23 de nov de 2011

Menina francesa estuprada e morta por colega da escola

FRANÇA
Menina francesa estuprada e morta por colega da escola
Em todo mundo ninguém sabe como tratar deliqüentes menores. O jovem estrupador e assassino francês, já havia sido condenado por outro crime sexual. A primeira vítima escapou com vida. Ele passou sob a tutela judicial apenas quatro meses e conseguiu ser matriculado numa escola, sem que a direção soubesse claramente a origem dos seus problemas com a justiça.

Foto: Paris Match

Agnés, a vítima da impunidade dos jovens delinquentes

Postado por Toinho de Passira
Fontes:Paris Match, BBC Brasil, Le Figaro, Le JDD, Le Parisien

Na França, a morte brutal de uma menina de 13 anos, estuprada e assassinada por um jovem de 17, condenado anteriormente por crime sexual, abriu um debate sobre o tratamento e as penas aplicadas a menores deliquentes pelo sistema judicial frances.

Na última sexta-feira, após dois dias de buscas, a polícia de Chambon-sur-Lignon (120 km ao sul de Lyon) encontrou o corpo de Agnès, 13, que havia sido estuprada e assassinada. O corpo estava carbonizado.

O acusado pelo crime, identificado como Mathieu M., era seu colega de escola e havia sido condenado, em 2010, em outro caso de estupro. Passara quatro meses na cadeia e estava em liberdade condicional sob supervisão judicial.

Foto: Philippe Desmazes/AFP

College-lycee Cevenol International, em Chambon-sur-Lignon, uma instituição presente em 30 países, abrigava, desavisadamente, um estuprador condenado entre os seus alunos.

A escola de ambos diz que sabia que o menino havia tido problemas com a Justiça, mas alega que desconhecia a natureza das acusações.

"Se soubesse, não teria aceitado (Mathieu) em nosso estabelecimento, porque não estamos equipados (para lidar com ele)", disse o diretor da escola, Philippe Bauwens.

Mas a escola está sendo duramente criticada pelos pais de Agnès. A mãe da menina, Paola Marin, disse à rádio Europe 1 que sua filha não teria morrido "se houvesse havido um pouco menos de negligência" por parte da instituição.

Foto: Paris Match

Os policiais franceses localizaram o corpo de Agnés num bosque, guiados pelo criminoso

Após uma reunião emergencial de gabinete na segunda-feira, o ministro do Interior da França, Claude Gueant, disse que houve uma "disfunção" no andamento do caso e que uma reforma no tratamento de menores pelo sistema judicial será "prioridade" após as eleições, no ano que vem.

O premiê François Fillon afirmou que, em casos de acusações sérias contra um menor, este deveria ser colocado em “um centro educacional seguro”.

Ele também pleiteou que, a partir de agora, o governo tenha a certeza de que os diretores de escola estejam corretamente informados sobre casos judiciais envolvendo seus alunos.

Segundo relatos da imprensa francesa, Mathieu havia sido acusado de estupro de uma amiga de infância e, após quatro meses na cadeia, a Justiça concluíra que ele não apresentava mais perigo à sociedade.

Considerado um bom aluno, ele conseguiu uma vaga no colégio Cevenol International, onde tinha Agnès como colega. Ela desapareceu na última quarta-feira, e seu corpo foi encontrado em um bosque nos arredores da escola. Segundo a polícia, Mathieu confessou o crime.

O colégio atribuiu a tragédia a falhas no sistema judicial. O promotor Jean-Ives Coquillat, por sua vez, defendeu-se dizendo que o sistema fez a sua parte, libertando Mathieu apenas sob a condição de que ele fosse tratado por um psiquiatra e fosse acompanhado por um psicólogo na escola.

Foto: Maxppp/La Montagne

Os familiares e os amigos organizaram uma marcha em homenagem a menina Agnés, que reuniu cerca de 4 mil pessoas nas ruas de Chambon-sur-Lignon


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