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5 de jun. de 2013

Consumidor indignado faz paródia de comercial de carro Hyundai e vira hit na web

BRASIL – Consumidor
Consumidor indignado faz paródia de comercial
de carro Hyundai e vira hit na web
Sem o HB20, morador de Birigui (SP) espera solução de concessionária. Hyundai alega que concessionário ofereceu carro de outra cor e versão.

Foto: Reprodução / Youtube

Hugo (à esquerda) usa nariz de palhaço em vídeo paródia - ”Fim de semana sem o HB20”

Postado por Toinho de Passira
Texto de Daniela Carrecelli , para o G1 Rio Preto e Araçatuba
Fonte: G1

O programador Hugo Martins, de 28 anos, morador de Birigui (SP), achou que tinha realizado um grande sonho: finalmente comprar o carro que queria, em uma concessionária de Araçatuba (SP). A compra, realizada em janeiro, tinha espera de até 90 dias. Mas 150 dias depois, indignado por não receber o veículo, Martins fez um vídeo paródia e colocou na internet, em forma protesto pela demora na entrega. O que ele não imaginou é que o vídeo fosse se tornar um sucesso.

A fabricante do veículo alega que, nestes casos, outro veículo de outra cor ou versão é oferecido ao consumidor para que o problema possa ser resolvido. Martins diz que a concessionária entrou em contato após 100 dias para isso, porém ele teria que colocar mais dinheiro na compra. "Quase aceitei para poder receber o carro e finalmente parar de tomar chuva tendo que ir trabalhar de moto. Mas achei muita sacanagem, era uma taxa de mais R$ 1 mil para receber um carro que não escolhi. Não aceitei, queria receber aquilo que me prometeram anteriormente", comenta o programador.

Na propaganda original da marca, dois colegas de trabalho se encontram no café e um pergunta ao outro “E aí, como foi o final de semana?”, então começa uma breve história sobre o fim de semana esplêndido para o dono do carro. Na paródia de Martins, ele reinterpreta a mesma situação, porém conta como foi passar o fim de semana sem o carro. O programador sai para balada de bicicleta, passa apuros nas ruas, vai comer em um carrinho de lanches, o tempo todo com nariz de palhaço. “Foi para satirizar a publicidade original, fui tratado como palhaço e assim que demonstrei no vídeo", reclama Martins.

Foto: Reprodução / Youtube

Em menos de uma semana, com mais de 61 mil visualizações e centenas de comentários, Martins chamou atenção da mídia, concessionária e internautas. "Tentei resolver no local da compra, eles vinham sempre dizendo "semana que vem chega". Entrei em contato por e-mail, me comuniquei com a Ouvidoria, fiz um pedido em um portal de reclamações, procurei o Procon e nada resolvido. Aí tive a ideia de me manifestar através da internet", conta Martins.

Amigos e familiares apoiaram a ideia e ajudaram na produção do vídeo. "Sofri com os comentários do tipo "está mais fácil comprar um título de capitalização e ganhar do que receber seu carro", ou então ficavam me perguntando sem parar "e aí, como foi seu final de semana" só para me chatear. Virei piada e foi quando resolvi rir da situação também e gravar o vídeo. Esperava que ele resolvesse o meu caso e que isso não aconteça com outros compradores. Se você compra um produto com um prazo de entrega determinado, isso deve ser respeitado. É um direito do consumidor", disse o programador.

Segundo Martins, após a repercussão do vídeo, um vendedor entrou em contato nesta terça-feira (5) e informou que o carro será entregue até a segunda-feira (10).

O primeiro vídeo é da propaganda original. Em seguida, a paródia.



PARÓDIA


29 de mar. de 2013

Fritando a frigideira, de Lucas Mendes, para a BBC Brasil

ESTADOS UNIDOS - Opinião
Fritando a frigideira
Lucas Mendes fala do consumismo americano e das revistas que guiam os consumidores

Foto: Arquivo

Uma mulher contou que sentou na privada e dormiu de cansaço depois de um dia de compras

Postado por Toinho de Passira
Texto de Lucas Mendes , para a BBC Brasil
Fonte: BBC Brasil

No Brasil compra-se até quebrar, mas não se compra até cair. A expressão não existe em português. Em inglês, é "to shop until you drop" e em Nova York há brasileiros em colapso de compras.

No Eataly, na 5ª Avenida eu sou mais reconhecido e abordado do que em Belo Horizonte. Alguns tiram fotos comigo sem saber meu nome.

Falamos alto. É impossível não ouvir a conversa ao lado. Compras. Uma mulher contou que sentou na privada e dormiu de cansaço depois de um dia de consumo. Não caiu, mas sentou para o pipi e apagou. Foi acordada pela segurança.

Aqui tudo está mais barato inclusive a pizza e o espaguetone na frente da família que naquele dia fritou os cartões de crédito e vai voltar com malas mal educadas. Pais e filhos compraram de tudo, até milagrosas frigideiras francesas.

Uma das minhas brigas conjugais inesquecíveis foi por causa de uma panelona que tive de trazer do Brasil, que pesava, e ainda pesa, 20 quilos. Como decoração na cozinha é linda, gigante, preta com o aro dourado. Em cima do fogo? Três ou quatro vezes em trinta anos.

Não quero me perder nesta história. Nossas classes A, B e a recém-chegada C vivem o furor do consumo nas lojas e na internet.

Assisto ao Bom Dia Brasil. Nossos consumidores consomem, mas têm queixas. O produto não cumpre o prometido na promoção, chegou com defeito, com atraso ou nem chegou.

Há leis e há o Procon, mas não funcionam como deveriam. Devolver o produto, brigar com o fabricante e recuperar o dinheiro estressam, consomem horas e nem sempre compensam.

E os americanos, inventores e campeões mundiais da sociedade do consumo?

São mais patéticos do que nós, emergentes deslumbrados, porque aqui há informação. No Brasil, não existe um Consumer Reports, uma publicação criada em 1936 e que hoje gasta US$ 21 milhões por ano testando de fraldas a automóveis nos próprios laboratórios e é implacável nas suas conclusões.

Consumer Reports condenou berços e carros, entre eles o AMC Ambassador e o Dodge Omni Plymouth. BMW e Grand Cherokee, da Chrysler, mudaram peças por denúncias da revista.

Fabricantes processaram e perderam. A revista tem mais de 7 milhões de assinantes, eu entre eles, um péssimo consumidor, mas que nunca comprou nada condenado pela Consumer Reports, tão rígida contra as empresas que na década de 50 entrou na lista de organizações subversivas com grupos acusados de comunistas.

E como você traduz "Good Housekeeping"? "Deixando a Casa em Ordem"?

Você compraria uma revista com este título? Deveria. Vai fazer 128 anos. A maioria das revistas americanas estão em crise, mas Good Housekeeping vai em perfeita ordem.

Seu segredo é a credibilidade reforçada pelo "Selo de Garantia", criado em 1909 e que, há mais de um século, promete e cumpre.

A revista não aceita anúncios de produtos que não passam nos testes dos próprios laboratórios. Vai além. Em 1952, quando os europeus fizeram as primeiras conexões entre cigarro e câncer, a Good Housekeeping parou de aceitar anúncios de cigarros. Para anunciar na revista é preciso passar pelos seus laboratórios de pesquisa, um tribunal de inquisição sobre a qualidade do produto.

A frigideira que não frige como promete está frita. Se frigiu, recebe um Selo de Garantia que pode colocar no rótulo ou nos comerciais. O efeito quase sempre é lotérico.

Quando um creme de pele que ia mal nas vendas recebeu o selo da revista, vendeu 2,2 milhões de dólares em apenas um dia na rede de vendas do canal QVC.

Comprou e não gostou? Chegou com defeito ou não cumpriu o prometido? Quem reembolsa o consumidor ou manda um produto novo é a própria revista. Sem talvez.

Brasileiros, antes de vir comprar até dormir na privada, entre no Consumer Reports ou na Good Housekeeping e pesquise até dormir ou cair do sofá.

*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

21 de ago. de 2012

Toddynho, paga R$ 420 mil em indenização, por venda de produto com PH igual ao de soda cáustica

BRASIL
Toddynho, paga R$ 420 mil em indenização,
por venda de produto com PH igual ao de soda cáustica
Análises feitas pela Vigilância da Saúde do Rio Grande do Sul, após queixa de consumidores que passaram mal após ingerir Toddynho, encontraram no produto um pH de 13,3, índice que se aproxima ao de materiais como água sanitária e soda cáustica. Abafando o escândalo a PepsiCo, fabricante do achocolatado, fez um acordo com o Ministério Público para pagar indenização em forma de doação a entidades de cunho social e comprometer-se a adotar medidas para coibir a reincidência.


A ingestão de Toddynho levou para o Hospital, no Rio Grande Sul, no ano passado, pelo menos 32 pessoas (a maioria crianças). A empresa confessou que por falha industrial, foi adicionado ao achocolatado produtos de limpeza.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Época, Blog Estadão, Estado de S. Paulo, G1

A PepsiCo sujeitou-se pagar indenização de R$ 420 mil por ter sido encontrado detergente na composição do achocolatado Toddynho em cidades do Rio Grande do Sul em 2011. A companhia firmou um termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público do Estado (MPE-RS) e se comprometeu a adotar medidas para coibir a reincidência.

O dinheiro será repartido em R$ 390 mil para o Fundo da Infância e Juventude do Rio Grande do Sul e R$ 30 mil para a Fundação do Vale do Taquari de Educação e Desenvolvimento. A companhia também prometeu doar equipamentos à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), fazer recalls e disponibilizar atendimento especializado aos consumidores.

O acordo com o MPE-RS, contudo, não anula as ações individuais que são movidas pelas vítimas na Justiça.

No ano passado, pelo menos 39 pessoas de 15 municípios diferentes do Rio Grande do Sul tiveram problemas de saúde e relataram ardência e irritação na mucosa da boca depois de ingerir o leite. Em 30 de setembro, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde daquele Estado determinou interdição cautelar, e depois de análises descobriu-se que cerca de 80 unidades apresentaram pH do alimento muito alto para um alimento.

A divulgação das primeiras análises feitas pela Vigilância da Saúde do Rio Grande do Sul num dos lotes de Toddynho, com registros de problemas, apontaram um pH de 13,3, índice que se aproxima ao de materiais como água sanitária e soda cáustica. A escala vai de 0 a 14, sendo os valores mais altos os considerados alcalinos.

Mais tarde depois que a venda foi proibida em todo o Rio Grande do Sul por um período, a PepsiCo declarou que o problema foi causada durante a limpeza dos equipamentos na fábrica responsável pelos lotes em questão, localizada em Guarulhos, São Paulo. Uma das linhas de produção teria enchido algumas embalagens com uma mistura de detergente e água, segundo informou a empresa na época.

Pelo resultado da análise inicial, e pela reação apresentada nos consumidores, a maioria crianças, que sofreram irritação e lesões na mucosa da boca, suspeita-se que o adicional contido na mistura do Toddynho batizado, era mais que detergente diluído em água.

O produto adulterado foi vendido em pelo menos 12 cidades do Rio Grande do Sul, com registro de vítimas, desde a capital, até localidade a mais 300 km de Porto Alegre, como Erechim.

Por vias das dúvidas é melhor deixar o Toddynho longe do alcança das crianças, como qualquer produto de limpeza.