30 de abr. de 2009

Barck Obama 101 dias, um populista na Casa Branca

Barck Obama 101 dias, um populista na Casa Branca
Não devemos esquecer que “quem pensa com a unanimidade, não precisa pensar.”

Foto: Reuters

Barack Obama, unanimidade até quando? Faltam apenas 1.360 dias para acabar os seu governo, dos quais 610 Lula ainda estará como o "Cara" do Brasil     

Barack Obamana ganhou de verdade uma herança maldita do presidente Bush. Esse é seu grande problema e seu maior escudo. Não sabe como reerguer os Estados Unidos, mas os seus deslizes são perdoados, com benevolência, pois por pior que seja, não vai ser tão ruim quanto dizem foi George Bush.

Os grandes atos políticos que anunciou, nesses 100 dias, serão concretizados a longo prazo. Talvez sim, talvez não. Como o fechamento do presídio de Guantánamo, a retirada das tropas no Iraque ou a negociação do levantamento do embargo a Cuba e uma nova maneira de se comunicar com a America Latina.

Nada de concreto, nada que sinalize que existem políticas prontas para efetivar tais anúncios, que são tratados como avanços políticos fenomenais, como as obras virtuais do PAC, que não existem mais são inauguradas.

Particularmente, somos a favor da permanência por mais tempo das tropas americanas no Iraque, do embargo a Cuba e da permanência de Guantánamo, embora se faça um enquadramento legal para que ao presídio se subordine a justiça americana e os presos tenham os seus direitos assegurados.

Charge de Bennett (USA)

O que estamos comentando é que tudo apresentado até agora, é de um governo de fachada, uma máquina de propaganda, a serviço de um homem hábil politicamente, mas sem o amadurecimento e a experiência necessária para comandar a maior nação do mundo, principalmente, num momento de crise.

E por falar em crise, alguns especialistas respeitados têm arrepios com as repercussões futuras dos pacotes econômicos que o governo Obama tem lançado na intenção de alavancar a economia americana e produzir efeitos imediatistas. Diz-se que as conseqüências da derrama de todo esse dinheiro, sem as devidas cautelas, vão criar um histórico e descontrolado déficit público nos Estados Unidos, fonte caudalosa do reabastecimento da crise, com conseqüências nebulosamente imprevisíveis.

Alguns gestos do Presidente Obama, são como movimentos de dança, apenas um gesto, que não se concretizam em fatos políticos reais: os elogios a Lula, o aperto de mão em Chaves, a “intenção de flexibilizar com Cuba, com o Irã e Síria, são puros atos de propaganda, não há nenhuma intenção mediata de transformar o símbolo, o ícone fotográfico, numa negociação proveitosa, num aprofundamento de relações internacionais.

Barack Obama nos parece o tipo de político mais preocupado com os índices de popularidade do que a responsabilidade de bem governar. A unanimidade mundial devotada a sua carismática pessoa, pode desabar de forma ruidosa, com o passar do tempo, quando não puder mais adiar o futuro, tomar decisões pela metade e houver a necessidade intransferível da enfrentar a crise econômica, as decisões de política externa, e a realidade em tempo real.

Não achamos porém Barack Obama uma figura odiosa, mal intencionada, só o estamos vendo sem a nevoa da unanimidade mundial, que o protege como se fora uma divindade infalível, a mesma unanimidade, denominada de burra, na frase de efeito de Nelson Rodrigues.

Grande engano

Confirmou-se que Obama, como todo presidente americano, não conhece a America Latina, muito menos quem são e como são os seus dirigentes. Na cúpula das Américas, seu primeiro teste com o baixo clero das nações, demonstrou não saber nada dos presidentes que ali estavam: imaginem que acreditou que o livro que Chávez estava lhe presenteado havia sido escrito pelo venezuelano.

Mais tarde, não satisfeito em ter imaginado o impossível, que Chávez viesse a escrever um livro, perguntou ao presidente Lula se ele já havia lido o tal livro, “Veias Abertas da América Latina”, que receberá de Hugo Chávez. Não compreendeu quando todos os presentes começaram a rir descontroladamente.


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