25 de nov. de 2009

LULINHA – AIR: Filho de Lula e mais 15 passeiam nas asas da FAB

LULINHA – AIR
Filho de Lula e mais 15 passeiam nas asas da FAB
Avião estava chegando a Brasília e voltou a SP para pegar o filho do filho do Brasil, Lulinha, acompanhada de uma trupe anônima de estranhos convidados presidencial

Foto:Divulgação

Foi esse Boeing 737 de prefixo 2116, da FAB, que fez o passeio de Lulinha

Fontes:Folha de São Paulo, Folha Online

A história publicada pela Folha de São Paulo é cheia de absurdos: faltavam dez minutos para pousar no aeroporto internacional de Brasília no dia 9 de outubro, uma sexta-feira, o Boeing 737 de prefixo 2116, da FAB (Força Aérea Brasileira), um Boeing 737-200 BJ, teve de mudar de itinerário e retornar a São Paulo para buscar novos passageiros.

Meirelles afirma, por meio de sua assessoria, que solicitou um avião para transportá-lo de São Paulo para Brasília e que apenas no momento do embarque soube que, "por solicitação da Presidência", o filho de Lula e mais 15 pessoas "aproveitariam o voo da aeronave colocada à disposição do BC".

A viagem do Boeing começou em Gavião Peixoto (SP), levando a Brasília militares a serviço da Aeronáutica. Eram 17h, já perto da capital federal, quando o comandante recebeu ordem de voltar a São Paulo.

O Boeing voltou e pousou às 19h em Guarulhos, onde foi abastecido. O comandante recebeu nova ordem: os passageiros embarcariam em Congonhas, não em Guarulhos.

O Sucatinha partiu de Guarulhos às 20h30. Como já havia sido abastecida, a aeronave teve que ficar voando por uma hora para gastar combustível e ingressar nas condições de pouso em Congonhas, onde aterrissou às 21h30.

Os militares foram deslocados para a parte traseira, para que os novos passageiros embarcassem. A decolagem foi às 23h. O avião chegou a Brasília uma hora e 40 minutos depois.

O presidente do BC diz que não sabia o itinerário anterior do avião, deslocado para atender a sua chamada quando estava para pousar em Brasília.

O Boeing, conhecido como Sucatinha, faz o transporte aéreo do vice-presidente da República, dos presidentes do Senado, da Câmara ou do STF, de ministros ou ocupantes de cargo com status de ministro (como Meirelles) e de comandantes das Forças Armadas.

Segundo a regra que regulamenta o uso da aeronave, as autoridades que solicitarem o uso do avião devem informar à Aeronáutica "a quantidade de pessoas que eventualmente as acompanharão".

O decreto diz ainda que "o transporte de autoridades civis em desrespeito ao estabelecido" no texto "configura infração administrativa grave".

A assessoria do Banco Central diz que Meirelles solicitou a aeronave da FAB apenas para ele e um assessor, porque deslocar um avião com capacidade de 124 passageiros para ir buscar apenas duas pessoas em São Paulo?

A assessoria de imprensa da Presidência da República afirma que os passageiros, incluindo Lulinha, eram convidados do presidente Lula:

"É normal o presidente da República convidar pessoas para se encontrar com ele em Brasília e oferecer transporte pelas aeronaves que servem a Presidência da República".

Lulinha não foi localizado para comentar o caso. A assessoria da Presidência afirma que não fornece informações sobre familiares de Lula.

O tenente-coronel Henry Wender, assessor da FAB, afirma que, como o Boeing estava à disposição da Presidência, a FAB não tem controle de lista de passageiros e de itinerário.

Observe-se o desrespeito com os militares que estavam trabalhando, e quase chegando no destino, tiveram que regressar, ir para mais dois aeroportos, voar quase nove horas a mais, assistindo ao desperdício e o descaso para com a coisa pública.

A mudança de rotas da aeronave e o sobrevoo consumiram cerca de 18 mil kg de querosene de aviação, segundo um comandante de Boeing ouvido pela Folha de São Paulo. Pela tabela da Agência Nacional de Petróleo, o trajeto custaria cerca de R$ 15 mil em querosene.

Com Lulinha ou sem Lulinha essa história toda é um absurdo.


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