29 de out de 2010

BRASIL: A grande farsa contábil do governo Lula

OPINIÃO
A grande farsa contábil do governo Lula
O governo Lula está produzindo o maior retrocesso na História recente do país na transparência das contas públicas. Ontem foi um dia de não se esquecer. Dia em que o governo fez a mágica de transformar dívida em receita. E assim produziu o maior superávit primário do país em setembro, quando, na verdade, o Tesouro teve um déficit de R$ 5,8 bilhões. – diz Miriam Leitão na sua coluna do dias 27 de outubro

Foto:Reuters

O farsante fingindo que não é com ele.

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Coluna Mirian Leitão

Miriam Leitão na sua coluna do dia 27, num texto intitulado “Mágicos das contas”, faz uma estarrecedora denuncia de que “o governo Lula fez a mágica de transformar dívida em receita. E assim produziu o maior superávit primário do país em setembro, quando, na verdade, o Tesouro teve um déficit de R$ 5,8 bilhões.” – diz ela e explica:

”O passo a passo do governo nessa confusão é o seguinte: 1) o Tesouro emitiu dívida no valor de R$ 74,8 bilhões. 2) transferiu uma parte, R$ 42,9 bilhões, diretamente à Petrobras, para subscrever as ações da empresa. 3) entregou o resto, R$ 31,9 bilhões, ao BNDES e ao Fundo Soberano. 4) BNDES e FSB repassaram esses títulos à Petrobras para pagar pelas ações que também compraram. 5) a Petrobras pegou todos esses títulos que recebeu e com eles pagou a cessão onerosa dos barris de petróleo do pré-sal. 6) o governo descontou o dinheiro que gastou na subscrição e considerou que o resto, R$ 31,9 bilhões, era receita.”

E não pára por aí, segundo Miriam: ”Para completar a confusão, os R$ 24 bi em títulos que foram para o BNDES — o resto dos R$ 31,9 bi foi para o Fundo Soberano — entraram na conta da dívida pública bruta, mas não na dívida líquida porque o governo alega que é “empréstimo” e um dia o BNDES vai pagar. Portanto, a dívida líquida não sobe, apesar de o governo ter se endividado. Foi assim com outros R$ 180 bi em títulos transferidos para o BNDES.”

Maílson da Nóbrega acha que o governo zomba dos analistas. “Será que acham que jornalistas, economistas, consultores não perceberam a manobra? Esse truque não tem fim, porque eles podem agora vender petróleo futuro e dizer que é receita”.

Miriam Leitão acrescenta que “esse não é o primeiro truque, é apenas o mais extravagante. Em agosto do ano passado, a MP 468 permitiu que o governo usasse depósitos judiciais como receita. Contribuinte que entra na Justiça discutindo a legalidade de um imposto tem que depositar a quantia contestada. Esse valor pode ser do governo, ou não. Mas pela MP, R$ 5 bi entraram como receita em 2009 e R$ 6,4 bi, em 2010.”

”No final do ano passado, outra MP, a 478, permitiu ao Tesouro vender antecipadamente os dividendos que tem a receber de estatais e empresas de economia mista. O BNDES comprou e repassou ao Tesouro R$ 5,2 bilhões que ele teria de dividendos da Eletrobrás.”

Miriam lembra que na época dos governos militares, “foi com mágicas como a do orçamento monetário que o Brasil produziu uma inflação alta, longa e que virou hiperinflação. Já vimos esse filme, morremos no final. O problema é que quando chega o final, quem fez o mal não está aí para responder por ele.”

Não dá para esconder: o jeito PT de governar, parece cada vez mais com uma ditadura, se já não é.

Leia na integra o artigo de Mirian Leitão: Mágicos das contas


Um comentário:

Mordaz disse...

São estas e outras "mágicas" que o povo mais iletrado não compreende e acaba acreditando na farsa como real. Como a absurda inversão dita por Lula no nordeste de como o "outro" iria se a sua continuidade se ele sempre fora contra tudo isto que está aí! Justamente Lula e o PT que lutou contra tudo isto que está aí, que era contra, que votou contra da constituição de 88 ao Plano Real, que mudou ao assumir, por incompetência admitida, alegando que "economia é coisa séria" e não dava para ficar inventando. Para tanto teve que escrever uma carta prometendo "não mudar" para poder ganhar votos e colocar um tucano no Banco Central, Henrique Meireles. A continuidade ou progresso com conhecimento é Serra, não Dilma.