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19 de set. de 2013

Em entrevista Papa Francisco critica obsessão da Igreja com gays, aborto e contracepção

VATICANO
Em entrevista Papa Francisco critica obsessão
da Igreja com gays, aborto e contracepção
O Papa Francisco, na primeira longa entrevista durante seus seis meses de papado, procurou estabelecer um novo tom para a igreja, dizendo que deveria ser uma "casa de todos" e não uma "capelinha", focada na doutrina, a ortodoxia e uma agenda limitada de ensinamentos morais.

Foto: Tony Gentile/Reuters

Quem é Jorge Mario Bergoglio? – perguntou o entrevistador.
Eu sou um pecador. Esta é a definição mais precisa. – respondeu o Papa Francisco

Postado por Toinho de Passira
Fontes: American Magazine, Washington Post, The New York Times, The Daily Beast, Publico, Radio Vaticano , G1, Reuters

Com o título ”Um grande coração aberto a Deus” a revista jesuíta La Civiltà Cattolica, publicou uma longa entrevista com o Papa Francisco, onde ele afirmou que a Igreja Católica deve abandonar sua obsessão com pregações a respeito do aborto, da contracepção e da homossexualidade sob o risco de que todo o seu edifício moral desabe "como um castelo de cartas".

Em uma conversa excepcionalmente franca Francisco disse que a Igreja "se fechou em coisas pequenas, em regras tacanhas" e que não deveria ser tão ávida em condenar os outros.

Os padres, disse o papa, deveriam ser mais acolhedores, e não burocratas frios e dogmáticos. O confessionário, afirmou, "não é uma câmara de tortura, e sim um lugar em que a misericórdia do Senhor nos motiva a melhorarmos".

Seus comentários foram elogiados por católicos liberais e devem ser vistos com preocupação por conservadores. O pontífice argentino, primeiro papa não-europeu em 1.300 anos e primeiro jesuíta a ocupar o cargo, não citou a perspectiva de uma mudança iminente nos ensinamentos morais.

Mas, na longa entrevista ao padre jesuíta Antonio Spadaro, diretor da revista Civiltà Cattolica, ele disse que a Igreja precisa encontrar um novo equilíbrio entre a preservação das regras e o exercício da misericórdia. "Do contrário, até o edifício moral da Igreja deve cair como um castelo de cartas."

Francisco também acenou com a possibilidade de um maior envolvimento das mulheres na Igreja, mas deixou claro que isso não incluirá a ordenação de mulheres.

Foto: Alessandro Di Meo/European Pressphoto Agency

O Papa criticou a igreja por "colocar os dogmas antes do amor".

SOCIALMENTE FERIDOS

Contrariando a posição de seu antecessor, Bento 16, segundo quem a homossexualidade é um distúrbio intrínseco, Francisco disse que, ao ouvir homossexuais se queixarem que sempre foram condenados pela Igreja e que se sentiam "feridos socialmente", ele respondeu que "a Igreja não quer fazer isso".

O papa reafirmou as declarações feitas inicialmente no avião que o levou de volta à Itália após visita ao Brasil, em julho, quando disse que não poderia recriminar homossexuais que tenham boa vontade e que busquem Deus.

"A religião tem o direito de expressar sua opinião a serviço da gente, mas Deus na criação nos deixou livres. Não é possível interferir espiritualmente na vida de uma pessoa", afirmou o pontífice.

A Igreja, prosseguiu, deve se enxergar como "um hospital de campanha após uma batalha", tentando curar as feridas mais graves da sociedade, sem ficar "obcecada com a transmissão de uma multidão desconjuntada de doutrinas a serem impostas insistentemente".

O diretor do grupo liberal Fé na Vida Pública, John Gehring, disse que "este papa está resgatando a Igreja daqueles que pensam que condenar gays e se opor à contracepção define o que significa ser católico real".

"É uma mudança notável e refrescante."

Francisco mencionou as críticas contra ele no meio conservador.

"Nós não podemos insistir somente sobre questões relacionadas ao aborto, o casamento gay e o uso de métodos contraceptivos. Isso não é possível. Eu não falei muito sobre essas coisas e fui repreendido por isso", disse ele.

Na semana passada, o bispo Thomas J. Tobin, de Providence, Rhode Island, falou em nome de muitos católicos conservadores quando disse que estava desapontado que o papa não tinha abordado o "mal do aborto" mais diretamente para encorajar ativistas antiaborto.

"Acho que este é o verdadeiro início de seu pontificado", disse Massimo Faggioli, teólogo da Universidade de St. Thomas em St. Paul, Minnesota. "O quadro geral é uma Igreja que não está impondo um teste às pessoas antes mesmo de pensarem se ficam ou saem."


Leia a entrevita completa no site da La Civiltà Cattolica

18 de ago. de 2013

Beijo gay no Mundial de atletismo em Moscou

RUSSIA - Polêmica
Beijo gay no Mundial de atletismo em Moscou
Depois de Isinbayeva, Medalha de Ouro, em salto com vara, defende a lei antigay, outras atletas russas, russas, Kseniya Ryzhova e Tatyana Firova, beijaram-se no pódio, ao comemoravam vitória no revezamento 4x400 metros no Mundial de Moscou. Estão protestando ou estão se amando? Eis a questão

Foto: Grigory Dukor/Reuters

AMOR, PROSTESTO OU TRADIÇÃO? - Atletas russas Kseniya Ryzhova e Tatyana Firova comemoram com um beijo gay o ouro na prova 4x400m , em Moscou

Postado por Toinho de Passira
Fontes:  Komsomoliskaj Pravda …, Huffington Post, Veja, Uol - Esporte, Terra, El Mundo, Diário da Russia

Depois de vencerem, na tarde deste sábado, o revezamento 4x400 metros no Mundial de Atletismo em Moscou, as russas Kseniya Ryzhova e Tatyana Firova comemoraram a vitória com um breve "selinho" sobre o pódio.

O gesto podia ser mais uma tradição russa de beijar na boca, comum até entre homens, mas no caso foi interpretado como uma mensagem de desacordo contra a compatriota e estrela do atletismo Yelena Isinbayeva, que conquistou medalha de ouro no salto com vara, que em entrevisa coletiva defendeu a lei antigay, que tem recebido críticas e ameaça a realização dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi-2014, na Rússia.

A lei antigay russa, aprovada em junho pelo presidente Vladimir Putin, não permite que menores de 18 anos obtenham informações relativas à homossexualidade. Além disso, proíbe a adoção de crianças por casais do mesmo sexo, além de coibir qualquer tipo de manifestação a favor da união homoafetiva. Parada gay então, nem pensar.

Foto: Reuters

Yelena Isinbayeva conquistou o ouro e defendeu a legislação russa antigay

Em entrevista, Isinbayeva chegou a dizer que os russos se consideram “pessoas normais”, que vivem “com homens ao lado de mulheres e mulheres ao lado de homens”. “Tudo deve ser assim, é histórico. Nós nunca tivemos problemas assim na Rússia, e não queremos ter no futuro”, afirmou a atleta.

No dia seguinte, após saraivada de criticas, de outros atletas, da imprensa ocidental e até da mídia russa, Isinbayeva, voltou atrás, alegou a dificuldade de se expressar em inglês, como fazia na entrevistas, dizendo que tudo não passou de um mal entendido. Não teria preconceito contra os gays e referia-se apenas a atletas de outros países que vieram para a competição com as unhas pintadas com as cores da "bandeira do arco-íris", um símbolo da comunidade LGBT. De acordo com Isinbayeva, este comportamento é um desrespeito ao país anfitrião da competição. “Nós temos nossas leis e todos têm que respeitar. Quando vamos a outros países nós tentamos seguir suas regras", declarou.

Foto: Erik Mårtensson / Scanpix/espn/ESPN

A saltador sueca Emma Green-Tregaro, que pintara as unhas com a cor do arco-iris em apoio a comunidade LGBT russa, exibe as unhas vermelhas após ter sido “convencida" a não se intrometer com as leis locais

Referia-se a saltadora sueca Emma Green-Tregaro, que participa do Mundial de Moscou, publicou uma foto em seu Instagram em que mostra suas unhas pintadas com as cores do arco-íris, um dos símbolos da luta gay. Depois da polêmica, porém, a atleta foi proibida de repetir o gesto durante a competição neste sábado.

“Fomos abordados informalmente pela Iaaf (Associação Internacional de Federações de Atletismo, em inglês) dizendo que isso é, por definição, uma violação das regras. Informamos nossos atletas sobre isso", disse Anders Albertsson, secretário-geral da federação de atletismo sueca, à agência Reuters.

A nova lei permiti condenar quem divulgar informação com acesso a menores sobre "orientações sexuais não tradicionais", ou que "propague como atraentes as relações sexuais não tradicionais". Também poderão ser punidos os que se dedicarem a divulgar "a ideia tergiversada de que as orientações sexuais tradicionais e não tradicionais têm igual valor social" e os que "impuserem informação sobre as relações sexuais não tradicionais que provoque o interesse por essas relações".

Isinbayeva que também é embaixadora das Olimpíadas de Inverno de 2014, disse esperar que a lei não cause um boicote à competição.

"Claro que não suporto o boicote. Também sou contra essa polêmica e fico triste que atletas sejam envolvidos nela. Não estamos proibindo que alguém participe da competição mesmo que tenha relações fora das tradicionais", finalizou a russa.

Na quarta-feira, americano Nick Symmonds, corredor de 800 metros, tinha gerou polêmica por dedicar sua medalha de prata para os seus amigos gays. "Se você é gay, hetero, branco ou negro: todos merecem os mesmos direitos", disse ele à agência de notícias russa R-Sport Symmonds.

A homossexualidade não é proibida na Rússia, mas enfrenta um forte tabu. Putin é chamado de Czar da homofobia, por apoiar as causas antigays.

Recentemente, o vice-diretor da televisão estatal, Dimitri Kisselyov, disse ao jornal "Izvestia" o coração de homossexuais mortos não deve ser utilizado para os transplantes.

Foto: Cris Toala Olivares/Reuters

Mnifestante carregam cartaz com imagem do Presidente Putin maquiado

29 de jul. de 2013

Papa diz que gays, devem estar integrados e não devem ser julgados ou marginalizados pela sociedade

BRASIL – Papa Francisco no Brasil
Papa diz que gays, ao invés de julgados ou marginalizados, devem integrar a sociedade
Repercutiu em todo mundo, a declaração do Papa Francisco, indicativa de respeito e para com os gays, feita durante voo, de regresso a Roma, na volta da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro

Foto: Luca Zennaro/\Pool/Reuters

Papa Francisco : "Se uma pessoa é gay e procura Deus, quem sou eu para julgá-la?".

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Veja, The Guardian, The New York Times, Corriere della Sera, Clarin, El Pais, Le Monde

O jornal inglês The Guardian, diz que os jornalista que regressavam à Roma, no mesmo voo do Papa, num jato da Alitalia, não esperavam muito da viagem de volta, embora na ida, o Papa Francisco tenha visitado a classe econômica onde se instalara os correspondentes e conversara rapidamente.

A correspondente do Jornal Nacional, a repórter Ilze Scamparini, uma veterana e cobertura do Vaticano, disse que o assunto em pauta, entre os jornalistas, era de que eles, que haviam coberto a viagem do Papa ao Brasil, estavam aparentemente mais cansados, que o Papa Francisco, nos seus 76 anos, que cumprira com desenvoltura e jovialidade, uma exaustiva agenda.

Então aconteceu o inesperado, o papa Francisco, deixou a primeira classe, onde viajava e visitou, novamente, pouco tempo depois da decolagem, a área reservada aos jornalistas, e concedeu de improviso, sem perguntas prévias, sem barreiras, uma longa entrevista coletiva.

O pontífice conversou com os jornalistas por uma hora e vinte e dois minutos, em pé. Francisco fez um balanço da viagem ao Brasil e surpreendeu ao tocar em temas delicados, como a reforma da Cúria Romana, o lobby gay e a evasão de fiéis. E, claro, falou de suas impressões sobre o Brasil.

"Boa noite. Foi uma bela viagem, mas estou bastante cansado", disse o papa aos jornalistas. "A bondade e o coração do povo brasileiro são muito grandes. Esse povo é tão amável, é uma festa. No sofrimento (o povo) sempre acha um caminho para fazer o bem em alguma parte. É um povo alegre, um povo que sofreu tanto. É corajosa a vida dos brasileiros, eles têm um grande coração."

"A atmosfera era de quase incredulidade", disse John L Allen, um veterano observador do Vaticano para o National Catholic Reporter, que estava a bordo do vôo. "Nós nunca vimos algo parecido em 20 anos de cobertura."

O Papa falou de vários temas, de todos que foram levantados pelos jornalistas, mas a resposta que ele deu quando perguntado pela repórter brasileira, Ilze Scamparini, sobre lobby gay no Vaticano, foi o destaque na imprensa internacional.

Francisco disse: "Se uma pessoa é gay e procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu, por caridade, para julgá-la?”

”O catecismo da Igreja católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados, mas integrados à sociedade". O jornalista registraram também que o Papa usou a palavra "gay" em vez de "homossexual", como preferiam seus antecessores. Um detalhe é que ele agradeceu a jornalista, a pergunta, por ter lhe dado oportunidade de esclarecer seu ponto de vista.

Para o jornal britânico The Guardian, a segunda-feira foi o dia em que o "o papa alcançou o público gay". O jornal americano New York Times, por sua vez, classificou o pronunciamento como "como uma aproximação conciliatória de tirar o fôlego para questões cruciais que dividem os católicos". O periódico também qualificou a conferência como "sem precedentes".

O italiano Corriere Della Sera afirmou que a fala de Francisco foi "uma lição de liberdade que terminou com um aplauso geral de setenta jornalistas de todo o mundo." O Clarín, de Buenos Aires, cidade natal de Jorge Mario Bergoglio, considerou que o papa "abordou quase todas as questões espinhosas que afetam a Igreja". Na visão do jornal espanhol El País, o Papa falou "sem se esquivar dos assuntos mais agudos".

O periódico francês Le Monde interpretou o comportamento transparente de Francisco "como uma tentativa de dar uma outra face à Igreja Católica, se diferenciando de seu antecessor conservador, Bento XVI."

6 de jul. de 2013

Deputados costariquenhos 'desatentos' aprovam, sem querer, união gay,

COSTA RICA - LGBT
Deputados costariquenhos 'desatentos'
aprovam, sem querer, união gay
Numa decisão inusitada, o Legislativo da Costa Rica aprovou ‘acidentalmente’, nesta semana, o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Durante os debates, um deputado propôs a mudança de redação de um dos artigos da lei em discussão. A ala conservadora do parlamento não percebeu que o novo texto permitirá, em tese, o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Agora falam em ir buscar a justiça para anular a lei que eles mesmo aprovaram.

Foto: Rodrigo Arangua / AFP

Imagens da "Marcha de los Invisibles", 2012, a versão costariquenha da “parada Gay”

Postado por Toinho de Passira
Fontes: La Nacion, Tico Times, Crhoy, Yahoo - Noticia, Estadão

A bancada conservadora do Parlamento da Costa Rica ficou estarrecida esta semana ao perceber que havia aprovado acidentalmente a união civil entre pessoas do mesmo sexo no país.

O episódio de desatenção da direita costarriquenha ocorreu durante a votação de um projeto de lei para regulamentar os serviços sociais.

O projeto foi posto a votação no início da semana e aprovado por unanimidade, porque a bancada conservadora no Congresso não se deu conta de uma mudança na versão final do texto.

Antes, o projeto de lei referia-se ao casamento como "uma união entre um homem e uma mulher". A versão definitiva, no entanto, "confere os direitos e os benefícios sociais a qualquer união civil, livre de discriminação".

Depois de perceberem a mudança, os deputados conservadores pressionaram a presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, a vetar a lei, mas ela se recusou e a sancionou nesta-sexta-feira, à noite.

A mudança no texto foi proposta durante o debate pelo deputado José Villalta, da bancada de esquerda no Congresso, e passou desapercebido pelos conservadores.

"O problema é que há deputados que não leem aquilo que votam", criticou o próprio Villalta, em tom de deboche.

O deputado conservador Justo Orozco, do Partido da Renovação Cristã Costarriquenha, uma espécime de Pastor Feliciano local, contestar a nova lei, que ele mesmo aprovou, na justiça, apesar do parágrafo em questão ter sido aprovado por unanimidade.

Quem diria? Existe sim, um parlamento pior que o brasileiro.

6 de abr. de 2013

Daniela Mercury faz sucesso, ao sair do armário

BRASIL – Causa Gay
Daniela Mercury, faz sucesso, ao sair do armário
Recém-separada do publicitário italiano Marco Scabia, a cantora baiana Daniela Mercurysurpreendeu o público nesta quarta-feira (3) ao assumir um relacionamento com uma mulher. "Malu agora é minha esposa, minha família, minha inspiração pra cantar", escreveu a artista em sua página no Instagram. Não foi censurada ou criticada, pela maioria, mesmo quando se soube que tomara a namorada de sua assessora, a jornalista Malu Verçosa. A história está sendo noticia de capa das revistas Veja e Época desta semana

Foto:

Daniela Mercury assunto de capa das revistas Veja e Época

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Quem, G1, Terra, Época, Veja, Folha de S. Paulo

Segundo a revista Época a cantora Daniela Mercuryviajou para a Europa em 10 de março. Como embaixadora do Unicef, braço das Nações Unidas que zela pelos direitos das crianças, participou dos preparativos para um encontro de embaixadores brasileiros e suecos, a ocorrer no Brasil neste ano. Com dois shows marcados em Portugal no início de abril, ficou por lá e esperou que a namorada, Malu Verçosa, fosse a seu encontro.

Malu Verçosa é editora-chefe do Bahia Meio Dia, da Rede Bahia (filiada à Globo).

Daniela e Malu, que começaram a namorar pouco depois do Carnaval, resolveram mandar ao Brasil um recado em forma de imagens pela rede social Instagram.

Foto: Instagram

As fotos no Instagram, revelando a relação

Quatro fotos simpáticas dos rostos bem próximos e sorridentes, das mãos com alianças e um textinho singelo de Daniela – “Malu agora é minha esposa, minha família, minha inspiração para cantar” – tornaram-se um manifesto poderoso sobre direitos iguais e o direito à diferença.

Não houve outro assunto nas redes sociais na quarta-feira, 3 de abril. O nome da artista esteve nos tópicos mais comentados do Twitter. No Google, em poucas horas havia meio milhão de referências sobre o tema. O casal gostou da reação do público.

“O apoio dos brasileiros mostra que somos um povo avançado e civilizado.

Capa Edição 776 (Foto: Reprodução)

Segundo a revista QUEM, a decisão de falar sobre seu novo relacionamento foi tomada após as declarações da cantora Joelma, da Banda Calypso, que afirmou em entrevista à revista "Época" que "lutaria até a morte" para "converter" seu filho caso ele fosse gay. A decisão de Daniela teria sido uma resposta indireta a estes comentários. "Todo mundo sabe que ela é muito política, além da Joelma também tem a influência do Feliciano", afirmou a fonte da revista QUEM, que preferiu não se identificar, referindo-se ao pastor Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, que tem causado polêmica ao se manifestar contrário ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Malu seria próxima a Daniela desde antes de assumirem o relacionamento. Em novembro do ano passado, a jornalista foi fotografada no mesmo evento que a cantora baiana, durante a gravação do DVD do cantor Pablo.

“A intenção era comunicar nosso casamento, mas coincidiu com o momento que o Brasil vem passando”, diz Malu, mulher de Daniela. “É muito bom que algo pessoal de alguém importante como Daniela sirva para uma luta em que ela acredita e que defende.”

Daniela tem cinco filhos: Gabriel, 26, Giovanna, 25, de seu primeiro casamento, além de Márcia, 14, Analice, 10, e Ana Isabel, de 2, adotadas ainda durante seu relacionamento com Scabia.

Não é de hoje que o envolvimento de Daniela Mercurye Malu Verçosa é comentado. Durante o Carnaval, surgiram boatos de que a cantora teria se envolvido com Malu, que na época ainda namorava com a assessora de Daniela, Fabiana Crato, de acordo com o jornal baiano "A Tarde".

Ainda segundo a publicação, após descobrir o envolvimento de sua ex com Daniela, Fabiana, que era a "faz tudo" da cantora, pediu demissão de seu cargo e deixou de prestar serviços à artista.

Foto: Revista QUEM

Malu Verçosa ao fundo enquanto Daniela é entrevistada durante evento em novembro


14 de jan. de 2013

Centenas de milhares protestam contra casamento gay em Paris

FRANÇA
Centenas de milhares protestam
contra casamento gay em Paris
Surpreende e causa estranheza que a liberal e permissiva França, país que sempre esteve na dianteira da evolução dos costumes e da tolerância no mundo ocidental, tenha esse tipo de manifestação reacionária em pleno século XXI..

Fotos: Lionel Bonaventure / AFP



Manifestantes protestam contra casamento gay em Paris; marcha reuniu ao menos 340 mil

Postado por Toinho de Passira
Fontes: AFP, Le Figaro, Le Monde, BBC Brasil

Centenas de milhares de manifestantes saíram às ruas de Paris para protestar contra os planos do governo de conceder a casais gays o direito de se casar e adotar crianças.

Três grandes marchar convergiram neste domingo para o Champs de Mars, um grande parque perto da torre Eiffel.

O governo socialista de François Hollande está planejando fazer uma mudança na lei neste ano.

Mas os manifestantes, apoiados pela Igreja Católica e pela oposição de direita, argumentam que isso poderia minar um elemento essencial da sociedade.

Os organizadores das marchas disseram que o evento reuniu 800 mil pessoas - que chegaram a Paris em ônibus e trens. Eles portavam cartazes dizendo: "Não queremos sua lei, François" e "Não toque no meu código civil".

Já a polícia e um ministro do governo afirmaram que o número total de manifestantes não passou de 340 mil. Uma marcha similar realizada em novembro do ano passado reuniu 100 mil pessoas.

O evento foi liderado por uma comediante conhecida como Frigide Barjot, que disse a uma emissora de televisão francesa que o casamento gay "não faz sentido", porque uma criança "deve nascer de um homem e uma mulher".

Teste para o presidente

Foto: Vincenzo Pinto/AFP

Ativistas do grupo feminista Femen fazem protesto no Vaticano.

Apesar da França permitir a união entre casais do mesmo sexo, Hollande prometeu durante a campanha presidencial expandir esse direito.

O líder do grupo parlamentar de centro-direita UMP (União por um Movimento Popular), Jean-François Cope, disse que o evento seria um "teste" para o presidente porque "claramente milhões de franceses estão preocupados com essa reforma".

A Frente Nacional, de extrema direita, também se opôs à mudança, apesar de sua líder, Marine le Pen, não ter participado das marchas. Ela argumentou que o tema distrai os políticos dos problemas "reais" da França.

Apesar do apoio da Igreja e dos partidos de direita, os organizadores dizem que o movimento não é político nem religioso, tampouco dirigido contra os homossexuais, segundo o correspondente da BBC em Paris, Hugh Schofield.

Uma pesquisa de opinião com cerca de 1.000 pessoas, publicada pelo jornal Le Nouvel Observateur no fim de semana, revelou que 56% dos franceses apóiam o casamento gay, mas 50% desaprovam a adoção de crianças por gays.

Ainda segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados desaprovam o posicionamento da igreja contra a legislação francesa.

Pesquisas anteriores haviam indicado um apoio mais forte ao casamento gay.

Enquanto os manifestantes chegavam a Paris, quatro ativistas ucranianas fizeram seu próprio protesto pelos direitos dos gays na Praça de São Pedro, no Vaticano.

As mulheres do movimento feminista Femen apareceram fazendo topless enquanto o papa bento 16 recitava uma oração.

Foto: Vincenzo Pinto/AFP
A polícia deteve as manifestantes. Uma delas foi atacada por um fiel com golpes de guarda-chuva.


15 de ago. de 2012

Primeiro casamento gay budista aconteceu em Taiwan

TAIWN
Primeiro casamento gay budista aconteceu em Taiwan
No sábado, 11, duas mulheres uniram-se numa cerimônia budista, na Ilha de Taiwan. Das religiões tradicionais, o budismo é a única que aceita a união entre pessoas do mesmo sexo, se isso “torna a pessoa mais feliz”. Simples assim!

Foto: Wally Santana/Associated Press

Após sete anos de namoro You Ya-ting (direita) e sua companheira Huang Mei-yu se casaram em uma cerimônia simbólica neste sábado (11) em um templo budista na cidade de Taoyuan, em Taiwan. Foi o primeiro casamento gay budista realizado na ilha, que ainda não reconhece oficialmente a união de pessoas do mesmo sexo

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Diário de Notícias, Huffington Post, Notícia UOL

Duas mulheres casaram-se neste sábado em Taiwan, na primeira cerimônia de casamento budista entre pessoas do mesmo sexo. Ativistas dos direitos dos homossexuais esperam que a cerimonia ajude a ilha a se tornar a primeira nação asiática a legalizar o casamento gay.

Fish Huang e You Ya-ting usaram vestidos de noiva tradicionais para dizer o "sim" em frente a uma estátua de Buda e trocaram votos em vez de alianças em um monastério em Taoyuan, no norte de Taiwan. Cerca de 300 monges entoaram sutras para abençoar o casal, ambas por volta dos 30 anos.

A cerimônia foi presidida pela mestre budista Shih Chao-hui, que destacou que a iniciativa era um momento histórico.

"Estamos testemunhando a história. Essas duas mulheres desejam lutar pelo seu destino... superar o preconceito", declarou Shih, conhecida por defender a igualdade social.

Foto: Pichi Chuang/Reuters

You Ya-ting e Huang Mei-yu não trocaram alianças, trocam terços budistas durante cerimônia de casamento

Os pais das noivas, no entanto, não compareceram à cerimônia, mostrando que a pressão social e familiar aos homossexuais ainda é grande. Taiwan é uma das sociedades mais liberais culturalmente no leste asiático. Grupos de defesa dos homossexuais pedem ao governo que a união gay seja legalizada e esperam que a cerimônia seja um incentivo para a iniciativa.

A união civil entre pessoas do mesmo sexo é contestada pelos líderes das principais religiões, credos e profissões de fé do planeta. Católicos, muçulmanos, judeus, hindus, evangélicos e espíritas vêem na união entre homossexuais uma alteração do conceito de família. A exceção são os seguidores do budismo.

Os budistas defendem essa opção se ela "tornar alguém mais feliz".

O presidente da União Budista Nacional de Portugal, Paulo Borges, falando ao Diário de Notícias explica: " De acordo com os princípios do budismo de pretender libertar a mente de tudo o que faz sofrer, nessa perspectiva, se o casamento entre pessoas do mesmo sexo contribuir para tornar alguém mais feliz então somos a favor".

Vida longa e felicidade para Fish Huang e You Ya-ting.

Foto: Pichi Chuang/Reuters

You Ya-ting (esquerda) e Huang Mei-yu posam para foto com amigos e parentes depois da cerimônia simbólica de casamento


16 de mai. de 2012

Apoio a causa gay, não altera popularidade de Obama

ESTADOS UNIDOS – Eleições 2012
Apoio a causa gay, não altera popularidade de Obama
Apesar de todo o barulho da mídia, a declaração de apoio ao casamento gay, feita pelo presidente americano, (a capa da edição da "Newsweek" que estará nas bancas na próxima semana, tem Obama na capa com a manchete “O primeiro presidente gay”) e do debate político acirrado, as pesquisas indicam que o presidente nem foi prejudicado nem favorecido eleitoralmente, com esse episódio.

Capa da "Revista Newsweek" da próxima semana

Obama na capa da Newsweek: "Primeiro presidente Gay"

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters , Exame, Publico, Bom dia Brasil, The Daily Best

Na capa da edição da "Newsweek" que estará nas bancas em 21 de maio mostra uma fotomontagem do presidente Barack Obama com uma auréola com as cores do arco-íris - símbolo das bandeiras dos grupos militantes de homossexuais, bissexuais e transexuais, acrescida da polêmica manchete: “O primeiro presidente gay” A matéria de capa da edição da "Newsweek" foi escrita pelo jornalista Andrew Sullivan, ativista político e homossexual.

Sullivan antecipou em seu blog parte do conteúdo da matéria: "Obama teve de descobrir sua identidade como negro e depois se reconciliar com sua família branca, da mesma maneira que os homossexuais descobrem sua identidade e depois têm de se reconciliar com sua família heterossexual".

Diz também que a decisão de Obama de se anunciar favorável ao casamento homossexual não foi uma manobra política apenas visando às eleições presidenciais de novembro.

"Quando alguém faz uma pausa e avalia o histórico de Obama sobre os direitos dos homossexuais, percebe que, de fato, isto não foi uma aberração", destacou o blogueiro. "Foi a culminação inevitável de três anos de trabalho".

A manifestação de apoio do presidente Barack Obama ao casamento entre homossexuais, porém, apesar de inflamar as paixões políticas, não melhorou sua popularidade, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na terça-feira.

De acordo com a pesquisa, 31 por cento dos norte-americanos veem Obama de forma mais favorável por causa da declaração dele, enquanto 30 por cento passaram a vê-lo de forma menos favorável. Para 40 por cento, o anúncio não alterou a opinião sobre o presidente.

Obama disse que seu anúncio sobre o tema foi uma decisão pessoal, mas ele com isso abriu um intenso debate político, junto com especulações de que isso teria sido uma manobra para ajudá-lo na disputa pela reeleição em novembro.

Mitt Romney, favorito para ser o candidato republicano a presidente, é contra o casamento gay, e não teve como evitar que a questão tirasse o foco dos seus esforços para atacar a atuação de Obama na economia.

A questão do casamento gay é vista de forma muito diferente entre republicanos e democratas. No caso de simpatizantes do partido democrata, 53 por cento passaram a ver Obama de forma mais favorável após o anúncio; entre os republicanos, 56 por cento passaram a vê-lo de forma mais negativa.

Julia Clark, do instituto Ipsos, disse que essa divisão pode ser útil para os republicanos, que historicamente, segundo ela, têm mais sucesso na mobilização de seus seguidores em torno de questões sociais polêmicas.

"A extrema polarização que vemos na clivagem entre democratas e republicanos é (...) bastante substancial", disse Clark.

"Quando vemos os dois grupos separadamente, acho que isso pode definitivamente mexer nas coisas na disputa nos próximos meses, dependendo de quem for capaz de se mobilizar mais efetivamente."

Foto: Associated Press

O cantor Ricky Martin apresentou um evento, cujos ingressos custavam U$ 5 mil, para arrecadar fundos para a campanha eleitoral do presidente Obama, no Museu de Arte Rubin, em Nova York, em um evento organizado por uma organização LGBT.


10 de jan. de 2012

Casamento gay é uma ameaça à humanidade, diz Bento 16

VATICANO
Casamento gay é uma ameaça à humanidade, diz Bento 16
O Papa afirmou que o casamento entre homem e mulher não é uma simples convenção social, mas a célula fundamental da sociedade

Foto: Alessia Pierdomenico/Associated Press

Bento 16, condenando, com veemência, o casamento gay, diante de diplomatas credenciados no Vaticano

Postado por Toinho de Passira
Fontes:O Globo, Reuters, New York Daily News, Digital Journal

O papa Bento 16 disse na segunda-feira que o casamento homossexual é uma das várias ameaças atuais à família tradicional, pondo em xeque "o próprio futuro da humanidade".

Foram as declarações mais fortes já proferidas pelo pontífice contra o casamento homossexual, durante um pronunciamento de ano novo a diplomatas de quase 180 países credenciados no Vaticano, abordando questões econômicas e sociais contemporâneas.

Segundo Bento 16, a educação das crianças precisa de "ambientes" adequados, e "o lugar de honra cabe à família, baseada no casamento de um homem com uma mulher".

"Essa não é uma simples convenção social", disse o papa, "e sim a célula fundamental de cada sociedade. Consequentemente, políticas que afetam a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade".

Em vários países -principalmente no mundo desenvolvido-, autoridades eclesiásticas católicas protestam contra iniciativas voltadas para a legalização do casamento gay. Nos EUA, um dos principais paladinos dessa causa é o arcebispo de Nova York, Timothy Dolan, que será sagrado cardeal pelo papa em fevereiro.

Numa recente carta, Dolan criticou o presidente Barack Obama por sua decisão de não apoiar uma proibição federal ao casamento homossexual, e alertou que essa política pode "precipitar um conflito nacional de enormes proporções entre a Igreja e o Estado".

A Igreja Católica, que tem 1,3 bilhão de seguidores no mundo, prega que as tendências homossexuais não são pecado, mas que os atos homossexuais são, e que as crianças devem crescer em uma família tradicional, com um pai e uma mãe.

"A unidade familiar é fundamental para o processo educacional e para o desenvolvimento dos indivíduos e Estados; daí a necessidade de políticas que promovam a família e auxiliem na coesão social e no diálogo", disse Bento 16 a diplomatas.

O casamento gay já é legal em vários países europeus, como Espanha e Holanda. Algumas religiões que autorizam o casamento gay e a ordenação de mulheres e homossexuais como clérigos têm perdido fiéis para o catolicismo, e o Vaticano já tomou medidas para facilitar tais conversões.

Em 2009, Bento 16 decretou que os anglicanos que se converterem ao catolicismo podem manter uma hierarquia paralela, preservando parte das suas tradições. Grande parte dessa migração do anglicanismo para o catolicismo envolve fiéis que consideram a Igreja Anglicana liberal demais.

Foto: L'Osservatore Romano Vatican-Pool/Getty Images

Simbolicamente, neste domingo, o Papa Bento 16 celebrou vários batismos na Capela Sistina, no Vaticano