, o presidente Harry Truman recebeu na Casa Branca o primeiro primeiro-ministro da Índia, pouco após a independência desse país. Singh se mostrou otimista sobre o futuro das relações bilaterais. Segundo ele, ambos os países buscam uma "parceria estratégica de dimensões globais".

A seguir, realizou-se um longo encontro na Sala Oval, um dos maiores tempo já dispensado a um chefe de estado, durante o governo Obama, para em seguida participarem de uma entrevista coletiva de imprensa.

Foto: Luke Sharrett/The New York Times

O casal presidencial preparou uma cerimônia em grande estilo, mandando erguer uma tenda nos jardins sul da Casa Branca, capaz de acolher 400 convidados. A sala dos jantares oficiais da residência presidencial só tem capacidade para acolher 140 pessoas.

Foi contratada uma florista, Laura Dowling, para ornar o ambiente do jantar ao ar livre, o que foi feito com ramos Magnólia cultivadas, colhidos de forma sustentável e hera.

Chamaram também um chef muito especial, Marcus Samuelsson, do primoroso restaurante Aquavit, de Nova York, um cidadão americano que nasceu na Etiópia, criado na Suécia com uma culinária famosa pela fusão de sabores e requinte. Foi servido um cardápio sem carne, pois o primeiro ministro indiano é vegetariano.

A música ficou a cargo National Symphony Orchestra; Jennifer Hudson, a cantora e atriz; Kurt Elling, o músico de jazz de Chicago, e AR Rahman, o compositor indiano que escreveu a trilha para o filme “Quem Quer Ser um Milionário?”.

Foto: Luke Sharrett/The New York Times

Obama cumprimentou seus convidados fazendo um brinde em híndi, língua falada por 70% dos indianos, e elogiou as contribuições de Mohandas Karamchand Gandhi e Martin Luther King Jr., dizendo que notáveis homens com eles " são a razão pela quais alguns de nós podemos estar aqui esta noite."

Mr. Singh respondeu: "Sua vinda para a Casa Branca tem captado a imaginação de milhões e milhões de indianos".

Foto: Reuters

A primeira-dama usava um vestido sem mangas de ouro criado por Naeem Khan, um designer indiano-americano.

A noite foi uma potente mistura de política, diplomacia e glamour, Congressistas, dignitários e celebridades de Hollywood indiana vestidos com smokings e vestidos de grife.

Foto: Madel Ngan/Agence FrancePresse- Getty Images

Steven Spielberg, Alfre Woodard, Blair Underwood, Jhumpa Lahiri and Alberto Vourvoulias, Colin Powell e sua esposa Alma Powell, chegando para a recepção

A lista de convidados incluía os atores Alfre Woodard e Blair Underwood, os diretores Steven Spielberg e M. Night Shyamalan, o escritor Jhumpa Lahiri, o ex-secretário de Estado Colin L. Powell, o governador de Louisiana Bobby Jindal, um republicano, e Indra Nooyi, o chefe executivo da PepsiCo.


Foto: Luke Sharrett/The New York Times

A cuidadosa preparação da mesa para a recepção

Presidente Ulysses S. Grant realizou o primeiro jantar de estado na Casa Branca, quando recebeu o rei Davi Kalakaua, do Havaí em 1874. Através das décadas, os líderes têm usado as ocasiões para recompensar aliados proeminentes e cultivar as relações diplomáticas.

Não são feitos com regularidade, nem com muita freqüência, nos seus oito anos de mandatos, Presidente George W. Bush realizou apenas seis jantares de estado.

O presidente Barack Obama visitou a Rússia em julho, neste mês visitou a China e recebeu dessa forma apoteótica dos indianos. Dos BRIC, o Brasil parece ser o menos alinhado, prestigiado e motivo de interesses extraordinários, por parte de Washington, no momento.



BRASIL – IRÃ : Quem ganha com a visita de Ahmadinejad ?

BRASIL – IRÃ
Quem ganha com a visita de Ahmadinejad?
A comunidade internacional tenta entender qual a intenção de Lula em receber e apoiar o odiado Mahmoud Ahmadinejad, defensor de posições extravagantes, acusado de financiar o terrorismo contra Israel, de estar construindo uma bomba atômica, de torturar e prender os seus oposicionistas, de enforcar gays e mulheres adulteras

Detalhe, editada, da primeira página do jornal “El País”

Na legenda da primeira página o El Pais diz que o “Brasil se envolve no ninho do Oriente Médio”

Fontes: Gazeta do Povo , EPA, El Pais, BBC Brasil

Um editorial do jornal espanhol El País nesta terça-feira diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva corre o risco de "perder prestígio internacional", ao receber o colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

“Ahmadinejad pretende buscar fora (de seu país) a legitimidade que dentro continua sendo contestada. Mas a visita ao Brasil também está relacionada às sanções que a comunidade internacional imporá a Teerã após o bloqueio das negociações sobre seu programa atômico”, diz o jornal.

Enquanto Ahmadinejad circula pela americana latina, o Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) prepara uma resolução condenatória ao programa nuclear do Irã.

Detalhe das primeiras páginas dos jornais Corriere della Sera e the Miami Herald

Em alguns jornais do mundo Lula recebendo Ahmadinejad, no Brasil, ocupava a primeira página das edições impressas

Alguns jornais do mundo puseram Lula recebendo Ahmadinejad, na primeira página das edições impressas As seis grandes potências (Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha), que tentam negociar com o Irã um acordo sobre seu polêmico programa nuclear, elaboraram um projeto de resolução para ser adotado na reunião do Conselho esta semana, onde fica clara a "séria preocupação" desses seis países com a construção de uma nova unidade, secreta e subterrânea de enriquecimento de urânio no interior do país.

Quando Lula diz que defende o projeto nuclear do Irã para fins pacíficos, no noticiário iraniano e islâmico radical, sai que Lula defende o programa nuclear iraniano, com pode ser visto no jornal “Jam-e-Jam” de Teerã.

Para eles produzir uma bomba atômica, é um programa que pode levar a paz, pois fará o ocidente respeitá-los e ser desencorajado de tentar uma aventura militar em seu país.

O Irã teme, de verdade, uma intervenção militar americana, ou ocidental, liderada pelos americanos desde que isso foi feito no Iraque, com desculpas infundadas de existências de fabricação de armas químicas e de um programa nuclear secreto.

Por mais erros que tenha cometido a política de Bush o mundo não está precisando de mais um maluco com uma bomba atômica no paiol.

Lula e a diplomacia brasileira estão entrando ingenuamente num vespeiro, de peito aberto, em busca de um prestígio internacional no mundo mulçumano, embarcando numa aventura perigosa de conflitos milenares, sem um objetivo claro, achando que isso vai lhe trazer vantagens numa possível intermediação de pacificação dos conflitos no oriente médio.


Detalhe da primeira página do jornal iraniano Jam-e-Jam, de Teerã
Sentindo-se momentaneamente poderoso, o nosso presidente age com um novo rico, achando que tudo pode e que nada lhe afetará.

O pior é que quando Lula escolhe defender Ahmadinejad e recebê-lo como aliado, está deixando de se aliar com os nossos maiores parceiros comerciais, para fazer parte do restrito grupo antiamericano da Bolívia e da Venezuela, que não lhe são fieis, levando o Brasil a correr riscos desnecessários.

As conseqüências desse gesto não poderão ser vistas de imediato, mas estarão presentes, como referencia negativas, em todas as negociações, diplomáticas e comerciais daqui para frente.

Lembrar, por exemplo, que os judeus não estão só em Israel, e que as maiores fortunas do planeta estão nas mãos de cidadãos judeus e suas empresas. Será que eles se sentirão a vontade em negociar com um país que apóia o Irã, que ameaça varrer Israel do mapa do Oriente Médio?

O jornal espanhol El Pais, diz que essa visita teria com resultado um placar de zero a zero, no que discordamos. Respondendo a pergunta que fizemos no título do texto: "Quem ganha com a visita de Ahmadinejad ao Brasil? Respondemos: Ahmadinejad, e de goleada.

24/11/2009

Charge: HUMBERTO - Jornal do Comércio (PE)



HUMBERTO- Jornal do Comercio (PE)


CORRUPÇÃO CINEMATOGRAFICA - Lula, o filho das empreiteiras, das montadoras, das telefonicas…”

CORRUPÇÃO CINEMATOGRAFICA
“Lula, filho das empreiteiras, montadoras, telefonicas …”
Nunca na história desse país foi tão fácil arrecadar 10,8 milhões necessários para financiar um filme. O produtor Luiz Carlos Barreto teve todo o dinheiro que precisou, para filmar uma fantasiosa biografia de Lula. Há, porém, um clima de promiscuidade vexatória nas doações dos patrocinadores e no espírito eleitoreiro do filme, algo tão acintoso, que até o presidente Lula parece assombrado com sua própria ousadia

Fotomontagem Toinho de Passira

Fontes: ”thepassiranews”, Prosa&Politica, O Globo, O Globo

O filme "Lula, o filho do Brasil" é tão comprometedor no que se refere a sua realização e ao seu uso com propaganda eleitoral, que o próprio presidente Lula, sempre desassombrado em desafiar as normas eleitorais e as regras éticas no uso de benesses de empresas vinculadas ao governo, está temeroso em assistir publicamente a estréia do filme.

Negou-se a assistir em Brasília, na abertura do festival do cinema brasileiro, junto a uma platéia governista. Fugiu como o diabo da cruz assistir em Pernambuco, numa sessão preparada pelo Governador Eduardo Campos, chegando ao extremo de faltar a uma inauguração programada de uma fábrica, coisa que não costuma acontecer, para não estar por perto no dia em que o filme fosse exibido em Recife.

Avisou que vai assistir em São Bernardo, sua segunda Pátria, e seu berço político, mas mesmo assim não garante, esperando antes para ver as repercussões e as medidas que podem ser tomadas pela oposição, como se tivesse tomado consciência que desta vez foi longe demais.

O jornal O Globo e a revista Veja, desnudaram o financiamento imoral do filme patrocinado por um grupo de 18 empresas - além de três apoiadoras -, entre elas as três maiores empreiteiras nacionais com negócios diretos com o governo, e com projetos bilionários financiados pelo BNDES

As empresas doaram ao todo R$ 10,8 milhões e, numa ação incomum no mercado, inclusive porque não terão o direito de descontar o patrocínio no Imposto de Renda, como permitiria a Lei Rouanet.

Das 18 empresas doadoras, quatro fizeram "doações ocultas", pois provavelmente avaliaram ser vexatório ou por demais comprometedor aparecer na lista de patrocinadores oficiais da cinebiografia da primeira fase da vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre os patrocinadores do filme estão as construtoras OAS, Odebrecht e Camargo Corrêa e as montadoras Volkswagen e Hyundai. Na lista ainda aparecem a empresa francesa de energia elétrica GDF Suez, Souza Cruz, Ambev e até o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, do Sistema S).

As empreiteiras tocam grandes obras financiadas pelo governo federal. A Odebrecht faz parte do consórcio encarregado da construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio. A Camargo Corrêa participa das obras da usina de Jirau. A OAS executa obras do PAC.

Mesmo nunca tendo financiado qualquer produção cinematográfica, empresas como Hyundai, Grendene e GDF Suez dizem não ver conflito de interesses ao entrar com recursos para o filme de Lula. A Oi Futuro (do grupo OI, antiga Telemar, que já financiou uma empresa do filho do presidente e nesta quarta-feira recebeu um empréstimo de R$ 4,4 bilhões do BNDES), também participa da produção. As empresas afirmam que estão interessadas apenas no retorno institucional que o longa poderá proporcionar.

As explicações e desculpas sucedem-se, num surto momentâneo de boa vontade para com a cultura e em especial para o cinema brasileiro, que normalmente tem tantas dificuldades de obter esses financiamentos.

Não há ninguém ingênuo nesse jogo, empresário só põe a mão no bolso para receber em dobro, tudo que gasta é custo a ser cobrado de alguém, como diz Adriana Vandoni no seu Prosa&Política: Quem patrocina o filme de Lula? Roda, roda, roda, estoura no povo.

É DANDO QUE SE RECEBE
Lula, o Filho do Brasil e os patrocinadores que doaram 10,8 milhões de reais e seus negócios com o governo:

AmBev – Em 2005, o BNDES destinou 319 milhões de reais para a empresa de bebidas.

Camargo Corrêa – A construtora participa das obras do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, tendo recebido, em 2008, 102,7 milhões de reais.

CPFL Energia – O controle da distribuidora de energia está dividido entre a Camargo Corrêa, o BNDES e fundos de pensão de estatais.

EBX – Os empréstimos feitos pelo BNDES às empresas de Eike Batista ultrapassam 3 bilhões de reais só neste ano.

GDF Suez – A empresa faz parte do consórcio responsável pelas obras da hidrelétrica de Jirau e recebeu do BNDES empréstimo de 7,2 bilhões de reais.

Grendene – O BNDES aprovou, em 2008, financiamento de 314 milhões de reais para a aquisição total do controle acionário da Calçados Azaléia pela Vulcabrás dos mesmos controladores da Grendene.

Hyundai – Em 2007, o governo federal deu uma mãozinha para a implantação da fábrica da montadora em Goiás.

Neoenergia – O Banco do Brasil e a Previ (fundo de pensão dos funcionários do BB) detêm, juntos, 61% da companhia. Em 2008, o BNDES aprovou crédito superior a 600 milhões de reais para a construção de usinas pelo grupo.

OAS – Foi uma das financiadoras da campanha de reeleição de Lula. Participa das obras do PAC, tendo recebido, em 2007, 107 milhões de reais.

Odebrecht – Venceu em 2007, em parceria com a estatal Furnas, a licitação para a construção da usina de Santo Antônio, no Rio Madeira. O valor do investimento foi definido em 9,5 bilhões de reais, com 75% do total financiado pelo BNDES.

Oi – O BNDES aprovou, na semana passada, financiamento de 4,4 bilhões de reais, o maior valor já concedido para uma empresa de telecomunicações. Desde a aquisição da Brasil Telecom (BrT), bancos públicos já aprovaram empréstimos de mais de 11 bilhões de reais ao grupo Oi. O BNDES e a Previ têm participação no bloco de controle da companhia de telefonia.

Volkswagen – Tem contrato com o governo para o programa Caminho da Escola para a renovação da frota de ônibus escolares. Em agosto, entregou o primeiro lote de 1 100 veículos, pelo qual recebeu 223 milhões de reais

Fonte: Revista Veja


EMMY 2009: “Caminho das Índias” ganha como melhor telenovela

EMMY 2009
“Caminho das Índias” ganha como melhor telenovela
A novel da Rede Globo, de Glória Perez, estrelada por Juliana Paes, ganhou o premio máximo da televisão mundial

Foto: Ego

Ontem a noite, a atriz Juliana Paes, a autora Glória Perez e o diretor Marcos Schechtman festejaram o prêmio recebido pela novela em Nova York, nos Estados Unidos.

Fontes: O Globo, G1, AFP

A novela Caminho das Indias da Rede Globo, depois do enorme sucesso no Brasil, ganha o mundo como a vencedora do maior prêmio da televisão mundial o Emmy Internacional 2009, na categoria melhor telenovela, na 37ª edição do evento.

O resultado foi anunciado na noite desta segunda, dia 23, em cerimônia realizada em Nova York, no Hotel Hilton.

Internacionalmente a novela recebeu o titulo de “India, a love story”.

Emocionada, a autora da novela, Gloria Perez, disse que o prêmio coroou um ano de muito trabalho. Esse é o primeiro Emmy Internacional que recebe uma produção brasileira.

Foto: Getty Images

Juliana Paes, clicada no tapete vermelho

Juliana Paes, atriz principal da novela, não coube em si de tanta felicidade:

- Estou sem ar e feliz da vida. Sinto-me muito prestigiada por fazer parte desse sucesso - vibrou Juliana Paes, que foi uma das apresentadoras da noite em que Caminho das Índias brilhou.


23/11/2009

Charges: Visita de Ahmadinejad


Charges Visita de Ahmadinejad


JUNIÃO- Diario do Povo (SP)



TIAGO RECCHIA
- Gazetas do Povo (PR)



GLACO - Folha de São Paulo (SP)



SPONHOLZ - Jornal da Manhã (PR)


BRASIL – IRAN: Visita de Ahmadinejad é cotovelada de Lula em Obama

BRASIL – IRAN
Visita de Ahmadinejad é cotovelada de Lula em Obama
Uma reportagem publicada nesta segunda-feira no jornal americano “The New York Times” afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "está dando cotoveladas" no seu colega americano, Barack Obama, ao receber o presidente iraniano, Ahmadinejad, em Brasília

Foto:RicardoStuckert/PR

Lula recebendo Ahmadinejad: prazer em estar em má companhia

Fontes: EPA, BBC Brasil, The New York Times, Portal UOL

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, faz nesta segunda-feira uma visita oficial ao Brasil cercada de polêmica e expectativa.

Foto: Assoated Press

Protesto no Rio contra a visita de Ahmadinejad, Judeus, gays e samba

Neste domingo, antes mesmo da chegada de Ahmadinejad ao país, entidades ligadas à comunidade judaica, grupos religiosos, de defesa dos direitos humanos, de homossexuais e outras organizações realizaram protestos contra a visita do líder iraniano.

A vinda de Ahmadinejad ao Brasil também provocou críticas em outros países. Congressistas americanos chegaram a afirmar que receber Ahmadinejad é um erro.

No entanto, o governo brasileiro defende a visita do líder iraniano, que ocorre menos de duas semanas depois da vinda do presidente de Israel, Shimon Peres, e poucos dias após a visita do presidente palestino, Mahmoud Abbas.

As vésperas de assumir uma vaga rotativa no Conselho de Segurança da ONU e com a pretensão de conquistar um assento permanente, o Brasil busca com as visitas dos líderes do Oriente Médio desempenhar um papel mais relevante nas grandes discussões internacionais.

Os críticos da visita de Ahmadinejad questionam o fato de o Brasil receber um líder tão polêmico com honras de chefe de Estado e temem que o gesto possa deixar a impressão de que o Brasil concorda com as posições do presidente iraniano.

O governo brasileiro, porém, afirma que a política externa brasileira tem uma tradição de não intervir em assuntos internos de outros países, que isolar o Irã seria menos produtivo e que o melhor caminho é o diálogo.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad chegando ao Itamaraty, feliz pela acolhida do governo brasileiro, ele é bem vindo em poucos lugares do mundo

Durante a passagem do presidente de Israel por Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não se constrói a paz necessária no Oriente Médio sem conversar com "todas as forças políticas e religiosas, que querem paz e que se opõem à paz".

"Ou você transforma o processo de negociação em um clube de amigos em que todos estão concordando com uma coisa e os que discordam ficam de fora, portanto a paz não será possível nunca", afirmou o presidente na ocasião.

Ahmadinejad ficará apenas um dia no Brasil. Depois, passará pela Venezuela e pela Bolívia, seus aliados na América Latina.

A visita do líder iraniano ocorre em meio ao crescente isolamento do país, especialmente devido a seu programa de enriquecimento de urânio. Estados Unidos e outros países temem que o Irã planeje desenvolver armas nucleares secretamente e pressionam o governo a interromper o enriquecimento de urânio.

A recusa de Teerã em ceder às pressões tem provocado sanções da ONU contra o país. O governo iraniano nega as alegações e afirma que seu programa nuclear é pacífico, com o objetivo de geração de energia.

A expectativa é de que no encontro desta segunda-feira o presidente Lula defenda o uso pacífico de energia nuclear e afirme que o Irã tem direitos e deveres a cumprir.

Antes de embarcar, Ahmadinejad divulgou uma carta em que pede que o Brasil fique "ao lado do povo iraniano" em questões nucleares.

O presidente iraniano é conhecido por suas declarações polêmicas. Ahmadinejad já negou o Holocausto mais de uma vez e prega a destruição do Estado de Israel.

O governo israelense considera o líder iraniano um inimigo e acusa Teerã de fornecer financiamento e treinamento a grupos como o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, na Faixa de Gaza, contribuindo para a instabilidade no Oriente Médio.

A visita de Ahmadinejad ao Brasil estava inicialmente prevista para maio, mas foi adiada na última hora, pouco antes das eleições no Irã.

Foto: Getty Images

Protesto no Irã denunciando fraude nas eleições presidenciais, dezenas de mortos, centenas de feridos e de presos, Lula foi um dos primeiros mandatários a reconhecer como legítimo o resultado do pleito, contestado em todo o mundo

No pleito, realizado em junho, Ahmadinejad foi reeleito em uma votação marcada por acusações de fraude. Na época, o presidente Lula foi um dos primeiros líderes a reconhecer a vitória de Ahmadinejad.

Os protestos que se seguiram à divulgação dos resultados da eleição foram os maiores realizados no Irã desde a Revolução Islâmica, em 1979. A violenta repressão aos protestos deixou dezenas de mortos e centenas de pessoas presas e foi criticada por diversos países.

Ahmadinejad chega a Brasília acompanhado de uma comitiva de quase 300 pessoas, entre elas cerca de 150 empresários de diversos setores. Durante sua visita, serão assinados 23 acordos bilaterais.

Um dos objetivos da viagem é reforçar as ligações comerciais entre os dois países. No ano passado, o Brasil exportou US$ 1,13 bilhão para o Irã e importou US$ 14,78 milhões.

Além do encontro com Lula, o presidente iraniano também será recebido pelos presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e por representantes do Grupo de Amizade Parlamentar Brasil - Irã. Está previsto ainda discurso no Instituto de Educação Superior Brasília, segundo a embaixada iraniana.

Ahmadinejad é o primeiro presidente iraniano a visitar o Brasil. Este será o terceiro encontro entre o presidente iraniano e Lula. Os dois líderes já haviam se encontrado no Equador e a segunda nos Estados Unidos.

O presidente Lula deve visitar o Irã no primeiro semestre de 2010.

Foto: Reuters

Protesto, diante da Casa Branca, em junho passado, da comunidade iraniana nos estados Unidos, devido as denuncias de fraude nas eleições iranianas e violência contra manifestantes

Segundo o jornal “The New York Times”, as ambições do Brasil para se tornar um ator mais importante na diplomacia global está atropelando os esforços dos Estados Unidos e de outras potências ocidentais para frear o programa de armas nucleares do Irã.

Mas a visita gera críticas de legisladores e ex-diplomatas tanto no Brasil quanto nos EUA, que dizem que ela pode atrapalhar os esforços ocidentais para pressionar o Irã sobre seu programa nuclear, e consequentemente esfriar as relações entre Brasília e Washington e arranhar a crescente reputação brasileira como poder global.

Representantes do governo brasileiro dizem que o objetivo da visita é estreitar as relações comerciais entre os dois países e ajudar a levar a paz ao Oriente Médio.

"Isso faz parte de uma tentativa do Brasil de projetar seu papel e sua força como ator global", disse Michael Shifter, presidente do Inter-American Dialogue, um grupo de pesquisa política com sede em Washington. "E, em parte, o Brasil está mandando uma mensagem a Washington de que o país vai se relacionar com quem bem entender."

Além do impasse nuclear, os críticos dizem que a recepção de Lula legitima Ahmadinejad cinco meses depois do que a maior parte do mundo vê como uma reeleição fraudulenta, seguida de uma repressão brutal às dissidências.

"Esta visita oficial é um erro grotesco, uma falha terrível", disse o deputado Eliot L. Engel, do Estado de Nova York, presidente da subcomissão da Câmara Federal americana para o Hemisfério Ocidental. "Ele é ilegítimo entre seu próprio povo, e o Brasil vai agora dar a ele o ar de legitimidade em um momento em que o mundo está tentando descobrir como evitar que o Irã tenha armas nucleares. Não faz sentido para mim, e, francamente, mancha a imagem do Brasil."

As relações entre EUA e Brasil já estavam tensas depois que o governo Lula criticou a atuação dos EUA na crise de Honduras e o aumento da presença militar americana na Colômbia.

Foto: EuropeanPressphoto Agency

O Irã nesse momento, desde domingo, está realizando à maior manobra antiaérea do Exército iraniano nos últimos anos, o representante do líder supremo da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, disse referindo-se a Israel, que “Se o inimigo se arriscar e lançar um míssil contra o Irã, nossa força balística reduzirá a zero o centro de Tel Aviv ainda antes de o pó se dissipar".

Apesar do ceticismo, a abertura de Lula ao Irã é consistente com a política de engajamento de Barack Obama, e a Casa Branca diz que está otimista de que o encontro não irá prejudicar, e poderá até reforçar, os esforços já empenhados por Washington e potências europeias para lidar com o Irã.

"Nós gostaríamos que todos os nossos amigos e aliados entendessem que este é um momento realmente crítico para o próprio Irã", disse Ian C. Kelly, porta-voz do Departamento de Estado americano, na última quinta-feira (19). "Nós esperamos que o Brasil possa desempenhar um papel construtivo na tentativa de fazer com que o Irã tome a decisão certa e satisfaça suas obrigações internacionais."

O Brasil não é nenhum estranho na região. A Petrobras está ajudando o Irã a desenvolver seus campos de petróleo e o comércio entre os dois países chegou a US$ 2 bilhões em 2007, a maior parte em exportações de alimentos ao Irã.

O país se juntou às missões de paz da ONU no Egito após a crise do canal de Suez em 1956 e tem se envolvido com o Oriente Médio desde então, explicou David Fleischer, professor de ciência política da UnB (Universidade de Brasília).

Foto: Wilson Dias/ABr

Protesto a favor da visita de Ahmadinejad ao Brasil pela comunidade iraniana em Brasília

Mais de 1.500 pessoas protestaram contra sua visita neste mês em São Paulo, lar da maior comunidade judaica no Brasil, e um protesto menor ocorreu domingo 22 no Rio de Janeiro. Outro estava marcado em Brasília nesta segunda.

Não são só os israelenses que não confiam em Ahmadinejad. O líder palestino Abbas disse após reunião com Lula na sexta-feira que pediu ao presidente brasileiro para insistir com o Irã que pare de apoiar o Hamas, o movimento radical islâmico que controla Gaza. Mas tanto Abbas quanto Peres pediram a Lula para se juntar ao processo de paz no Oriente Médio. "O Brasil, como um país importante, e o presidente Lula, podem desempenhar um importante papel", disse Abbas à Folha de S. Paulo.

Alguns analistas políticos e representantes do governo americano dizem que, em seus esforços de polir suas credenciais como estadista, Lula marcha ao som dos próprios tambores em vez de cooperar com seus aliados para atingir objetivos maiores.

"Conforme o Brasil se torna mais relevante na questão climática e nos fóruns mundiais econômicos, ele não poderá criticar ou antagonizar tão abertamente outras potências sem pagar um preço político por isso", disse Christopher Garman, analista do Eurasia Group, uma consultoria de risco político em Nova York.

Foto: Associated Press

Protesto em Brasília contra a presença do presidente iraniano

"O Brasil com certeza deve esperar críticas por receber Ahmadinejad", disse Julia E. Sweig, especialista em América Latina do Conselho de Relações Exteriores. "Mas se conseguir fazer o papel de moderador - e claramente é o que Washington quer - na questão nuclear, o país certamente conseguirá lidar com elas."

Na ânsia de se tornar líder mundial importante, de qualquer maneira, imiscuindo-se em fim de mandato, na questão Israel-Palestina, acompanhado do incontrolável líder iraniano, pensando apenas em sucesso pessoal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vai acabar atraído terroristas e o ódio do oriente médio para dentro das fronteiras do Brasil, onde essas comunidades convivem pacificamente. Isso pode ser o começo de uma grande dor de cabeça para o nosso país, no futuro, mais um legado de Lula, o filho do Brasil.


HONDURAS: Zelaya morando 60 dias na embaixada do Brasil

HONDURAS
Zelaya morando 60 dias na embaixada do Brasil
No próximo domingo acontecem as eleições gerais em Honduras, que pode por fim a crise, todos os partidos estão participando, a campanha transcorreu sem incidentes, e o povo está motivado para votar, o presidente deposto está cada vez mais isolado

Foto: Getty Images

Manuel Zelaya na Pousada de Lula, em Tegucigalpa, há mais de 60 dias, não já está na hora de cobrar aluguel?

Fontes: La Prensa, El Heraldo, AFP

O presidente deposto hondurenho, Manuel Zelaya, completou no sábado dois meses com hospede forçado na embaixada do Brasil, desde que retornou ao país, enquanto o presidente, Roberto Micheletti, vai se licenciar da presidência durante uma semana, de 25 de novembro a 2 de dezembro, para que evitar que se diga que as eleições ocorreram sob sua influência.

É exatamente no dia 2 de dezembro que o Congresso -de 128 deputados de cinco partidos-- deve decidir sobre a restituição do governante, afastado por determinação da Suprema Corte por ter violado a Constituição do país.

De dentro da embaixada com seus 20 partidários, incluindo assessores, Manuel Zelaya está pronto para fazer tudo que for possível para impedir que as eleições se realizem, e se acontecerem que não sejam reconhecidas como válidas.

A Frente de Resistência contra o Golpe pediu que a população boicote eleições consideradas "ilegítimas" pelo grupo, depois do desgastante e mal sucedido esforço pela restituição do governante, em particular devido à aprovação dos Estados Unidos, que anunciaram que reconhecerão as eleições se forem "limpas e transparentes".

Foto: Associated Press

Partidários de Manuel Zelaya, um grupo cada vez menor, fazendo campanha contra a realização das eleições

Enquanto Zelaya critica e denuncia que a saída temporária de Micheletti, que tem o intuito de fortalecer as eleições, dizem que seu adversário e ex-correligionário do Partido Liberal, pretende "legitimar o golpe de Estado e ocultar a verdade e os crimes cometidos contra o povo, a Constituição e a democracia", os Estados Unidos, abertamente expressaram a sua "satisfação" com a "licença" do atual mandatário.

A Organização dos Estados Americanos (OEA), que reconhece Zelaya como governante e considerou que as eleições não t~em legitimidade, definirá na segunda-feira uma posição comum.

A maioria dos países latino-americanos adiantou que não reconhecerá as eleições caso Zelaya não volte antes da realização do processo eleitoral.

A campanha eleitoral seguiu o seu calendário, encerrada hoje, como prevê a legislação eleitoral, sete dias antes da realização do pleito, que ocorrerá no próximo domingo, 29.

Foto: La Prensa

Porfirio Lobo, derrotado por Manuel Zelaya nas últimas eleições é o candidato com maiores chances de ganhar o pleito desta vez, no seu último dia de campanha

São cinco os candidatos a presidente da Republica de Honduras, pelo Partido Unificación Democrática, César Ham, pela Unidad Pinu Social Demócrata, Bernard Martínez , Partido Liberal, o antigo partido de Manuel Zelaya, o seu vice-presidente , Elvin Santos, pelo Partido da Democracia Cristiana, Felícito Ávila Ordóñez e finalmente pelo , Partido Nacional, Porfirio Lobo Sosa, líder das pesquisas.

A situação de Honduras aparece cada vez mais como esdruxula, de um lado vemos um presidente eleito e deposto querendo boicotar uma eleição, e um presidente de fato, apontado com ditador, e golpista, trabalhando seriamente para aconteça uma eleição no país.

Por sinal nunca se viu falar de um governo golpista, querer eleições, sem concorrer ao pleito e se afastar do poder para que as eleições ocorram sem sua interferência.

Charge do Jornal La Tribuna


22/11/2009

IMAGENS : Fotos da semana - 15 a 21 novembro de 2009

IMAGENS
Fotos da Semana
15 a 21 novembro de 2009

Foto: Manuel Silvestri / EUTERS

01. RAROS VENEZIANOS: - Centenas de venezianos realizaram simbolicamente "o funeral de Veneza, a população da cidade que recentemente caiu abaixo do limiar de 60.000, metade do que era há 40 anos. Veneza não é mais uma cidade, é um pequeno povoado", explicou um dos promotores da iniciativa. Os autênticos habitantes de Veneza são tão poucos que um grupo de estudiosos do “Worcester Polytechnic Institute”, sediado nos Estados Unidos, aproveitou o protesto para recolher amostras da saliva dos venezianos de pelo menos três gerações e, assim, conservar seu DNA.

Foto: Leon Neal / AFP

02. FALA DO TRONO - Como todos os anos e com toda a pompa e circunstância, a Rainha Elizabeth II, 83 anos, chega ao parlamento Britânico, para a abertura da sessão legislativa. Vem fazer o chamado discurso do trono, anunciando em linhas gerais, em apenas seis minutos, a agenda política estabelecida pelo governo do Primeiro Ministro, Gordon Brown, para o próximo ano. Como haverá eleições em 3 de junho, muitas dessas medidas não serão apreciadas pelo parlamento que será dissolvido em maio. As pesquisas indicam que trabalhista Brown, enfraquecido pela crise econômica, será substituído pelo conservador David Cameron.

Foto: Toby Melville/Reuters

COROA - A coroa usa pela Rainha Elizabeth II , da Inglaterra , para a cerimônia de abertura do Parlamento é chamada de "A Coroa Imperial do Estado". Pesa 910 gr, tem 31,5 cm de altura e possui ao todo 3000 jóias entre os quais a safira encontrada na Cruz Maltesa, o rubí "Príncipe Negro" e o mais precioso de todos, o diamante africano conhecido como "A "Segunda Estrela da África", de 317 kilates. Há ainda nesta coroa outras 2800 gemas entre pedras preciosas e pérolas.
Fonte: Atelier Heraldico

Foto: Mara SHAH / AFP

03. AFEGANISTÃO SEM CORRUPÇÃO - Abdul Salam Azimi, 51 anos, tomou posse para um segundo mandato de cinco anos, no Afeganistão. Convidou o seu rival nas eleições, Abdullah Abdullah, que desistiu de disputar o segundo turno a integrar um governo de unidade nacional. No seu discurso disse que vai combater a corrupção e a cultura da impunidade. Presentes 300 convidados estrangeiros, incluindo a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. Expressou o desejo de em futuro próximo as forças afegãs sejam capazes de assumir a segurança interna, atualmente assegurada por cerca de 100 mil militares estrangeiros de quarenta países.
Fonte: Jornal de Notícias

Foto: Little Clark / ABACA

04. TARTARUGA ANDARILHA - Cientistas rastrearam uma tartaruga de couro que nadou da Indonésia aos EUA em uma viagem épica de 20.000 km em busca de comida. As tartarugas de couro, que podem crescer até 2,75 metros, vivem nos oceanos há 100 milhões de anos. Mas pesquisadores do Serviço Nacional de Pesqueiros Marítimos dos EUA afirmam que a pesca comercial torna os oceanos perigosos demais para essas tartarugas, que poderão desaparecer em 30 anos, se nada for feito.
Fonte: Estadão

Foto: Mario Armas / Reuters

05. GUERRA DOS BALÕES - Um balão de ar quente, no formato do personagem Darth Vader, de "Star Wars" voou com outros de formatos mais tradicionais durante um festival em Leon, México

Foto: Terry Renna / Associated Press

06. VIAGEM FINAL: - O ônibus espacial Atlantis lançou-se em órbita na segunda-feira, com destino à Estação Espacial Internacional, carregando cerca de 15 toneladas de equipamentos antes da aposentadoria do ônibus no ano que vem. Até que os substitutos dos ônibus espaciais começarem a voar, daqui a 5 ou 7 anos, os astronautas serão transportados em cápsulas da nave russa Soyuz, ao custo de $50 milhões por cada assento. Quando regressar, em 27 de novembro, trará de volta a engenheira de vôo, Nicole P. Stott, que se encontra no espaço desde agosto.
Fonte: Internacional Bussiness Times

Foto: Christopher Chung / The Press Democrat via Associated Press

07. CASA DIVIDADA: - A idéia original era apenas remover um carvalho centenário do quintal de uma casa em Santa Rosa (Califórnia). Mas o gigantesco guindaste não suportou o peso e desequilibrado tombou por cima de uma residência, dividindo praticamente em duas as casa de Michelle e Kevin McCarthy. O acidente foi tão bizarro que o caminhão que serve como base para a grua ficou praticamente no ar. Não houve feridos, porque os moradores da área foram evacuados antes do inicio da operação .
Fonte: O Globo

Foto: Derek Blair / Agência France-Presse/Getty Images

08. SESTA PARLAMENTAR: - A deputada australiana, Fran Bailey, 63 anos, foi flagrada tirando uma soneca em plena reunião da Assembleia Parlamentar da NATO - Organização do Tratado do Atlântico Norte, em Edimburgo, Escócia. Fran Bailey que já foi Ministra do Trabalho e do Turismo, reagiu indignada com a repercussão da imagem no seu país e condenou o fotografo por ter escolhido justamente um momento em que dormia para tirar a sua foto. Um tablóide noticiou ter tentado falar com Fran, sobre o ocorrido, mas seu secretario informou que ela estava dormindo.
Fonte: Heralds

Foto: Mahmud Hams / Agence France-Presse/Getty Imagens

09. HAJJ E O VÍRUS H1N1, - Peregrinos muçulmanos de diversas partes do mundo se reuniram, nesta quarta-feira, na Grande Mesquita de Meca, para a celebração do Hajj. Cerca de 2,5 milhões de fiéis de mais de 160 países se encontram nas cidades sagradas de Meca e Medina, na Arábia Saudita. Hajj é o nome dado à peregrinação realizada até a cidade santa de Meca. Um dos cinco pilares do islã é obrigatório pelo menos uma vez na vida para todos os fiéis que disponham de meios financeiros de peregrinar. Nesse ano em especial há uma grande preocupação de contaminação em massa do vírus H1N1, a gripe suína, nesse propício ambiente de propagação.
Fonte: Portal Terra

Foto: Associated Press

10. MAIOR DE TODOS: - O halterofilista e lutador indiano, Dilip Singh Rana, conhecido como "The Great Khali", elevaram-se com seus 2,20m e 190 quilos sobre uma multidão de conterrâneos, em Shimla, Índia. Está tendo dificuldades com as autoridades do seu país por ter abandonado o emprego de subinspetor assistente na polícia de Punjab, depois que tirou uma licença não renovada para treinar e lutar nos Estados Unidos. O Grande Khali veio até a Índia resolver a questão e ver quem foi o seu superior que está criando problemas. Milionário Khali é casado com a norte-americana Harminder Kaur e estabeleceu-se em cidade de Atlanta nos Estados Unidos.
Fonte: Sify News

Foto: Christopher Furlong / Getty Images

11. VELHINHA FELIZ: -Um musculoso bombeiro inglês carrega a velhinha aparentemente satisfeita, vítima das enchentes em Keswick, Inglaterra, quinta-feira. Foram emitidos alertas de inundação em todo o norte da Inglaterra, Escócia e País de Gales como previsões de mais chuvas nos próximos dias.

Foto: Felipe Dana / Associated Press

12. CIDADE MARAVILHOSA - Um homem mergulha no mar na praia do Arpoador, no Rio de Janeiro, onde a natureza caprichou. Precisa dizer mais alguma coisa?

Foto: David Gray / Reuters

13. SOLDADO DOIDÃO: - O presidente Barack Obama passa em revista a guarda de honra durante a cerimônia de Pequim, no Grande Salão do Povo, terça-feira, diante de estranhos militares chineses. Os Estados Unidos e a China concordaram em cooperar em uma série de questões de energia limpa, incluindo os que envolvam fontes renováveis de energia, baterias e tecnologia para reduzir gases de efeito estufa de carvão, usinas de energia. Obama foi elogiado pela simplicidade pelas autoridades chinesas, o que não impediu que parte do seu discurso, quando falou de direitos humanos e liberdade de expressão, fosse censurado pela mídia oficial.

Foto: Stringer / Reuters

14. FALTANDO GÁS - Toda essa fileira de táxis aliados num viaduto em Chongqing, na China, esperam o momento para encherem os seus tanques com gás. As províncias centrais e orientais chineses enfrentam a pior escassez de gás natural em anos. Autoridades informam que os suprimentos foram desviados para as áreas vitimadas pelas tempestades que assolaram outras regiões.

Foto: Mariana Bazo / Reuters

15. FAVELA PERUANA - Um outdoor tem como pano de fundo a colina de San Cristóbal, em Lima, Peru, lembra a Rocinha, no Rio de Janeiro, a pobreza espalha-se, sem respeitar fronteiras, pela América Latina.


Charge: SPONHOLZ - Jornal da Manhã (PR)



SINOVALDO- Jornal NH (RS)


CESARE BATTISTI: Companheiro terrorista tem tudo para ficar

CESARE BATTISTI
Companheiro terrorista tem tudo para ficar
Está em marcha um plano para fazer o assassino italiano virar uma vítima desamparada e merecer ficar no Brasil por questões humanitária. A greve de fome é o ponto de partida para essa pantomima

Fotomotagem Toinho de Passira

SUPREMO LULA: mesmo sem ser chamado o presidente já se intromete nos afazeres dos outros poderes, imagine agora autorizado pelo Supremo

Fontes: G1, Poral Terra, Folha de São Paulo, Estadão

O terrorista Cesare Battisti e sua corja de seguidores: o pessoal do PSOL, Tarso Genro, mais uns “esquerdistas mofados” do PT somados a outros idiotas tipo senador Suplicy estão participando de um espetáculo circense mal ensaiado e grotesco, mas, com tudo para dar certo.

A greve de fome do italiano não é fiscalizada, ele tem cela individual no presídio da Papua em Brasília, e do mesmo jeito que emprestaram o celular para que telefonasse para onde quisesse, por conta do contribuinte, pois a conta de telefone celular de senador é paga pelo senado, nada impede que os senadores amigos, que não são revisitados, levem algumas barras de cereais, umas vitaminas em cápsula, uns agrados alimentares para o prisioneiro.

Tecnicamente ele estaria neste sábado, com oito dias de greve de fome, mas ao que consta até a quarta feira, embora não se alimentasse desde a sexta-feira, tomava soro, por recomendação médica, já que ele sofre de hepatite B e é diabético. Tomando soro e não se movimentando muito, o ser humano com saúde é capaz de resistir por tempo quase indeterminado.

Lembrar que o Bispo de Barra (BA), Don Luiz Flávio Cappio, 61, que fez greve de fome contra a transposição do Rio São Francisco desmaiou e foi aconselhado a parar no 23° dia e o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, só ficou em jejum 11 dias, e olhe que a ex-governadora e esposa Rosinha Matheus, sempre contrabandeava uns hambúrgueres nos bolsos do vestido sempre que o visitava.

No mais tardar Cesare Battisti vai ter um troço, na próxima segunda-feira, senão no domingo, na hora do Fantástico, vai acabar internado, e os médicos vão dizer que ele corre sério risco de vida, vão pedir para ele ficar em prisão domiciliar, com ele não tem endereço no Brasil, vai ficar na casa de Suplicy ou de Tarso Genro, ou ficará num hotel cinco estrelas em Brasília por conta do Ministério da Justiça.

Já solto em bem instalado, o terrorista italiano não terá pressa em saber da decisão e ficará discretamente escrevendo seus livrinhos, recebendo visita de senadores e deputados federais, e curtindo a vida feliz, coisa que suas vitimas e familiares não poderão fazer.

Enquanto isso Tarso Genro, de quando em quando ficará provocando o governo, o povo e a justiça italiana, chamando todo mundo de fascista, tentando obter uma resposta agressiva de alguma autoridade e ou um gesto de ódio contra o terrorista protegido, para afirmar que o Estado italiano está querendo prejudicar o pobrezinho do terrorista assassino.

Como Lula não pode tomar nenhuma providência antes que o Supremo Tribunal Federal publique o acórdão, que é o relatório final do julgamento e como tudo no STF demora muito a sair, inclusive o relator, ministro César Peluso disse que está com dificuldades para fazer, tão o imbróglio que foi a decisão, já se está admitindo que só em 2010, ninguém sabe a que altura, sairá à publicação.

Ainda depois disso Lula, que está adorando essa situação de ser momentaneamente uma espécie de ministro do supremo, poderá levar o tempo que quiser para decidir. Depois de tanto tempo, ninguém mais se lembrará de Cesare Battisti a não ser os seus apaixonados fãs e a família das vítimas italianas.

Já no ano eleitoral será muito difícil Lula não atender ao apelo dos companheiros petistas, tão identificados com o terrorista, que acabará ficando no Brasil por questões humanitárias e muita pilantragem.


ELEIÇÕES 2010: Dilma do apagão defende o mensalão

ELEIÇÕES 2010
Dilma do apagão defende o mensalão
A Ministra mostra que não há mais pudor, defende bandidos a luz do dia e institucionaliza, como sendo um ato democrático, prestigiar quadrilheiros e marginais que agiram de dentro do parlamento e dos gabinetes ministeriais. Pelo andar da carruagem em breves eles serão inocentados sob o argumento de terem cometidos “crimes políticos”



Dilma sem pudores em defender bandidos, desde que sejam do partido

Fontes: Folha Online, Agência Brasil

Pré-candidata do PT à sucessão presidencial, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), a mãe do PAC e do APAGÃO, defendeu a turma do MENSALÃO, como a maior naturalidade, dizendo que eles poderão inclusive retorna ao comando do partido.

A ministra afirmou quando foi votar nas eleições internas do PT que “a volta de petistas envolvidos no suposto esquema de compra de votos faz parte do processo democrático”.

Isso poderia ser escandaloso se não fosse esperado. O PT está tirando do lixo da história, os seus quadrilheiros, encabeçado pelo chefe da sofisticada organização criminosa, segundo o Procurador Geral da República, o meliante José Dirceu e outras figuras do submundo crime com os deputados federais José Genoino e João Paulo Cunha, para usar os mesmos métodos na campanha presidencial que se avizinha.

Diante desse quadro tem-se a impressão que Fernandinho Beira-Mar está sendo injustiçado, por ser considerado traficante, sem condenação definitiva, por sinal ele daria um belo candidato.

Para a ministra, como não houve nenhuma condenação, é "natural" que se eles exerçam seus direitos políticos.

"Olha, eu acho que o PT está procedendo de forma correta.

Você não pode adotar uma prática que ocorreu muito no Brasil ao longo dos últimos anos que era, ao contrario da conquista democrática do ocidente que havia que provar que uma pessoa era culpada e não a pessoa provar que era inocente.

Até agora, nós não temos nenhuma dessas pessoas julgadas ou condenadas em definitivo, então, acho normal que elas exerçam seus direitos políticos. Ninguém pode se cassado a priori", disse.

Imagine o que esses bandidos não serão capazes de fazer para tentar eleger a amiga guerrilheira, que por certo irá lhes brindar democraticamente com alguns ministérios. Ninguém pode deixar de supor, visto a simpatia pela causa, que Dilma do Apagão, poderia inclusive, perdoar, com um indulto presidencial, todos os comparsas da quadrilha.

A ministra Dilma empresta-se aos bandidos petistas uma áurea de orgulho marginal, como se fazia no tempo da clandestinidade.


21/11/2009

OPINIÃO: Quem é o "Filho do Brasil" - Diogo Mainard

OPINIÃO
Quem é o "Filho do Brasil"
O chefe da propaganda de Benito Mussolini era seu genro, Galeazzo Ciano. Lula, por sua vez, tem de se arranjar com Franklin Martins"

Charge AROEIRA – Jornal do Brasil (RJ)

Diogo Mainardi
Fonte: Revista Veja

Luiz Carlos Barreto, o Filho do Brasil." Ele, Luiz Carlos Barreto, é um personagem um tantinho menos oco do que aquele outro, canonizado em sua última obra, Lula, o Filho do Brasil. Quem é Lula? Eu o resumiria numa única linha: um retirante maroto que sonha em se transformar em José Sarney. Ele é Vidas Secas sem Graciliano Ramos. Ele é Antônio Conselheiro sem Euclides da Cunha. Ele é, citando outra patetice sertaneja produzida por Luiz Carlos Barreto, quarenta anos atrás – os filhos do Brasil repetem-se tediosamente de quarenta em quarenta anos –, o cangaceiro Coirana, sem Antônio das Mortes.

Quem já assistiu a um cinejornal do "Istituto Luce" sabe perfeitamente o que esperar de Lula, o Filho do Brasil. Benito Mussolini, em Roma, conclamando as massas, é igual a Lula, no ABC, imitando Bussunda. O chefe da propaganda de Benito Mussolini era seu genro, Galeazzo Ciano. Lula, por sua vez, tem de se arranjar com Franklin Martins, coordenador do MinCulPop lulista. Mas o fato é que, a cada dia mais, o "filho de Dona Lindu" macaqueia o "filho do ferreiro de Predappio" – só que num cenário mais indigente e embolorado.

Se o crack de 1929 consolidou aquilo que Benito Mussolini chamou de "estado empreendedor", o crack de 2008 fez o mesmo com Lula. A economia fascista tinha IMI e IRI, bancos públicos que forneciam crédito à indústria italiana, privilegiando os aliados do regime. A economia lulista tem Banco do Brasil e BNDES, que desempenham um papel semelhante. Benito Mussolini era celebrado na propaganda oficial por ter "restringido as desigualdades sociais". Lula? Também. Os triunfos italianos nas Copas do Mundo de 1934 e 1938 foram creditados ao Duce, que compareceu aos jogos finais, assim como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 foram creditadas a Lula. Recentemente, Lula arrumou até seu próprio ditador antissemita, que promete repetir o holocausto: o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, recebido com pompa na capital do lulismo. Os "anos do consenso" de Benito Mussolini duraram de 1929 a 1936. Quanto podem durar os de Lula?

Luiz Carlos Barreto, em 1966, produziu um curta-metragem de propaganda para José Sarney. O curta-metragem foi dirigido por um conhecido marqueteiro: Glauber Rocha. Desde aquele tempo, Luiz Carlos Barreto, "o Filho do Brasil", é quem melhor sintetiza o caráter nacional. Durante a ditadura militar, ele tomou conta da Embrafilme. No período de Fernando Henrique Cardoso, ele fez propaganda para a Embratur e para o BNDES. Quando o lulismo foi desmascarado, em 2006, ele disse: "O mensalão não era mensalão. Era uma anuidade. Faz parte da ética política. E a ética política é elástica". A ética cinematográfica é igualmente elástica. E, no caso de Luiz Carlos Barreto, é uma anuidade.

Luiz Carlos Barreto, homenageado no Senado por Roseana Sarney, que o chamou de "grandalhão dócil e amável do cinema brasileiro", agora planeja filmar o romance Saraminda, de José Sarney. É dessa maneira que Lula passará para a história: como uma mera anuidade no intervalo entre o José Sarney de 1966 e o José Sarney de 2010.


Charge: PAIXÃO - Gazeta do Povo (PR)



PAIXÃO- Gazeta do Povo (PR)


ELEIÇÕES 2010: Leve tremor no palanque de Dilma em Pernambuco

ELEIÇÕES 2010
Leve tremor no palanque de Dilma em Pernambuco
Não foi nada demais, apenas João Paulo passando os pés pelas mãos. O petista espalhou boatos que poderia sair candidato a governador, disputando com Eduardo as próximas eleições, criando um clima que Eduardo ficaria no palanque de Ciro Gomes Presidente e ele no de Dilma. Resultado, ficou com cara de tacho: perdeu o cargo de secretario e as chances de sair candidato ao senado

Foto: AguinaldoLima/Divulgação

João Paulo bem que assedia a ministra Dilma, mas ela sempre foge e cai nos braços de Eduardo Campos, onde se sente mais segura

Fontes: Blog do Noblat, Blog do Jamildo, Blog Inaldo Sampaio, Blog da Folha de Pernambuco

O Blog do Noblat comenta que o palanque em Pernambuco da candidatura de Dilma Rousseff à sucessão de Lula sofreu, um poderoso abalo com a renúncia do ex-prefeito do Recife, João Paulo (PT), ao cargo de secretário estadual da Articulação Regional do governo Eduardo Campos (PSB).

A saída de João Paulo do governo, continua Noblat, tem a ver com a saída de Alexandre Catão do cargo de diretor Geral do Porto do Recife. Catão devia o cargo a João Paulo. Foi demitido por Fernando Bezerra Coelho (PSB), secretário de Desenvolvimento Econômico.

Coelho quer ser candidato a uma das duas vagas ao Senado no próximo ano. João Paulo é candidato ao Senado dentro do acordo firmado entre o PT e o PSB. Faz parte do acordo o PT apoiar a reeleição de Eduardo, presidente nacional do PSB.

João Paulo está convencido de que Coelho não demitiria Catão sem consultar antes o governador. Sentiu-se desprestigiado e anunciou esta tarde que está deixando o governo. Eduardo já nomeou o substituto dele - José Patriota (PSB), atual presidente do Pró Rural, um dos programas do governo.

- Minha candidatura ao Senado está nas mãos do governador e do presidente Lula - declarou João Paulo.

Ele desmentiu informação, que circulou no Recife, dando conta de que fora advertido pela direção nacional do PT para a hipótese de o partido e o PSB disputarem separados as eleições no Estado caso Ciro Gomes concorra pelo PSB à vaga de Lula.

Nesse caso, João Paulo poderia vir a ser o candidato do PT à sucessão de Eduardo, abrigando Dilma no seu palanque. No palanque de Eduardo estaria Ciro.

Dentro do próprio PT, João Paulo enfrenta dificuldades para ser candidato ao Senado. Ele e Humberto Costa, ex-ministro da Saúde e atual secretário de Cidades do governo Eduardo, não se bicam. Humberto disputou o governo em 2006 e foi derrotado por Eduardo.


Humberto Costa, da turma das Sanguessugas, e João Paulo o estrategista trapalhão
ACRESCENTAMOS que desde que Humberto tentou concorrer à prefeitura do Recife, na sucessão de João Paulo, que e ele não deixou tentando exibir seu poder dentro do partido e junto ao eleitorado recifense, embora tenha quebrado a prefeitura do Recife para fazer seu candidato vencer, que Eduardo Campos ficou com o pé atrás.

O governador mais tarde deu-lhe uma secretaria, mais para deixá-lo atado e debaixo de sua mira, do que para prestigiá-lo, como muitos possam imaginar.

Sem fazer cerimônia João Paulo começou a extrapolar conspirando contra a reeleição de Eduardo, com esses boatos de dois palanques para Presidente em Pernambuco.

Se a mãe de Eduardo Campo, a deputada Ana Arraes, candidatar-se a presidente da República, Eduardo não deixaria de apoiar a candidata de Lula, Dilma Rousseff.

Se o candidato do seu partido Ciro Gomes se candidatar, o que é improvável, só acontecerá se Lula der sinal verde, e mesmo assim, Eduardo vai acomodar os dois no seu palanque.

Nas últimas eleições presidenciais, Lula juntou no palanque de Pernambuco, o atual governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) e o seu concorrente, Humberto Costa do PT. Agora o fato se repetiria de forma inversa com os dois candidatos a presidentes acomodados no palanque de Eduardo.

Essa história de tentar sair candidato a governador de Pernambuco é bravata sem fundamento de João Paulo, sem o aval de Lula ele não conseguiria nem ser indicado pelo partido.

Já dissemos aqui algum tempo atrás, que o governador Eduardo Campos poderá até deixar que João Paulo candidate-se a senador pela coligação, mas só se ficar bem claro que foi ele, o governador, quem assim o quis.

Mesmo com a reeleição praticamente na mão, Eduardo Campos não se acomoda, nem perdoa, se o petista resolveu peitá-lo vai continuar se dando mal.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula: preferências evidentes por Eduardo Campos (PSB), em detrimento a João Paulo (PT)

João Paulo, apesar de ser petista, perde feio em qualquer disputa para Eduardo Campos se precisar do aval de Lula.

Os mais importantes colunistas políticos de Pernambuco, depois deste último gesto, afirmam que está definitivamente frustrada a sua proposição ao Senado, sairá candidato a Deputado Federal e se não pedir voto para Dilma, vai pedir para quem?

Portanto, diferentemente do que afirma Noblat acreditamos que a situação do palanque de Dilma em Pernambuco está inalterada.

Infelizmente!


20/11/2009

LIBERDADE DE EXPRESSÃO: Blogueira cubana entrevista Barck Obama

LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Blogueira cubana entrevista Barck Obama
Yoani Sánchez aproveitou a pequena abertura da internet concedido pelo governo cubano para por as vísceras da ilha à mostra. O governo não gostou, ela tem sofrido repressão, mas sua fama no mundo impede que o governo dos Castro, consigam calar seu Blog, prestigiado pelo presidente americano

Foto: Reuters

Yoani Sánchez a blogueira cubana

Fontes: BBC Brasil, Generaciony Y, Guardian, El País

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, concedeu uma entrevista sem precedentes à blogueira cubana Yoani Sánchez, que é abertamente crítica ao governo da ilha.

Sánchez havia enviado um questionário com sete perguntas ao líder americano e ao presidente cubano, Raúl Castro, sobre a relação entre os dois países. Obama foi o primeiro a responder às perguntas de Sánchez, autora do Generaciony Y

“Depois de meses de tentativas consegui fazer com que um questionário chegasse ao presidente norte-americano Barack Obama com alguns desses temas que não me deixam dormir”, disse a blogueira ao jornal espanhol El País.

Na entrevista, Obama disse que quer uma relação melhor entre os Estados Unidos e Cuba. Mas o presidente voltou a afirmar que qualquer mudança da política americana em relação à ilha dependerá da ação das autoridades cubanas em responder ao desejo da população para aproveitar os benefícios da democracia.

“Há tempos que digo que é hora de estabelecer uma diplomacia direta e sem condições, seja com amigos ou com inimigos. No caso de Cuba, o uso da diplomacia deveria resultar em maiores oportunidades para promover nossos interesses e as liberdades do povo cubano”, disse Obama na entrevista.

Obama ainda agradeceu a oportunidade de mostrar suas impressões e não descartou uma visita ao país, contanto que o povo possa desfrutar dos mesmos direitos das populações do resto do continente.

O blog Generación Y foi eleito como um dos 25 melhores do mundo pela revista americana Time. A autora já recebeu diversos prêmios, entre eles o Ortega y Gasset de jornalismo, na Espanha.

O Blog pode ser lido em 17 idiomas, entre eles o Checo, o japonês, o alemão, o grego e o português.

Em uma entrevista à BBC Mundo há Sánchez afirmou que no último dia 6 de novembro, ela foi detida durante quase meia hora e espancada por um grupo de homens para impedir que ela chegasse a uma manifestação pública.

No blog, ela acusou autoridades de segurança que a teriam espancado por criticar o governo de Raúl Castro.

De acordo com o correspondente da BBC em Cuba George Ballantine, os blogueiros cubanos “estão promovendo debate longe da doutrina oficial para explorar assuntos sociais e econômicos”.

“Sem dúvida, a atual tolerância do governo poderia mudar, na medida em que cresce o número de blogueiros que estão começando a condenar a perseguição aos escritores independentes e a exigir reformas estruturais”, afirmou.

Resposta de Barack Obama à Yoani Sánchez

Fonte: Geneaciony Y

Presidente Barack Obama: Agradeço esta oportunidade com que me brindas para compartilhar impressões contigo e com teus leitores em Cuba e no mundo, aproveito para felicitar-te pelo prêmio María Moors Cabot da Escola Graduada de Jornalismo da Universidade de Columbia que recebeste por promover o entendimento mútuo nas Américas mediante tuas reportagens. Decepcionou-me que te impedissem de viajar para receber o prêmio pessoalmente.

Teu blog oferece ao mundo uma janela particular às realidades da vida cotidiana em Cuba. É revelador que a Internet haja oferecido `a ti e à outros valentes blogueiros cubanos, um meio tão livre de expressão, aplaudo estes esforços coletivo que fazem seus compatriotas para expressarem-se através da tecnologia. O governo e o povo estadunidense nos unimos a todos vocês em antecipação ao dia em que todos os cubanos possam se expressar livre e públicamente sem medo de represálias.

Yoani Sánchez:1. Durante muito tempo o tema Cuba tem estado presente tanto na política exterior dos Estados Unidos, como entre as preocupações domésticas, especialmente pela existência de uma grande comunidade cubano-americana. Do seu ponto de vista…em qual dos dois campos deve se localizar este assunto?

Todos os assuntos de política exterior têm componentes domésticos, especialmente aqueles que concernem a países vizinhos como Cuba, de onde provêm muitos emigrantes radicados nos Estados Unidos, e com quem temos uma longa história de vínculos. Nossos compromissos de proteger e apoiar a livre expressão, os direitos humanos e um estado de direito democrático tanto em nosso país como no mundo também superam as demarcações entre o que é política doméstica e exterior. Além disso, muitos dos desafios que nossos países dividem, como a emigração, o narcotráfico e a condução da economia, são assuntos tão domésticos como estrangeiros. Enfim, as relações entre Cuba e os Estados Unidos tem de ser vistas dentro de um contexto tão doméstico como exterior.

2. No caso de que existisse por parte do seu governo uma vontade de dar fim ao desacordo…reconheceria por isso a legitimidade do atual governo de Raúl Castro como único interlocutor válido em eventuais conversações?

Como foi dito antes minha administração está pronta para estabelecer laços com o governo cubano em áreas de mútuo interêsse, como temos feito nas conversações migratórias e sobre correio direto. Também me proponho a facilitar um maior contato com o povo cubano, especialmente entre as famílias que estão divididas, algo que é feito com a eliminação de restrições a visitas familiares e a remessas. Queremos estabelecer vínculos também com cubanos que estão fora do âmbito governamental, como fazemos em todo o mundo. Está claro que a palavra do governo não é a única que conta em Cuba. Aproveitamos toda oportunidade para interargir com todos os escalões da sociedade cubana, e olhamos para um futuro em que o governo refletirá expressamente as vontades do povo cubano.

3. O governo dos Estados Unidos renunciaram ao uso de força militar como modo de dar por terminado o desacordo?

Os Estados Unidos não têm intenção alguma de utilizar força militar em Cuba. O que os Estados Unidos apoiam em Cuba é um respeito maior aos direitos humanos e as liberdades políticas e econômicas, e une-se as esperanças de que governo responda as aspirações de sua gente de desfrutar a democracia e de poder determinar o futuro de Cuba livremente. Só os cubanos são capazes de promover uma mudança positiva em Cuba, esperamos que logo possam exercer essas faculdades de modo pleno.

4. Raúl Castro disse públicamente estar disposto à dialogar sobre todos os temas, com o único requisito de respeito mútuo e igualdade de condições. Parecem à você exigências desmedidas? Quais seriam as condições prévias que seu governo imporia para iniciar um diálogo?

Digo sempre que é hora de aplicar uma diplomacia direta e sem condições, seja com amigos ou inimigos. Com certeza, falar por falar não é o que me interessa. No caso de Cuba o uso da diplomacia deveria resultar em maiores oportunidades para promover nossos interesses e as liberdades do povo cubano.

Já iniciamos um diálogo, partindo destes interesses comuns - emigração segura, ordenada e legal, e a restauração do serviço direto dos correios. Estes são passos pequenos, porém parte importante de um processo para encaminhar as relações entre os Estados Unidos e Cuba numa direção nova e mais positiva. Não obstante estes passos, para alcançar uma relação mais normal, vai fazer falta que o governo cubano defina um curso de ação.

5. Que participação poderiam ter os cubanos no exílio, os grupos de oposição interna e a emergente sociedade civil cubana nesse hipotético diálogo?

Ao considerar qualquer decisão sobre política pública, é imprescindível escutar tantas vozes divergentes quanto possível. Isso é precisamente o que vimos fazendo com relação a Cuba. O governo dos Estados Unidos fala regularmente com grupos e indivíduos dentro e fora de Cuba, que seguem com interesse o curso das nossas relações. Muitos não estão de acordo com o governo cubano, muitos outros não estão de acordo entre si. No que devemos estar todos de acordo é que temos que ouvir as inquietudes e interesses dos cubanos que vivem na ilha. Por isso é que tudo o que vocês estão fazendo para projetar suas vozes é tão importante - não só para promover a liberdade de expressão, como também para que a gente fora de Cuba possa entender melhor a vida, as vicissitudes e as aspirações dos cubanos que estão na ilha.

6. Você é um homem que aposta em novas tecnologias de comunicação e informação. Com certeza os cubanos continuamos com muitas limitações para acessar a Internet. Quanta responsabilidade tem nisso o bloqueio norteamericano à Cuba e quanta tem o governo cubano?

Minha administração deu passos importantes para promover a corrente livre de informação de e para o povo cubano, partircularmente através de novas tecnologias. Temos possibilitado a expansão dos laços de telecomunicações para acelerar o intercâmbio entre o povo de Cuba e o mundo externo. Tudo isso aumentará os meios através dos quais os cubanos na ilha poderão se comunicar entre si e com pessoas fora de Cuba, valendo-se, por exemplo, de maiores oportunidades em transmissões de satélite e de fibra óptica. Isto não ocorrerá de um dia para o outro, nem tampouco poderá ter resultados plenos sem atos positivos do governo cubano. Tenho entendido que o governo cubano anunciou planos para oferecer maior acesso à Internet nas agências dos correios. Sigo estes acontecimentos com interesse e urjo que o governo permita acesso à informação e à Internet sem restrições. Quiséramos ouvir que recomendações tem para apoiar o livre fluxo de informação de e para Cuba.

7. Estaria disposto a visitar nosso país?

Nunca descartaria um curso de ação que impulsione os interesses dos Estados Unidos ou promova as liberdades do povo cubano. Ao mesmo tempo, as ferramentas diplomáticas serão usadas após preparações minuciosas e como parte de uma estratégia clara. Antecipo o dia em que possa visitar Cuba onde todo o seu povo possa gozar dos mesmos direitos e oportunidades que goza o resto das pessoas do continente.


Traduzido para o português por Humberto Sisley de Souza Neto

TENSÃO SULAMERICANA: Venezuela dinamita pontes na fronteira colombiana

TENSÃO SULAMERICANA
Venezuela dinamita pontes na fronteira colombiana
Sem avisos prévios militares venezuelanos dinamitaram pontes ditas clandestinas dispostas na fronteira há vários anos, alegando que eram passagem de contrabando e tráfico. Agricultores colombianos narram invasão de território por militares da Venezuela e ameaça as populações fronteiriças

Foto: Reuters

Militares venezuelano, no momento em que estão pondo dinamite para destruir ponte sobre o rio Táchira, fronteira Venezuela e Colômbia

Fontes: El Universal, El Tiempo, BBC Brasil, El Espectador

O ministro da Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, (foto) convocou a imprensa em Bogotá para narrar que grupo de militares venezuelanos explodiu pontes para pedestres do município de Ragonvalia, no Estado de Norte de Santander, ação que teria deixado "isolados" os moradores da fronteira.

"Essa ação representa uma violação à lei internacional, à lei humanitária, é uma agressão contra os civis", acrescentou.

O vice-presidente e ministro da Defesa venezuelano, Ramón Carrizález, (foto) confirmou a destruição de duas pontes na fronteira com a Colômbia, alegando que eram passagens ilegais utilizadas por narcotraficantes e contrabandistas.

"Qualquer passarela improvisada que se utilize para entrar e sair de um país sem cumprir com os acordos entre os países, onde não existe a presença de aduanas e do Estado, são ilegais", afirmou.

Carrizález disse que a ponte era utilizada para o tráfico de drogas e de gasolina e que "em nenhum momento" os militares venezuelanos entraram em território da Colômbia e qualificou como "manipulação" a reação do governo de Bogotá, que mais cedo, disse que Caracas violava o direito internacional ao destruir as passagens entre os dois países.

"O governo colombiano está tratando de desviar a atenção do verdadeiro problema (...) querem se passar por vítimas", disse, em alusão ao acordo militar firmado com os EUA.

A tensão entre os dois países vem aumentando desde que a Colômbia anunciou um acordo militar com os Estados Unidos que permitirá a militares americanos acesso a sete bases militares em território colombiano.

Para o governo de Hugo Chávez, o acordo desestabiliza a região e é parte de um “plano de guerra” contra a Venezuela.

Chávez não suporta a independência do presidente Alvaro Uribe, da Colômbia, completamente fora da sua zona de influência e ainda por cima antenado com o governo americano.

Há duas semanas, Chávez ordenou que militares e civis se preparassem "para a guerra para garantir a paz".

Essas declarações foram interpretadas pelo governo de Álvaro Uribe como uma “ameaça de guerra”, o que levou Bogotá a apresentar uma reclamação contra a Venezuela na Organização de Estados Americanos (OEA) e na Organização das Nações Unidas (ONU).

Foto: Reuters

Chávez chamando o presidente colombiano Alvaro Uribe de “desgraçado” e dizendo que só não falava palavras mais “apropriadas” pois seu pronunciamento estava sendo transmitido pela televisão

A última troca de farpas entre os dois governos ocorreu na quarta-feira, quando Chávez chamou o presidente colombiano, Álvaro Uribe, e o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, de "desgraçados" devido a críticas à União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

Bermúdez criticou a organização por não ter condenado as declarações de Chávez pedindo que o seu país se preparasse para um conflito.

“Saiu o chanceler da Colômbia dizendo que a Venezuela fala de guerra. Não lhes digo o que me provocava porque estamos no ar. (Mas) vou te dizer, desgraçado, como desgraçado é seu presidente, e desgraçaram a Colômbia!", disse Chávez, durante um ato político transmitido pela TV estatal venezuelana.

Foto: Reuters

A passagem existia há 25 anos, sem nunca ter incomodado o governo venezuelano

Para o governo venezuelano, a frequência cada vez maior de conflitos na fronteira com a Colômbia e a presença de paramilitares colombianos em território venezuelano é parte de uma “estratégia” que coincide com a presença norte-americana na Colômbia para “desestabilizar” a revolução liderada por Chávez.

Os governos colombiano e norte-americanos, no entanto, argumentam que o uso das bases militares se limitará a combater o narcotráfico na Colômbia.

O jornal colombiano El Tiempo, porém, registra fatos ainda mais graves, de que agricultores da região das pontes, confirmaram as autoridades que os vários soldados venezuelanos penetraram em território colombiano após altercações com alguns moradores de El Cañoral, em Ragonvalia.

Minutos depois, os guardas teriam plantado explosivos nas pontes suspensas Las Naves e Chicoral, que ligavam a zona rural de Ragonvalia com a população venezuelana de Las Delicias, através do rio Táchira, que acabaram completamente destruídas.

Foto: Reuters

Algumas das 27 famílias que vivem na localidade Cañoral disseram que as pontes suspensas eram a única forma que eles tinham para atravessar a fronteira. Cada uma tinha mais de 25 anos de construídas e, através deles passava todas as mercadorias e produtos entre os dois países.

Chávez não quer guerrear, com já dissemos, toda essa encenação procura apenas desviar os problemas internos do país, como o desabastecimento em larga escala, apagões permanentes, falta de água etc.

Óbvio que ele odeia a presença americana tão próxima da sua fronteira, e teme realmente que um gesto em falso seu, provoque uma reação militar americana.

Foto: Reuters

Agricutores caminhando pelo leito do rio Táchira, desmentindo a teoria de que as pontes, serviam para transportar drogas e contrabando, que pode acontecer em qualquer lugar onde o rio permite ser atravessado

O mais grave dessas provocações, é que sempre há o risco de alguém perder a calma e cometer um desatino, disparando uma arma ou um explosivo que provoque a morte de pessoas inocentes, de um ou outro país o que pode sim, dar início a um indesejável conflito armado no continente sulamericano.


PROTESTO: Contra assédio a universitárias ucranianas

PROTESTO
Contra assédio a universitárias ucranianas
Diante do prédio do Ministério da Educação, em Kiev, manifestantes denunciaram abusos e assédios sexuais de professores universitários

Foto: Gleb Garanich/ Reuters

Ninguém pode negar que não houve realismo no protesto

Fontes: Jesebel, Berliner Kurier, G1

Foto: Getty Images

Com muita garra e coragem as ativistas do Femen, movimento feminista ucraniano, fizeram uma encenação protesto em frente ao prédio do Ministério da Educação, em Kiev, denunciando professores desavergonhados que ficam fazendo propostas indecentes e ameaças sexuais.

Foto: Getty Images

O objetivo era denunciar os casos de assédio sexual de alunas por professores ocorridos em universidades do país. Lembra aquele slogan, de um professor de história de Pernambuco: “sem dá você pode passar, mais dando você passa sempre...” Como se vê houve as ativistas não pouparam esforços para denunciar o escandaloso assédio dos professores. .

Foto: Reuters

Nós do thepassiranews” apóiamos o movimento com a maior paixão, protestem elas o que protestarem. Estabelecemos, inclusive, uma linha direta com o movimento. Assim sempre que elas se movimentarem nós estaremos divulgado, com o maior prazer.


FORMULA 1: Bruno Senna finalmente nas pistas

FORMULA 1
Bruno Senna finalmente nas pistas certas
O sobrinho de Ayton teve que batalhar muito para conseguir assinar um contrato no circo da F-1

Foto: Reuters

Bruno Senna nas 24 Houras de Le Mans, na França, lembra alguém?

Fonte: Terra Esporte

Interessante a notícia do sobrinho do tricampeão mundial Ayrton Senna, Bruno Senna, estreando na Fórmula 1 no próximo ano.

O primeiro e monoposto da como próximo piloto da estreante equipe espanhola Campos Meta para o campeonato 2010 da Fórmula 1. criado pela empresa de designers de carro de corrida Dallara, provavelmente ficará pronto para os primeiros testes, em fevereiro, um mês antes do Grande Prêmio inicial de 2010, que se realizará no Bahrain.


DNA: Bruno Senna espera fazer  boa temporada de estreia na F1
Em entrevista ao jornal inglês, “The Sun” Bruno Senna contou sobre suas expectativas e sobre as comparações com o tio Ayrton.

"Todos os dias penso na realização de um sonho. Eu realmente assinei um contrato da Fórmula 1. Tudo começa a fazer um pouco mais sentido para mim", disse Bruno.

"Desde a minha primeira corrida sempre tive a vida exposta. As pessoas ficavam dando suas opiniões sobre como eu pilotava, como eu não tinha experiência e ficavam me comparando com Ayrton. Sempre foi assim.

Não quero generalizar, mas é como as pessoas se comportam".

Bruno ainda se mostrou consciente sobre uma exposição maior.

"Eu sei que isso vai ser pior ainda na F1 porque eu serei mais exposto a opinião de qualquer um".

O brasileiro também disse que está ansioso para estrear na categoria, agora como piloto principal.

"Eu tenho que acreditar em mim. Traçar objetivos. Tive que aprender como fazer isso e agora estou completamente confiante de que posso. É apenas o começo de um sonho que se realiza.

Vou tentar fazer o meu melhor e, se puder, adoraria ganhar algumas corridas. Mas tenho que ter os pés no chão, marcar pontos e ser o melhor das novas escuderias", finalizou.

Tudo certinho na entrevista ajuizada e de pés no chão. Vamos torcer que na pista mantenha o mesmo equilíbrio e essa escuderia novata lhe permita mostra o talento. Em querer comparar e já comparando foi numa escuderia modesta que o mundo começou a conhecer o talento de Ayrton Senna.

19/11/2009

ELEIÇÕES 2010: PMDB simula desejo de candidatura própria

ELEIÇÕES 2010
PMDB simula desejo de candidatura própria
Parte do partido vai se reunir para discutir as próximas eleições, sem a presença dos caciques que já alugaram a legenda para tentar servir de catapulta para a candidatura da ministra do apagão em troca de ministérios, estatais, diretorias, cargos comissionados...

Fotomontagem Toinho de Passira

Dilma disfarçada de peemedebista

Fonte: Blog do Josias de Souza

O blog do Josias de Souza reporta que a fidelidade do PMDB à candidatura presidencial de Dilma Rousseff (PT), será submetida a teste neste final de semana.

À margem da direção nacional do partido, acontece no sábado (21), em Curitiba, um “Encontro Nacional de Lideranças do PMDB”.

Entre 10h e 13h30, dirigentes estaduais do partido vão debater dois assuntos: candidatura própria a 2010 e programa de governo.

Dos 27 presidentes de diretórios estaduais, dez já confirmaram presença. Entre eles os de São Paulo, Minas e Rio, os três maiores colégios eleitorais do país.

De resto, estarão representadas em Curitiba as seccionais do PMDB dos seguintes Estados:

Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Sergipe e Piaui.

O diretório de Pernambuco, que segue a liderança do senador Jarbas Vasconcelos, decidiu não dar as caras. Mas apóia a iniciativa.

Jarbas considera a reunião “válida e legítima”. É a prova, segundo ele, de que parte do PMDB discorda do pré-acordo firmado com a petista Dilma.

“Está evidente que a cúpula do partido subestimou a história, a tradição e a forma de funcionar do PMDB”, diz Jarbas.

“Mesmo admitindo que a maioria do partido hoje funciona como satélite do PT e do lulismo, a imposição de cima para baixo tem tudo para fracassar no PMDB”.

Por que Pernambuco não vai a Curitiba? Jarbas, que realiza viagem oficial aos EUA, explicou assim a decisão:

“Nossa posição é por uma aliança com o PSDB. E não faz sentido estar num encontro que vai defender a candidatura própria. A postulação legítima, mas não é a nossa”.

Presidente do PMDB-SP, Orestes Quércia, que também está fechado com o PSDB de José Serra, vai a Curitiba.

Deve-se a iniciativa do encontro deste sábado ao governador pemedebê do Paraná, Roberto Requião.

Lulista de mostruário, ele pôs-se a insinuar discordância em relação ao pré-acordo que acomodou o PMDB no colo de Dilma.

Desde o mês passado, Requião frequenta a cena política enrolado na bandeira da candidatura própria do PMDB.

Por trás de Requião está o ex-ministro Roberto Mangabeira Unger. Filiou-se ao PMDB em setembro.

Corre o país como defensor de uma terceira via do PMDB. De passagem pelo Paraná, em outubro, Mangabeira encantou Requião, às turras com o petismo local.

Além dos presidentes de diretórios, foram convidados para o encontro os dirigentes nacionais e os governadores do partido.

Presidente da Câmara e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer (SP), não irá. A presidente interina da legenda, Iris Machado (GO), enviará um representante.

COMENTAMOS que no final desses e de outros encontros nada ficará decidido de fato. Durante as eleições haverá PMDB que apoiará Dilma, PMDB que não apoiará Dilma, PMDB tucano e PMDB vacilante. Depois do pleito ganhe quem ganhar teremos o PMDB compondo a base aliada do novo governo, sem nenhuma dúvida.


”PMDB faz encontro para analisar candidatura própria” é o título original do post de Josias de Souza.
Acrescentamos sublegenda e a montagem fotografica com legenda

Charge: SPONHOLZ



SPONHOLZ


SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: Justiça devolve decisão final da extradição para Lula

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
Justiça devolve decisão final da extradição para Lula
Toma que o terrorista é teu

Foto: Associate Press

Ativistas, a favor do terrorista, dando bananas para a decisão do STF

Fontes: Portal Terra, Corriere della Sera, Folha Online

Não sei como os ativistas que querem ajudar Cesare Battisti, acreditam que avacalhando o STF vão conseguir mudar e decisão dos Ministros Nós somos a princípio a favor extradição da Cesare Battisti para a Itália, por mil motivos mas bastava a tese de que já há bandidos demais soltos pelas ruas do Brasil, para justificar, nossa torcida.

Absurdo essa justificativa de que crimes políticos são isentos de punição. Sob esses argumentos bandidos cruéis que assassinarem pessoas inocentes sob a desculpa de estarem tentando salvar a pátria acabam impunes e as vezes até indenizados e com pensão vitalícia como em muitos casos no Brasil.

Isso é permitir que pessoas inventem tiranias de suas próprias cabeças e saiam matando “politicamente” todos os que encontrarem pela frente para desestabilizar um tirano imaginário que pode ser combatido com idéias e luta política limpa.

Não foi à luta armada que deu por encerrado o regime militar no Brasil. Há quem diga que pelo contrário eles deram força para o regime durar mais tempo.

O movimento político coordenado que gerou com o comício das “Diretas Já” foi muito mais eficiente que todos os movimentos armados e “crimes políticos” brasileiros.

Incrível como os partidários de Battisti pensam que avacalhando o STF vão conseguir melhorar a sua situação
Dentro desse raciocínio da luta para mudar os regimes ou as formas de governos, nós acabaríamos justificando os homens bombas que explodem em mercados repletos de mulheres e crianças em nome de crenças distorcidas e ideais neuróticos.

O terrorista Cesare Battisti matou quatro pessoas, cruelmente, por motivos banais, foi condenado no seu país, fugiu de prisão, ganhou tempos de liberdade no México e na França, virou escritor. Apoiado pela esquerda terrorista ficou famoso no mercado editorial, e agora depois de entrar no Brasil com passaporte falso, quer ficar na terrinha, como se nada houvesse feito.

Enquanto isso n a Itália ainda há órfãos, dor e sofrimento de famílias destroçadas por seus crimes até agora impunes.

“Ontem, antecipamos que era legal e possível que a Corte deixasse nas mãos do presidente Lula a decisão de extraditar ou não Cesare Battisti, mesmo tendo em maioria decidido em favor do pedido do governo italiano em levá-lo de volta ao cárcere italiano.

O que de fato acabou acontecendo.

Por que Ayres Brito mudou de idéia?
A Corte entendeu que a última palavra sobre a entrega ou não de Battisti ao governo da Itália é do presidente da República”, disse um comunicado divulgado pelo STF logo após a decisão.

Sentimos um arrepio de medo em ver a Suprema Corte do país, depois de decidir, deixar para o presidente a República o direito de seguir sua compreensão ou não.

Temos porém que nos curvar diante de opiniões respeitáveis e intransponiveis de ministros como Joaquim Barbosa e Marco Aurélio Mello, se bem que temos igual respeito as decisões de César Peluzzo e Ellen Gracie, que votaram contrário. Mas no caso achamos que os argumentos dos dois em relação a decisão retornar ao presidente tem a lógica da interpretação correta do texto constitucional.

Da decisão ficou a perplexidade da antecipação da jornalista Renata Lo Prete, que no Painel da Folha, publicou três dias antes, que era “enorme a pressão para que o ministro Carlos Ayres Britto (foto) mude o voto no caso Battisti, ajudando a formar no STF, nesta quarta, maioria favorável ao entendimento de que caberia ao presidente da República a decisão final sobre a extradição” e especulava que ...”Desde a chegada ao Supremo, em 2003, Britto repete a colegas que deve sua indicação em boa medida ao jurista Celso Antonio Bandeira de Mello, contratado pela defesa de Battisti especificamente para influenciar o pupilo.”

Por sinal, no post de ontem, por deslize, havíamos citado essa especulação sem citar a fonte.

A concretização do previsto pelo jornalista da Folha, da mudança de rumo do voto do Ministro, é algo lamentável e preocupante. Reinaldo Azevedo no seu Blog vendo o encaminhamento do voto, no formato como antecipara a jornalista, na Folha, comentou ácido: “O voto do ministro Ayres Britto cheirava como queijo, mas não era queijo. Trata-se de matéria imprópria para consumo humano.”

Mais que a mulher de César os Ministros do Supremo não devem ser só honestos, devem parecer muito honestos.

Sobre a cabeça do ministro vai ficar pairando essa desagradável dúvida pela guinada de opinião.

A boa notícia disso tudo, é que o irmão de Cesare Batisti (foto), Domenico Battisti, disse desde a Itália, estar preocupado que o bandido pretende se suicidar, caso Lula decida extraditá-lo. Claro que o terrorista vai querer apenas encenar uma tentativa de suícidio para sensibilzar e pressionar o presidente. Desde já, caso ele erre na mão e venha a falecer, melhorando a qualidade do planeta, somos a favor que seu corpo seja extraditado para a Itália, para não poluir ainda mais o já tão violado solo brasileiro.

Addio per sempre terroristici!


18/11/2009

CHINA: Obama encontrou com irmão em Pequim

CHINA
Obama encontrou com irmão em Pequim
O irmão que vive na China encontrou o presidente americano por cinco minutos

Foto: Reuters

Indiscutivelmente irmãos: Mark Okoth Obama Ndesandjo e Barack Hussein Obama II

Fontes: The New York Times, Estadão

O presidente dos EUA, Barack Obama, tirou tempo de sua programação diplomática agitada na China para encontrar seu meio-irmão, que vive no sul do país, mas por apenas cinco minutos. Um funcionário da Casa Branca disse que, na noite de segunda-feira em Pequim, Obama teve um encontro rápido com Mark Okoth Obama Ndesandjo, filho de seu pai, já falecido.

Ndesandjo vem mantendo discrição desde que, no ano passado, veio à tona o fato de que vive e trabalha em Shenzhen, centro capitalista e manufatureiro do sul da China, a cerca de uma hora de trem de Hong Kong.

Ele fez uma rara aparição pública no início deste mês em Guangzhou, no sul da China, para lançar um romance que, segundo afirmou, é inspirado em sua infância dolorosa, marcada por um pai violento.

Em entrevista à CNN, Obama disse que não conhece seu meio-irmão muito bem, mas que não acha que Ndesandjo tenha traído detalhes familiares particulares em seu livro.

"Não é segredo o fato de que meu pai foi uma pessoa problemática. Qualquer pessoa que tenha lido meu primeiro livro, 'A Origem dos Meus Sonhos', sabe que ele tinha um problema de alcoolismo e que não tratava seus familiares muito bem", disse o presidente.

"E isso, obviamente, é uma parte triste de minha história. Mas não passo muito tempo matutando sobre isso."

O último encontro anterior de Ndesandjo com Obama tinha sido nos Estados Unidos durante a eleição presidencial.

CHINA: Livro do irmão de Obama revela pai violento

CHINA
O livro do irmão de Obama revela pai violento
Mark Okoth Obama Ndesandjo é um dos oito meio- irmãos do presidente Obama. Mora na China e mantinha-se discreto, mas agora publicou um livro biográfico romanceado, onde conta o que ele e sua mãe eram surrados pelo pai, Barak Obama, que teve sete filhos, com quatro mulheres diferentes, antes de morrer aos 46 anos de idade

Foto: Reuters

Mark Okoth Obama exibe “Novel of Love in the East Nairóbi a Shenzhen” o livro de sua autoria

Fontes: Portal Terra , The New York Times

Talvez seja o sorriso fácil. Ou os olhos, a um só tempo confiantes e inquisitivos. Quando Mark Okoth Obama Ndesandjo entra no aposento, as semelhanças com o presidente Barack Obama, de quem ele é irmão por parte de pai, são inconfundíveis, se bem que difíceis de precisar.

O pai, também chamado Barack Obama, era uma presença imponente, um homem charmoso e com voz de barítono propenso a rompantes de arrogância. Já os filhos se provaram mais ponderados, mais capazes de duvidar de si mesmos. Em termos de altura, compleição e movimentos, a semelhança é notável.

Obama mal conheceu seu pai, que deixou a família quando ele tinha apenas dois anos. Ndesandjo, porém, cresceu na presença tempestuosa de um homem que ele diz que terminou por odiar. "Meu pai espancava a mim e à minha mãe, e isso não é coisa que se faça", disse Ndesandjo, 43 anos, que se criou no Quênia mas fala inglês com um sotaque norte-americano, fruto de sua educação em escolas internacionais. "Ele era um homem brilhante mas minha mãe costumava dizer que, socialmente, era um fracasso".

Ao longo da última década, enquanto a carreira de Obama o levava ao ápice da mais poderosa nação do mundo, a vida de Ndesandjo se degringolou Depois de perder seu emprego na Lucent, a fabricante de equipamentos para telecomunicações, ele deixou os Estados Unidos, em 2002, para recomeçar a vida na China. Tornou-se professor de inglês e de piano, para crianças órfãs, e ajudou um amigo a abrir uma cadeia de churrascarias. No ano passado, ele se casou com uma mulher chinesa.

Barack Obama, pai
O presidente é bem mais chegado aos seus parentes pelo lado materno. Amigos de Obama dizem que ele conhece o meio-irmão, que visitou Washington alguns meses atrás, mas não tem um relacionamento próximo com ele.

Até agora, Ndesandjo vinha evitando a imprensa, protegido pelo anonimato oferecido pela cidade de Shenzhen, uma antiga aldeia de pescadores perto de Hong Kong que se tornou uma metrópole de oito milhões de habitantes. Amigos dizem que ele nunca falou sobre sua conexão com o presidente. "Eu não queria ter nada em comum com o sobrenome Obama", ele disse.

Mas Ndesandjo agora decidiu que quer promoção, porque escreveu um romance autobiográfico, Nairobi to Shenzhen: A Novel of Love in the East Nairóbi a Shenzhen: um romance de amor no Oriente, que fala sobre suas viagens, sua busca de identidade racial, sua procura de aceitação na China moderna e, por fim, seu esforço para compreender seu pai. "Eu queria encontrar algo que o redimisse", ele declarou em entrevista na semana passada, como prelúdio de uma modesta viagem de divulgação de seu livro, que culminou na quarta-feira com uma entrevista coletiva em Guangzhou.

A jornada de Ndesandjo reflete a do presidente, cujo livro de memórias, Dreams from my Father sonhos do meu pai, detalha os esforços de Obama para fazer as pazes com o pai, um pastor de cabras no Quênia que conseguiu um diploma na Universidade Harvard mas abandonou Obama e sua mãe no Havaí. O pai de Obama teve um total de oito filhos, com quatro mulheres diferentes, antes de morrer aos 46 anos de idade, em 1982, vítima de um acidente de automóvel.

No final de seu livro, Obama chora no túmulo de seu pai, em um momento de catarse. "Senti que o círculo havia enfim se fechado", ele escreveu. "A dor que eu sentia era a dor de meu pai".

Ndesandjo encontra paz interior ao inventar um diário para seu pai, o que permite que o protagonista do romance compreenda os surtos de envolvimentos sexuais passageiros de seu pai e um declínio autodestrutivo que serve como paralelo à decadência do Quênia, rumo à corrupção e ao conflito tribal.

Os dois meninos, filhos de mães norte-americanas mas nascidos a meio mundo de distância, não eram muito próximos na infância, e Ndesandjo não quis revelar detalhes sobre seu relacionamento. Os detalhes, disse ele, teriam de esperar por uma verdadeira autobiografia, que ele está escrevendo.

Ndesandjo afirma que a eleição do irmão foi um momento de cristalização que o levou a concluir seu livro, e também a confrontar questões que há muito o incomodavam. "Emoções e aptidões que existiam há tantos anos foram viradas de cabeça para baixo em prazo de poucas semanas", ele afirmou, com lágrimas nos olhos.

Obama, em seu livro, descreve seu primeiro encontro com Ndesandjo, no qual este criticou muito o pai e o atraso do Quênia. "Você acha que estou distante das minhas raízes, essa espécie de coisa", ele teria dito, segundo Obama. "E, bem, você está certo".

Como seu meio-irmão, Ndesandjo enfrentou questões de identidade racial. Sua mãe, Ruth Ndesandjo, é uma judia norte-americana, nascida Ruth Nidesand, que conheceu o pai de Obama quando este estudou em Harvard, e o acompanhou no retorno à África.

Ruth Ndesandjo ainda vive em Nairóbi, e teve dois filhos. O segundo, David, morreu em um acidente de motocicleta. Ser mestiço nunca fui fácil, diz Ndesandjo, pouco importa se no Quênia, Estados Unidos ou China, onde os não chineses precisam se acostumar a ser encarados. "Creio que, em certa medida, eu sempre tenha estado de fora", ele diz.

Depois do segundo grau, Ndesandjo se transferiu aos Estados Unidos, e se formou em Física pelas universidades Brown e Stanford, fazendo mestrado na Universidade Emory. Ele também se dedicou ao piano clássico, inspirado por sua avó, uma imigrante lituana cujo amor às artes o inspirou. "O que sempre me fez persistir foram as mulheres fortes de minha vida", ele disse.

Foto: Gilles Sabrie/The New York Times

Mark Okoth Obama Ndesandjo caminha pelas ruas de Guangzhou

A despeito de sua decisão de publicar um livro, Ndesandjo se declara preocupado com a perda de privacidade. Antes de aceitar fazer essa entrevista, ele pediu que as perguntas lhe fossem encaminhadas com antecedência, e que não envolvessem política ou assuntos particulares.

"Ele quase cancelou a entrevista cinco vezes", disse Harley Seyedin, um amigo com quem ele co-dirige a Câmara Americana de Comércio no sul da China, e ajudou a orquestrar a publicidade do livro. "É um homem muito, muito sensível. E se preocupa muito em ofender Obama".

Perto do final da disputa presidencial, Ndesandjo disse que teve um pesadelo sobre o irmão. Uma semana depois, por insistência de sua mulher, tomou o avião para os Estados Unidos. Os dois se cumprimentaram com um longo abraço, e Ndesandjo deu a Obama um pergaminho com ideogramas que ele pintou. O texto dizia, em tradução aproximada, "embora distantes, me sinto próximo de você". Ele afirmou que planejava apresentar o presidente à sua mulher, quando este visitar a China, este mês.

Depois da entrevista, Ndesandjo saiu caminhando por uma calçada movimentada, atraindo olhares com seu blazer cinza grafite, brinco dourado e lenço balinês em torno da cabeça calva. Um grupo de meninas pediu para tirar uma foto com ele. Ninguém pareceu reconhecê-lo até que um par de nigerianos perguntou se ele era o meio-irmão do presidente dos Estados Unidos. "Nada de meio-irmão", respondeu. "Somos irmãos".


O texto original do “The New York Times” é de autoria de Andrew Jacobs. Utilizamos a tradução de Paulo Migliacci ME, para o Portal Terra UOL


HONDURAS: Congresso só avaliará volta de Zelaya após eleições

HONDURAS
Congresso só avaliará volta de Zelaya após eleições
Com a marcação, para o dia 2 de dezembro, pelo presidente do Congresso hondurenho, como a data onde será apreciada a possibilidade de volta de Zelaya de volta ao poder, sem grandes repercussões políticas entre os parlamentares, vê-se que os congressistas não querem discutir o caso antes das eleições presidenciais que ocorrerá no dia 29

Foto:Reuters

Aliados de Zelaya protestam diante do Congresso hondurenho

Fontes: Governo Venezuela, BBC Brasil

O Congresso hondurenho vai votar sobre a restituição do presidente deposto, Manuel Zelaya, no dia 2 de dezembro, três dias após as eleições gerais marcadas para 29 de novembro, disse nesta terça-feira o presidente da casa, José Alfredo Saavedra.

Saavedra disse que os congressistas já têm uma posição sobre os pareceres que pediram de quatro instituições hondurenhas antes de iniciar a votação.

"Recebemos a posição da Comissão Nacional de Direitos Humanos (na semana passada), no dia de hoje da Procuradoria Geral da República e, fomos informados oficialmente, que receberemos na semana que vem o relatório do Ministério Público e da Corte Geral de Justiça", completou.

Foto: Getty Images

A campanha eleitoral continua acontecendo dentro da normalidade por todo o país

Muitos países latino-americanos disseram que não reconheceriam o pleito hondurenho se Zelaya não fosse à Presidência antes das eleições.

Mas os Estados Unidos não descartaram restaurar laços diplomáticos com o novo governo eleito de Honduras mesmo se Zelaya não voltar ao poder.

No final de semana, Zelaya disse que não aceitaria voltar ao poder se a restituição ocorresse após as eleições.

Tanto Zelaya como o governo interino de Roberto Micheletti assinaram, no mês passado, um acordo para tentar por fim à crise hondurenha, mas os dois lados discordam sobre se o pacto está sendo cumprido.

Foto: Reuters

Danças folclóricas hondurenhas animam os protestos, pela volta de Zelaya, diante do Congresso Nacional em Tegucigalpa

O acordo, assinado por Zelaya e por Micheletti, fala da formação de um governo de unidade nacional, mas não torna obrigatória a volta de Zelaya, deixando para o Congresso decidir a questão sem estabelecer um prazo para isso.

Zelaya que assinou o acordo pensando que tudo seria mais urgente e que voltaria em seguida ao poder, revoltou-se e agora diz não reconhecer mais o resultado do pleito e continua refugiado na embaixada brasileira, na capital hondurenha, Tegucigalpa onde se encontra desde o dia 21 de setembro.

HONDURAS: O Padre salvadorenho de Zelaya é expulso do país

HONDURAS
O Padre salvadorenho de Zelaya é expulso do país
Outra figura entre os apoiadores do presidente deposto deixa a embaixada brasileira. Restam apenas 16 pessoas na sede diplomática, numero que chegou a ser de 300 no começo da invasão

Foto: Reuters

Zelaya que nunca foi muito chegado a missa quando presidente, agora virou papa hóstia, a espera de um milagre

Fonte: G1

O padre de origem salvadorenha, Andrés Tamayo deixou, segunda-feira a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa. O padre era uma dos que acompanhava o presidente deposto hondurenho, Manuel Zelaya, desde a sua chegada em 21 de setembro. Celebrava missas todos os domingos na representação diplomática brasileira, com a presença de Zelaya, da esposa do presidente deposto, Xiomara Castro e de dezenas de colaboradores e seguidores do governante deposto.

Foi o próprio Zelaya que se encarregou de divulgar a saída do sacerdote, procurando dá um tom de normalidade a situação.

Segundo Zelaya, Tamayo "quer ir a El Salvador", para tomar ciência do estado de saúde do seu irmão.

Sabe-se que André Tamayo "foi levado pelo cônsul de El Salvador, Nelson Rodríguez Cardoza, à embaixada" de seu país.

Foto: Associated Press

O adeus de Andrés Tamayo de Honduras

A verdade é que o sacerdote salvadorenho, que residia em Honduras há 26 anos, fora expulso do país, pois havia se intrometido nos problemas políticos do país, o que é vetado a estrangeiros.

Nos tempos de Zelaya no poder, chegou a correr um processo de naturalização em seu favor, que não foi concluído e acabou negado, com o advento da nova situação política do país e seu comportamento.

Tamayo, logo de começo tomou uma posição contrária ao novo governo e utilizando sua condição de sacerdote, mesmo antes de Manuel Zelaya voltar a Honduras, fez discursos e declarações em manifestações de apoio a volta do presidente deposto ao poder, inclusive sugerindo que o povo não vote nas eleições presidenciais do dia 29 deste mês.

Uma ordem de expulsão de Andrés Tamayo, aboletado junto a Zelaya, ia obrigar ao padre pedir asilo ao governo brasileiro e exigiria que o Brasil fosse novamente chamado a intervir no caso, e tomar providências diplomáticas junto ao governo de Micheletti, que Lula não quer reconhecer.

Manuel Zelaya deve ter avaliado que não era conveniente criar uma confusão tão complexa e resolveu que era melhor deixar o padre partir que incomodar ainda mais os seus forçados anfitriões brasileiros.


TERRORISTA ITALIANO: Hoje, Voto final do Supremo no Caso Battisti

TERRORISTA ITALIANO
Hoje, voto final do Supremo, no Caso Battisti
Nesta quarta-feira com o voto do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, desempatando o placar de 4X4 sobre a extradição do terrorista italiano Cesare Battisti, recolhido ao presídio da Pampulha e em greve de fome, o STF concluirá o seu trabalho. Resta saber se a decisão do STF será terminativa, obrigando Lula a cumpri-la ou se os ministros deixarão a porta aberta para que seja o presidente quem dê a palavra final.

Foto: José Cruz/ABr

Parlamentares brasileiros, entre eles, os senadores José Nery (PSOL-PA) e Eduardo Suplicy (PT-SP) e os deputados Chico Alencar (PSOL-RJ) e Ivan Valente (PSOL-SP) apóiam o terrorista assassino italiano, condenado a prisão perpétua, por quatro assassinatos cruéis, na Itália, pressionando para que ele fique no Brasil

Fontes: O Globo, Estadão, Revista Época

Um grupo de parlamentares membros das comissões de Direitos Humanos do Senado e da Câmara visitou o ex-ativista italiano Cesare Battisti, na penitenciária de Papuda, nesta terça-feira, 17. Com o ato, os congressistas quiseram deixar claro seu apoio a permanência de Battisti como refugiado no Brasil - na quarta-feira, 18, o Supremo Tribunal Federal conclui o julgamento do processo de extradição do italiano.

Battisti mostrando como fez uma cara de vítima e enganou Suplicy. Uma prisão perpetua lhe cairá muito bem
Falta apenas o voto do ministro Gilmar Mendes, porém a decisão final ainda não será tomada na quarta. Isso porque alguns ministros já manifestaram que por se tratar de uma questão política, caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da SIlva decidir pela extradição ou não de Battisti.

Em forma de protesto, Battisti faz desde sexta-feira, 13, uma greve de fome. Nesta terça-feira, 17, resolveu interromper o acompanhamento médico que vinha tendo. Além disso, o ex-ativista italiano também parou de tomar soro fisiológico.

O ministro do STF, Marco Aurélio Mello, que votou contra a extradição de Battisti, já afirmou que após o anúncio da posição de Gilmar Mendes sobre o tema, cada um dos membros do Supremo deverá se manifestar se é a favor ou contra da decisão final ser tomada pelo presidente Lula.

Na segunda-feira, após encontro entre Lula e o premiê italiano, Silvio Berlusconi, o presidente disse que cumprirá o julgamento do Supremo caso os ministros entendam que ele não tem poder para manter Battisti no Brasil. "Se a decisão for determinativa, não se discute: cumpre-se", afirmou.

O presidente, no entanto, não se manifestou expressamente sobre a possibilidade de não entregar Battisti caso o tribunal lhe confira esse poder discricionário. Mas de acordo com ministros do governo, Lula estaria disposto a manter o italiano no Brasil. A decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, de reconhecer o status de refugiado de Battisti teria se tornado uma posição de governo.

Especula-se muitas coisas, por exemplo que o Ministro do Supremo Ayres Brito, que votou pela extradição, pode voltar atrás, dizendo-se convencido pelos argumentos do Ministro Marco Aurélio, por exemplo, para livra Lula do pepino, ou para agradar o jurista Celso Bandeira de Mello, defensor de Battisti e que foi o principal articulador da indicação de Ayres Brito para o Supremo.

Não será de todo surpresa, se o Ministro Gilmar Mendes que deu mostras de que votaria a favor da extradição apareça com um voto favorável a permanência.

Fotos: José Cruz/ABr

Quem forneceu o celular para o perigoso terrorista telefonar?
Lei nº 12.012, de 6 de AGOSTO de 2009.

Art. 349-A. Ingressar, promover, intermediar, auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel, de rádio ou similar, sem autorização legal, em estabelecimento prisional.

Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano. 

Veja as fotos compremetedoras no original Foto 1 e Foto 2

O senador Eduardo Suplicy, o maior fã do terrorista, sugeriu a risível possibilidade que o próprio terrorista italiano tenha oportunidade de se defender pessoalmente na retomada do seu julgamento de extradição. Querendo transformar o STF num circo. A possibilidade é totalmente afastada pelos procedimentos legais e formais da Corte.

Em greve de fome desde a última sexta-feira, Battisti havia aceitado tomar soro na segunda-feira, mas decidiu suspender o tratamento para tentar sensibilizar Gilmar Mendes.

-“ Insistimos a ele que aceitasse receber o soro, sobretudo, para que possa estar com forças amanhã (nesta quarta) se, porventura, os ministros aceitem ouví-lo” – disse o idiota Suplicy, que encaminhou a Gilmar Mendes o discurso que fez no Senado para que fosse concedido a Battisti o direito de falar pessoalmente no STF antes do voto do presidente da Corte.

Battisti convenceu o Senador Suplicy da sua “inocência” olhando nos olhos.

Em declarações concedidas à Ansa, Agência de notícias italiana, após a visita, Suplicy reiterou seu desejo de que Gilmar Mendes chame Battisti para a audiência desta quarta-feira. Segundo ele, desta forma o italiano poderia "olhar nos olhos dos ministros e explicar por quê não foi ele quem matou as pessoas".

Senador Suplicy não pode ser levado a sério, como avaliador de olhar, afinal ele passou anos acreditando nos dissimulados olhos de Marta Suplicy.


17/11/2009

MATO GROSSO: Suposta corrupção censurada do deputado José Riva

MATO GROSSO
Suposta corrupção censurada do deputado José Riva
A Justiça proibiu dois blogs de Cuiabá - Prosa e Política, da economista Adriana Vandoni, e Página do E, de Enock Cavalcanti - de emitirem "opiniões pessoais" sobre o suposto deputado José Riva (PP), suposto presidente da Assembleia Legislativa do suposto Mato Grosso e suposto alvo de quase uma suposta centena de ações judiciais movidas pelo Ministério Público por supostos atos de suposta improbidade adminsitrativa, suposta formação de quadrilha e suposto peculato. “Supostamente” inocente.



O suposto deputado José Riva e a Blogueira censurada: quem cometeu atos dignos de censura?

Fontes: Agência Senado, Portal Terra, Folha de São Paulo

Seria muito improvável que nos interessássemos pela notícia de que o presidente da Assembléia Legislativa de Mato Grosso, José Geraldo Riva (PP), possui 92 ações civis públicas por improbidade administrativa (com o valor do ressarcimento aos cofres públicos de aproximadamente R$ 470 milhões) além de 17 ações criminais por formação de quadrilha e peculato.

Aqui por Pernambuco temos os nossos próprios corruptos. Mas o fato de José Riva ter recorrido à justiça para impedir que os blogueiros mato-grossenses dissessem o que achavam do seu suposto desempenho no mundo do crime, transformou-o em obscuro personagem de interesse nacional.

Desde os blogs e sites noticiosos mais importantes do país, até modestos espaços na web, como o nosso, sentem-se igualmente atingidos, cerceados e reagem para defender, mais que os blogueiros atingidos, a própria liberdade de expressão.

Quem está acusando o deputado é o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, e de forma tão expressiva, volumosa e variada, que nos faz parecer irônicos em dizer que o presidente da Assembléia do Mato Grosso é SUPOSTAMENTE corrupto, quadrilheiro e “peculateiro”.

Seria o mesmo que dizer que Fernandinho Beira Mar, recentemente condenado, mas ainda com direito a recursos, é supostamente traficante e chefe de quadrilha.

Até porque José Riva já foi condenado em uma ação por improbidade administrativa, que determinou seu afastamento do cargo de presidente da Assembleia e a condenação do dano aos cofres públicos é de R$ 2,6 milhões, valor que deverá ser devolvido.

O deputado supostamente corrupto presidente da Assembléia do Mato Grosso, recorreu da decisão e o Juiz o deixou no cargo político, mas o proibiu de ter acesso aos cofres da Assembléia.

O nobre deputado parece, supostamente, sentir-se confortável nessa situação vexatória.

As ações civis e criminais são referentes ao período de 1998 a 2002, época que Riva assumiu ora a presidência, ora a primeira secretária da AL-MT.

Na deflagração da Operação Arca de Noé, a Polícia Federal descobriu que a Assembleia movimentou com a Confiança Factoring, de propriedade de João Arcanjo Ribeiro, cerca R$ 65 milhões. Arcanjo foi preso pela PF sob acusação de comandar o crime organizado no Estado e está detido na penitenciaria federal de segurança máxima em Campo Grande (MS).

Fosse o deputado um político chinês, já estaria supostamente na companhia do João Arcanjo, esperando para ser supostamente executado.

Mas por aqui, nesse país tropical, o deputado sentiu-se supostamente injustiçado e cheio de direitos, recorreu à justiça contra os blogueiros que comentaram sobre o seu suposto comportamento deletério, danoso e criminoso e o juiz da 13ª Vara Civil de Cuiabá, Pedro Sakamoto, determinou que blogueiros não emitam opiniões pessoais contra o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso José Geraldo Riva (PP), sob pena de multa de R$ 1 mil. O magistrado também determinou que o jornalista Enock Cavalcante, do blog Página do E, exclua três notícias de seu site, sob pena de multa diária de R$ 500.

A decisão foi contrária também à economista Adriana Vandoni, que mantém o blog Prosa e Política, além dos membros da ONG Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) e Moral, Vilson Nery, Antonio Cavalcante e Ademar Adams.

Na liminar, o juiz afirma que os blogueiros não podem acusar Riva - que tem 92 ações por improbidade administrativa e 17 ações criminais - sem um julgamento definitivo que confirme as denúncias, sem possibilidade de recursos.

Na decisão, o juiz coloca que o deputado estadual é uma personalidade pública do Estado de Mato Grosso e que seria atacado em sua honra e dignidade em razão do exercício, pelos réus, do direito de livre expressão e liberdade de imprensa. "(...) Contudo, devo reconhecer que, em algumas matérias, os réus extrapolaram o direito de informação e agrediram a dignidade do autor por meio de afirmação indevida da prática de crimes sobre os quais ainda não há decisão judicial irrecorrível", diz o magistrado.

A economista e blogueira Adriana Vandoni, disse que irá recorrer. "Eu considero um absurdo uma decisão como essa. Se formos esperar que ele seja transitado e julgado as ações para divulgar poderemos esperar até 20 anos para que isso ocorra.

À medida que somos impedidos de informar, a população é impedida de saber o que ocorre. A América Latina vive um processo de censura aos veículos, um exemplo disso é o que ocorre na Venezuela, Argentina e Honduras, temos que repudiar esses atos", afirmou.

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) solicitou nesta segunda-feira (16) a inclusão nos Anais do Senado do artigo “Por falar em liberdade de expressão”, ( está reproduzido abaixo) da economista, blogueira e jornalista Adriana Vandoni, de Mato Grosso.

Arthur Virgílio lembrou que o deputado entrou com uma ação contra Adriana Vandoni e mais quatro pessoas por terem, segundo ele, atingido sua honra ao relatarem, em seus blogs, processos que os Ministérios Públicos Estadual e Federal sugerem contra ele.

- Isso me parece um absurdo, porque, para se criticar, não é preciso haver o trânsito em julgado de um réu; basta a convicção daquele que está acusando; basta que ele arque com as consequências cíveis e penais quaisquer, se porventura incorrer nos crimes de calúnia, injúria e difamação – afirmou o senador.

Nós do “thepassiranews” que temos há muito na nossa lista de Blogs consultados, Prosa&Política de Adriana Vandoni, nos sentimos atingidos e estamos solidários e entrincheirados com o Blog e a jornalista e todos os outros blogueiros alcançados pela medida judicial.

O lixo da história tem um espaço reservado para esse cidadão, o deputado José Riva, que além das supostas qualidades negativas nele encontradas, pelo ministério público, some-se a suposta burrice, a suposta prepotência e o suposto topete em querer posar de perseguido e ameaçar com seus advogados a liberdade de expressão blogueira.

Por falar em liberdade de expressão …

Fonte: Prosa&Política

Recebi no final da tarde desta sexta-feira (13), um mandado de cumprimento de liminar concedida pelo juiz Pedro Sakamoto, ao deputado estadual José Riva (PP), presidente da assembléia legislativa de Mato Grosso, afastado das funções de ordenador de despesas por determinação do juiz Luiz Bertolucci, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular de Mato Grosso.

O deputado entrou com uma ação contra mim e mais quatro pessoas alegando que nós “maculamos a sua honra” ao relatarmos em nossos blogs, processos que os Ministérios Públicos Estadual e Federal movem contra ele. Ok, cada um com sua queixa. Ele se queixa disso contra mim. O Ministério Público Estadual e o Federal se queixam de outras coisas contra ele. Cada um na sua.

O interessante é a decisão do juiz Sakamoto, que em tempos de grandes questionamentos da Liberdade de Expressão, e logo após o Presidente do Supremo Tribunal Federal dizer que tentativas de censura podem ser recorridas diretamente no STF, concede uma liminar nos seguintes termos:

“[...] se abstenham [os réus] de emitir opiniões pessoais pelas quais atribuam àquele [Riva] a prática de crime, sem que haja decisão judicial com transito em julgado que confirme a acusação, sob pena de multa de R$ 1.000,00 (mil reais) por ate de desrespeito a esta decisão e posterior ordem de exclusão da notícia ou opinião”.

O juiz nos proíbe emitir opinião. Cada cabeça, uma sentença. Na semana passada o ministro do STF, Celso de Mello, em uma sentença proferida em favor do jornalista Juca Kfouri, escreveu: “o texto da Constituição da República assegura ao jornalista, o direito de expender crítica, ainda que desfavorável e mesmo que em tom contundente, contra quaisquer pessoas ou autoridades”.

É claro que esta decisão do juiz será respeitada por mim, pois não tenho o costume de transgredir as leis e as normas de boa conduta, quer em situações como esta, quer no trato com bens públicos. Da mesma forma que nunca fui sequer suspeita de receber ilicitamente nenhum vintém, não serei acusada de desrespeitar a decisão de um juiz, mesmo considerando censora e opressora. Irei recorrer pelos meios legais, como uma cidadã de bem faz.

Continuo, se assim ainda me permitir o nobre magistrado juiz Pedro Sakamoto, com a mesma opinião que já tinha antes de José Riva e continuo esperando o dia de vê-lo respondendo às acusações que lhe são feitas pelos Ministérios Público Estadual e Ministério Público Federal como qualquer cidadão deste país que vive conforme as leis brasileiras. Não será esta concessão de liminar que me acovardará ou intimidará.

Eu, diferente do homem citado por Rui Barbosa, não me apequeno ou me encolho “de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus”, pelo contrário. Sinto-me grande, forte e confiante que o caminho que escolhi trilhar é o certo, o da honradez, da honestidade e da justiça. E por este caminho estou disposta a superar toda e qualquer adversidade que possa aparecer, e ei de transpô-las, uma a uma, sem nunca lançar mão de métodos ilícitos, tortuosos ou nebulosos.

Como já escrevi dias atrás, volto a escrever: o jogo, enfim, começou.


16/11/2009

VENEZUELA - Declaração de Guerra: Chávez vai bombardear nuvens

VENEZUELA
Declaração de Guerra: Chávez vai bombardear nuvens
Não tendo mais a quem ameaçar o ditador venezuelano, disse que vai subir aos céus com técnicos cubanos e bombardear todas as nuvens que encontrar pela frente, sobre o rio Orinoco, para fazer chover em Caracas

Foto: Reuters

O presidente venezuelano Hugo Chávez brigando até com os céus

Fontes: Prensa Latina, Portal Terra, Tele 13, El Tiempo, Mundo Estranho

O presidente venezuelano Hugo Chávez disse que se juntará a uma equipe de cientistas cubanos em voos para "bombardear as nuvens" para gerar chuva em meio a uma seca que criou irritação pública devido ao racionamento de água e energia.

Chávez, que pediu aos venezuelanos que tomem banhos de três minutos para economizar água, disse que os cubanos chegaram à Venezuela e se preparavam para voar com aeronaves especialmente equipadas sobre o rio Orinoco.

"Vou subir no avião, qualquer nuvem que apareça na minha frente, irei bombardeá-la para que chova", disse Chávez sábado.

Muitos países possuem programas que visam alterar os padrões climáticos, comumente conhecidos como semeação de nuvens, apesar da eficácia dessas técnicas não ser um consenso.

Foto: Reuters

Protestos em Caracas devido os freqüentes e demorados apagões

Disparar iodo prateado nas nuvens é um método comum. A China usa de foguetes carregados com a substância para gerar chuvas em regiões áridas. Chávez não disse qual tecnologia será usada pelos cubanos.

A Venezuela tem sofrido com a escassez de água e eletricidade este mês depois de uma seca causada pelo fenômeno El Niño, que deixou o nível de água em patamar crítico em diversos reservatórios do país rico em petróleo.

A Venezuela gera grande parte de sua eletricidade de projetos hidrelétricos, incluindo da gigante represa de El Guri, perto do rio Orinoco.

Foto: Reuters

Em Caracas dona de casa espera a passagem incerta de caminhão pipa que fornece uma água nada potável

A oposição da Venezuela acusa Chávez a não ter investido em infraestrutura, nem em criar novos reservatórios de água, nem energia alternativa, para o país, já que o fenômeno El Niño é cíclico e previsível.

Também conhecida como pulverização ou semeadura de nuvens, essa técnica consiste em lançar no céu alguma substância que facilite a formação de gotas de chuva. O componente mais usado é o cloreto de sódio, o popular sal de cozinha.

Em contato com o vapor d’água da nuvem, as partículas de sal atraem minúsculas gotinhas, iniciando a criação dos pingos de chuva. Parece um método infalível, mas, na verdade, o bombardeamento é bastante polêmico.

"Esse artifício só faz chover em nuvens que já tenham vapor d’água em quantidade suficiente. Isso quer dizer que ele não produz chuva. No máximo, pode acelerar uma", afirma o meteorologista Augusto José Pereira Filho, da Universidade de São Paulo (USP). Até hoje, ninguém conseguiu provar a eficácia do método.

Outro problema é que ele pode ser perigoso para o meio ambiente, pois, apesar de o produto lançado não ser tóxico, modificar o clima pode trazer resultados imprevisíveis no futuro. Mesmo com tantos poréns, o bombardeamento se espalhou nos últimos 50 anos porque é uma técnica relativamente barata.

No Brasil, a experiência mais duradoura ocorreu no Ceará. Em 1972, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) criou um programa de chuva artificial, com o bombardeamento por aviões, para tentar refrescar o semi-árido nordestino.

Como não houve nenhum aumento significativo nas precipitações, o projeto foi encerrado em 2000.


CHARGE: MIGUEL - Jornal do Comércio (PE)

Náutico não perde a chance de ser vice:
"É o vice-lanterna!”
.


MIGUEL - Jornal do Comercio (PE)


HISTÓRIA DA VIDA PRIVADA: FHC reconhece oficialmente filho de 18 anos

HISTÓRIA DA VIDA PRIVADA
FHC reconhece oficialmente filho de 18 anos
Um caso extraconjugal, do então senador Fernando Henrique, com a jornalista Mirian Dutra da Rede Globo, gerou o garoto que foi mantido, fora do noticiário oficial, das grandes mídias até hoje, embora na internet até no “thepassiranews” o assunto já houvesse sido tratado a exaustão


Senador Fernando Henrique, encontros com a jornalista da Rede Globo no apartamento de José Serra em Brasília

Fontes: Folha Online, Claudio Humberto,Revista Caros Amigos, Marco Aurelio Mello, Paulo Henrique Amorim, El Mundo, ”thepassiranews”, O Globo

A coluna de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo, desse domingo, detalha:

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu oficializar o reconhecimento do filho que teve com a jornalista Mirian Dutra, da TV Globo.

Tomas Dutra Schmidt tem hoje 18 anos. O tucano já consultou advogados e viajou na semana passada a Madri, onde vive a jornalista, para cuidar da papelada.

A Folha falou com FHC no hotel Palace, na Espanha, onde ele estava hospedado. O ex-presidente negou a informação e não quis se alongar sobre o assunto. Disse que estava na cidade para a reunião do Clube de Madri.

Mirian também foi procurada pela Folha, que a consultou a respeito do reconhecimento oficial de Tomas por FHC.

Foto de Mirian Dutra do vídeo da entrevista de Adriane Galisteu, após a morte de Senna
"Quem deve falar sobre este assunto é ele e a família dele. Não sou uma pessoa pública", afirmou a jornalista, (a mesma resposta que vem dando a todos quanto a procuraram durante todos esses anos.)

O ex-presidente e Mirian tiveram um relacionamento amoroso na década de 90, quando ele era senador em Brasília. Fruto desse namoro Tomas nasceu em 1991. FHC e Mirian decidiram, em comum acordo, manter a história no âmbito privado, já que o ex-presidente era casado com Ruth Cardoso, com quem teve os filhos Luciana, Paulo Henrique e Beatriz.

No ano seguinte, a jornalista decidiu sair do Brasil e pediu à TV Globo, onde trabalhava havia sete anos, para ser transferida. Foi correspondente em Lisboa. Passou por Barcelona e Londres e hoje Trabalha para a TV em Madri.

Quando FHC assumiu o ministério da Fazenda, em 1993, a informação de que ele e Mirian tinham um filho passou a circular entre políticos e jornalistas.

Foto que seria de Tomas Dutra, em 2007, do Face Book
Procurados mais de uma vez, eles jamais se manifestaram publicamente.

Em 1994, quando FHC foi lançado candidato à Presidência, Mirian passou a ser assediada por boa parte da imprensa.

E radicalizou a decisão de não falar sobre o assunto para, conforme revelou a amigos, impedir que Tomas virasse personagem de matérias escandalosas ou que o assunto fosse usado politicamente para prejudicar FHC.

Naquele ano, a colunista (Mônica Bergamo) se encontrou com ela em Lisboa e a questionou várias vezes sobre FHC. Mônica Bergamo "Nem o pai do meu filho pode dizer que é pai do meu filho", disse Mirian.

Em 18 anos, o ex-presidente sempre reconheceu Tomas como filho, embora não oficialmente, e sempre colaborou com seu sustento. Nos oito anos em que ocupou a Presidência, os dois se viam uma vez por ano. Tomas chegou a visitá-lo no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.

Depois que deixou o cargo, FHC passou a ver o filho, que na época vivia em Barcelona, com frequência. Mirian o levava para Madri, Lisboa e Paris quando o ex-presidente estava nessas cidades. No ano passado, FHC participou da formatura de Tomas no Imperial College, em Londres.

Neste ano, Tomas mudou para os EUA para estudar Relações Internacionais na George Washington University.

Em 17 de junho de 2007, quando o caso do senador Renan Calheiros, com outra jornalista da Globo, estava no auge, nós do  ”thepassiranews”, comentamos o caso, postando um texto com o título: “Histórias do romance quase secreto de Mirian Dutra e Fernando Henrique”.

Imperial College, em Londres, onde Tomas estudou
A históra veio à tona, devido um comentário direto, do governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), aliado de Renan Calheiros, que estava sendo cobrado, acusado de mandar uma empreiteira pagar a pensão alimentícia de uma filha sua, com outra jornalista da Rede Globo.

Requião, acusou a mídia de tratar de modo diferenciado o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) dizendo questionando os jornalistas:

"Pergunto a vocês se já compararam a situação do Renan Calheiros com a do Fernando Henrique Cardoso, que teve um filho com uma colega nossa [uma jornalista]. Nunca foi entrevistada, o filho nunca apareceu no jornal. E essa colega nossa foi para Portugal a expensas de uma empresa de comunicação, conhecida no Brasil inteiro como TV Globo" (?)


"Caros Amigos", a primeira revelação.

Mas só tivemos certeza da realidade quando lemos na internet a reportagem da revista Revista Caros Amigos, que fez uma matéria definitiva desse romance.

É um texto muito interessante quando o jornalista começa a acreditar na história, a partir do momento que não consegue uma foto da jornalista Mirian Dutra Schmidt, a mãe do filho de Fernando Henrique, em lugar nenhum, depois de tentar de todas as maneiras, tanto na Rede Globo, como no mercado editorial, quanto na internet.

Curiosos, nós também tentamos sem sucesso, além das fotos que todo mundo tem, tirada de dois únicos vídeos no Youtube

Comentamos que a mídia havia publicado matérias sobre o assunto, a mesma colunista Mônica Bergamo, publicou também na Folha, que no começo de abril de 2007, que "o brasileiro Tomás Dutra, 15, foi mesmo ferido a faca por uma menor delinqüente em Barcelona. A mãe, jornalista Mirian Dutra, correspondente da Globo, não se conforma: com o fato dos agressores, presos meia hora depois, terem sido soltos no dia seguinte. É a quarta vez que Tomás sofre assalto em Barcelona."

No começo de maio, a Coluna de Claudio Humberto registrou que o “ex-presidente FHC riu muito e só falou espanhol com a moça que o acompanhava no almoço de ontem, no restaurante Tatini, em São Paulo. Comeu picadinho com arroz e feijão, ovos nevados e bebeu água e cafezinho. Pagou a conta com American Express e saiu num Ômega preto, digno de quem fatura alto para jogar conversa fora, em palestras.

Clientes do "Tatini" acharam a moça que almoçou com FHC, ontem, parecida com a jornalista Mirian Dutra, da TV Globo, que reside na Espanha e está em São Paulo. Falavam em espanhol para "disfarçar", desconfiam.”

Fernando Henrique jamais reconheceu a paternidade do seu filho com Mirian Dutra, que nunca ingressou na justiça com uma ação de reconhecimento de paternidade, contra FHC. Assume que foi dela a decisão de manter a gravidez, e não o fez para depois buscar paternidade.

Até o jornal espanhol El Mundo, já divulgou a história enquanto comentava o caso Renan :

"Historias inconfesables entre personajes del Parlamento y los medios de comunicación tampoco son novedad. El ex presidente Fernando Henrique Cardoso (1994-2002) y una reportera de la TV Globo, Miriam Dutra, tuvieron un hijo, extramatrimonial, a comienzos de los años ’90, cuando el entonces senador iniciaba su carrera hacia el Poder Ejecutivo. En aquel entonces la Globo evitó divulgar toda información y la periodista, aunque resentida, aceptó ser la nueva corresponsal en Europa, donde se radicó con su bebé.”

Comentávamos a época: “Ainda insistem em dizer que a imprensa mantém a história de FHC em segredo?

COMENTANDO de novo o assunto, sob nova ótica, pois há comentários na mídia, sobre a proteção que Fernando Henrique teve e que Lula não teve, que a Rede Globo, se omitiu, coisas assim.

No seu Blog raivoso Paulo Henrique Amorim ataca até dona Ruth Cardoso a chamando de conivente.

Em nossa opinião, seja Fernando Henrique, seja Lula, seja qualquer homem, em tese não reconhecer o filho é uma falta de caráter imperdoável.

Você pode até não reconhecer a mãe do menino, mas tem que arcar com as conseqüências, dos seus atos como homem civilizado.

Charge do Bira
As diferenças do caso Lula, do caso Fernando Henrique, do caso Renan, pelo que se sabe oficialmente, não está neles, está nas mulheres, enquanto as mães das crianças, de Renan, de Lula, em troca de dinheiro se expuseram e atraíram a mídia na sua direção procurando atacar o ex-amante, a jornalista da Globo, Mirian Dutra, mudou toda a sua vida, saiu da visibilidade do vídeo, foi morar no exterior, para proteger o seu filho, que é a única pessoa a ser preservada ao máximo nessa história toda.

Para não ficar neutro, acrescentamos que pelo menos Fernando Henrique sobre escolher uma pessoa com mais classe.

Parte da mídia insinua agroa que Mirian Dutra, ganhava sem trabalhar na Rede Globo, que teria recebido vantagens durante o governo Fernando Henrique, como se todo mundo que trabalhasse na Globo tivesse que aparecer no vídeo.

Mirian Dutra tem a experiência de jornalista, Fernando Henrique passou a vida inteira em contato com profissionais da área, até íntimos, sabem que agora, se não abrirem o jogo e falarem abertamente do assunto, para encerrar a questão, acabar com essa aura de mistério, vão ser perseguidos por todo o lado e o tempo todo.

IMAGENS : Fotos da semana

IMAGENS
Fotos da Semana
08 a 14 novembro de 2009

Foto: Dimitar Dilkoff / Agence France-Presse / Getty Images

01.OUTUNO - Uma mulher caminha por um parque atapetado de folhas, em Sófia, Bulgária.

Foto: Jason Lee / Reuters

02.FASHION? - Modelo desfila uma estranha criação apresentado por alunos do Instituto de Tecnologia da Moda Pequim durante a China Fashion Week, em Pequim

Foto: Koen van Weel / Agence France-Presse/Getty Images

03.PASSO DO ELEFANTINHO - Um elefante recém-nascido dá seus primeiros passos ao lado da a mãe em Amersfoort Zoo, na Holanda.

Foto: Natalia Kolesnikova / Associated Press

04.MAQUINA MORTAL: - O presidente russo, Dmitry Medvedev, homenageia Mikhail Kalashnikov, aos 90 anos, o inventor do rifle de assalto AK-47, um sucesso em guerras de todo o mundo, no Kremlin, em Moscou

Foto: David Silverman / Getty Images

05. DEUS DA GUERRA - Um soldado israelense recita as orações matinais sentado no seu tanque, depois de uma noite exercício de formação de combate, próximo a Katzrin, Israel, nos assentamentos das Colinas de Golã

Foto: Umit Bektas / Reuters

06.VENERAÇÃO - Jovem exibe uma tatuagem copiado a partir da assinatura de Mustafa Kemal Ataturk em seu mausoléu, na Turquia. Ataturk, foi o primeiro presidente do país e fundador do moderno estado secular, morto em 10 de novembro de 1938, com 57 anos e venerado até hoje.

Foto: Lucas Jackson / Reuters

07. CHORUS LINE - A cortina sobe em um ensaio das famosas Rockettes” no Radio City Musical Hall em Nova Iorque.

Foto: Eduardo Verdugo / Associated Press

08.PORCALHÃO - Um manifestante vestido como um porco protesta contra a decisão do governo do presidente Felipe Calderon em privatizar a “Companhia Elétrica Luz y Fuerza” na Cidade do México

Foto: Fathil Asri / Agence France-Presse / Getty Images

09. ARCA DE NOÉ - Gado, veículos e pessoas parecem navegar num trecho de terra, cercado de água de enchente na vila de Jeram Perdas, na Malásia. Centenas de moradores foram temporariamente evacuados da área, devido às inundações.

Foto: Tobias Schwarz / Reuters

10.MURO DE BERLIM - O momento em que os dominós de espuma foram simbolicamente derrubados, perto da Porta de Brandenburgo, em Berlim, durante as celebrações para marcar o 20 º aniversário da queda do Muro de Berlim.

Foto: Daniel Munoz / Reuters

11. INUTILIDADE - Um homem brinca atrás de um policial, durante o desfile na tentativa de quebrar o recorde do maior aglomerado de pessoas vestidas com roupa de praia, para o Guinness World Record, em Sidnei, Austrália

Foto: Mauricio Lima / Agence France-Presse/Getty Images

12.APAGÃO BRASILEIRO -  Foto de São Paulo na noite do apagão, a cidade iluminada pelos faróis dos veículos.Um blackout que deixou milhões de brasileiros na escuridão.

Foto: Tara Todras-Whitehill/Associated Press

13. MULHER COMBATENTE - Omm Ahmed, uma militantes da Frente Democrática para a Libertação da Palestina, faz pose na casa de um companheiro de armas na Faixa de Gaza. Fundada em 1969, o DFLP tem cerca de 40 mulheres na formação que começou há seis meses como uma resposta à ofensiva de Israel em janeiro.

Foto: Stringer / Reuters

14.GRIPE SUINA - Foi preciso muita gente para conseguir aplicar, na menina, a vacina contra H1N1 em um hospital de Suining, China. A Gripe H1N1 está alastrando-se na China e no Japão, surgindo antes das previsíveis gripes de inverno na Europa, Ásia Central e América do Norte, segundo a Organização Mundial de Saúde


15/11/2009

HONDURAS: O apagão de Zelaya

HONDURAS
O apagão de Zelaya
Abandonado pelos Estados Unidos, com algumas nações dizendo-se dispostas a aceitar o resultado das eleições, e com a sua militância enfraquecida, o ex-presidente de Honduras diz que não quer mais voltar ao poder, ao presidente americano, tentando criar uma crise, por trás dessa “renúncia” pode estar Hugo Chávez querendo aprontar algo no país centro americano

Foto: Associated Press

Zelaya ao lado da esposa Xiomara Castro lê a carta onde diz que não quer ser mais presidente, quem se importa?

Fontes: BBC Brasil, O Globo, Estadão, EPA

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse hoje em carta ao presidente americano, Barack Obama, que já não aceita "nenhum acordo" para sua restituição no poder, do qual foi destituído no dia 28 de junho passado.

"A partir desta data, qualquer que for o caso, eu não aceito nenhum acordo de retorno à Presidência", expressou Zelaya na carta a Obama, distribuída à imprensa por seus colaboradores.

"Aceitar esse acordo, seria encobrir o golpe de Estado, que sabemos que tem um impacto direto pela repressão militar sobre os direitos humanos dos habitantes de nosso país", acrescentou.

Zelaya reiterou a Obama que "o Acordo Tegucigalpa-San José fica sem valor nem efeito por descumprimento unilateral do Governo de fato" de Roberto Micheletti, designado pelo Parlamento hondurenho no dia 28 de junho, após o golpe de Estado.

Zelaya também reiterou seus questionamento sobre a mudança de atitude, segundo ele, que os Estados Unidos manifestaram após a assinatura do acordo, no sentido de respaldar as eleições que serão realizadas em Honduras em 29, embora tivesse advertido que não as reconheceria.

"No mesmo dia em que se instalava em Tegucigalpa a Comissão de Verificação do acordo surpreenderam as declarações de funcionários do Departamento de Estado onde modificam sua posição e interpretam o acordo unilateralmente com as declarações seguintes: 'as eleições seriam reconhecidas pelos Estados Unidos com ou sem restituição'" de Zelaya, acrescentou este em sua carta.

"

Os candidatos presidenciais de Honduras estão usando a internet na campanha, o candidato Pepe Lobo, o líder nas pesquisas, utiliza o Twitter y Hi5 Facebook
"O regime de fato comemorou esta mudança e utilizaram estas declarações para seus objetivos, e imediatamente terminaram por descumprir e violar o acordo", acrescentou.

O líder hondurenho deposto enfatizou que "a nova posição dos funcionários do Governo dos Estados Unidos esquiva o objetivo inicial do diálogo de San José, relegando um acordo com o Governo legitimamente reconhecido para um segundo plano, e tentando transferir este acordo para um novo processo eleitoral sem importar as condições em que se desenvolva".

"O acordo de 29 de outubro foi concebido para ser implementado de forma integral e simultânea, pois não se contemplaram como 12 acordos separados; foi um só acordo com 12 pontos, o qual tinha um só propósito, restaurar a ordem democrática e a paz social, e com isto se revertesse o golpe de Estado, o que implica o seguro retorno do presidente de República eleito legitimamente por voto popular", disse.

O presidente deposto permanece desde o dia 21 de setembro na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, após voltar clandestinamente a Honduras.

O presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, disse que vai reconhecer o resultado das eleições, assim com Alvaro Uribe da Colômbia
Na verdade Zelaya assinou um acordo, costurado por uma delegação dos Estados Unidos, liderada pelo secretário assistente de Estado para o Hemisfério Ocidental, Thomas Shannon, concordando que o parlamento hondurenho examinasse a possibilidade de sua volta ao poder, e que reconheceria em qualquer hipótese o resultado das eleições.

Alguns deputados insatisfeitos com o governo Micheletti haviam se aproximado de Zelaya e prometiam fazer o parlamento aprovar seu retorno.

Mas os fatos negaram essa perspectiva:

Os deputados em campanhas eleitorais, não se mostraram dispostos a se reunir com urgência para decidir a volta do presidente deposto. Fizeram uma consulta a Suprema Corte e a Procuradoria Federal, como constava do acordo, para apresentarem pareceres sobre o acordo, para só então reunirem-se para examinarem em plenário.


Mulas eleitorais: O material eleitoral, urnas, cédulas e tinta para o dedo dos eleitores começam a ser enviadas para o interior do país, protegidas pelas forças armadas.

Ninguém tem pressa em tomar tais decisões. Até agora a Suprema Corte, que aprovou a destituições de Zelaya em fins de junho não tomou uma decisão oficial sobre o acordo, muito menos a Procuradoria Federal.

Na verdade todo mundo está esperando que ocorram as eleições no próximo dia 29, daqui a 14 dias, para então se debruçar sobre a questão de Zelaya.

Com um novo presidente eleito, ninguém mais vai se incomodar com o presidente deposto, que mofa feito voluntariamente prisioneiro na Embaixada Brasileira.

Caso o governo Micheletti consiga fazer as eleições com razoável presença de eleitores e sem incidentes graves, os americanos, os Colombianos e os Panamenhos, até agora dizem reconhecerão o resultado.

Os aliados de Manuel Zelaya estão praticados pequenos atos de terrorismo, tentando desestabilizar o país, nas vésperas da eleição.

Charge do Jornal “El Heraldo

O governo de Honduras redobrou as medidas de segurança no país, principalmente em torno dos candidatos presidenciais, diante de um aumento de episódios violentos.

Nos últimos dias ocorreram assassinatos em plena luz do dia, assim como ataques com granadas e bombas caseiras, algo que não aconteceu nem mesmo nas primeiras semanas que se seguiram à derrubada do presidente Manuel Zelaya, em 28 de junho.

"Temos um plano de proteção para os principais líderes políticos do país, especialmente para os candidatos presidenciais e outros políticos que pediram", disse à Reuters o chefe de polícia Danilo Orellana.

Foto: Reuters Reuters

Partidário de Zelaya, tenta criar clima de terror no país para impedir eleições

A violência não é nova no empobrecido país centro-americano, assolado anos atrás pelas temidas "maras" (gangues juvenis), e onde no passado houve atentados e sequestros contra funcionários e seus familiares e operam poderosos cartéis do narcotráfico.

Embora as autoridades não vinculem diretamente o aumento dos delitos nas últimas semanas com a crise política, há quem reconheça que a divisão que ela gerou no país contribuiu para isso.

Na terça-feira foi assassinado em Tegucigalpa o irmão do ex-presidente Rafael Callejas (1990-1994), por motivos ainda ignorados. Callejas apoiou o golpe contra Zelaya.

O crime se somou à morte a tiros na segunda de um candidato a prefeito no interior do país e a um ataque no sábado com armas de fogo contra o procurador-geral, que saiu ileso. O procurador tem a responsabilidade de emitir uma opinião para o Congresso sobre o possível regresso de Zelaya ao poder.

Uma granada foi lançada a 500 metros do prédio onde estão as urnas que serão usadas durante as eleições presidenciais em Honduras. O artefato não causou estragos, nem deixou feridos. Um porta-voz da polícia afirmou que "a intenção era destruir material eleitoral para sabotar as eleições".

Foto: El Heraldo

Bombas incendiárias foram lançadas contra o prédio do Jornal “El Heraldo”

Jogaram pequenas bombas incendiárias, coquetéis molotov, no prédio do Jornal "El Heraldo" que apóia o governo Micheletti e ontem à noite atiraram uma granada na subestação da Empresa Nacional de Energia Elétrica, sem, contudo ter causando danos.

Essas ações deixam bem claro a intenção de passar para o mundo uma instabilidade de segurança, para desqualificar as eleições.

A carta de Zelaya pode ser reconhecida como uma renuncia. O governo americano, ocupado com coisas mais importantes, e torcendo que as eleições ocorram e acabem com essa baboseira, vai responder a Zelaya que lamenta, mas espera que os hondurenhos resolvam os seus problemas, sem sua interferência.

A carta de Zelaya é o primeiro gesto para pedir asilo político ao governo brasileiro, para conseguir deixar o país sem ser preso. Sem chances de retorno ao poder, que se extinguiria de qualquer maneira no fim de janeiro próximo, pensa agora em salvar a própria pele.

Foto: Associated Press

Tudo indica que Chávez ainda vai aprontar em Honduras .

Porém uma variante precisa ser analisada, Hugo Chávez, pode estar por trás dessa “renuncia”, pois da ultima vez que ele disse que não importava mais que Zelaya voltasse ao poder, poucos dias depois colocou o presidente deposto dentro da embaixada brasileira e fez questão de se vangloriar da participação no plano.

Não se pode esperar que o presidente venezuelano vá ficar de braços cruzados, vendo seu companheiro e sócio no negócio do narcotráfico Manuel Zelaya, ser escanteado.


TERRORISTA: Battisti, o bandido italiano, faz greve de fome

TERRORISTA
Battisti, o bandido italiano, faz greve de fome
O presidente Lula, direto de Paris, aconselhou o criminoso a suspender a greve dizendo que “já fez e é ruim”. Comenta-se que seja qual for a decisão do Supremo Lula vai deixar o italiano no Brasil. É legalmente possível.

Fotos: Arquivos

Lula nutre simpatias por Cesare Battisti, afinal o grupo terrorista do italiano chamava-se PAC, Proletários Armados pelo Comunismo. Tem gente, no governo, mais perigosa que o terrorista italiano

Fontes: Corriere della Sera, Le Express, Los Angeles Times, O Globo

Preso na Penitenciária da Papuda, Battisti anunciou que nesta sexta-feira entrou em greve de fome na tentativa de barrar sua extradição.

O julgamento foi interrompido pela segunda vez na quinta-feira quando o placar estava empatado: quatro ministros votaram pela extradição e outros quatro pela permanência de Battisti no Brasil.

Caberá ao presidente da corte, Gilmar Mendes dar o voto decisivo – tudo levar a crer que deverá ser pela extradição do italiano.

A retomada do julgamento está prevista para a próxima quarta-feira. Se Battisti for extraditado para a Itália, cumprirá pena de 30 anos. Lá, ele foi condenado pela participação no assassinato de quatro pessoas na década de 1970.

Se não, poderá viver no Brasil como refugiado político - condição conferida a ele pelo ministro da Justiça, Tarso Genro.

Battisti aproveitou um encontro com o senador José Nery (PSOL-PA) para entregar uma carta endereçada a Lula.

O PSOL sempre está nessa de apoiar terroristas, apóia as FARC, da Colômbia, agora esse integrante do PAC, (Proletários Armados pelo Comunismo) e estão na defesa permanente dos atos de vandalismo do MST.

Na carta, que Nery já entregou ao secretário geral da Presidência, Luiz Dulci, Battisti se apresenta como "fruto dos anos 70, assim como muitos outros aqui no Brasil, inclusive muitos companheiros que hoje são responsáveis pelos destinos do povo brasileiro.

" E faz um apelo em tom dramático: "Entrego minha vida nas mãos de Vossa Excelência (Lula) e do Povo Brasileiro", diz na carta.

" Espero com isso impedir, num último ato de desespero, esta extradição, que para mim equivale a uma pena de morte "

Battisti explica que entrou em greve para garantir seu direito de ser um refugiado político no Brasil.

"Espero com isso impedir, num último ato de desespero, esta extradição, que para mim equivale a uma pena de morte. Sempre lutei pela vida, mas se é para morrer, eu estou pronto, mas, nunca pela mão dos meus carrascos. Aqui neste país, no Brasil, continuarei a minha luta até o fim, e, embora cansado, jamais vou desistir de lutar pela verdade.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva de Paris aconselhou o terrorista italiano, Cesare Battisti a não fazer greve de fome.

- Já fiz e é ruim ! - afirmou, o presidente na em Paris, insistindo que esperará a decisão do Supremo para tomar alguma providência.

Que bom para Battisti que pode fazer greve de fome, as suas vítimas inocentes não podem mais. Está certo ele é afirmar que gente que fez pior que ele está no comando aqui no Brasil.

Pelo andar da carruagem Lula vai peitar o Supremo e vai deixar Battisti no Brasil. Haverá muita discussão, mas legalmente, nesse caso, o Presidente da República, pode tomar decisão diversa, pois o poder executivo é o único responsável pela política externa do país. Será um vexame, uma vergonha, mas é legal.