17 de out de 2010

ELEIÇÕES 2010: Tarso só considera a eleição legítima se Dilma ganhar

ELEIÇÕES 2010
Tarso só considera a eleição legítima se Dilma ganhar
Bateu aquele desespero petista de ver o navio afundando com a sua pesada candidata a bordo. Como das outras inúmeras vezes, que perderam, os petistas sentem-se no direito de achar que estão sendo traídos, que há uma conspiração. Na verdade Tarso Genro, um dos mais exaltados, deveria reclamar do presidente, pela candidata que escolheu, ou dos eleitores, que não querem entregar o país a essa incompetente fantoche inventada por Lula.

Foto: Getty Images

GATO POR LEBRE - Tarso Genro, o golpista de plantão, gastou todos os afagos, beijos e abraços, na candidata Dilma, no dia da eleição, pensando que ela iria ganhar no primeiro turno.

Toinho de Passira

No dia da eleição Dilma foi votar no Rio Grande do Sul, Tarso Genro juntou-se a ela, crente que estava acompanhando a futura presidente da republica. Seguro que ela já ia ganhar no primeiro turno, o desastrado e incompetente ex-ministro da Justiça, tratou a ex-chefe da Casa de Mãe Joana Civil como se fora a rainha mãe. Esquecendo das vezes em que a antiga companheira de ministério puxou-lhe o tapete.

Deu-lhe muitos beijos, em público e em privado, fez-lhe afagos e reverências.

Interesseiro Tarso já sonhava com as verbas, as vantagens e os cargos para aliados que poderia pleitear com a companheira, dentro daquele velho padrão petista. Nem percebeu que a candidata e o PT estavam de saltos altos e a festa toda acabou desaguando num desfavorável e broxante segundo turno.

Agora revoltando e frustrado, vendo o navio fazer água, o gaúcho Tarso Genro está apelando para a ignorância: começou a insinuar uma grande conspiração cósmica, contra a candidata, culminando com a afirmativa de que tudo não passa de um golpe e sem meias palavras classifica a próxima vitória de Serra de “ilegítima”.

Segundo o colunista do O Globo, Merval Pereira, “A teoria da conspiração, que já surgira no primeiro turno quando começou a se consolidar a idéia de que a eleição poderia não ser resolvida no dia 3 de outubro, ressurgiu com a queda da diferença entre os dois candidatos, indicando que a dianteira de Dilma pode estar dentro do empate técnico.”

Segundo o governador eleito do Rio Grande do Sul está havendo “uma campanha de golpismo político só semelhante aos eventos que ocorreram em 1964 para preparar as ofensivas” contra o governo estabelecido.

”Sem esquecer-se de culpar a imprensa pelo clima de golpismo que denunciava, Tarso Genro não deixou por menos: avaliou que a situação pode “redundar em uma eleição ilegítima”, na qual um candidato quer se eleger “com base na mentira, na inverdade, na calúnia e na difamação”.

Estranho que Tarso Genro não veja que as acusações que pesam sobre Dilma, tem nome, provas e declarações ao vivo. O caso Erenice e seus filhos lobistas plantados na Casa Civil, para extorquir, não deixa dúvidas, as declarações de Dilma Rousseff favorável ao aborto, podem ser visto com som e imagem e sem truques em inúmeras ocasiões. Denuncias verdadeiras não podem serem chamadas de calúnias.

Merval Pereira lembra ainda que o mesmo Tarso Genro, “que fala de golpismo nesses termos é o mesmo que, dias depois da reeleição de Fernando Henrique em 1998, publicou um artigo pedindo seu “impeachment”.

Por outro lado, Tarso Genro deve considerar correta a onda de calunias e difamação infundadas que o seu partido e o comitê da sua candidata estão perpetrando contra o candidato José Serra e sua família.

Na verdade Tarso Genro e seus amigos petistas deveriam reclamar disso tudo ao presidente Lula, que escolheu sozinho, uma candidata sem carisma, de mau caráter e mau humor, de posições política dúbias, de passado obscuro, a favor do aborto e descrente de Deus, incompetente, autoritária, petulante e aliada de corruptos.

Fica uma preocupação, com vão considerar um golpe a vitória de Serra, será que depois das eleições Dilma voltará para a sua antiga profissão de assaltante de bancos?

Veja a coluna de Merval Pereira na íntegra.

Foto: Getty Image

SEGUNDO TURNO - Dilma e Tarso Genro pensando que estavam sinalizando o “V” da vitória, depois de terem votado em 03 de outubro, sem perceber, estavam agourando o 2º Turno.


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