28 de set de 2010

ELEIÇÕES 2010: Vamos deixar Armando representar Pernambuco no senado?

ELEIÇÕES 2010
Vamos deixar Armando representar Pernambuco no senado?
Armando Monteiro Neto carrega a arrogância dos antigos donos de engenho do Nordeste. Tem os bens judicialmente indisponíveis e coleciona processos. Já foi eleitor de Collor, contra Lula, de quem agora é fã, desde criancinha. Muda de lado de acordo com as circunstâncias: apoiava Jarbas, quando queria ser governador de Pernambuco, que presunçoso! Depois apoiou Humberto Costa e agora é unha e carne com Eduardo Campos, na verdade ele quer mesmo é se dá bem como senador da república, pois se não for eleito, pode até parar na cadeia

Foto: ElzaFiuza/Abr1

ARRUMANDO A VIDA - Armando Monteiro Neto, falido e processado, bens indisponíveis e suspeito de usar recursos dos órgãos que dirige em suas campanhas, ao que tudo indica quer ser senador para arrumar a vida

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Jamildo, Acerto de Contas, Revista Época

Armando Monteiro Neto, pelo menos nas pesquisas, está na frente do senador Marco Maciel, do DEM, para ocupar a cadeira de senador de Pernambuco. Faz parte dessa loucura eleitoral que se aproxima. Armando é o típico candidato que quer se eleger para se arrumar na vida. Na verdade quem o conhece não vota nele. A biografia exibida nos comerciais televisivos é de um homem de sucesso. Nenhuma palavra da sua folha corrida, sua vida pregressa, de processos e suspeitas de trambiques.

Na verdade se diz banqueiro, usineiro e latifundiário, embora sua condição de banqueiro seja bastante questionável, pois seu banco não mais existe, quebrou, deu enorme prejuízo a acionistas e depositantes e está sob intervenção do Banco Central desde 1966.

O Banco Central verificou que o Banco Mercantil teria feito operações fraudulentas de empréstimo para empresas do próprio grupo usando outros empresários, como laranjas, o que é caracterizado como crime do colarinho-branco. O dinheiro, segundo consta em dois processos, teria sido transferido para a Metalurgica Noraço, presidida por Armando Monteiro Neto.

Armando, enquanto esteve à frente da metalúrgica Noraço, uma das principais companhias da família, amargou vários processos trabalhistas, além de ser um dos maiores devedores de obrigações sociais em Pernambuco.

Hoje, Armando Monteiro vive mais da aparência e do nome que a família tivera no passado. Desde a intervenção do Mercantil, os seus bens estão indisponíveis e parte das empresas do grupo ainda está concordatária. Por causa do banco, o crédito para os outros negócios, que já não estava muito bem das pernas, sumiu.

Os problemas do deputado Armando Monteiro vão além dos negócios da família. Em 1999, o então conselheiro da Federação das Indústrias de Pernambuco –FIEPE - Reginaldo Valença pediu ao Tribunal de Contas da União, à Procuradoria-Geral da República e à Procuradoria Federal de Pernambuco que investigassem possíveis desvios de recursos da federação para a campanha de Monteiro Neto a deputado federal.

Recentemente, o Senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, acusou Armando Monteiro de usar verbas do Sistema S (Sesi, Senai, Sesc) para fazer propaganda pessoal durante sua pré-campanha de candidato a Senador em 2010.

Armando Monteiro, como deputado federal, ganhou notoriedade por sua luta contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas contrariando a luta da Central Única dos Trabalhadores e todas as centrais sindicais do Brasil.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, protocolou uma denúncia contra a CNI (Confederação Nacional da Indústria) na Procuradoria Geral do Trabalho, órgão do Ministério Público do Trabalho. O motivo da medida seria o uso da verba do Sistema S (SESI, SENAI SEBRAE, SESTE, etc), para fazer campanha contra a redução da jornada de trabalho.

Armando Monteiro também liderou campanha e fez lobby contra o Seguro Acidente do Trabalhador – SAT, chegado a procurar o presidente Lula para pedir que ele reveja um decreto que muda as regras de cobrança do Seguro Acidente de Trabalho (SAT).

Em 1986, votou em Collor contra Lula, contrariando orientação do seu pai.

Quando Jarbas Vasconcelos era governador e todo poderoso, Armando Monteiro foi seu fiel escudeiro. Queria suceder Jarbas e contar com seu apoio. Como foi preterido - o escolhido foi Mendonça Filho – traiu Jarbas e foi apoiar Humberto Costa e, depois, o maior rival de Jarbas, Eduardo Campos.


O CHATO DE GALOCHAS  - Armando Monteiro carrega a arrogância dos antigos donos de engenho do Nordeste, imaginem como ficaria insuportável se conseguisse ser senador

Hoje um dos maiores acionistas do Banco Mercantil, depois da família de Armando Monteiro, é o empresário Marcos Valerio, (aquele do mensalão) e dirigentes do Banco Rural (aquele do mensalão), que possuem 22% das ações do Mercantil e tentaram à época, uma solução final para a liquidação do Banco, mas foram barrados pelas autoridades do Banco Central.

Armando e família, além do desfalque queriam ganhar R$ 600 milhões na operação. O diretor de Liquidação do BC, Gustavo do Valle, em 2005 estimava que a dívida do Mercantil era superior a R$ 2 bilhões.

Por isso, para salvar o próprio pescoço Armando Monteiro precisa ser senador a todo custo, até porque se não ganhar vai perder o foro privilegiado, que possui como deputado federal e vai ser caçado pela justiça. Só pelo processo do Mercantil, pode ser condenado a 25 anos de prisão.


Um comentário:

Anônimo disse...

Chiste repassando:


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