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15 de jun. de 2013

Hassan Rohani é o novo president do Irã

IRÃ – Eleição
Hassan Rohani é o novo president do Irã
Os eleitores iranianos escolheram em primeiro turno, para Presidente, um candidato moderado, que não gozava da preferencia do líder religioso supremo, o aiatolá Khamenei, que prometeu retomar o diálogo com os EUA e de promover uma agenda de liberdades civis. Lembrar, porém, que ainda continuará nas mãos dos clérigos, liderados por Khamenei e da poderosa Guarda Revolucionária, o poder efetivo de definir a agenda em todas as decisões importantes, como o programa nuclear e as relações com o Ocidente.

Foto: Yalda Moayeri/Reuters

VITÓRIA ACACHAPANTE - Hassan Rohani, acenando para eleitores após ter votado, venceu os cinco outros candidatos com votação massiva

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, Folha de S. Paulo, Times Of Israel, Reuters, G1, The New York Times

Único clérigo entre os seis candidatos que disputaram a Presidência do Irã neste fim de semana, Hassan Rouhani, de 64 anos, foi declarado vencedor ao obter mais de 18 mihões de votos logo no primeiro turno. Experiente, ele já ocupou postos importantes e pretende dar vazão a propostas reformistas, entre elas a potencial retomada do diálogo com os Estados Unidos, maior inimigo da República Islâmica.

O resultado surpreendeu os analistas, que esperavam a definição do pleito em eventual segundo turno. Um dos favoritos na corrida presidencial, o prefeito de Teerã, Mohammad Baqer Qalibaf, ficou num modestíssimo em segundo lugar.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, ainda terá de confirmar o resultado das eleições no próximo dia 3 de agosto. Em seguida, o novo presidente deverá ser empossado no Parlamento.

A participação da população foi estimada em 72%. Cerca de 50 milhões de iranianos estavam aptos a votar.

A expectativa é que Rouhani, que já criticou abertamente o atual líder Mahmoud Ahmadinejad, tente colocar em prática sua agenda de reformas, embora no país o presidente não estabeleça as políticas mais importantes, como o programa nuclear, as relações com o Ocidente ou as ações militares – áreas sob o comando de clérigos chefiados pelo aiatolá.

Em debates televisivos, durante a campanha, ele levantou assuntos polêmicos, como o isolamento do Irã na comunidade internacional, a crise econômica e os efeitos das sanções das potências e o programa nuclear.

Ele sinalizou também a intenção de retomar o diálogo com o maior inimigo da República Islâmica, os Estados Unidos, país com o qual Teerã cortou relações diplomáticas em 1979.

Foto: Wik-Commons

Khamenei, possivelmente incomodado com a vitória de Rohani

FIGURA DE DESTAQUE

Figura-chave na política iraniana, Rouhani já ocupou diversos postos parlamentares no país, como o de vice-presidente do Congresso e representante de Khamenei no Conselho Nacional de Segurança Supremo.

Sob o governo do ex-presidente Mohammad Khatami (que o apoiou nas eleições), ocupou o importante cargo de negociador-chefe para assuntos nucleares. Atualmente chefia um importante conselho estratégico nacional que assessora o líder supremo.

Fala inglês, alemão, francês, rússo e árabe, e possui um doutorado em direito pela Universidade Glasgow Caledonian, na Escócia.

Durante as manifestações de estudantes que protestaram contra o fechamento de um jornal reformista, em 1999, Rouhani adotou uma posição rígida, declarando que aqueles que tinham sido presos por sabotagem e pela destruição de patrimônio público deveriam receber a pena de morte caso fossem condenados.

Em 2009, no entanto, apoiou os manifestantes que protestaram contra o resultado das eleições que deram vitória a Mahmoud Ahmadinejad, e criticou o governo pela repressão aos protestos.

Sobre o controverso presidente Mahmoud Ahmadinejad, Rouhani já teceu críticas diretas, dizendo que suas "observações sem estudo, sem cálculo e irresponsáveis" já custaram muito ao país.

Foto: Stefan Wermuth/Reuters

Iraniana, no Consulado do Irã, em Londres, mostra o dedo manchado de tinta, comprovante que votou nas eleições do seu país

APOIO MACIÇO

O ministro do Interior do Irã, Mostafa Mohammad Najjar, anunciou que Rouhani venceu as eleições presidenciais com 18,613,329 dos 36,704,156 de votos, ou 50,68% do total.

Najjar também afirmou que qualquer candidato descontente com os resultados teria três dias para registrar suas reclamações no Conselho dos Guardiães, órgão do sistema político iraniano cuja função é garantir que as leis aprovadas pelo Parlamento estejam em concordância com a Constituição e com a lei islâmica (sharia).

No Irã, para ser declarado vencedor e evitar um segundo turno, um candidato deve ter mais de 50% dos votos, válidos e inválidos.

O término da votação foi adiado por cinco horas na noite de sexta-feira para permitir que mais pessoas fossem às urnas.

O apoio maciço a Rouhani veio após Mohammad Reza Aref, o único reformista entre os candidatos à corrida presidencial, ter anunciado na última terça-feira que estava desistindo de sua candidatura seguindo um conselho do ex-presidente Mohammad Khatami, também visto como liberal.

Por causa disso, Rouhani ganhou guarida de dois ex-presidentes – Khatami e Akbar Hashemi Rafsanjani, este último desqualificado das eleições pelo poderoso Conselho de Guardiães, formado por 12 teólogos e juristas.

Além de Rouhani, disputaram as eleições presidenciais Mohammad Qalibaf, Saeed Jalili, Mohsen Rezai, Akbar Velayati e Mohammad Gharazi.

Qalibaf e Jalili eram vistos como candidatos ‘linha-dura’. O primeiro é visto como um conservador pragmático e um habilidoso negociador nuclear. O segundo é tido como muito próximo do líder supremo, o aiatolá Khamenei.

Completam a lista Rezai, o antigo chefe da Guarda Revolucionária, o ex-primeiro-ministro Velayati e o ex-ministro das Telecomunicações Gharazi.

Foto: Abedin Taherkenareh / European Pressphoto Agency

Partidários do presidente recém-eleito do Irã, Hassan Rohani, comemoram nas ruas de Teerã, neste sábado, após o anúncio de sua vitória

INTIMIDAÇÃO

Após a última eleição presidencial, em junho de 2009, milhões de iranianos foram às ruas para forçar a convocação de uma eleição após o líder supremo ter negado investigar as acusações de fraude protocoladas por três candidatos derrotados.

Dois deles, o ex-premiê Mir Hussein Mousavi e o clérigo Mehdi Karroubi, tornaram-se líderes de um movimento de oposição nacional conhecido como ‘Movimento Verde’, batizado em alusão à sua cor.

A eleição atual não contou com observadores internacionais e houve preocupações quanto ao tratamento destinado aos jornalistas durante a cobertura.

Na quinta-feira, a BBC acusou as autoridades iranianas de "níveis sem precedentes de intimidação" às famílias dos funcionários da emissora.

O Irã teria alertado as famílias de 15 membros da Seção Persa do Serviço Mundial da BBC que deveriam parar de trabalhar para a emissora ou suas vidas em Londres estariam em risco. Teerã não se pronunciou.


23 de jan. de 2012

Porta-voz iraniano critica Dilma e sente falta de Lula

BRASIL - IRÃ
Porta-voz iraniano critica Dilma e sente falta de Lula
Porta-voz do presidente Mahmoud Ahmadinejad diz que Dilma destruiu anos de boas relações com país e que Lula faz muita falta Empresas brasileiras relatam que irritação iraniana com mudança de atitude do governo prejudica exportações.

Foto: Elza Fiúza/ABr Elza Fiúza/ABr

Porta voz do governo iraniano e presidente da Agência Nacional de Notícia Iraniana, Ali Akbar Javanfekr, irado com o governo de Dilma e saudoso do companheiro Lula.

Samy Adghirni - de Teerã
Fonte:Folha de São Paulo

O embaixador do Irã em Brasília, Mohsen Shaterzadeh, disse em recente entrevista que a relação com o Brasil continua tão boa no governo de Dilma Rousseff quanto foi na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.

Mas o tom que predomina em Teerã é bem diferente.

Autoridades iranianas enxergam claro distanciamento e já há sinais pouco amistosos em direção ao Brasil.

"A presidente brasileira golpeou tudo que Lula havia feito. Ela destruiu anos de bom relacionamento", disse à Folha na quarta-feira, por telefone, Ali Akbar Javanfekr, porta-voz pessoal do presidente Mahmoud Ahmadinejad e chefe da agência de notícias estatal Irna.

"Lula está fazendo muita falta", afirmou, numa referência à opção de Dilma, no cargo desde janeiro de 2011, de dar menos ênfase ao Irã.

Javanfekr corre risco de ser preso por supostas ofensas ao líder supremo, Ali Khamenei. Mas o porta-voz ainda é descrito pelo "New York Times" como "uma das mais fortes figuras para divulgar recados [do Irã]."

A irritação iraniana também se nota nas recentes barreiras contra exportadores de carne brasileira.

A União Brasileira de Avicultura afirma que as vendas de frango para o Irã, em alta até outubro, passaram a ser vetadas sem justificativa.

Já a multinacional brasileira JBS relata ter tido milhares de toneladas de carne bovina retidas por três semanas num porto iraniano.

A carga só foi liberada, dias atrás, depois que um representante foi despachado às pressas para Teerã. Importadores iranianos de carne relataram à Folha que Ahmadinejad enviou carta à alfândega ordenando que diminua a entrada de cargas do Brasil.

O caso é seguido com preocupação pelo Itamaraty, que garante não haver mudança na agenda com o Irã.

Mas, aos olhos de Teerã, a guinada sob Dilma ficou clara no voto na ONU ocorrido em março a favor de uma investigação sobre direitos humanos no Irã. Lula rejeitava pressionar os iranianos.

O Irã também lamenta o fato de o Brasil ter abandonado esforços diplomáticos para aliviar a pressão sobre o programa nuclear iraniano, suspeito de buscar a bomba atômica -o que Teerã nega.

Em 2010, Lula costurou com a Turquia um acordo, assinado em Teerã, para permitir que o Irã trocasse parte de seu estoque de urânio por combustível nuclear. Mesmo atendendo a pedidos dos EUA, o pacto acabou rejeitado pelas potências.

Por fim, o Irã se ressente do desinteresse brasileiro em promover reuniões bilaterais.

Em recente giro latino-americano, Ahmadinejad, ao contrário de 2009, não passou pelo Brasil. Não houve convite nem o Irã sentiu que caberia proposta de visita.

O embaixador Shaterzadeh menciona uma viagem de Ahmadinejad ao Brasil neste ano. Mas a Folha apurou que o iraniano deve visitar o país no âmbito da cúpula Rio +20 sobre temas ambientais, para a qual todos os chefes de Estado e de governo do mundo foram convidados.

Foto: José Cruz/ABr

Mahmoud Ahmadinejad visita o Brasil, em 2009 e é recebido como irmão e companheiro por Lula, em Brasília.

Foto: Wilson Dias/ABr

A visita de Ahmadinejad em 2009 provocou protestos, em Brasília (foto), no Rio, São Paulo e em outras importantes cidades brasileiras.


*”Irã ataca diplomacia de Dilma e diz que Lula faz muita falta” é o título original da matéria
**Acrescentamos também subtítulo, fotos e legendas ao texto original, publicado na Folha de São Paulo.

9 de jan. de 2012

EUA expulsaram consulesa venezuelana de Miami

ESTADOS UNIDOS - VENEZUELA
EUA expulsaram consulesa venezuelana de Miami
Sem divulgar o motivo, o governo americano comunicou a embaixada da Venezuela em Washington, que consulesa venezuelana Livia Acosta, que servia em Miami, tornou-se uma "persona non grata". A diplomata havia sido citada num documentário da TV "Univisión", numa história de conspiração contra os Estados Unidos. Mesmo sem comprovação os americanos mandaram a venezuelana de volta para casa. O New York Times diz acreditar que a expulsão é mais um movimento diplomático agressivo entre os dois países e que o governo Obama está usando o incidente para mostrar a desaprovação do apoio de Hugo Chávez ao governo iraniano de Mahmoud Ahmadinejad.

Foto: Javier Caceres /Associated Press

A diplomata venezuelana, Livia Acosta, "persona non grata", para os americanos.

Postado por Toinho de Passira
Fontes:El Carabobeno, The New York Times, El Nacional, Folha de S Paulo, Reuters

A consulesa da Venezuela em Miami (EUA), Livia Acosta Noguera, foi declarada "persona non grata" pelo governo norte-americano e deverá abandonar o país antes da próxima terça-feira, informou neste domingo um porta-voz do Departamento de Estado.

A embaixada da Venezuela em Washington recebeu a notificação oficial na sexta-feira e a consulesa "deve sair dos Estados Unidos antes do dia 10 de janeiro", disse o porta-voz para a América Latina do Departamento de Estado, William Ostick, que destacou que não pode dar detalhes específicos sobre os motivos da decisão.

"O Departamento de Estado informou à embaixada da República Bolivariana da Venezuela no dia 6 de janeiro que, de acordo com o artigo 23 da Convenção de Relações Consulares de Viena, Livia Acosta Noguera, cônsul geral venezuelana em Miami, foi declarada 'persona non grata'", afirmou Ostick.

Este artigo da Convenção de Viena estipula as condições pelas quais o Estado receptor de pessoal consular pode comunicar "o tempo todo ao Estado que envia que um funcionário consular é 'persona non grata', ou que qualquer outro membro do pessoal já não é aceitável".

O ponto quatro deste artigo indica, além disso, que o Estado receptor "não estará obrigado a expor ao Estado que envia (o funcionário) os motivos de sua decisão".

No último mês de dezembro, a rede de televisão "Univisión" transmitiu o documentário "A ameaça iraniana" sobre um suposto plano em 2006 para atacar os sistemas de várias usinas nucleares nos EUA, além da Casa Branca, do FBI (polícia federal americana) e da CIA (agência de inteligência americana).

Alguns dos entrevistados disseram que as embaixadas de Irã, Cuba e Venezuela também teriam participado. Na reportagem uma senhora Acosta, é citada com participante das discursões. A consulesa venezuelana Livia Acosta Noguera, servia na embaixada da Venezuela, à época dos fatos narrados no documentário.

O New York Times, diz que o documentário exibido pela Univision relata uma conspiração quem mais parece ser uma ficção e que não há evidencias de que as autoridades americanas tinham sido capazes de comprovar as acusações contidas no programa transmitido pela TV.

Para o jornal novaiorquino a “decisão de expulsar o diplomata coincidiu com a decisão da administração Obama de desaprovar a disposição da Venezuela de manter relações amistosas com o Irã, apesar dos esforços internacionais para isolá-lo sobre seu programa nuclear”. Na noite de domingo, quando a expulsão da diplomata era anunciada o presidente Chávez estava se preparando para receber o presidente Mahmoud Ahmadinejad do Irã, em Caracas na primeira etapa de uma turnê latino-americana.

Chávez tem usado por muito tempo seus laços com o Irã como uma forma de afrontar os Estados Unidos, a quem ele se refere como um agressor imperialista visando derrubar seu governo socialista.

Essa pendenga vem de longe: Chávez já expulsou o embaixador americano na Venezuela, Patrick Duddy D., em setembro de 2008, alegando que os Estados Unidos estavam apoiando um grupo de oficiais militares tramando um golpe contra ele. Em resposta, os Estados Unidos expulsaram o embaixador venezuelano. Ao mesmo tempo em que acusavam dois funcionários do alto escalão no governo de Chávez de envolvimento em tráfico de drogas. Um desses funcionários, o general Henry Rangel Silva, foi nomeado ministro da Defesa de Chávez na semana passada.

Foto: AFP/Getty Images

O General venezuelano Henry Rangel Silva, acusado pelos americanos de ser chefão do tráfico de drogas, nomeado por Hugo Chávez para Ministro da Defesa da Venezuela

No momento não existe em Caracas um embaixador dos Estados Unidos, nem nos EUA um embaixador da Venezula.

Sabe-se que após a transmissão do documentário, o presidente da organização de Venezuelanos Perseguidos Políticos no Exílio, José Antonio Colina, enviou uma carta à secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pedindo que retirasse o consentimento a Livia e outro funcionário do consulado, Egard José Alexander Belandria, por supostamente pertencer ao Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin).

Os parlamentares republicanos da Flórida, Ileana Ros-Lehtinen, Mario Díaz Balart e David Rivera, e o democrata de Nova Jersey, Albio Sires, também solicitaram a Hillary que averiguasse as acusações contra a diplomata venezuelana e, caso fossem comprovadas, pedisse sua saída imediata do país.

"Caso forem comprovadas, estas ações demonstram a disposição de Livia em minar os interesses dos EUA, e a ameaça potencial à nossa segurança nacional que representam suas atividades", disseram em carta remetida a Hillary.

Foto: Juan Barreto/AFP/Getty Images

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, recebeu no domingo o líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que chegou à venezuelana, como primeira parada de uma turnê que visa atrair o apoio dos líderes de esquerda na América Latina. O ocidente, liderado pelos Estados Unidos tentam isolar a República Islâmica e atingir as exportações de petróleo que são vitais para o país.

"Um porta-voz e uma porta-voz em Washington do Departamento de Estado ou da Casa Branca disseram que não seria conveniente para qualquer país se aproximar do Irã. Bom, a verdade é que isso faz rir", disse Chávez em discurso televisionado.

"Eles não conseguirão dominar o mundo. Esqueça isso Obama, esqueça. Seria melhor pensar sobre os problemas do seu país, que são muitos", afirmou.

"Somos livres. O povo da América Latina jamais se ajoelhará novamente, dominado pelo ianque imperial. Nunca mais", concluiu.

13 de fev. de 2011

Irã: Recorde em execuções de prisioneiros

Irã
Recorde em execuções de prisioneiros
Num oportunismo mórbido, com as atenções voltadas para as manifestações, no Egito e na Tunísia, uma população carcerária inflada e a proximidade do aniversário da Revolução Islâmica, o regime iraniano viu a situação ideal para executar 97 pessoas no período de um mês

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja , Portal Terra, International Campaign for Human Rights in Iran

A ONG “International Campaign for Human Rights in Iran” noticiou no seu site, que na segunda-feira 7 de fevereiro de 2011, 10 prisioneiros foram secretamente enforcados dentro da prisão em Vakilabad. Sem precisar o número, a ONG afirma ter informações que mais execuções teriam ocorrido nas prisões de Birjand e de Taibad. A maioria dos executados foi condenado pelo arbitrário sistema judicial iraniano por tráfico de drogas, alguns deles eram de cidadania afegã.

A rotina das execuções cria uma burocracia mórbida, quando são emitidos às vésperas certificados de óbito dos preso, enquanto esses ainda estão vivos. Este comportamento oficial não fere apenas a lei iraniana, mas também agride a lei islâmica Sharia. De acordo com a lei islâmica, se uma pessoa sobrevive a uma execução (sob condições estipuladas), ela obterá a liberdade.

Ao que se sabe durante um período de seis semanas entre 20 de dezembro de 2010 e 31 de janeiro de 2011, o governo noticiou a ocorrência de 121 execuções em todo o país, acredita-se, porém, que o numero seja bem maior.

Há denuncias permanentes de violações dos direitos dos prisioneiros, desrespeitados até na hora de morrer. As execuções ocorrem sem que sejam informados, como a manda a lei iraniana, os advogados, os familiares e o próprio condenado. Os prisioneiros executados são informados sobre sua iminente execução apenas algumas horas antes.

O dia 19 de dezembro de 2010 entrou para a história do Irã com a execução de 22 pessoas em apenas 24 horas. Trata-se de uma das datas com as estatísticas mais elevadas no que se refere à aplicação da pena de morte no país.

Com a dificuldade de se obter dados oficiais em um regime tão fechado, os números levantados por organizações internacionais que defendem os direitos humanos são a única fonte de informação sobre o que se passa na República Islâmica.

Se continuar neste ritmo, o Irã terá realizado mais de 1.000 execuções até o fim de 2011. E o motivo não é apenas a rotineira tirania do regime, conforme apontam analistas ouvidos pelo site de VEJA. Um conjunto de fatores provocou o aumento alarmante das execuções: o mundo voltado para os conflitos no Egito e na Tunísia, a proximidade do 32º aniversário da Revolução Islâmica e um problema doméstico: uma população carcerária inflada.

Com as crises políticas nos países árabes, o governo do Irã pôde executar prisioneiros de maneira silenciosa, sem chamar a atenção da imprensa.

Ainda assim, a Organização das Nações Unidas (ONU) chegou a se manifestar sobre o assunto e declarou perplexidade. A entidade disse que, em vez de atender aos apelos da comunidade internacional, as autoridades iranianas ampliaram o uso da pena de morte por meio de uma Justiça obscura.

A ocasião também foi oportuna para os opressores mostrarem que os iranianos devem, sim, temer o regime. De acordo com Mina, há muitas pessoas desempregadas no Irã, os índices de pobreza e o preço dos alimentos aumentaram, e a população está insatisfeita. “O regime tem medo de uma nova revolução e tenta mostrar com as execuções que é ele quem manda. Essa é uma política muito bem marcada”, afirma a iraniana Mina Ahadi, porta voz do Comitê Internacional contra a Execução e do Comitê Internacional contra o Apedrejamento.

Foto: Arquivo
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Até pouco tempo, as execuções no Irã ocorriam em praça pública.

O 32º aniversário da Revolução Islâmica no Irã, comemorado no dia 11 de fevereiro, é uma data tensa, em que a oposição costuma organizar manifestações contra o regime. As tentativas do governo de frear esses protestos são diversas. Em 2010, a velocidade da internet foi reduzida em todo o país, o acesso às contas de e-mail foi dificultado e forças policiais foram espalhadas pelas ruas, agredindo líderes opositores. Dezenas de manifestantes ficaram feridos.

Se diante do mundo o Irã se posicionou a favor dos manifestantes do Egito e da Tunísia – pela “islamização do planeta” -, dentro do país a política é outra: deixar claro, pela força, a intolerância a protestos. “É um excelente momento para eles reforçarem o islamismo e também mostrarem sua autoridade dentro do próprio país”, avalia Ann Harrison, da Anistia Internacional. As manifestações no Egito, que pedem a queda do presidente Hosni Mubarak, contam também com o apoio da Irmandade Muçulmana, a maior e mais antiga organização islâmica do país.

Uma questão prática soma-se aos motivos políticos para o aumento das execuções. “Além de querer mostrar poder diante dos conflitos no Egito e na Tunísia, há o problema no sistema carcerário do Irã. Houve um aumento do número de presos e o regime simplesmente decidiu apagá-los”, diz Hadi Ghaemi, diretor-executivo da Campanha Internacional pelos Direitos Humanos no Irã. “Esse extermínio não continuará, no entanto, se houver uma reação internacional realmente forte.”

A maneira como o Irã rebateu as críticas internacionais foi a saída clássica usada pelo país do presidente Mahmoud Ahmadinejad. “A série de execuções não é assunto do resto do mundo”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast. Ele também informou que 80% das pessoas enforcadas eram traficantes de drogas e lançou mão de uma ironia. "Se o Irã não combater o tráfico de drogas, a Europa e o Ocidente serão atingidos", disse debochando, fingindo-se solidário com o mundo ocidental.

Foto:

DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA - O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, amiguinho de Lula, saúda a multidão, em frente a uma imagem do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, durante manifestação organizada pelo governo para marcar o 32º aniversário da Revolução Islâmica em Teerã 11 de fevereiro de 2011. A oposição foi impedida de se manifestar.


10 de dez. de 2010

IRÃ: TV Iraniana confirma que Sakineh não foi libertada

IRÃ
TV Iraniana confirma que Sakineh não foi libertada
O canal de televisão estatal iraniano Press TV informou que a iraniana Sakineh, não foi libertada, como anunciou o Comitê internacional antiapdrejamento, com sede em Berlim. As imagens dela divulgadas ontem, mostram cenas de um programa onde o crime supostamente cometido por ela, o assassinato do marido, foi reconstituído. Mina Ahadi, líder do comitê alemão disse que o regime iraniano “brinca com a opinião pública internacional”

Foto: Reuters

As imagens fornecidas pela Press-TV do Irã, sugeriam que Sakineh Mohammadi-Ashtiani, estivesse em liberdade

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, AL Jazeera, Diario Digital, Portal Terra, Diário de Notícias, Press TV, The New York Times, Itamarati

A iraniana Sakineh Mohammadi-Ashtiani, 43 anos, condenada à morte por apedrejamento, não foi libertada "contrariando uma grande campanha de propaganda dos meios de comunicação social ocidentais", reportou hoje, o site da televisão iraniana Press-TV.

O Comitê internacional antiapdrejamento, com sede em Berlim, anunciou na quinta-feira à noite a libertação da iraniana, cujo caso revelado em Julho provocou protestos e intensa mobilização política, principalmente nos países ocidentais.

Foto: Press TV/Reuters

Nessa surpreendente imagem, Sakineh conversa tranquilamente com o seu filho Sajjed Ghaderzadeh

Na nota, a produção da Press-TV, diz que "Mohammadi-Ashtiani, homicida confessa, não foi libertada", a verdade é que as fotos, que motivaram toda a especulação foram tiradas quando "uma equipe de produção da Press-TV acompanhou Ashtiani a sua casa, com autorização judicial, para uma reconstituição do homicidio, supostamente praticado com a sua participação, na cena do crime".

A falsa notícia da libertação surgiu no final do dia, de ontem, através de um porta-voz do Comité Anti-Lapidação, com sede na Alemanha, que informou precipitadamente, com base nas imagens de Sakineh, junto com o filho, na sua residencias, fornecidas pela Press-TV e divulgadas pela agências internacionais. A notícia também dava conta que junto com ela haviam sido libertados Sajjed Ghaderzadeh, o seu filho, e o advogado, Javid Houtan Kian, que haviam sido presos, em outubro, quando davam uma entrevista a jornalistas alemães.

Chegou-se a comentar que “coincidência, ou não, “a libertação de Ashtiani” havia acontecido na véspera de mais um aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a 10 de Dezembro de 1948.

Foto: Press TV/Associated Press

Sakineh caminhando sozinha pela rua, como se fora uma pessoa em liberdade

Sakineh Mohammadi Ashtiani foi julgada pela primeira vez em 15 de maio de 2006, por quando admitiu ser culpada do crime de "manter relacionamento ilícito" com dois homens, em ocasiões diferentes, embora o incidente tivesse ocorrido após a morte do seu marido. Por isso ela recebeu uma condenação já cumprida de 99 chibatadas.

Em setembro de 2006 o processo foi novamente aberto quando outro tribunal julgava um dos dois homens envolvidos na morte do marido de Sakineh Mohammadi Ashtiani. Ela foi então condenada por cometer adultério enquanto ainda era casada e sua sentença confirmada como pena de morte por apedrejamento.

Durante uma das apelações ela declarou ao tribunal que não era verdadeira a confissão de adultério, que fizera. Na verdade confessará sob pressão e por só falar fluentemente o turco, não compreendia corretamente o que lhe falavam os seus interrogadores, que falavam no idioma farsi.

Precisa-se esclarecer que a relação sexual nesses casos é presumida. Basta que ela tenha caminhado com o homem, por um local pouco movimentado, recebido-o como visita em casa, sem a presença de um familiar masculino, para se concluir pelo adultério. Mulheres estrupadas já foram condenadas no Irã, por por não ter se precavido, ou ter tido um comportamente considerado insinuante.

O caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani virou comoção internacional, principalmente por causa da brutal pena de apedrejamento, mas os iranianos estão acostumados com esse tipo de execução: segundo o correspondente da BBC em Teerã Jon Leyne pelo menos duas pessoas por ano continuam a ser executadas pelo método no país.

A ONG alemã que divulgou a notícia da libertação comentou, nesta sexta-feira, que tem informações que a iraniana passou três dias em liberdade e voltou para a prisão. Segundo Mina Ahadi, do Comitê Internacional Contra a Pena de Morte e o Apedrejamento, há uma disputa interna no governo iraniano sobre o caso da mulher que fez o país se tornar alvo de pressão internacional.

Mina afirma que há integrantes do regime islâmico que são a favor da libertação de Sakineh, que foi condenada à morte por apedrejamento, mas teve a pena alterada para enforcamento. Segundo a diretora da ONG, do outro lado, entre os que apóiam a execução da iraniana, está o presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad.

Captura de Tela

No portal da PressTV o anuncio do programa “Today Iran” de hoje à noite

A situação volta à estaca zero - disse Mina, avaliando que Sakineh pode ser executada nos próximos dias, mas também pode ser libertada. - O regime brinca com a opinião pública internacional.

Hoje à noite, a o Press-TV, exibe o programa “Iran Today”, uma espécie de Globo Repórter iraniano, mostrará a reconstituição do crime e entrevistas com testemunhas e pessoas ligadas aos fatos, segundo informou a TV do Irã.

Apressados, oportunistas e desesperados para aparecerem como protagonistas dos fatos, Lula e o seu assessor especial, o execrável, Marco Aurélio Top Top Garcia, precipitaram em comentar a notícia depois desmentida. Top Top Garcia informou a imprensa, sem ter tido o cuidado de antes consultar diplomaticamente se a notícia era verdadeira, que Lula havia ficado “muito, mas muito satisfeito e emocionado", com a “libertação da iraniana e acrescentou cinicamente que “o Brasil trabalha na libertação de muitas pessoas, além da iraniana.”

Fotos: Press TV/Getty Images e Associated Press
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Imagem de Sakineh na sala e na cozinha de sua residencia

Recentemente numa entrevista ao jornal “The Washington Post”, a próxima presidenta, Dilma Rousseff, mostrou que não teria a mesma posição de Lula na votação da resolução sobre direitos humanos proposta na Organização das Nações Unidas (ONU), em novembro, quando Lula mandou o embaixador brasileiro se abster na votação que condenava prática de amputações, chibatadas e apedrejamentos no Irã.

“Não sou a presidente do Brasil (hoje), mas ficaria desconfortável, como uma mulher eleita presidente, em não me manifestar contra o apedrejamento."

“Não concordo com o modo como o Brasil votou. “Não é a minha posição”, afirmou Dilma, criticando abertamente e com sensatez a praticas dessa penas medievais.

Pelo visto Garcia vai ter que remodelar e afinar o seu discurso, para continuar falando pelo governo, já que foi mantido no cargo por Dilma Rousseff.

Foto:Press TV/Reuters

Talvez o programa “Today Irã” desta noite, vá esclarecer parte do que pode ter acontecido com Sakineh nestes dias, e ajudar a entender essas inigmáticas fotos


22 de nov. de 2010

Lula devia ser nomeado embaixador do Brasil no Irã

BRASIL
Lula devia ser nomeado embaixador do Brasil no Irã
Sabemos que são parcas as chances de que Dilma Rousseff nos escute, mas não custa argumentar: o presidente Lula após o fim do mandato em 01 de janeiro, daqui a exatos, 40 dias, contados desta segunda, 22, ficaria muito bem, como o representante brasileiro junto ao companheiro Ahmadinejad.

Fotomontagem Toinho de Passira

PELO IRÃ TUDO - Lula mandou o embaixador da ONU se omitir em votar numa resolução que condenava o Irã, por querer aplicar a pena de apedrejamento contra a iraniana Sakineh Ashtiani

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Augusto Nunes, Blog do Reinaldo Azevedo, G1, Estadão, Veja

Muitos se perguntam o que fará Lula após entregar a faixa presidencial? A presidente eleita poderia destacar o presidente para uma missão diplomática importante, que por certo lhe faria muito feliz: ser o embaixador brasileiro junto ao Irã, ao lado do seu amigo Mahmoud Ahmadinejad.

Não seria a primeira, nem a última vez que um presidente da Republica seria nomeado embaixador do Brasil. Recentemente, Itamar Franco, que assumiu após a cassação de Collor, ao sair do governo foi nomeado, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, embaixador brasileiro em Portugal, e posteriormente embaixador brasileiro junto à Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington.

O presidente Luis Inácio Lula da Silva tem demonstrado um afinamento político de tal envergadura com o Irã dos aiatolás e de Ahmadinejad, que se sentirá praticamente em casa, vivendo no território da antiga Pérsia.

Lula silenciou quando Ahmadinejad declarou que o holocausto dos judeus pelos nazistas era uma farsa. Apoiou o programa nuclear iraniano, na direção da fabricação de uma bomba atômica, com naturalidade. Foi um dos primeiros governantes do mundo, perdeu para Chávez, a reconhecer que as fraudadas eleições iranianas haviam sido legítimas.

Mais recentemente mandou que o Brasil abster-se de votar, na resolução da ONU, que expressa “profunda preocupação” com as violações dos direitos humanos promovidas pelo governo do Irã.

Essa resolução tinha como alvo criticar “a pena de morte e rejeitar a violência contra a mulher”, em mais “uma tentativa de salvar Sakineh Ashtiani, a iraniana condenada a morrer apedrejada”.

Na sua estada no Irã Lula vai poder meditar, sobre o regime dos aiatolás, que condenam uma mulher, à morte, apenas por ter ficado em situação de adultério, com os homens que estão sendo acusados de matar o seu marido.

A chamada situação de adultério, não significa a comprovação de um ato sexual, basta que ela tenha ficado num espaço, não publico, com algum desses homens, sem a presença de outro homem da família, por exemplo, mesmo que a casa estive repleta de mulheres, mesmo que essa permanência fosse por parcos minutos.

Sakineh Ashtiani, 43 anos, e mãe de dois filhos, já levou 90 chicotadas, como pena inicial, e o governo do Irã, por pura ironia, ameaçou substituir a pena de apedrejamento por enforcamento, mas parece ter voltado atrás.

O representante do Irã na ONU, Mohammad-Javad Larijani, explicou para os países incultos, que “Essa resolução é fruto da hostilidade americana contra o Irã. É a politização dos direitos humanos”. Ensinou que o apedrejamento: “Significa que você deve fazer alguns atos, jogando um certo número limitado de pedras, de uma forma especial, nos olhos de uma pessoa. Apedrejamento é uma punição menor que a execução porque há a chance de sobreviver.”

Omitiu, o embaixador iraniano, que as pessoas que sobreviveram ao apedrejamento eram homens. O Código Penal do Irã determina que as mulheres, no ato da execução da pena, sejam enterradas até a altura do busto, com as mãos amarradas por cordas e o corpo enrolado num tecido branco. Não podem sequer defender-se das pedras atiradas a curta distância, coisa que é permitido aos homens condenados a mesma pena, que tem as mãos livres para tentar se defender do brutal castigo.

O presidente Lula também vai acabar compreendendo, que a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, tivesse feito aqueles atos criminosos no regime dos aiatolás (planejado uns assaltos a banco, integrar organizações de guerrilha urbana e ser responsável pelo arsenal da bandidagem armada) não teria escapado de ser pendurada numa forca.

Outra amiga de Lula, a senador Marta Suplicy, que costuma relaxar para gozar, possivelmente ia ser apedrejada, por ter enfeitado, merecidamente, a cabeça do companheiro senador Eduardo Suplicy. Por mais que ela explicasse que ele é um pé no saco, não ia ter clemência.

É bem verdade que a permanência de Lula no Irã iria lhe trazer alguns pequenos desconfortos pessoais, com a proibição de ingerir bebidas alcoólicas e de obrigar Dona Marisa a andar em público, cobertas de véus, escondendo as plásticas faciais e os Megas Hairs de cachos louros.

O maior perigo que o presidente brasileiro correria seria, porém, o de perder as mãos, pena aplicada aqueles que pega para si alguma coisa pertencente a outrem.


14 de out. de 2010

Ahmadinejad vai ao Líbano jogar pedras em Israel

LIBANO - ISRAEL
Ahmadinejad vai ao Líbano jogar pedras em Israel
O amigo e aliado do presidente Lula foi ao Líbano para apoiar os terroristas do Hezbollah, criar polêmicas, desafiar os americanos e israelitas e aumentar seu prestígio na região. Para os libaneses, ligados ou seguidores do Hezbollah, Ahmadinejad é um benfeitor e protetor do país contra americanos e judeus. O governo iraniano doou bilhões de dólares para a reconstrução do país, enquanto fornece aramas e dá treinamento aos terroristas locais, inimigos dos israelenses. No último dia de visita, simbolicamente deve atirar pedras contra Israel desde a fronteira do Líbano.

Foto: Ali Hashisho/Reuters

Ahmanidejad entrando no estádio al-Raya , em Beiture, na sua super blindade limousine, recebendo aclamação de herói e protetor do Hezbollah

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, Sapo, The New York Times, Bangkok Post, Time, Portal Terra, Ion Line, Reuters

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad recebeu uma recepção de herói, por uma multidão, principalmente composta por simpatizantes do Hezbollah xiita, que cantaram saudações em persa, ao mesmo tempo em que jogavam arroz e pétalas de rosas, enquanto ele desfilava em carro aberto pelas ruas de Beirute nesta quarta-feira.

A visita do presidente iraniano ao Líbano, a primeira desde que tomou posse em 2005, é um apoio político ao grupo extremista Hezbollah e uma provocação a Israel e tenta por mais combustível na conturbada fronteira libanesa, com o estado israelita.

Não é absoluta unanimidade no Líbano, pois, políticos da base governista libanesa, mostraram-se contrários à visita do líder iraniano, e acusa o Irã de interferência nos assuntos internos do país e usar o Líbano como sua “base no Mediterrâneo”.

Em uma visita a Kosovo, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que os Estados Unidos rejeitavam qualquer ação que “desestabilize ou inflame tensões” no Líbano.

Sem citar literalmente Ahmadinejad, mas já citando, Hillary comentou: “Nós esperamos que nenhum visitante fará qualquer coisa ou dirá qualquer coisa que daria um pretexto para uma tensão maior ou instabilidade naquele país (Líbano)”.

A visita de Ahmadinejad está cercada de polêmicas, simbolismos sinistros e possibilidades de explosão de violência na região, que nem precisa dele para ser inflamável, mas não se pode negar que sua presença é nitroglicerina pura.

Foto: Reuters

As ruas de Beirute repletas de incansáveis admiradores de Ahmadinejad

Depois de atender ao protocolo de visitar as autoridades do país, Ahmadinejad, no primeiro dia, participou de um comício em sua homenagem, organizado pelo Hezbollah, no estádio al-Raya, onde uma multidão em êxtase, o recebeu gritando: "Morte aos Estados Unidos!", "Morte a Israel!" e "Ahmadi! Ahmadi!" agitando bandeiras do Irão, do Líbano e do Hezbollah e cartazes com as fotos de Ahmadinejad e de Hassan Nasrallah, o chefe do Hezbollah.

Na sua fala Ahmadinejad acusou os "países arrogantes" do Ocidente de "dar rédea solta" a Israel "para perpetrar massacres", e também os culpou de "provocar a discórdia e a tensão no Oriente Médio". O púlpito de onde Ahmadinejad discursou estava adornado com motivos bélicos e retratos do falecido aiatolá, Ruhollah Khomeini, e do atual líder supremo iraniano, o também aiatolá Ali Khamenei.

Segundo Ahmadinejad, após a Segunda Guerra Mundial, os países ocidentais "criaram uma entidade estranha" no Oriente Médio, em referência a Israel, que perpetra "o assassinato de mulheres e homens, usa armas proibidas ataca civis e frotas de ajuda".

Em seu discurso, com tradução simultânea para o árabe, Ahmadinejad fez um pedido para que a ONU acabe com a "negligência" e obrigue Israel a cumprir as resoluções do Conselho de Segurança, e, dessa forma, demonstre "que não é uma organização só para alguns países".

Sobre os palestinos, Ahmadinejad disse que só alcançarão a paz com Israel se tiverem "seus direitos legítimos" reconhecidos, se os deslocados e "todos os ocupantes retornarem a seus locais de origem".

Disse também que Israel irá pagar por qualquer tentativa de agressão contra o Líbano e complementou:

“Eu digo aqui e agora que qualquer novo ato traiçoeiro (de Israel) irá apenas abreviar a vida desgraçada desse regime forjado.”

Foto: Reuters

O xeque Hassan Nasrallah falando em video conferência, homenageando e concordando com Ahmanidejad

No ato em homenagem ao presidente iraniano o seu principal anfitrião, o líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, não compareceu, falou ao convidado através de vídeo conferencia, projetada num telão, que Ahmadinejad assistiu junto ao "número dois" do grupo xiita, Naeem Qasem.

Hassan raramente aparece em público, vive escondido, temendo um atentado do Mossad, o serviço secreto de Israel.

"Dizem que o Irã é a fonte da discórdia na região, mas a República Islâmica do Irã é a maior garantia do mundo islâmico para impedir as lutas sectárias", afirmou Nasrallah no telão e continuou:

"O que o Irã deseja para os palestinos é o que deseja o povo palestino". "O presidente Ahmadinejad tem razão quando diz que Israel é ilegítimo e deve deixar de existir", assegurou o líder do Hezbollah enquanto a multidão delirava.

A visita de Ahmadinejad foi precedida por vários esforços diplomáticas junto ao Líbano, para evitar que o país mergulhe totalmente na influencia iraniana.

Em agosto, o rei Abdullah da Arábia Saudita e o presidente Bashar al-Assad da Síria se reuniram em Beirute, em uma rara demonstração de unidade, na esperança de minguar a influencia iraniana no Líbano.

Mas os governantes libaneses, não sinalizaram em nenhum momento disposição de distanciar-se de Teerã, muito pelo contrário.

Ahmanidejad continuara no Líbano na sua viagem simbólica e provocativa, nesta quinta-feira fazendo uma parada em Bint Jbeil, um vilarejo destruído por Israel durante a guerra de 2006 contra o Hezbollah e reconstruído com a ajuda do Irã.

Também vai visitar Qana, uma vila que ganhou um lugar sombrio na história depois de ter sido atacada em duas ocasiões, de forma sanguinária e desastrada por Israel, a primeira em 1996, morreram 105 civis, que haviam procurado abrigo em uma base da ONU, ONU, dez anos depois, durante um novo ataque, um abrigo desabou e vitimou dezenas de moradores, incluindo crianças com deficiências.

Foto: Associated Press

O reitor da Universidade do Líbano Zuheir Shuker, a esquerda e o ministro da Educação, Hassan Mneimneh, à direita, entregam o titulo de Doutor honorário ao presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, nesta quarta feira

Antes de ir para a fronteira sul, Ahmadinejad nesta quinta-feira vai almoçar com o primeiro-ministro libanês da etnia sunita Saad Hariri.

O assunto não deve ser tratado nessa ocasião, mas Hariri está sob fogo cruzado político, para não aceitar as decisões do Tribunal Especial da ONU, que investiga o assassinato do seu pai, ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, em 2005, morto num atentado a bomba, que aponta lideres, do próprio Hezbollah, como responsáveis pelo crime.

Mas o mais simbólico e provocativo dos atos a ser perpetrado por Ahmadinejad e sua comitiva, não consta da programação oficial. Tem-se como certo que chegando bem perto da divisa do Líbano com Israel, o mandatário iraniano jogará pedras, por sobre a muralha construída pelos israelenses, na direção dos soldados judeus, que patrulham a fronteira.

Foto: Reuters

Soldados israelenses patrulham a fronteira em Kfar Kila, no Líbano, onde fotos de Ahmadinejad decoram ruas

Teme-se que esse gesto do Presidente iraniano, possa desencadear uma onda de atentados e violência, por isso o exercito de Israel aumentou sua presença na região.


5 de ago. de 2010

Lula atirou a primeira pedra na iraniana

IRÃ - DIREITOS HUMANOS
Lula atirou a primeira pedra na iraniana
Tudo que o presidente brasileiro fez em benefício da mulher iraniana condenada à morte, por apedrejamento, foi apressar sua execução, depois de “avacalhar” o movimento internacional que obteve mais de 700 mil assinaturas, de todo o planeta pedindo sua libertação

Fotomontagem Toinho de Passira

Toinho de Passira
Fontes: Blog Mirian Leitão, Estadão , BBC Brasil, Estadão, Correio Braziliense

Quando assumiu a presidência pela primeira vez, o Presidente pelo menos parecia ter consciência da sua ignorância e assessorava-se.

No segundo mandato, depois de ter lido meia dúzias de discursos produzidos por outros e ser elogiado, pensou que havia virado gênio e começou a dispensar colaboração e a adotar uma política internacional, baseada na sua experiência de sindicalista no ABC Paulista. O começo de um desastre que tem se acelerado nesse último ano, progressivamente.

Acabou desaguando nos posicionamentos equivocados e vexatório no caso da libertação da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani condenada a morte por apedrejamento, acusada de adultério.

Primeiro, o presidente Lula intrometeu-se no caso com uma das mais infelizes declaração, depois de pressionado para que fizesse uma gestão diplomática junto ao presidente iraniano, usando sua estranha amizade com o presidente Ahmadinejad, disse que seria uma “avacalhação” interferir nas leis dos países.

Mirian Leitão no seu blog lembra que “Leis injustas e arbitrárias devem ser combatidas, porque os direitos humanos são universais.” Não importa em que país esteja.

Mais vexatório, na segunda intervenção, no palanque de Dilma, o presidente errou feio, no local, na forma e nas palavras: “disse que, já que ela estava incomodando, o Brasil oferecia asilo.”

Pela rejeição ríspida do governo iraniano, dizendo em tese Lula é um emotivo que não sabe do que está falando. Imaginava-se que algo de ruim ia acontecer, com a mulher.

De prático, para pior, a Corte Suprema do Irã ignorou ontem apelos de defensores dos direitos humanos e atendeu ao pedido do Ministério Público para que a iraniana Sakineh Ashtiani seja executada.

Em uma aparente tentativa de aplacar as críticas internacionais, Teerã mudou o teor da principal acusação contra Sakineh - de adultério para assassinato. O tribunal definirá na próxima semana se ela será enforcada ou apedrejada. Não cabe recurso e priu.

Um detalhe nesses episódios recentes, é que o advogado de defesa, da mulher presa, Mohammad Mostafaei desapareceu de Teerã desde 24 de julho depois de interrogado por autoridades iranianas. Sua mulher e cunhado foram presos depois disso, segundo um relatório da Anistia Internacional.

No momento ele está em Istambul, num local onde são mantidos imigrantes em busca de asilo político.

A iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, 43 anos, foi julgada pela primeira vez em 15 de maio de 2006, por um tribunal de Tabriz, quando admitiu ser culpada do crime de "manter relacionamento ilícito" com dois homens, em ocasiões diferentes, embora o incidente tivesse ocorrido após a morte do seu marido. Por isso ela recebeu uma condenação já cumprida de 99 chibatadas.

Em setembro de 2006 o processo foi novamente aberto quando outro tribunal julgava um dos dois homens envolvidos na morte do marido de Sakineh Mohammadi Ashtiani. Ela foi então condenada por cometer adultério enquanto ainda era casada e sua sentença confirmada como pena de morte por apedrejamento.

Durante uma das apelações ela declarou ao tribunal que não era verdadeira a confissão de adultério, que fizerá. Na verdade confessará sob pressão e por só falar fluentemente o turco, não compreendia corretamente o que lhe falavam os seus interrogadores, que falavam no idioma farsi.

Precisa-se esclarecer que a relação sexual nesses casos é presumida. Basta que ela tenha caminhado com o homem, por um local pouco movimentado, recebido-o como visita em casa, sem a presença de um familiar masculino, para se concluir pelo adultério.

Mulheres estrupadas já foram condenadas no Irã, por por não ter se precavido, ou ter tido um comportamente considerado insinuante.

O caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani virou comoção internacional, principalmente por causa da brutal pena de apedrejamento, mas os iranianos estão acostumados com esse tipo de execução: segundo o correspondente da BBC em Teerã Jon Leyne pelo menos duas pessoas por ano continuam a ser executadas pelo método no país.

O assessor especial para Assuntos Internacionais Marco Aurélio Top Top Garcia, afirmou ontem (4/8) que o presidente Lula não se ofendeu com o comentário do porta-voz do governo iraniano de que ele era desinformado e por essa razão ofereceu asilo político à mulher condenada à morte por suspeita de adultério e que as relações bilaterais entre Brasil e Irã estão mantidas, sem alterações.

Teme-se que da próxima vez que Lula for falar do assunto, não diga que não vai brigar com seu amigo o presidente Ahmadinejad, “por causa de umas pedradas...”


12 de jul. de 2010

CUBA: Fidel na TV cubana alerta sobre ataque contra o Irã

CUBA
Fidel na TV cubana alerta sobre ataque contra o Irã
O ditador Fidel Castro não aparecia, para os cubanos, há quase um ano. Hoje, em entrevista na TV denuncia como iminente um ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, avisando que Ahmadinejad revidará

Foto: Reuters

O líder cubano afastado Fidel Castro apareceu nesta segunda-feira (12), com boa aparência, em uma entrevista a um programa local de TV.

Toinho de Passira
Fontes: EFE, Folha Online, Portal Terra, Estadão, CNN, Telegraph

Fidel Castro, 83, apareceu nesta segunda-feira com boa aparência em uma entrevista a um programa diário da TV local, em seu primeiro vídeo divulgado em quase um ano. A entrevista foi concedida a um jornalista do programa "Mesa Redonda", da TV estatal cubana, e também retransmitida pela rede americana CNN.

Fidel falou sobre assuntos internacionais, mostrando estar acompanhando os assuntos mesmo fora do governo.

Foto: Reuters

Nos primeiros minutos da entrevista, Fidel leu trechos escritos pelo linguista americano Noam Chomsky e outros, explicando porque acredita que a tensão na península coreana poderia provocar uma guerra mundial.

Ele disse que o afundamento do navio sul-coreano Cheonan foi resultado de uma conspiração dos EUA para desestabilizar a península coreana. Os EUA teriam plantado uma mina no navio para provocar uma guerra entre as Coreias do Norte e do Sul, segundo Castro.

Fidel também alertou para uma possível guerra entre EUA e Irã por conta do programa nuclear do país persa. Ele falou sobre um iminente ataque dos EUA e Israel ao Irã, e advertiu que o líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, "responderá".

Vestindo uma jaqueta azul e camisa xadrez, Fidel falou devagar, mas aparentando estar calmo e lúcido.

Em seu último vídeo, em agosto de 2009, Fidel apareceu em sua casa com um grupo de estudantes venezuelanos.

Foto: Reuters

Suas participações anteriores no programa "Mesa Redonda", em junho e setembro de 2007, foram gravadas em sua residência. No vídeo de hoje, ele aparece em um escritório, em local não especificado, em frente a uma mesa cheia de papeis.

Não ficou imediatamente claro se o vídeo era ao vivo ou gravado, mas Fidel fez referência a uma matéria de 5 de julho como tendo sido publicada há seis dias, o que significaria que a entrevista foi gravada no domingo (11).

O vídeo levanta dúvidas sobre por que Fidel estaria aparecendo em público neste momento, após tanto tempo afastado das câmeras, e sobre o quanto ainda influencia nas decisões políticas da ilha.

Fidel Castro fez sua primeira aparição pública desde que ficou doente há quatro anos em uma visita na última quarta-feira (7) a um centro de pesquisas em Havana. Fotos tiradas com uma câmera de celular e publicadas no blog pró-governo mostram Castro, 83, sorrindo e conversando com as pessoas que teriam se reunido ao seu redor quando deixava o Centro Nacional para Investigações Científicas.

Fidel Castro numa imagem de 1959
A blogueira, Rosa C. Baez, escreveu que Castro foi visto fazendo uma "visita surpresa" ao centro na quarta-feira e parou para cumprimentar e "mandar beijos" para o grupo que esperava por um chance para vê-lo.

A aparição de Fidel na TV chega em meio ao processo de libertação de 52 presos políticos cubanos.

Após liderar a revolução de 1959 que tirou do poder um ditador apoiado pelos EUA, Fidel governou Cuba por 49 anos e dominou a vida da ilha com seus vários e longos discursos televisionados e aparições públicas.

Ele deixou o poder em fevereiro de 2008 e Raúl Castro, 79, oficialmente assumiu a Presidência em votação pela Assembleia Nacional.

Apesar de estar longe dos olhares curiosos, Fidel manteve sua presença pública por meio de colunas de opinião escritas para a imprensa estatal cubana, e ainda tem um papel importante nos bastidores.

Por mais de um ano, suas colunas dedicaram-se quase exclusivamente a temas internacionais. Ele disse ter sido avisado de que suas colunas sobre assuntos internos estavam interferindo no trabalho do governo.

Nas últimas semanas, Fidel previu em suas colunas que o mundo está à beira de uma guerra nuclear, que deve se espalhar a partir do conflito entre os EUA e o Irã por causa das sanções internacionais contra o programa nuclear iraniano.

Foto:Getty Images

Para os dissidentes cubanos, ver Fidel assim lépido e fagueiro na televisão é um pesadelo maior que as ameaças de conflito nuclear que ele está fazendo


13 de jun. de 2010

IRÃ: Dona Ahmadinejad exibiu o nariz em público

IRAN
Dona Ahmadinejad exibiu o nariz em público
A esposa do presidente iraniano foi flagrada visitando uma exposição em Xangai na China, desmentindo boatos que o presidente a mantém permanentemente em cativeiro

Foto: EFE

Toinho de Passira
Fontes: El Imparcial, 20 Minutos

A invisível e feliz esposa do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, Senhora Azam Al Sadat Ferahi, foi flagrada por fotógrafos, com o nariz de fora, do seu chador preto, visitando a Exposição Mundial comemorativa do Dia Nacional do Irão, em Xangai, China.

Depois de muitos comentários de que ninguém nunca havia visto dona Ahmadinejad, o presidente tem deixado que ela circule e respire em ambientes restritos, acompanhada de homens e mulheres da família, demonstrando o seu lado liberal e civilizado.

Não sabemos se o escândalo da exibição pública do lindo nariz vai prejudicar a reputação de dona Azam, que apareceu pela primeira vez em público no Egito, ano passado.

Se ela sumir novamente será um sinal que Ahmadinejad não gostou deste amostramento e resolveu castigá-la.

Apesar de durão para o resto do planeta, Mahmoud Ahmadinejad é considerado muito liberal para com o sexo feminino. Depois que ele assumiu foi permitido que mulheres assistam jogos de futebol e até ir a bibliotecas, embora em espaços exclusivos e separados dos homens.

Nós, os machos ocidentais, temos muito que aprender com Ahmadinejad, sobre a arte de manejar mulher.


10 de jun. de 2010

OPINIÃO: Causa perdida - Merval Pereira

OPINIÃO
Causa perdida
Atrás de um Prêmio Nobel da Paz, Lula joga o Brasil num confronto desnecessário com os Estados Unidos de Barack Obama, não de George W. Bush, para ficar ao lado dos piores ditadores existentes


Lula na sombra do Aiatolá Khamenei
Merval Pereira
Fontes: Blog do Noblat

A decisão do Brasil de votar contra as sanções ao Irã no Conselho de Segurança da ONU nos isola politicamente não apenas naquele órgão colegiado, mas no mundo ocidental do qual fazemos parte.

A Turquia tem até suas razões geopolíticas para atuar como vem atuando, é vizinho do Irã, um de seus maiores parceiros econômicos, tem interesse em entrar para a Comunidade Europeia e joga com sua relação com os países muçulmanos para ganhar peso político.

O Líbano, com toda a força do Hezbollah, foi mais sensato e se absteve.

Claro que, ao intermediar o acordo nuclear com o Irã, o Brasil se colocou na arena internacional, houve uma mudança de patamar, porque o mundo mudou.

Já não existem mais potências hegemônicas, as lideranças das negociações têm que ser divididas entre os países, e a política externa brasileira arrojada tenta tirar proveito dessa mudança.

Arrojada até demais, a ideia de negociar a paz do Oriente Médio é despropositada e tratada com escárnio pelos envolvidos.

Invadiu a internet nos últimos dias um filmete com um programa humorístico identificado como sendo da televisão israelense onde uma turma do Casseta e Planeta de lá goza nosso presidente de maneira cruel.

O que não é possível é aceitar uma política externa irresponsável apenas por patriotismo, sem nenhuma razão realista que a justifique.

Não é possível aceitar que o presidente, qualquer que seja ele, possa usar o país para aventuras personalistas.

Apoiar o Irã, uma ditadura teocrática completamente fora das leis internacionais e do respeito aos direitos humanos, é um absurdo, ainda mais quando todo o Ocidente está trabalhando em conjunto para tentar controlar esses aiatolás atômicos, e conseguindo até apoio de China e Rússia.

Nem mesmo um pragmatismo comercial justificaria tamanho comprometimento, pois nossas exportações para o Irã representam menos de 1% de nosso comércio internacional, ao contrário da Rússia e da China, que mesmo tendo grandes interesses econômicos e políticos na relação com o Irã, aderiram às sanções como prova de que a situação é considerada realmente grave.

Os interesses de empreiteiras brasileiras, que estiveram recentemente no Irã em uma missão exploratória chefiada pelo ministro do Desenvolvimento Miguel Jorge, devem ser contrariados com as novas sanções, pois a maior parte das obras de infraestrutura do país está sob suspeita de acobertar o programa nuclear paralelo.

Diversas empreiteiras iranianas entraram na relação de empresas suspeitas que terão seus bens congelados e seus negócios monitorados.

Só mesmo um desejo incontrolável de surgir no cenário internacional como uma potência de peso, apressando um processo que vem se desenrolando naturalmente ao longo do tempo, justifica tal situação.

Mas nem tudo se deve à ânsia de ser reconhecido como uma peça importante no tabuleiro internacional.

Há ainda, entre os estrategistas da política externa brasileira, um grupo que tem a convicção de que o Brasil usou o pretexto de uma aliança estratégica com a Argentina para aderir às iniciativas americanas na área militar na região, o que teria levado desnecessariamente à assinatura do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).

O resultado é que, dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia e China), o único que não tem a bomba atômica é o Brasil, e para compensar essa falta nossa política externa procura aumentar o peso político do controle do ciclo completo do enriquecimento do urânio, ou destacar a possibilidade de fazer a bomba como prerrogativa dos que não a têm.

Essa maneira de pensar a nova geopolítica mundial, e mais o convencimento de que está havendo uma mudança de paradigmas, e que os países emergentes assumirão o comando político do novo mundo multipolar ,assim como está acontecendo com suas economias, que estão se destacando em relação às da Europa, Estados Unidos e Japão (o G3), está levando o governo brasileiro a dar um passo maior que as pernas.

Os efeitos internos da postura externa também são fundamentais para Lula.

Não apenas aqui, mas em vários países do mundo, inclusive a China, há essa novidade, que é a política externa trazer dividendos políticos internos aos governos.

Não é por outra razão que a candidata oficial Dilma Rousseff irá à Europa para ser recebida por chefes de Estados, num factoide que será apresentado em sua propaganda política. Como se ela fosse uma grande líder internacional.

Aliás, é mais uma ação indevida do governo em favor de sua candidata, pois quem está fazendo o roteiro da viagem é o assessor especial de política externa Marco Aurélio Garcia, que acumula as funções com a de coordenador da campanha de Dilma.

Atrás de um Prêmio Nobel da Paz, que até pode vir, porque o mundo está culpado pela crise econômica e nada melhor do que homenagear um operário do terceiro mundo, líder de um grande país emergente, para aplacar esse sentimento, Lula joga o Brasil num confronto desnecessário com os Estados Unidos de Barack Obama, não de George W. Bush, para ficar ao lado dos piores ditadores existentes.

O Brasil não tem nenhuma razão para sair do bloco ocidental, especialmente por uma causa tão ruim para a Humanidade.


*Acrescentamos subtítulos e imagem

9 de jun. de 2010

Como previsto, ONU aprovou sanções contra o Irã

IRÃ - BRASIL
Como previsto, ONU aprovou sanções contra o Irã
Quase a unanimidade os integrantes do Conselho de Segurança da ONU aprovaram sanções contra o governo de Ahmadinejad, tentando impedir que o país islâmico venha a produzir armas atômicas, os votos dissidentes foram do Brasil e da Turquia, o Líbano preferiu abster-se

Foto: Getty Image/Reuters

Ahmadinejad, atômico e perigoso - Lula, ingênuo e megalomaníaco

Toinho de Passira
Fontes: G1, G1, BBC Brasil

O Conselho de Segurança da ONU aprovou, nesta quarta-feira, a quarta rodada de sanções contra o Irã, com votos contrários de Brasil e Turquia e a abstenção do Líbano.

Os outros 12 membros do Conselho aprovaram a resolução, que inclui uma lista negra com os nomes de 40 empresas e entidades governamentais e menciona Javad Rahiqi, chefe do Centro de Tecnologia Nuclear de Isfahan.

Segundo a embaixadora brasileira na ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, o Brasil "não vê as sanções como instrumento efetivo neste caso".

Já a representante dos EUA, Susan Rice, defendeu que o Irã tem direitos, mas também responsabilidades perante a comunidade internacional. Rice também elogiou os esforços diplomáticos de Brasil e Turquia e disse que Washington continuará tentando negociar com Teerã.

Horas antes do horário previsto para a votação, o embaixador iraniano na ONU, Mohammad Khazaei, disse que a possível aprovação destas medidas não deixará alternativa ao seu país a não ser a "confrontação".

Khazaei acusou EUA, Reino Unido e França de não serem honestos nas negociações com outros membros do Conselho de Segurança, que já começaram a se reunir.

Logo que tomou conhecimento da decisão do Conselho de Segurança da ONU, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que as novas sanções da ONU ao país "não valem um centavo" e "devem ser jogadas no lixo".

"Essas resoluções não têm valor... É como um lenço usado que deveria ser jogado na lata de lixo", disse ele a jornalistas quando questionado sobre o assunto.

"Os que continuam a votar resoluções contra nós a pretexto de que o Irã poderia construir uma bomba atômica no futuro são justamente os que possuem bombas atômicas, já as utilizaram, estocando-as ou ameaçando outros", acrescentou o presidente iraniano.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que as novas sanções determinadas pelo Conselho de Segurança da ONU ao Irã enfraquecem a entidade.

" É um episódio (sanções) que enfraquece o Conselho de Segurança das Nações Unidas. O Conselho de Segurança representa uma correlação de forças de 1948 quando foi criado", afirmou o presidente.

"A geografia econômica do mundo mudou, e queremos que a ONU tenha gente da América Latina, da Ásia", disse Lula.

Lula ainda afirmou que os atuais integrantes permanentes - Estados Unidos, Inglaterra, França, China e Rússia -se sentem "donos do Conselho". O Brasil é um membro rotativo do Conselho.

O presidente ainda lembrou do ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, ao classificar a decisão do Conselho.

"Foi uma vitória de Pirro, como diria o nosso saudoso Leonel Brizola", disse o presidente

Vitória de Pirro é uma expressão que explica uma vitória obtida a um alto custo, que pode gerar prejuízos irreparáveis. A expressão tem origem em Pirro, general grego que após vencer uma batalha contra os Romanos, com um número considerável de baixas, teria dito: "Mais uma vitória como esta, e estou perdido."


8 de jun. de 2010

Diplomacia brasileira falha na ONU, pior para o Irã

BRASIL - IRÃ
Diplomacia brasileira falha na ONU, pior para o Irã
Tola e redundante a diplomacia brasileira na ONU, acoplada a Turquia e ao Líbano, não quis participar das negociações da elaboração das sanções contra o Irã e acabou facilitando para que os países membros permanentes chegassem bem mais rápido a um acordo definitivo com medidas bem mais duro do que o esperado, já que não havia ninguém na reunião para defender os interesses do governo iraniano

Foto: Reuters

A votação das sanções contra o Irã deverá ocorrer nesta quarta

Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Reuters

O Brasil e a Turquia fracassaram em suas iniciativas de prolongar as negociações diplomáticas sobre o programa nuclear iraniano, antes que sejam votadas novas sanções contra o Irã no Conselho de Segurança da ONU.

Os representantes de Estados Unidos e México, país que passou a ocupar a presidência do órgão, afirmaram ontem que a votação será realizada ainda nesta semana, provavelmente amanhã dia 08.

O texto já está pronto, e apenas ajustes finais ainda são discutidos. A partir do momento em que for lançada a proposta oficial, serão necessárias apenas 24 horas até a votação. Os países devem se reunir pela última vez hoje para consultas privadas.

O Brasil e a Turquia convocaram uma reunião de emergência ontem do Conselho de Segurança para pedir a abertura de um debate público. Um espécie do programa enganoso de orçamento participativo do PT.

Os diplomatas de outros países membros do órgão discordaram por considerarem a proposta redundante, já que, antes de votarem, os integrantes devem expor os motivos que os levaram a apoiar ou não a resolução.

"Nós discutiremos e votaremos logo em seguida", disse a embaixadora dos EUA no Conselho de Segurança, Susan Rice. Questionada se a votação seria nesta semana, ela respondeu afirmativamente.

O representante mexicano, Claude Heller, também indicou que a votação será "no meio desta semana". O objetivo é evitar que ela ocorra durante a Copa do Mundo, que começa na sexta-feira.

Foto: ONU

A representante do Brasil na ONU, Maria Luiz Viotti, ficou falando sozinha enquanto defendia o debate político "agora que a parte técnica está concluída".

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU chegaram a um acordo sobre o texto com novas resoluções. Dos dez membros rotativos, Brasil, Turquia e Líbano afirmam ser cedo para novas sanções. Os representantes dos três países se recusaram a participar das negociações sobre novas sanções.

Segundo diplomatas, isto acelerou o acordo, pois os brasileiros e os turcos não intercederam para amenizar o texto.

Os EUA esperam que as sanções sejam aprovadas com 12 votos favoráveis no Conselho de Segurança, embora os três membros africanos do órgão ? Uganda, Gabão e Nigéria ? ainda não tenham se pronunciado publicamente sobre o assunto.

Na avaliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança (EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha e França) e mais a Alemanha, o acordo dos brasileiros e turcos com o Irã, foi tardio, para não dizer ridículo, já que, ao longo dos últimos meses, os iranianos teriam enriquecido mais urânio, depois da rejeição de uma proposta semelhante dos Estados Unidos em outubro passado.

Além disso, Teerã não se comprometeu em suspender o enriquecimento de mais material radiativo na busca por fabricar armas atômicas.

Em resumo, a diplomacia brasileira é tão ruim que compromete e prejudica até quando quer ser a favor.


31 de mai. de 2010

Israel ataca navio e mata ativistas

PALESTINA
Israel ataca navio e mata ativistas
Um navio turco cheio de ativista, 700, inclusive uma brasileira, sob o pretexto de ajuda humanitária, tentavam chegar com suprimentos em Gaza, quando foram abordados por comandos israelitas. Resultaram mortos nove ativistas pró-palestinos. Como o navio estava sem armas e em missão pacífica, o mundo inteiro, está acusando Israel de terrorismo de estado. O Conselho de Segurança da ONU se reuniu para condenar Israel. A suspeita de ter sido um golpe político de Ahmadinejad e o Hamas, para enfraquecer politicamente Israel e os EUA

Foto:El Pais

O navio “Mavi Marmara” sendo abordado por comandos israelenses, durante a noite, quando acabou acontecendo as mortes

Toinho de Passira
Fontes: Reuters, Aljazeera, El Pais, O Globo, The New York Times, G1, RTP

Não vamos defender Israel, não gostamos da morte de inocentes, mesmo quando são idiotas, mas vamos expressar nossa opinião numa visão geral do conflito. Vamos aos fatos:

Claro que essa história não poderia acabar bem. Um navio turco cheio de ativista, sobre o pretexto de ajuda humanitária a Gaza, navegando numa área controlada pela marinha israelense, sem prévio acordo com Israel, deseja chegar a faixa de Gaza pelo mar e acaba sofrendo uma invasão dos fuzileiros navais israelenses e nove ativistas pró-palestinos morreram, deflagrando uma crise diplomática internacional.

Países europeus, assim como a ONU, a Turquia e o Brasil, expressaram indignação com o final violento à tentativa dos ativistas internacionais de furar o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza.

Foto: El Pais

O translatantico “Mavi Marmara” saindo da Turquia com os 700 ativistas em direção a faixa de Gaza

AA Marinha israelense deteve seis navios transportando 700 pessoas e 10 mil toneladas de suprimentos para o enclave palestino governado por islâmicos.

A Turquia acusou Israel de "terrorismo" em águas internacionais e o Conselho de Segurança da ONU preparava uma reunião de emergência. Em Washington, no entanto, os EUA disseram apenas lamentar a perda de vidas e que analisavam a "tragédia".

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que estava no Canadá e manifestou apoio total à operação da Marinha, voltou mais cedo de uma visita à América do Norte que deveria terminar na terça-feira com uma reunião na Casa Branca com o presidente dos EUA, Barack Obama.

Netanyahu defendeu a ação de seu país: "Eles (forças de Israel) foram cercados, foram atacados, houve inclusive um relato de fogo de artilharia. E nossos soldados se defenderam".

O encontro dele com Obama parecia ter como objetivo melhorar os laços entre EUA e Israel, prejudicados pelas diferenças sobre as negociações recentemente reabertas com os palestinos. Mas Obama também precisa pesar o apoio a Israel, popular entre os eleitores norte-americanos, com a compreensão da Turquia e de outros aliados muçulmanos dos EUA.

Enquanto as embarcações estrangeiras capturadas eram conduzidas ao porto de Ashdod, em Israel, as notícias sobre a operação -- ocorrida a cerca de 120 quilômetros em pleno Mediterrâneo, antes do alvorecer -- eram incompletas. Os fuzileiros navais invadiram o navio a partir de escaleres e de helicópteros.

Foto: El Pais

Ativista, do navio, ferido sendo socorrido em Israel

Autoridades da Defesa de Israel disseram que 10 ativistas morreram no Mavi Marmara, o cruzeiro turco que levava 581 pessoas a bordo, depois de os soldados terem sido atacados, incluindo com armas que os ativistas tomaram dos que invadiram o navio. Sete soldados e 20 manifestantes ficaram feridos, afirmaram os militares.

Israel impôs um bloqueio de comunicação aos que estavam a bordo do comboio e outros relatos não estavam disponíveis. Autoridades consulares estavam em Ashdod procurando ter acesso aos estrangeiros detidos.

Não estava claro quem eram as vítimas. Um oficial naval israelense afirmou que a maior parte dos mortos é formada por turcos. No comboio também estariam norte-americanos, israelenses, palestinos, muitos europeus e a brasileira Iara Lee.

Foto: EL Pais
Em vários países do mundo houve protestos contra Israel

A violência gerou protestos de rua e a ira do governo na Turquia, que por muito tempo foi o único aliado muçulmano de Israel na região.

O primeiro-ministro Tayyip Erdogan -- cujos pontos de vista islâmicos e estendidas de mão ao Irã e a outros inimigos de Israel são responsabilizados por muitos em Israel pela deterioração nas relações -- disse, antes de abreviar uma viagem ao Chile: "Essa ação, totalmente contrária aos princípios da lei internacional, é um desumano terrorismo de Estado."

O governo brasileiro expressou "choque e consternação" com o ataque e chamará o embaixador israelense no Brasil para manifestar "indignação" com o incidente.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse: "O que Israel cometeu a bordo da Flotilha da Liberdade foi um massacre". Parece improvável que ele prossiga com as conversações de paz mediadas pelos EUA por enquanto.

Foto: Reuters

Ativistas turcos, de perder de vista, protestam contra Israel em Istambul

O vice-ministro das Relações Exteriores israelense, Danny Ayalon, culpou os ativistas pela violência e os chamou de aliados dos inimigos islâmicos de Israel Hamas e Al Qaeda. Caso tivessem passado, afirmou ele, teriam aberto uma rota de tráfico de armas para Gaza.

Ele rejeitou as acusações de que Israel tenha ferido a lei internacional ao entrar em navios estrangeiros que estavam longe de suas águas territoriais.

Um vídeo do comboio mostrou um comando descendo em uma corda e lutando com um homem que segurava um bastão, que depois parecia tentar esfaquear o fuzileiro naval. Imagens militares feitas à noite pareciam mostrar dezenas de pessoas aglomerando-se em torno de grupos menores de fuzileiros navais, mas não parecia mostrar a morte dos ativistas.

Um soldado disse a jornalistas que foi atacado com barras de metal e facas quando desceu de um helicóptero para o navio por volta das 4h (22h de domingo, no horário de Brasília). Alguns ativistas, falando em árabe, tentaram tomar fuzileiros navais como reféns, segundo ele.

Foto: Reuters

Conselho de Segurança da ONU reunido para discutir o ataque de Israel

Acreditamos que o Hamas, o Irã com o apoio da Turquia, usaram esses ativistas como bucha de canhão, com vários objetivos:

fragilizar a política de controle de Israel na faixa de Gaza e contra o Hamas; tirar momentaneamente Ahmadinejad do foco da pressão internacional; dificultar a atuação dos USA no conselho de segurança da ONU, na tentativa de conseguir restrições contra o Irã; por fim, criar uma situação internacional desfavorável contra Israel, para evitar que os judeus ataquem alvos dentro do Irã, para destruir as usinas nucleares, onde se prepara a bomba atômica iraniana.

Sabe-se que o Irã financia os terroristas do Hamas para atacar Israel e os judeus, escaldados com ataques suicidas, carros bombas e ataques de foguetes iranianos vindos da faixa de Gaza, castiga coletivamente todos os residentes na região.

Iara Lee, a cineasta brasileira que causou tanto tanto furor no Itamarati, está bem, informou as autoridades de Israel, tem ascendência coreana, é fundadora da “Caipirinha Foundation”, que apoia projetos a favor da paz e da justiça pelo mundo.

Como cineasta fez alguns documentários e curtas, morou no Líbano e no Irã, onde ao que parece não participou de nenhum protesto, contra os enforcamentos de ativista da oposição. No último contato, Iara disse a uma sua amiga a professora da USP Arlene Clemesha, que os tripulantes, do navio dos pacifistas, já estavam tentando planejar "alguma estratégia" para o caso de serem atacados.

"Ela falou que há idosos e crianças nas embarcações. E que uma ideia seria tentar empurrar os soldados israelenses para o mar".

Como se vê isso tinha tudo para não acabar bem, e não acabou.
*Usamos como base o texto da Reuters, suprimido em parte e acrescido de comentários colhidos nas outras fontes