22 de jul de 2013

Polícia Federal diz ter encontrado fraude
em contrato do governo de Eduardo Campos

BRASIL – Eleição 2014
Polícia Federal diz ter encontrado fraude
em contrato do governo de Eduardo Campos
O escândalo do governo pernambucano vem à reboque do desvio de verba encontrado num superfaturamento para fazer campanha ao governo de Paraíba, do PSB, o mesmo partido de Eduardo Campos. Como candidato a candidato à presidente da República, Dudu sempre soube que seu governo iria passar por um pente fino. Se ele tiver rabo preso, vão encontrar, se não tiver, vão continuar procurando, se não encontrarem vão inventar.

Foto: Eduardo Braga/SEI

Eduardo Campo na mira da Polícia Federal

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de São Paulo, Terra, Blog do Inaldo Sampaio

A Polícia Federal pediu abertura de investigação sobre contratos da empresa Ideia Digital com a gestão do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), cotado para disputar a Presidência da República em 2014.

A empresa assinou contratos de R$ 77,5 milhões no Estado para informatizar escolas --já foram pagos R$ 51,2 milhões. Segundo a PF, um dos contratos em Pernambuco tem indícios de superfaturamento. O pedido de investigação foi enviado ao Ministério Público Estadual.

A PF também pede que as investigações sobre outras autoridades sejam aprofundadas --entre elas a do ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades) e a de dois deputados federais.

A Ideia Digital é suspeita de financiar ilegalmente campanhas do PSB e do PSD.

A Folha de S. Paulo publicou ontem, 20, que investigação da PF aponta que verbas de convênio do Ministério da Ciência e Tecnologia com a Prefeitura de João Pessoa foram desviadas para financiar campanha do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), em 2010.

O dinheiro teria sido desviado em contrato com a Ideia Digital, vencedora de licitação para implantar um projeto de internet grátis em João Pessoa. Na época, Coutinho era prefeito de João Pessoa.

Em dois contratos em 2011, o governo de Pernambuco usou os mesmos critérios usados no caso da Paraíba. Outro contrato foi assinado em 2012.

Em depoimento já no final da investigação da PF, um dos suspeitos afirmou que a Ideia Digital "tinha acesso irrestrito ao próprio Ministério da Ciência e Tecnologia", que foi comandado por Campos em 2004 e 2005.

O inquérito da Polícia Federal, que investigou por 16 meses, também aponta que o dinheiro desviado serviu para pagar ao publicitário Duda Mendonça e campanhas de políticos de PSB e PSD.

Segundo a PF, o esquema fraudou a licitação, vencida pela empresa Ideia Digital em uma disputa fictícia com empresas fantasmas, e gerou um superfaturamento de pelo menos R$ 1,6 milhão, dos quais R$ 1,1 milhão foram usados para pagar a empresa de Duda pela campanha de 2010 do atual governador, Ricardo Coutinho (PSB-PB).

Por sinal, nos últimos tempos se especulava que seria Duda Mendonça o marqueteiro de Eduardo Campos na sua marcha para o Planalto. Depois disso, não se sabe mais.

POLÍTICOS

Como políticos com foro privilegiado só podem ser investigados com autorização do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do STF (Supremo Tribunal Federal), a PF sugere que as investigações sejam encaminhadas a esses tribunais.

No caso do ministro das Cidades, uma testemunha apontou uma relação entre Ribeiro e representantes da Ideia Digital "antes mesmo do procedimento licitatório". Ribeiro era secretário de Ciência e Tecnologia de João Pessoa quando o programa foi lançado.

A PF também viu indícios de pagamentos da Ideia aos deputados Efraim Filho (DEM-PB) e Valtenir Pereira (PSB-MT) e diz haver "reluzentes suspeitas" de que a empresa pagou R$ 235 mil em material de campanha de Pereira usando empresas fantasmas.

Diante do escândalo, o governo de Pernambuco informou que suspendeu um dos contratos com a empresa suspeita de ter sido usada para desvios e que outros dois, já foram executados. Todos estão sendo alvos de apuração interna, cujo relatório está em fase final, além de auditoria do Tribunal de Contas do Estado.

Explicou que a decisão de fazer contratos por adesão à ata da Paraíba foi porque permitia "não contratar 100% do valor pactuado", disse.

O PT não perdoa : “os podres” de Eduardo Campos e do seu partido, PSB, as suspeitas e os indícios de irregularidade serão postos em praça pública, com estardalhaço e fanfara, já se previa isso. Estava até demorando.

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