20 de mai de 2013

Balão que caiu na Capadócia matou três turista brasileiras

TURQUIA - Acidente
Balão que caiu na Capadócia matou três brasileiras
O balão sobrevoava a paisagem da Turquia exibidas na novela “Salve Jorge”, conduzindo 24 turistas, a maioria brasileiros, atraídos pelo interesse despertado pela novela "Salve Jorge", da TV Globo. As vítimas fatais eram amigas e residiam no Rio de Janeiro.

Foto: EFE

De outro balão, turista registra o instante em que o balão com o bojo rompido mergulha de uma altura de 300 m, com 24 turistas a bordo.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Reuters, BBC Europe, Veja, Boston Globe, Anadolu Ajansi

Um balão de ar quente colidiu com outro balão em pleno ar durante um passeio turístico de formações rochosas vulcânicas na Capadócia, Turquia, região exaustivamente mostrada na novela da Globo, Salve Jorge. O acidente causou a morte de três turistas brasileiras, ao cair no chão de uma altura de 300 m, causando também o ferimento em mais 22 pessoas que estavam a bordo. Especula-se que cinco dos feridos eram brasileiros.

A queda ocorreu quando um balão ascendente atingiu a cesta de vime do outro balão que pousava, causando um enorme rasgo, que levou um dos dirigíveis rapidamente ao solo.

Como os passeios tornaram-se cada vez mais popular, na região, há dúvidas sobre o excesso de balões que voam ao mesmo tempo sem um controle oficial aparente. Em 2009, um turista britânico morreu e outras nove pessoas ficaram feridas quando dois balões também colidiram, na mesma região.

Os passageiros a bordo do balão que caiu eram em sua maioria turistas do Brasil, Argentina e Espanha. Muitos tiveram ossos fraturados e estavam sendo tratados em hospitais da região.

Foto: Divulgação

As erupções vulcânicas criaram esta paisagem lunar surreal: os fluxos de lava formaram tufos de rocha, que o vento e a chuva esculpiram em vales sinuosos com curvas e penhascos que se assemelham a cogumelos, conhecidas como "chaminés-de-fada"

O site G1 informa que as três brasileiras mortas do acidente, Marina Rosas, Maria Luiza Gomes e Ellen Kopelman, eram amigas, viajavam juntas e moravam no Rio de Janeiro. Ao todo, o grupo era formado por cinco idosas.

Os balões estavam voando acima cânions e cones vulcânicos da região da Capadócia, um popular destino turístico a cerca de 300 quilômetros (190 milhas) da capital, Ancara. Capadócia é famosa por suas chaminés de fadas'' cones vulcânicos e de suas cidades subterrâneas esculpido em pedra macia.

Passeios de balão são uma maneira popular de ver as formações cônicas, criadas pela erosão de cinzas vulcânicas em torno delas. As belas imagens da Turquia exibidas na novela “Salve Jorge” aumentaram o interesse dos turistas brasileiros pelo país nos últimos meses.

Foto: TV Globo

Cena de balões sobre a Capadócia, na na novela “Salve Jorge“, da Rede Globo

“O jornalista Silvio Nascimento, do site de VEJA, já fez o passeio de balão pela Capadócia em junho de 2012 e contou um pouco sobre a experiência.

"O passeio de balão pela Capadócia é imperdível. Dependendo da época do ano, pode custar até 180 euros por pessoa (cerca de 470 reais): o serviço inclui van que pega no hotel perto das 4h00, para ver o sol nascer em meio às montanhas, e café completo".

"A chegada num dos pontos de decolagem impressiona. Pode haver quase duas centenas de balões prontos para subir. Os turistas pulam para dentro das cestas, que podem acomodar de dez a quarenta pessoas, todos juntinhos, quase sem espaço para se movimentar. É difícil fotografar a pessoa ao lado, por exemplo, e o fogo controlado pelo piloto, que infla o balão, esquenta desconfortavelmente a cabeça".

"Na estrutura metálica há rádio, GPS e celular. O tempo todo há contato com a base em terra, outros pilotos, e até com o centro meteorológico. Os pilotos não se cansam de brincar e falar da segurança que os voos apresentam. Mas em pelos menos dois momentos há um pequeno abuso de confiança: quando dois balões seguem na mesma trajetória e só desviam um do outro momentos antes de parecer que vão colidir, e quando fazem o que se pode chamar de rasantes nas montanhas coloridas e secas".

Foto: AFP

Imagem do balão acidentado no solo, guardado por uma viatura policial, horas após o acidente

"A média de acidentes na região é baixíssima, mas estas pequenas brincadeiras são absolutamente desnecessárias. A dose de emoção já é garantida pela navegação silenciosa e pela geografia local. E, claro, pela altura – chegam a quase mil metros – e pelo sentimento de impotência em caso de algum problema dentro daquela cesta apertada".

Os passeios de balão vão sofrer, com mais esse acidente um duro golpe, é o segundo grave acidente turístico ocorrido neste ano: em fevereiro, a queda de outro balão matou 9 turistas no Egito.


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