3 de jan de 2011

Erenice: a primeira pizza de Dilma

BRASIL
Erenice: a primeira pizza de Dilma
Estão tentando “inocentar” a trambiqueira Erenice Guerra, que usava um esquema familiar criminoso, que cobrava 5% das empresas que negociava com o governo. Ela sabe de coisas cabeludas e mal cheirosas a respeito da passagem da então Ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, hoje presidenta do Brasil. Vão limpar a sua folha corrida e lhe dar um cargo de confiança para comprar o seu silêncio. Bem que Dilma disse que ia continuar a “obra” do governo Lula.

Fotomontagem Toinho de Passira

A primeira pizza a gente nunca esquece

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Estadão

A ex-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, mulher de confiança da presidenta Dilma, fazia o trabalho sujo no ministério, quando a presidenta era ministra: dossiês, vazamentos, jeitinhos e jogos de influência. Nas horas vagas trabalhava por conta própria, para ganhar uns extras, que ninguém é de ferro, num esquema de corrupção familiar de alto nível. Mesmo sabendo dos pecadilhos da amiga, Dilma não pode desprezá-la ou esquecê-la, pois, ela é a mulher que sabe demais. Com todo o respeito, sua excelência a presidenta tem o rabo preso nas mãos de Erenice.

Como primeiro ingrediente da pizza resolveram inocentá-la na investigação aberta pela Casa Civil, encarregada de apurar tráfico de influência de dois assessores da ex-ministra Erenice Guerra. O trabalho foi concluído sem recomendar qualquer punição. A sindicância concluiu que não há provas de irregularidades cometidas pelos servidores Vinicius Castro e Stevan Knezevic, que trabalhavam com Erenice no Palácio do Planalto. (Essas comissões de sindicâncias do governo nunca encontraram um culpado, uma prova, nem a confirmação de uma denúncia; não ia ser diferente agora).

O escândalo derrubou a então ministra da Casa Civil em setembro, durante a campanha eleitoral. Vinicius Castro, um dos homens de confiança de Erenice, tinha a mãe como sócia numa empresa de consultoria em Brasília - Capital Assessoria e Consultoria - em sociedade com Saulo Guerra, filho de Erenice. Outro filho da ex-ministra, Israel, era quem atuava com Vinicius no lobby e cobrança de comissão de empresas que tentavam fazer negócios com o governo. Cobravam uma taxa de 5% para fazer o "serviço". Após a revelação do caso, pela revista Veja, Vinicius pediu demissão do cargo. Stevan Knezevic foi devolvido à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), onde é servidor público.

Na sexta-feira passada, a Casa Civil abriu um processo disciplinar para apurar as relações de um convênio firmando com a Unicel, empresa que tem o marido de Erenice como consultor. Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, essa foi a única conclusão da sindicância aberta em outubro para apurar o tráfico de influência dos assessores de Erenice. O relatório final da apuração será enviado ao Ministério da Defesa, à Anac e à Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

Reportagem da revista Veja mostrou em setembro que a Capital Assessoria e Consultoria fez lobby e cobrou propina para facilitar a vida da empresa Master Top Linhas Aéreas (MTA) em contratos com o governo. Conforme o Estadão revelou depois, a MTA pertence ao argentino Alfonso Rios, que usou o coronel Eduardo Artur Rodrigues como testa de ferro na empresa no Brasil. Em agosto, o coronel assumiu a direção de Operações dos Correios indicado por Erenice Guerra.

Pressionada, Erenice pediu demissão da Casa Civil. Ela assumiu a pasta em fevereiro após Dilma deixar o seu comando para ser candidata a presidente. Erenice era o braço-direito da petista dentro do governo nos últimos cinco anos. Apesar da crise que abalou a campanha eleitoral à Presidência, ela e o marido foram convidados para a cerimônia de posse de Dilma no último sábado. Ninguém conseguia entrar no Palácio do Planalto nem no Itamarati se não tivesse sido convidado, se não tivesse um crachá especial. Erenice chegou a cumprimentar Dilma, a nova presidente.

Aguardem em breve Erenice a frente de um novo ministério, quem sabe o Ministério do Dossiê, o Ministério dos 5%, ou o Ministério do Silêncio. No segundo dia de mandato, bem ao estilo Lula, Dilma mandou para o forno a primeira pizza do seu governo.

Foto: Givaldo Barbosa/ Jornal Extra

VERY IMPORTANT PEOPLE - Erenice Guerra e o maridão José Roberto Camargo Campos, que deixou crescer a barba para disfarçar, entre os convidados Vips na posse de Dilma. São pessoas investigadas e suspeitas de golpes, que não seriam bem vindas nas proximidades de nenhum governante decente. Ambos portam o crachá exclusivo, especialmente confeccionado para a posse, distribuído criteriosamente pelo cerimonial da presidenta. Com essa insígnia personalizada tiveram acesso a cerimônia do Congresso, a posse no Palácio do Planalto e ao coquetel no Itamarati.

2 comentários:

Auriberto Feitosa disse...

Os brasileiros elegeram Dilma, agora é aguentar! Que Deus tem misericórdia do Brasil nos próximos 4 anos.

Ajuricaba disse...

O pior é que, com a confusão que loola cauasou mantendo o Battisti no Brasil, não vai dar prá trocar o pizzaiolo do Planalto.
Vergonha.