23 de jul de 2013

Morre Dominguinhos o sanfoneiro de Garanhuns

BRASIL - Pernambuco - Luto
Morre Dominguinhos o sanfoneiro de Garanhuns
Dominguinho era um instrumentista excepcional, um compositor extrordinário e um ser humano sensível, bom amigo, doce, honesto e cordial. Um anjo que tocava sanfona divinamente

Fotos: JC Online

José Domingos de Morais, Dominguinhos,
nasceu em Garanhuns, no agreste de Pernambuco

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Uol, Ego, Blog do Jamildo, Flickr – JC Online, NE-10

O cantor e compositor Dominguinhos morreu às 18h desta terça-feira (23) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Estava internado desde janeiro, lutava contra um câncer no pulmão e fazia sessões de quimioterapia há seis anos.

Logo que soube da morte, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), decretou luto oficial de três dias no Estado.

Em pronunciamento oficial, o socialista disse que era um dos admiradores do sanfoneiro.

"Queremos prestar todas as homenagens que Pernambuco e o Brasil devem a esta grande figura de música, artista e cidadã. A cultura pernambucana e brasileira estão de luto", declarou.

Os cantores Fagner, Elba Ramalho, Flávio José, Nando Cordel, Geraldo Azevedo, Jorge de Altinho e Liv Moraes, entre outros, confirmaram o show beneficente que estava marcado para o dia 25 de julho, em Recife, no Chevrolet Hall, que se transformará numa grande homenagem póstuma ao artista e terá toda renda com a venda de ingressos revertida para o pagamento de despesas médicas do sanfoneiro.

VIDA E CARREIRA

Nascido em 1941, José Domingos de Morais, o Dominguinhos, veio de uma família humilde de Garanhuns e herdou os dotes musicais de seu pai Chicão, que era sanfoneiro. Com seis anos de idade, ele aprendeu a tocar sanfona e ia a feiras livres para arrecadar dinheiro.

Quando criança, ele formou o trio Os Três Pinguins com seus dois irmãos Moraes (sanfona) e Valdomiro (malê, uma espécie de zabumba). Aos nove anos, já era proficiente em sanfonas de 48, 80 e 120 baixos. Logo depois, ele conheceu Luiz Gonzaga na porta de seu hotel. O músico ficou impressionado e chamou Dominguinhos para ir ao Rio de Janeiro. Mais tarde, ele fez parte da equipe de Luiz Gonzaga e foi reconhecido por cantores da Bossa Nova, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Elba Ramalho e Toquinho.

A cantora pernambucana Anastácia fazia parte do grupo de Gonzaga e não demorou a fazer parte da vida de Dominguinhos. Os dois iniciaram uma parceira dentro e fora dos palcos, que os levou ao casamento.

Os dois separaram-se, alguns anos depois, e Dominguinhos acabou se envolvendo com outra cantora, também pernambucana, Guadalupe. Os dois se casaram e a festa contou com convidados ilustres como Luiz Gonzaga e Genival Lacerda.

O primeiro disco de Dominguinhos foi "Fim de Festa", lançado em 1964". O último foi "Yamandu + Dominguinhos", em 2008. Ao longo dessas décadas de carreira, lançou dezenas de discos.

Em 2002, Dominguinhos foi vencedor do Grammy Latino com o CD "Chegando de Mansinho". Já em 2010, ele foi vencedor do Prêmio Shell de Música.

Dominguinhos era um anjo que tocava sanfona divinamente. Consta que Luiz Gonzaga e Sivuca foram recebê-lo no portão principal ao lado de São Pedro, São João e Santo Antonio Casamenteiro.

Dominguinhos, toca e canta , “Numa Sala de Reboco”
de Luíz Gonzaga e José Marcolino

Elba Ramalho e Dominguinhos, cantam “De Volta Pro Aconchego”,
de Dominguinhos e Nando Cordel


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