16 de set de 2013

Começou nesta segunda, operação para erguer o navio Costa Concordia, um ano e meio após o acidente

ITÁLIA - Acidente Maritímo – Engenharia
Começou nesta segunda, operação para erguer o navio Costa Concordia, um ano e meio após o acidente
A manobra para pôr o gigantesco navio, tombado, de volta a posição vertical, é considerado a maior operação de engenharia naval da história e deve levar vários meses. O acidente, ocorrido no dia 13 de janeiro de 2012, deixou 32 mortos entre os 4 mil passageiros e tripulantes que estavam a bordo.

Foto: Filippo Monteforte/AFP/Getty Images-

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, the Daily Best, Veja, The New York Times, Rádio França Internacional

Começou nesta segunda-feira a maior operação de engenharia naval da história: desvirar o Costa Concordia, um gigantesco navio de 114.500 toneladas, que na noite de 13 de janeiro de 2012, atingiu um rochedo perto da costa e encalhou com 4.229 pessoas a bordo, incluindo 3.200 turistas. Trinta e duas pessoas morreram, mas dois corpos nunca foram encontrados. O naufrágio ocorreu próximo à pequena ilha de Giglio, na Toscana.

A operação de "parbuckling", termo técnico com o qual se conhece o sistema com o qual se fará a rotação de 65 graus para que o navio volte a ficar em posição vertical, deve durar no mínimo 12 horas teve início com algumas horas de atraso em relação à prevista, devido a um forte temporal durante a noite.

Foto: Tony Gentile/Reuters

A tempestade de ontem à noite, retardou o inicio da operação

A expectativa pelo início da operação levou mais de 500 jornalistas, procedentes de todo o mundo, à pequena localidade no oeste da Itália para acompanhar ao vivo a operação que deve desvirar a embarcação de com 290 metros de comprimento e cerca de 70 metros de altura. A operação será realizada pela sociedade americana Titan Salvage e pela italiana Micoperi. Cerca de 500 pessoas trabalharão para devolver o navio à posição vertical em cerca de doze horas.

O comissário extraordinário para a emergência do Costa Concordia e chefe da Defesa Civil italiana, Franco Gabrielli, assegurou que tudo correrá bem e que a prioridade após endireitar o cruzeiro será a busca dos dois corpos que ainda não foram recuperados, a passageira Maria Grazia Trecarichi e o membro da tripulação Russel Rebelli.

Mesmo após desvirado, o Costa Concordia permanecerá na Ilha de Giglio até o ano que vem, quando começará sua viagem final até um porto próximo, no qual o navio será desmontado – em seguida, será vendido como sucata.

Ilustração BBC Brasil

A operação de "parbuckling" é muito delicada pois há partes do navio que precisam ser compensadas para evitar a deformação ou rompimento do casco. Quando estiver na posição vertical, a embarcação receberá quinze novas boias estabilizadoras, iguais as já instaladas na parte esquerda do casco.

Cinco réus foram condenados no julgamento do naufrágio do navio de cruzeiro Costa Concordia. As penas variam de dois anos e dez meses a um ano e seis meses de prisão.

Entre os condenados, quatro estavam à bordo do navio no momento da tragédia e o quinto é o diretor da unidade de crise da Costa Crociere, Roberto Ferrarini. As condenações foram por homicídio culposo múltiplo, naufrágio e negligência. As punições foram consideradas relativamente brandas para os crimes devido ao acordo feito pelos acusados com a Justiça, ao se declararem parcialmente culpados.

Apesar da condenação, não deverá haver prisão, já que as sentenças de menos de dois anos foram suspensas. Nas mais longas, cabe apelação, com a possibilidade de serem substituídas por serviços comunitários, informaram fontes judiciais. "O que as famílias das vítimas vão pensar? Isto é verdadeiramente decepcionante", disse Daniele Bocciolini, advogado das vítimas.

Apenas o capitão Francesco Schettino ainda está em julgamento - iniciado na última quarta-feira. Schettino, de 52 anos, será julgado por homicídio culposo e por causar a perda do navio, que atingiu uma rocha perto da ilha toscana de Giglio, provocando uma evacuação caótica de mais de 4.000 passageiros e tripulantes. Ele também está buscando fechar um acordo para reduzir uma possível pena de prisão.

O coordenador de crise da dona de navios Costa Cruises, Roberto Ferrarini, recebeu a sentença mais longa, de dois anos e 10 meses, seguido pelo gerente de serviços de cabine Manrico Giampedroni, condenado a dois anos e meio.

Na quarta-feira, os advogados de Schettino ofereceram aceitar uma sentença de três anos e cinco meses, em troca de uma confissão de culpa. A oferta anterior, para servir três anos e quatro meses, foi rejeitada em maio e ele arrisca uma sentença muito mais pesada se não fechar um acordo. As audiências devem ser retomadas em setembro. O comandante é acusado de abandonar o navio antes do resgate de todos os tripulantes e passageiros.

Foto: Vincenzo Pinto/AFP/Getty-Images

Turistas, curiosos e jornalista, assistem a operação

Foto: Alessandro Bianchi/Reuters

Vista aérea da cena da operação Costa Concordia

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