8 de jul de 2013

Nas praias do Mar Amarelo: pragas de algas e banhistas mascaradas

CHINA- Ecologia
Nas praias do Mar Amarelo:
pragas de algas e banhistas mascaradas
Nas mesmas praias onde mulheres chinesas usam estranhas mascaras para tomar banho de mar, as algas transformaram-se numa praga vegetal de consequências imprevisíveis

Foto: AP

Praia surreal em Qingdao, com senhoras mascaradas e praias infestadas de algas

Postado por Toinho de Passira
Fontes:   Quartz, G1, Wikipedia, The Guardian, The Mirror, China Times

É temporada de praia em Qingdao, uma cidade na província de Shandong, na República Popular da China, banhada pelo Mar Amarelo, 2,5 milhões de habitantes. Foi lá que se realizaram as provas de iatismo dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.

Suas praias são conhecidas mundialmente por que as mulheres locais têm o estranho hábito de utilizar o mais assustador protetor solar do planeta, também conhecida como “mascara do bandido” ou ”facekini”, uma espécie de biquini facial.

Essas máscaras são tradicionalmente usadas entre as mulheres de meia-idade e idosas com o objetivo de evitar que seus rostos fiquem expostos ao sol e elas sejam confundidas com camponesas.

Fotos: AP




Há quem use as máscaras de maneira fashion, combinando com a roupa de banho, por exemplo, mas a grande maioria, utiliza coberturas faciais, feitas improvisadamente, pelas próprias usuárias, num resultado primitivo, grosseiro e assustador.

Foto: AP

Este ano, além da temperatura de 37º e as mascaradas, os banhistas enfrentam uma esquisitice adicional: o mar está praticamente invisível, debaixo de uma grossa camada de algas que praticamente inviabiliza o banho marítimo.

O fenômeno representa a maior infestação da planta marítima na localidade, que já convive com a progressiva expansão das plantas, em ritmo crescente, desde 2008.

Qingdao, uma antiga vila de pescadores, é hoje, uma importante cidade portuária e industrial, com índices de crescimento demográficos acelerado até para os padrões chineses.

Foto: AP

Associa-se o fenômeno das algas, ao esgoto da cidade, despejado sem tratamento, no Mar Amarelo, absorvido pela as algas “enteromorpha prolifera”, como generosa oferta de fertilizante natural, que associada as altas temperaturas proporciona o ambiente ideal par a proliferação desenfreada.

Embora não seja prejudicial à saúde, na forma direta, esse fenômeno, que também invade rios e lagos, da região, causam transtornos a navegação, influi negativamente no ecossistema marítimo e reduz ou impede a atividade pesqueira.

Foto: AP

Por enquanto seus moradores, eventuais turistas e moradoras mascaradas, não parecem se importar e até brincam com o exagero da natureza descontrolada.

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