15 de nov de 2011

BRASIL - ITÁLIA: Terrorista Cesare Battisti se diz quase brasileiro

22/08/2011

BRASIL - ITÁLIA
Terrorista Cesare Battisti se diz quase brasileiro
O terrorista italiano, abrigado no Brasil graças a irresponsabilidade do presidente Lula e a complacência do Supremo Tribunal Federal associado, continua curtindo a vida entre nós, livre, leve e solto, longe, muito longe de uma possibilidade de punição dos hediondos crimes praticados na Itália. Agora ele conseguiu legalmente o documento o Registro Nacional de Estrangeiro e número de RG. Comemorando concedeu a primeira entrevista após a liberdade ao site G1, em São Paulo

Foto: Alexandre Nascimento/G1

Cesare Battisti diz que agora pode circular pelas ruas de São Paulo como "quase cidadão brasileiro" após obter Registro Nacional de Estrangeiro

Postado por Toinho de Passira
Fontes:G1

O ex-ativista italiano Cesare Battisti obteve na semana passada os documentos que permitem a ele morar defitivamente no Brasil de maneira legal. Lembrar que quando ele foi preso no Brasil, em 2007, estava com um passaporte falso.

"Estou com documento novo. Sou quase um brasileiro, falta pouco. É o primeiro passo e muito importante para mim. Sem documento eu não existia. Agora eu posso circular pelas ruas com documentos. É uma sensação estranha, mas muito boa", disse o italiano, em entrevista ao G1 concedida na terça-feira (16), no escritório de seu advogado, em São Paulo.

Battisti deixou o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, na madrugada de 9 de junho deste ano, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou o recurso com pedido de extradição dele para a Itália.

Ele recebeu pena de prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas no final da década de 70. Na época, Battisti, que alega inocência, integrava a organização Proletários Armados Pelo Comunismo.

"Fui na sede da PF [Polícia Federal] em São Paulo e tirei meus documentos. Agora tenho RG verdinho (em referência à cor do documento, embora tenha apenas o número), o Registro Nacional de Estrangeiro (RNE). Principalmente para as pessoas da minha geração, ter um documento é muito importante e significativo", disse Battisti.

O Ministério da Justiça informou que o documento foi emitido e retirado na segunda-feira (15). A primeira emissão é provisória, mas com efeito permanente. A segunda emissão, definitiva, ocorre em um prazo de até 180 dias.

Segundo Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado de Battisti, "o RNE permite que ele possa abrir conta bancária, alugar uma casa e trabalhar. Ele tirou o documento sem prioridade alguma, entrou na fila, pegou senha. Não houve atendimento prioritário.”

Patético esse comentário do advogado petista Greenhalgh achando grande coisa o seu cliente entrar numa fila como qualquer cidadão.

Foto: Marcos de Paula/Agência Estado

Batistti nos tempos em que era hóspede do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília

Na entrevista, Battisti não quis falar sobre o período como ativista político e os processos judiciais em que está envolvido. Falou sobre a vida no Brasil, o novo livro que escreveu, "Ao pé do muro", escrito por ele na prisão, e sobre o presidente Lula.

"Esta é a minha primeira aparição pública, porque, como repito, acabo de receber os documentos. Então, posso fazer isso. Principalmente porque estamos falando de literatura, de livros, de trabalho. Porque, por exemplo, não me interessaria falar sobre histórias e processos, não me interessa. Não quero falar de nada, porque não tenho nada a dizer e porque não acho correto entrar nesses assuntos por respeito às autoridades brasileiras."

A decisão do STF em negar o pedido de extradição de Battisti para a Itália foi tomada após a determinação do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se posicionou pela permanência do ex-ativista no Brasil.

"Não conheço e nunca tive uma relação com o Lula e nem com ministros brasileiros. Ele era um presidente da República, não tomaria uma decisão dessa por amizade. Ele tomou conhecimento do processo, do que realmente aconteceu comigo. Se tiver uma oportunidade e não atrapalhar a agenda dele, gostaria de conhecê-lo pessoalmente e agradecê-lo pela minha liberdade", disse Battisti.

Battisti contou ainda que está morando em uma casa emprestada no litoral paulista e falou sobre o livro. Na obra, que tem inspiração autobiográfica, Battisti conta a história de um presidiário que reflete sobre o fato que o levou a ser preso e os momentos que vive no cotidiano carcerário. Em alguns trechos, o presidiário pensa sobre o Brasil inspirado na origem de seus colegas de cadeia.

Para manter a rotina de trabalho, ele escreve das 8h às 16h. Atualmente, mora com sua companheira, que é carioca, e nas últimas semanas ele também teve a companhia das duas filhas, que vivem na França e vieram passar o mês de férias com ele.

Como nós temos poucos bandidos por aqui, Lula resolveu importar esse terrorista só para posar de estadista internacional. Agora os terroristas de todo mundo já sabe onde podem viver em liberdade e feliz: o Brasil, de Lula.

Foto: Max Rossi/Reuters

Para as famílias das vítimas italianas, a liberdade de Battisti é uma afronta a memória de suas vítimas

Veja no G1, o histórico do caso Battisti.


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