Mostrando postagens com marcador Russia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Russia. Mostrar todas as postagens

21 de jul. de 2014

Risco à paz mundial - Veja

RÚSSIA – CRIMES CONTRA A HUMANIDADE
Risco à paz mundial
O presidente russo Vladimir Putin empurra o mundo para o limiar de um conflito bélico ao financiar separatistas no leste da Ucrânia. Seus comandados abateram um avião com 298 a bordo

Foto: Reuters

"Putin estava feliz no Brasil. Ele está claramente usando a América Latina como uma frente contra os Estados Unidos", diz a cientista política ucraniana Lilia Shevtsova

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Duda Teixeira, Nathalia Watkins, Carlo Cauti, Raquel Beer, Leonardo Motta e Valeria Bretas
Fonte: Veja

Grandes guerras começam por motivos bem menos graves do que a derrubada de um avião civil com 298 pessoas a bordo, como ocorreu na semana passada nos céus da Ucrânia. Todos os indícios levantados até agora apontam para milicianos separatistas treinados e monitorados por tropas russas. Eles têm domínio territorial sobre a área de onde, como comprovam fotos de satélites, decolou o míssil supersônico que atingiu em cheio o Boeing 777 da Malaysia Airlines — a mesma companhia que há meses teve um jato idêntico misteriosamente desaparecido nas águas do Oceano Índico.

Grandes guerras começam também por agressões desse tipo, muitas vezes feitas por acidente ou engano. Pode ser essa a explicação para o ataque fatal ao avião da Malaysia Airlines que fazia o voo MH17, de Amsterdã a Kuala Lumpur. Desde que se apoderaram de baterias de mísseis antiaéreos Buk, de fabricação russa, e foram treinados para usá-los por monitores enviados por Moscou, os separatistas vinham tendo crescente sucesso em derrubar aviões inimigos naquela região. Cada disparo certeiro era comemorado em russo nas redes sociais frequentadas pelos separatistas.

Foto: Dmitry Lovetsky / Associated Press

Carros de bombeiros chegar ao local do acidente de um avião de passageiros perto da aldeia de Hrabove, Ucrânia, como o sol se põe 17 de julho.

Na quinta-feira passada, logo depois do desaparecimento do Boeing 777 da Malaysia Airlines, um oficial russo encarregado por Moscou de dar ajuda aos separatistas ucranianos, jubilante, postou durante algumas horas apenas o registro de mais um avião abatido. O oficial julgava tratar-se de um An-26 — Antonov turboélice de transporte de tropas e carga — da Força Aérea da Ucrânia. Não era. O avião abatido foi o Boeing 777 com quase 300 civis inocentes de várias nacionalidades a bordo. Na véspera, quarta-feira 16, os separatistas tinham celebrado na internet a derrubada de um Su-25 ucraniano. Esse anúncio continua lá. O relativo ao An-26 sumiu rapidamente. Foi a primeira tentativa dos russos e seus aliados na Ucrânia de apagar a marca do crime.

Felizmente, no mundo de hoje, as nações contam com redes de prevenção de grandes guerras bem mais eficientes do que as existentes no século passado, quando nas duas deflagrações bélicas mundiais somadas morreram quase 80 milhões de pessoas. Mas, apesar de todos os mecanismos de segurança atuais, pode-se dizer sem muita margem de erro que a derrubada do Boeing 777 civil na região fronteiriça entre a Ucrânia e a Rússia, na semana passada, é a mais grave ameaça à paz mundial neste século. "A indignação que eu sinto neste momento não pode ser descrita com palavras", disse Barack Obama, na última sexta-feira. O presidente americano só não construiu a frase responsabilizando diretamente Moscou pelo atentado. Nem precisava, pois Obama, valendo-se dos eufemismos e despistes de que a linguagem diplomática se nutre, disse a mesma coisa de outra maneira ao aprofundar ainda mais as sanções econômicas à Rússia que a Casa Branca havia decretado antes do disparo letal do míssil.

No epicentro dessa zona de morte e instabilidade encontra-se Vladimir Putin, o presidente russo, que usa o expansionismo como forma de propaganda política interna e, assim, vem conseguindo índices elevados de apoio popular. Na semana passada, enquanto o v mundo assistia atônito ao aparecimento de uma prova atrás da outra de que os russos tinham envolvimento direto na operação que matou quase 300 passageiros inocentes, a taxa de aprovação de Putin batia seu recorde histórico, com 83%. Adoração interna e desaprovação externa é uma receita desastrosa. Os líderes que enveredam por esse caminho oferecem perigo ao seu povo e ao mundo.

Foto: Dmitry Lovetsky / Associated Press

Um homem cobre um corpo com uma folha de plástico perto do local de um avião de passageiros Malaysia Airlines caiu perto da aldeia de Rozsypne, Ucrânia

Quando os corpos foram encontrados despedaçados no chão na Ucrânia, Putin acabava de chegar a Moscou, vindo do Brasil, onde participou de uma cúpula do grupo dos Brics — Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul. Na segunda-feira 14, a presidente Dilma Rousseff encontrou-se com Putin depois da reunião e disse: "Somos reconhecidos por nossa atuação autônoma no plano internacional em favor de um mundo mais justo, mais próspero e pacífico". Resta saber agora como os presidentes dos países reunidos sob a sigla Brics reagirão a essa tragédia. Como enfatiza a Carta ao Leitor desta edição, eles não podem simplesmente ignorar o massacre de civis patrocinado por um país-membro: "Se os integrantes do grupo dos Brics fingirem que não viram o crime e passarem a mão na cabeça do companheiro Putin, estarão se condenando ao fracasso ético e moral, justamente o que destrói as chances de sucesso cm todos os outros campos".

Em março, Putin enviou soldados mascarados e sem distintivo no uniforme para a Península da Crimeia, parte da Ucrânia. Os "homenzinhos verdes", como ficaram conhecidos, expulsaram soldados dos quartéis, ocuparam prédios públicos e canais de televisão. Putin dizia que não tinha participação na empreitada. Ainda assim, anexou a Crimeia.

No fim de março, deu medalhas aos que participaram da ação. Simultaneamente, milhares de soldados foram enviados pela Rússia para o leste da Ucrânia. O objetivo era conseguir mais um naco de território ou, na impossibilidade disso, dificultar ao máximo que o país seguisse o caminho bem-sucedido de outros Estados europeus, que saíram da esfera soviética, abraçaram a democracia e o livre mercado e se distanciaram da autocracia e do estatismo russo. Os Estados Unidos e a Europa impuseram sanções econômicas para punir Putin pelo avanço à margem da lei internacional. O efeito foi nulo.

Foto: Dmitry Lovetsky / Associated Press

Pessoas caminham entre os escombros no local do acidente do avião abatido por míssil na Ucrânia

O que farão de concreto agora que a derrubada do avião da Malaysia Airlines vai se tornando impossível de escamotear? "Qualquer controlador de voo treinado sabe distinguir na tela do radar um avião civil de um militar", diz o engenheiro sueco Mikael Robertsson, fundador do site FlightRa-dar24, que acompanha o tráfego aéreo comercial ao redor do planeta. O sistema russo de mísseis Buk é dotado de radar e receptor de sinais de transponder, que diferenciam claramente os tipos de aeronave. "Putin estava feliz no Brasil. Ele está claramente usando a América Latina como uma frente contra os Estados Unidos", diz a cientista política ucraniana Lilia Shevtsova, do Carnegie Endowment, em Moscou. Aos seus amigos tropicais agora só restam duas opções: agem por princípio e isolam Putin ou se rendem ao pragmatismo e entram em uma guerra que não é deles.


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

28 de dez. de 2013

Anistiada pela Rússia, brasileira do Greenpeace, presa sob acusação de vandalismo, já está em Porto Alegre

BRASIL - Meio Ambiente
Anistiada pela Rússia, brasileira do Greenpeace, presa sob acusação de vandalismo, já está em Porto Alegre
A gaúcha Ana Paula Maciel, que integrava o grupo de 30 ativistas do Greenpeace detido na Rússia, aterrissou às 11h, neste sábado, em Porto Alegre, sua cidade natal. Foram cem dias de apreensão e incerteza desde foi presa em águas internacionais durante um protesto pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico. Acusados de pirataria e vandalismo, ela e os outros ativistas, correram o risco de passar até 15 anos na prisão.

Foto: Greenpeace

"Resolveram nos dar a anistia porque era a única forma de sair do buraco no qual eles mesmos se meteram". - disse a biáloga Anta Paula, no aeroporto de São Paulo, sua primeira escala no Brasil, referindo-se à Rússia

Postado por Toinho de Passira
Fontes:  R, Terra, Diario de Pernambuco , Zero Hora, Greenpeace

A bióloga e ativista do Greenpeace, Ana Paula Maciel, de 31 anos, desembarca no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, na manhã deste sábado (28). Ana Paula foi presa com outros 27 ativistas e dois jornalistas em 19 de setembro de 2013 a bordo do barco Artic Sunrise, acusados de pirataria durante protesto contra a exploração de petróleo no Ártico.

A ativista recebeu a anistia e visto de saída do governo da Rússia e e em seguida partiu para Porto Alegre (RS), onde já se encontrou com sua família.

Em entrevista concedida à Agência Efe nesta semana, a brasileira disse que sente alívio por poder voltar para casa, mas que o momento não é de comemoração. Ela explicou que a anistia concedida pelo governo local não significa o encerramento definitivo das acusações contra ela e o restante do grupo.

Foto: Diego Vara/Agência RBS

No Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, Jairo Maciel, pai de Ana Paula, aguardava a filha com um presente: uma orca de pelúcia

— Ao contrário do que está sendo divulgado, a Rússia simplesmente parou de investigar o caso, mas agora em nossa ficha criminal vai constar 'hooliganismo' (vandalismo).A bióloga brasileira Ana Paula Maciel, ativista do Greenpeace que foi presa na Rússia com outros integrantes da organização ambiental, disse nesta quinta-feira (26) em entrevista à Agência Efe que sente alívio por poder voltar para casa, mas que o momento não é de comemoração.

A ativista explicou que a anistia concedida pelo governo local não significa o encerramento definitivo das acusações contra ela e o restante do grupo.

"Ao contrário do que está sendo divulgado, a Rússia simplesmente parou de investigar o caso, mas agora em nossa ficha criminal vai constar 'hooliganismo' (vandalismo)", corrigiu Ana Paula.

"Fomos perdoados por um crime que não cometemos", explicou a ambientalista, que teme principalmente pelo futuro dos quatro ativistas russos detidos após o protesto do Greenpeace no mar Ártico.

"Eles ficarão com a ficha suja em seu país", alertou. Ana Paula explicou que nesta sexta-feira assinará um documento afirmando que entrou ilegalmente na Rússia contra sua vontade e que, desta forma, poderá deixar o país.

A Rússia não exige visto para brasileiros, apenas um carimbo de entrada, algo que a bióloga não possui pois ingressou forçosamente no país.

Ana Paula afirmou que se sente aliviada por poder voltar a seu país, mas também que o sentimento dos ativistas do Greenpeace não é de comemoração.

"É o fim de uma saga de três meses, mas fomos perdoados por um crime que não cometemos e pelo qual não deveríamos ter sido acusados", criticou a bióloga, para quem a prisão do grupo representou um golpe à liberdade de expressão. Além disso, Ana Paula lamentou que a companhia estatal russa Gazprom tenha começado a perfurar petróleo no Ártico justamente na época em que a anistia foi concedida.

"Não há motivos para comemorar", afirmou. Os 30 tripulantes da embarcação "Artic Sunrise" foram detidos em águas do Ártico em 19 de setembro pela guarda fronteiriça quando tentavam subir na plataforma Prirazlomnaya, da Gazprom, que segundo o Greenpeace descumpre medidas de segurança e ameaça o ecossistema da região.

"A Gazprom é uma empresa estatal com poder político muito grande", contextualizou a bióloga. Ana Paula acredita que a perseguição e o tratamento duro recebido pelos ativistas na Rússia se devem em grande parte à pressão da companhia.

Sobre o período que passou na prisão, Ana Paula Maciel disse que foram os dias mais difíceis de sua vida: "foi horrível, é um terror psicológico muito grande, só quem viveu uma experiência dessa pode ter ideia".

O Greenpeace sinalizou que tentará agora recuperar o Artic Sunrise, que ficou retido no porto de Murmansk. A bióloga contou que trabalha há cerca de sete anos em navios da organização ambiental e que boa parte das viagens foi feita justamente no Artic Sunrise.

"É minha segunda casa", brincou. E apesar do sofrimento dos últimos meses, Ana Paula garantiu que não irá abandonar sua militância ambiental e as atividades do Greenpeace, inclusive no Ártico.

Foto: Greenpeace

"Quando todos estivermos em casa, vamos nos reunir para avaliar que medidas iremos tomar. Não vou parar minhas atividades, estarei onde for necessário, no Ártico, na Amazônia, no Pantanal", afirmou.

<

20 de nov. de 2013

Bióloga brasileira, do Greenpeace, sai da prissão, na Rússia, após pagamento de fiança

RÚSSIA - BRASIL
Bióloga brasileira, do Greenpeace, sai da prisão,
na Rússia, após pagamento de fiança
A gaúcha Ana Paula Maciel é a primeira do grupo de ativistas do Greenpeace a receber a liberdade provisória, ou seja, direito de responder o processo, onde é acusada de vandalismos, em liberdade

Foto: Anatoly Maltsev/EFE

Brasileira fotografada ao deixar a unidade prisional, em São Petersburgo

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Opera Mundi, UOL

A bióloga brasileira Ana Paula Maciel, de 31 anos, deixou nesta quarta-feira, 20, o Centro de Detenções em São Petesburgo, na Rússia, após pagamento de fiança de 2 milhões de rubros (R$ 138 mil). Na terça-feira, 19, a Justiça russa concedeu liberdade à gaúcha. A brasileira é a primeira do grupo de 28 ativistas e 2 jornalistas a ganhar a liberdade - eles foram detidos em 19 de setembro depois que tentaram escalar uma plataforma de petróleo em protesto contra a exploração no Ártico. O chanceler brasileiro Luiz Alberto Figueiredo telefonou para Ana Paula com o objetivo de manifestar apoio, segundo a conta oficial do Itamaraty no Twitter.

Em nota, o Greenpeace afirmou que ainda não foram divulgados pela Justiça russa os detalhes sobre as condições e restrições impostas àqueles que ganharem liberdade provisória. "Não se sabe, portanto, se Ana Paula poderá deixar o país ou receber visitas. Essas informações devem ser esclarecidas nos próximos dias", disse a ONG. "Meu coração de mãe sempre me disse para eu manter a fé. Mal posso esperar para ter minha amada filha nos meus braços e de volta para casa. Sabemos que o caso ainda não terminou, mas minha filha é uma guerreira e superará tudo isso no final", afirmou Rosangela Maciel, mãe de Ana Paula, segundo o Greenpeace.

Até agora, de acordo com a ONG, a Justiça russa concedeu liberdade provisória, sob fiança, a 18 pessoas do grupo de ativistas. O pagamento está sendo providenciado pelos advogados. Onze pessoas ainda aguardam suas audiências. E um deles, o australiano Colin Russell, teve a prisão estendida por três meses.

"As imagens da nossa querida amiga Ana Paula saindo do Centro de Detenções é algo que milhões de pessoas ao redor do mundo vão receber como sinal de esperança. Esperamos que os outros 29 guerreiros tenham o mesmo destino, que possam voltar para suas famílias e que sua mensagem pelo Ártico alcance as pessoas", afirmou o diretor executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo. "Porém, nenhum de nossos amigos estará, de fato, em liberdade enquanto as acusações continuarem de pé e enquanto eles não puderem voltar para suas casas".

A situação da brasileira é um dos principais temas do encontro entre o chanceler Luiz Alberto Figueiredo e o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, que ocorre nesta quarta em São Petersburgo.

10 de out. de 2013

Finalmente o governo vai interferir em beneficio da brasileira, Ana Paula, do Greenpeace, presa na Rússia

BRASIL – RÚSSIA
Finalmente o governo vai interferir em beneficio da brasileira, Ana Paula, do Greenpeace, presa na Rússia
A Justiça russa indiciou formalmente os 30 ativistas do Greenpeace, de 19 países, inclusive a brasileira, presos pela guarda costeira russa, após tentarem invadir simbolicamente escalar uma plataforma de extração de petróleo, da estatal petrolífera russa Gazprom, protestando contra a exploração de petróleo no Círculo Polar Ártico. Só hoje, Dilma determinou ao Itamaraty providências visando proteger os direitos da brasileira.

Foto: Alex Yallop/Greenpeace

Ana Paula a bióloga gaúcha, ativista do Greenpeace que está presa na Rússia, sob a grave e infundada acusação de pirataria

Postado por Toinho de Passira
Fontes:  BBC Brasil, G1, Zero Hora, Greenpeace, Flickr, Pravda, Izvestia, Pravda, Opera Mundi

O governo brasileiro finalmente se posicionou dizendo que vai tentar ajudar a encontrar uma solução via diplomática junto ao governo da Rússia, para o caso da bióloga gaúcha Ana Paula Maciel, detida junto com um grupo de ativistas do Greenpeace em 24 de setembro e exageradamente acusada de pirataria pelas autoridades russas, crime que pode levar a uma pena de 15 anos de prisão.

A presidenta divulgou no Twitter nesta quinta-feira, que solicitou "ao ministro (de Relações Exteriores Luiz Alberto) Figueiredo contato de alto nível com o governo russo para encontrar solução para Ana Paula" e pediu que o Itamaraty dê "toda a a assistência à brasileira", vinte dias após os fatos terem ocorrido.

brasileira e outros 29 ativistas estão em um centro de detenção na cidade de Murmansk desde que seu barco foi interceptado pelas autoridades russas durante um protesto em uma plataforma petroleira no Ártico.

O Itamaraty informou à BBC Brasil que uma agente consular da embaixada brasileira esteve com Ana Paula na quarta-feira e está acompanhando o agendamento de uma audiência, possivelmente na semana que vem, em que será solicitado que Ana Paula aguarde em liberdade as investigações russas sobre o episódio.

Outros países também têm intercedido pelos ativistas (que são de 18 nacionalidades). A Holanda exigiu a libertação imediata dos prisioneiros e do navio Arctic Sunrise, que é de bandeira holandesa.

A Chancelaria do Reino Unido também discutiu o caso dos seis britânicos detidos com o embaixador russo no país.

Foto: EPA

o Arctic Sunrise retido no porto de Murmansk, a disposição da justiça russa.

DROGAS NO NAVIO

Na quarta-feira, investigadores russos alegaram terem encontrado "drogas" - aparentemente, palha de papoula e morfina - no navio do Greenpeace.

Em comunicado, a ONG disse que a acusação é uma "calúnia e uma invenção".

"Só podemos deduzir que as autoridades russas estão se referindo aos suprimentos médicos que nossos navios são obrigados a levar, sob a lei marítima", disse a ONG.

"Há uma rígida norma contra (a posse) de drogas recreacionais em navios do Greenpeace, e deve ser vista com grande desconfiança qualquer acusação de que foram encontrados suprimentos que não sejam médicos", prossegue o comunicado.

Também na quarta-feira, a ONG informou que a mãe de Ana Paula, Rosângela Maciel, enviou uma carta para Dilma pedindo que a presidente peça a libertação de sua filha ao presidente russo, Vladimir Putin.


Ana Paula enjaulada no tribunal russo
QUÉM É ANA PAULA?

Ana Paula Alminhana Maciel, 31 anos, bióloga, gaúcha é ativista do Greenpeace desde 2006.

Formada em Biologia pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, Rio Grande do Sul, Ana Paula se juntou ao Greenpeace como voluntária em para fazer uma espécie de estágio no navio “Arctic Sunrise ”.

Mal sabia que esta se tornaria sua segunda casa. No fim do estágio, foi convidada para fazer parte da tripulação fixa do navio no que aceitou emocionada.

Na sua primeira ação, em maio de 2006, ficou detida por algumas horas em uma tensa manifestação em Santarém, no Pará, contra o desmatamento provocado pela indústria de soja.

Um mês depois, foi presa e deportada na ilha de São Cristóvão e Névis, no Caribe, onde participava de um protesto contra a caça comercial de baleias.

A cada três meses, Ana Paula embarca em um navio, atua como ativista e marinheira e volta para descansar por mais três meses, esquema no qual trabalha até hoje. Pelos colegas, Ana Paula é descrita como uma pessoa mito comunicativa.

Onze dias depois de ter sido presa pela Marinha russa, a bióloga foi ouvida, pelo tribunal da cidade de Murmansk, no noroeste da Rússia, e ficou determinado que terá de ficar, inicialmente, pelo menos dois meses em prisão preventiva, enquanto o processo prossegue.

Mantida em uma pequena jaula, tradicionais em tribunais russos, diante do juiz, Ana Paula sorriu por instantes e exibiu uma anotação em inglês: "Save the Arctic" (Salve o Ártico).

Fotos: Denis Sinyakov/Greenpeace



Manobras dos ativistas do Greenpeace para escalar a plataforma russa em pleno Ártico

PROTESTO

A tripulação, de 30 pessoas de 19 países, que está presa na Rússia, sob acusação de pirataria, operavam o navio quebra-gelo Arctic Sunrise do Greepeace, que foi até o Ártico, no Mar Pechora, sul de Nova Zembla, Rússia, para realizar um ato de protesto pacifico, para chamar a atenção dos riscos ambientais da extração de petróleo no Ártico.

Dois alpinistas da equipe do Greepeace tentaram escalar a plataforma Prirazlomnaya, da gigante estatal russa Gazprom, a primeira existente no mundo, desenvolvida para operar a extração de petróleo em águas profundas no Ártico.

O jornal russo Pravda, diz que o além das prisões dos ativistas, a justiça russa pretende confiscar o navio do Greenpeace o Arctic Sunrise , apreendido quando do protesto na plataforma de petróleo e escoltado para o porto de Murmansk, onde se encontra fundeado, a disposição da justiça russa.

Foto: Denis Sinyakov/Greenpeace

Comandos da guarda costeira russa, no momento da abordagem aos ativistas no Greepeace

Se para os ativistas tudo não passou de um protesto pacifico e até rotineiro, para a guarda costeira russa, diante da tentativa de invasão a plataforma Prirazlomnaya, o incidente foi tratado militarmente como um ato criminoso internacional.

Em poucos minutos os ativistas viram-se cercados com barcos infláveis conduzindo militares fortemente armados e prontos para abrirem fogo, enquanto o navio do Greenpeace era ocupado por outro comando anfíbio, que desembarcou no convés do barco, descendo de helicópteros através de escadas de cordas, como nos filmes de ação.

Seguramente não houve violência, porque os integrantes do Greenpeace, treinados para saber se comportar de forma inequívoca nestas circunstancia, demonstraram fartamente que não pretendiam esboçar qualquer reação de resistência, submetendo-se obediente e pacificamente as ordens dos militares.

O Greenpeace diz haver farta evidência científica que qualquer derramamento de óleo, acidental, a partir de Prirazlomnaya, no mar Pechora, afetaria mais de 3.000 milhas (4,800 km) da costa norte da Rússia.

Para a Rússia, cuja desaceleração da economia está fortemente dependente das receitas de exportação de energia, apostas todas as fichas na esperanças de que o óleo e gás do Ártico ajudem decisivamente no crescimento econômico, os ativistas do Greenpeace, que tentam impedir ou dificultar as atividades das plataformas, são vistos como perigosos inimigos.

18 de ago. de 2013

Beijo gay no Mundial de atletismo em Moscou

RUSSIA - Polêmica
Beijo gay no Mundial de atletismo em Moscou
Depois de Isinbayeva, Medalha de Ouro, em salto com vara, defende a lei antigay, outras atletas russas, russas, Kseniya Ryzhova e Tatyana Firova, beijaram-se no pódio, ao comemoravam vitória no revezamento 4x400 metros no Mundial de Moscou. Estão protestando ou estão se amando? Eis a questão

Foto: Grigory Dukor/Reuters

AMOR, PROSTESTO OU TRADIÇÃO? - Atletas russas Kseniya Ryzhova e Tatyana Firova comemoram com um beijo gay o ouro na prova 4x400m , em Moscou

Postado por Toinho de Passira
Fontes:  Komsomoliskaj Pravda …, Huffington Post, Veja, Uol - Esporte, Terra, El Mundo, Diário da Russia

Depois de vencerem, na tarde deste sábado, o revezamento 4x400 metros no Mundial de Atletismo em Moscou, as russas Kseniya Ryzhova e Tatyana Firova comemoraram a vitória com um breve "selinho" sobre o pódio.

O gesto podia ser mais uma tradição russa de beijar na boca, comum até entre homens, mas no caso foi interpretado como uma mensagem de desacordo contra a compatriota e estrela do atletismo Yelena Isinbayeva, que conquistou medalha de ouro no salto com vara, que em entrevisa coletiva defendeu a lei antigay, que tem recebido críticas e ameaça a realização dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi-2014, na Rússia.

A lei antigay russa, aprovada em junho pelo presidente Vladimir Putin, não permite que menores de 18 anos obtenham informações relativas à homossexualidade. Além disso, proíbe a adoção de crianças por casais do mesmo sexo, além de coibir qualquer tipo de manifestação a favor da união homoafetiva. Parada gay então, nem pensar.

Foto: Reuters

Yelena Isinbayeva conquistou o ouro e defendeu a legislação russa antigay

Em entrevista, Isinbayeva chegou a dizer que os russos se consideram “pessoas normais”, que vivem “com homens ao lado de mulheres e mulheres ao lado de homens”. “Tudo deve ser assim, é histórico. Nós nunca tivemos problemas assim na Rússia, e não queremos ter no futuro”, afirmou a atleta.

No dia seguinte, após saraivada de criticas, de outros atletas, da imprensa ocidental e até da mídia russa, Isinbayeva, voltou atrás, alegou a dificuldade de se expressar em inglês, como fazia na entrevistas, dizendo que tudo não passou de um mal entendido. Não teria preconceito contra os gays e referia-se apenas a atletas de outros países que vieram para a competição com as unhas pintadas com as cores da "bandeira do arco-íris", um símbolo da comunidade LGBT. De acordo com Isinbayeva, este comportamento é um desrespeito ao país anfitrião da competição. “Nós temos nossas leis e todos têm que respeitar. Quando vamos a outros países nós tentamos seguir suas regras", declarou.

Foto: Erik Mårtensson / Scanpix/espn/ESPN

A saltador sueca Emma Green-Tregaro, que pintara as unhas com a cor do arco-iris em apoio a comunidade LGBT russa, exibe as unhas vermelhas após ter sido “convencida" a não se intrometer com as leis locais

Referia-se a saltadora sueca Emma Green-Tregaro, que participa do Mundial de Moscou, publicou uma foto em seu Instagram em que mostra suas unhas pintadas com as cores do arco-íris, um dos símbolos da luta gay. Depois da polêmica, porém, a atleta foi proibida de repetir o gesto durante a competição neste sábado.

“Fomos abordados informalmente pela Iaaf (Associação Internacional de Federações de Atletismo, em inglês) dizendo que isso é, por definição, uma violação das regras. Informamos nossos atletas sobre isso", disse Anders Albertsson, secretário-geral da federação de atletismo sueca, à agência Reuters.

A nova lei permiti condenar quem divulgar informação com acesso a menores sobre "orientações sexuais não tradicionais", ou que "propague como atraentes as relações sexuais não tradicionais". Também poderão ser punidos os que se dedicarem a divulgar "a ideia tergiversada de que as orientações sexuais tradicionais e não tradicionais têm igual valor social" e os que "impuserem informação sobre as relações sexuais não tradicionais que provoque o interesse por essas relações".

Isinbayeva que também é embaixadora das Olimpíadas de Inverno de 2014, disse esperar que a lei não cause um boicote à competição.

"Claro que não suporto o boicote. Também sou contra essa polêmica e fico triste que atletas sejam envolvidos nela. Não estamos proibindo que alguém participe da competição mesmo que tenha relações fora das tradicionais", finalizou a russa.

Na quarta-feira, americano Nick Symmonds, corredor de 800 metros, tinha gerou polêmica por dedicar sua medalha de prata para os seus amigos gays. "Se você é gay, hetero, branco ou negro: todos merecem os mesmos direitos", disse ele à agência de notícias russa R-Sport Symmonds.

A homossexualidade não é proibida na Rússia, mas enfrenta um forte tabu. Putin é chamado de Czar da homofobia, por apoiar as causas antigays.

Recentemente, o vice-diretor da televisão estatal, Dimitri Kisselyov, disse ao jornal "Izvestia" o coração de homossexuais mortos não deve ser utilizado para os transplantes.

Foto: Cris Toala Olivares/Reuters

Mnifestante carregam cartaz com imagem do Presidente Putin maquiado

13 de jul. de 2013

Edward Snowden, o espião americano procurado por Washington, pediu asilo temporário a Rússia

RUSSIA – ESTADOS UNIDOS
Edward Snowden, o espião americano procurado
por Washington, pediu asilo temporário à Rússia
O espião teve que pedir asilo temporário aos russos, porque não consegue uma maneira segura de voar até a América Latina, onde poderia ficar, pelo menos temporariamente, longe do alcance do governo americano, que não desiste de tentar capturá-lo .

Foto: Tanya Lokshina / Human Rights Watch, via Agência Europeia Pressphoto

Imagem capturada de vídeo mostra Edward Snowden reunido com ativistas de direitos humanos em Moscou nesta sexta-feira publicado no site de notícias russa Life News.

Postado por Toinho de Passira
Fontes:  Reuters, RT News, The Guardian, Estadão, Pravda, Time, Izvestia, The New York Times

Edward J. Snowden, 30 anos, o espião americano, responsável por denunciar programas secretos de espionagem do governo dos EUA, pediu asilo politico a Rússia ao reapareceu em público, nesta sexta-feira, depois de três semanas de silêncio e reclusão, desde que ficou retido na área de trânsito do aeroporto Sheremetyevo, impedido de entrar em Moscou, porque os Estados Unidos lhe cassou o passaporte. A declaração foi feita durante reunião com representantes de organizações de direitos humanos numa sala de conferência improvisada no aeroporto de Moscou.

A Rússia oficialmente diz manter uma posição de neutralidade. Os americanos não acreditam e pressionam para que o espião lhe seja entregue.

Putin saboreia a situação incômoda dos EUA, acusados de crimes que os americanos sempre atribuíram aos outros, inclusive aos russos, de desrespeito aos direitos humanos e violação à privacidade de cidadãos em vários países, inclusive os nacionais.

Diante das novas sobre Snowden, o governo americano reagiu prontamente: a porta voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, disse que os EUA ficaram desapontados com o governo russo, por ter facilitado à reunião de Snowden com ativistas no aeroporto. Salientou que “a maneira como a Rússia está lidando com o caso pode colocar em risco a relação entre os dois países”.

"No entanto, não estamos nesse ponto ainda. Eles ainda têm a oportunidade de fazer a coisa certa e devolver o senhor Snowden para os Estados Unidos, e é essa a nossa esperança", disse ela a jornalistas..

O porta voz da Casa Branca, Jay Carney, reafirmou que Snowden não é um ativista de direitos humanos ou um dissidente. "Ele é acusado de vazar informações confidenciais, foi acusado de três atos criminosos e deve ser devolvidos aos Estados Unidos para responder por seus crimes".

Carney acrescentou, ironizando, que o governo russo deveria "permitir que as organizações de direitos humanos, tivessem liberdade para fazer o seu trabalho em toda a Rússia e não apenas na sala de trânsito do aeroporto de Moscou".

Sabe-se que na mesma sexta-feira, o presidente americano Barack Obama conversou por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin sobre a situação de Edward Snowden. A Casa Branca informou que a ligação entre os dois chefes de estado, estava programada mesmo antes dessas novas notícias, mas não informou o teor da conversa.

O mais provável é que Snowden permaneça na Rússia durante algum tempo, ele disse que essa era a única maneira de garantir a sua segurança até que possa viajar com segurança para a América Latina, onde três países, Guatemala, Bolívia e Venezuela, ofereceram asilo.

Dez dias atrás, o presidente Vladimir V. Putin, disse que Snowden poderia ficar com a condição de "cessar a divulgação de notícias que infringisse danos aos nossos parceiros americanos", exigência repetida pelo porta-voz do governo, ao referir-se a noticia do pedido de asilo.

Snowden acena que atenderá as condições do governo russo, apesar de afirmar que suas revelações não estejam ferindo interesses americanos. O que põe em dúvida sua determinação de deixar de vazar documentos confidenciais, do serviço secreto americano, que tem enlouquecido a Casa Branca.

Foto: Tatyana Makeyeva/Reuters

A diretor do Human Rights Watch, Tanya Lokshina, fala aos jornalistas no aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou 12 de julho de 2013

Navi Pillay, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos em um comunicado divulgado em Genebra na sexta-feira pronunciou-se dizendo que deveria haver uma maior proteção para o Sr. Snowden e outros como ele, que divulgam as violações dos direitos humanos.

Navi Pillay, a oficial, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos mostra preocupação na segurança de Snowden
Os jornalistas, assim como o governo americano, interpretaram como um apoio ostensivo das autoridades russas, o fato das ativistas representantes de organizações de direitos humanos que foram se reunir com Snowden tivessem sido admitidas, sem nenhuma burocracia, em áreas restritas do aeroporto de Moscou, para terem acesso ao americano.

Após a reunião, Anatoly Kucherena, advogado do governo, que estava entre os convidados, disse à televisão russa que a decisão de conceder asilo a Snowden asilo poderá se concretizar em duas ou três semanas.

"Eu considero Edward Snowden um defensor dos direitos humanos", disse Sergei Naryshkin, presidente da câmara baixa do parlamento da Rússia e um aliado próximo Putin.

Ele observou que nos Estados Unidos ainda se aplica a pena de morte:

"Eu acho que há um risco muito alto de que este castigo aguarda Edward Snowden, "- disse justificando a negativa da Rússia em entregar o espião aos americanos.

Na reunião desta sexta-feira, Snowden disse que tinha sido forçado a pedir asilo à Rússia, porque não conseguiria voar para a América Latina de forma segura. Onde pelos menos três governos, Bolívia, Venezuela e Nicarágua, ofereceram-lhe guarida.

"Ele deixou bem claro que não quer ficar na Rússia por tempo indeterminado," disse Lokshina, a ativista Tanya Lokshina, a representante da Human Rights Watch - poderosa ONG americana que atua e advogado no campo dos direitos humanos, com sede em Nova York.

Na semana passada, o avião em que o presidente da Bolívia, Evo Morales, voltava de uma reunião em Moscou foi proibido de sobrevoar países europeus, Itália, Espanha, Portugal e França, e precisou fazer um pouso não programado na Áustria devido a suspeitas de que Snowden estaria entre os passageiros. O incidente realçou a pressão e até os americanos estavam disposto a ir, para prender o seu antigo espião.

A presença de Edward Snowden, em Moscou nesta sexta-feira, desfaz as especulações, que ainda persistiam, de que ele já estivesse em Bogotá. Teria viajado no avião de Morales num compartimento secreto.

Nesta quinta-feira um voo da Aeroflot que fazia a rota Moscou-Havana, também foi cercado de rumores, por ter se desviado a rota original, segundo a imprensa americana, supostamente evitando entrar no espaço aéreo americano. Especulações indicavam que Edward Snowden poderia estar a bordo, mas a companhia informou que a medida foi tomada por conta de "turbulências" na rota original.

Mesmo assim, há quem ache que esse desvio foi uma espécie de ensaio, ou treinamento, para uma possível condução de Eduard Snowden num futuro voo de fuga.

Foto: Susan Walsh/Associated Press

O porta voz da Casa Branca, Jay Carney, lamentando que a Rússia tenha permitido a reunião de Snowden com ativistas de Direitos Humanos, em Moscou.

10 de jul. de 2013

Como Snowden poderia chegar na América Latina, ou, que os EUA serão capazes de fazer para impedir?

ESTADOS UNIDOS – RÚSSIA
Como Snowden poderia chegar na América Latina,
ou, que os EUA serão capazes de fazer para impedir?
Edward Snowden, o homem mais procurados pelos Estados Unidos, no momento, está abrigado improvisadamente na antesala da alfandega do aeroporto de Moscou. No momento alguns paises sul americanos, se prontificaram a lhe dá asilo, a Venezuela é um deles. Mas parece ser impossível ao ex-espião americano, sair de Moscou para Caracas, sem ser alcanado pelso americanos

Charge: Oliver Schopf - Der Standard (Áustria)

- Mr. Snowden, camuflagem perfeita! Aproveite o seu voo.

Postado por Toinho de Passira
Fontes:   BBC Brasil, Terra, Deutsche Welle, Huffington Post

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ofereceu "asilo humanitário" ao ex-funcionário da CIA Edward Snowden - procurado pelos Estados Unidos por ter divulgado informações confidenciais da Agência Nacional de Segurança (NSA) - mas isso não quer dizer que os problemas do americano estejam terminados. Mesmo que ele conte ainda com a aceitação de asilo, tanto por parte da Bolívia, quando por parte da Nicarágua, e senadores, inclusive da oposição do Brasil, chegaram a sugerir que ele fosse acolhido no nosso país.

Para começar, Snowden teve o passaporte revogado pelo governo americano, e não há voos comerciais de Moscou - onde ele se encontraria atualmente - para Caracas ou para qualquer país da América Latina.

Além disso, o incidente da semana passada com o avião do presidente boliviano, Evo Morales, parece indicar que muitos países estariam colaborando com os EUA na caçada ao americano - o que poderia dificultar sua viagem até a Venezuela.

Segundo informações do governo boliviano, França, Itália, Espanha e Portugal não teriam autorizado que a aeronave de Evo, que vinha de Moscou, cruzasse seu espaço aéreo por suspeitas de que o americano estaria a bordo.

O avião foi obrigado a pousar em Viena, onde, segundo denúncias de La Paz, teria sido revistado.

Se fizeram isso com um avião presidencial, imaginem o que pode ser feito, com um avião particular, ou um avião de passageiros.

Ex-técnico em segurança digital da CIA, Snowden delatou um sistema secreto de monitoramento de informações pessoais nos quais agentes da NSA teriam acesso direto a servidores de nove grandes empresas de internet, incluindo Google, Microsoft, Facebook, Yahoo, Skype e Apple.

As informações teriam sido conseguidas quando Snowden prestava serviço para a NSA. Para escapar de um processo, no início de maio o americano fugiu do Havaí, onde morava, para Hong Kong. Quando uma investigação criminal foi aberta contra ele na Justiça americana, os Estados Unidos pediram sua extradição, mas Snowden conseguiu viajar para Moscou.

Desde então, segundo autoridades russas, ele estaria vivendo em uma área de trânsito do aeroporto de Moscou. Segundo tais autoridades, essa área seria "território neutro" e o americano só passaria para o território russo após atravessar o controle de passaporte.

Documentos poderiam ser fornecidos pelo país que o asilasse, mas a viagem é um desafio logístico de riscos e custo altíssimo, incluindo aí a possibilidade de custos políticos. Em linha reta, Moscou- Caracas estão a quase 10 mil quilometros.

Não existe voos diretos Moscou Caracas, em qualquer escala no caminho ele poderia ser preso e deportado para os Estados Unidos. Ainda há a possibildiade das companhias aéreas recusá-lo, pois sua presença a bordo pode representar riscos para os outros passageiros.

Mesmo que se consiga um avião com autonomia para atravessar toda a Europa sem precisar reabastecer, com tanques extras adptados, teria que obter autorização dos países para cruzar o espaço aéreo. Autorização que o avião de Evo Morales não conseguiu, apenas por suspeitas.

Resta uma arriscada rota clandestina por rotas aéreos alternativas, via Ocenania, por exemplo, numa louca, dispendiosissima, arriscada e demorada viagem. Mesmo assim, são enormes os riscos do avião com o ex-espião ser interceptado por caças norte-americanos, em algum lugar do planeta, caso o plano de fuga vaze.

Edward Snowden é uma presa importante para os americanos que precisam silenciá-lo e usá-lo como exemplo. Ninguém tem dúvidas que Barack Obama está decidido a jogar alto, com ousadia, raiva e perseverança disposto a caçá-lo, preferencia vivo, mas...

Foto: Leo Ramirez / AFP / Getty Images

“Você está sendo perseguido pelo império, venha para cá", declara o presidente da Venezuela Nicolás Maduro, em entrevista, ontem, 08, convidando publicamente o americano, Edward Snowden, para se asilar na Venezuela

7 de jul. de 2013

Hugo Chávez torna-se nome de rua em Moscou

RÚSSIA – VENEZUELA- Homenagem
Hugo Chávez torna-se nome de rua em Moscou
A prefeitura de Moscou homenageou o presidente venezuelano falecido, por sua ligação com o povo russo, segundo nota do governo venezuelano

Foto: Stringer/Reuters


Foto: Prensa Oficial Venezuela


Foto: Prensa Oficial Venezuela


Fotos da cerimonia que teve até música latina e um grupo improvisado de chavistas

Postado por Toinho de Passira
Fontes:   The Moscou Times, UPI, The Wall Street Journal, Cuba Debate, Blog do Nicola Maduro

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, participou, junto a autoridades municipais moscovitas, da inauguração da denominação de uma rua da capital russa, com o nome do ex-presidente venezuelano, Hugo Chávez, morto em março do ano passado, vítima de câncer.

A página oficial do governo venezuelano, apesar de não mencionar a presença do prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, fez questão de registrar o prestigioso comparecimento de Igor Ivanovich Sechin, 53 anos, um dos importantes conselheiros do presidente russo, Vladimir Putin, muitas vezes citado pela imprensa russa como "Darth Vader, o assustador vilão da saga de “Guerra das Estrelas”.

Ivanovich é constantemente acusado de corrupção e de ser contrabandista de armas, já foi vice-presidente da Rússia, é atualmente o presidente executivo da poderosa Rosneft, a estatal petrolífera russa. Consta que foi dele a ideia de nomear a rua com o nome de Chávez, imediatamente acatada pelas autoridades moscovitas.

Falando na cerimônia, o presidente venezuelano, Maduro disse que Chávez tinha visitado a capital russa pelo menos 10 vezes, durante seus 14 anos no poder.

“Ele nunca me senti como um estranho em Moscou”. Agradeço por este presente", disse Maduro, que havia chegado a Moscou na segunda-feira, 01, para uma visita de dois dias.

A rua foco da homenagem faz parte de um complexo de novas ruas do plano de reurbanização de Moscou, anteriormente, sem nome, referida como rua projetada 5509.

A Rua Hugo Chávez fica na região noroeste da cidade, contígua a uma das principais avenidas de Moscou, tem 170 metros de extensão, é ladeado por um parque, residências e um hotel.

Vai se transformar num ponto de referência para turistas latinos. Ninguém consultou, porém os moradores. Será que eles estão satisfeitos em morar na Rua Hugo Chávez?

Foto: Olga Razumovskaya/Wall Street Journal

Não vai ser fácil, aos venezuelanos encontrar a rua Hugo Chávez pela placa, (foto acima) escrita no alfabeto cirílico, usado pelos russos

3 de jul. de 2013

Avião de Morales proibido de sobrevoar França, Itália e Portugal, por suspeita que Snowden estivesse a bordo

BOLIVIA
Avião de Morales proibido de sobrevoar França, Itália e Portugal, por suspeita que Snowden estivesse a bordo
Por pressão do governo americano, esses três países europeus proibiram a passagem e pouso do avião presidencial boliviano por seus territórios. Precisando abastecer no caminho para La Paz, o avião fez um pouso não programado, na Áustria, onde se verificou que a noticia era um boato. O jornal francês Le Figaro resumiu dizendo que os países sul-americanos, estavam enfurecidos com o grave incidente.

Foto: Heinz-Peter Bader/Reuters

Falando a imprensa em Viena, o Presidente Evo Morales disse, referindo-se aos Estados Unidos: ""Eu sinto que é uma desculpa para assustar, intimidar e advertir, especialmente um pretexto para silenciar-nos contra a política saques contra invasões e dominação."

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Terra, APA, Derstandard, Kurier, Vosizneias , ABC, Kurier, Panorama, The Peterborough Examiner, El Diario, La Prensa, Pagina Siete

Sob a suspeita de estar conduzindo no avião presidencial, como passageiro extra, o ex-consultor da CIA, Edward Snowden (com a cabeça posta a premio pelo governo americano), o presidente boliviano, Evo Morales ao regressar de Moscou, onde foi participar uma cúpula de países produtores de gás natural, passou pelo vexame de ter seu avião proibido de pousar e sobrevoar pelos territórios de Portugal, França e Itália.

A solução encontrada foi realizar um pouso emergencial na Áustria.

O avião presidencial boliviano é um modelo francês Dassault Falcon 900EX, que tem, segundo o fabricante, uma autonomia de voo de 8.800Km. Para fazer a rota Moscou-La Paz, que é de 12.500Km, a aeronave teria que necessariamente reabastecer, em território europeu, antes de iniciar a travessia do Atlântico rumo à Bolívia.

O governo boliviano, através do Ministério das Relações Exteriores, negou que o americano estivesse a bordo e disse que a decisão de Portugal e França foi devido à “soberana mentira”.

Mais tarde, o governo da Áustria confirmou que o ex-consultor da CIA não estava no avião. Especula-se que a autorização do governo austríaco para o pouso, incluía a exigência de que o avião fosse inspecionado por autoridades aduaneiras do país, para checar a possibilidade da presença do espião americano foragido, entre os passageiros, em algum compartimento da aeronave.

O chanceler da Bolívia, David Choquehuanca, afirmou que Portugal e França colocaram a vida do presidente Morales em risco. "Queremos expressar nosso incômodo e mal-estar, porque pôs a vida do presidente em risco", disse em entrevista coletiva em La Paz.

Enquanto elaborava o plano de voo para regressar a La Paz, o comando do avião do mandatário boliviano, recebeu um comunicado, das autoridades portuguesas, que a autorização de sobrevoo e aterrissagem em Portugal estava cancelada, sem maiores explicações.

Foi então refeita rota com a programação de uma aterrissagem para reabastecimento, em território espanhol, nas Ilhas Canárias.

Foto: APA/EPA

O presidente da Áustria, Heinz Fischer, para minimizar o incidente, foi até o aeroporto prestar assistência a Evo Morales, que apesar dos pesares agredeceu a acolhida

Como o avião presidencial no ar, a França comunicou que a autorização de sobrevoo por território francês havia sido cancelada, inviabilizando o pouso na Espanha.

O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, afirmou que as decisões de Lisboa e Paris foram "tremenda ofensa" ao presidente Evo Morales. Patiño disse que pedirá uma "reunião extraordinária" de ministros das Relações Exteriores da União Sul-Americana de Nações (Unasul) para analisar o incidente com Morales e as denúncias de Snowden.

"Não é possível suspeitar que no avião de Morales viajasse o senhor Snowden, e tiveram o atrevimento de negar a um presidente de uma república sul-americana a passagem por seu espaço aéreo. Isto me parece uma tremenda ofensa". "Daqui enviamos nossa solidariedade ao presidente Morales e a rejeição do que ocorreu com ele".

Na noite desta terça-feira, o avião de Morales pousou no Aeroporto de Viena "sem Edward Snowden" a bordo, informou um funcionário do ministério austríaco das Relações Exteriores."

O presidente austríaco Heinz Fischer foi, cortesmente, até o aeroporto de Viena, encontrar-se com Evo Morales, segundo ele, para assegurar que o presidente boliviano recebesse tratamento condigno a um Chefe de Estado.

Durante sua estada em Moscou, o presidente Evo Morales, em entrevista a TV russa, disse que estava disposto a considerar um pedido de asilo político do americano Edward Snowden, que revelou os programas secretos de espionagem dos Estados Unidos e que está retido, com o passaporte americano cancelado, no aeroporto de Moscou.

Ninguém tem dúvidas que tanto Portugal quanto a França, receberam forte pressão do governo americano para proibir o pouso e o sobrevoo do avião presidencial boliviano.

O gesto é quase uma declaração de guerra, uma agressão inconcebível, a uma nação amiga.

Talvez os americanos, com o gesto, quisessem demonstrar que estão dispostos a jogar pesado com o país que aceitar dar asilo ao seu espião renegado. Exageraram ,porém, na dose. O que pode passar para o público interno e para a comunidade internacional, é a incompetência do serviço secreto EUA, que teria acionado as autoridades para bloquear o avião de Morales, baseado em boatos, que se revelaram falsos. Mais um vexame internacional patrocinado pelo governo Obama.

Foto: Patrick Domingo/AFP

O avião do presidente Evo Morales finalmente autorizado a decolar, rumo a Bolívia, às 05:30, de hoje, horário local, depois de quase 14 horas de permanência forçada no aeroporto de Viena, após terem sido revogadas as proibições de sobrevoo, impostos pelo governos da França, Portugal, Itália e Espanha, no dia anterior

2 de jul. de 2013

Putin diz Snowden só fica na Rússia se parar de divulgar segredos dos EUA, ele pode parar na Venezuela

RÚSSIA – ESTADOS UNIDOS - VENEZUELA
Putin impõe condições para o espião EUA receber asilo
Especula-se que ele pode estar indo para a Venezuela
O americano, Edward Snowden, responsável pela divulgação de segredos dos EUA, ao chegar a Moscou, vindo de Hong Kong, não pode passar pela imigração pois seu passaporte havia sido cancelado. Como personagem de filme, está na zona internacional do aeroporto russo, sem poder sair. As chances de ser resgatado pelo Equador diminui. Há forte expeculação de Nicolas Maduro, presidente da Venezeula, em visita a Rússia, trazê-lo na bagagem, ao voltar à Caracas.

Foto: Reuters

Retido no aeroporto de Moscou, Edward Snowden, o espião americano, busca desesperadamente uma nação para se asilar, longe das garras do governo EUA

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Times of Israel, The New York Times, Los Angeles Times, Izvestia, Komsomoliskaj Pravda, Publico

O presidente Vladimir V. Putin, disse nesta segunda-feira que Edward J. Snowden, o ex-funcionário de segurança nacional, dos EUA, acusado de espionagem, só receberia asilo político na Rússia, se parasse de publicar documentos secretos que prejudicam os interesses dos Estados Unidos.

Putin, porém, deixou nas entrelinhas a decisão de não extraditar o espião, apesar dos esforços dos americanos, a esse respeito.

Snowden pediu asilo político na Rússia na noite de domingo, de acordo com Kim Shevchenko, um funcionário do consulado russo no aeroporto de Sheremetyevo.

Oito dias atrás, 23 de junho, o americano chegou num voo da Aeroflot originário de Hong Kong, aparentemente com a intenção de embarcar em uma conexão para América Latina, o Equador, provavelmente.

Desde então, está retido na zona de transito do aeroporto, uma espécie de limbo geopolítico, depois que as autoridades russas, constataram que o seu passaporte americano havia sido revogado pelo governo dos EUA.

O presidente do Equador, Rafael Correa, segundo o The New York Times, confirmou ter recebido extraoficialmente um pedido de asilo político de Snowden. Mas o presidente latino disse que seu governo não poderia começar a considerar a solicitação até que o espião, estivesse em território equatoriano, no país, ou em alguma das suas embaixadas.

"Ele está na zona internacional do aeroporto de Moscou, sob os cuidados das autoridades russas", disse Correa, "Estritamente falando, o caso não está em nossas mãos."

Foto: Tatyana Makeyeva/Reuters

A imprensa faz plantão diante do aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou, onde encontra-se o espião americano, num limbo geopolítico, legalmente fora do território russo.

Tecnicamente sem passaporte, o americano está impedido de passar pelo controle de imigração da Rússia ou de lá sair para outro país.

As autoridades russas, dizem não ter qualquer responsabilidade, para com o americano, afirmam que a zona de trânsito do aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou, onde Snowden está enclausurada, é legalmente considerado fora das fronteiras da Rússia.

Com essas questões em aberto, a opções de Snowden parecem ter diminuído, e sua escala no aeroporto Sheremetyevo agora corre o risco de esticar indefinidamente, a menos que algo novo aconteça.

Na sua fala, Putin, abriu uma brecha na questão, dizendo: "Se ele quiser ir a algum lugar e eles o aceitarem, por favor, fique à vontade", disse o presidente russo. "Então ele deve escolher para si um país para onde ir. Quando isso vai acontecer, eu infelizmente não sei", concluiu Putin.

Um funcionário do Ministério das Relações Exteriores disse o Los Angeles Times nesta segunda-feira que o Snowden tinha endereçado apelos de asilo político para 15 países, "uma medida desesperada" após as autoridades equatorianas, não demonstrem interesse em regatá-lo.

Sabe-se agora, que o ex-consultor da Agência de Segurança Nacional Edward Snowden solicitou, pedidos de asilo a 21 países: Rússia, Islândia, Equador, Cuba, Venezuela, Brasil, Índia, China, Alemanha, França, Finlândia, Polônia, Áustria, Noruega, Espanha, Bolívia, Itália, Irlanda, Holanda, Nicarágua e Suíça. Vários já rejeitaram, como são os casos da Finlândia, da Índia, da Polônia, da Espanha e do Brasil.

Uma série de figuras públicas na Rússia saíram nos últimos dias em favor de estender ao espião americano, asilo político, na segunda-feira, a questão foi tema de uma mesa-redonda na Câmara Pública, um órgão consultivo do Kremlin.

"Eu acredito que não devemos denunciá-lo, sob nenhum pretexto", disse Aleksandr Sidyakin, um membro proeminente da maioria Partido Rússia Unida. "Parece-me que Snowden é um grande pacifista. Essa pessoa fez muito mais por merecer ganhar o Prêmio Nobel da Paz, do Barack Obama."

Foto: Reuters

Maduro em Moscou ao lado de Putin, primeira viagem internacional, participação do "Fórum de Países Exportadores de Gás". Pode arranjar, de quebra, uma encrenca com os Estados Unidos

O jornal russo Izvestia, sem citar fontes, levanta uma hipótese polêmica, da possibilidade, do presidente da Venezuela, Nicola Maduro, em visita oficial a Rússia, nesta semana, trazer na sua bagagem de volta à Caracas, o espião americano, Edward J. Snowden.

A programação oficial de Nicolas Maduro na Rússia, inclui reuniões com Vladimir Putin e participação do Fórum de Países Exportadores de Gás e até uma cerimônia oficial de nomeação de uma das ruas de Moscou, com o nome de Hugo Chávez. Apesar da Embaixada da Venezuela se recusar a comentar o assunto, diz o jornal, há a possibilidade de entrar na pauta de discussão de Putin e Maduro, a situação de Edward Snowden.

Se Maduro retirar o espião americano da Rússia, livra Putin de um grande embaraço. O presidente venezuelano pode achar que o ato de dá asilo ao dissidente americano, pode lhe dá projeção internacional, apesar de atrair a ira americana contra Caracas. Estranho mesmo é que Edward Snowden, dito pacifista e defensor das liberdades civis, esteja buscando abrigo em países como a China, a Rússia e a Venezuela.


Leia no “thepassiranews”
Delator é de empresa de encarregada segredos da segurança dos EUA

24 de jun. de 2013

A arrogante “democracia” de Vladimir Putin

RUSSIA - EUA – Opinião
A arrogante “democracia” de Vladimir Putin
Uma dezena de manifestantes que participaram de um protesto contra Putin, em Moscou, realizado em maio de 2012, estão sendo julgados por incitar a violência que, segundo a maioria dos observadores, foi iniciada pelas forças de segurança do governo. Alexei Navalny, um popular blogueiro político que deseja se candidatar para concorrer à presidência da Rússia, está sendo julgado por acusações forjadas, para impedi-lo de concorrer ao cargo.

Foto: Kevin Lamarque / Reuters

CONSTRANGIMENTO - Barack Obama e Vladimir Putin, recentemente, num encontro durante a conferencia do G-8, na Irlanda do Norte.

Postado por Toinho de Passira
Reportagem: Denis Corboy, William Courtney e Michael Haltzel, para The New York Times
Fontes: The New York Times, UOL

Os líderes ocidentais têm silenciado quase que totalmente enquanto o presidente russo Vladimir Putin lança uma campanha de táticas típicas de Estados policiais contra os russos que fazem oposição abertamente a ele. No entanto, ao enfatizar as práticas que priorizam os direitos humanos, o Ocidente poderia inspirar os russos que buscam obter mais liberdade sem colocar em risco a maior parte dos objetivos comuns que mantém com a Rússia.

A Rússia não é a versão revivida da União Soviética totalitária. Mas as medidas que Putin adotou após as grandes manifestações de oposição a seu governo começaram a acontecer, no final de 2011, sugerem uma arrogância típica do antigo poder totalitário soviético. Na defensiva, Putin está tentando a todo custo fortalecer sua base política ao mobilizar nacionalistas e xenófobos.

Grupos independentes, como o Golos, que monitora as eleições, e o Memorial, que promove os direitos humanos e a divulgação da história de forma honesta e verdadeira, podem ser fechados em breve pois se recusam a se registrar como "agentes estrangeiros", um termo que, em russo, descreve os espiões.

Nas últimas semanas, o grande mestre de xadrez Garry Kasparov, além de Pavel Durov, fundador da maior empresa de mídia social da Rússia, e de Sergei Guriev, que já dirigiu a principal escola de economia da Rússia, optaram por permanecer no exterior devido ao medo de serem presos por motivos políticos.

Uma dezena de manifestantes que participaram de um protesto contra Putin, realizado em maio de 2012, estão sendo julgados por incitar a violência que, segundo a maioria dos observadores, foi iniciada pelas forças de segurança do governo.

Alexei Navalny, um popular blogueiro político que deseja se candidatar para concorrer à presidência da Rússia, está sendo julgado por acusações forjadas. A condenação de Navalny --que é muito provável-- o tornaria inelegível para concorrer ao cargo

Foto: Aleksandr Utkin/RIA Novosti

Debochar de Putin, na Rússia. é um comportamento de alto risco

Jornalistas que criticam as autoridades russas foram espancados. Outros russos foram presos por acusações inventadas, uma tática criada para intimidar a classe média urbana, que se mostra cada dia mais alienada. A rede de TV estatal alimenta os espectadores com uma rígida dieta de propaganda anti-EUA, superior e incomum até mesmo nos tempos soviéticos.

Apesar do rápido declínio das liberdades pessoais, a maioria dos líderes ocidentais se abstem de fazer críticas mais duras. É possível que eles temam que esse tipo de atitude possa prejudicar a consecução de outros objetivos importantes, mas isso é improvável.

A maior parte dos laços ocidentais com a Rússia são laços de natureza comercial, e eles seriam pouco afetados. A Rússia vende energia para a Europa, os Estados Unidos reembolsam a Rússia por pelos lançamentos espaciais realizados a partir da estação espacial internacional, e os aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) pagam para ter acesso, via território russo, a suas forças instaladas no Afeganistão e para poderem apoiá-las.

A Rússia precisa da tecnologia ocidental para desenvolver seus depósitos energéticos no Ártico e lucra com a ampliação das redes de transporte terrestre entre a Europa e a China.

Para que não reste nenhuma dúvida: a cooperação com a Rússia em algumas áreas é incerta, mas por motivos alheios às políticas ocidentais relacionadas aos direitos humanos. Moscou resiste a pressionar o regime de Assad em Damasco, e provavelmente vê a realização de uma possível conferência internacional sobre a Síria como uma forma de ganhar tempo enquanto continua armando o regime sírio.

As negociações sobre um novo acordo de armas nucleares entre russos e norte-americanos, apregoadas pelo presidente Barack Obama na quarta-feira passada em Berlim, na Alemanha, podem naufragar porque o Kremlin pretende proteger sua enorme vantagem relacionada às armas nucleares não estratégicas e contesta os planos relacionados aos mísseis de defesa dos Estados Unidos.

A Rússia quer que as normas para a concessão de vistos por parte dos países ocidentais a cidadãos russos sejam relaxadas, mas a criminalidade e problemas registrados com viajantes que ficam no exterior com vistos expirados minam essas perspectivas.

Foto: Jeremy Nicholl

A polícia de choque russa é uma das mais violentas do mundo

Na década de 1990, o Ocidente perdeu o apoio popular na Rússia após aconselhar a privatização de propriedades estatais e, em seguida, não ter criticado a corrupção que grassou durante a implementação dessas mesmas privatizações. O Ocidente não deve repetir os mesmos erros agora ao não defender aqueles que têm enfrentado a intensificação da repressão na Rússia.

Os líderes ocidentais poderiam começar pedindo explicações ao Kremlin sobre as atuais violações de direitos praticadas pelo governo russo. Em julho de 2009, na Nova Escola Econômica de Guriev, em Moscou, Obama ressaltou o valor das liberdades de expressão e de associação. Desde então, ele tem sido cauteloso em criticar os abusos observados na Rússia e, infelizmente, manteve-se em silêncio publicamente em relação a esses abusos após sua reunião com Putin na segunda-feira passada, na Irlanda do Norte.

Foto: CTZ

A alemã, Angela Merkel é uma das poucas que reprova publicamente
a política de direitos humanos de Putin

A chanceler Angela Merkel, da Alemanha, tem sido mais direta em relação à situação na Rússia. Em novembro passado, diante de Putin, ela reprovou a condenação das jovens do Pussy Riot, que protestaram pacificamente em uma catedral de Moscou. E, em abril passado, Merkel disse que as organizações independentes da Rússia mereciam uma "boa oportunidade" de atuar.

Os líderes ocidentais devem perceber que a campanha de Putin para limitar as liberdades individuais irá, cada vez mais, restringir o espaço político na Rússia para a cooperação com o Ocidente.

De maneira menos conspícua, os países ocidentais também poderiam fazer mais: eles deveriam, por exemplo, oferecer mais espaço para que grupos independentes apresentassem provas sobre os abusos cometidos na Rússia.

Da mesma maneira, essas nações poderiam fornecer mais treinamentos e capacitações --fora da Rússia-- aos líderes das organizações sitiadas pelo governo russo. E, com certeza, até mesmo os pais mais céticos em relação às influências ocidentais querem que seus filhos obtenham uma educação mais globalizada dentro da própria Rússia ou no exterior --coisa que o Ocidente pode facilitar.

Já passou da hora de os líderes ocidentais promoverem um reequilíbrio de suas políticas relacionadas à Rússia e colocarem os direitos humanos e as liberdades políticas de volta na pauta de negociações.

Essa busca não deve ser uma cruzada. Pelo contrário, ela deve se tornar uma parte mais integral da política ocidental. Esse tipo de postura também enviaria uma mensagem de boas vindas para os agressores e as vítimas de outros países.


9 de abr. de 2013

Ativistas do 'Femen', de topless, protestam contra Putin na Feira de Hannover

ALEMANHA - RÚSSIA
Ativistas do 'Femen', de topless,protestam
contra Putin na Feira de Hannover
Manifestantes com seios a mostra tumultuaram nesta segunda-feira (8) a visita do presidente russo Vladimir Putin ao Salão da Indústria de Hanover, Alemanha, que ele inaugurou ao lado da chanceler alemã Angela Merke.

Foto: Jochen Lübke/DPA/AFP

O presidente russo, Vladimir Putin, parece gostar do que viu, diante da aproximação da manifestante do Femen ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Portal Angola, Stern, G1, The Sun, Euronews, Uol, The Tlegraph

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e a chanceler alemã Angela Merkel estavam no estande da montadora alemã Volkswagen, nesta segunda-feira, na Feira Industrial de Hannover (Alemanha), quando quatro ativistas do Femen, grupo feminista de origem ucraniana que costuma fazer manifestações com os seios à mostra, invadiram o local aos gritos de "Foda-se ditador!". Foi uma ação rápida, mas logo contida pela segurança, apesar de uma das manifestantes ter chegado muito próxima dos chefes de estado.

A visita de Putin a Hannover gerou expectativa por causa das operações contra as ONGs em seu país após a promulgação de uma lei no ano passado que obriga as que recebem financiamento do exterior a se registarem como "agentes estrangeiros". A medida atingiu várias ONGs internacionais, incluindo fundações políticas alemãs.

Manifestantes de organizações pró-direitos humanos e do partido Verde se concentraram para protestar pela posição de Moscou em relação às ONGs no pavilhão onde Putin e Merkel inauguraram a feira, na noite de domingo (7).

Na ocasião, em pronunciamento, a chanceler alemã pediu a Putin e a Rússia uma "oportunidade às organizações não governamentais e às múltiplas associações das quais sabemos, aqui na Alemanha, que são um motor para a inovação".

A Feira Industrial de Hannover, da qual a Rússia é o país convidado nesta edição, ficará até o próximo dia 12 e conta com 6.500 expositores de 62 países para apresentar suas últimas novidades sob o lema "Indústria integrada" e abordar a troca de dados entre diferentes máquinas, fábricas e componentes.

Fotos: Jochen Lübke/DPA/AFP








Quanto a incidente o presidente da Rússia, Vladimir Putin, aparentemente bem humorado disse que "gostou" do protesto de mulheres seminuas contra ele.

"Sobre a performance delas, eu gostei", brincou Putin ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel, durante uma coletiva de imprensa. "Eu não entendi o que elas estavam gritando, nem vi se eram loiras, morenas ou ruivas", disse.

O grupo de mulheres protestava contra Putin devido à prisão das integrantes da banda de punk Pussy Riot.

De acordo com o jornal "Telegraph", Putin criticou a atuação dos seguranças: "Esses caras caíram em cima das moças. Não pareceu certo para mim, eles poderiam ter sido mais gentis".

"Se alguém quer debater questões políticas, então é melhor fazê-lo com roupas, e não ficando nu. Deveriam tirar a roupa em outros lugares, como em praias nudistas", disse Putin finalizando.