24 de ago de 2013

Joaquim Barbosa é destaque no “The New York Times”

BRASIL -
Joaquim Barbosa é destaque no “The New York Times”
Reportagem em destaque na capa da edição impressa do The New York Times deste sábado, 24, assinada por Simon Romero, chefe da sucursal brasileira do jornal americano no Rio de Janeiro, apresenta um perfil do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, como um juiz que tem quebrado paradigmas dentro e fora da corte.

Detalhe da matéria publicada no site do "The New York Times"

A reportagem cita ainda a massiva popularidade do presidente do STF e o fato de ser cotado como candidato à Presidência da República. “Tenho um temperamento que não se adapta bem à política" - disse Barbosa ao New York Times

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The New York Times, O Globo, Exame, Diario de Pernambuco, Estado de Minas

Em um longo perfil publicado neste sábado pelo jornal norte-americano The New York Times, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, é retratado como alguém direto, sem tato, mas que não tem medo de enfrentar o status quo brasileiro. A reportagem faz parte do espaço "Saturday Profile" ("perfil de sábado"), onde são retratadas semanalmente personalidades mundiais em destaque.

Ao jornal americano, o ministro diz que seu temperamento "não se adapta bem à política" e, em referência às eleições presidenciais de 2014, completa: "Não sou candidato a nada".

As recorrentes discussões na Corte entre Barbosa e outros ministros foram destacadas pela reportagem do correspondente Simon Romero, que citou polêmicas dos últimos anos. "Eu falo muito o que penso", disse o ministro do STF para explicar por que não se adaptaria à vida política.

Chamada na primeira página da edição impressa
O perfil aborda a atuação do ministro durante o julgamento do mensalão e sua "falta de tato", que representa, segundo o NYT, a força por trás de uma série de decisões socialmente liberais, objeto de "fascínio popular". São citadas ainda as recentes discussões entre Barbosa e o ministro Ricardo Lewandowski, na fase de recursos do julgamento.

Na entrevista, Barbosa disse que alguma tensão é necessária para a Corte funcionar corretamente. "Sempre foi assim", disse o presidente do STF, acrescentando que agora as ‘tensões” ficaram mais visíveis porque as sessões são televisionadas .

O não pedido de desculpas por ter dito que Lewandowski estaria fazendo "chicana" para atrasar as decisões finais também faz parte do perfil, bem como reações, ao fato, como a do colunista do Globo , Ricardo Noblat que questionou as atitudes de Barbosa:
”Quem o ministro Joaquim Barbosa pensa que é?”
”Que poderes acredita dispor só por estar sentado na cadeira de presidente do Supremo Tribunal Federal?”
Ao falar das manifestações que tomaram as ruas do Brasil em junho, Barbosa criticou a violência de alguns manifestantes, mas disse acreditar que o movimento é sinal da "exuberância da democracia". "As pessoas não querem ficar passivas diante dos arranjos da elite".

A exposição também traz problemas e o deixa em posição "defensiva", diz o texto, que cita reportagens sobre o apartamento comprado por Barbosa em Miami (por meio de uma empresa aberta supostamente para pagar menos impostos) e benefícios atrasados recebidos do Ministério Público Federal.

O correspondente do NYT escreve também sobre a infância em Paracatu (MG) e a trajetória profissional, desde sua entrada na universidade contra "todas as expectativas". "Era o único estudante negro no curso da época", diz o texto.

A popularidade do presidente do Supremo aparece até nas máscaras vendidas durante o carnaval, ressalta o correspondente. Durante os protestos de junho, a reportagem lembra que o nome do ministro foi apontado por manifestantes como uma das principais opções de candidato a presidente da República.

Atuações em casos polêmicos dão prova de sua influência no Judiciário, informa a reportagem. Fora a relatoria do julgamento da ação penal do mensalão, o trabalho pela efetiva legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo no país é um exemplo apontado pelo “New York Times”.

Além do site, a matéria foi publicada na edição imprensa, de 24 de agosto de 2013, na página A 1, com o título: “A Blunt Chief Justice Unafraid to Upset Brazil’s Status Quo”

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