26 de nov de 2010

Ataques no Rio tem digitais da FARC

RIO DE JANEIRO
Ataques no Rio tem digitais da FARC
Ataques do crime organizado, na Cidade Maravilhosa, é um ato terrorista, com todas as características de uma guerrilha urbana. Todos os atos terroristas se parecem, mas as similaridades dessas ações atuais no Rio, com atos praticados pelo narcoterroristas colombianos em importantes cidades daquele país, podem ser bem mais que simples coincidências

Foto: Associated Press

A COLÔMBIA É AQUI - Parece o Rio de Janeiro, mas não é. O colombiano Luis Bueno lamenta a perda do seu caminhão, que junto a outros seis foi incendiado pela FARC, na cidade de Dagua, na rodovia que leva a Buenaventura, principal porto da Colômbia, na costa do Pacífico, terça-feira 23 de março de 2010.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, Endireitar, Portal Langop, BBC Brasil, Folha de São Paulo, Folha Online, ”thepassiranews”, Noticia Yahoo

O professor de História Contemporânea da UFRJ Francisco Carlos Teixeira, citado no artigo de Merval Pereira intitulado Desafio e reação, considera um equívoco pensar que só é terrorismo aquilo que parte de grupos políticos, com um programa político, e objetivos bem estabelecidos, como libertação de um território, ou luta contra um regime.

“Terrorismo é um método de ação, não um objetivo”, ressalta Teixeira. Quando uma pessoa ou um grupo organizado usa da violência, em especial contra a população civil ou autoridades constituídas num estado de direito, é terrorismo”.

Enquanto o economista Sérgio Besserman, que foi um dos estrategistas da política de retomada dos territórios ocupados pelos bandidos no Rio, também citado no mesmo artigo, “lembra que terrorismo não luta para ganhar a guerra, mas para ganhar a comunicação, que no caso do Rio é instalar o pânico na população, sugerir que são capazes de impor elevados custos a todo o estado, de modo a forçar algum tipo de acordo, ou explícito, ou tácito.”

Esta sendo assim por longo tempo na Colômbia: os guerrilheiros explodem pequenas bombas, queimam veículos, procurando criar um clima de insegurança, apenas para demonstrar força e realçar a impotência das autoridades em contê-los.

Foto: Arquivo

Fernandinho Beira-Mar, um dos elos entre a FARC e o crime organizado no Rio

As ligações com o crime organizado carioca e os guerrilheiros da FARC, fornecedores de pó aos traficantes do Rio, vem de longa data. Basta lembrar a prisão do traficante Fernandinho Beira-Mar, pelo exercito regular da Colômbia, nas selvas daquele país, quando negociava e era protegido pelos guerrilheiros.

Beira-Mar trocava armas contrabandeadas do Brasil, por cocaína fornecida pelos narcoterroristas da FARC, para abastecer a praça do Rio e São Paulo. Um promissor negócio de milhões de dólares, quando o dólar era ainda uma moeda forte.

A transformação de Beira-Mar em traficante internacional deu-se após sua fuga, de uma prisão uma prisão de Belo Horizonte, em 1996, pela porta da frente, num dia de visitas, entre os familiares de outros presos.

Fugindo do Brasil, caçado pela Polícia Federal, enquanto escondia-se no Paraguai, Uruguai e Bolívia aumentava o leque de amizades e contatos com os traficantes locais.

Também contrabandista de armas pesadas, principalmente de origem russa, tornou-se amigo dos principais líderes das FARC, de quem se tornou o fornecedor oficial de armamentos de grosso calibre, usados como moeda de troca, a cocaína guerrilheira.

Por esse motivo, ele foi considerado mais um "revolucionário" na Colômbia, e ganhou proteção da FARC na selva amazônica, até ser preso, em 2001 e EM seguida extraditado para o Brasil.

 Padre Olivério Medina, asilado político, membro da cúpula Internacional FARC e se diz embaixador informal da guerrilha no Brasil
Óbvio que Beira-Mar pode ser apenas uma pequena peça nessa engrenagem. Tanto as FARC, como outras organizações de narcotraficantes, podem estar estimulando, assessorando e até participando dos ataques no Rio, em busca de defender o seu território, e apoiar os lideres criminosos locais, seus sócios, que estão sendo molestados pelas autoridades.

Os traficantes cariocas poderão até estar apenas copiando os companheiros da FARC, mas o mais provável é que haja mais que uma cópia do “modus operandi”.

Ninguém pense que devido à simpatia que os guerrilheiros colombianos têm com o governo Lula e até exultaram com a eleição da companheira guerrilheira Dilma Rousseff, vá impedi-los de agirem criminosamente no Brasil. Para os traficantes, como no capitalismo, “amigos, amigos, negócios à parte.”

Não foram poucas as vezes que se detectou a presença de integrantes da FARC infiltrados nos morros cariocas. Um deles, o ex-padre Olivério Medina, condenado por narcotráfico, sequestro e assassinato no seu país, pode circular livremente pelo Brasil na condição de asilado político.

O mais preocupante é que a mulher de Medina, a brasileira Ângela Maria Slongo, ocupa, por determinação, da então ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, cargo de confiança no Ministério da Pesca, em Brasília, com amplo acesso a informações federais.

Não é novidade os guerrilheiros da FARC atacarem o Brasil e serem perdoados pelos petista: em 1991, um destacamento de fronteira, do exército brasileiro, perto do rio Traíra, na Amazônia, foi atacado pela guerrilha, no que resultou a morte de três soldados brasileiros.

Em abril de 1993, os terroristas colombianos da FARC “explodiram 200 quilos de dinamite na Embaixada do Brasil em Bogotá, causando a morte, de 43 colombianos e deixando feridos cerca de 350 pessoas, entre funcionários e diplomatas lotados na embaixada brasileira”.

Mas esse atos terroristas não inibiram o relacionamento do Partido dos Trabalhadores com os companheiros da guerrilha colombiana. Pelo contrário. Em 1994, um ano depois das bombas, liderança do PT de Ribeirão Preto - ligada diretamente ao prefeito Antonio Palocci (um dos porquinhos de Dilma) – fundou o Comitê de Solidariedade aos Movimentos de Libertação Nacional da Colômbia, tendo à frente, entre outras personalidades, o padre terrorista Oliverio Medina, o embaixador informal da FARC no Brasil, queridinho de Lula e protegido de Dilma.

Base do Exército Brasileiro, no Rio Traíra, na Amazônia, atacada pela FARC
A presidente eleita, Dilma Rousseff, telefonou para o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), para prestar solidariedade e prometer dar continuidade ao apoio federal, quando assumir a Presidência. Disse que Sérgio Cabral está agindo corretamente e que vai tentar exportar a política das autoridades cariocas, no combate ao crime organizado, a outros estados da federação. Não compreendemos bem o que ela quis dizer, mas preferimos que isso não se espalhasse pelo Brasil.

Sérgio Cabral e a segurança pública do Rio, estão atirando no escuro. Aproveitam a situação para atacar alguns locais onde sabiam, há muito, estavam sitiados bandidos perigosos. Não tem certeza, porém, se foram esses os bandidos responsáveis pelos ataques. Em nossa opinião, ele está como Chico Buarque indo atrás do "Leite Derramado".

Alegar que os bandidos estão atacando porque o governo do Rio instalou precários quartéis, as unidades de pacificação, em cinco das centenas de favelas cariocas, é tentar valorizar agulhas num palheiro.

Um correto serviço de segurança pública não seria surpreendido com as ações dos criminosos. Tudo mais é especulação. Os bandidos vão continuar incendiando veículos e aterrorizando o Rio até quando receberem ordens de pararem. São eles que estão no comando, dão provas de força, mostram que podem e que o estado brasileiro, não tem estrutura para enfrentá-los. Coisa de guerrilheiros consciente, como bem diria aquela guerrilheira também conhecida por Wanda, integrante da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).

Só para apimentar a história, podíamos lembrar que os bandidos esperaram o fim do período eleitoral, para empreender as ações terroristas. Fosse antes das eleições, teriam prejudicado sua “aliada”. Sinceramente, apesar do discurso, temos dúvidas de que lado realmente se encontra a futura presidenta.

Foto: Reuters

RIO - COLOMBIA - Parece a Colômbia mas é o Rio de Janeiro, um ônibus arde, incendiado por ação terrorista, em 26 de novembro de 2010


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