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24 de out. de 2014

Financial Times destaca "jogo sujo" da campanha de Dilma, tanto no 1º quanto no 2º turno das eleições

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
Financial Times destaca "jogo sujo" da campanha de Dilma, tanto no 1º quanto no 2º turno das eleições
Jornal britânico cita ataques do PT contra Marina Silva e destaca declaração de Lula, que comparou candidato do PSDB a nazista

Foto: Joel Silva/Folhapress

Os candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) e a candidata derrotada no primeiro turno Marina Silva (PSB), foram as maiores vítimas de difamação

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Financial Times, IstoÉ, Veja

O jornal britânico Financial Times publica reportagem nesta quinta-feira com crítica ao debate político na reta final das eleições presidenciais no Brasil. Ao citar os ataques contra Marina Silva (PSB), o jornal destaca a acusação de que o PT usou "táticas de difamação" contra opositores.

O FT diz que a ex-ministra do Meio Ambiente acusa a campanha de Dilma Rousseff (PT) de "espalhar mentiras". Entre as acusações que teriam sido feitas contra Marina no 1º turno das eleições, estão a de que a candidata era homofóbica.

"Marina Silva acusa o PT de Dilma Rousseff de usar servidores públicos para espalhar mentiras pelas redes sociais e contatos comunitários, como o alerta de que a candidata que é evangélica iria proibir videogames", diz o texto.

Em afirmação citada pelo jornal britânico, Marina diz que "uma coisa terrível que eles (PT) disseram era que eu sou homofóbica e que uma pessoa gay tentou se aproximar de mim e meus seguranças bateram com tanta força que ele morreu". "Você não tem ideia do que essas pessoas fizeram", completou a ex-ministra ao Financial Times.

No segundo turno, a bateria volta-se contra o candidato Aécio Neves (PSDB) e o FT cita a afirmação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comparou o tucano a um nazista.

"O tom negativo da campanha tem frustrado muitos membros da crescente classe média baixa do Brasil que estão desesperados para que os políticos debatam as questões críticas para o bem-estar, como a melhora da saúde pública, transporte e segurança", diz o jornal.

A reportagem trata, também, de respostas de apoiadores do tucano que comparam "a abordagem de Dilma Rousseff na economia com a de Cristina Kirchner na Argentina, cujos métodos intervencionistas a fizeram impopular com os mercados financeiros", diz o texto.

14 de out. de 2014

Marina divisor – Janio de Freitas

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
Marina divisora
Em termos partidários, é como se o PSB fosse extinto, com uma descaracterização que preserva apenas o nome e a sigla. Não de todo, aliás, com o humor já se referindo ao "novo PV": não de Partido Verde, mas Partido da Viúva.

Foto: Divulgação

Marina provocando cizânia interna e simultânea tanto na Rede Sustentabilidade quanto no PSB

Postado por Toinho de Passira
Texto de Janio de Freitas
Fonte: Folha de S. Paulo

A adesão de Marina Silva a Aécio Neves é o seu caminho convencional, mas, para formular os argumentos vazios que invocou, não precisava de tantos dias, bastavam minutos. Além disso, Marina já tem convivência bastante com a política para saber que nenhuma condição exigida de Aécio tem valor algum: se eleito e por ela cobrado, não esqueceria o velho refrão político "as circunstâncias mudaram". Ao espichar as atenções por mais uns dias, no entanto, Marina instalou a implosão em dois partidos. Um feito, sem dúvida.

A demora de Marina proporcionou tempo para que uma ala do Partido Socialista Brasileiro, com o estandarte da viúva de Eduardo Campos, articulasse o abandono da linha tradicional do partido, de centro-esquerda, e a necessária derrubada dos dirigentes mais identificados com o PSB. Novo rumo: adesão a Aécio.

Em termos partidários, é como se o PSB fosse extinto, com uma descaracterização que preserva apenas o nome e a sigla. Não de todo, aliás, com o humor já se referindo ao "novo PV": não de Partido Verde, mas Partido da Viúva.

O manifesto "A favor da nova política" tem argumentos consideráveis e reúne, em corrente própria, os que se integraram à Rede Sustentabilidade, partido de Marina, para construir novos modos de fazer política. E consideram a adesão a Aécio, decidida por Marina, "grave erro" e contrária ao "projeto original da Rede Sustentabilidade", ao torná-la "parte da polarização PT x PSDB". A adesão agrava-se porque Aécio, diz o manifesto, tem "integração orgânica à desconstituição de direitos, aos ruralistas e ao capital financeiro", três frentes a que a Rede se opõe por princípio.

Para contornar a reação de correligionários valiosos, Marina Silva precisará de argumentos melhores do que lhe bastaram para aderir ao candidato do PSDB, em vez de "rejeitar as duas candidaturas". Rede se remenda. O PSB, não.

9 de out. de 2014

Marina Silva desistiu de se pronunciar a favor de Aécio, mas não descarta mudar de ideia a qualquer momento

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
Marina Silva desistiu de se pronunciar a favor de Aécio, mas não descarta mudar de ideia a qualquer momento
A vacilante, pendular, titumbeante Marina Silva, faz que vai e não vai, faz que fica e não fica. Não podemos garantir que enquanto publicamos esse post ela não tenha mudado diversas vezes de ideia, ou não


Marina bancando a “Rainha da Cocada Preta” fazendo doce para apoiar Aécio

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Folha de S. Paulo

Terceira colocada na disputa pela Presidência da República, com 21% dos votos válidos, Marina Silva (PSB) comunicou que mudou de ideia e desistiu de se pronunciar nesta quinta-feira (9) a favor da candidatura de Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições.

A ex-senadora não definiu uma nova data para declarar apoio a Aécio. Marina oficializaria o apoio ao tucano em Brasília após a reunião dos partidos que compunham sua coligação, mas, dentro do seu estilo oscilante, desistiu da viagem em cima da hora.

A ex-senadora ficará em São Paulo e avisou a interlocutores que prefere adiar a declaração pública de aliança com o PSDB sem fixar nova data.

Cortejada por tucanos e petistas, Marina avaliou que caso conseguisse construir consenso em torno de Aécio entre os partidos que a apoiaram ao Planalto, poderia ser poupada da fala pública sobre o assunto neste momento e se viria livre para esperar os movimentos do tucano em sua direção.

Marina dá sinais que quer acenos de Aécio à esquerda, principalmente em relação aos índios e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

O PSB, legenda que abriga Marina desde outubro de 2013, declarou nesta quarta-feira (8) apoio ao tucano. O PPS também fechou com Aécio.

A Rede, grupo político liderado pela ex-senadora, deu o aval para que ela se alie ao tucano e liberou os eleitores para votar em branco, nulo ou em Aécio. PHS, PRP e PSL tendem a seguir as outras legendas. A única resistência vem do PPL, que não quer declarar voto nem em Aécio nem na presidente Dilma Rousseff (PT).

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Executiva Nacional do PSB comunicando oficialmente o apoio a candidatura de Aécio para a Presidência da República, no segundo turno

FHC

Marina visitou na manhã de quarta o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A conversa, segundo relatos, durou cerca de vinte minutos em que o tucano parabenizou a pessebista pelo resultado nas eleições e se disponibilizou a ser o canal de interlocução entre ela e Aécio.

Parece que a acriana queria mais, imaginava que o tucano chefe estendesse um tapete vermelho e a cortejasse como a rainha da cocada preta, com as mãos cheias de oferendas.

FAZENDO-SE DE DIFÍCIL

Marina vai acabar apoiando Aécio, pois não tem outra saída, mas que fazê-lo isoladamente, num momento só dela, para aparecer como resistente e gloriosa. Aécio sabe disso, não vai desdenhar, porque precisa, mas vai resistir à tentação de aceitar o apoio abrindo um espaço maior do que ela merece.

Também sabe-se que o apoio formal de Marina não garante uma migração dos seus votos na direção do tucano. Por outro lado, grande parte dos votos que ela sufragou vem de pessoas que não aprovam o governo petista, e que votarão em Aécio no segundo turno, com ou sem o aval de Marina.

8 de out. de 2014

Por que Marina vai ter que apoiar Aécio?

BRASIL - Eleição 2014 -2º turno
Por que Marina vai ter que apoiar Aécio?
A família Campos com o aval da viúva Renata, já se manifestou que vai apoiar Aécio Neves no segundo turno. Vai ser assim independente do que Marina decidir. Naturalmente, todas as mais importantes lideranças do PSB alinhar-se-ão no mesmo rumo. Marina que foi apoiada e adotada com entusiasmo pelo grupo, não pode reclamar, nem tomar um caminho diferente, sob o risco de ficar isolada e desautorizada.

Foto: Roberto Pereira/Reprodução

FAMÍLIA AÉCIO, FAMÍLIA CAMPOS - Letícia e Aécio visitam Renata e Eduardo, para conhecer o novo filho do casal Miguel Campos. Também na foto o político paraibano Cássio Cunha Lima

Postado por Toinho de Passira

Na ultima eleição presidencial, 2010, Maria Osmarina Marina da Silva Vaz de Lima, mais conhecida com Marina Silva, obteve 19,6 milhões de votos, 19,33% dos sufrágios válidos no primeiro turno. Aboletada no frágil Partido Verde, desdenhou dos pedidos de apoio de ambos os candidatos remanescentes, Dilma Rousseff e José Serra e declarou que não apoiaria nenhum dos candidatos e que deixava aos seus eleitores a opção de escolher livremente para qual lado deveriam ir.

Talvez, por comodismo e para evitar comprometimentos, ela quisesse repetir o gesto agora, mas a situação é completamente diferente. O PSB e a família de Eduardo Campos apoiaria Aécio, quer ela quisesse ou não. Acolhida o seio do PSB, quando seu partido A Rede de Sustentabilidade não conseguiu registro no TSE, ela não exerce nenhuma liderança dentro do partido, que na verdade com a morte do centralizador Eduardo Campos, ficou momentaneamente acéfalo.

Não dá para esconder que atualmente a maior liderança do PSB, mesmo sem cargo formal, é a viúva de Eduardo, a decidida Renata Campos. Lembrar que com a publicação do resultado do pleito, novas e promissoras lideranças se impõe sobre o partido, como o futuro governador Paulo Câmara, o futuro senador Fernando Bezerra, e o atual prefeito do Recife Geraldo Júlio.

É bem verdade que o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, que assumiu com a morte de Eduardo, tem uma asa arriada para o lado de Dilma e opinou primariamente pela neutralidade, procurando beneficiar a petista. Mas ele não possui poder de levar o seu desejo adiante.

Aécio Neves e Eduardo Campos eram mais que dois políticos contemporâneos com ideias convergentes. Eram amigos fraternais. Desde há muito quando o mineiro vinha a Recife era recebido por Eduardo, sem nenhum formalismo político. Os encontros e as conversas aconteciam na sala de estar da Casa de Eduardo, em Casa Forte, com as bênçãos e a simpatia de Renata Campos. Farto registro fotográfico comprova isso.

Nesta segunda, enquanto Marina fazia mistério e fazia reuniões, Antônio Campos — irmão de Eduardo Campos, filiado ao PSB e primeiro membro da família do então presidenciável do partido a declarar apoio a Marina Silva depois da tragédia — anunciou no Facebook seu apoio à candidatura do tucano Aécio Neves à Presidência.

Antônio Campos seguramente tomou a iniciativa com o concordo de Renata. A viúva, querendo ficar nos bastidores, prefere que o cunhado, como membro do partido represente a família na hora de se posicionar politicamente.

É importantíssimo para Aécio esse apoio em nível nacional, mas é particularmente valiosa a herança eleitoral pernambucana que o mineiro pode usufruir.

No primeiro turno, só 284.771 pernambucanos votaram em Aécio, 5,92% dos votos válidos. Por sua vez Marina Silva dispôs de 2.310.700 votos, 48,06%, de eleitores agora órfãos.

Verificando que nas últimas eleições, em 2910, Marina, então no Partido Verde, conseguiu 903.655, em Pernambuco, pode-se concluir que tecnicamente pelo menos 1.407.045, o total acrescido ao patrimônio eleitoral dela, pelos pernambucanos, aconteceu graças aos socialistas de Eduardo Campos. Se não tudo, pelo menos esse 1,4 milhões de votos pernambucanos, tende a migrar sim, para os lados de Aécio Neves, bastando uma sinalização da família campos, se for através de Renata, melhor ainda.

Portanto essas reuniões programadas, os acenos de Aécio, o mistério e as exigências programáticas de Marina, são apenas encenações do que já foi decidido. Marina sabe que não tem o controle da situação. Melhor para ela, nesse momento, aderir ao que já está decidido pelo partido, fingindo que protagonizou decisivamente da adesão a Aécio.

Prego batido, ponta virada, como se costuma dizer por aqui.

6 de out. de 2014

A retumbante vitória da Frente Popular e a derrocada do PT em Pernambuco

BRASIL - Pernambuco- Eleição 2014
A retumbante vitória da Frente Popular
e a derrocada do PT em Pernambuco
Nesta eleição os petistas foram varridos e banidos de Pernambuco: não conseguiu o eleger candidato que apoiou para o governo do estado, viu João Paulo perder a corrida para o Senado e Marina Silva suplantar a presidente Dilma Rousseff na disputa presidencial. Não elegeram um único Deputado Estadual, elegeram apenas três estaduais.


Detalhe da primeira página do Jornal do Commercio

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Jornal do Commercio, Diário de Pernambuco, Diario de Pernambuco

O sucesso da Frente Popular em Pernambuco, passou como um rolo compressor sobre o PT estadual. Além de não conseguir eleger candidato que apoiou para o governo do estado, viu João Paulo, considerado uma dos mais populares nomes do partido, ser esmagado na corrida para o Senado e Marina Silva suplantar a presidente Dilma Rousseff na disputa presidencial.

Aliás, Pernambuco foi o único estado onde Marina saiu vencedora.

Para deputado federal não conseguiu eleger um único nome, figuras tradicionais como Pedro Eugênio, Fernando Ferro e Mozart Sales, este último o mais votado dos três, não conseguiram renovar o mandato.

Para a Assembleia Legislativa, conseguiu três cadeiras com Teresa Leitão, Manoel Santos e Odacy Amorim. Sérgio Leite deixa a Casa.

Se João Paulo, ex-prefeito do Recife, ficou de fora, João da Costa, também ex-gestor da capital, também não conseguiu se eleger deputado federal.

Por outro lado dos 25 deputados federais escolhidos em Pernambuco, 18 foram eleitos pela coligação Frente Popular de Pernambuco (PSB, PMDB, PC do B, PV, PR, PSD, PPS, PSDB, SD, PPL, DEM, PROS, PP, PEN e PTC), 6 pela Pernambuco Vai Mais Longe (PTB, PT, PSC, PDT, PRB e PT do B) e um pela Juntos Pelo Imposto Único (PSDC, PTN, PRP, PSL, PHS e PRTB).

O candidato mais votados são integrantes da Frente Popular de Pernambuco: Eduardo da Fonte (PP), com 283 mil votos; Pastor Eurico (PSB), com 233 mil; e Jarbas Vasconcelos (PMDB), com 227 mil .

Na Pernambuco Vai Mais Longe, encabeçam o ranking Silvio Costa (PSC), com 103 mil votos; Adalberto Cavalcanti (PTB), com 99 mil; e Zeca Cavalcanti, com 95 mil.

O único candidato eleito pela Juntos Pelo Imposto Único foi Kaio Maniçoba (PHS), com 28 mil votos.

VEJA A LISTA DE DEPUTADOS FEDERAIS ELEITOS POR PERNAMBUCO:

Frente Popular de Pernambuco:

Eduardo da Fonte (PP) - 283.567 votos
Pastor Eurico (PSB) - 233.762 votos
Jarbas (PMDB) - 227.470 votos
Felipe Carreras(PSB) - 187.348 votos
Anderson Ferreira (PR) - 150.565 votos
Daniel Coelho (PSDB) - 138.825
Bruno Araújo (PSDB)- 131.768 votos
João Fernando Coutinho (PSB) - 120.059 votos
Sebastião Oliveira (PR) - 115.926 votos
Danilo Cabral (PSB) - 113.588 votos
Fernando Filho (PSB) - 112.684 votos
Tadeu Alencar (PSB) - 102.669
Gonzaga Patriota (PSB) - 101.452 votos
Andre de Paula (PSD) - 100.875 votos
Marinaldo Rosendo (PSB) - 97.380 votos
Betinho (PSDB) - 97.269 votos
Mendonça Filho (DEM) - 88.250 votos
Luciana Santos (PC do B) - 85.053 votos

Pernambuco Vai Mais Longe:
Silvio Costa (PSC) - 103.461 votos
Adalberto Cavalcanti (PTB) - 99.912 votos
Zeca Cavalcanti (PTB) - 97.057 votos
Ricardo Teobaldo (PTB) - 92.262 votos
Wolney Queiroz (PDT) - 86.739 votos
Jorge Côrte Real (PTB) - 86.023 votos

Juntos pelo Imposto Único:
Kaio Maniçoba (PHS) - 28.585 votos

LISTA DOS 49 DEPUTADOS ESTADUAIS ELEITOS EM PERNAMBUCO:

Frente Popular de Pernambuco

1. Presbitero Adalto Santos (PSB)
2. Raquel Lyra (PSB)
3. André Ferreira (PMDB)
4. Simone Santana (PSB)
5. Joaquim Lira (PSD)
6. Rodrigo Novaes (PSD)
7. Alberto Feitosa (PR)
8. Nilton Mota (PSB)
9. Lucas Ramos (PSB)
10. Waldemar Borges (PSB)
11. Miguel Coelho (PSB)
12. Francismar (PSB)
13. Eriberto Medeiros (PTC)
14. Lula Cabral (PSB)
15. Henrique Queiroz (PR)
16. Vinícius Labanca (PSB)
17. Clodoaldo Magalhães (PSB)
18. Claudiano Filho (PSDB)
19. Aluísio Lessa (PSB)
20. Priscila Krause (DEM)
21. Aglailson Júnior (PSB)
22. Diogo Moraes (PSB)
23. Rogério Leão (PR)
24. Ângelo Ferreira (PSB)
25. Tony Gel (PMDB)
26. Ricardo Costa (PMDB)

Pernambuco Vai Mais Longe
1. Guilherme Uchôa (PDT)

2. Silvio Costa Filho (PTB)
3. Odacy Amorim (PT)
4. Manoel Santos (PT)
5. Bispo Ossesio Silva (PRB)
6. Júlio Cavalcanti (PTB)
7. Álvaro Porto (PTB)
8. José Humberto Cavalcanti (PTB)
9. Romário (PTB)
10. Pedro Serafim Neto (PDT)
11. Teresa Leitão (PT)
12. Augusto César (PTB)

Pernambuco Que Eu Quero
1. Pastor Cleiton Collins (PP)
2. Maurício (PP)
3. Dr. Valdi (PP)
4. Everaldo Cabral (PP)
5. Soldado Joel da Harpa (PROS)

Frente Pela Redução da Carga Tributária
1. Socorro Pimentel (PSL)
2. Eduíno (PHS)

Unidos pela Redução da Carga Tributária
1. Beto Accioly (SD)
2. Professor Lupercio (SD)

Mobilização por Poder Popular
1. Edilson Silva (PSOL)

Unidos pela Redução dos Impostos

1. João Eudeus (PRP)

Paulo Câmara: a maior votação percentual do Brasil

BRASIL – Pernambuco – Eleição 2014
Paulo Câmara: a maior votação percentual do Brasil
Eduardo Campos morto decidiu a eleição em Pernambuco. O socialista Paulo Câmara ganhou de capote, teve o dobro dos votos que o fanfarão, Armando Monteiro Neto (PTB)


Detalhe da primeira página Diário de Pernambuco

Postado por Toinho de Passira
Fonte:  Diário de Pernambuco

O socialista Paulo Câmara foi eleito para governar Pernambuco como a maior votação percentual do país. O socialista obteve 68,08% dos votos válidos, o que representa 2,2 vezes do segundo colocado, o cuja votação alcançou 31,07%.

A Frente Popular conquistou além do governo do estado a vaga de senador, com Fernando Bezerra Coelho (PSB). Ex-ministro da Integração Nacional do governo Dilma Rousseff, Bezerra Coelho superou a votação do petista e ex-prefeito do Recife, João Paulo (PT), em 1,2 milhão de votos.

“Pernambuco vai ter um governador servidor público por vocação e um servidor que vai trabalhar para o povo que mais precisa”, disse Paulo Câmara à noite, em entrevista à imprensa. Câmara, ex-secretário da Fazenda, é funcionário licenciado do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE).

Para o governador eleito, o resultado das eleições foi um reconhecimento ao trabalho e ao legado do ex-governador Eduardo Campos, que faleceu em acidente aéreo em Santos (SP). No acidente, além de Campos, morreram os dois pilotos e quatro assessores da campanha do ex-governador.

O pronunciamento de Câmara foi feito em entrevista coletiva à imprensa, no Recife Monte Hotel, em Boa Viagem, onde estava ao lado de Fernando Bezerra Coelho, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, e a viúva do ex-governador Eduardo, Renata Campos.

Antes de ir à Boa Viagem, o governador eleito desfilou em carro aberto, ao lado de Geraldo Julio, na Praça de Casa Forte. Ali, Paulo, ao lado de três dos cincos filhos do ex-governador Eduardo, foi recebido pela militância da Frente Popular.

No meio do desfile, o futuro governador desceu do carro para abraçar padre Edwaldo Gomes, pároco da Igreja Casa Forte, onde a família Campos costuma ir às missas.

Geraldo Júlio e a esposa, Cristina Melo, Raul Henry, eleito vice-governador, Felipe Carreras, que conquistou uma vaga de deputado federal, e Sileno Guedes, presidente estadual do PSB, subiram no palco do Marco Zero, além dos filhos de Eduardo e Renata Campos, que chegou depois, sob ovação.

"Nem o mais otimista iria imaginar uma vitória tão expressiva. Pernambuco te ouviu e te homenageou", declarou Fernando Bezerra Coelho, referindo-se a Eduardo Campos. Ele conquistou 64,34% dos votos válidos, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Fernando Bezerra agradeceu também aos filhos do ex-governador, João e Pedro, que, segundo ele, "tomaram a campanha nas mãos. É como se Eduardo estivesse com eles".

O governador eleito, Paulo Câmara, foi o último a falar, sob muita chuva. "Pernambuco mostrou para todo o Brasil como se faz uma eleição. Quero agradecer a cada pernambucano e vou honrar a confiança. Hoje demos exemplo para o Brasil. Unimos Pernambuco para fazer por quem mais precisa. Eduardo vai fazer falta, mas estará em nossos corações para sempre. Vamos contar com cada um de vocês para governar o estado. Pernambuco mostrou que a força do povo faz a diferença.

Vamos pegar no serviço, como dizia Eduardo", finalizou.

13 de set. de 2014

Avião que levava Eduardo Campos tinha apólice de seguro de US$ 50 milhões. Atingidos sem indenizações

BRASIL - Tragédia
Avião que levava Eduardo Campos tinha apólice de seguro de US$ 50 milhões. Atingidos ainda sem indenizações.
Irmão do ex-governador protocolou ofício no MPF para pedir à Cessna, fabricante do avião, e ao Bradesco que cumpram os termos da apólice

Foto: Futura Press

Local da queda de aeronave em Santos, no litoral paulista

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Mariana Zylberkan
Fonte:  Veja

Um mês após a queda do avião que matou Eduardo Campos, o irmão do ex-governador de Pernambuco, o advogado Antonio Campos, negocia para indenizar as famílias que tiveram suas casas destruídas no acidente. Nesta sexta-feira, ele protocolou ofício no Ministério Público Federal para pedir à Cessna, fabricante do avião, e ao Bradesco para confirmar a vigência de uma apólice de seguro com prêmio de 50 milhões de dólares para danos a terceiros.

O documento chegou às mãos de Campos nesta semana por meio da família do comandante Marcos Martins, que morreu na tragédia. Na apólice, a empresa AF Andrade como segurada. A validade se estende até dezembro deste ano e está condicionada à presença do comandante Martins e de Geraldo Magela, o copiloto, na aeronave.

No ofício, Campos pede que o valor do seguro seja revertido de imediato ao ressarcimento de danos sofridos pelas vítimas. Em nota, o advogado defendeu a divulgação, mesmo que inicial, das investigações sobre as causas do acidente. “É o que aguardam e pedem as famílias enlutadas e a sociedade brasileira”, diz o advogado em nota.

A advogada Wanda Maria Bittencourt, dona da casa onde o avião caiu, abrindo uma cratera no quintal, reclama de descaso do partido.

“O PSB não tem nos atendido. Está faltando boa fé, estão muito preocupados com as eleições”, diz. Ela estima que irá gastar até 600.000 reais só com material para reconstruir parte do imóvel que foi destruído. Procurado, o PSB afirmou que tem interesse em indenizar as vítimas e diz já ter contratado um escritório de advocacia para intermediar as negociações.

Apólice de seguro da aeronave é válida até fim de 2014
Na 7ª DP de Santos, há 56 boletins de ocorrência registrados por moradores afetados. Eles formaram uma espécie de associação que tem orientação jurídica de advogados que defenderam as vítimas do acidente da TAM, em 2007. Ao menos sete imóveis – três apartamentos e quatro casas – terão que ser parcialmente reconstruídos, entre eles, a academia do empresário Benedito Juarez Camara, destruída pela queda dos destroços.

O empresário diz que aguarda fim do prazo de 15 dias concedido pelo procurador-geral eleitoral Rodrigo Janot para o PSB comprovar as movimentações financeiras para a utilização da aeronave. Segundo levantamento prévio realizado pelos proprietários, estima-se que os valores das indenizações cheguem a 2 milhões de reais.

Nesta semana, os empresários João Carlos Lyra Pessoa Monteiro de Mello Filho e Apolo Santana Vieira, que arrendaram a aeronave da empresa AF Andrade, também se ofereceram a indenizar as vítimas.

INVESTIGAÇÃO

Procedimento administrativo aberto pelo Ministério Público Federal de Santos tem acompanhado as investigações sobre a causa do acidente, capitaneadas pela Polícia Federal e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos.

Segundo pessoas ligadas à apuração, técnicos da Cessna e da Pratt & Whitney, empresa canadense fabricante do motor da aeronave, têm divergido sobre as possíveis causas do acidente e passaram a atuar separadamente.

O principal mistério a ser desvendado pelos técnicos é o fato de a caixa-preta não ter registrado as informações de voz dos pilotos no dia do acidente. Há registro de gravações somente até a véspera da tragédia.

A família de Campos tem acompanhado as investigações de perto e estuda questionar judicialmente a União pelo fato de o comando da Base Aérea de Santos ter autorizado o pouso da aeronave em condições climáticas altamente desfavoráveis. Segundo especialistas, a visibilidade dos pilotos no dia era de 250 metros.

6 de set. de 2014

Em delação premiada, ex-diretor da Petrobras diz que o Governador Eduardo Campos estava entre os recebedores de propina

BRASIL - Corrupção
Em delação premiada, ex-diretor da Petrobras diz que Eduardo Campos estava entre os recebedores de propina
O ex-diretor da Petrobras, Paulo Costa dizia na cela em que está preso na Polícia Federal em Curitiba (PR) que não teria eleições neste ano se ele revelasse tudo o que sabe. Entre parlamentares, ministros e governadores, a lista de atingidos pode chegar a 70 destacados políticos de cinco partidos, entre eles o PT, o PMDB, o PP e o PSB

Foto: Helia Scheppa/JC Imagem/AE

PROPINA - Ex-diretor Paulo Roberto Costa confirmou o esquema de propinas para políticos dentro da Petrobras

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de S.Paulo, Diario do Poder, Facebook – Diario do Poder, Blog do Camarotti, Época>, Blog do Coronel

Na sua coluna, do dia 04, o jornalista Claudio Humberto, Diário do Poder, dizia, no dia 04, que o fato do Congresso Brasileiro, está esvaziado, no momento, pouco tinha a ver com o chamado recesso branco, que sempre ocorre em período eleitoral. A delação premiada, do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, em curso, na Polícia Federal em Curitiba, era a verdadeira responsável, a tirar o sono de inúmeros parlamentares, deputados e senadores, que circulavam por Brasília com o semblante carregado.

Nesta sexta, 05, a noite, os sites começaram a divulgar noticias, sobre a delação, materializando os temores dos políticos. Há ainda alguns desencontros de informação. A Revista Veja, que está para circular neste sábado, traz como reportagem de capa, O DELATOR FALA, e diz, no seu site, que vai publicar uma lista dos parlamentares, governadores e ministro, citados pelo ex-diretor da diretoria de Abastecimento da Petrobras, durante os governos Lula e Dilma, entre 2004 e 2012.

O site do jornal Folha de S. Paulo, diz que o delator dedurou pelo menos 12 senadores, 49 deputados federais e um governador.

Outros sites destacam que além dos parlamentares, estão na lista, três governadores e um ministro, do governo Dilma, oriundo da equipe de Lula.

A LISTA

Hoje pela manhã, mesmo sem a lista de Veja, começou a circular os primeiros nomes dos beneficiados com as proprinas: entre eles os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA). Os senadores, Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, e Romero Jucá (PMDB-RR). Entre os deputados figuram o petista Cândido Vaccarezza (SP) e João Pizzolatti (PP-SC).

Citado também, o ex-ministro das Cidades e ex-deputado Mario Negromonte, também do PP.

Na relação dos três governadores, apontados por Paulo Roberto como destinatário da propina, estão políticos de estados onde a Petrobras tem grandes projetos em curso: Sérgio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio, Roseana Sarney (PMDB), atual governadora do Maranhão e Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência da República morto no mês passado em um acidente aéreo.

Os citados teriam recebido 3% dos valores dos contratos celebrados enquanto ele, Paulo Roberto Costa, era diretor, entre 2002 e 2012, atingindo parte do período do Governo Lula e parte do governo Dilma.


Capa da revista Veja desta semana
MODUS OPERANDI

Desde a sexta feira passada, 29 de agosto, Costa está depondo em regime de delação premiada para tentar obter o perdão judicial. Ele é alvo da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que desmantelou um grande esquema de lavagem de dinheiro e corrupção na Petrobrás. São depoimentos diários que se estenderam por toda semana. O número de políticos citados foi mencionado por Costa nos primeiros depoimentos, mas pode crescer até o final da delação.

Costa relatou a formação de um cartel de empreiteiras dentro da Petrobras, em quase todas as áreas da estatal. Partidos políticos eram supostos beneficiários de recursos desviados por meio de comissões em contratos arranjados. E exemplificou:

“Todo dia tinha político batendo em sua porta”. Num depoimento, ele citou uma conta de um “operador do PMDB” em um banco europeu.

O ex-diretor Paulo Roberto, que assumiu a diretoria de Abastecimento da Petrobras, ainda no primeiro governo Lula, por indicação do ex-líder do PP deputado José Janene (PR) , já falecido, contou que os desvios nos contratos da Petrobrás envolveriam desde o funcionário do terceiro escalão até a cúpula da empresa, durante sua gestão na diretoria de Abastecimento, entre 2004 e 2012.

O ex-executivo também citou quase todas as grandes empreiteiras do País que conseguiram os contratos. Inicialmente seu alvo foram as empresas, mas não havia como isentar os políticos, uma vez que, segundo ele, foram beneficiados com propinas.

Por causa da citação aos políticos, que têm foro privilegiado, os depoimentos serão remedidos para a Procuradoria Geral da República. A PGR afirmou que só irá receber a documentação ao final do processo de delação.

Lembrar que Costa foi responsável pela obra mais cara da Petrobras, a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, cujo preço final pode ultrapassar R$ 40 bilhões. Segundo a Polícia Federal, os contratos eram superfaturados e o sobrepreço era repassado pelas empreiteiras ao doleiro Alberto Youssef. O doleiro, por sua vez, cuidaria da distribuição do suborno aos políticos.

PERDÃO JUDICIAL

O acordo de delação premiada assinado por Paulo Roberto prevê praticamente o perdão judicial. A pena que ele receberá será mínima comparada aos 50 anos que poderia pegar se responder aos processos – já é réu em duas ações, uma sobre corrupção na Petrobrás e outra sobre ocultação e destruição de documentos.

O acordo prevê que o ex-executivo será colocado em liberdade quando encerrar os depoimentos. Ele deve ficar um ano usando tornozeleira eletrônica, em casa, no Rio, sem poder sair na rua.

Os depoimentos têm sido longos. No primeiro dia foram mais de quatro horas. Um advogado do Paraná que esteve com ele diz que Costa está “exausto, mas se diz aliviado”. O ex-executivo teria demonstrado preocupação apenas quando soube que a imprensa noticiou a delação premiada. Seu temor é se tornar um “arquivo vivo”.

Os depoimentos são todos filmados e tomados em uma sala na Custódia da PF em Curitiba. Ao final de cada dia os depoimentos são lacrados e criptografados pelo Ministério Público Federal, que os envia diretamente para a PGR, em Brasília. A PGR mandou emissário a Curitiba no início do processo de delação.

DOLEIRO - ELEIÇÃO

O doleiro Alberto Youssef, também preso acusado de ser um dos cabeças do esquema desbaratado pela Lava Jato, também tentou negociar com o Ministério Público Federal uma nova delação premiada (ele fez a primeira no caso do Banestado, em 2003), mas desistiu ao ser informado que pegaria pelo menos 3 anos de prisão, em regime fechado.

O depoimento do ex-diretor, Paulo Roberto Costa, foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para análise e homologação do ministro Teori Zavascki.

Segundo o Blog do Camarotti, a avaliação no PT é que o depoimento de Paulo Roberto Costa pode criar forte desgaste na campanha de Dilma Rousseff. A maior preocupação é que haja divulgação do depoimento com denúncias sobre a existência de caixa dois de campanha e do financiamento de políticos aliados.

5 de set. de 2014

TAPETÃO: PT pede à Procuradoria Eleitoral investigação sobre rendimentos de Marina

BRASIL - Eleição 2014
TAPETÃO: PT pede à Procuradoria Eleitoral
investigação sobre rendimentos de Marina
Candidata do PSB afirma ter recebido R$ 1,6 milhão por palestras, mas declara patrimônio de R$ 135 mil, afirma partido. Tecnicamente os petistas querem levantar suspeitas sobre o milhão que Marina ganhou fazendo palestras por aí. Estão abrindo espaço para no futuro alguém perguntar sobre os milhões que Lula anda ganhando patrocinado por empreiteiras. Coligação de Marina divulgou nota em que nega veementemente as acusações

Foto: Fernando Bizerra Jr/EFE/VEJA

Por que instituições como o Banco Santander, o Banco Crédit Suisse, a Unilever, a Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização, entre outros, pagaram mais de um milhão para ouvir Marina Silva falar?

Postado por Toinho de Passira
Texto de Ricardo Galhardo, para O Estado de S. Paulo
Fonte: Estadão

O PT deu entrada nesta quinta-feira, 4, com um pedido junto à Procuradoria-Geral Eleitoral para que sejam investigados os ganhos da candidata Marina Silva (PSB) com palestras remuneradas. Nos últimos dois anos, Marina disse ter recebido R$ 1,6 milhão com palestras por meio da empresa M.O.M. Da S. De Lima e declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 135 mil. Na declaração, a empresa aparece com valor de R$ 5 mil.

O PT pede, entre outras coisas, que seja investigada a possibilidade de caixa dois eleitoral por parte da candidata do PSB.

Em nota, a coligação da candidata repudiou veemente as acusações.

"A omissão da existência desses valores no patrimônio de Marina Silva autoriza que se investigue se referidos pagamentos foram destinados para outras contas do partido ao qual ela é filiada (ou para a instituição Rede Sustentabilidade), ou até mesmo para outra pessoa jurídica doadora da campanha da candidata para, posteriormente, em tese, ser injetado na campanha oficialmente (…) questiona-se sobre a possibilidade desses valores terem sido represados para utilização em campanha sem a devida tramitação em conta específica. Tal fato, caso apurado e confirmado, também é muito grave", diz trecho da representação assinada pelos advogados Luis Gustavo Motta da Silva e Flávio Caetano.

AGOSTO DE 2014

Com a morte de Eduardo Campos em um acidente aéreo, Marina é confirmada pelo partido como a nova candidata do PSB. A escolha do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) para a vice é vista como um sinal de que a ex-ministra estaria disposta a buscar diálogo com o agronegócio, já que o parlamentar tem bom relacionamento com representantes do setor no Rio Grande do Sul.

De acordo com um dos coordenadores da campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição, o principal objetivo da representação é provocar desgaste à candidatura de Marina.

A representação pede ainda que sejam apuradas a possível omissão dos valores na declaração de bens à Justiça Eleitoral e o uso de dinheiro de fontes vedadas para campanha política.

O Estado de S. Paulo revelou que entre os contratantes de palestras da candidata estão os bancos Santander e Crédit Suisse, Unilever, Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização, Fundação Dom Cabral e Conselho Nacional de Contabilidade, entre outros.

Segundo a representação do PT, alguns destes contratantes são proibidos por lei de fazer doações eleitorais.

PERÍODO

O documento cita também o fato de Marina ter dito que parou de dar palestras em junho deste ano, quando se tornou candidata a vice de Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo no dia 13 de agosto. Na época Marina disse que estaria se sustentando com a poupança acumulada das palestras, mas, declarou à Justiça Eleitoral apenas uma conta corrente com saldo de R$ 27 mil.

Nesta quinta-feira, 4, em entrevista à Rádio Gaúcha, a candidata do PSB negou qualquer irregularidade em relação à renda auferida com as palestras, cogitou abrir as contas de sua empresa à imprensa e acusou a campanha da presidente Dilma de baixar o nível da disputa eleitoral.

RESPOSTA

Em nota, a Coligação Unidos pelo Brasil, de Marina, repudiou veemente "as mentiras e ilações maliciosas" sobre o patrimônio e os ganhos pessoais de Marina.

O texto afirma que a empresa teve R$ 1,6 milhão de renda bruta pela atividade de ministrar palestras, o que, descontadas as despesas, incluindo pagamento de impostos, rendeu R$ 1.016,247,30.

Ainda segundo a nota, o valor equivale a R$ 24.196,36, em média, por 42 meses. "Esse total foi utilizado, no período mencionado, exclusivamente para a sobrevivência da candidata e manutenção de sua família, considerando que Marina Silva não possuía nenhuma outra fonte de renda que não a de conferencista."

O texto destaca ainda que a declaração apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) "é de bens, não de rendimentos, conforme determina a lei".

"Os bens da candidata foram devidamente declarados, atendendo ao dispositivo legal em vigor: trata-se dos bens adquiridos por Marina Silva ao longo de sua trajetória pessoal. Tal patrimônio é o mesmo que consta na base de dados da Receita Federal e informado ao TSE quando do pedido de registro de sua candidatura."

Em relação ao imóvel ocupado por Marina em São Paulo, trata-se, de acordo com a nota, de doação temporária para a campanha. "Marina Silva não mantém relacionamento pessoal com Carlos Henrique Ribeiro do Vale, o proprietário." A intermediação foi feita por amigo comum.

15 de abr. de 2014

Eduardo e Marina a chapa de oposição - Merval Pereira

BRASIL -
Eduardo e Marina a chapa de oposição
Postura que marcará a campanha da dupla foi definida pelo economista Eduardo Gianetti: essa chapa é a terceira via, uma alternativa para os eleitores que já estariam cansados da polarização entre PT e PSDB que vem marcando as disputas para a presidência da República desde 1994. Seguindo a linha de seus líderes, Gianetti disse que os avanços construídos tanto por FHC quanto Lula não foram seguidos pelo governo Dilma, frustrando assim o eleitorado.

Arte sobre foto de Ueslei Marcelino/Reuters

Atacando o fisiologismo e o "patrimonialismo", dos governos petistas, Eduardo pregou um pacto em torno de um programa de governo e disse que colocará fim à distribuição de cargos. “Quem nos apoiar não vai achando que terá um ministério para chamar de seu”, avisou o pessebista

Postado por Toinho de Passira
Texto de Merval Pereira
Fonte: Blog do Merval

A definição de que a chapa PSB e Rede é uma resposta ao autoritarismo do governo petista, que tentou inviabilizá-la de todas as maneiras, é uma postura de combate do ex-governador Eduardo Campos e mostra bem a linha de atuação que ele e a ex-senadora Marina Silva terão durante a campanha eleitoral.

Com o lançamento da chapa Campos-Marina, fica definido um dos principais postulantes pela oposição à sucessão da presidente Dilma, acabando a especulação de que a ex-ministra e ex-senadora Marina Silva não aceitaria um posto inferior na chapa, ela que estaria em segundo lugar na corrida presidencial se fosse candidata isolada.

Marina aceitou ser vice de Campos, mas não se considera em plano inferior politicamente, tanto que disse que caminhará “lado a lado” com ele. Essa visão, antes de ser um complicador para a composição da chapa, é uma solução para que os eleitores “marinistas” não se sintam desprestigiados e possam trabalhar para a transferência de votos de Marina para a chapa que o ex-governador de Pernambuco encabeça.

Campos, em entrevista prévia ao lançamento da chapa “pura” – Marina filiou-se ao PSB depois de ter sido negado o registro da Rede, e repetiu ontem as críticas ao governo por tentar inviabilizá-la – teve uma boa saída para explicar sua dissidência, depois de ter participado dos dois governos de Lula e dos primeiros anos do de Dilma: “Esse governo decepcionou não só a mim, mas a muitos dos outros milhões que nele votaram”.

A outra postura que marcará a campanha da dupla foi definida pelo economista Eduardo Gianetti: essa chapa é a terceira via, uma alternativa para os eleitores que já estariam cansados da polarização entre PT e PSDB que vem marcando as disputas para a presidência da República desde 1994. Seguindo a linha de seus líderes, Gianetti disse que os avanços construídos tanto por FHC quanto Lula não foram seguidos pelo governo Dilma, frustrando assim o eleitorado.

Caberia agora a Campos e Marina dar prosseguimento a esses legados, com uma visão nova que incorporaria o melhor dos dois partidos. Essa postura, se levada ao pé da letra, pode isolar a chapa Campos e Marina, que ficaria sem apoios políticos para o segundo turno. Como pedir o apoio dos tucanos se eles forem alvos de ataques no primeiro turno?

Na carta de princípios esboçada está o compromisso de não fazer ataques pessoais aos adversários, o que poderá levar a que tanto Campos quanto Marina façam suas críticas no campo programático, o que seria uma novidade em eleições presidenciais recentes.

Foi esse estilo, no entanto, que levou a ex-senadora Marina Silva a ter uma grande votação em 2010, sem atacar mesmo a então candidata Dilma Rousseff, com quem se desentendeu no governo Lula. O próprio Lula comentou recentemente que compreendia a dissidência de Marina, pois acompanhou suas desavenças com Dilma no ministério.

Colocada como de oposição ao governismo, a candidatura de Campos caminha para tentar receber a maioria possível de votos dos eleitores de Marina, e terá na vice uma candidata atuante, que poderá ocupar palanques alternativos durante a campanha.

Há na política a definição de que vice não dá voto a ninguém, mas pode tirá-los. Marina está desafiada pelas circunstâncias eleitorais a provar o contrário quanto à transferência de votos. Mas terá que ter cuidados para não tirar votos de Campos em setores delicados na relação dos dois, que, segundo ela, ainda está sendo construída.

O agronegócio é um desses temas delicados que pode provocar desavenças durante a campanha, assim como a relação com os evangélicos. Marina citou ontem o fato de ser uma “mulher de fé”, mas garantiu que não faz do púlpito palanque. Tem a seu favor a campanha de 2010, em que não usou a religião para se promover, mas mesmo assim recebeu uma votação maciça dos evangélicos.

O problema para ela nesta eleição é que o pastor Everaldo, do PSC, está em campanha assumidamente como candidato evangélico, e quando um irmão é candidato, a maioria dos votos vai para ele, como demonstram as pesquisas do professor Cesar Romero Jacob, diretor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, que lançou o e-book Religião e Território no Brasil: 1991/2010 da Editora da PUC.

Ao analisar as transformações no perfil religioso da população brasileira, com o crescimento do número de evangélicos no país, esse trabalho é útil para o entendimento do cenário eleitoral. Marina não fez campanha como evangélica, mas as igrejas evangélicas fizeram campanha para ela, o que significou boa parte de seus votos, que agora serão disputados pelo pastor Everaldo.
*Alteramos título, acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original

4 de jan. de 2014

Circo montado para Marina Silva ser anunciada vice, na chapa de Eduardo Campos, na disputa presidencial

BRASIL - Eleição 2014
Circo montado para Marina Silva ser anunciada vice,
na chapa de Eduardo Campos, na disputa presidencial
Após ex-ministra vetar o apoio da sigla à reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, Eduardo Campos negocia para que ela confirme publicamente até meados do próximo mês que vai compor a futura chapa encabeçada pelo governador de Pernambuco


Não apoiar o PSDB em SP seria a condição imposta por Marina para aceitar ser vice de Campos

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Estadão

PSB espera que Marina Silva anuncie publicamente que será vice na chapa de Eduardo Campos à Presidência até o fim do mês ou meados de fevereiro. A condição que teria sido imposta pela ex-ministra, para que isso ocorra, é que a sigla abra mão de apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo.

Os partidários de Eduardo Campos não escondem que aceitam de pronto a imposição.

"O nosso desejo é que ela (Marina) seja a vice", disse o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), um dos principais articuladores políticos de Campos. O deputado nega que haja uma decisão sobre o quadro paulista, principal foco de tensão entre os integrantes do PSB e da Rede Sustentabilidade, sigla que Marina tentou criar, mas teve o registro negado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

"Essa não é uma decisão que vai ser tomada de cima para baixo, pelo Campos ou por Marina. É uma decisão que os diretórios estaduais vão tomar", disse Albuquerque, fingindo que a decisão não já esteja tomada. No dia 17, Campos vai receber no Recife os principais dirigentes do PSB para definir o cronograma de campanha e discutir a situação dos palanques estaduais.

Antes de Marina se filiar ao PSB, em outubro, o PSB paulista articulava uma aliança com os tucanos. À frente das negociações estava o presidente estadual da sigla, deputado Márcio França. O parlamentar continua defendendo o apoio a Alckmin, mas diz que a posição final vai depender do espaço que a legenda vai ter numa eventual coligação. Para França, se o governador não oferecer ao PSB a vaga de vice na chapa, posto para o qual o próprio deputado está cotado, uma nova estratégia pode começar a ser pensada.

Os aliados de Marina, no entanto, apoiam a tese da candidatura própria, independentemente de qualquer conjuntura. O nome natural para a disputa seria a deputada Luiza Erundina (PSB), que resiste à ideia e tem declarado que pretende concorrer novamente a uma vaga na Câmara.

De acordo com integrantes do PSB, Campos, que havia dado carta branca para França negociar o apoio a Alckmin, começou a emitir sinais de que poderia mudar de ideia depois de uma conversa com Marina no mês passado, na Bahia. Na ocasião, a ex-corregedora nacional de Justiça Eliana Calmon se filiou à legenda e anunciou que iria concorrer a uma vaga no Senado.

A decisão de Marina de antecipar o anúncio de que será vice na chapa seria uma forma de garantir que Campos não vai voltar atrás na decisão de não apoiar o PSDB em São Paulo.

O movimento político da ex-ministra é visto com bons olhos pela cúpula do PSB, que avalia que a sinalização cria um fato novo neste período de pré-campanha e coloca a dupla em evidência já no início do ano.

Pernambuco. A resistência de Marina à aliança com o PSDB em São Paulo, no entanto, não impediu que Campos abrisse espaço em seu governo para a sigla. Na manhã de ontem, ele deu posse a dois tucanos, um na Secretaria de Trabalho, outro na presidência do Detran.

Em dezembro, Campos e o senador mineiro Aécio Neves, que deve concorrer à Presidência pelo PSDB, encontraram-se em um jantar no Rio de Janeiro para discutir possíveis acordos entre as duas siglas nos Estados. Além de Pernambuco e São Paulo, os presidenciáveis avaliaram a possibilidade de dividir palanques em Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul.

Pesquisas.

Terceira colocada na corrida presidencial de 2010, quando recebeu cerca de 20 milhões de votos, o nome de Marina aparece sempre com índices maiores que os de Campos nas pesquisas de intenção de voto.

No último levantamento do Datafolha, divulgado em dezembro, Marina alcança 26% das intenções de voto quando disputa com a presidente Dilma Rousseff e com Aécio. Em outro cenário, contra os mesmos adversários, Campos marca 11%.

Especula-se que Eduardo Campos tendo Marina como vice, ultrapassa Aécio Neves na pesquisas e passa a ser o segundo colocado e concorrente direto de Dilma num provável segundo turno.

Coisa para fazer Dilma e Lula botarem as barbas de molho.

1 de dez. de 2013

Pós-Marina, Campos sai em busca do discurso perdido, de Maria Lima, para O Globo

BRASIL - Opinião
Pós-Marina, Campos sai em busca do discurso perdido
Pré-candidato do PSB tenta se reaproximar do empresariado e aplacar o susto causado por sua união com Rede

Foto: Nelson Antoine/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Campos está pisando em ovos para adequar o discurso ao da ex-senadora.

Postado por Toinho de Passira
Texto de Maria Lima
Fonte:  O Globo

O fato novo do casamento de Eduardo Campos com Marina Silva passou e o pré-candidato do PSB a presidente da República não deslanchou como esperava. Analistas políticos identificam uma clara mudança no comportamento de Campos no período pós-Marina: ele tem aparecido mais inseguro nas entrevistas, está pisando em ovos para adequar o discurso ao da ex-senadora.

Passados a lua de mel e o impacto inicial causado pela aliança entre PSB e Rede, Campos discute, no momento, estratégias para recuperar terreno nas articulações para 2014, tanto na área política como na empresarial, afetadas pelo perfil de militante ambiental de Marina.

Mas os socialistas dizem que este é um casamento sem volta. Sem Marina, o governador de Pernambuco aparece nas pesquisas com cerca de 9% de intenções de voto. Sem Eduardo, Marina tem cerca de 15%. Mas os dois juntos alcançam 20%, e passam à frente do tucano Aécio Neves, segundo pesquisas internas.

Cientista político da FGV/USP, o professor Fernando Abrucio avalia que, atualmente, Campos está em pior situação do que imaginaria estar quando ganhou a adesão de Marina. E diz que é preciso dar uma virada.

— Há muitas incógnitas em relação ao resultado desta aliança daqui para frente. Eduardo precisa resolver a história dele com Marina; o lugar que ela vai ocupar na chapa precisa ser definido logo. E ainda tem a delicada questão da compatibilização programática. Ou seja, os dois precisam resolver esse casamento de uma vez por todas — diz Abrucio.

Em busca do apoio perdido

Tentando recuperar apoios perdidos com o chamado “susto Marina” em seu maior reduto, o empresarial, onde já vinha se consolidando, o pré-candidato do PSB tem pelo menos uma proposta já exposta aos representantes do setor, em conversas nas últimas semanas.Campos propôs que, no caso de parcerias público-privadas e das concessões, seu governo garantiria um retorno mínimo para o investidor. Após sete anos, se desse tudo errado, o governo daria uma compensação à iniciativa privada. Ele acredita que esse compromisso irá recuperar a credibilidade do governo e revolucionar os investimentos no país.

— Eduardo ganhou uma fatia do eleitorado de Marina, mas perdeu o discurso. Está tenso, com medo de contrariar Marina e seus seguidores — diz um interlocutor de Campos, que trabalha para a campanha voltar a ter mais empolgação.

Na última sexta-feira, Campos fez palestra para cinco mil produtores rurais do Paraná, em evento promovido pela Federação da Agricultura. Sobre Marina, ele procurou tranquilizar:

— Nós temos clareza de importância social e econômica do campo para o Brasil. Queremos nos aproximar, para sermos entendidos e para entender.

Casamento está ameaçado em quase todos os estados

Em relação aos acertos políticos e aos obstáculos impostos por Marina Silva à costura de coligações com partidos tradicionais, a saída em discussão na equipe de Eduardo Campos é separar a Rede do PSB onde não houver consenso sobre as alianças. Ou seja, em quase todos os estados. Há algumas semanas, em um encontro na casa do deputado Walter Feldman (PSB-SP), em São Paulo, Campos teve uma conversa franca com Marina.

— Para você me encontrar vivo como eu estava quando você chegou, algumas pessoas me trouxeram vivo até aqui. E não posso me desfazer dessas pessoas agora — disse, citando seus companheiros mais fiéis, os deputados Márcio França (SP) e Beto Albuquerque (RS) e o senador Rodrigo Rollemberg (DF), que estão articulando alianças regionais para o PSB.

O problema mais visível é em São Paulo, onde França trabalha, avalizado por Campos, para ser vice do tucano Geraldo Alckmin — e Marina ainda não desistiu de lançar Feldman.

— O casamento entre Rede e PSB vai até onde não atrapalhar a campanha de Eduardo. Na prática, é impossível só lançar e apoiar gente nova. Em São Paulo, uma candidatura sem Alckmin pouco acrescentaria ao projeto nacional do PSB. Como Marina não apoia Alckmin, deve ficar neutra lá, se fecharmos a aliança com o PSDB — diz França.

O mesmo acontece no Rio Grande do Sul, onde o PSB tenta aliança com o PP da senadora Ana Amélia. Ela seria candidata ao governo; Beto Albuquerque, ao Senado.

As primeiras duas semanas depois da adesão de Marina foram de festa e capitalização do voto de protesto da Rede. Na terceira semana, contam socialistas, começaram os problemas. Há relatos de que, numa reunião em São Paulo, empresários disseram taxativos a Campos:

— No nosso campo, tudo o que você tinha, você perdeu. Como mudar o que você vem prometendo com Marina a seu lado?

Por isso, Campos agora tem focado sua ação em SP: ao lado dos ex-ministros da Agricultura Roberto Rodrigues, Alisson Paulinelli e Francisco Turra, tem feito reuniões frequentes com líderes do agronegócio.
*Acrescentamos foto e legenda à publicação original

5 de out. de 2013

Marina Silva será a vice de Eduardo Campos em 2014

BRASIL – Eleição 2014
Marina Silva será a vice de Eduardo Campos em 2014
Após o anuncio de filiação de Marina Silva ao PSB, no final da entrevista, um repórter perguntou a Marina se a aliança com o PSB era uma forma de se vingar do PT, partido que teria trabalhado contra a Rede, e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não fiz um gesto de vingança, mas de esperança", respondeu ela rindo.

Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

Marina Silva, ao lado de Eduardo Campos, em cerimônia de filiação ao PSB

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja , Blog Cristian Lôbo, Blog do Gerson Camarotti , Reuters, Blog do Jamildo

Com o gesto político de filar-se ao PSB, a ex-senadora Marina Silva, não deixa dúvidas de que será a vice na chapa do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, nas eleições de 2014.

A escolha de Marina pelo PSB se dá de modo a formar uma “terceira via” no cenário político nacional – e quebrar a polarização entre PT e PSDB, que domina a política brasileira desde 1994.

Com um capital político de 20 milhões de votos nas eleições de 2010, Marina era cortejada por pelo menos sete partidos. Oficialmente, Marina e Campos não bateram o martelo como será composta a chapa entre os dois, durante o anúncio oficial feito na tarde deste sábado, em Brasília, último dia para que Marina optasse por um partido a tempo de disputar as eleições do ano que vem, mas ninguém tem dúvidas que os dois estão acertados.

Campos desembarcou em Brasília já na sexta-feira para costurar os detalhes finais da filiação. Na manhã deste sábado, outros caciques do partido chegaram à capital federal para discutir os termos da entrada de Marina no bloco socialista. Marina só não foi anunciada como nova filiada à sigla ainda na sexta, porque ela preferiu conversar com outras legendas que também lhe ofereceram espaço para justificar sua decisão e agradecer os convites. Foi por este motivo que esteve reunida com o presidente do PPS, Roberto Freire, neste sábado.

A decisão de aderir ao PSB foi tomada na madrugada em uma reunião em Brasília com sete fundadores da Rede e alguns deputados que apoiaram o projeto, como Reguffe (DF), Miro Teixeira (RJ) e Walter Feldman (SP). Durante a conversa, o grupo se dividiu - uma parte afirmou temer que Campos pudesse recuar e apoiar a reeleição de Dilma Rousseff, o que acabaria colocando Marina e a Rede na chapa petista.

Foto: José Cruz/ABr

Dilma foi pega de surpresa com a articulação na última hora entre Marina Silva e Eduardo Campos

A ex-senadora, entretanto, reafirmou ter ouvido de Eduardo Campos que a decisão de disputar as eleições presidenciais já está consolidada. Para reforçar, ela lembrou que o PSB desembarcou do governo Dilma no mês passado e entregou os ministérios que chefiava.

Segundo relato de aliados, Marina disse que a opção pelo PSB "era a melhor alternativa para derrotar Dilma" e que "o PT está tentando implantar o chavismo no Brasil". Ela chegou a afirmar também que o PT teria mobilizado sua militância para destruir seu projeto nas redes sociais.

Desde a noite desta quinta-feira, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por seis votos a um, o registro à Rede Sustentabilidade, Marina e seus apoiadores têm discutido que caminho seguir. Familiares e militantes conhecidos como “sonháticos” defendiam que a ex-senadora abrisse mão de se filiar a uma legenda para continuar a recolher assinaturas para a Rede e manter a coerência de não se alinhar a partidos que não tivessem a mesma afinidade programática que ela.

O PPS, por exemplo, um dos primeiros a lhe oferecer a legenda, apoiou ruralistas na votação do Código Florestal, no Congresso.

Depois do impasse gerado com a decisão do TSE da última quinta-feira, apoiadores começaram a procurar outras legendas para concorrer nas eleições do próximo ano. O deputado Miro Teixeira (PDT), por exemplo, que esteve presente na filiação de Marina ao PSB, deixou o PDT e se filiou ao Pros. Domingos Dutra (MA), um dos fundadores do PT, também escolheu uma nova legenda, o recém-criado Solidariedade.

O jornalista Gerson Camarotti diz que o Palácio do Planalto foi pego de surpresa com a articulação na última hora entre Marina Silva e Eduardo Campos para a disputa presidencial do ano que vem. Segundo um interlocutor da presidente Dilma Rousseff, ainda não é possível dimensionar o impacto da aliança entre os dois na campanha de 2014. Mas a notícia foi recebida com preocupação no núcleo do governo.

Para eles, a presidente reconhece que o melhor cenário era com Marina fora da disputa. Não se imaginava até agora que ela poderia participar numa chapa com Campos.

No seu Blog Cristiana Lôbo, da Globo News, reporta que no encontro com Roberto Freire, Marina que foi convidar o PPS para participar desta aliança e, assim, fortalecer a oposição à candidatura de Dilma Rousseff à reeleição, ouviu uma recusa: o presidente do PPS disse que o partido havia oferecido a legenda a Marina, mas não iria aderir a uma frente partidária.

“É um candidato a menos para enfrentar o PT”, disse ele, lembrando que a aliança entre Campos e Marina “é uma vitória de Lula”, pois reduz o número de opositores”, dissera Freire mostrando contrariedade.

Aliados de Marina Silva dizem que o movimento dela representa “um gesto político de alta expressão, pois é o primeiro fato político além da disputa eleitoral”.

Miro Teixeira disse que o gesto de Marina é um ato de rebeldia . “É um ato rebelde, de desobediência civil”, disse ele afirmando que Marina terá uma opção partidária “para ter participação eleitoral e disputar qualquer cargo, a presidência, a vice-presidência, o Senado ou governo estadual”.

Foto: José Cruz/ABr

Eduardo Campos comentando que no sida histórico em que a Constituição Brasileira de 1988 completava 25 anos, Marina filiava-se a PSB

Nas pesquisas eleitorais, Marina está em segundo lugar nas intenções de voto, tendo chegado a aparecer com 22%; e Eduardo Campos em quarto lugar, variando em torno de 5%. A união dos dois seria emblemática até em função do périplo que Eduardo fez ao longo deste ano no meio empresarial – onde Marina tem trânsito em apenas alguns segmentos. Ao mesmo tempo, Marina se comunica bem com a juventude e tem o discurso de fazer a “nova política”, quebrando a polarização entre PT e PSDB que dominou as disputas brasileiras nas últimas cinco disputas – o que combina com a aliança com Eduardo Campos.

- É um ataque nuclear em cima do que está aí – disse um entusiasta da idéia, citado por Cristiana Lôbo.

A candidatura de Eduardo Campos tomou um impulso inesperado, foi tonificada e fermentada com a presença de Marina ao seu lado. Mas isso não foi um acontecimento surpreendente para os dois.

Campos e Marina iniciaram a aproximação em abril, quando o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) entrou com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a discussão no Congresso de um projeto que restringia a criação de partidos políticos, que atingiria a proposta da ex-senadora de formar a Rede Sustentabilidade. A ação do senador era um aceno de Campos a Marina, que já percebia a dificuldade de conseguir o registro de seu partido. Nas últimas semanas, diante da percepção de que a Justiça Eleitoral não permitiria a criação da Rede, Walter Feldman e um grupo de empresários paulistas simpáticos à candidatura de Marina avaliaram que a parceria com Campos era a mais sensata.

Na noite da última quinta-feira, logo após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negar o registro da Rede, Rollemberg telefonou para Marina. A ex-senadora disse que Feldman iria procurá-lo. Rollemberg e Feldman almoçaram na sexta-feira para os últimos acertos do acordo. Rollemberg, então, avisou a Campos, por telefone, que ele poderia pegar um voo para Brasília e anunciar a aliança.

Na entrevista deste sábado para formalizar a aliança, Marina e Campos tentaram passar a impressão que o acordo foi uma "surpresa" inclusive para eles. A ideia era mostrar que, num gesto de desprendimento, a ex-senadora abria mão de sua candidatura num partido nanico em prol de um projeto político que tivesse sintonia com a frustrada Rede Sustentabilidade.

Diferentemente do que disse no encontro reservado com Campos na noite de sexta-feira, Marina não assumiu, na entrevista, a posição de vice na chapa. Ao final da entrevista, um repórter perguntou a Marina se a aliança com o PSB era uma forma de se vingar do PT, partido que teria trabalhado contra a Rede, e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não fiz um gesto de vingança, mas de esperança", respondeu rindo.

A aliança entre Marina e Campos também coloca lado a lado na eleição do ano que vem duas figuras políticas com histórico de ligação com o PT. Marina foi senadora pelo partido e ministra do Meio Ambiente no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Campos também foi ministro de Lula e o PSB apoiou o PT em cinco das seis eleições presidenciais disputadas desde a redemocratização do país. Somente em 2002 os socialistas não apoiaram o PT no primeiro turno, mas se juntaram aos petistas no segundo.

Foto: José Cruz/ABr

A sorte está lançada, nas próximas semanas não se vai o falar de outra coisa, mas, só as próximas pesquisas começarão a desenhar numericamente, o que representou essa aliança.

21 de set. de 2013

PT, que fingia empurrar o PSB para fora do governo, parece simular que quer que ele continue. Ou não?

BRASIL – Eleição 2014
PT, que fingia empurrar o PSB para fora do governo, parece simular que quer que ele continue. Ou não?
Lula e o presidente do PT, Rui Falcão, não esconderam esforços, nesta sexta, no sentido de evitar a saída do PSB de Eduardo Campos do governo, neste momento. A dúvida é se essas manobras são legítimas ou simulações, para tentar bloquear a candidatura do governador de Pernambuco a presidente, em 2014. Eduardo Campos parece usar a tática do estrategista chinês Sun Tzu (“A Arte da Guerra”) posicionando-se corretamente a cada nova manobra da turma de Dilma.

Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

Eduardo Campos, olhar fixo em 2014

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Blog do Josias de Souza, Blog Política – Diario de Pernambuco, O Globo, O Globo, Blog do Camarotti

Não dá para saber se é verdadeiro, mas publicamente o PT, deixa transparecer que corre atrás do prejuízo e deu início nesta sexta-feira a uma ofensiva para tentar reverter a decisão do PSB de deixar o governo e negociar para evitar a possível candidatura do governador Eduardo Campos à sucessão presidencial em 2014.

Não foi uma articulação pequena nem discreta: enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunia em São Paulo com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, do PSB, o presidente petista, Rui Falcão, disparava telefonemas para as lideranças do partido em Recife para que não deixassem o governo de Eduardo Campos.

A presidente Dilma Rousseff também sinalizou que deverá ter nova conversa com Eduardo Campos para tentar evitar a separação.

No encontro de Lula e Bezerra, que durou uma hora e 40 minutos, os dois opinaram que a saída dos socialistas do governo petista foi apressada e que teria faltado diálogo. Bezerra chegou a entregar o cargo à presidente Dilma Rousseff esta semana, mas ela pediu que ele aguardasse até o final do mês no ministério.

O percebe-se dos últimos acontecimentos é que Dilma, instruída por Lula, deu carta branca ao PT e o PMDB para pressionarem o PSB de Eduardo Campos, reivindicando que eles devolvessem os cargos que ocupam no governo. Mas era uma simulação, não era para dar certo, pelo menos por enquanto.

Eduardo Campos apareceria, como líder de duas caras, presidente de um partido, que se aproveita das benesses de ter espaço na administração federal, ao mesmo tempo em que flerta um viés oposicionista.

A ideia era passar para Eduardo Campos, a imagem de um traidor, um aproveitador, e para Dilma, a de alguém tolerante, disposta a continuar prestigiado o possível adversário em benefício da governabilidade e de respeito às alianças políticas.

Porém, algo deu errado, ou PT e o PMDB, exageraram e foram mais eficientes do que Dilma e conselheiros políticos, incluindo Lula, esperavam, ou Eduardo Campos, percebendo o blefe, pôs as cartas na mesa, reverteu o jogo, e fez desandar toda a trama.

A corajosa jogada do governador de Pernambuco, deixou tonto a cúpula petista e angariou prestígio e visibilidade em seu benefício.

Dilma e Lula esqueceram que Eduardo Campos aprendeu fazer política, desde que tomava mamadeira no colo do seu avô, Miguel Arraes. Frequentou os bastidores da vida política de Lula, desde menino. Durante toda a sua vida pública foi aliado do cacique petista, seu seguidor e cúmplice, por tempo mais que suficiente para saber seu jeito de atuar.


“A Arte da Guerra”, o livro de cabeceira da Eduardo Campos?

Acurando os acontecimentos Eduardo Campos, não parece movimentar-se pela cartilha do estrategista chinês Sun Tzu, autor do livro “A Arte da Guerra”. Vejamos alguns ensinamentos do mestre Tzu:

"(...) um comandante militar deve atacar onde o inimigo está desprevenido e deve utilizar caminhos que, para o inimigo, são inesperados..."

"A invencibilidade está na defesa; a possibilidade de vitória, no ataque. Quem se defende mostra que sua força é inadequada; quem ataca, mostra que ela é abundante."

"Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas.

"Quando próximo, finja estar longe; quando longe, faça-o acreditar que está próximo."

"Atacai-o onde não estiver preparado. Executai as vossas investidas somente quando não vos esperar."

"Aquele que é prudente e espera por um inimigo imprudente será vitorioso."

"É de suprema importância atacar a estratégia do inimigo."

”Vencer uma centena de batalhas não é o cúmulo da habilidade. Dominar o inimigo sem combater, isso sim é o cúmulo da habilidade."
Segundo o jornalista Gerson Camarotti o PSB, se deu conta de que deveria precipitar seu desembarque do governo federal quando percebeu que era Dilma Rousseff quem manuseava o conta-gotas das ameaças de retaliação.

Na conversa com Dilma, o governador Eduardo Campos disse que entregava os cargos do PSB no governo federal para ter liberdade para discutir uma candidatura própria que unifique a legenda. Afirmou que a decisão também deixa a presidente confortável.

“Tentaram carimbar o partido como fisiologista e de que mudou de lado. O PSB nem tem o carimbo de fisiologista nem muda de lado. O campo político do PSB permanece o campo das esquerdas”, disse Eduardo a Dilma na conversa de mais de uma hora.

Segundo relatos, foi uma conversa cordial e sincera. Dilma chegou a elogiar até o avô de Eduardo Campos, o ex-governador Miguel Arraes. Dilma garantiu que não haveria qualquer perseguição aos governos do PSB e que manteria uma “relação federativa” com governadores e prefeitos socialistas. Disse ainda que gostaria de manter o diálogo com o partido e com o próprio Eduardo Campos. Ao entregar a carta, ele citou nominalmente os ministros Fernando Bezerra (Integração), Leônidas Cristino (Portos) e o presidente da Chesf, João Bosco, como demissionários. Para interlocutores, Eduardo disse que agora o PSB está livre para discutir questões do Brasil.

Agora Lula faz a operação morde assopra, enquanto tenta conquistar a adesão de Bezerra Coelho e dos irmãos cearenses Cid e Ciro Gomes a causa da reeleição de Dilma, diz que ainda precisa conversar Eduardo Campos, como se os dois já não tivessem conversando tudo.

Não se descarta, porém, que tudo não passe da simulação da simulação, que Lula não queira mesmo que o PSB continue no governo, e sabe que não vai convencer Eduardo de recuar, mas finge tentar, para Eduardo se sinta prestigiado, e retorne no 2º turno.

Eduardo por sua vez, aceita o carinho público sabendo que “a mão que afaga e a mesma que apedreja...”

18 de set. de 2013

PSB, de Eduardo Campos, surpreende e decide entregar cargos que ocupa no governo Dilma

BRASIL - Eleição 2014
PSB, de Eduardo Campos, surpreende e decide
entregar cargos que ocupa no governo Dilma
Eduardo Campos disse que, mesmo sem os ministérios, vai continuar ajudando o governo no que for necessário. “Para fazer o que for importante para o país, não precisamos de cargos”, disse o governador

Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

SEM VOLTA - PSB não anunciará Campos como candidato à Presidência da República em 2014. Mas o gesto é a primeira etapa concreta de consolidação da candidatura.

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Gerson Camarotti
Fonte: Blog do Camarotti

Numa decisão surpreendente, o PSB deve entregar nesta quarta-feira (18) os cargos que detém no governo Dilma Rousseff, inclusive os dos ministros Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) e Leônidas Cristino (Secretaria de Portos).

A decisão deve ser anunciada em reunião na sede do partido na manhã desta quarta.

Na tarde desta terça, o presidente do partido, governador Eduardo Campos (PE), fechou uma rodada de conversas, inclusive com os dois ministros do partido.

“Não vamos ficar nesse balcão de cargos”, desabafou Campos, segundo relato de um parlamentar que presenciou uma das reuniões.

Nessas conversas, Campos disse que, mesmo sem cargos, vai ajudar o governo no que for necessário. “Para fazer o que for importante para o país, não precisamos de cargos”, disse o governador, segundo o mesmo parlamentar.

Nos últimos dias, integrantes do PT e do Palácio do Planalto pressionavam para que o PSB entregasse os cargos. A presidente Dilma Rousseff não escondeu sua irritação depois que Eduardo Campos reuniu-se recentemente com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), em Recife, e fez críticas ao governo. Mas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu reservadamente que este não era o momento de hostilizar Eduardo Campos.

Nesta quarta, apesar de sair do governo, o PSB deve adotar uma posição “respeitosa” a Lula e destacar a importância da Frente Popular, a aliança criada em 1989 na primeira eleição que o ex-presidente disputou.

Nas palavras de um integrante da comissão executiva do PSB, a decisão de entregar cargos dará “dignidade” ao partido e aos próprios ministros. “Fernando Bezerra e Leônidas Cristino estavam em uma situação delicada no governo”, afirmou ao Blog esse membro da executiva.

A mesma fonte ressaltou que o anúncio da decisão do partido ocorrerá em um dia simbólico, no qual o Supremo Tribunal Federal decidirá sobre os embargos infringentes, que, se aceitos, poderão levar a um novo julgamento de parte dos réus condenados.

“Jamais Eduardo Campos ficaria submisso ao governo por causa de cargos. Coragem e ousadia são características do governador”, disse.

Apesar de entregar os cargos, o PSB não anunciará Campos como candidato à Presidência da República em 2014. Mas o gesto é a primeira etapa concreta de consolidação da candidatura.

17 de set. de 2013

Dilma sem saber o que fazer com o PSB, de Eduado Campos, aboletado no governo, como se aliado fosse

BRASIL – Eleição 2014
Dilma sem saber o que fazer com o PSB, de Eduado Campos, aboletado no governo, como se aliado fosse
O momento requer astúcia e cautela enquanto Dilma assessorada por Lula, tenta evitar que o PSB de Eduardo Campos, use os cargos no governo federal para se promover eleitoralmente, evita confrontar o governador, pois pode precisar dele num eventual segundo turno. Eduardo faz cara de paisagem e vai tirando todo o proveito possível da situação. O impasse permanecerá enquanto durar à paciência de Dilma e a desfaçatez de Eduardo.

Foto: Aluísio Moreira/SEI

Dilma, paciência curta, Eduardo, esticando a corda

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog de Cristiana Lobo

A comentarista política da Globo News, Cristiana Lôbo, diz que o presidente do PSB, Eduardo Campos, não pretende se antecipar e entregar os cargos que cabem ao partido no governo Dilma Rousseff como esperam partidos como o PT e o PMDB.

As manifestações sobre este assunto estão sendo feitas pelos líderes do partido na Câmara, Beto Albuquerque, e no Senado Rodrigo Rollemberg, e também pelo vice-presidente Roberto Amaral. Eles usam uma espécie de bordão para os políticos: “os cargos são sempre da presidente da República” para justificar que o PSB não vai tomar a iniciativa de entregar os cargos. Eduardo Campos não quer se manifestar sobre o assunto.

Diante dos movimentos de Eduardo Campos para montar palanques estaduais para dar sustentação a uma eventual candidatura própria à presidência da República, aumentou sensivelmente a pressão de partidos aliados para que o PSB seja expurgado do governo e que os cargos hoje por ele ocupados sejam redistribuídos entre os parceiros. Os dois ministérios que estão sob o comando do PSB são o da Integração Nacional, com Fernando Bezerra; e a Secretaria dos Portos, com Leônidas Cristino.

Também a presidente Dilma Rousseff manifestou contrariedade com a movimentação de Campos, desestimulando iniciativas de reaproximação com o governador de Pernambuco.

Em reunião na residência oficial do Torto, na última sexta-feira, a presidente Dilma tratou do assunto com o ex-presidente Lula. Ela mais apressada em retomar os cargos do partido e Lula avaliando que é melhor esperar e não confrontar com alguém que pode ser um parceiro importante no segundo turno das eleições.

Da conversa participaram também o publicitário João Santana, o ex-ministro Franklin Martins, o presidente do PT, Rui Falcão, e também o ex-ministro Walfrido Mares Guia, hoje filiado ao PSB em Minas.

Dirigentes do PSB identificam movimentos para carimbar no partido a marca da fisiologia ou a de que o partido “trocou de lado” pois teria se aproximado do PSDB – opositor histórico do PT. Mas, a decisão interna é a de seguir no governo por mais tempo.

- Se a presidente quer falar com o partido sobre qualquer assunto, ela sabe como proceder. Quando nos convidou para ingressar no governo, foi numa conversa a convite dela. Agora, não seria diferente. Não se trata disso pelos jornais – disse um dirigente.

Em resumo o PSB de Eduardo Campos vai ficar mamando nas tetas do governo Dilma, até quando for possível. Aquela história de Eduardo dizer que só vai tratar de eleições em 2014, é pura balela, nos bastidores, é tão candidato quanto Dilma ou Aécio.

A estratégia dele é que se tiver que sair do governo, que seja a presidente que tome a iniciativa de tomar os cargos. Assim, não será o PSB quem abandonou o navio, foi a presidenta que os expulsou da embarcação.

Rejeitados publicamente eles poderão se comportar como adversários políticos sem que pareçam ingratos e que estão cuspindo no prato que comeram, como Dilma e Lula pretendem.
Como se vê é uma briga de malandros de com PHDs em pilantragem.