10 de mai de 2012

PERNAMBUCO: Viadutos da Agamenon Magalhães mais perto de virar realidade

PERNAMBUCO
Viadutos da Agamenon mais perto de virar realidade
JM-CIDADE é o consórcio ganhador da licitação para construir os quatro polêmicos viatudos na Agamenon Magalhães, que irão custar R$ 87 milhões, segundo divulgou o Governo do Estado


Viaduto Joaquim Nabuco, que ficará próximo ao Hospital da Restauração

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Jornal do Comércio, Blog de Olho no Transito – JC

Apesar dos protestos, o governo do Estado não recuou da decisão de construir quatro viadutos na Avenida Agamenon Magalhães, pulmão viário do Recife, e anunciou há pouco que a empresa vencedora da licitação pública, responsável pela futura obra, foi o Consórcio JM-CIDADE. O consórcio apresentou o menor preço e é formado pelas empresas JM Terraplanagem e Construções e Construtora Cidade, que têm sede em Brasília e Porto Alegre, respectivamente. O valor proposto para erguer os quatro elevados foi de R$ 87 milhões.

O resultado da licitação será divulgado nesta sexta-feira, no Diário Oficial e, se não houver recurso, a homologação da empresa ganhadora será divulgada até o dia 30 de maio. O argumento do governo do Estado, por meio da Secretaria das Cidades, é de que os viadutos serão erguidos para viabilizar um dos principais eixos do Corredor Norte-Sul na Avenida Agamenon Magalhães, uma via expressa que ligará os extremos da RMR com ônibus de BRT (Bus Rapid Transit), estações fechadas, com ar-condicionado, embarque em nível e pagamento antecipado das tarifas.

A proposta dos elevados foi duramente criticada e repudiada em audiência pública realizada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), no mês passado. O órgão questionou a inexistência de um estudo de impacto na área, mas até agora não se posicionou sobre a intenção de impedir ou não a execução do projeto.

O CREA-PE, mesmo que tardiamente, também se colocou contrário à ideia e à ausência de discussão sobre alternativas aos viadutos.


Viaduto Parque Amorim

A discussão deixou claro que a população – especialmente técnicos em transporte, arquitetos e urbanistas – está contra os elevados. Todos defendem e elogiam o projeto da Secretaria das Cidades para implantação na Agamenon Magalhães de um dos eixos do Corredor Norte-Sul, a ser operado por BRTs(Bus Rapid Transit), similar ao sistema que está sendo contruído no Rio de Janeiro, nas obras urbanas para as Olimpidas, mas repudiam a construção dos viadutos.

Defendem que o transporte público não precisa de viadutos para se fortalecer. Isso porque o principal argumento do governador Eduardo Campos e do Secretário das Cidades, Danilo Cabral, é de que os quatro elevados na Agamenon são necessários para abrir passagem aos ônibus.

Entre os contrários à proposta dos elevados estão profissionais renomados, como os professores da UFPE César Cavalcanti, Maurício Pina e Tomás Lapa.

Todos defenderam a ideia de que o corredor de BRT é excelente, só que não precisa dos viadutos para virar realidade. Os elevados custarão caro, provocarão grandes transtornos para a população e as vantagens se perderão em pouco tempo.

Mas enquanto ocorre essa discussão acadêmica, o governo do estado tem tocado o projeto de forma célere e decidido a torná-lo irreversível. A essa altura, só o Ministério Público poderá tentar interferir com alguma, improvável, proibição judicial de última hora.(?)


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