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20 de set. de 2014

O Brasil em um labirinto - José Sarney

BRASIL - Opinião
O Brasil em um labirinto
"Em política há uma lei inexorável: o impossível sempre acontece. No Brasil, várias vezes a tragédia teve consequências drásticas, provocando grandes mudanças".Em artigo publicado no jornal espanhol El País, o senador José Sarney disse que o Brasil passa por um “tsunami político” que ameaça as chances do PT de continuar no poder, enfraquecendo inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Sarney, Lula parece ter perdido “a aura da invencibilidade”.


Por incrível que pareça o articulista Sarney faz uma análise imparcial e interessante da situação atual do país, sem poupar os aliados.

Postado por Toinho de Passira
Texto de José Sarney
Fonte: El Pais

Basta lembrar as mais notórias: o suicídio de Getúlio Vargas, que, já praticamente deposto, com a bala no peito atinge os adversários; o derrame cerebral e a morte de Costa e Silva, que levam a um golpe dentro do golpe, desaguando numa Junta Militar e numa nova Constituição outorgada; a morte do Presidente Rodrigues Alves, eleito pela segunda vez, atingido pela gripe espanhola; Tancredo Neves, eleito para fazer a redemocratização, adoece no dia da posse e em seguida morre.

Agora estamos vivendo um momento destes. Sessenta dias antes da eleição, num desastre aéreo, desaparece o candidato a presidente Eduardo Campos. A comoção toma conta do país, mas não é ela a consequência maior. É a ressurreição de Marina Silva, que na eleição anterior obteve 20 milhões de votos. Impedida de concorrer por seu partido, não tendo conseguido registrá-lo na Justiça Eleitoral, fizera uma aliança com Campos — figurando em sua chapa como candidata a vice-presidente —, que, morto, lhe devolveu a oportunidade de participar, como protagonista, da corrida presidencial.

“Cambiaran las suertes”, como dizia um personagem de Rómulo Gallegos em Cantaclaro. O Brasil entrou num grande redemoinho político.

Marina Silva é uma figura carismática, mística, dogmática, preconceituosa e intransigente. Fundadora do PT, foi ministra de Lula e o rompimento com suas origens tem aspecto difuso, sem linhas precisas na separação.

Mas em torno dela se criou uma frente robusta de combate ao PT e ao governo Dilma, abrindo uma possibilidade antes considerada impossível: derrotá-los. As pesquisas estimulam essa hipótese.

Seus apoiadores são os mais ecléticos: os indignados que há pouco mais de um ano provocaram um barulho imenso no país; seus até recentemente frustrados seguidores; as fortes correntes e igrejas evangélicas que a têm como representante; as classes conservadoras, descontentes com as políticas econômica, externa, energética, agrícola, portuária e fundiária; na área política, alas descontentes do PT e o incalculável número de grupos dos partidos aliados queixosos do tratamento recebido da Presidente Dilma e da direção do PT.

A sensação dos aliados é que eles fizeram de tudo para massacrá-los nos estados, criando confrontações e arestas, e que agora há oportunidade para reagir. O PMDB, maior partido dessa aliança, que indicou o candidato a vice-presidente, está muito dividido e só não vota contra Dilma por causa do vínculo de sua participação na chapa; de uma figura de simples adereço, Michel Temer passou a ser decisivo para a vitória.

Por outro lado, um ciclo de pessimismo fez o país perder o sonho de potência emergente, com números que o mostram beirando a recessão, inflação e juros altos, e indicações negativas de agências de risco, além do desprestígio da diplomacia, ferida com o tratamento de “anão” por Israel, marcada pelo alinhamento com o chavismo bolivariano e por relações não muito amistosas com os Estados Unidos. A euforia foi embora.

Nunca esteve nos planos do PT perder as eleições. Ao contrário, cumpria com êxito seu objetivo de tornar-se um partido hegemônico, dominando a prefeitura de São Paulo, o que já ocorre, e almejando conquistar os governos dos maiores estados, São Paulo e Minas, e implantando políticas de controle social, conselhos populares e intervenção na mídia, como na Venezuela, no Equador e na Argentina.

O que acontece agora é um tsunami político. No momento, a energia inicial da onda já chegou ao fim. Os seus resultados já foram alcançados: levar a eleição para o 2º turno e, assim, provocar uma disputa acirrada, em que tudo pode acontecer. Maior partido de oposição, o PSDB, embora tenha excelente e talentoso candidato, ficou imprensado pela guerra entre as duas candidatas originárias da esquerda.

Para fugir da ameaça de derrota, pensaram alguns líderes do PT até mesmo em fazer Lula candidato. Mas o ex-presidente parece também ter sido atingido pelo maremoto e ter perdido a aura da invencibilidade, embora mantenha seu carisma e ainda seja a maior liderança política do país.

A Presidente Dilma, com seu forte caráter de chefia, já conquistou seu espaço como administradora e não é mulher de jogar a toalha ou aceitar humilhação.

Marina Silva é uma incógnita. A figura de hoje nada tem a ver com sua radical história de guerreira dos seringais. Senadora por dezesseis anos — em parte dos quais ocupou o Ministério do Meio Ambiente de Lula —, deixou uma marca de radicalismo, como fundamentalista, de capacidade limitada, preferindo sempre a confrontação ao diálogo, e buscando não o entendimento, mas a conversão. Sua formação é das Comunidades Eclesiais de Base, mas agora é evangélica ortodoxa, considerando que o mundo se reparte entre os destinados à salvação e os condenados à perdição.

As eleições serão a 5 de outubro. A campanha atingiu um alto grau de violência, com ataques rasteiros. O quadro é de pesquisas nervosas, esquizofrênicas, que indicam que tudo pode acontecer. As sondagens — e são muitas — sempre mostram uma vantagem de Dilma no 1º turno e a vitória de Marina no 2º turno, que exige maioria absoluta.

A palavra certa para a atual situação brasileira é perplexidade.

O Brasil perdeu o otimismo, há um alto aquecimento do censo crítico, desapareceu a sacralidade das políticas sociais. O Presidente Lula dá sinais de não desejar engajar-se num pacto de morte e se afasta de um duelo fatal.

O quadro é de um labirinto. Mistério e imprevisão.

8 de set. de 2014

Jornal espanhol “El Pais” diz que "o PT faz das eleições de 2014 um caminho para a volta de Lula em 2018"

BRASIL – Eleição 2014
Jornal espanhol “El Pais” diz que "o PT faz das eleições de 2014 um caminho para a volta de Lula em 2018"
A correspondente do jornal europeu, Carla Jiménez, comenta que quer Dilma ganhe ou perca, Lula é candidato à presidente em 2018

Foto: Ueslei Marcelino -Reuters

Lula e Dilma Rousseff, em foto de 12 de agosto.

Postado por Toinho de Passira
Texto de Carla Jiménez , de São Paulo, para El Pais
Fontes: El Pais

A militância do PT é formada por eleitores do partido, muitas vezes ligados a sindicatos de trabalhadores, que vestem literalmente a camisa. Sempre foram facilmente identificados pela camiseta vermelha e o boton em forma de estrela com o nome do PT.

Na noite de sexta-feira, em um encontro do PT estadual em São Paulo, esses evangelizadores do partido foram convocados para um encontro com as lideranças, incluindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A menos de um mês das eleições de 5 de outubro, a ideia do encontro era incentivar os militantes a ir às ruas para defender os candidatos da legenda, com material de campanha que o partido disponibiliza.

Quando o presidente do PT de São Paulo, Emídio de Souza, pegou o microfone para abrir o encontro, disse aos presentes que os panfletos, bandeiras e material em geral de campanha já estavam disponíveis, incluindo “as cédulas de Lula... quer dizer, de Dilma”, corrigiu-se Souza, para continuar falando que o “o caminho mais fácil do Lula voltar ao poder é a Dilma ser eleita”, explicou.

O ato, que acontecia ao mesmo tempo em que informações sobre a delação premiada do ex-diretor da Petrobras, José Roberto Costa, eram vazadas para a imprensa, tinha como foco principal fortalecer a candidatura de Alexandre Padilha a governador de São Paulo, que está em terceiro nas pesquisas eleitorais, com mirrados 7% das intenções de voto, segundo os institutos Datafolha e Ibope. Muito atrás do tucano Geraldo Alckmin e de Paulo Skaf (PMDB).

Mas serviu para sentir as angústias das lideranças petistas, que têm uma disputa acirrada pela frente, com uma candidata da situação que precisa saciar a sede de mudanças do eleitorado brasileiro. Segundo especialistas, o plano A para o PT seria reeleger a presidenta Dilma Rousseff agora, que por sua vez precisaria corrigir os erros deste primeiro mandato, de modo a reverter o desgaste do partido, principalmente com as derrapadas na economia.

O plano B, por sua vez, seria aguardar a vitória de Marina Silva para então o PT voltar a mostrar sua força já a partir de 2015, quando os problemas sociais começarem a aparecer num ano que será difícil para qualquer um dos presidenciáveis que assumir o Palácio do Planalto em janeiro.

Os movimentos sociais e sindicais poderiam ser mais enfáticos em suas cobranças no ano que vem, quando a economia ainda estará em marcha lenta. Diante de eventuais paralisações, o ex-presidente colocaria sua habilidade de negociação à prova. Seria uma oportunidade para que Lula retomasse seu papel de liderança. Assim, a legenda já estaria se mobilizando de olho nas eleições municipais de 2016, que serviriam de trampolim para 2018.

Essa seria, para alguns especialistas, a razão por que Lula preferiria não dar ênfase a ataques a Marina em suas aparições públicas. Durante o encontro em São Paulo, na sexta à noite, o ex-presidente disse aos presentes que “Marina é um caso à parte”. Com o microfone na mão, disse que estava destrinchando o programa [de governo] dela, “porque não terei divergência pessoal com Marina”. A estratégia de Lula é focar nas diferenças de conceitos adotados por cada um para os desafios nacionais que esperam o próximo presidente.

E a ordem do PT agora é mirar nas ideias já propagadas por Marina, como a independência do Banco Central, que deixaria a instituição livre, por exemplo, para subir juros quando a inflação sai do controle, sem levar em conta outras orientações do Executivo.

“É fácil contar a inflação com redução de empregos e salários” , disse ele, numa clara provocação sobre o programa econômico de Marina, que carrega nas tintas neoliberais.

O problema é que o governo de Rousseff também não soube calibrar a dose para lidar com esse eterno fantasma brasileiro. Ela foi duramente criticada por ter reduzido os juros entre outubro de 2011 e março de 2013, quando a taxa Selic passou de 11,5% para 7,25%.

Era uma boa intenção, que tinha o foco de baratear o custo para que os empresários tivessem acesso a dinheiro mais barato para investir, e os consumidores pudessem ter crédito mais barato para comprar.

Economistas viam ali um risco muito grande de a inflação voltar, ou persistir, diante de um consumo aquecido no período. A demora para elevar a taxa de juros se transformou num dos calcanhares de Aquiles de Rousseff, pois a inflação resiste até hoje no teto da meta estabelecida pelo BC – 6,5% ao ano.

Mesmo com a presidenta sinalizando mudanças num eventual segundo mandato, que incluiria a troca de ministros, não se sabe ao certo se a própria mandatária mudaria seu estilo, não esperando demais para tomar medidas, talvez antipopulares, mas que teriam efeitos no longo prazo.

Há, ainda, o desafio de retomar a confiança do empresariado para voltar a investir, e uma postura mais efetiva diante da Petrobras que se tornou alvo de ataques permanentes, diante de denúncias de corrupção e de dificuldades de cumprir suas metas.

Não por acaso, Lula e outros dirigentes do PT afirmaram que esta era a eleição mais difícil do partido desde a sua fundação, nos anos 80. De um lado está a missão de apoiar a reeleição de Rousseff para defender o legado de 12 anos do PT. De outro, contar com as mudanças necessárias para não desgastar o partido, frustrando as chances de Lula voltar em 2018.

22 de fev. de 2014

O foragido Pizzolato possui imóveis de luxo na Espanha. Por acaso seria dinheiro do mensalão?

BRASIL - Mensalão
O foragido Pizzolato possui imóveis de luxo na Espanha. Por acaso seria dinheiro do mensalão?
Segundo apurou a Folha de São Paulo, um dos mensaleiros pé de chinelo, demonstra ter um cofre recheado, ao comprar durante a fuga, três imóveis no litoral da Espanha; dois deles avaliados em R$ 3 milhões. Isso sem recorrer a vaquinha.

Foto: Luisa Belchior/Folhapress

Imóvel registrado em nome de Andrea, mulher de Pizzolato, em Ronda del Golf, litoral da Espanha

Postado por Toinho de Passira

Fontes: Folha de São Paulo, Blog do Reinaldo Azevedo

O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato , antes de ser preso, comprou três imóveis -dois deles apartamentos em um condomínio de alto padrão-na cidade litorânea de Benalmádena, no sul da Espanha.

A compra dos imóveis foi descoberta pela polícia espanhola nas investigações para localizar Pizzolato, que passou mais de três meses foragido na Europa.

Os dois apartamentos comprados estão num condomínio chamado Urbanización Costa Quebrada, no distrito de Torrequebrada, ocupa o alto de uma colina, com vista para as águas do Mar Mediterrâneo, com piscina e entrada de visitantes controladas 24 horas por dia por um sistema de interfones e câmera. No folheto das corretoras consta que é um lugar onde se pode praticar esportes aquáticos como vela, golfe e mergulho, está a a menos de 50 m da praia. Com se vê, um luxo digno de um mensaleiro bem sucedido.

Caprichosos, Pizzolato e esposa, não satisfeitos com o tamanho original do imóvel, uniram os dois apartamentos em um só, antes de convertê-los em sua residência na Espanha.

Segundo a Folha de São Paulo, corretores de imóveis consultados, avaliaram que cada um dos apartamentos devem custar algo em torno de € 450 mil (equivalente a R$ 1,5 milhão).

Segundo Olga Lizana, chefe do grupo de localização de fugitivos da polícia espanhola, quinze dias antes da prisão do Pizzolato na Itália, a mulher dele, Andrea Haas, esteve no condomínio.

Mas a história não para aí, apesar de constar no cadastro de cidadãos estrangeiros residentes em Benalmádena desde 2010, o endereço registrado como o de moradia foi o de um terceiro apartamento, em outro condomínio, de classe média, que pode ser outro imóvel do mensaleiro, atualmente residente na penitenciária de Modena, no norte da Itália.

Segundo a folha, esse último imóvel está praticamente abandonado: ninguém atende ao interfone, e vizinhos contaram que no local vive um casal de sul-americanos que há meses não aparecia por lá.

Olga Lizana, comentou que o rastreamento de outros bens adquiridos por Pizzolato no país depende de um pedido formal das autoridades brasileiras. Na semana passada, a Folha de São Paulo revelou que o casal operou pelo menos três contas bancárias na Espanha.

Fotos: Estadão Conteúdo :: Polizia di la Provincia di Modena)

Pizzolato tal como era na ocasião da descoberta do mensalão, em 2005,
e no dia da prisão, a 5 de fevereiro, em Maranello

Reinaldo Azevedo no seu Blog comenta:

”Henrique Pizzolato é uma fonte permanente de desmoralização da mitologia inventada pelos petistas sobre o mensalão. Fico imaginando como devem se sentir os bananas que eventualmente tenham colaborado para a vaquinha dos mensaleiros…”‘

”Vale dizer: só nessa operação, o mensaleiro foragido gastou R$ 3 milhões. E pensar que José Dirceu, que era o chefe político dele, precisa pedir esmola paga pagar multa! Dá uma peninha, né?”

”Uma coisa ao menos a gente sabe: se for extraditado para o país, ele não precisará fazer vaquinha, né?”

1 de nov. de 2013

Sergipano Diego Costa decide jogar pela Seleção Espanhola, o gaúcho Felipe Scolari ficou mordido

BRASIL – ESPANHA
Sergipano Diego Costa decide jogar pela Seleção Espanhola, o gaúcho Felipe Scolari ficou mordido
Felipão depois de ganhar a Copa do Mundo abandonou a Seleção Brasileira e foi ser técnico de Portugal, até aprendeu o Hino Nacional de Portugal, agora estranha que outro brasileiro resolva defender a seleção de outro país. O mais elegante seria respeitar a decisão do atleta e seguir em frente.

Foto: Divulgação

Diego Costa trocou a camisa da Seleção Brasileira pela espanhola

Postado por Toinho de Passira
Fontes:  Blog de Sérgio Rodrigues, Veja, Publico, BBC Brasil, Adustina Net, Largato Net

O dramaturgo pernambucano Nelson Rodrigues, também excepcional cronista esportivo, cunhou a frase, que a "Seleção Brasileira é a Pátria de chuteiras”. Isso em tempos românticos quando o jogador era torcedor do time em que jogava e não ficava beijando o escudo de tantas camisas de times diversos durante a carreira.

O assunto esportivo dessa semana foi à insatisfação do técnico Luiz Felipe Scolari com a escolha do hispano-brasileiro Diego Costa, lagartense de Sergipe, em defender a seleção espanhola.

“Ele está dando as costas para um sonho de milhões, o de representar a nossa seleção pentacampeã em uma Copa do Mundo no Brasil.”, disse Felipão, que o pré-convocado "às pressas", quando começaram a surgir os boatos, para os amistosos contra Honduras e Chile, Diego Costa, confirmou em seguida a desconvocação do atacante.

Felipão comandando a esquadra portuguesa
O atacante de 25 anos decidiu nesta terça-feira, em carta enviada a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), que irá defender a Espanha na Copa de 2014. Diego Costa tem nacionalidade brasileira e espanhola.

Como não disputou jogos oficiais pelo Brasil (apenas dois amistosos em março, contra Itália e Rússia), a Fifa permite que o jogador defenda outra equipe. O jogador do Atlético de Madrid é o artilheiro do Campeonato Espanhol, com 11 gols em 10 rodadas, à frente de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, ambos com oito.

Felipão, o vistoso patriota, que no entanto já foi treinador da seleção de Portugal, ficou muito aborrecido com a opção do sergipano Diego Costa, o suposto apatriota – sim, esta palavra existe, embora seja pouco usada – de defender a seleção da Espanha.

Coube à CBF endurecer ainda mais – e de modo grotescamente exaltado – o discurso contra o jogador do Atlético de Madrid. O diretor jurídico da entidade, Carlos Eugênio Lopes, apocalipticamente declarou o centroavante persona non grata na seleção e anunciou a disposição de “instaurar um procedimento no Ministério da Justiça, pedindo a perda da cidadania brasileira, que Diego Costa repudiou”.

Diego Costa fez toda a sua carreira na Espanha foi esnobado pelos técnicos da seleção brasileira, incluindo Felipão, que talvez tenha optado em convoca-lo agora, para evitar exatamente que ele estivesse no ataque da Espanha, num eventual encontro com o Brasil.

Patriota é uma palavra do século XIX, derivada do grego patriotes por meio do latim tardio patriota, esmiunça Sérgio Rodrigues, no seu Blog. Os vocábulos originais, porém, tinham apenas o sentido de “compatriota, aquele que é da mesma pátria”.

Segundo o filólogo brasileiro Antenor Nascentes, o sentido atual da palavra – de “amigo, amante, servidor fiel da pátria” – é uma herança do francês patriote, língua na qual nasceu tal acepção.

Imaginem uma final de Copa do Mundo, Brasil x Espanha, com o sergipano Diego Costa atacando o lado brasileiro? Vai ser de arrepiar.

Foto: Adustina Net

Os pais de Diego Costa, seu Zeinha e dona Josileide, em Lagato, Sergipe, comemorando orgulhosos a convocação do filho, por Felipão, para amistosos contra a Itália e a Rússia, em março deste ano.

5 de jul. de 2013

Depois dos contratempos na Europa, Evo Morales é recebido, com festa, em La Paz

BOLÍVIA – Incidente Diplomático
Depois dos contratempos na Europa,
Evo Morales é recebido, com festa, em La Paz
Depois de 14 horas de espera, o avião que transportava Morales, forçado a pousar em Viena obteve permissão de Portugal, Espanha, Itália e a França, de sobrevoar os seus territórios, que havia sido negado no dia anterior. Suspeitavam que Morales havia dado uma carona ao espião americano Snowden, procurado pelo EUA. Ao chegar em casa, Morales instou os países europeus a "libertaram-se do império americano". Disse que não bastarão as desculpas dos países europeus que proibiram o uso de seu espaço aéreo e anunciou que seu país tomará medidas diante de organismos internacionais.

Foto: Jorge Bernal / AFP

Evo Morales ganha colares e chuva de pétalas em seu retorno à Bolívia

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Folha de S. Paulo, Pagina Siete, La Razon, El Dia, El Pais

Depois de um voo de 17 horas entre Viena e La Paz e 14 horas parado no aeroporto da capital austríaca aguardando autorização para trafegar no espaço aéreo europeu, o presidente da Bolívia, Evo Morales, finalmente chegou ao seu país no início da madrugada de ontem. O boliviano atribuiu o incidente a uma conspiração orquestrada pelos EUA e disse que analisará o fechamento da embaixada americana em La Paz.

Abatido pela longa viagem, o presidente foi recebido como herói no aeroporto de El Alto, afirmando que "alguns países da Europa têm de se libertar do império americano". Portugal, França, Espanha e Itália impediram a passagem sobre seus territórios do avião que trazia Evo da Rússia, segundo o governo boliviano, em razão da desconfiança de que o ex-agente americano Edward Snowden - que revelou à imprensa detalhes sobre a espionagem dos EUA e é procurado pelas autoridades do país - estivesse a bordo.

"Não vão nos assustar porque somos um povo que tem dignidade e soberania", disse Evo diante de dezenas de correligionários que o esperavam no aeroporto, que cobriram o presidente com colares de flores, cachecóis tradicionais indígenas e papel picado.

Quando estava na Rússia para uma reunião de países produtores de gás natural, Evo declarou que analisaria um pedido de asilo político feito por Snowden. Horas depois de chegar à Bolívia, ele afirmou que não aceitará meros pedidos de perdão sobre o incidente diplomático.

"A posição firme que vamos assumir no governo nacional é se fazer respeitar, ante os organismos internacionais, as normas, os tratados internacionais. Não bastam somente as desculpas de algum país que não nos permitiu passar pelo seu território", disse Evo.

Na quarta-feira, o presidente da França, François Hollande, a gafe diplomática a "informações contraditórias", afirmando que, quando a presença de Evo foi confirmada na aeronave, sua passagem foi garantida. O chanceler francês, Laurent Fabius, lamentou o "contratempo". Os outros países que proibiram a passagem da comitiva boliviana, até ontem, não haviam comentado o incidente.

Cúpula

Em Cochabamba, a União de Nações Sul-Americanas fez ontem uma reunião para apoiar a Bolívia com a presença dos presidente de Argentina, Equador, Venezuela, Uruguai e Suriname, além de Evo.

"Um ministro de um país europeu me disse pessoalmente que pediriam desculpas porque foram informados pela CIA de que Snowden estava a bordo", disse o venezuelano Nicolás Maduro, que prometeu rever as relações de seu país com a Espanha.

"Pelo menos uma vez na vida, espero que peçam perdão pelo que fizeram", afirmou a argentina Cristina Kirchner. Segundo Evo, seu governo estudará o fechamento das representações diplomáticas dos EUA no país para evitar uma "conspiração interna". "Não precisamos de uma embaixada americana na Bolívia", disse.
Leia ainda no “thepassiranews”:
Avião de Morales proibido de sobrevoar França, Itália e Portugal..."

3 de jul. de 2013

Avião de Morales proibido de sobrevoar França, Itália e Portugal, por suspeita que Snowden estivesse a bordo

BOLIVIA
Avião de Morales proibido de sobrevoar França, Itália e Portugal, por suspeita que Snowden estivesse a bordo
Por pressão do governo americano, esses três países europeus proibiram a passagem e pouso do avião presidencial boliviano por seus territórios. Precisando abastecer no caminho para La Paz, o avião fez um pouso não programado, na Áustria, onde se verificou que a noticia era um boato. O jornal francês Le Figaro resumiu dizendo que os países sul-americanos, estavam enfurecidos com o grave incidente.

Foto: Heinz-Peter Bader/Reuters

Falando a imprensa em Viena, o Presidente Evo Morales disse, referindo-se aos Estados Unidos: ""Eu sinto que é uma desculpa para assustar, intimidar e advertir, especialmente um pretexto para silenciar-nos contra a política saques contra invasões e dominação."

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Terra, APA, Derstandard, Kurier, Vosizneias , ABC, Kurier, Panorama, The Peterborough Examiner, El Diario, La Prensa, Pagina Siete

Sob a suspeita de estar conduzindo no avião presidencial, como passageiro extra, o ex-consultor da CIA, Edward Snowden (com a cabeça posta a premio pelo governo americano), o presidente boliviano, Evo Morales ao regressar de Moscou, onde foi participar uma cúpula de países produtores de gás natural, passou pelo vexame de ter seu avião proibido de pousar e sobrevoar pelos territórios de Portugal, França e Itália.

A solução encontrada foi realizar um pouso emergencial na Áustria.

O avião presidencial boliviano é um modelo francês Dassault Falcon 900EX, que tem, segundo o fabricante, uma autonomia de voo de 8.800Km. Para fazer a rota Moscou-La Paz, que é de 12.500Km, a aeronave teria que necessariamente reabastecer, em território europeu, antes de iniciar a travessia do Atlântico rumo à Bolívia.

O governo boliviano, através do Ministério das Relações Exteriores, negou que o americano estivesse a bordo e disse que a decisão de Portugal e França foi devido à “soberana mentira”.

Mais tarde, o governo da Áustria confirmou que o ex-consultor da CIA não estava no avião. Especula-se que a autorização do governo austríaco para o pouso, incluía a exigência de que o avião fosse inspecionado por autoridades aduaneiras do país, para checar a possibilidade da presença do espião americano foragido, entre os passageiros, em algum compartimento da aeronave.

O chanceler da Bolívia, David Choquehuanca, afirmou que Portugal e França colocaram a vida do presidente Morales em risco. "Queremos expressar nosso incômodo e mal-estar, porque pôs a vida do presidente em risco", disse em entrevista coletiva em La Paz.

Enquanto elaborava o plano de voo para regressar a La Paz, o comando do avião do mandatário boliviano, recebeu um comunicado, das autoridades portuguesas, que a autorização de sobrevoo e aterrissagem em Portugal estava cancelada, sem maiores explicações.

Foi então refeita rota com a programação de uma aterrissagem para reabastecimento, em território espanhol, nas Ilhas Canárias.

Foto: APA/EPA

O presidente da Áustria, Heinz Fischer, para minimizar o incidente, foi até o aeroporto prestar assistência a Evo Morales, que apesar dos pesares agredeceu a acolhida

Como o avião presidencial no ar, a França comunicou que a autorização de sobrevoo por território francês havia sido cancelada, inviabilizando o pouso na Espanha.

O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, afirmou que as decisões de Lisboa e Paris foram "tremenda ofensa" ao presidente Evo Morales. Patiño disse que pedirá uma "reunião extraordinária" de ministros das Relações Exteriores da União Sul-Americana de Nações (Unasul) para analisar o incidente com Morales e as denúncias de Snowden.

"Não é possível suspeitar que no avião de Morales viajasse o senhor Snowden, e tiveram o atrevimento de negar a um presidente de uma república sul-americana a passagem por seu espaço aéreo. Isto me parece uma tremenda ofensa". "Daqui enviamos nossa solidariedade ao presidente Morales e a rejeição do que ocorreu com ele".

Na noite desta terça-feira, o avião de Morales pousou no Aeroporto de Viena "sem Edward Snowden" a bordo, informou um funcionário do ministério austríaco das Relações Exteriores."

O presidente austríaco Heinz Fischer foi, cortesmente, até o aeroporto de Viena, encontrar-se com Evo Morales, segundo ele, para assegurar que o presidente boliviano recebesse tratamento condigno a um Chefe de Estado.

Durante sua estada em Moscou, o presidente Evo Morales, em entrevista a TV russa, disse que estava disposto a considerar um pedido de asilo político do americano Edward Snowden, que revelou os programas secretos de espionagem dos Estados Unidos e que está retido, com o passaporte americano cancelado, no aeroporto de Moscou.

Ninguém tem dúvidas que tanto Portugal quanto a França, receberam forte pressão do governo americano para proibir o pouso e o sobrevoo do avião presidencial boliviano.

O gesto é quase uma declaração de guerra, uma agressão inconcebível, a uma nação amiga.

Talvez os americanos, com o gesto, quisessem demonstrar que estão dispostos a jogar pesado com o país que aceitar dar asilo ao seu espião renegado. Exageraram ,porém, na dose. O que pode passar para o público interno e para a comunidade internacional, é a incompetência do serviço secreto EUA, que teria acionado as autoridades para bloquear o avião de Morales, baseado em boatos, que se revelaram falsos. Mais um vexame internacional patrocinado pelo governo Obama.

Foto: Patrick Domingo/AFP

O avião do presidente Evo Morales finalmente autorizado a decolar, rumo a Bolívia, às 05:30, de hoje, horário local, depois de quase 14 horas de permanência forçada no aeroporto de Viena, após terem sido revogadas as proibições de sobrevoo, impostos pelo governos da França, Portugal, Itália e Espanha, no dia anterior

30 de jun. de 2013

CAMPEÃO VOLTOU! Brasil atropela a Espanha no Maracanã: 3 A 0

BRASIL – Copa das Confederações
O CAMPEÃO VOLTOU!
Brasil atropela a Espanha no Maracanã: 3 A 0
Vitória, com dois gols de Fred e um de Neymar, dá à Seleção seu quarto título da Copa das Confederações. Espanha estava invicta há 29 jogos

Foto: Reuters

A seleção brasileira jogou muito e não deixou a Espanha jogar.
Uma partida para entrar para a história

Postado por Toinho de Passira
Texto de Alexandre Alliatti
Fonte: Globo Esporte

Não tem balança que defina o peso de uma camisa. Tradição não se mede com uma régua, não se calcula com uma máquina. Mas existem Campeões, com letra maiúscula, e campeões. Existem Seleções, com letra maiúscula, e seleções. E existem pentacampeões. Com vitória de 3 a 0 no Maracanã, o Brasil mostrou ao (ex?) melhor time do mundo que não é da noite para o dia que cinco estrelas vão parar em um peito. Fred, destruidor, marcou duas vezes. Neymar, eleito o melhor em campo, fez o outro. O Brasil é campeão da Copa das Confederações pela quarta vez. Campeão em uma noite em que a torcida resumiu tudo ao gritar:

- Ôoooo, o campeão voltou! O campeão voltou!

O campeão voltou jogando um absurdo. David Luiz talvez tenha feito a melhor partida da vida. Neymar foi infernal como poucos sabem ser. Hulk assinou seu atestado de permanência no time. E Fred foi Fred, foi matador, foi aquele sujeito que nasceu para vestir a 9.

Um dia cairia a casa da Espanha, esse timaço que tanto, e a tantos, encantou nos últimos anos. A Roja não perdia há 29 partidas - consideradas as oficiais. Pois aconteceu justamente contra um adversário no qual eles mesmos se espelham, contra a escola que, não por acaso, é chamada de “jogo bonito”. A Espanha, que certamente seguirá forte na Copa de 2014, foi engolida em campo. Não é exagero: foi um passeio, um baile, um chocolate. Uma vitória que a torcida novamente soube resumir:

- Oooooooooolé! Oooooooolé! Oooooooolé!

UM ATROPELAMENTO

Fred é um caso para se estudar. Ele faz gol de pé – aos montes. Faz gol no ar – às pencas. Mas, cá entre nós, gol deitado não é em toda lua cheia que sai. Que gol. Que gol. Eram só dois minutos do primeiro tempo. Do concreto cheirando a novo do Maracanã, parecia pulsar um organismo vivo, como se o estádio fosse, por si só, um torcedor – o maior dos torcedores.

Foto: Reuters

Fred ganha beijo de Neymar após marcar: Brasil pula na frente logo no início

Hulk recebeu da direita e mandou na área, enquanto urros de otimismo saíam das cadeiras. Fred foi na jogada. Neymar também. O camisa 9 desabou no chão. E a bola, companheira como o mais fiel dos cães, resolveu se aninhar nele. Reparemos que o jogador tinha um milésimo de segundo para pensar, feito o sujeito que precisa decidir se corta o fio azul ou o vermelho na hora de desativar uma bomba prestes a explodir. Fred foi ágil. Foi decidido. Deitado, no pequeno espaço de campo onde estava, encaixou o pé sob a bola e a ergueu. Casillas foi vencido. Gol do Brasil. Gol de Fred.

Ah, aí o Maracanã entrou numa euforia que parecia guardada nos três anos em que o estádio ficou fechado. Por uns 15 minutos, a Espanha pareceu atordoada. Paulinho, por cobertura, quase fez um gol histórico, mas Casillas salvou. Arbeloa, logo depois, levou amarelo ao evitar arrancada de Neymar que fatalmente renderia gol. Era impressionante a superioridade do Brasil.

Foto: AP

Neymar agradece aos céus: ele foi eleito o melhor jogador da competição, Bola de Ouro

Do outro lado, porém, estava a Espanha. Aos poucos, a Fúria começou a reagir. Voltou a ter mais posse de bola – uma tatuagem de seu futebol. Deu sinais de que poderia empatar. Iniesta bateu de fora da área, e Julio César espalmou. Pedro, livre pela direita, bateu cruzado após passe de Mata, e David Luiz (enorme em campo) cortou quase em cima da linha.

A Espanha se acalmou, entrou no jogo, enfrentou o Brasil. Mas a Seleção jamais deixou de buscar o segundo gol. Fred bateu cruzado, para fora. Também tentou de cabeça, novamente fora do alvo. E recebeu livre, frente a frente com Casillas, mas chutou em cima do goleiro.

Enquanto isso, Neymar era arisco, envolvente, agudo. Participava dos ataques. Parecia bufar em busca de um gol. E conseguiu. Foi aos 44 minutos. Pegou a bola pela esquerda, acionou Oscar e recebeu de volta. Bom lembrar que os dois foram muito inteligentes. Primeiro o camisa 11, que, ao perceber Neymar impedido no lance, prendeu a bola. Depois, o camisa 10, ao recuar para sair da posição irregular. Foi quando Oscar rolou na medida, e Neymar nem pensou: já emendou um chute seco, forte, no ângulo. Casillas vai passar o resto da vida procurando a bola. Que pancada: 2 a 0.

Foto: Juan Barreto/AFP

Espanhol Piqué, marido de Shakira, é expulso da partida após cometer falta em Neymar, para evitar que o atacante brasileiro ficasse cara a cara com goleiro.

Foto: Ivo Gonzales/Agência O Globo

FESTA COMPLETA: MAIS UM DE FRED

E não é que tinha como ficar melhor? Veio o segundo tempo, e o Brasil logo fez mais um. Com Fred, sempre com Fred. Aos dois minutos, Hulk acionou Neymar, que teve inteligência para dar, vender e emprestar ao deixar a bola passar para o centroavante. A conclusão foi precisa, no cantinho. Casillas ainda tocou nela. Em vão: era o terceiro gol.

Acabou. A Espanha, por melhor que seja, por mais talento que tenha, não poderia virar. Mas bem que tentou. Aos oito minutos, Marcelo fez pênalti em Navas. Poderia ser a sobrevida do adversário, não fosse esse domingo um dia dedicado ao Brasil. Sergio Ramos bateu. Para fora. A torcida vibrou como se fosse gol.

O Brasil seguiu atacando. A Espanha também. Em uma arrancada verde-amarela, Piqué derrubou Neymar, seu futuro colega de Barcelona, e foi expulso. Estava aberto o caminho para mais gols.

Mas eles não saíram. O Brasil teve outras chances, inclusive em contra-ataques com quatro jogadores contra dois. Falhou em um detalhe ou outro – um conforto permitido àqueles que têm a vitória nas mãos. A Espanha, com Villa em campo, teve honradez para sempre buscar seu gol, como se estivesse 0 a 0.

Inútil. Era a noite da queda dos grandes campeões mundiais, dos grandes bicampeões europeus. Acima de tudo, era a noite do retorno do maior campeão.

Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com

Jogadores festejam em campo após o apito final

Foto: Globo Esporte/Extra

A premiação

Foto: Michael Regan/Getty Images

Posando para posteridade

6 de jun. de 2013

As questões nebulosas na transferência de Neymar

BRASIL - Futebol
As questões nebulosas na transferência de Neymar*
Para o torcedor do Santos e para o torcedor que gosta também do futebol e não somente de seu clube do coração, fica uma questão: Neymar disputou o Mundial de Clubes em 2011 já com 10 milhões de euros do Barcelona em sua conta bancária? Sim, de acordo com as palavras do vice-presidente barcelonista. Sim, de acordo com o próprio balanço do clube

Foto: AFP

Sem grande exagero, podemos dizer que desde então, meados de 2011, Neymar tem jogado pelo Santos emprestado pelo Barcelona.

Postado por Toinho de Passira
Texto de Emerson Gonçalves, para o Globo Esporte
Fontes: Globo Esporte

A transferência de Neymar parece encerrada. O jogador já se apresentou, vestiu a camisa blaugrana, fez embaixadinhas, até falou algumas palavras em catalão. Já é ídolo. É provável que a essa altura já esteja registrado na UEFA.

Há um porém nessa história: justamente no momento em que transparência é a palavra de ordem buscada e sonhada por todos que gostam do futebol e em que a própria UEFA se empenha para que seja uma prática corrente, a negociação de Neymar deixa muitos pontos opacos, sem informações ou com informações pela metade. Começando pelo valor efetivamente pago a título de transferência, ou seja, o valor do direito econômico referente à transação.

“Se reparten entre cuatro empresas y no lo podemos explicar...” – disse Josep Maria Bartomeu – primeiro vice-presidente do FC Barcelona, ao falar do valor a ser pago, contrariando a política de transferência tão defendida, na campanha eleitoral, por Sandro Rosell. Mas não é somente a partilha do dinheiro da transferência que falta ser explicada.

Para o torcedor do Santos e para o torcedor que gosta também do futebol e não somente de seu clube do coração, fica uma questão: Neymar disputou o Mundial de Clubes em 2011 já com 10 milhões de euros do Barcelona em sua conta bancária? Sim, de acordo com as palavras do vice-presidente barcelonista. Sim, de acordo com o próprio balanço do clube.

O Santos FC sabia desse acordo, que configura um contrato ou pré-contrato, explícita e claramente proibido pela FIFA?

A DIS (o fundo de investimento privado de futebol, ligado ao grupo Sonda) e a TEISA (o fundo financeiros criado para levantar fundos pro Santos), foram colocadas ao par desse contrato e desse pagamento?

Muricy Ramalho, treinador do clube, e seus companheiros de equipe sabiam desse fato?

Outra questão, ainda mais complicada, se coloca a partir dessas informações. Não mais existe o passe, é certo, mas existe um contrato entre jogador e clube. Esse contrato tem um valor monetário que pode ou não ser realizado. Se o atleta cumpre o contrato até o final nada há a ser realizado, ou seja, o valor que o clube tinha agregado pela presença e trabalho do atleta deixa de existir. Mas, e esse é um “mas” importante, durante a vigência do contrato o clube pode negociar a transferência do atleta e, dessa forma, realizar o valor monetário do contrato. Naturalmente, para que isso ocorra é necessário que haja a concordância do próprio atleta.

Em meados de 2011 o atleta Neymar tinha mais três anos inteiros de contrato com o Santos FC. Naquele momento ele já era o sonho de vários clubes, como o Chelsea (que tentara contratá-lo ainda em 2010), Real Madrid e, claro, o Barcelona. Nesse período, como foi relatado à época por esse OCE, informações levantadas por jornalista do jornal O Estado de S.Paulo davam conta de sua negociação com o Barcelona. Tudo foi enfaticamente negado, assim como já fora negado em relação ao Real Madrid. O torcedor santista, maior interessado em tudo isso, dormia tranquilo. Mal sabia ele, entretanto, que àquela altura um acordo já fora selado e dinheiro fora transferido, pelo que se depreende, novamente, das informações vindas da Espanha.

O contrato de Neymar interessava a três partes, legalmente: Santos FC, DIS e TEISA. Essas duas últimas partes tinham interesses – legais, plenamente legais e também legítimos – e valores monetários agregados ao contrato em vigor. Caso o atleta fosse negociado na vigência do contrato, teriam direito, respectivamente, a 40% e a 5% do valor. Repito: interesses tão legais quanto legítimos.

Esses interesses poderiam materializar-se em cima de um valor provável de 50 milhões de euros, que daria 20 desses milhões à DIS e 2,5 para a TEISA. Aqui é irrelevante se um lucraria muito ou não, pois, novamente, tratava-se de cumprir um contrato e quando se assina um contrato fica sempre implícita a boa fé de todas as partes envolvidas.

Agora, qual seria o interesse do atleta (e por atleta, aqui, entenda-se, também, seu pai e sua família) em ser negociado antes do final desse contrato em vigor, se ele já tinha 10 milhões de euros em caixa como pagamento inicial de futura transferência já sem o ônus do contrato em vigor? Mais que isso: segundo se depreende do balanço do Barcelona e das palavras atuais de seus dirigentes, essa seria somente a primeira parcela, outras viriam. Mais três ou, pelo menos, mais duas parcelas de 10 milhões de euros. Segundo o mais importante periódico espanhol, o El País, em sua edição eletrônica de segunda-feira, o pai do atleta teria 20 milhões de euros a receber como comissão. Muito dinheiro, seja aqui ou em Hong Kong, Paris ou New York.

Trocando em miúdos e falando em linguagem do dia a dia, a partir do momento em que Neymar e seu pai se comprometeram com outro clube e receberam por isso, deixaram de ter qualquer interesse na transferência para um outro clube que não fosse aquele com o qual já estavam acordados: o Barcelona.

Tudo que se seguiu desde meados de 2011 não passou, então, de uma farsa, no sentido teatral da palavra, uma comédia.

Comédia para uns, drama para outros. Para outros mais, uma dramédia, palavra dos novos tempos.

Sem grande exagero, podemos dizer que desde então Neymar tem jogado pelo Santos emprestado pelo Barcelona.

Não. Emprestado não é o termo certo, infelizmente. Não sei qual o termo correto, mas por tudo que já ouvimos e lemos, ele é jogador do FC Barcelona desde 2011, embora jogando por outro clube.

Por fim, mas não menos importante, fica outra questão: qual o valor pago ou a ser pago pelo Barcelona para o Santos? Valor sobre o qual o clube da Vila terá de repassar as partes correspondentes aos investidores.

Numa triste comédia de erros, Josep Maria Bartomeu, que agora já é nosso velho conhecido e primeiro vice-presidente (sempre é bom lembrar) do FC Barcelona, disse que o valor da transação é de 57 milhões de euros. Já o Santos FC, segundo a DIS, diz que só tem a receber meros 17 milhões de euros, o que implicaria grande perda financeira para os dois investidores. Ainda segundo o El País, segundo fontes próximas à negociação caberiam ao Santos 32 milhões de euros, além dos dois jogos e o acordo sobre jogadores da base. Falou-se em 28 milhões de euros no Brasil, durante a negociação, e, segundo a DIS, o valor informado pelo clube para cálculo de repasse foi de somente 17 milhões de euros.

Confuso? Com certeza.

Complicando um pouco mais esse quadro, em sua edição de hoje o diário esportivo Marca revela que a empresa DIS, segundo seu diretor executivo Roberto Moreno, está disposta a recorrer à FIFA, justamente em cima do reconhecimento do vice-presidente barcelonista dos 10 milhões de euros pagos ao atleta durante a vigência de seu contrato com o Santos. O que é, claramente, um assédio ilegal de acordo com a legislação da FIFA.

Como dito no final do post “Balaio de gatos milionário e uma volta a 2011”, essa história ainda vai render muitas histórias.
*Alteramos o título, acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

4 de jun. de 2013

Espanhóis de olho em Bruna Marquezine, a noiva de Neymar

ESPANHA - BRASIL
Espanhóis de olho em Bruna Marquezine,
a noiva de Neymar
A estrelinha da Globo, de repente vai ganha visibilidade mundial, devido ao noivo famoso


Site do El Comercio

Postado por Toinho de Passira
Fontes: El Comercio, As, Terra

Os jornais espanhóis El Comercio, o As, Marca e outros, principalmente, os dedicados ao esporte, não se limitaram a focar em Neymar quando da apresentação do craque ao Barcelona.

Os jornais realçam que de quebra, o atleta traz na bagagem a estrela da Rede Globo, Bruna Marquezine, que viria morar com ele na Catalunha.

Os jornais brasileiros cometam, porém, que a família dela, opõe-se que ela vá morar na Espanha, por causa da sua pouca idade e dos seus contratos de atriz com a TV Globo. Marquezine, que completa 18 anos, em agosto próximo, está cotada para ser a protagonista da próxima novela das 21h, substituta de Amor à Vida.

Nos bastidores da emissora, porém, já pairam dúvidas sobre a permanência da atriz no Brasil. Muitos apostam que ela vai seguir os passos de Sthefany Brito, que se casou com o jogador Alexandre Pato e deixou a carreira de lado em 2009, para morar em Milão ao lado do atleta. O casamento durou apenas nove meses.

"A namorada de Neymar causa sensação em Barcelona", noticiou o jornal As, que exibiu um vídeo de Marquezine nas dependências do Camp Nou e nas tribunas do estádio, ao lado de Rafaella, a irmã do jogador, comentou:

"O atacante brasileiro não esteve sozinho durante a apresentação como novo jogador do Barcelona. O ex-santista teve na viagem à Cidade Condal (maneira comum de se referir a Barcelona, capital do antigo condado de Barcelona, entre os séculos 9 e 18) a companhia de um grupo de amigos e da namorada.

A bela atriz Bruna Marquezine causou sensação na maratona que levou Neymar a ser o novo jogador do Barça", acrescentou o jornal.

Foto: EFE

Outro periódico, O Marca, também salientou a presença da global no Camp Nou.

"A namorada de Neymar desperta paixões. Bruna causou sensações nesta segunda", escreveu o jornal esportivo. "Ela se divertiu durante a apresentação", destacou, como comentário para uma foto de Marquezine se autofotografando, com a língua de fora.

O El Comercio, publicou um resumo biográfico da atriz, informando que Marquezine estreou com apenas oito anos, na Rede Globo. Fala da participação dela no filme Xuxa Abracadabra, e nas novelas "América", "Cobras e lagartos", "Desejo Proibido", "Negócio da China" e "Araguaia", sem citar a última “Salve, Jorge”.

Comenta que o relacionamento entre eles não tem sido fácil. O início do romance foi marcado pelas declarações da ex-namorada do jogador, Patrícia Jordane, que afirmou que Neymar ainda estava dormindo com ela enquanto estava saindo com Marquezine.

O jovem casal superou as dificuldades e parece ter consolidado o romance, diz o jornal que acrescenta, agora vai rivalizar com outros duetos famosos no Barcelona, formando Piqué e Shakira e Rocuzzo Antonella e Messi – conclui El Comercio. .


29 de abr. de 2013

Cristiano Ronaldo nega, de pés juntos, encontro, em hotel, com Miss Bumbum brasileira

BRASIL - ESPANHA - PORTUGAL
Cristiano Ronaldo nega, de pés juntos, encontro,
em hotel, com Miss Bumbum brasileira
Andressa Urach, em entrevista ao tabloide inglês “The Sun” contou a história do encontro em riqueza de detalhes. Comentou desde a alegria em ter sido procurada pelo jogador português do Real Madrid e da decepção de ter sido retirada do hotel, pelas portas dos fundos para evitar ser vista pela imprensa. Como medo da noiva, a modelo Irina Shayk, Ronaldo nega de pés juntos que tudo não passa de uma tentativa da modelo brasileira, em se promover

Foto: Omedia/Divulgação

Andressa Urach, miss bumbum, fissurou Cristiano Ronaldo

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The Sun, Facebook Andressa, Facebook Cristiano, R7, Uol - Esporte, Omedia

O tabloide inglês “The Sun”, na sua edição de domingo, reportou que o jogador português, craque do time espanhol, Real Madrid, teve um encontro amoroso secreto, com a brasileira, Andressa Urach, 27 anos, conhecida como miss Bumbum. O atleta é noivo da modelo russa, Irina Shayk, com que se relaciona há três anos.

Andressa Urach foi entrevistada pelo jornal e deu detalhes da história: os dois encontraram-se numa suíte do luxuoso Hotel Villa Magna, em Madrid, em 22 de abril. Dois dias depois da equipe de Cristiano, o Real Madrid, ter sofrido uma goleada de 4x1 da equipe alemã do Borussia Dortmund, pela semifinal da Liga dos Campeões da Europa.

A brasileira estava em êxtase: "Foi incrível, o corpo dele é perfeito, como um deus grego. Ficamos horas juntos. Ele não parava de elogiar a minha bunda".

Foto: MrPixxUK / Bluestar Images

Ronaldo e furiosa aparência da namorada Irina ao saírem de um restaurante onde foram jantar, no domingo

No dia seguinte, como os boatos correndo sobre mais essa aventura do irrequieto Ronaldo, sua noiva, Irina Shayk, apareceu numa foto ao seu lado, com uma fisionomia zangada, no momento em que saiam de um restaurante.

Procurado pelo jornal o atleta negou, mas havia uma foto dele chegando ao hotel, dirigindo um carro, ele não quis mais comentar, mas em seguida publicou no seu Twitter:

“Fui informado de que "The Sun" jornal, irá publicar um artigo onde é dada voz a alguém chamada Andressa, que procura ser centro das atenções usando a minha imagem. E eu me pergunto por que isso acontece um dia antes de um jogo muito importante para a minha equipe...”?

“Profundamente indignado com a situação pretendida, em vão, afetarão minha vida pessoal. Só quero esclarecer que estive na verdade, no Hotel Villa Magna em 22 de abril, porque tinha uma entrevista marcada com o jornalista Manu Sainz, que poderá testemunhar a veracidade dos fatos. Todo o resto é pura ficção e falsificação.”

Foto: Splash News

Na frente do Hotel, no Audi, falando ao telefone

Na versão Andressa, publicada no jornal, ela disse que Cristiano Ronaldo conseguiu o número do telefone dela, através de um amigo comum e telefonou-lhe externando o desejo de encontrá-la.

Andressa disse na entrevista: "Eu sempre achei Cristiano um dos homens mais bonitos do mundo, então quando recebi o telefonema não podia acreditar quando ele estava entrando em contato comigo."

"Ele disse que estava muito entusiasmado com as minhas fotos on-line e uma das primeiras coisas que perguntou foi se eu era realmente a modelo Miss Brasil bumbum”.

"Ele sabe que as mulheres brasileiras têm algumas das mais bonitas bundas do mundo, por isso ele ficou muito impressionado, com a possibilidade de me conhecer!”

”Depois disso, trocamos textos e falamos algumas vezes.

"Ele não parava de fazer comentários sobre a minha bunda. Ele queria saber se natural – e confirmei: claro que é!”.

Por fim, o jogador português, pediu a miss bumbum brasileira, para ira até Madrid, para encontrá-lo. O que acabou acontecendo após o treinamento no clube, na segunda-feira.

Ela lembrou: "Cristiano me disse para vir para Madrid e que iríamos nos encontrar, mas ele não quis me dizer onde ou quando exatamente”.

"Ele disse que tinha que ter cuidado, porque se ele fosse visto sua namorada não ficaria feliz. Ele disse que estão juntos, mas que o relacionamento não era sério”.

Foi Andressa que revelou que o encontrou finalmente aconteceu no suntuoso Villa Magna Hotel de Madrid onde suítes podem custar até £ 12.500 por noite, algo em torno de R$ 38 mil.

Ela recebeu instruções, de Cristiano, para sair do seu hotel, pegar um táxi e esperá-lo no lobby do Villa Magna Hotel, onde a encontraria. Mas, ao invés disso, ele chegou sorrateiramente pelo estacionamento subterrâneo, tomou um elevador privativo até o sexto andar e ocupou um apartamento previamente reservado.

Segundos depois, Andressa recebeu uma mensagem de texto dizendo-lhe o número do quarto, pedindo que ela subisse.

Foto: Splash News

Andressa na suíte e na varanda Villa Magna Hotel

”Quando finalmente nos encontramos mal nos olhamos e já estávamos um sobre o outro. Ele é fantástico!”– comentou a brasileira e continuou - "Foi incrível – o melhor momento da minha vida". Seu corpo é perfeito, como de um deus”. “ "Ele não tem uma grama de gordura em seu corpo”. "Eu mal posso acreditar. “Eu nunca estive com alguém como ele”. "Ele cheirava como o céu e continuou durante horas”. “E, sim, ele é muito "bem dotado””.

"Ele não conseguia parar de falar sobre a minha bunda. Ele estava obcecado. " – repetia Andressa, a todo momento.

Mas logo depois Cristiano se foi, dizendo que retornaria. Ele comentou: "Eu fique um pouco irritada e magoada, daí em diante, porque ao sair do apartamento, para fumar um cigarro, um dos seguranças imediatamente me agarrou e me levou de volta para dentro, dizendo que havia fotógrafos lá fora”.

"Cristiano, em seguida, mandou uma mensagem, dizendo para que eu voltasse ao quarto que ele tinha algo para me dizer”. "Eu estava confusa, mas subi novamente”. “Ele não estava lá. Dois homens da segurança do hotel, então, chegaram e ele me ligou, dizendo Imprensa estavam fora e eu tinha que ficar no quarto”.

De repente o tratamento mudou: "Tudo tinha sido tão maravilhoso - mas agora eu estava sendo tratada como um objeto, como uma prisioneira”. “Havia guardas do lado de fora da porta do quarto!”

"Alguns momentos depois, fui conduzida por um elevador privativo para um carro do hotel, que me levou de volta ao meu hotel. Era como algo saído de um filme”.

Por fim Andressa acrescentou: "Eu sei que ele é paranoico, compreendo que ele estava apenas tentando cuidar de seu próprio pescoço.

"Não foi muito agradável para mim e foi até muito ofensivo”. Mas em tom de lamento concluiu: “Eu acho que nunca mais vou vê-lo novamente."


A supermodel russa, Irina Shayk, noiva de Cristiano Ronaldo


25 de abr. de 2013

Provável final alemã na Liga dos Campeões da Europa

ALEMANHA – ESPANHA – Futebol
Provável final alemã na Liga dos Campeões, da Europa
Não seria surpresa se a final fosse espanhola, Barcelona X Real Madrid, mas dois jogos na terça e quarta desta semana, mudaram o curso da história: O Borussia Dortmund e Bayern de Munique estão com tudo para serem os finalistas históricos da Liga dos Campeões da Europa

Foto: Bild

Lewandowski comemora quarto gol contra Real

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Deutsche Welle, Stern, El Pais, Mundo Esportivo

A imprensa esportiva alemã amanheceu em estado de graça, com a perspectiva inédita de dois times, do país, Borussia Dortmund e Bayern de Munique, disputarem a primeira final alemã da história da Liga dos Campeões da Europa.

Nesta quarta-feira, o Dortmund venceu o Real Madrid de Cristiano Ronaldo por 4 a 1 colocando um pé na final do torneio, repetindo o que fizera na véspera o Bayern de Munique, que aplicara 4 a 0 no Barcelona de Lionel Messi.

"A final alemã está muito perto", titula o tabloide Bild. "Potência espanhola humilhada", assinala o Süddeutsche Zeitung. "Uma noite histórica de um time único", diz, por sua vez, o jornal Die Welt. O Frankfurter Allgemeine Zeitung sai em tom parecido: "O Dortmund quase repetiu o que o Bayern fez, e a semifinal se tornou um espetáculo de Lewandowski".

"Estamos satisfeitos, mas demos apenas um passo. Em Madri também temos que fazer uma boa partida", disse Lewandowski ao fim do jogo.

Em termos parecidos, o zagueiro Mats Hummels qualificou o rendimento do Dortmund como acima da média, mas também destacou a importância de levar a sério a partida em Madri, na próxima terça-feira.

"Torcida e time tiveram um rendimento excepcional. A final está bem próxima, mas temos que saber o que nos espera em Madri", afirmou Hummels.

Foto: Pierre Philippe-Marcou/AFP

Leonel Messi, desaparecido no jogo

REAL NO ABISMO

A imprensa espanhola, por outro lado, foi ainda mais dura com o Real Madrid do que fora na véspera com o Barcelona. O diário esportivo Marca, por exeplo, dedica 14 páginas à partida e dramatiza: "na noite mais escura", o Real "se lançou ao abismo" com uma "atuação lamentável". O Mundo Deportivo fala em "banho do Dortmund", na véspera, falara de “Pesadelo” e “Catástrofe do Barça em Munique” .

Apesar de admitirem que têm tarefa difícil pela frente, os jogadores e o técnico José Mourinho, do Real Madrid, por outro lado, deixaram claro que, para eles, nada está perdido.

“O resultado é reversível." afirmou Mourinho

Foto: Bild

Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, a bola não chegava nele.

O goleiro Diego López disse que o Real Madrid terá uma "oportunidade histórica" de, diante de sua torcida, reverter o placar. Como gols marcados fora de casa são critério de desempate na Liga dos Campeões, uma vitória por 3 a 0 daria a classificação ao time espanhol.

"Todo o time tem que estar com a cabeça na terça-feira. Passar à final seria milagroso. O estádio vai nos empurrar, temos fé que passaremos", disse o goleiro.

Tá difícil!


Capas da publicação Mundo Esportivo, da Espanha, O banho de Lewandowski, sobre o Real Madrid e o e o pesadelo do Barcelona, diante do Bayern de Munique.

19 de nov. de 2012

Dilma fala do julgamento do mensalão
dizendo respeitar decisão do STF, mas...

BRASIL - Mensalão
Dilma fala do julgamento do mensalão
dizendo respeitar decisão do STF, mas...
A presidente Dilma Rousseff, em entrevista ao jornal espanhol “El Pais” diz que "acata" as sentenças do Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão, mas considerou que isto não significa "que nada neste mundo de Deus esteja acima dos erros e das paixões humanas".

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Dilma: misturando corrupção, mensalão e paixão.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: El Pais, Folha de S. Paulo, Veja, Estadão, Reuters, Blog do Josias de Souza

A presidente Dilma Rousseff disse em entrevista ao jornal espanhol "El País", publicada neste domingo (18), que "acata" as sentenças do STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento do mensalão, mas ponderou que ninguém está "acima dos erros".

"Sou radicalmente a favor de combater a corrupção, não só por uma questão ética, senão por um critério político... Há diversos procedimentos jurídicos neste terreno e, como presidente da República, não posso me manifestar sobre as decisões do Supremo Tribunal Federal. Acato suas sentenças, não as discuto. O que não significa que nada neste mundo de Deus está acima dos erros e das paixões humanas", disse Dilma na entrevista, nas primeiras declarações sobre o julgamento desde a condenações dos petistas.

Essa foi a primeira declaração de Dilma sobre o mensalão após a condenação dos petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares pelo STF.

Apesar de publicada ontem, a entrevista foi realizada na última segunda-feira (12), dia em que o Supremo estabeleceu para o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu penas que, somadas, chegam a dez anos e dez meses de prisão. Dirceu foi condenado no julgamento do mensalão pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa.

No seu Blog o jornalista Josias de Souza Josias de Souza rebela-se com essa conversa de paixão e mensalão, colocada por Dilma na entrevista.
“No instante em que parecia escolher um lado para lutar, Dilma agachou-se atrás da dubiedade. Não discute as sentenças do STF, mas isso “não significa que ninguém neste mundo de Deus esteja acima dos erros e das paixões humanas.”

”O que Dilma disse, com outras palavras, foi o seguinte: como presidente, não fica bem discutir as deliberações do Supremo. Como petista, flerta com o lero-lero do PT, que acusa a Suprema Corte de julgar politicamente e condenar sem provas”.
A presidente está na Espanha, onde participou da XXII Cúpula Ibero-Americana no fim de semana, quando voltou a criticar o excesso de austeridade como receita para os países em dificuldades financeiras se recuperarem. Ela reúne-se nesta segunda-feira com o presidente espanhol, Mariano Rajoy, e o rei Juan Carlos, em Madri, e embarca de volta ao Brasil no fim da tarde.

19 de abr. de 2012

Cristina Kirchner: o perturbador calote petrolífero

ARGENTINA
Cristina Kirchner: o pertubador calote petrolifero
Enquanto o governo argentino anuncia que não vai pagar nem um “peso furado” pela estatização da petroleira YPF, diante da fatura de US$ 10 bilhões exigidos pela espanhola Repsol. A Petrobras que opera na Argentina desde 1993 e no ano passado, respondeu por 6% da exploração e 14,1% do refino de petróleo e derivados portenho, põe as barbas de molho, até porque, antes mesmo da estatização da YPF, os argentinos já atacaram a petrolífera brasileira, de forma desleal e faltosa, como costumam fazer no futebol.

Charge Financial Times

Cristina Kirchner retratada numa charge na publicação inglesa The Economist.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, BBC Brasil, El Clarin, Petronoticias, ”thepassiranews”, Financial Times, La Nacion

No dia seguinte do anúncio da estatização da petroleira YPF, o governo argentino disse que não vai pagar os US$ 10 bilhões exigidos pela espanhola Repsol.

O senado argentino passou a tarde discutindo a desapropriação da YPF. O ministro do planejamento, Julio de Vido, que assumiu o controle da petroleira, usou fotos para mostrar supostos danos ambientais provocados pela YPF, na província de Mendoza. Ele disse que a empresa terá que pagar por isso.

O vice-ministro da economia, Axel Kicillof, disse ainda que a YPF tem uma dívida de US$ 9 bilhões e, por isso, o governo argentino não vai pagar o que Repsol exige receber pela expropriação.

A petroleira espanhola diz que vai cobrar indenização de US$ 10 bilhões.

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, saiu em defesa da YPF. Disse que há um profundo mal-estar. "É uma decisão que rompe o entendimento que sempre existiu entre os dois países."

O embaixador argentino foi convocado para prestar esclarecimentos em Madri. Para o chanceler espanhol, a Argentina deu um tiro no pé e vai perder a confiança do mundo. A chanceler da União Europeia, Catherine Ashton, disse que o governo argentino precisa cumprir com os compromissos firmados com investidores europeus.

A Argentina já vinha recebendo menos investimentos estrangeiros, no ano passado foram US$ 6 bilhões. Para o mercado, a insegurança jurídica na Argentina deverá reduzir ainda mais o interesse dos investidores. Mas Cristina Kirchner deixa claro que vai mesmo seguir o rumo da intervenção.

Foto: Getty Images

Cristina Kirchner lança um olha apaixonado para um tubo com petróleo argentino na cerimônia que anunciou a expropriação da YPF da espanhola Repsol. O Financial Times diz que o ato é apenas mais um gesto perturbador da estridente presidenta.

Embalada nas repercussões positivas o público interno, a presidenta anunciou que foi anexado ao projeto original de expropriação mais uma expropriação a outra empresa da Repsol, ligada ao setor de gás.

Em meio a temores de que mais empresas venham a ser estatizadas pelo governo argentino - a exemplo do que ocorreu na última segunda-feira com a petrolífera Repsol-YPF - especialistas acreditam ser "pouco provável" uma eventual expropriação "em massa" dos ativos da Petrobras, dado o tamanho da relação entre Brasil e Argentina.

Sem, entretanto descartar a hipótese, pela forma impetuosa e assoberbada que a presidente Cristina Kirchner costuma agir. Analistas afiram que reestatização da Repsol-YPF, privatizada em 1999 durante o governo de Carlos Menem (1989-1999) se deveu não só a critérios econômicos, mas também políticos, uma intervenção na Petrobras poderia prenunciar uma crise diplomática com o Brasil, que tem, hoje, grande importância econômica para a Argentina.

"O Brasil é hoje o principal destino das exportações argentinas. Acho pouco provável, portanto, que a Argentina compre briga com seu parceiro comercial mais importante", disse à BBC Brasil Jean Paul Prates, diretor-geral do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e ex-secretário de energia do Rio Grande do Norte.

"Além disso, a estatização da YPF mexe com o nacionalismo argentino, pois a companhia foi uma das primeiras estatais do gênero no mundo", acrescentou.

No ano passado, o fluxo de comércio entre Brasil e Argentina somou US$ 39,6 bilhões.

Também não está descartada a hipótese, de em meio à estratégia argentina de aumentar o controle do Estado sobre empresas, a Petrobras poderia querer "negociar" a venda de seus ativos, mediante remuneração "pelo valor de mercado".

"A Petrobras pode, eventualmente, aproveitar o atual momento para se desfazer de alguns ativos na Argentina e, assim, levar adiante seu plano para o Brasil", disse à BBC Brasil Armando Guedes Coelho, ex-presidente da Petrobras.

O plano em questão é o "pré-sal". Nos últimos meses, a petrolífera brasileira tem vendido vários ativos no exterior com o propósito de fazer caixa para se concentrar na operação brasileira de exploração do pré-sal, considerada a principal fronteira energética brasileira pelos próximos anos.

Foto: Divulgação

A Petrobras pode enfrentar problemas na argentina? Só o futuro dirá.

Em maio de 2011, a Petrobras deu o primeiro passo nesse sentido ao vender a refinaria de San Lorenzo, Argentina, e parte de sua rede de postos de gasolina, que hoje inclui 300 unidades.

A petrolífera, no entanto, não confirma ter planos de sair da Argentina, nem reduzir suas operações no país.

No ano passado, por exemplo, investiu, somente em exploração e produção de petróleo e gás, US$ 344 milhões, alta de 54% em relação a 2010.

Ainda que uma expropriação dos ativos da Petrobras nos mesmos moldes do que aconteceu com a Repsol esteja, por ora, descartada, não agradou à companhia brasileira a decisão unilateral da província de Neuquén, anunciada no início deste mês, de decretar o cancelamento da concessão de exploração de três campos de petróleo, um deles pertencente à Petrobras ("Veta Escondida").

Até dezembro do ano passado, a Petrobras mantinha 17 poços em produção de gás não convencional na região, com uma produção diária de 7,8 mil barris/dia.

No campo de 'Veta Escondida', a petrolífera brasileira, como operadora, possuía 55% da concessão e alega que havia feito, nos últimos três anos, investimentos da ordem de US$ 10 milhões.

Na ocasião, o governo da província de Neuquén justificou sua decisão afirmando que a área permanecia sem produção e com investimentos insuficientes.

Para discutir o imbróglio, está prevista uma reunião para a próxima sexta-feira, 20, entre a presidente da Petrobras, Graça Foster, e o ministro do Planejamento argentino, Julio de Vido.

Ainda não há confirmação de um local definido para o encontro, mas fontes disseram a BBC que a reunião acontecerá na capital argentina, Buenos Aires.

A Petrobras opera na Argentina desde 1993. No ano passado, respondeu por 6% da exploração e 14,1% do refino de petróleo e derivados no país.

Em 2011, o faturamento da companhia foi de 704 milhões de pesos (à época, US$ 164 milhões), alta de 15%.

A produção de petróleo e gás gira em torno de uma média de 85,8 mil barris de petróleo equivalente por dia.

Por tudo isso o governo brasileiro tem mantido uma posição cautelosa diante da decisão argentina, dizendo apenas que a expropriação foi um ato soberano do governo de Cristina Kirchner. Apoio mesmo, os argentinos só receberam do ministro do petróleo da Venezuela de Hugo Chávez, que adotou a prática de expropriação semelhante há algum tempo.

Foto: Getty Images

Adesivos ufanistas de partidário do governo, espalhados pelo país, dizem que são igualmente argentinas, CFK (Cristina Fernandes Kirchner e a petrilifera espropriada a YPF (Yacimientos Petrolíferos Fiscales)


18 de abr. de 2012

Juan Carlos, o rei caçador, na mira dos ambientalistas

ESPANHA
Juan Carlos, o rei caçador, na mira dos ambientalistas
Enquanto o governo espanhol impõe duras medidas de austeridade e faz cortes no orçamento que tornam a vida dos cidadãos cada vez mais difícil, descobriu que o rei, de férias, mata elefantes na África, sob o patrocínio de um empresário sírio, seu amigo pessoal, unidos pelo prazer da caça. Mesmo pedindo desculpas, confessando que errou, que não vai fazer mais, o rei espanhol, não vai deixar de ser alvo dos ambientalistas, que não perdoam pelo gesto, até por que ele é presidente de honra do World Wildlife Fund, uma das mais importantes organizações em defesa da natureza do mundo.

Foto: FaceBook

MATADOR COSTUMAZ - As imagens publicadas pela imprensa espanhola agravou a crise, nela o rei Juan Carlos I, aparece, em 2008, com um guia de caça, portando uma arma de grosso calibre.

Postado por Toinho de Passira
Fontes:Blog do Ricardo Setti, Correio do Brasil, ABC, David Mixner, El Pais, El Mundo, El Mundo, Lux, ABC

O respeitado rei da Espanha, Juan Carlos Alfonso Víctor María de Borbón y Borbón-Dos Sicilias, Juan Carlos I, 74 anos, protagoniza um escândalo sem precedentes nos seus 36 anos de reinado, que compromete a monarquia espanhola, e a ameaça a sua permanência no trono espanhol, por ter sido flagrado caçando elefantes e outros animais africanos num safari em Botswana, um país da África Austral, que tem fronteiras com a África do Sul, onde a caça é uma prática legal, mediante paga (30 mil euros ou 75 mil reais) por cada animal abatido.

A nebulosa história veio a publico, pois o monarca durante sua permanência de caça na África sofreu um acidente no chalé onde estava hospedando e teve que ser levado emergencialmente a Espanha onde se submeteu a uma bem sucedida cirurgia de implante de prótese de quadril. Incialmente interessados no estado de saúde real, os jornalistas aos poucos foram desvendando os acontecimentos e acabaram constatando que o acidente havia acontecido enquanto o rei estava caçando elefantes na África.

De repente, de vítima o amado rei passou a vilão, principalmente quando os jornais espanhóis, para ilustrar o ocorrido, publicaram uma comprometedora foto datada de 2006, que mostramos acima, onde ele posa, portando uma arma de grosso calibre, junto a um guia de caça, diante de um elefante morto, presumivelmente por ele, na mesma Botswana.

A outra questão imediatamente posta em evidencia, foi o contraste da vida real, envolvido em aventuras exóticas e dispendiosas, com a situação da Espanha, imersa em profunda crise econômica e de credibilidade, obrigando o governo a exigir dos cidadãos sujeitos a taxas insuportáveis de desempregos sacrifícios cada vez maiores.

Foto: Divulgação

CAÇADOR AMIGO DA REALEZA O sírio, Eyad Mohamed Kayali, que financiou a empreitada do amigo, o rei Juan Carlos, posando diante de um búfalo abatido

Questionou-se se a viagem catastrófica de caçador no continente africano teria sido por conta do contribuinte. Depois de muitas especulações tem se afirmado como certo que a ventura foi patrocinada pelo empresário milionário, Eyad Mohamed Kayali, nascido na Síria saudita, residente há 30 anos na Espanha e que serve de ponte, entre Juan Carlos e o príncipe Salman bin Abdulaziz al Saud, ministro da Defesa da Arábia Saudita e terceiro na linha de sucessão à Coroa, de quem é amigo íntimo e cuida dos negócios herdeiro saudita na Espanha.

A amizade que Juan Carlos tem com o príncipe Salman tem sido fundamental para a obtenção de contratos, como exemplo, um que beneficiou um consórcio de empresas espanholas, para a construção de um trem bala, que ligará as cidades sagradas de Meca e Medina (Arábia Saudita) por 7 bilhões de euros (17,5 bilhões de reais) tido como o maior contrato internacional de todos os tempos, uma benção para a Espanha nesses tempos de vacas magras.

O sírio Kayali e o Rei comungam de uma longa amizade, onde é compartilhada, como se viu a grande paixão pela caça silvestre. Kayali como administrador dos interesses do principel Salman na Espanha, toca atualmente a construção de condomínios luxuosos em diversos pontos da Espanha. Um dos investimentos mais conhecido é o Hotel Juan Carlos I, em Barcelona, inaugurado durante a Olimpíada de 1992, obviamento em homenagem a Dom Juan Carlos, o monarca espahol.

Kayali que chegou a Madrid como funcionário da Embaixada da Arábia Saudita em Madrid, tem residências no resort de La Moraleja, Madrid e Marbella, onde o príncipe Salman também é dono de uma mansão.

Foto: Aliance/DPA

LEGAL E IMORAL - Caçadores covardemente alvejam os elefantes, em Botswana.

A caça de elefantes em Botswana é uma prática legal, não apenas permitida como incentivada pelo governo local. Os interessados devem ir às áreas onde a caça é permitida acompanhados de um funcionário do governo. Morto o magnífico animal, o maior mamífero existente sobre a superfície da Terra – absurdo dos absurdos, pois a gestação de cada elefante chega perto de dois anos –, o funcionário do governo fotografa o corpo, para os arquivos oficiais, e registra a posição por meio de GPS.

Foto: Divulgação

DESCULPA PARA MATAR - O governo de Botswana alega excesso de população de elefantas, para permitir a caça aos paquidermes, que no resto da África, estão num processo de extinção por anos de matança.

Oficialmente, o governo de Botswana – país do sul da África com meio milhão de quilômetros quadrados e uma fauna espetacular – alega que há “excesso” de elefantes no país. Estariam sobrando 60 mil animais. Como o elefante, que é o verdadeiro rei dos animais, não tem predadores – ninguém, nem bandos de leões, pode com ele, a menos que esteja ferido ou doente –, esse suposto excesso estaria dizimando as folhas de árvores e as gramíneas que servem de alimentação de outros herbívoros. Com essa desculpa o governo de Botswana “vende” a caça do elefante legalmente, para horror dos ambientalistas de todo o mundo.

Foto: Divulgação

ACAMPAMENTO DOS CAÇADORES - Na savana africana, hotéis cinco estrela, abrigam os caçadores milionários de todo mundo

Os caçadores se hospedam em um dos muitos “acampamentos” — instalações que vão desde acampamentos propriamente dito, simples e austeros, até verdadeiros hotéis cinco estrelas, em plena savana africana, num dos quais estava meio clandestinamente hospedado o rei espanhol, agora questionado.

Juan Carlos, é um monarca diferente e com participação decisiva na história recente da Espanha, na implantação e manutenção da democracia no país. Curiosamente nascido em Roma, na Itália, durante o exílio da família Real, durante a ditadura do Generalissimo Francisco Franco, viveu a partir dos 10 anos na Espanha e foi aluno interno num colégio dos Marianos da cidade suíça de Friburgo.

Discreto e firme, seu nome nunca esteve ligado a situações reprovaveis. Lembrar que foi ele que mandou Hugo Chávez fechar a matraca, com a famosa frase: ¿Por qué no te callas? durante a XVII Conferência Ibero-Americana, realizada na cidade de Santiago do Chile, no final de 2007.

Dele se dizia até então que foi um homem que teve papel crucial para a implantação da democracia da Espanha, um chefe de Estado que impediu um golpe militar em 1981, num momento crucial para a consolidação do regime constitucional após a longa ditadura do general Francisco Franco (1939-1975), um Rei que resolveu complexos problemas diplomáticos para o país e ajudou a consolidar relações econômicas importantíssimas.

Foto: FaceBook

CAÇADOR IMPIEDOSO - Nesta outra imagem, o rei aparece diante de dois bufalos abatidos

Agora alvo de criticas de vários setores da sociedade, espanhola e mundial, estarrecida, em tempos de preservação da natureza, em sabê-lo caçador impiedoso de animais silvestre, como o elefante e búfalos, questionam seu cargo de presidente de honra de uma das mais importantes organizações pró-natureza do mundo, o World Wildlife Fund.

A atriz francesa, Brigitte Bardot, ferrenha defensora dos animais, escreveu uma carta aberta ao rei:

“É um ato indecente, repugnante e fico indignada por ser com uma pessoa de sua posição”, afirmou. “O senhor não vale mais do que os caçadores ilegais que pilham e saqueiam a natureza, é a vergonha da Espanha”, acrescentou. “Não desejo ao senhor um pronto restabelecimento, porque isso o levaria a prosseguir com as suas estadas mortíferas em África ou em outro local”.

Foto: Getty Images

INSUFICIENTE - Rei Juan Carlos saindo do hospital, pedido de desculpas e reconhecendo que errou. Bastará ?



Hoje ao sair do hospital em Madrid, apos seis dias de internação, restabelecido do acidente, apoiado em muletas, o rei Juan Carlos, não fugiu da imprensa e apressou-se em desculpar-se:

"Sinto muito. Eu errei. Não vai acontecer novamente." – declarou afirmando que já no fim dessa semana retorna a sua rotina de trabalho, não se espera que os seus problemas tenham acabado: a opinião pública, por vezes, tem memória de elefante.

Fotos: Getty Images



VITIMAS REAIS - Ativistas exibem cartazes e protestam diante do Hospital San Jose, em Madrid, enquanto o rei esteve hospitalizado.