06/04/2009

Itália terremoto: centena de mortos

Itália terremoto: centena de mortos Até as 18 horas, o jornal Corriere della Sera confirmava 150 mortes, mas ainda há muitos desaparecidos

Foto: Site do jornal Corriere della Sera

Fontes: Corriere della Sera, BBC Brasil, The New York Times

Um violento terremoto sacudiu nesta segunda-feira a cidade medieval de Áquila, no centro da Itália, matando centenas de pessoas, deixando milhares de feridos e outras tantos desabrigadas.

Foto: Filippo Monteforte/Agence France-Presse -- Getty Images

O tremor de 6,3 na escala Richter atingiu Áquila às 3h32 (22h34 em Brasília), quando a maioria dos moradores dormia. O abalo foi sentido na capital, Roma, que fica a 95 quilômetros de distância.

De acordo com a Defesa Civil de Áquila, cerca de 10 mil prédios da cidade - que tem 70 mil habitantes - foram danificados. Um albergue de estudantes e algumas igrejas ruiram por inteiro. Equipes de resgate estão procurando sobreviventes sob os escombros.

Foto: Vincenzo Pinto/Agence France-Presse — Getty Images

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, cancelou sua viagem a Moscou e foi para Áquila. O governo italiano decretou estado de emergência na região de Abruzzo, onde Áquila está localizada. O tremor causou danos também em outros vilarejos da região, que é montanhosa. Linhas de telefone e eletricidade foram danificadas e cortadas.

O hospital de Áquila foi parcialmente danificado, o que dificultou o atendimento aos feridos. Milhares de voluntários de toda a Itália se dirigiram à região. Segundo a Defesa Civil, o número de vítimas em Áquila deve superar o do último terremoto que atingiu a Itália, em 2002, na cidade de San Giuliano, na região da Puglia, onde morreram 20 pessoas.

Foto: Getty Images

O tremor também foi sentido em outras regiões italianas, como Lazio e Marche, onde não ocorreram danos ou houve vítimas. Algumas pessoas, apavoradas, chegaram a sair às ruas de cidades dessas regiões.

Foto: Pier Paolo Cito/Associated Press

Em Áquila, o tremor durou aproximadamente 30 segundos durante a madrugada. Moradores e equipes de resgate usavam as próprias mãos para remover escombros de prédios destruídos. Sobreviventes, muitos em suas roupas de dormir, se abraçavam enquanto esperavam notícias de parentes ou amigos.


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