16 de nov de 2010

A poluição das sacolas “politicamente corretas”

ECOLOGIA
A poluição das sacolas “politicamente corretas”
O The New York Times, diz que as sacolas reutilizáveis, as substitutas das abomináveis sacolas de plásticos, um símbolo do respeito ao meio ambiente, não são assim tão inocentes. Estão sendo acusadas de conduzirem bactérias indesejáveis, durante a reutilização, de contaminar os alimentos com as tintas das estampas e descobriu-se que algumas contêm chumbo, elemento tóxico, poderia vazar, quando forem jogadas no lixo, poluindo os lençóis d’água subterrâneos.

Foto: Hiroko Masuike/The New York Times

Consumidora americana, “politicamente correta”, com a sacola reutilizável. Moda ou consciência ambiental?

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The New York Times, Uol – Midia Global

As sacolas reutilizáveis viraram assessório obrigatório para as pessoas socialmente conscientes, ou que gostam de parecerem conectadas com as causas da defesa do meio ambiente. Um alívio de consciência para alguns, uma moda para outros tantos.

O The New York Times diz que ainda não existe evidência de que essas bolsas representem um perigo imediato para as pessoas, e nenhuma das sacolas vendidas pelos mais conhecidos supermercados da cidade de Nova York apresentou sinais de contaminação.

Mas recentemente têm surgido notícias, vindas de várias partes do país, a respeito de sacolas reutilizáveis, em sua maioria feitas na China, que contêm níveis potencialmente perigosos de chumbo. As sacolas problemáticas foram encontradas em vários estabelecimentos comerciais importantes.

As preocupações aumentaram tanto que o senador Charles E. Schumer, membro do Partido Democrata de Nova York, enviou uma carta à Food and Drug Administration (Administração de Alimentos e Remédios dos Estados Unidos, ou FDA), solicitando à agência que investigasse o problema.

As sacolas reutilizáveis têm se mantido populares até mesmo em meio às acusações de que elas se transformaram em focos de bactérias, que podem contaminar os alimentos, devido ao uso prolongado, sem higienização.

Mas o que pode representar uma acusação séria contra essas sacolas, até então vistas com tanta simpatia, foram os estudos recentes revelando que o chumbo contido em algumas sacolas representaria um risco de longo prazo, já que esse elemento tóxico poderia vazar para reservatórios de água subterrâneos após as sacolas irem para o lixo. Além disso, com o passar do tempo, a tinta dessas sacolas poderia desprender-se e entrar em contato com alimentos.

Consumidores conscientes quanto aos perigos do aquecimento global, que estavam em um dos centros culinários de Manhattan no último domingo, afirmaram estar perplexos com o fato de mais uma boa intenção estar parecendo se transformar em um tiro pela culatra.

Mas muitos consumidores americanos, citados pelo jornal, dizem que continuarão confiando nas sacolas reutilizáveis até que haja mais informações disponíveis. As sacolas podem ser usadas durante vários anos, dizem eles, e qualquer efeito de longo prazo do chumbo poderá ser compensado pelos ganhos ambientais advindos do fato de não se usar sacolas plásticas comuns.

Pelo visto esse planeta só estará mesmo livre de poluição quando a raça humana for extinta.

A propósito Millor Fernandes, que nunca ganhou o Jabuti, já disse, na sua “Bíblia do Caos”: “O homem é o câncer da natureza.”


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