22 de jan de 2012

A provável queda de Gabrielli deixa o PT em pavorosa

BRASIL
A provável queda de Gabrielli deixa o PT em pavorosa
Pela informação divulgada neste sábado no Twitter do deputado Paulo Teixeira (SP), que é líder do PT na Câmara, o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, foi “aconselhado” a pedir exoneração do cargo. Para os petistas, pior que a notícia da saída do companheiro, é a indicação da diretora de Gás e Energia da estatal, a engenheira, Maria da Graça Foster. Depois do Ministério da Ciência e tecnologia esse seria o segundo cargo importante, em menos de uma semana, que a presidenta nomearia alguém, por puro critério técnico, sem ligação política, sem indicação partidária, nem apadrinhamento externo: um pesadelo para o PT de José Dirceu.

Foto: Reuters

BYE, BYE - Sergio Gabrielli, afilhado de Lula, associado a José Dirceu e decapitado por Dilma.

Postado por Toinho de Passira
Fontes:Veja, Reuters, "thepassiranews" - Veja, Exame

A primeira pergunta a se fazer é por que o deputado Paulo Teixeira, o líder do PT na Câmara resolveu vazar via Twitter que o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, deixará o cargo em fevereiro e será substituído pela diretora de Gás e Energia da estatal, Maria da Graça Foster.

A primeira possível resposta é que além de não está satisfeito com a saída do companheiro Gabrielli, o petista, ligado ao mensaleiro José Dirceu, está menos satisfeito ainda com a possível nomeação de Maria da Graça Foster, para ocupar o cargo.

O petistas estão enlouquecendo com essa história de Dilma inventar de nomear pessoas pelo critério técnico para ocupar cargos importantes no governo, deixando o Partido dos Trabalhadores longe dos cofres, do poder e da possibilidade de aninhar companheiros, que estes reinados proporcionam.

Dirceu deve ter perdido muitos fios do implante capilar com a notícia. Deve ter sido dele a ordem para, seu cupincha, o deputado Paulo Teixeira, botar a boca no trombone. Espera que uma forte reação da base petista, que recentemente perdeu o Ministério da Ciência e Tecnologia, para outro técnico, possa evitar, senão a saída de Gabrielle, pelo menos a nomeação de outro companheiro para o seu lugar.

Segundo a Reuters, se a notícia for verdadeira, essa é mais uma vitória da presidenta. Dilma não gosta da forma como Gabrielli, que está desde julho de 2005 no comando da empresa, conduz a Petrobras. Além do mais, desde que assumiu, a presidenta, sempre quis colocar a amiga Graça Foster, a frente da estatal, mas não conseguia, pois, esbarrava no apadrinhamento do ex-presidente Lula, em relação à Gabrielli.

Captura de Video

FLAGRANTE DA VEJA - O presidente da Petrobras, que trabalha no Rio de Janeiro, ficou na suíte ocupada pelo ex-ministro da Casa Civil, no 16° andar do Naoum Plaza Hotel, em Brasília, por exatos trinta minutos. Ao sair, o presidente da Petrobras, que chegou ao quarto de mãos vazias, carregava alguns papéis consigo - 6/6/2011 - 15:33:34

O presidente da Petrobras, o baiano, José Sergio Gabrielli de Azevedo, está milagrosamente sobrevivendo no cargo, desde que Dilma assumiu. Depois de ter sido ameaçado na formação do novo governo, sua cabeça voltou a prêmio, em junho do ano passado, quando a veja publicou sua foto, saindo de um encontro clandestino com o quadrilheiro lobista da área energética, José Dirceu, no Naoum Plaza Hotel em Brasília.

Por algum motivo, possivelmente atendendo Lula, Dilma não decapitou Gabrielli na ocasião, mas ficou na vereda esperando a hora certa, para descartá-lo e esse momento parece ser agora, se ela conseguir aguentar a pressão que o PT de Dirceu.

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O PESADELO PETISTA - O PT de José Dirceu, desespera-se só em imaginar que a engenheira Maria das Graças Foster, será a próxima presidente da Petrobras.

Por outro lado a candidata de Dilma está a muito esperando a oportunidade agora surgida. Em fins de 2009, a revista Exame, publicou uma matéria falando do sucesso profissional da engenheira Maria das Graças Foster, de 55 anos, diretora da área de gás e energia da Petrobras e primeira mulher a ocupar um posto tão alto dentro da maior corporação brasileira.

Segundo a revista ela é uma executiva reconhecida tanto por sua competência técnica como pela determinação em manter distância de fornecedores e parceiros comerciais da Petrobras. Entre os subordinados, a impaciência e o rigor com que cobra resultados já lhe rendeu o nada carinhoso apelido de "Caveirão", uma referência ao veículo do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio que provoca pânico quando entra nas favelas cariocas.

Em Brasília, dizia a revista, sua proximidade com a (então) ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, incomoda os políticos que disputam poder sobre o orçamento bilionário de investimentos da estatal. Ainda assim, Graça, como é chamada, transformou-se, nos últimos anos, de técnica desconhecida a estrela em ascensão no governo Lula, e hoje é um dos nomes cotados para uma eventual sucessão de José Sérgio Gabrielli na presidência da Petrobras.

A presidenta Dilma Rousseff conheceu a atual diretora de gás da Petrobras em 1999, quando era secretária de Energia do governo do Rio Grande do Sul. Na época, Graça era uma das gerentes responsáveis pela implantação do gasoduto entre a Bolívia e o Brasil. Desde então, sempre que tem chance, indica a amiga para postos que considera estratégicos. Dilma já a colocou na Secretaria de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, na presidência da Petroquisa, subsidiária de petroquímica da estatal, e no comando da BR Distribuidora, outra subsidiária, e finalmente foi a avalista para o atual cargo de diretora da Petrobras - uma das seis posições-chave cujo titular se reporta diretamente ao presidente da estatal.

Quando Ministra Chefe da Casa Civil, a presidenta ocupava a presidência do conselho da Petrobras, e em algumas ocasiões manifestou opinião diferente, batendo de frente, com Gabrielli quanto aos rumos da empresa.

”Assim toda vez que a gestão de Gabrielli foi questionada publicamente, políticos e diretores da companhia se alvoroçam com a hipótese de Dilma defender sua substituição. Nessas ocasiões, o nome de Graça vem à tona como alternativa”- Diz a revista exame, em 11/12/2008.

Foto: Reuters

CONCLUSÃO: - Se José Dirceu não está satisfeito, então é bom para o Brasil.


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