28 de jun de 2013

Fernando Henrique Cardoso é o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras

BRASIL -
Fernando Henrique Cardoso é o mais novo imortal
da Academia Brasileira de Letras
Confirmando seu anunciado favoritismo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foi eleito na tarde desta quinta-feira (27) para ocupar a cadeira nº 36 da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Foto: AE

O imortal Fernando Henrique Cardoso

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, Época, Estadão, Veja, Folha de S. Paulo, Correio Braziliense

sociólogo e ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso, 82 anos , foi eleito nesta quinta-feira (27) para ocupar a cadeira 36 entre os imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele sucede o jornalista João de Scantimburgo, que morreu em 22 de março deste ano. Segundo a ABL, FHC recebeu 34 votos dos 39 possíveis (24 Acadêmicos votaram presencialmente e 14, por cartas; houve uma abstenção).

Imediatamente após o resultado da eleição, ele recebeu seus confrades e convidados na Fundação Eva Klabin, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.

"Essa eleição é um ato de respeito da Academia Brasileira de Letras à inteligência brasileira. A grande obra de Fernando Henrique Cardoso de sociólogo e cientista dá ainda mais corpo à Academia", disse o ex-presidente da ABL, Marcos Vinicios Villaça.

Fernando Henrique Cardoso nasceu no Rio de Janeiro no dia 18 de junho de 1931, em uma família tradicional de militares. Mudou-se para São Paulo aos 8 anos e graduou-se em sociologia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP), completando seus estudos de pós-graduação na Universidade de Paris.

Após o golpe militar de 1964, Fernando Henrique se exilou no Chile e voltou para a França, onde acompanhou de perto o movimento de Maio de 1968. Voltou ao Brasil naquele mesmo ano, quando se tornou professor de ciências políticas na USP, onde teve uma frutífera carreira acadêmica e é hoje professor emérito -- ele também lecionou nas Universidades de Paris, Stanford, Berkeley e Brown, entre outras.

FHC é também autor ou coautor de 23 livros e de mais de cem artigos acadêmicos. Seu livro Dependência e Desenvolvimento, publicado originalmente em espanhol em 1969, em coautoria com Enzo Falletto, é um marco nos estudos sobre a teoria do desenvolvimento, com dezenas de edições em 16 idiomas.

Seus livros mais recentes são O Presidente Segundo o Sociólogo(1998), A Arte da Política (2006), The Accidental President of Brazil (2006), Cartas a um Jovem Político (2006) e A Soma e o Resto: Um Olhar Sobre a Vida aos 80 Anos (2011). Seu último livro é Pensadores que Inventaram o Brasil.

Popularmente conhecido como FHC, ele começou sua carreira política em 1978, quando foi eleito suplente de Franco Montoro para o Senado pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro).

Antes de chegar à presidência, cargo que ocupou por dois mandatos (de 1995 a 2002), FHC foi Senador (de 1983 a 1992), Ministro das Relações Exteriores (1992) e Ministro da Fazenda (entre 1993 e 1994).

FHC se casou com a antropóloga Ruth Cardoso em 1952, com quem teve três filhos (Paulo Henrique, Luciana e Beatriz). Ruth morreu em 2008, em decorrência de problemas cardíacos.

Outros dois ex-presidentes brasileiros foram eleitos anteriormente para a ABL: Getúlio Vargas, nomeado em 1941 para a cadeira 37, e José Sarney, em 1980 para a cadeira 38.

Fernando Henrique assumira o posto na Academia Brasileira de Letra, dentro de 60 dias.

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