14 de out de 2010

Ahmadinejad vai ao Líbano jogar pedras em Israel

LIBANO - ISRAEL
Ahmadinejad vai ao Líbano jogar pedras em Israel
O amigo e aliado do presidente Lula foi ao Líbano para apoiar os terroristas do Hezbollah, criar polêmicas, desafiar os americanos e israelitas e aumentar seu prestígio na região. Para os libaneses, ligados ou seguidores do Hezbollah, Ahmadinejad é um benfeitor e protetor do país contra americanos e judeus. O governo iraniano doou bilhões de dólares para a reconstrução do país, enquanto fornece aramas e dá treinamento aos terroristas locais, inimigos dos israelenses. No último dia de visita, simbolicamente deve atirar pedras contra Israel desde a fronteira do Líbano.

Foto: Ali Hashisho/Reuters

Ahmanidejad entrando no estádio al-Raya , em Beiture, na sua super blindade limousine, recebendo aclamação de herói e protetor do Hezbollah

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, Sapo, The New York Times, Bangkok Post, Time, Portal Terra, Ion Line, Reuters

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad recebeu uma recepção de herói, por uma multidão, principalmente composta por simpatizantes do Hezbollah xiita, que cantaram saudações em persa, ao mesmo tempo em que jogavam arroz e pétalas de rosas, enquanto ele desfilava em carro aberto pelas ruas de Beirute nesta quarta-feira.

A visita do presidente iraniano ao Líbano, a primeira desde que tomou posse em 2005, é um apoio político ao grupo extremista Hezbollah e uma provocação a Israel e tenta por mais combustível na conturbada fronteira libanesa, com o estado israelita.

Não é absoluta unanimidade no Líbano, pois, políticos da base governista libanesa, mostraram-se contrários à visita do líder iraniano, e acusa o Irã de interferência nos assuntos internos do país e usar o Líbano como sua “base no Mediterrâneo”.

Em uma visita a Kosovo, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que os Estados Unidos rejeitavam qualquer ação que “desestabilize ou inflame tensões” no Líbano.

Sem citar literalmente Ahmadinejad, mas já citando, Hillary comentou: “Nós esperamos que nenhum visitante fará qualquer coisa ou dirá qualquer coisa que daria um pretexto para uma tensão maior ou instabilidade naquele país (Líbano)”.

A visita de Ahmadinejad está cercada de polêmicas, simbolismos sinistros e possibilidades de explosão de violência na região, que nem precisa dele para ser inflamável, mas não se pode negar que sua presença é nitroglicerina pura.

Foto: Reuters

As ruas de Beirute repletas de incansáveis admiradores de Ahmadinejad

Depois de atender ao protocolo de visitar as autoridades do país, Ahmadinejad, no primeiro dia, participou de um comício em sua homenagem, organizado pelo Hezbollah, no estádio al-Raya, onde uma multidão em êxtase, o recebeu gritando: "Morte aos Estados Unidos!", "Morte a Israel!" e "Ahmadi! Ahmadi!" agitando bandeiras do Irão, do Líbano e do Hezbollah e cartazes com as fotos de Ahmadinejad e de Hassan Nasrallah, o chefe do Hezbollah.

Na sua fala Ahmadinejad acusou os "países arrogantes" do Ocidente de "dar rédea solta" a Israel "para perpetrar massacres", e também os culpou de "provocar a discórdia e a tensão no Oriente Médio". O púlpito de onde Ahmadinejad discursou estava adornado com motivos bélicos e retratos do falecido aiatolá, Ruhollah Khomeini, e do atual líder supremo iraniano, o também aiatolá Ali Khamenei.

Segundo Ahmadinejad, após a Segunda Guerra Mundial, os países ocidentais "criaram uma entidade estranha" no Oriente Médio, em referência a Israel, que perpetra "o assassinato de mulheres e homens, usa armas proibidas ataca civis e frotas de ajuda".

Em seu discurso, com tradução simultânea para o árabe, Ahmadinejad fez um pedido para que a ONU acabe com a "negligência" e obrigue Israel a cumprir as resoluções do Conselho de Segurança, e, dessa forma, demonstre "que não é uma organização só para alguns países".

Sobre os palestinos, Ahmadinejad disse que só alcançarão a paz com Israel se tiverem "seus direitos legítimos" reconhecidos, se os deslocados e "todos os ocupantes retornarem a seus locais de origem".

Disse também que Israel irá pagar por qualquer tentativa de agressão contra o Líbano e complementou:

“Eu digo aqui e agora que qualquer novo ato traiçoeiro (de Israel) irá apenas abreviar a vida desgraçada desse regime forjado.”

Foto: Reuters

O xeque Hassan Nasrallah falando em video conferência, homenageando e concordando com Ahmanidejad

No ato em homenagem ao presidente iraniano o seu principal anfitrião, o líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, não compareceu, falou ao convidado através de vídeo conferencia, projetada num telão, que Ahmadinejad assistiu junto ao "número dois" do grupo xiita, Naeem Qasem.

Hassan raramente aparece em público, vive escondido, temendo um atentado do Mossad, o serviço secreto de Israel.

"Dizem que o Irã é a fonte da discórdia na região, mas a República Islâmica do Irã é a maior garantia do mundo islâmico para impedir as lutas sectárias", afirmou Nasrallah no telão e continuou:

"O que o Irã deseja para os palestinos é o que deseja o povo palestino". "O presidente Ahmadinejad tem razão quando diz que Israel é ilegítimo e deve deixar de existir", assegurou o líder do Hezbollah enquanto a multidão delirava.

A visita de Ahmadinejad foi precedida por vários esforços diplomáticas junto ao Líbano, para evitar que o país mergulhe totalmente na influencia iraniana.

Em agosto, o rei Abdullah da Arábia Saudita e o presidente Bashar al-Assad da Síria se reuniram em Beirute, em uma rara demonstração de unidade, na esperança de minguar a influencia iraniana no Líbano.

Mas os governantes libaneses, não sinalizaram em nenhum momento disposição de distanciar-se de Teerã, muito pelo contrário.

Ahmanidejad continuara no Líbano na sua viagem simbólica e provocativa, nesta quinta-feira fazendo uma parada em Bint Jbeil, um vilarejo destruído por Israel durante a guerra de 2006 contra o Hezbollah e reconstruído com a ajuda do Irã.

Também vai visitar Qana, uma vila que ganhou um lugar sombrio na história depois de ter sido atacada em duas ocasiões, de forma sanguinária e desastrada por Israel, a primeira em 1996, morreram 105 civis, que haviam procurado abrigo em uma base da ONU, ONU, dez anos depois, durante um novo ataque, um abrigo desabou e vitimou dezenas de moradores, incluindo crianças com deficiências.

Foto: Associated Press

O reitor da Universidade do Líbano Zuheir Shuker, a esquerda e o ministro da Educação, Hassan Mneimneh, à direita, entregam o titulo de Doutor honorário ao presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, nesta quarta feira

Antes de ir para a fronteira sul, Ahmadinejad nesta quinta-feira vai almoçar com o primeiro-ministro libanês da etnia sunita Saad Hariri.

O assunto não deve ser tratado nessa ocasião, mas Hariri está sob fogo cruzado político, para não aceitar as decisões do Tribunal Especial da ONU, que investiga o assassinato do seu pai, ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, em 2005, morto num atentado a bomba, que aponta lideres, do próprio Hezbollah, como responsáveis pelo crime.

Mas o mais simbólico e provocativo dos atos a ser perpetrado por Ahmadinejad e sua comitiva, não consta da programação oficial. Tem-se como certo que chegando bem perto da divisa do Líbano com Israel, o mandatário iraniano jogará pedras, por sobre a muralha construída pelos israelenses, na direção dos soldados judeus, que patrulham a fronteira.

Foto: Reuters

Soldados israelenses patrulham a fronteira em Kfar Kila, no Líbano, onde fotos de Ahmadinejad decoram ruas

Teme-se que esse gesto do Presidente iraniano, possa desencadear uma onda de atentados e violência, por isso o exercito de Israel aumentou sua presença na região.


2 comentários:

Mordaz disse...

Não fosse a campanha eleitoral que Lula tem que mobilizar toda a máquina pública e ele poderia ter ido lá se reunir com seus amigos do Hezbollah e o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, amigos do peito.

edélvio coêlho lindoso disse...

concordo plenamente que haja um avalisador e aliado de pêso garantindo os palestinos,órfãos disso tudo diante de claque mundial, inclusive de irmãos de lingua e religião, que assistem imóveis ao seu massacre literal e hediondo, diuturnamente. poderia ter mais aliados, que tal os lig-lig-lé?, para dar equilíbrio a essa balança destrambelhada.
não há uma eminência parda, não tão escondida, do ocidente, regendo por contrôle remoto, os sionazis, nesse palco? há que haver um contraponto, do oriente, com fôrça e vigor suficientes, para que os 2 antagônicos se equivalham.
antes que rebente uma guerra real, use-se esfôrços extremos, de boa vontade e civilidade, para consertar-se êrros de 60 anos atrás, a partilha covarde, espúria, mesquinha e parcial, em favor de um e contra o outro. restrinja-se os sionistas ao espaço de origem; os palestonos já admitem isso, e faça-se sem delongas, a instituição do estado dêsse povo milenar, espoliado. sendo êles reunidos como nação, em estado, mais um ao abrigo da ONU, financie-lhe as despesas inerentes; bandeira, hino, educação, saude, forças armadas, agricultura, pesca e segurança, desejáveis por todos os povos.
esse é o caminho da paz
que palestinos e israelenses não sejam iguais apenas na sombra.
obrigado, e falem comigo, a qualquer hora.