28 de jan de 2011

A sangrenta Revolta egípcia

EGITO
A sangrenta Revolta egípcia
Depois que os tunisianos, com a sua "Revolução de Jasmim", conseguiram fazer o ditador Zine al-Abidine Ben Ali fugir do país, preconizou-se que as ditaduras da região iriam enfrentar protestos similares. Com efeito, o Egito está com o povo nas ruas. Não tiveram a mesma sorte dos tunisianos. O ditador Hosni Mubarak, há 30 anos no poder, resiste com violência a tentativa de fazê-lo renunciar, até agora 9 manifestantes morreram, três deles, apenas no dia de hoje, o governo decretou toque de recolher nas maiores cidades do país, milhares forem presos e as comunicações para o exterior, incluindo a internet estão bloqueadas

Fotos: huffington Post - AFP



Manifestantes mortos no Cairo e em Suez

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, BBC Brasil, Mondoweiss, I Online, Huffington Post, Portal UOL, Al Jazeera

Três manifestante morreu nesta sexta-feira (28) no Egito.

Hamada Labib el-Sayed, um motorista de 30 anos, foi uma das vítimas, morreu com uma bala na cabeça quando a polícia tentava dispersar milhares de manifestantes que atacaram uma delegacia em Suez.

Os manifestantes incendiaram oito carros da polícia e um posto policial do bairro de Arbayine.

Pelo menos nove pessoas morreram desde o início dos protestos. Outras duas pessoas morreram nos confrontos entre policiais e manifestantes ao redor da praça Tahrir, no centro de Cairo, capital egípcia. As vítimas são civis que supostamente teriam recebido à curta distância tiros com balas de borracha.

Foto: Mohammed Abed/AFP

Manifestantes voltaram entrar em confronto com a polícia no centro do Cairo depois das orações semanais.

Em Alexandria, um prédio do governo foi incendiado por manifestantes.

Foto: EFE

Mais cedo no Cairo, policiais usaram gás e jatos d’água contra manifestantes. Há relatos de muitos feridos e de muitas prisões.

Foto: Mohammed Abed/AFP

O opositor Mohamed El Baradei (foto), recém chegado ao país, ofereceu-se para conduzir uma transição de governo, participou de uma oração com 2.000 pessoas numa mesquita de Guiza, na capital.

Foto: AFP


A polícia cercou o local. A rede de TV Al Jazeera chegou a relatar que El Baradei havia sido preso, mas depois desmentiu. Segundo a TV, ele teria sido apenas impedido de deixar o local.

Mais tarde ele e seu grupo se uniram aos protestos, em uma marcha pacífica pela cidade, segundo testemunhas.

Foto: Khaled Desouk/AFP

A internet e o sinal de telefones celulares continuam fora do ar no país. O governo negou intervenção. Usuários e hotéis em vários pontos do país informavam que o acesso à web estava interrompido.

Um dos maiores provedores da rede no país, o Seabone, baseado na Itália, informou mais cedo que não havia transmissão de dados para dentro ou fora do Egito desde 0h30 no horário local (20h30 de Brasília), segundo a Associated Press. Repórteres de diversos meios de comunicação do país e blogueiros também relatam sobre o corte no serviço.

Foto: Ben Curtisk/AP

As redes sociais têm sido um dos principais meios usados pelos manifestantes para convocar os protestos.
A informação também tem se espalhado pela rede por meio de sites dedicados ao mundo árabe ao redor do mundo. O blog “The Arabist”, citado pelo americano "Huffington Post", afirma que diversos servidores teriam sido afetados.

Foto: Reuters

O relato também é confirmado por outro blog, “Mondoweiss”. As notícias dão conta que a internet foi cortada minutos depois de a agência de notícias Associated Press ter publicado um vídeo de um manifestante sendo baleado durante os protestos no Sinai.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores da Assembleia, também membro do governista Partido Nacional Democrata no poder, pediu ao presidente egípcio Hosni Mubarak "reformas sem precedentes" para evitar uma revolução no Egito.

Quatro jornalistas franceses foram detidos no Cairo, segundo o porta-voz do ministério francês das Relações Exteriores, Bernard Valero. Eles teriam sido libertados poucas horas depois.

Segundo uma fonte diplomática, eles trabalham para o "Journal du Dimanche" e o "Le Figaro", a agência de foto "Sipa" e a revista "Paris-Match". O jornalista da BBC Assad El Sawey foi espancado com barras de aço pela polícia secreta egípcia ao cobrir uma manifestação. Ele disse que policiais à paisana o detiveram mesmo depois de ter se identificado como repórter.

Foto: AFP

Manifestante rasga imagem do presidente egipcio Mubarak, sob aplausos da multidão

A exemplo dos tunisianos, os egípcios se queixam do desemprego, da corrupção e do autoritarismo. Um funcionário do governo norte-americano disse que os protestos são 'uma grande oportunidade' para que Mubarak, um dos principais aliados dos EUA na região, promova reformas políticas.

O presidente Barack Obama afirmou em entrevista divulgada no site de vídeos YouTube nesta quinta-feira que a violência não é uma solução para o Egito, fazendo um apelo a governo e manifestantes à contenção.

Obama reiterou o pedido das autoridades americanas a que os manifestantes possam se exprimir livremente.

Foto: Ben Curtisk/AP


Foto: Bem Curtisk/AP


Foto: Bem Curtisk/AP
Foto: Khaled Desouk/AFP

Como reação, o presidente egípcio Hosni Mubarak pediu nesta sexta-feira (28) ao exército que se encarregue de manter a segurança junto com a polícia e ordenou toque de recolher no Cairo, em Alexandria e em Suez.

O período de exceção vale das 18h no horário local (15h de Brasília) até as 7h (4h de Brasília), de acordo com o anúncio de duas linhas divulgado em um dos canais públicos de TV. Agências internacionais relatam presença de tanques e sons de disparos de armas de fogo nestas cidades.


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