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28 de mai. de 2014

Confronto entre índios e cavalaria, em Brasília, em manifestação contra a Copa, repercute no mundo

BRASIL - Copa 2014- Protestos
Confronto entre índios e cavalaria, em Brasília, em manifestação contra a Copa, repercute no mundo
Não poderia ser diferente, a imprensa mundial deitou e rolou com as imagens que registrou o confronto entre a cavalaria da PM do Distrito Federal e cerca de 500 índios de diversas etnias, no eixo monumental em Brasília. Um cavalariano levou uma flechada na perna.

Foto: Daily Mail/Reuters

Postado por Toinho de Passira <
Fontes:  Liberation, Hunffington Post, Euro News, NBC News, Al Jazzira, Daily Mail, El Pais

A polícia dispersou com bombas de gás lacrimogêneo uma manifestação em Brasília, a qual aderiram líderes indígenas para protestar contra os gastos na Copa do Mundo e que acabou com um agente ferido por flechada.

Vestindo trajes tradicionais, incluindo roupas com plumas e pinturas rituais, cerca de 500 chefes indígenas se uniram a outros 500 manifestantes e marcharam em apoio a várias causas sociais no eixo monumental da capital federal, em direção ao estádio Mané Garrincha, onde serão disputados vários jogos da Copa.

Quando a polícia montada se preparava para bloquear a passeata, alguns dos índios se lançaram na direção dos cavalos e um deles disparou uma flecha em sua direção, atingindo um policial na perna.

Alguns índios começaram a atirar pedras contra cerca de 700 policiais que cercavam o estádio. Manifestantes também bloquearam as ruas ao redor do Congresso, do Palácio Presidencial e do Supremo Tribunal Federal.

Mais cedo, líderes indígenas haviam subido no teto do Congresso Nacional em um protesto destinado a defender a proteção de seus direitos.

Foto: Associated Press

O protesto, que reuniu cerca de 100 grupos étnicos de todo o Brasil, contou ainda com o cacique caiapó Raoni, de 84 anos, um ícone, internacionalmente conhecido, como defensor da Amazônia.

"Subir no Congresso foi um ato de coragem, demonstração de que somos guerreiros e defendemos nossos direitos", disse à AFP Tamalui Kuikuru, da região do Xingu, no Mato Grosso.

Os índios, que estavam pintados, usando plumas, arcos e flechas tradicionais, desceram pacificamente do teto do Congresso logo depois, percorreram a Esplanada dos Ministérios e, em seguida, juntaram-se às centenas de manifestantes contrários à Copa e ao movimento dos sem-teto que marchavam na direção do estádio.

Duzentos policiais acompanharam o protesto e o mesmo número resguardava o estádio Mané Garrincha, onde estava o troféu da Copa, em exibição para o público das cidades sede antes do torneio.

"A Copa é para quem? Não é para nós!" - clamava um manifestante com um alto-falante. "Não quero a Copa, quero esse dinheiro para a saúde e a educação".

Fotos: Getty Images/Associated Press


O protesto aconteceu em um contexto de greves em vários setores às vésperas do Mundial, que será disputado entre 12 de junho e 13 de julho.

Em Brasília, os indígenas, que são 0,3% da população de 200 milhões de habitantes do país, iniciaram seu protesto com orações tradicionais, ao ritmo de chocalhos, na Praça dos Três Poderes, cercada pelo Palácio do Planalto - sede da Presidência -, pelo Congresso e pelo Supremo Tribunal Federal.

Alguns mais velhos usavam fumaça para "espantar o mal".

"Antes de fazer a Copa do Mundo, o Brasil deveria pensar melhor na saúde, na educação, na moradia. Vemos manifestações dos povos: não se gastam tantos milhões para um evento que não traz benefícios", disse o indígena Neguinho Truká, da etnia Truká de Pernambuco, com um cocar tradicional de plumas azuis e vermelhas na cabeça.

Os indígenas multiplicaram seus protestos na capital durante o governo da presidente Dilma Rousseff, a quem acusam de deter a demarcação de suas terras ancestrais e de favorecer os grandes agricultores.

Fotos: Associated Press


Diversas fotos nos sites de mídias estrangeiras mostram os indígenas com os arcos voltados para os PMs, assustando os cavalos dos militares.

O site do jornal inglês, Daily Mail dá em manchete: "Gás lacrimogênio contra arcos e flechas". A matéria é acompanhada de fotos e videos do protesto e reporta que a exposição da taça da Copa do Mundo foi fechada devido as manifestações.

O espanhol El País repete a manchete: "Arcos y Flechas contra gases lacrimógenos",. Em um longo artigo, o diário descreve os acontecimentos em Brasília, explicando que diversas tribos indígenas, sem teto e movimentos sociais contra o Mundial acabaram se concentrando em uma passeata única.

"El País" fala das reivindicações dos manifestantes: demarcação de terras indígenas, casas para as pessoas transferidas das áreas em que foram construídos novos estádios, derrogação da lei que dá isenção fiscal à FIFA e seus associados comerciais, desmilitarização da polícia e fim da repressão social aos movimentos sociais. Os índios foram a Brasília para participar da Mobilização Nacional Indígena, que será celebrada até quinta-feira (29) e se juntaram aos manifestantes por considerar que "esta é uma causa de todos os brasileiros", publica o jornal espanhol.

Foto: Associated Press

"El País" também lembra que em São Paulo os professores e funcionários públicos estão em greve há 35 dias, reivindicando um aumento salarial de 15,38%; e que os motoristas e cobradores de ônibus iniciaram na terça-feira uma greve de 24 horas no Rio de Janeiro e Belo Horizonte, além dos médicos da rede municipal, que suspenderam seus serviços por dois dias em todos os centros de saúde, sempre pedindo melhores salários.

Indígenas brasileiros protestam no estadio da Copa do Mundo - Indígenas brasileiros se revoltaram na terça-feira, quando a polícia tentou impedi-los de marchar para o estádio Mane Garrincha durante manifestações contra o World Cup, registra o site da NBC News

Foto: Reuters

O jornal francês Libération anuncia no título: "Gás lacrimogênio contra índios e sem teto em Brasília".

O diário de esquerda lembra que cerca de 500 caciques, entre eles o famoso Raoni, defensor da Amazônia, subiram no telhado do Parlamento da capital federal para exigir políticas justas para seus povos. "Aos 84 anos, a figura lendária da resistência dos povos indígenas do Brasil mostrou sua coragem", publica o jornal.

"Afastar o espírito do Mal" é o objetivo dos índios, escreve Libération, lembrando que a taça da Copa do Mundo chegou na terça-feira no estádio Mané Garrincha de Brasília, uma das etapas da turnê em 27 cidades, das quais doze serão palco de jogos do Mundial.

TVs e sites de vários países também noticiaram os protestos, destacando a imagem forte dos índios com arco e flecha diante de militares armados e montados a cavalo.

Esse tipo de noticiário e mais tantos outros, demonstra que foi um tiro no pé, ou melhor, uma flechada na perna, essa história de trazer a Copa do Mundo para o Brasil.

Foto: Associated Press/ Getty Images



Por fim os índios ganharam a batalha

20 de nov. de 2013

Beijando cariosamente a Polícia de Choque

ITÁLIA - Protesto
Beijando cariosamente a Polícia de Choque
Manifestante italiana mostra como domar um policial da tropa de choque

Foto: Marco Bertorello / AFP - Getty Images

O carino atravessou a viseira e atingiu em cheio o policial

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Photo Blog - NBC News, AFP


Milhares de pessoas fizeram uma manifestação contra a construção de uma linha de trem de alta velocidade que vai passar pela pequena villlage Alpine.

A polícia estimou a multidão em 7000, enquanto os organizadores prometendo "sitiar esta pequena parte do país que se endividando milhões de italianos" colocam o número em 40 mil.

Eles planejam uma nova ação em Roma nesta quarta-feira durante uma cúpula franco-italiana com a presença do primeiro-ministro italiano Enrico Letta, seu colega francês Jean-Marc Ayrault e o presidente francês, François Hollande quando deverão anunciar o projeto.

Na terça-feira, a perfuração começou na vizinha Chiomonte para cavar um túnel de reconhecimento para o projeto controverso.

Os defensores da linha ferroviária de alta velocidade argumentam que ela vai livrar as estradas de um milhão de caminhões e evitar cerca de três milhões de toneladas de emissões de gases de efeito estufa a cada ano.

A linha vai reduzir o tempo de viagem entre Milão e Paris de sete para quatro horas.

O projeto, lançado em 2001, sofreu atrasos e agora está definido para a conclusão em 2025 ou 2026, a um custo total de 26 bilhões de euros (35000 milhões dólares), dos quais 8,5 bilhões de Euros destinam-se ao túnel transfronteiriço, que será de 57 quilômetros de comprimento.

A União Europeia vai pagar 40 por cento desse montante, ou 3,4 bilhões de euros, enquanto a Itália e a França irão financiar o restante.

Moradores e ativistas ambientais dizem que além de caro e desnecessário o projeto se realizado vai causar danos insanáveis no meio ambiente.

5 de nov. de 2013

Autoridade ferida - O coronel espancado

BRASIL - Opinião
Autoridade ferida
O coronel da PM espancado por black blocs apanhou por dois motivos, mas só um é de responsabilidade dos arruaceiros.

Foto: Reprodução

Coronel Reynaldo após a agressão: "Segurem a tropa, não deixem a tropa perder a cabeça"

Postado por Toinho de Passira
Texto de Daniela Lima, para a Veja

"A balança está desequilibrada." A frase foi dita pelo coronel da Polícia Militar Reynaldo Simões Rossi e repetida por seus superiores numa reunião no Palácio dos Bandeirantes, na última terça-feira, na presença do governador Geraldo Alckmin e de integrantes da cúpula da Secretaria de Segurança do estado.

"Há um sentimento de desconforto e inconformismo por parte da tropa que atua nas manifestações, uma vez que o policial que erra responde dentro da polícia e na Justiça comum. E o manifestante não passa uma noite na cadeia."

O desequilíbrio dessa balança por pouco não resultou no linchamento do coronel na sexta-feira retrasada por um bando de arruaceiros que suas tropas tentavam conter. As cenas, gravadas em vídeo, chocaram pela violência dos agressores e impressionaram pela reação da vítima. Resgatado por um soldado e amparado por policiais, o comandante, com a farda manchada e a clavícula quebrada, manteve a preocupação de não deixar a situação sair do controle: "Segurem a tropa, não deixem a tropa perder a cabeça".

Ele não perdeu a sua em nenhum momento. Com o braço ainda imobilizado e escoriações pelo corpo, diz ter consciência do motivo pelo qual se tornou um alvo dos arruaceiros. "Não apanhei por ser coronel, mas por ser policial. Eles (os black blocs) não vão à rua reivindicar nada. Querem confrontar o Estado por discordarem dele. Não reconhecem o Estado democrático de direito. E, na rua, o Estado é a polícia." A análise do coronel vai até onde permite a sua situação funcional. Ele poderia acrescentar que apanhou também porque sua corporação e o governo ao qual ela responde, por um tempo longo demais, se deixaram acuar pelos black blocs e seus defensores.

Na semana passada, depois de uma pesquisa do Instituto Datafolha revelar que 95% dos paulistanos desaprovam a ação dos black blocs, o governo estadual anunciou que se uniria ao federal para. entre outras medidas, criar um grupo de inteligência que atue conjuntamente com as polícias de São Paulo e do Rio de Janeiro, além da Polícia Federal. Outra providência será a padronização do protocolo usado para lidar com os criminosos — hoje, cada estado atua de um jeito, todos eles ineficazes. Um projeto para endurecer as penas por vandalismo também deverá ser enviado ao Congresso Nacional.

Em São Paulo, um inquérito em andamento no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) já identificou os cerca de quinze integrantes que formariam a "cúpula" do bando. "Trata-se de um pequeno grupo muito politizado e que usa uma grande massa de "inocentes úteis" para os seus propósitos", afirma o diretor do Deic Wagner Giudice.

"Já sabemos onde esses líderes vivem, o que comem, como se comportam e como se organizam", afirma. Ao todo, foram catalogadas 400 pessoas com participação ativa no quebra-quebra a maioria jovens de 17 a 28 anos. Com esses registros em mãos, a polícia começou a ouvir alguns dos acusados de envolvimento com o grupo. Espera-se que os resultados desse trabalho não surjam tarde demais.

Como escreveu a jornalista Dora Kramer em sua coluna no jornal O Estado de S. Paulo, anos de leniência policial combinada com reiterados esforços de glamourização de criminosos resultaram na hoje perene ocupação dos morros cariocas pelo tráfico. Quando o poder público se furta ao seu dever, por incompetência ou por ceder à pressão de grupos que enxergam em bandidos heróis da resistência, o resultado não pode ser diferente. Como os traficantes do Rio, os black blocs afrontam a lei e ameaçam a sociedade. Combatê-los com celeridade e vigor é a única forma de restaurar o equilíbrio da balança — e impedir que erros trágicos se repitam.

O CRIME ORGANIZADO À ESPREITA

O quebra-quebra ocorrido na Zona Norte da cidade de São Paulo no início da semana passada não tem a ver com os black blocs. Quem comandou a ação que fechou a Rodovia Fernão Dias, queimou seis ônibus e três caminhões, roubou motoristas e pedestres, baleou um homem e impôs o toque de recolher em alguns bairros foi a facção criminosa PCC, acreditam investigadores da polícia de São Paulo.

O que motivou o protesto foi a morte de um adolescente de 17 anos sem antecedentes criminais, baleado no peito por um policial - ele argumenta que sua arma disparou acidentalmente. Está preso. Familiares e amigos do jovem de fato iniciaram a manifestação, que acabou sequestrada pelo PCC, com forte presença naquela região. No Rio, as investigações já mostraram a infiltração do Comando Vermelho nos protestos de rua. O risco é que a situação se dissemine também em São Paulo.

27 de jun. de 2013

Cara global de Guy Fawkes, a imagem dos manifestantes da atualidade

MUNDO
Cara global de Guy Fawkes, a imagem pontual dos manifestantes do nosso tempo
Da próxima vez que você vir aquele rosto misterioso com bigodes e um sorriso sutilmente sarcástico, lembre-se que por trás dela existe uma história, ideias, conceitos, e, sobretudo, pensamentos sobre liberdade e justiça.

Foto: Sergio Perez/Reuters

Manifestantes, usando máscaras de Guy Fawkes, protestam contra projeto que daria ao governo o poder de fechar as páginas da web que contenham links para conteúdo protegido por direitos autorais, como filmes e música, em frente ao Ministério da Cultura, Madrid, Espanha, 13 fevereiro de 2011

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters, Blog Nerd Edgeek

Guy Fawkes (também conhecido como Guido) foi um soldado inglês católico que participou da “Conspiração da Pólvora” (Gunpowder Plot), que tinha como objetivo explodir o parlamento britânico durante uma sessão, em 5 de novembro de 1605.

A intenção da conspiração liderada por Robert Catesby, era iniciar um levante católico contra a repressão do rei protestante Jaime I, matando-o junto com outros parlamentares protestantes.

Guy Fawkes, um perito em explosivos, estava encaregado de detonar os 36 barris de pólvora colocados no sub-solo do parlamento.

A conspiração vazou e Fawkes acabou sendo preso, antes do atentado. Foi enforcado condenado pelos crimes de traição e tentativa de assassinato.

A Novela “V de Vingança”, de Alan Moore, retrata um personagem que utiliza a famosa máscara de Guy Fawkes e, que acabou mundialmente famosa. E hoje é uma referência de revolução na cultura nerd/pop em todo o mundo.

Princialmente quando foi levado as telas, no filme omonio “V de Vingança” (V for Vendetta), de 2006. A história conduz uma mensagem anarquista, busca de igualdade e de justiça numa sociedade que precisa ser reestruturada para que isso aconteça. O personagem é um carismático defensor da liberdade que busca uma revolução.

A agência Reuters, exibiu na sua página, imagens de mascarados Guy Fawkes, participando de movimentos, manifestações e passeatas em todo o mundo.

Foto: Damir Sagolj/Reuters

Manifestante usando a máscara de Guy Fawkes fala num megafone em meio a um protesto diante da sede da polícia, na zona comercial de Bancoc, capital da Tailândia, 16 de junho de 2013.

Foto: Jorge Silva /Reuters

Policial dispara spray de pimenta em um manifestante usando uma máscara de Guy Fawkes, na parte de trás da cabeça, durante confronto em manifestação em Salvador, Bahia, Brasil, 20 de junho de 2013.

Foto: Allison Joyce/Reuters

Integrante do movimento americano “Ocupe Wall Street”, usando uma máscara de Guy Fawkes, descansa em uma calçada durante pausa de uma manifestação em Nova York, EUA, 01 de maio de 2012.

Foto: Paul Hackett/Reuters

Adam Murray, na concentrção para um protesto, em frente a Catedral de St Paul, no centro de Londres, Inglaterra, 09 novembro de 2011.

Foto: Lisi Niesner/Reuters

Manifestantes usando máscara de Guy Fawkes, comemoram o sucesso da manifestação contra o ACTA (Acordo Comercial Anti-Falsificação), em Viena, Aústria, 25 de fevereiro de 2012

Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters

Um manifestante, usando máscara de Guy Fawkes, é fotografado durante um protesto em Frankfurt, Alemanha, 8 de junho de 2013.

Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Um homem, usando uma máscara de Guy Fawkes, diante do cordão de isolamento, que protege o Ministério da Defesa, num protesto ocorrido, no distrito de Abbassiya do Cairo, Egito, 30 abr 2012.

Foto: Murad Sezer/Reuters
Manifestantes contrário ao governo, usando máscaras de Guy Fawkes, posam para foto, em cima de um ônibus público danificado na praça Taksim, em Istanbul, Turquia, 1 junho de 2013.

Foto: Jason Cohn/Reuters

Três manifestantes usando máscaras, em frente ao Tribunal do condado de Jefferson, em Steubenville, Ohio, EUA, 13 de março de 2013.

Foto: Francois Lenoir/Reuters

Motorista de táxi, usando uma máscara de Guy Fawkes, durante um protesto por melhores condições de trabalho, no centro de Bruxelas, Bélgica, 19 de junho de 2013.

Foto: Sergei Karpukhin/Reuters

Pessoas usando máscaras de Guy Fawkes participam de um protesto próximo da praça Bolotnaya, protestando contra fraudes nas eleições parlamentares, em Moscou, Rússia, 10 de dezembro de 2011.

Foto: Stefan Wermuth/Reuters

Integrante do momvimento “Ocupe Londres” diante do edifício da Suprema Corte, Londres, Inglaterra, 18 de janeiro de 2012.

Foto: Hugo Correia/Reuters

Os manifestantes do movimento 15 de outubro, usando máscaras de Guy Fawkes, consultam um laptop, diante da polícia, durante uma manifestação em Lisboa, Portugal, 21 de janeiro de 2012.

Foto: Adrees Latif/Reuters

Um manifestante, usando uma máscara de Guy Fawkes, nos arredores de Charlotte, durante a Convenção Nacional Democrata, na Carolina do Norte, USA, em 05 de setembro de 2012.

Foto: Lucas Landau/Reuters

Um manifestante, usando uma máscara de Guy Fawkes , tira fotos em seu celular durante um protesto no centro do Rio de Janeiro 24 de junho de 2013.

Foto: Adrees Latif/Reuters

Um manifestante segura uma máscara de Guy Fawkes diante de um grupo de policiais que bloqueia uma marcha de protesto perto do local da Convenção Nacional Democrata em Charlotte, Carolina do Norte, EUA, em 4 de setembro de 2012.

Foto: Kim Branco/Reuters

Máscara de um manifestante do movimento “anti-corporativo’ é iluminado pela luz de seu celular, em Oakland, Califórnia, EUA, 11 de novembro de 2011.

Foto: Robert Galbraith/Reuters

Um manifestante, usando uma máscara de Guy Fawkes, diante de caixas eletrônicos, durante manifestação em Wells Fargo, no Distrito Financeiro, em San Francisco, Califórnia, EUA, 24 abr 2012.

Foto: Stoyan Nenov/Reuters

Um manifestante usa o seu telefone celular durante uma manifestação na Praça Taksim, em Istambul, Turquia, 08 junho de 2013.

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Um manifestante, usando uma máscara de Guy Fawkes, senta ao lado de um cartaz pichado, diante de um cartaz com fotos da presidente, Dilma Rousseff, durante um protesto contra a Copa da Confederação e do governo Federal, diante do Congresso Nacional, em Brasília, 17 de junho de 2013.

21 de jun. de 2013

Indústria do gás lacrimogêneo lucra e cresce alimentada por protestos em todo o mundo

BRASIL - Manifestações
Indústria do gás lacrimogêneo lucra e cresce alimentada por protestos em todo o mundo
Críticos dizem que gás não pode ser chamado de não letal, mas é a primeira opção das tropas de choque de todo mundo. Um poderosa empresa brasileira fabricante do produto tem como clientes 41 países e deve estar fazendo hora extra para atender o mercado interno. Destaque-se que especialistas dizem que vinagre não é antidoto, nem alívio para gás lacrimogêneo e até pode potencializar os efeitos.

Foto: Yannis Behrakis/Reuters

Gás brasileiro espanta manifestantes na Praça Taksim, na Turquia

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, Condor Non-Lethal Technologies , Repórter Brasil, G1

Em meio à crise econômica e às várias medidas de austeridade adotadas e insatisfação popular ao redor do mundo, um setor da indústria está se dando bem: os fabricantes de gás lacrimogêneo. Uma empresa brasileira a Condor Non-Lethal Technologies é uma das líderes mundiais de fornecimento do produto, presente nas mãos dos policiais e nos olhos de manifestantes de pelo menos 41 países.

Desde a Primavera Árabe (iniciada no final de 2010), o mercado de segurança interna no Oriente Médio teve um aumento de 18% em seu valor, chegando próximo aos 6 bilhões de euros (R$ 17,4 bilhões) em 2012, diz a BBC Brasil.

Usado por forças de segurança do mundo inteiro para dispersar manifestações, as bombas de gás lacrimogêneo também tiveram destaque recente nas imagens da evacuação do Parque Gezi em Istambul no último fim de semana e da repressão aos protestos em diversas cidades brasileiras no movimento conhecido como a Passeata dos 20 centavos, contra o aumento das tarifas de transporte público, a corrupção política, os gastos excessivos na organização da Copa do Mundo 2014, a precariedade do transporte público, do ensino, da saúde e da segurança.

Egito e Tunísia estão aumentando suas compras de equipamentos para controle de distúrbios no momento em que negociam empréstimos com o FMI para cobrir seus buracos orçamentários.

Na zona do euro, afetada pela crise financeira, as coisas não são muito diferentes. O orçamento de 2012 do governo espanhol de Mariano Rajoy enfrenta cortes em praticamente todas as áreas, mas em equipamentos antidistúrbios o gasto passa de cerca de 173 mil euros a mais de 3 milhões em 2013.

Durante a Primavera Árabe, empresas americanas exportaram 21 toneladas de munição, o equivalente a cerca de 40 mil unidades de gás lacrimogêneo.

Foto: Marcelo Ninio/Folhapress

Menino sírio segura bomba de gás lacrimogêneo "made in Brazil", num campo de refugiados

Em termos de manejo de protestos, nada mudou com a democratização egípcia. Esse ano, o ministério Interior encomendou cerca de 140 mil cartuchos de gás lacrimogêneo ao mesmo elenco de exportadoras americanas.

Em fevereiro, o porta-voz do Departamento do Estado americano, Patrick Ventrell, defendeu a concessão de licenças para a exportação a essas empresas, dizendo que o gás lacrimogêneo "salva vidas e protege a propriedade".

A empresa brasileira Condor Non-Lethal Technologies usa argumentos semelhantes.

"As tecnologias não letais são projetadas para incapacitar temporariamente as pessoas sem causar danos irreparáveis ou morte. Seus efeitos são totalmente reversíveis. De acordo com uma recomendação da ONU em 1990, a polícia tem de fazer um uso proporcional da força por meio de armas não letais em consonância com os direitos humanos e o respeito à vida", disse um porta-voz da Condor Non-Lethal Technologies .

A expressão "não letal" aparece no nome e marca de muitas companhias. Mas o uso dessa expressão é contestado por especialistas e grupos defensores de direitos humanos, que também questionam a relação próxima entre a indústria, as forças militares e de segurança e governos, que permitiu que o uso do produto fosse se consolidando como arma repressiva favorita ao longo das últimas décadas.

Polícia de São Paulo usou bomba de gás com data de validade vencida. Especialistas dizem que os efeitos do gás pode ser mais perniciosos.
Foto: Anali Dupré/Repórter Brasil
Na Primeira Guerra Mundial, o gás lacrimogêneo era classificado como arma química. Mas a partir daí, entrou um cena a força do lobby industrial-militar-governamental, explica a pesquisadora Anna Feigenbaum, que investiga a história política do gás lacrimogêneo na Universidade de Bournemouth, na Grã-Bretanha.

"Por pressão dos governos e das corporações, mudou-se o nome de 'arma química' a 'irritante químico' ou 'instrumento de controle de distúrbios'. Isso produziu uma normalização. O gás que começou a ser usado no 'controle de multidões' na década de 30 se generalizou a partir dos anos 60", disse.

Uma pesquisa pedida pelo governo britânico sobre o uso de gás lacrimogêneo no fim dos anos 1960 na Irlanda do Norte contribuiu de forma particularmente significativa para essa normalização.

A investigação concluiu que não havia perigo nem para mulheres grávidas, nem para idosos, uma afirmação duramente criticada pela Anistia Internacional e pela ONG Médicos pelos Direitos Humanos.

Ambas as organizações sustentam que não é preciso ser mais velho ou estar grávida para sentir efeitos "irreversíveis" dessas armas não letais. Entre as mortes mais recentes atribuídas ao uso de gás lacrimogêneo figuram a do adolescente Ali Al-Shiek Bahrain no ano passado e a do palestino Mustafa Tamini no final de 2011.

Foto: Caio Kenji/G1

A advogada Adriana Gragani levou para o ato uma garrafa de vinagre, esperançosa que o mito de que o condimento ajude a combater os efeitos do gás lacrimogênio.

Segundo o toxicologista, Flávio Zambrone de Campinas(SP), o gás lacrimogêneo que é um derivado de cloro causa reação ao entrar em contato com a água das mucosas, provocando queimaduras na pele, nariz e boca.

“Nos pulmões provoca um aperto no peito, como se fosse uma sensação de respirar dentro de um saco plástico.

”Para quem tem enfermidades cardíacas e respiratórias, inalar o gás pode provocar até a morte”, disse.

Outro reflexo são tosses, vômitos, queimaduras e glaucoma nos olhos.

Os efeitos levam entre 20 a 45 minutos para passar. Por esse motivo, a recomendação do toxicologista é de lavar o local em que o gás atingiu, buscar ar puro e manter a calma.

"O melhor conselho é se afastar de áreas que espalham o gás, pois os componentes ficam no ar e os riscos são grandes de queimaduras", alerta o toxicologista. Em casos mais críticos, a orientação é procurar o atendimento médico.

Dr. Flávio Zambrone, diz também que é um mito que vinagre ameniza os efeitos instantâneos do gás lacrimogêneo e neutraliza as queimaduras na pele provocada por ele. Pelo contrário diz o especialista, o uso do vinagre pode aumentar a irritação na pele e principalmente na região dos olhos.

“Apesar de haver relatos de que vinagre inalado ou aplicado na roupa dá uma sensação de alívio, ele não protege do gás” e pode agravar seus efeitos, conclui Zambrone.

Foto: Caio Kenji/G1

Óculos de natação, pode proteger dos efeitos do gás lacrimogêneo, por isso, o estudante de psicologia Yuri Moreira, 23, decidiu trazer os seus para o protesto


18 de jun. de 2013

Mais de 200 mil brasileiros protestam nas ruas do país

BRASIL - Manifestações
Mais de 200 mil brasileiros protestam nas ruas do país
Com uma pauta de reivindações difusa, a onda de protestos turbinada pelas redes sociais e que inicialmente teve o aumento da tarifa de ônibus como alvo, tomou vulto, emparedou os políticos e silenciou o governo.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

OCUPAÇÃO - Manifestantes ocupam a cobertura do Congresso Nacional

Postado por Toinho de Passira
Post baseado no texto de Eduardo Simões e Jeferson Ribeiro, para Reuters
Fonte: Reuters

Mais de 200 mil pessoas tomaram as ruas de diversas capitais do Brasil nesta segunda-feira, na maior manifestação popular no país em mais de 20 anos, para reivindicar melhores serviços públicos, combate à corrupção e protestar contra os gastos com a Copa do Mundo de 2014.

Com uma pauta de reivindações difusa, a onda de protestos turbinada pelas redes sociais e que inicialmente teve o aumento da tarifa de ônibus como alvo, também deu voz a críticas sobre a ação policial da semana passada, que terminou com dezenas de prisões e feridos, especialmente na capital paulista.

Apesar de a manifestação ter ocorrido de forma pacífica na maioria das cidades, no Rio de Janeiro a Assembléia Legislativa e alguns prédios históricos foram alvo de ataques e houve embates com policiais. Em Brasília, manifestantes invadiram a área externa do Congresso Nacional e a segurança do Palácio do Planalto foi reforçada.

A gigantesca onda de protestos em todo o país fez com que a presidente Dilma Rousseff se manifestasse por meio da ministra-chefe da Secretaria de Comunicação, Helena Chagas.

De acordo com a ministra, a presidente "considera que as manifestações pacíficas são legítimas e são próprias da democracia e que é próprio dos jovens se manifestar".

Foto: Eduardo Biermann

PACIFICA- Uma família de manifestante caminha pela Avenida Paulista na noite de segunda, 17

Os protestos ganharam força e se disseminaram principalmente depois da quinta-feira passada, quando a manifestação em São Paulo tornou-se violenta e houve denúncias de abusos que teriam sido cometidos pela Polícia Militar.

Nesta segunda-feira, a concentração dos manifestantes na capital paulista ocorreu no Largo da Batata, zona oeste do município. O contingente, estimado pela Polícia Militar em 65 mil pessoas, se dividiu tomando as direções da Avenida Paulista e da Marginal Pinheiros. Por volta das 22h, um grupo chegou ao Palácio do Governo, no bairro do Morumbi.

"Estamos aqui por causa da insatisfação com a corrupção e o mau uso do dinheiro público. Isso é uma revolta que devia ter acontecido há muito tempo", disse um manifestante que se identificou apenas como Gustavo, de 34 anos, que estava enrolado em uma bandeira do Brasil.

Foto: Eduardo Biermann/Veja

SEM TRANSTORNOS - Manifestantes ocupam Marginal Pinheiros, São Paulo, para protestar contra o aumento das passagens do transporte público -

GOTA D'ÁGUA

Segundo declarações de manifestantes, o aumento da passagem foi apenas o episódio que deflagrou a onda de reivindicações.

"Isso é só o começo. Os protestos vão continuar até a Copa e, se não aceitarem nossas demandas, eles vão se intensificar", disse o bancário Rafael, de 23 anos, que também não quis dizer seu sobrenome. "O preço da passagem foi a gota que fez o copo transbordar."

Apesar de taxas de desemprego nas mínimas históricas, o país enfrenta inflação rondando o teto da meta do governo e crescimento econômico tímido. As manifestações ganham corpo durante a realização da Copa das Confederações, teste final antes do Mundial de 2014 no Brasil, e pouco mais de um ano antes das eleições presidenciais.

Embora o clima da manifestação em São Paulo fosse pacífico, havia também aqueles que mostravam contrariedade com o protesto.

"A corrupção no Brasil é uma coisa de todos os dias. Eles vão protestar todos os dias?", indagou à Reuters uma mulher que se identificou como Cristina e que trabalha como caixa de um açougue. "Isso não muda nada. Muitos (dos manifestantes) são estudantes de classe média. Isso não é o povo."

No Rio de Janeiro, alguns manifestantes entraram em conflito com a Polícia Militar em frente à Assembleia --um carro foi incendiado e prédios históricos foram depredados. Segundo a PM, cerca de 100 mil pessoas ocupavam o centro da capital fluminense.

"É triste, lamentável. As pessoas podem se manifestar, mas não têm o direito de destruir o patrimônio público e de agredir profissionais que estão em serviço", afirmou à Reuters, o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Em Belo Horizonte, segundo estimativa da Polícia Militar mineira, de 20 mil a 30 mil pessoas se reuniram em protesto perto do Estádio do Mineirão, onde as seleções do Taiti e Nigéria se enfrentaram pela Copa das Confederações.

A manifestação ocorreu mesmo após o Tribunal de Justiça do Estado ter acatado ação cautelar, proposta pelo governo de Antonio Anastasia (PSDB), proibindo protestos que bloqueiem vias públicas, principalmente às do entorno do estádio. Houve confronto entre policiais e manifestantes.

Outros protestos ocorreram em Maceió, Salvador, Porto Alegre, Belém, Vitória e Curitiba.

Foto: Sergio Moraes/Reuters

VANDALISMO - carro incendiado em frente a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, região central da cidade-

INSATISFAÇÃO DIFUSA

No fim de semana, manifestantes e policiais se enfrentaram antes das partidas pela Copa das Confederações entre Brasil e Japão, em Brasília, e México e Itália, no Rio de Janeiro. Os manifestantes protestavam contra os elevados gastos públicos nos preparativos para o Mundial

O Brasil não via protestos tão numerosos desde os realizados em 1992, quando a população foi às ruas para pedir o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello.

Na capital paulista, esta é a quinta manifestação. A pauta de reclamações vem crescendo a cada dia desde a demanda inicial contra o aumento da tarifa do transporte público de 3 reais para 3,20 reais no início do mês.

Os protestos desta segunda-feira em São Paulo ocorriam de forma pacífica, num cenário diferente do visto até então. Depois de críticas a ação da polícia na manifestação de quinta-feira, o governo estadual proibiu o uso pela polícia de balas de borrachas e não enviou a Tropa de Choque para acompanhar o protesto.

Na quinta-feira, quarto dia de manifestação na capital paulista, a Tropa de Choque disparou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, e a cavalaria da Polícia Militar ocupou a Avenida Paulista, via mais importante da cidade.

Foram registrados vários relatos de abusos de policiais, com cerca de 100 feridos, segundo o Movimento Passe Livre (MPL), entre eles jornalistas que cobriam o evento. Cerca de 230 pessoas foram detidas para averiguação, e mais de 10 PMs ficaram feridos.

Embora a alta no preço da passagem tenha sido o estopim das manifestações em todo o país, especialistas ouvidos pela Reuters entendem que o movimento emana uma insatisfação difusa.

A convocação para as manifestações têm sido feitas pelas redes sociais, especialmente pelo Facebook, site no qual mais de 265 mil pessoas afirmaram que estariam presentes no ato mais recente em São Paulo.

O MPL já convocou um novo protesto em São Paulo para terça-feira, desta vez na Praça da Sé.


Reportagem adicional de Asher Levine, Esteban Israel e Tatiana Ramil, em São Paulo, e Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro
*Alteramos o títtulo, acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

19 de abr. de 2013

ARGENTINA: Milhares protestam contra governo de Cristina Kirchner

ARGENTINA - Protesto
Milhares protestam contra governo de Cristina Kirchner
Proposta de reforma do Judiciário foi questionada pela oposição motivou o gigantesco protesto, que aconteceu simultaneamente na capital, Buenos Aires e em cidades importantes como Rosário, Santa Fé, Córdoba e Salta A semana também foi marcada pela revelação feita por um programa de televisão de que um empresário supostamente ligado ao ex-presidente Nestor Kirchner teria sido responsável pelo envio de mais de 50 milhões de euros, em aviões particulares, ao exterior. O caso foi classificado pela oposição como "lavagem de dinheiro".

Foto: Carlos Sarraf/Clarín

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, El Clarin

Os argentinos realizaram, na noite desta quinta-feira, protestos em vários pontos do país contra projetos de lei para a reforma do Judiciário. A manifestação foi convocada por meio de redes sociais e ocorreu em diferentes lugares de Buenos Aires, a capital argentina, e em cidades do interior, como Rosário, Santa Fé, Córdoba e Salta.

Muitos manifestantes levavam bandeiras argentinas e cartazes que diziam 'chega de inflação', 'basta de corrupção' e 'Constituição se escreve com C e não com K', em referência ao sobrenome da presidente Cristina Kirchner. Alguns gritavam: "Argentina, Argentina". E ainda: "Se este não é o povo, o povo onde está?"

Em Buenos Aires, a manifestação começou no início da noite com famílias inteiras caminhando pelas principais avenidas em direção à Praça de Maio, em frente à Casa Rosada e sede da Presidência, e ao Obelisco, no centro da cidade. No fim da noite, uma multidão continuava concentrada em frente ao Congresso Nacional onde senadores aprovaram horas antes projetos de lei da reforma do Judiciário, enviado pela presidente ao Parlamento, na semana passada.

Foto: Juano Tesone/Clarín

A proposta de reforma do Judiciário foi questionada pela oposição e teria intensificado o protesto, batizado de '18 A' (18 de abril), desta quinta-feira. A semana também foi marcada pela revelação feita por um programa de televisão de que um empresário supostamente ligado ao ex-presidente Nestor Kirchner teria sido responsável pelo envio de mais de 50 milhões de euros, em aviões particulares, ao exterior. O caso foi classificado pela oposição como "lavagem de dinheiro".

"É claro que as pessoas estão insatisfeitas e as denúncias desta semana e o projeto de reforma do Judiciário, que é para favorecer o governo, intensificaram esta insatisfação", afirmou o senador opositor Gerardo Morales, da União Cívica Radical (UCR).

A presidente e seus principais assessores não fizeram comentários sobre as denúncias. Cristina defendeu, porém, a reforma do Judiciário. "Será uma Justiça mais democrática e com maior acesso para o povo", afirmou. O líder do governo no Senado, Miguel Pichetto, disse que o governo não poderia mudar "uma virgula do texto" porque a reforma será para o "bem dos argentinos".

Juristas e opositores disseram que ao limitar o prazo das ações contra o Estado, o governo estaria "desrespeitando a divisão de poderes", como afirmou a deputada opositora Victoria Donda, do Movimento Libres del Sur (Movimento Livres do Sul).

Os protestos ocorreram pacificamente e até o fim da noite não foram registrados incidentes graves. As emissoras de televisão do país mostraram as manifestações, mas com abordagens diferentes. "Protesto massivo em todo o país", informou a emissora de televisão TN (Todo Notícias), do grupo Clarin, definido pelo governo como "opositor'. Já a emissora estatal, Canal Sete, classificouo episódio como "Protesto da oposição em Buenos Aires". O mesmo informou o Canal23: "Oposição realiza manifestação".

Foto: Maxi Failla/Clarín


Foto : Nestor Sieira/Clarín


9 de abr. de 2013

Ativistas do 'Femen', de topless, protestam contra Putin na Feira de Hannover

ALEMANHA - RÚSSIA
Ativistas do 'Femen', de topless,protestam
contra Putin na Feira de Hannover
Manifestantes com seios a mostra tumultuaram nesta segunda-feira (8) a visita do presidente russo Vladimir Putin ao Salão da Indústria de Hanover, Alemanha, que ele inaugurou ao lado da chanceler alemã Angela Merke.

Foto: Jochen Lübke/DPA/AFP

O presidente russo, Vladimir Putin, parece gostar do que viu, diante da aproximação da manifestante do Femen ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Portal Angola, Stern, G1, The Sun, Euronews, Uol, The Tlegraph

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e a chanceler alemã Angela Merkel estavam no estande da montadora alemã Volkswagen, nesta segunda-feira, na Feira Industrial de Hannover (Alemanha), quando quatro ativistas do Femen, grupo feminista de origem ucraniana que costuma fazer manifestações com os seios à mostra, invadiram o local aos gritos de "Foda-se ditador!". Foi uma ação rápida, mas logo contida pela segurança, apesar de uma das manifestantes ter chegado muito próxima dos chefes de estado.

A visita de Putin a Hannover gerou expectativa por causa das operações contra as ONGs em seu país após a promulgação de uma lei no ano passado que obriga as que recebem financiamento do exterior a se registarem como "agentes estrangeiros". A medida atingiu várias ONGs internacionais, incluindo fundações políticas alemãs.

Manifestantes de organizações pró-direitos humanos e do partido Verde se concentraram para protestar pela posição de Moscou em relação às ONGs no pavilhão onde Putin e Merkel inauguraram a feira, na noite de domingo (7).

Na ocasião, em pronunciamento, a chanceler alemã pediu a Putin e a Rússia uma "oportunidade às organizações não governamentais e às múltiplas associações das quais sabemos, aqui na Alemanha, que são um motor para a inovação".

A Feira Industrial de Hannover, da qual a Rússia é o país convidado nesta edição, ficará até o próximo dia 12 e conta com 6.500 expositores de 62 países para apresentar suas últimas novidades sob o lema "Indústria integrada" e abordar a troca de dados entre diferentes máquinas, fábricas e componentes.

Fotos: Jochen Lübke/DPA/AFP








Quanto a incidente o presidente da Rússia, Vladimir Putin, aparentemente bem humorado disse que "gostou" do protesto de mulheres seminuas contra ele.

"Sobre a performance delas, eu gostei", brincou Putin ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel, durante uma coletiva de imprensa. "Eu não entendi o que elas estavam gritando, nem vi se eram loiras, morenas ou ruivas", disse.

O grupo de mulheres protestava contra Putin devido à prisão das integrantes da banda de punk Pussy Riot.

De acordo com o jornal "Telegraph", Putin criticou a atuação dos seguranças: "Esses caras caíram em cima das moças. Não pareceu certo para mim, eles poderiam ter sido mais gentis".

"Se alguém quer debater questões políticas, então é melhor fazê-lo com roupas, e não ficando nu. Deveriam tirar a roupa em outros lugares, como em praias nudistas", disse Putin finalizando.