16 de nov de 2011

Orlando, Ministro do Esporte, caiu de podre

27/10/2011

BRASIL - CORRUPÇÃO
Orlando, Ministro do Esporte, caiu de podre
Os corruptos desmascarados pela imprensa caem às pencas, um a cada dois meses. Clamando inocência, Orlando Silva, foi obrigado a pedir demissão. Fica cada vez mais claro, que neste como no primeiro governo petista, pode-se roubar a vontade, desde que não seja descoberto pelo Veja. Eles devem estar se perguntando: “se não se pode por a mão nos cofres públicos, vale a pena ser ministro?” A pernambucana Luciana Santos, ex-prefeita de Olinda é candidata ao cargo, embora tenha uma história de licitação mal explicada...

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O ministro Orlando Silva dando beijinho e tchau, tchau, ao Ministério do Esporte

Postado por Toinho de Passira
Fontes: IG- Poder Online, Veja, Congresso em Foco, Reuters, pe360graus, Estadão

O ministro Orlando Silva, só aguentou 11 dias de bombardeio: pediu penico e saiu nesta quarta-feira do cargo de ministro do Esporte, após denúncias diversas de que comandava um esquema de desvio de recursos na pasta.

Tudo se repete num asqueroso ritual: a Veja publica que o ministro está ligado à corrupção, a autoridade diz que é uma calunia, a presidenta Dilma diz no primeiro momento que acredita na inocência do Ministro, Lula sai das trevas para defender o seu protegido, mais outros órgãos de imprensa enfileiram-se em expor as apodrecidas vísceras apodrecidas do acusado e na semana seguinte, a Veja põe mais lenha na fogueira e o ministro tomba nos primeiros dias da segunda semana.

Seguindo a mesma rotina, cinicamente Orlando Silva, fingindo ter pedido demissão voluntariamente, exibe uma falsa dignidade:

"Eu decidi sair do governo para que possa defender a minha honra", disse ele a jornalistas após se reunir com Dilma.

O agora ex-ministro voltou a rejeitar as acusações e disse que não serão apresentadas provas contra ele, e disse que "em questão de poucos dias, poucas semanas, a verdade vira à tona".

Orlando Silva se torna o sexto ministro de Dilma a cair desde junho, o quinto em meio a denúncias de irregularidades e o quarto ministro herdado do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a deixar o cargo.

A nova baixa na Esplanada, assim como as anteriores, por incrivel que pareça não refletem negativamente na popularidade de Dilma.

Foto: Pedro Ladeira/AFP
Não cheiravam bem, as explicações e proclamação de inocência,  apresentadas por Orlando Silva, no Congresso Nacional

Impressionante como se tem interpretrado de forma positiva (?) o fato de terem sido flagrado cinco ministros do novo governo petista pondo a mão corrupta nos cofres públicos.

O analista político Rafael Cortez, diz que:

"Está sendo construída uma imagem de que ela (Dilma) tem uma resposta mais rápida a essas questões envolvendo o mau uso de dinheiro público. Evidentemente que se isso persistir, pode acabar gerando uma visão negativa."

Note-se que os Ministros corruptos foram escolhidos pela atual presidenta Dilma e a maioria deles é remanescente do governo Lula, estavam roubando desde muito, mas os órgãos de controle do governo não foram capazes de detectar as falcatruas, ou são coniventes com a roubalheira. Tem-se a impressão que a filosofia do governo petista, no poder há quase nove anos, é que se pode roubar livremente, desde que não seja descoberto.

A única diferença entre Dilma e Lula é a rapidez com que ela, tem derrubado o corrupto desmascarado.

Há mais de uma semana Orlando Silva vinha tendo de responder a acusações, feitas pelo policial militar João Dias Ferreira, de que comandaria um esquema em que organizações não-governamentais que firmam convênios com o ministério teriam de pagar até 20 por cento dos valores dos contratos a pessoas ligadas ao PCdoB.

Ele rebateu as acusações em depoimentos durante audiências na Câmara e no Senado e argumentou que as denúncias do policial militar foram uma represália à decisão do ministério de romper convênios firmados com ONGs dirigidas por João Dias e de exigir a devolução dos recursos pagos, pois os acordos não teriam sido cumpridos.

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

BRIGA DE QUADRILHEIROS - João Dias Ferreira, o soldado integrante do PC do B, que dedurou Orlando, também atolado no esquema de corrupção, escancarou a roubalheira por vingança, por ter sido excluído do esquema

O acusador, uma das cinco pessoas presas no ano passado em operação da polícia de Brasília para investigar desvio de recursos destinados ao programa Segundo Tempo, comandado pelo ministério e que busca promover atividades esportivas entre crianças, jovens e adolescentes, disse ter provas das acusações, ainda não apresentadas.

Ainda assim, as denúncias enfraqueceram Orlando Silva, e a decisão do Supremo Tribunal Federal, anunciada na terça, de aceitar pedido do Ministério Público para investigar as denúncias, selou o destino do agora ex-ministro.

A queda do ministro do Esporte acontece em um momento em que o governo federal trava uma disputa com a FIFA, entidade que comanda o futebol mundial, e o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo sobre a Lei Geral da Copa, que dispõe sobre normas referentes ao Mundial de 2014, que será no Brasil, como preço de ingressos e proteção às marcas de patrocinadores, por exemplo.

Entre os pontos envolvidos nesta queda de braço estão a concessão de meia entrada em jogos do Mundial em alguns casos previstos em lei e a proibição da venda de bebidas alcoólicas em estádios. A FIFA se opõe a essas medidas, mas o governo se recusa a suspender leis vigentes no país durante o torneio.

Além da disputa com a FIFA, a queda do ministro do Esporte é mais uma das preocupações em torno da Copa e da Olimpíada de 2016. Algumas obras de estádios e de infraestrutura --como as de mobilidade urbana e de aeroportos-- estão atrasadas, e críticos questionam o alto volume de recursos públicos envolvido na realização dessas competições.

Além de Orlando Silva, já deixaram o ministério de Dilma em meio a denúncias de irregularidades Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura) e Pedro Novais (Turismo).

Nelson Jobim (Defesa) saiu do governo após a divulgação de entrevista em que fez críticas a colegas de gabinete.

A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou que o secretário-executivo da pasta, Waldemar Manoel Silva de Souza, assumirá interinamente.

Uma fonte do Planalto disse que Dilma deve decidir sobre um substituto nas próximas 24 horas e que a tendência é a pasta permanecer sobre controle do PCdoB, partido de Orlando Silva.

Foto: Arquivo

JEITO CERTO - A comunista, Luciana Santos, candidata a Ministro, quando Secretaria da Ciência e Tecnologia, exibindo sutiã Hope, a lingerie recomendada por Gisele Bündchen

Logo no começo do dia, chegou-se a informar que a ex-prefeita de Olinda e atual deputada federal, Luciana Santos (PCdoB/PE), 45 anos, preferida de Dilma para assumir o cargo, quando estavam sendo escolhidos os ministros do seu governo, mas a notícia não se confirmou.

Luciana tem como cabo ministerial o governador Eduardo Campos, que não batalhou suficientemente por ela, no começo do governo, pois estava tentando sustentar vagas para nomes do seu partido, PSB, no ministério e não queria que o nome de Luciana fosse dado como cota para o espaço que ele dispunha na escolha ministerial.

Luciana é Engenharia Elétrica e foi um discreta e invisível Secretária de Ciência e Tecnologia, do governdo Eduardo Campos, durante o anos de 2009, após ter deixado a prefeitura de Olinda, ao cabo de dois mandato, tendo deixando o cargo no início de 2010 para candidatar-se. Acabou elegendo-se Deputada Federal.

Provavelmente, agora, com mais calma, o Planalto examinará o passado administrativa da pernambucana, sob a lupa da corrupção, antes de decidir, para não trocar seis por meia dúzia.

Pesará contra Luciana, o fato de no ano passado o desembargador José Ivo de Paula Guimarães, do Tribunal de Justiça do Estado (TJPE), ter decretado o bloqueio de bens da ex-prefeita de Olinda atendendo a uma solicitação do Ministério Público, que a acusa de fraude, por ter feito uma licitação direcionada, no valor de R$ 7 milhões.

Há época Luciana defendeu-se, numa nota enviada a imprensa, “que os questionamentos sobre o contrato “de natureza meramente formal” foram esclarecidos. Ela sustenta, ainda, que a licitação propiciou ao município uma economia de 30% na despesa com energia e que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) ainda não se pronunciou definitivamente sobre o contrato. “Na própria ação promovida pelo MPPE não se cogita de apropriação de um único centavo por qualquer agente público”.

O processo está adormecido, mas com a evidencia do nome de Luciana essa e outros possíveis deslises poderão vir à tona. Talvez uma irrisória impropriedade de R$ 7 milhões, não seja considerada uma corrupção suficiente para atingir mortalmente a reputação da pernambucana. É esperar para ver.

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