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10 de out. de 2013

Finalmente o governo vai interferir em beneficio da brasileira, Ana Paula, do Greenpeace, presa na Rússia

BRASIL – RÚSSIA
Finalmente o governo vai interferir em beneficio da brasileira, Ana Paula, do Greenpeace, presa na Rússia
A Justiça russa indiciou formalmente os 30 ativistas do Greenpeace, de 19 países, inclusive a brasileira, presos pela guarda costeira russa, após tentarem invadir simbolicamente escalar uma plataforma de extração de petróleo, da estatal petrolífera russa Gazprom, protestando contra a exploração de petróleo no Círculo Polar Ártico. Só hoje, Dilma determinou ao Itamaraty providências visando proteger os direitos da brasileira.

Foto: Alex Yallop/Greenpeace

Ana Paula a bióloga gaúcha, ativista do Greenpeace que está presa na Rússia, sob a grave e infundada acusação de pirataria

Postado por Toinho de Passira
Fontes:  BBC Brasil, G1, Zero Hora, Greenpeace, Flickr, Pravda, Izvestia, Pravda, Opera Mundi

O governo brasileiro finalmente se posicionou dizendo que vai tentar ajudar a encontrar uma solução via diplomática junto ao governo da Rússia, para o caso da bióloga gaúcha Ana Paula Maciel, detida junto com um grupo de ativistas do Greenpeace em 24 de setembro e exageradamente acusada de pirataria pelas autoridades russas, crime que pode levar a uma pena de 15 anos de prisão.

A presidenta divulgou no Twitter nesta quinta-feira, que solicitou "ao ministro (de Relações Exteriores Luiz Alberto) Figueiredo contato de alto nível com o governo russo para encontrar solução para Ana Paula" e pediu que o Itamaraty dê "toda a a assistência à brasileira", vinte dias após os fatos terem ocorrido.

brasileira e outros 29 ativistas estão em um centro de detenção na cidade de Murmansk desde que seu barco foi interceptado pelas autoridades russas durante um protesto em uma plataforma petroleira no Ártico.

O Itamaraty informou à BBC Brasil que uma agente consular da embaixada brasileira esteve com Ana Paula na quarta-feira e está acompanhando o agendamento de uma audiência, possivelmente na semana que vem, em que será solicitado que Ana Paula aguarde em liberdade as investigações russas sobre o episódio.

Outros países também têm intercedido pelos ativistas (que são de 18 nacionalidades). A Holanda exigiu a libertação imediata dos prisioneiros e do navio Arctic Sunrise, que é de bandeira holandesa.

A Chancelaria do Reino Unido também discutiu o caso dos seis britânicos detidos com o embaixador russo no país.

Foto: EPA

o Arctic Sunrise retido no porto de Murmansk, a disposição da justiça russa.

DROGAS NO NAVIO

Na quarta-feira, investigadores russos alegaram terem encontrado "drogas" - aparentemente, palha de papoula e morfina - no navio do Greenpeace.

Em comunicado, a ONG disse que a acusação é uma "calúnia e uma invenção".

"Só podemos deduzir que as autoridades russas estão se referindo aos suprimentos médicos que nossos navios são obrigados a levar, sob a lei marítima", disse a ONG.

"Há uma rígida norma contra (a posse) de drogas recreacionais em navios do Greenpeace, e deve ser vista com grande desconfiança qualquer acusação de que foram encontrados suprimentos que não sejam médicos", prossegue o comunicado.

Também na quarta-feira, a ONG informou que a mãe de Ana Paula, Rosângela Maciel, enviou uma carta para Dilma pedindo que a presidente peça a libertação de sua filha ao presidente russo, Vladimir Putin.


Ana Paula enjaulada no tribunal russo
QUÉM É ANA PAULA?

Ana Paula Alminhana Maciel, 31 anos, bióloga, gaúcha é ativista do Greenpeace desde 2006.

Formada em Biologia pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, Rio Grande do Sul, Ana Paula se juntou ao Greenpeace como voluntária em para fazer uma espécie de estágio no navio “Arctic Sunrise ”.

Mal sabia que esta se tornaria sua segunda casa. No fim do estágio, foi convidada para fazer parte da tripulação fixa do navio no que aceitou emocionada.

Na sua primeira ação, em maio de 2006, ficou detida por algumas horas em uma tensa manifestação em Santarém, no Pará, contra o desmatamento provocado pela indústria de soja.

Um mês depois, foi presa e deportada na ilha de São Cristóvão e Névis, no Caribe, onde participava de um protesto contra a caça comercial de baleias.

A cada três meses, Ana Paula embarca em um navio, atua como ativista e marinheira e volta para descansar por mais três meses, esquema no qual trabalha até hoje. Pelos colegas, Ana Paula é descrita como uma pessoa mito comunicativa.

Onze dias depois de ter sido presa pela Marinha russa, a bióloga foi ouvida, pelo tribunal da cidade de Murmansk, no noroeste da Rússia, e ficou determinado que terá de ficar, inicialmente, pelo menos dois meses em prisão preventiva, enquanto o processo prossegue.

Mantida em uma pequena jaula, tradicionais em tribunais russos, diante do juiz, Ana Paula sorriu por instantes e exibiu uma anotação em inglês: "Save the Arctic" (Salve o Ártico).

Fotos: Denis Sinyakov/Greenpeace



Manobras dos ativistas do Greenpeace para escalar a plataforma russa em pleno Ártico

PROTESTO

A tripulação, de 30 pessoas de 19 países, que está presa na Rússia, sob acusação de pirataria, operavam o navio quebra-gelo Arctic Sunrise do Greepeace, que foi até o Ártico, no Mar Pechora, sul de Nova Zembla, Rússia, para realizar um ato de protesto pacifico, para chamar a atenção dos riscos ambientais da extração de petróleo no Ártico.

Dois alpinistas da equipe do Greepeace tentaram escalar a plataforma Prirazlomnaya, da gigante estatal russa Gazprom, a primeira existente no mundo, desenvolvida para operar a extração de petróleo em águas profundas no Ártico.

O jornal russo Pravda, diz que o além das prisões dos ativistas, a justiça russa pretende confiscar o navio do Greenpeace o Arctic Sunrise , apreendido quando do protesto na plataforma de petróleo e escoltado para o porto de Murmansk, onde se encontra fundeado, a disposição da justiça russa.

Foto: Denis Sinyakov/Greenpeace

Comandos da guarda costeira russa, no momento da abordagem aos ativistas no Greepeace

Se para os ativistas tudo não passou de um protesto pacifico e até rotineiro, para a guarda costeira russa, diante da tentativa de invasão a plataforma Prirazlomnaya, o incidente foi tratado militarmente como um ato criminoso internacional.

Em poucos minutos os ativistas viram-se cercados com barcos infláveis conduzindo militares fortemente armados e prontos para abrirem fogo, enquanto o navio do Greenpeace era ocupado por outro comando anfíbio, que desembarcou no convés do barco, descendo de helicópteros através de escadas de cordas, como nos filmes de ação.

Seguramente não houve violência, porque os integrantes do Greenpeace, treinados para saber se comportar de forma inequívoca nestas circunstancia, demonstraram fartamente que não pretendiam esboçar qualquer reação de resistência, submetendo-se obediente e pacificamente as ordens dos militares.

O Greenpeace diz haver farta evidência científica que qualquer derramamento de óleo, acidental, a partir de Prirazlomnaya, no mar Pechora, afetaria mais de 3.000 milhas (4,800 km) da costa norte da Rússia.

Para a Rússia, cuja desaceleração da economia está fortemente dependente das receitas de exportação de energia, apostas todas as fichas na esperanças de que o óleo e gás do Ártico ajudem decisivamente no crescimento econômico, os ativistas do Greenpeace, que tentam impedir ou dificultar as atividades das plataformas, são vistos como perigosos inimigos.

7 de ago. de 2013

Usina nuclear de Fukushima, durante os últimos dois anos, vaza 300 toneladas de água radioativa por dia

JAPÃO - Acidente Nuclear
Usina nuclear de Fukushima, durante os últimos dois anos, vaza 300 toneladas de água radioativa por dia
O governo do Japão divulgou que durante nos últimos dois anos água contaminada com radiação tem vazado para o oceano Pacífico a partir da usina nuclear de Fukushima Daiichi, depois do terremoto seguido de tsunami em março de 2011.

Foto: Kyodo, via Reuters

TMembros de comitê da prefeitura de Fukushima, inspecionam o local de construção de barreira no litoral, para impedir que água radioativa vaze para o oceano, em Fushima, 6 de agosto de 2013.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters, The New York Times, O Globo, Veja, The Guardian, Radio France Internationale

O governo do Japão decidiu tomar frente da gestão da crise da Central Nuclear de Fukushima, responsável pelo vazamento de cerca de 300 toneladas de água radioativa por dia no Oceano Pacífico. A usina foi gravemente danificada pelo terremoto e pela tsunami em março de 2011. O primeiro-ministro Shinzo Abe afirmou nesta quarta-feira que o governo atuará diretamente na resolução do problema, em vez de contar unicamente com as ações da operadora da usina - a Tokyo Eletric Power (Tepco) -, cuja gestão tem sido muito criticada.

De acordo com Abe, o vazamento é pior do que se pensava e se trata de uma questão urgente, o que levou o primeiro-ministro a ordenar pela primeira-vez o envolvimento federal para ajudar a Tepco a conter a crise.

Mais cedo, um funcionário do Ministério da Interior explicou que o vazamento tem ocorrido nos últimos dois anos. Mas somente no mês passado a empresa admitiu o escape de água radioativa.

- Não deixaremos nas mãos da Tepco. Prepararemos uma estratégia governamental. Vamos assegurar que haja um plano rápido e polifacético - disse o primeiro-ministro.

Como primeira iniciativa, o premiê ordenou que o ministro da Economia, Comércio e Indústria trate a situação de forma urgente e que assegure que a operadora da usina adote as medidas adequadas para realizar a limpeza, que avalia poderá durar mais de 40 anos e que vá custar US$ 11 bilhões.

O plano prevê, entre outras coisas, o congelamento do solo em torno dos edifícios para desligar o fluxo de contaminação em águas subterrâneas nas proximidades e, assim, acabar com os vazamentos no mar. Fazer isso exigirá uma parede de gelo de quase um quilômetro de comprimento, e uma altura de 30 metros. Especialistas disseram que uma parede de gelo, em tal escala nunca foi tentada antes, o que torna improvável que a Tepco sozinha, possa realizar o feito.

4 de mai. de 2013

A preocupante redução da população mundial de abelhas

PLANETA TERRA - Ecologia
A preocupante redução da
população mundial de abelhas
A redução inexplicável do número de abelhas, tanto nos EUA, como na Europa, foi apelidado de "desordem do colapso da colônia" . O fenômeno preocupa cientistas, ecologistas, apiculturistas e produtores rurais. Existem inúmeras teorias que explicam o fenômeno, mas nenhuma até agora é conclusiva ou dispensável.


"Se a abelha desaparecer da superfície da terra, o homem não teria mais de quatro anos de vida” – afirmou Albert Einstein

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Wired, Eco Debate, future Wikia, The Guardian, Animal Discovery, Revista Época

Desde 2006, uma estranha doença está dizimando abelhas nos Estados Unidos e Europa. As abelhas saem das colmeias para a polinização e simplesmente não retornam, morrendo longe de casa. Em pouco tempo, a colmeia entra em colapso. Esse fenômeno, batizado de Desordem do Colapso das Colmeias, preocupa não só produtores de mel, mas também produtores agrícolas e ecologistas. Estima-se que a população de abelhas caiu 40% nos Estados Unidos e 50% na Europa nos últimos 25 anos.

As causas desse colapso ainda não estão completamente explicadas pela ciência. Várias teorias foram formuladas, e ambientalistas culpam o uso indiscriminado de agrotóxicos. A situação é tão complicada que a União Europeia baniu, nesta semana, o uso de um tipo de pesticida pelos próximos dois anos.

Na última quinta-feira (2), o Departamento de Agricultura dos EUA publicou um relatório com os resultados de uma pesquisa conjunta envolvendo 175 pessoas, entre cientistas, apicultores, conservacionistas e representantes do governo e das empresas de agrotóxico. O estudo concluiu que pesticidas fazem parte do problema, mas que a morte das abelhas é resultado de uma mistura de vários fatores.


Uma abelha visita dez flores por minuto em busca de pólen e do néctar. Ela faz, em média, quarenta voos diários, tocando em 40 mil flores.

Segundo o relatório americano baseado em teorias de cientistas, as principais causas da morte das abelhas são:

Ácaros parasitas: o ácaro Varroa destructor é considerado “a principal causa do problema que afeta as abelhas”. Esse ácaro ataca as colmeias, afeta a reprodução da espécie permitindo o ataque de vírus que infecciona a colmeia. Esse ácaro foi responsável pelo colapso de colmeias no Havaí e no Canadá.

Pesticidas: uma série de estudos europeus liga diretamente o uso de uma toxina, chamada neonicotinoide, com a morte de rainhas e zangões. Essa toxina é encontrada em pesticidas considerados de pouco impacto ambiental, porque exigem menor quantidade de aplicações na produção, reduzindo o risco de contaminação. Os pesquisadores descobriram que essa neurotoxina estava se concentrando no néctar das plantas, contaminando as abelhas e matando as rainhas. No entanto, os estudos foram feitos em laboratórios, e ainda precisam ser replicados em condições naturais.

Má nutrição: as abelhas precisam variar o cardápio, buscando pólen e néctar em diferentes plantas e flores. Mas a expansão de monoculturas, que se espalham por grandes áreas com um único tipo de produção, reduz a variação e compromete a nutrição das abelhas, deixando-as mais fracas e vulneráveis a doenças.

Baixa diversidade genética: as técnicas de produção e apicultura diminuíram a diversidade nos genes das abelhas de uma colmeia. Quando essa variedade de genes é pequena, aumenta a incidência de doenças, as abelhas são menos produtivas e mais vulneráveis ao ácaro Varroa destructor.

Torres de telefonia celular : Pensa-se que as frequências utilizadas por torres celulares, cada vez em maior número, podem interromper, ou interferir na comunicação entre as abelhas e, possivelmente, afetam o sentido de direção e elas se perdem no caminho de retorno a colmeia.

Plantação de lavouras Geneticamente Modificadas : Os alimentos geneticamente modificados, são plantados em grandes extensões do planeta. São produtos agrícolas, como milho e soja, que que seu DNA original alterado, para serem resistentes a determinadas pragas., Há argumentos de que estes produtos fornecer uma má nutrição para as abelhas ou afetam o seu ciclo de vida.


Abelha é a denominação comum de vários insetos pertencentes à ordem Hymenoptera, da superfamília Apoidea, subgrupo Anthophila, aparentados das vespas e formigas.

Em 2011, a ONU, já preocupada com o problema alertou que das 100 espécies de lavoura que produzem 90% dos alimentos do mundo, mais de 70 são polinizadas por abelhas

Portanto, o colapso das colmeias coloca em risco não só as abelhas, mas toda a produção de alimentos. Talvez o homem não possa ser capaz de produzir culturas suficientes para alimentar o mundo, a espécie humana e animais, sem a polinização das abelhas.

Há, porém, cientistas e técnicos que se contrapõem a essa versão tão funesta. Concordam que se as abelhas se extinguirem, as plantas que dependem exclusivamente delas para a polinização vão morrer. Mas não se pode esquecer que o trigo, a cevada, o centeio, o arroz, o bambu e o milho são polinizados exclusivamente pelo vento e as borboletas estão na lista dos principais polinizadores, além de aves e outros insetos mais resistentes.

Acreditam também, que as polinizações poderiam ser feitas a mão, seria um processo penoso e caro, mas não impossível.

Antes do advento das abelhas, as plantas foram polinizadas por uma grande variedade de animais, moscas, besouros, borboletas, morcegos e mariposas, que com a extinção delas podem reassumir esse nicho biológico.

Óbvio que todas essas hipóteses pós-extinção das abelhas contém hipóteses não testadas e indícios de grandes desconfortos e dificuldades imensuráveis para a raça humana. A possibilidade da extinção do homem, na terra sem abelhas, não é uma previsão tão absurda como possa parecer.

No Brasil, alguns apicultores enfrentaram problemas, mas não na mesma intensidade da morte das abelhas nos EUA e Europa, mas é bom ficar de olho.

Esse problema das abelhas nos faz meditar que não importa o quão avançado estejamos tecnologicamente, ainda dependemos fundamentalmente e muito da Mãe Natureza.


Uma colmeia abriga de 60 a 80 mil abelhas. Tem uma rainha, cerca de 400 zangões e milhares de operárias. Se nascem duas ou mais rainhas ao mesmo tempo, elas lutam até que uma morra. A abelha-rainha vive até 5 anos, enquanto as operárias vivem de 28 a 48 dias.

16 de jan. de 2013

NASA constata tendência de alta no aquecimento global

PLANETA TERRA - Meio Ambiente
NASA constata tendência de alta no aquecimento global
2012 foi o nono ano mais quente no planeta desde que o levantamento começou a ser feito, em 1880. Não bateu recorde, mas consolidou um fenômeno preocupante: nove dos dez anos mais quentes da história aconteceram desde 2000.

Foto: Felipe Dana / Associated Press

O Rio de Janeiro atingiu, em 2012, o recorde de 43º em dezembro último

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Diário da Manhã, NASA, Jornal Nacional, Los Angeles Times

Um novo estudo da Nasa confirmou o que outros dados já indicavam: a temperatura na Terra mantém uma tendência firme de alta, com 2012 sendo o nono ano mais quente desde 1880, quando os registros começaram.

As conclusões são dos últimos dados divulgados pelo Instituto Goddard para Estudos Espaciais (Giss), que monitorou a temperatura de 2012 e a comparou com a de todos os anos anteriores.

A análise mostrou que a Terra experimenta um aquecimento mais acelerado do que em décadas anteriores.

A média de temperatura em 2012 foi de 14,6º C, cerca de 0,6º C mais quente do que em meados do século 20. Segundo a nova análise, a temperatura média mundial já subiu 0,8º C desde 1880.

Ano a ano, tem havido uma tendência expressiva de alta. Excluindo-se 1988, os nove anos mais quentes dentre os 132 avaliados aconteceram desde o ano 2000, com 2010 e 2005 encabeçando a lista de recordes de calor.

Os números de mais um ano, por si mesmo, não significam nada, diz o climatologista do Giss Gavin Schmidt.

O que importa é que esta década está mais quente do que a última, que por sua vez já foi mais quente do que sua anterior. O planeta está esquentando, e a razão para isso é que nós estamos jogando quantidades crescentes de dióxido de carbono na atmosfera, completou o cientista, em nota divulgada pela agência espacial americana.

As informações usadas pelo Centro Goddard foram recolhidas em mais de mil estações meteorológicas em todo o mundo, além de observações de satélite e centros de pesquisa.

O documento destaca ainda as temperaturas extremas nos Estados Unidos.

Em 2012, a parte continental do país registrou as temperaturas mais elevadas de toda sua história.

27 de abr. de 2012

Veto negociado – Merval Pereira

OPINIÃO
Veto negociado
Dilma vai vetar alguns pontos do Código Florestal aprovado pelo Congresso, tenta o impossível acalmar ambientalistas e não enfurecer os ruralistas

Charge- HUMBERTO – Jornal do Comercio (PE)

Postado por Merval Pereira
Fonte: Coluna do Merval Pereira – O Globo

Tudo indica que a presidente Dilma vetará mesmo alguns pontos do novo Código Florestal que foi aprovado pela Câmara, editando uma medida provisória que recuperaria parte do acordo acertado no Senado.

Seria uma maneira de não se confrontar com o Congresso como um todo, alegando que foi descumprido um compromisso negociado politicamente.

Os ambientalistas alegam que alguns pontos são essenciais, como a obrigatoriedade de recomposição das faixas de rio que foram desmatadas.

Eles entendem que da maneira como foi aprovado o texto, os agricultores ficam desobrigados de recuperar o que foi desmatado, o que caracterizaria uma anistia.

No acordo do Senado essa obrigação era explícita no texto do novo Código Florestal, e já foi fruto de muita negociação, pois os ambientalistas mais ortodoxos não queriam nem mesmo essa possibilidade de anistia, exigindo punição especialmente para os que desmataram depois do decreto de crimes ambientais de 2008.

Outro ponto importante para os ambientalistas é a obrigação de fazer o Cadastro Ambiental Rural (CAR), para definir a reserva legal e a Área de Preservação Permanente (APP).

Também seria preciso recolocar na lei a possibilidade de o Comitê de Bacias, onde têm assento os prefeitos, governadores, empresários, determinar medidas suplementares de proteção.

Por fim, mas não menos importante, os ambientalistas querem que seja retirada da legislação a permissão para que sejam autorizadas atividades “agropecuárias” nos topos dos morros, quando o acordo era para que apenas culturas permanentes como café, maçãs ou uvas fossem permitidas.

Os ambientalistas temem que a ampliação do conceito permita a criação de gado nas encostas dos morros.

Até o momento o governo não teme que o veto seja derrubado, pois acham difícil conseguir maioria absoluta contra a Presidente, ainda mais que o veto será feito em pontos específicos, não será total, e retomando o acordo do Senado.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, lembrou que existem compromissos assumidos por Dilma na campanha eleitoral que ela honrará.

Foi o mesmo que a própria presidente disse para seu ex-ministro do Meio Ambiente, atual Secretário do governo do Rio, Carlos Minc.

Ela assegurou, mesmo sem falar diretamente de vetos, que honraria os compromissos assumidos. Minc foi um de seus assessores para a área de Meio Ambiente durante a campanha.


*Acrescentamos subtítulo e charge ao texto original

26 de fev. de 2012

Dois mortos no incêndio da base de brasileira na Antártica

ANTÁRTICA - BRASIL
Dois mortos no incêndio da base de brasileira na Antártica
Dois militares acabaram morrendo ao tentar combater o incêndio que acabou por destruir completamente a base brasileira Comandante Ferraz, que fazia pesquisas com cientistas e técnicos brasileiros na Antártida. Cerca de 50 pessoas estavam na estação quando o incêndio começou. Mais um militar acabou ferido, mas não corre risco de morte. Os outros já foram resgatados e trazidos para o Brasil, desde o Chile. O acidente aconteceu no mesmo dia em que foi denunciado que o governo brasileiro estava escondendo que uma embarcação da marinha brasileira havia afundado desde dezembro, com 10 mil litros de diesel, próximo à base. Há riscos do Brasil sofrer sanções internacionais pelos acidentes, que poderão ser considerados falhas graves para quem trabalha em área tão sensível e de proteção ambiental tão severa.

Foto: Armada Chilena/ Informador Chile





Estação Antártica Comandante Ferraz em chamas, imagens feita pela Armada chilena

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Agência Brasil, O Globo, Estadão, Fox News, Informador Chile

Dois militares brasileiros morreram no incêndio ocorrido na madrugada deste sábado da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). O suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos tentavam combater o fogo, que começou durante a madrugada na casa de máquinas da base, acabaram sucumbindo cercados pelo fogo.

A marinha afirmou que o ferido, o primeiro-sargento Luciano Gomes Medeiros, não corre risco de morte. Ele foi levado até Punta Arenas, no Chile, de onde embarcará para o Rio de Janeiro.

Todos os pesquisadores e funcionários civis foram resgatados e já se encontram no continente, no Chile, de onde devem regressar ao Brasil, possivelmente nesta domingo.

12 militares da Marinha, inclusive o comandante da base, ficaram numa base chilena vizinha à brasileira na Ilha Rei George, na Antártica. Eles devem retornar a base Comandante Ferraz, para ajudar no trabalho de perícia e no resgate dos dois corpos. Um navio da Marinha brasileira também se deslocou para a Ilha Rei George, para ajudar na tarefa.

Foto: Reuters

Integrantes da Base tentam bombeiam água do mar para tentar apagar o incêndio, que acabou destruindo toda a base.

O acidente ocorreu na Praça de Máquinas, onde ficam os geradores de energia, por volta das 2h (horário de Brasília), segundo nota da Marinha do Brasil. Os integrantes do Grupo-Base (militares da Marinha responsáveis pela manutenção e operação da EACF) trabalham no combate ao incêndio.

Fotos: Reuters/Site Informador Chile


Os brasileiros integrantes da base resgatados pela Força Aérea Argentina, chegando ao Chile

De acordo com o governo, os 30 cientistas, um alpinista que presta apoio às atividades de pesquisa e um representante do Ministério do Meio Ambiente que estavam na Estação no momento do acidente estão bem e já foram para Punta Arenas (Chile). Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) vai resgatar os militares e pesquisadores.

De acordo com a FAB, o avião, um Hércules C-130, pousou em Punta Arenas à meia-noite deste domingo. A aeronave chegou ao Brasil por volta das 8h30, na Base Aérea do Galeão. Assim que as condições meteorológicas permitirem, uma equipe com apoio do navio chileno Lautaro vai se deslocar para a base para avaliar os danos causados à estrutura da Estação.

Pela internet, pesquisadores que estavam na estação relatam que o incêndio destruiu tudo na base brasileira e que houve explosão de nitrogênio. Yocie Yoneshigue Valentin, coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Antártico de Pesquisas Ambientais (INCT-APA), disse que soube, por pesquisadores que estavam no local, que o alarme não tocou no momento do acidente e que todos tiveram que sair às pressas, sem levar bagagem nem documentos.

O Navio-Polar “Almirante Maximiano”, da Marinha, partiu de Punta Arenas em direção à EACF para prestar o apoio necessário. Ainda segundo a nota, dois navios da Marinha da Argentina e dois botes da Estação polonesa de Arctowski apoiam as ações nas imediações da EACF. E três helicópteros da Base chilena também prestam apoio.

Permanecem na EACF, além do Grupo-Base, 12 funcionários do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. A Marinha afirma que um Inquérito Policial Militar foi instaurado para apurar as causas do acidente.

Foto: Eduardo Geraque/Folhapress

A Baía do Almirantado onde afundou a embarcação da marinha, desde dezembro, com 10 mil litros de combustível, próximo a estação Comandante Ferraz

Como nenhuma noticia ruim vem sozinha, foi divulgado quase que simultaneamente ao acidente da base Comandante Ferraz a notícia que o governo brasileiro estava escondendo, desde dezembro, que uma chata (embarcação de fundo chato usada para transporte de carga) rebocada pela Marinha afundou no litoral da Antártida com uma carga de 10 mil litros de óleo combustível.

Não houve vítimas no acidente, mas no momento a embarcação está a 40 metros de profundidade e a 900 metros da praia onde fica a base brasileira no continente.

O naufrágio, denunciado pelo Estadão, vinha sendo mantido em sigilo tanto pela Marinha quanto pelos ministérios que integram o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) – Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Relações Exteriores e Minas e Energia e Defesa.

Segundo o jornal, sem nenhuma divulgação oficial, por parte do governo, chega na próxima semana à Baía do Almirantado, onde a chata foi a pique, os navios de socorro Felinto Perry, da frota da Marinha, e Gulmar Atlantis, contratado pela Petrobrás. O Felinto Perry é especializado em resgate de submarinos, além de outras operações complexas.

Mergulhadores da Petrobrás, treinados para atuar em acidentes que envolvem vazamentos nas estruturas de exploração e produção de petróleo, participarão da tentativa de resgate.

O planejamento prevê o içamento da chata por boias e guindaste, para que o gasoil artic (combustível anticongelante produzido pela Petrobrás para a ação brasileira na Antártida) possa ser retirado do meio ambiente antes que comece a vazar.

É uma operação considerada de risco, por causa do clima inóspito da região. As observações feitas após o naufrágio por um robô de inspeção submarina mostraram que o diesel não vazou, para alívio dos profissionais da estação e do governo brasileiro, preocupado com a repercussão internacional que um derramamento de poluentes na Antártida pode representar.

Conhecido como Protocolo de Madri, o Tratado da Antártica para Proteção ao Meio Ambiente, em vigor desde 1998, torna o continente reserva natural destinada à ciência. O tratado proíbe até o ano de 2047 a exploração econômica dos recursos minerais e regulamenta e controla a presença humana no local.

Caso o diesel vaze, o acidente com a chata poderá ser interpretado pela comunidade internacional como um desrespeito ao protocolo, por falta de planejamento e pelo uso de processo tido como obsoleto.

Para os cientistas, um sistema de dutos – que não foi implantado na base brasileira – seria o ideal para transportar combustível entre as embarcações e os tanques.

Em resumo nesse protocolo fica estabelecido que deverá ser evitados impactos negativos sobre a qualidade do ar e da água; modificações significativas no meio ambiente atmosférico, terrestre, glacial e marinho; riscos para as espécies animais e vegetais; e degradação de áreas com especial significado biológico, científico, histórico, estético ou natural.

Tanto o acidente com o a embarcação, com a explosão e o incêndio na Base Comandante Ferraz, apesar de acidentais, ferem importantes itens do tratado. O Brasil vai ser questionado e embaraçado e possivelmente sancionando pela comunidade internacional, antes de tentar reconstruir a base.

Foto: Reuters

A Base antes do incêndio. O nome da estação homenageia Luís Antônio de Carvalho Ferraz, um comandante da Marinha do Brasil, hidrógrafo e oceanógrafo que visitou o continente Antártico por duas vezes a bordo de navios britânicos. Ferraz desempenhou importante papel ao persuadir o Brasil a desenvolver um programa antártico (o PROANTAR).


25 de jan. de 2012

O mundo submerso do Costa Concordia

ITÁLIA
O mundo submerso do Costa Concordia
As notícias sobre o naufrágio do luxuoso transatlântico Costa Concordia, na cota toscana, Itália, falam dos 16 corpos já encontrados, dos 24 ainda desaparecidos, do trabalho insalubre e insano dos mergulhadores, que buscam sobreviventes e corpos nas suas entranhas submersas e as acusações que se acumulam contra o capitão Francesco Schettino.

Foto: Reuters

Mergulhadores onde era um dos restaurantes do navio> Ao fundo pode se ver um enorme painel reproduzindo um afresco de Michelangelo originalmente pintado na Capela Sistina, em Roma.

Postado por Toinho de Passira
Fontes:Metro, Paris Match, Extra, Terra, Terra, Daily Mail, Reuters, Paris Match

A Defesa Civil italiana informou nesta terça-feira que as equipes de resgate encontraram o corpo de mais uma vítima fatal do acidente do Costa Concordia: uma mulher idosa, que estava com um colete salva-vidas, o número de mortos sobe para 16.

A toda hora muda-se o número de possíveis desaparecidos, fala-se agora em 24. Comenta-se também que o acidente pode ter causado mais morte que os números oficiais venham a indicar. Só metade dos corpos resgatados até agora foi identificado. É verdade que o estado de decomposição em que se encontram, após dias submersos sob as águas do mar, dificulta e até impossibilita suas identificações. A maioria só fica sendo conhecida através de exames de DNA, comparativos com os de parentes que as procuram. Já se fala que pelo menos um dos mortos encontrado seria um clandestino, que estava na embarcação, mais não estava registrado nem como passageiro, nem como tripulante.

Um mergulhador citado pelo Daily Mail teria dito: “Há um cheiro insuportável de decomposição lá em baixo”!

Os mergulhadores da Marinha, da polícia e da defesa civil, que buscam corpos e até improvaveis sobreviventes, nos corredores e nas cabines submergidas correm cada vez mais riscos.

Foto: Associated Press

Rebocador é carregado com móveis e utesílios retirados do Costa Concordia

A revista francesa Paris Match resume: O "Costa Concordia" já não é um palácio flutuante, tornou-se uma armadilha de 290 metros de comprimento e 114,5 mil toneladas.

O interior do navio, sob as aguas do mar, tornou-se um fossa escura. Nos corredores, nos grandes espaços de laser, restaurantes e camarotes, matérias-primas degradadas, comida, restos mortais, feses, mobiliário, utesílios, bagagem e quilômetros de carpete descolados formando imensos tubos.

Percorrer toda a sua extensão é um desafio: numa área equivalente a três campos de futebol e uma altura equivalente a 20 andares, situam-se 17 pontes e 1.500 cabines.

A enorme embarcação sinistrada está ancorada precáriamente num lajedo e constantemente movimenta-se. Agrimensores calculam desde domingo, 15 de janeiro, as oscilações do "Costa Concordia". "Em média, ele se move 7 milímetros por hora", calcula um cientista. Ele desliza para o mar à noite, particularmene entre às 22:00 e 02:00, acompanhando a movimentação das marés.

Mais de uma vez, porém, durante o dia, essas oscilações fizeram as buscas serem suspensas. Há o risco real, do barco se despreender do rochedo, e deslizar para um abismo submarino, levando consigo os mergulhadores que estiverem no seu interior.

Foto: Reuters

O Costa Concordia com bóias de proteção para evitar que um possível vazamento de óleo espalhe-se pelo Mediterraneo

Estão sendo ultimados os preparativos finais para a delicada e perigosa operação de retirada as 2.400 toneladas do combustível dos tanques do navio. A empresa holandesa Smit - apoiado pelo Blacks Leghorn - deve começar a extração do o combustível, neste sábado. O combustível será aquecido com ar quente, para se tornar mais fluido, para ser bombeado. A previsão é que a operação toda dure cerca de 30 dias.

Há temores permanente que os tanques do Concórdia se rompam e cause um acidente ecológico de proporções catastroficas, turvando as mais cristalinas águas do Mediterrâneo, em torno da Ilha de Giglio, onde ocorreu o sinistro.

Foto: EPA/Centro subacquei dei Carabinieri

Mergulhador diante do casco do Costa Concordia afundado

Foto: Reuters/Centro subacquei dei Carabinieri

O grande sino do Costa Concordia pode ser visto pendurado numa parte submersa da embarcação, no caminho dos mergulhadores

O chefe da Defesa Civil, Franco Gabrielli, disse que mesmo com o começo do bombeamento, para esvaziamento dos tanques de combustiveis, as buscas por desaparecidos não vão parar.

Claro que com o começo das operações de retirada do óleo, aumentarão, ainda mais, os riscos para os mergulhadores, pois isso afetará a precária estabilidade do navio.

Foto: DAPD

Capitão Francesco Schettino, afundando em acusações.

O comandante do Costa Concordia, o capitão Francesco Schettino, continua em prisão domiciliar, mas o Ministerio Público italiano demanda para que ele vá para um presídio. A cada nova versão de sua responsabilidade e participação decisiva para que ocorresse o acidente sua situação se complica.

Fala-se que ele mudou a rota e arriscou-se passar tão perto do litoral da ilha para saudar um comandante aposentado. Bebera muito durante o jantar, e que estava na cabine de comando, na hora do acidente, em companhia de uma jovem moldávia, Dominica Cemortan, 25 anos, que não constava da lista de passageiros.

Ela nega ser amante do capitão e que estivesse com ele no momento da colisão. Teria ido à cabine após o acidente, chamada por oficiais, para traduzir, para os passageiros russos as instruções do comandante. Ela diz que ao contrário do que se apregoa ele foi um herói durante o acidente, que se não fosse sua intervenção, milhares teriam morrido.

Outra mulher, desta vez a sua esposa, Fabiola Rossi, saiu em defesa de Schettino, disse, em uma entrevista publicada nesta terça-feira, que estava indignada com a maneira como seu marido vinha sendo retratado na mídia.

"Meu marido está no centro de uma tempestade sem precedentes na mídia", disse Fabiola Rossi, à revista francesa Paris Match.

"Não consigo pensar em nenhuma outra tragédia naval ou aérea em que a parte responsável tenha sido tratada com tanta violência... Essa é uma caçada humana, as pessoas estão atrás de um bode expiatório, de um monstro", afirmou.

O advogado de Schettino, que diz que seu cliente admite responsabilidade parcial pelo desastre.

Mais provas se junta às acusações contra o comandante Schettino: apenas 15 minutos após a colisão ele disse por telefone aos proprietários do navio Costa Concordia:

"Fiz uma besteira, enviem rebocadores e helicópteros".

Vai ser difícil ele explicar porque só após uma hora e meia, veio à ordem dos passageiros abandonarem o navio.

Foto: Giampiero Sposito/Reuters

O local onde o navio de Costa Concórdia acidentou-se e encalhou ao bater em rochas perto da ilha de Giglio, na região da Toscana, Itália, se tornou um ponto turístico. Curiosos e turistas têm ido ao local para ver o navio, num cenário que parece cena de filme. Levam câmeras ou tabletes para fotografar ou registram as cenas do próprio celular.


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O naufrágio do transatlântico italiano
O Comandante fujão


19 de jan. de 2012

O Comandante fujão

ITÁLIA – NAUFRÁGIO
O Comandante fujão
Consta que quando soube que o comandante do transatlântico Costa Concordia havia abandonado o navio, antes que os passageiros fossem socorridos o Comandante da Capitania dos Portos de Livorno, Gregorio De Falco, chorou de raiva enquanto chamava a responsabilidade o com o comandante fujão. A difícil conversa entre os dois, vasada pelo jornal Corriere dela Sera, espalhou-se pela web.

Foto: Enzo Russo/ANSA/Reuters

Francesco Schettino, o comandante fujão e criminoso, virou piada mundial.

Postado por Toinho de Passira
Fontes:Veja, Corriere dela Sera, The Guardian, The Telegraph

Quando teve a confirmação de que o capitão do cruzeiro Costa Concordia, Francesco Schettino, havia abandonado o navio naufragado deixando tripulação e passageiros para trás, o comandante Gregorio De Falco, da Capitania dos Portos de Livorno chorou de raiva, segundo contaram seus subordinados à imprensa local. A revolta era com o "caráter desumano" de Schettino, que só pensou em si próprio quando havia mulheres, portadores de deficiência física e até crianças presas na embarcação.

Exaltado como herói, De Falco pediu aos jornalistas que se esqueçam dele. Ele diz que sua missão é e foi a de "socorrer", e acrescenta que, se há um herói, é seu subcomandante, Alessandro Tosi, que às 22h07 de sexta-feira (horário local) lhe disse: "Comandante, aquele cruzeiro está indo devagar demais, 6 nós (menos de 2 km/h). O que faz a 6 nós em uma rota invertida? Há um problema". Foi quando decidiram ligar para a ponte de comando do Costa Concordia para esclarecer as razões da lenta navegação: "É só um problema técnico", respondeu o capitão.

Foto: Peta Handout/EPA

Comandante De Falco, não aceita o título de herói, mas transformou-se instantaneamente em ídolo dos italianos.

Já na conversa da madrugada, o comandante De Falco, disse ter percebido, pelo tom da voz de Schettino que ele estava mentindo e escutou, ao fundo, os gritos distantes das pessoas que pediam socorro.

"Abandonar é mais do que desertar, é trair o Código Marítimo", criticou.

"Não queria fugir, caí em um barco de salvamento", tentou se explicar Schettino, acrescentando que "tentou salvar todos".

O título de herói ele até pode dispensar, mas o sucesso de suas declarações - que ganharam a boca do povo nas ruas e nas redes sociais - é incontrolável. A frase "Vada a bordo, cazzo!" ("Volte a bordo, caralho!, em italiano) virou até camiseta. Volte a bordo, caralho!

"De Falco for president", clamam frases postadas no Twitter, "Santo Subito", "Eu o quero como presidente do Conselho", "Vá à minha casa, a porta para o senhor estará sempre aberta" são algumas das mensagens que circulam pela internet no dia seguinte à divulgação do diálogo.

No momento da conversa, gravada à 1h46 de sábado (hora local, 22h46 de sexta-feira hora de Brasília), o capitão do Costa Concordia já havia deixado o navio. O comandante Gregorio Maria De Falco, da Capitania do Porto de Livorno, ordena que ele volte ao local do naufrágio e informe quantas pessoas precisam de resgate.

Schettino tenta se esquivar e irrita a autoridade marítima.

"Você está se recusando?", pergunta De Falco. "Volte a bordo, caralho!!"

Segundo a Capitania dos Portos, o comandante foi para um rochedo às 00h30. De acordo com testemunhas, ele não voltou mais ao Costa Concordia para comandar o resgate, que prosseguiu até às 6 horas.

Veja como foi a conversa entre Schettino, o comandante do Costa Concordia e De Falco, o comandante da Capitania dos Portos de Livorno:

De Falco: "Sim, eu sou De Falco, de Livorno, falo com o comandante?"

Schettino: "Sim, boa noite, comandante De Falco."

De Falco: "Diga-me o seu nome, por favor."

Schettino: "Eu sou o comandante Schettino, comandante."

De Falco: "Schettino? Ouça Schettino: há pessoas presas a bordo. Agora, vá com seu bote à proa do navio do lado direito. Há uma escada (de socorro) e suba a bordo. Você vai a bordo e nos diga quantas pessoas estão lá. Entendido? Estou gravando esta comunicação, comandante Schettino."

Schettino: "Comandante, vou te dizer uma coisa..."

De Falco: "Fale mais alto. Coloque a mão na frente do microfone e fale mais alto. Entendido?"

Schettino: "Agora o navio está inclinado..."

De Falco: "Entendo. Ouça: há pessoas descendo pela escada de proa. Você deve passar por essa escada no sentido inverso, subir no navio e me dizer quantas pessoas estão lá e o que está acontecendo a bordo. Entendido? Você deve me dizer quantas crianças, mulheres e pessoas estão lá precisando de ajuda. E você me diga quantas pessoas há nessas categorias. Entendido? Ouça Schettino, você talvez tenha conseguido se salvar do mar, mas aqui, as coisas vão ficar realmente ruins... Eu vou te causar muitos problemas. Volte a bordo, caralho!!"

Schettino: "Comandante, eu imploro a você..."

De Falco: "Não, eu é que imploro a você... Você tem que ir agora mesmo, volte a bordo. Você tem que me garantir que está voltando a bordo."

Schettino: "Já estou indo para lá, já estou indo, não vou a parte alguma, estou indo."

De Falco: "O que você está fazendo, comandante?"

Schettino: "Vou para lá para coordenar os trabalhos de socorro."

De Falco: "Quem está coordenando lá? Volte agora a bordo para coordenar o socorro a bordo. Você está se recusando? "

Schettino: "Não, não me recuso."

De Falco: "Você está se recusando a voltar a bordo? Diga-me por qual motivo você não vai para lá?"

Schettino: "Eu não estou indo para lá porque outro barco (bote de socorro) chegou."

De Falco: "Volte a bordo, é uma ordem. Você não deve pensar em outra coisa. Você declarou o abandono do navio. Agora sou eu quem comanda. Volte a bordo! Entendido? Ouviu? Vá lá e entre em contato diretamente do navio. No local já há o meu socorro aéreo".

Schettino: "Onde está o seu veículo de socorro?"

De Falco: "Ele está na proa. Vá para lá. Já há corpos, Schettino".

Schettino: "Quantos?"

De Falco: "Eu não sei.. Um com certeza, eu fui informado. É você que tem que me dizer quantos, Cristo!!!"

Schettino: "Mas você se deu conta de que é noite e que aqui não vemos nada?"

De Falco: "O que você quer fazer, Schettino, voltar para casa? É noite, e por isso você quer voltar para casa? Volte para a proa do navio pela escada e me diga o que pode ser feito, quantas pessoas há lá, do que elas precisam. Agora!!"

Schettino: "Eu estarei com o segundo comandante" (no bote de socorro).

De Falco: "Voltem a bordo todos os dois. Você e seu segundo, voltem agora a bordo, entendido? "

Schettino: "Comandante, eu queria voltar a bordo, mas o outro bote aqui... Há outros socorristas... Ele parou e está preso, eu chamei outros socorristas".

De Falco: "Você está me dizendo isso há uma hora. Volte a bordo agora, Volte a b-o-r-d-o (grita)!! E me diga já quantas pessoas estão lá".

Schettino: "Tudo bem, comandante"

De Falco: "Vá para lá imediatamente!!"

Schettino, o fujão, não voltou jamais!

Foto: Ciro De Luca/Reuters

'Vada a bordo, cazzo!' virou camiseta e sucesso nas redes sociais.


16 de jan. de 2012

Donos do navio admitem culpa do comandante

ITALIA - NAUFRAGIO
Donos do navio admitem culpa do comandante
O presidente da Costa Cruzeiros, proprietária do navio que naufragou na noite de sexta-feira próximo à ilha de Giglio, na Toscana, Itália, disse nesta segunda-feira que o capitão do Costa Concordia fez um desvio de percurso "não autorizado, sem aprovação". O ministério do Meio Ambiente da Itália, demonstra séria preocupação ambiental uma vez que começou a vazar material líquido da embarcação que possui nos seus tanques 2,3 mil toneladas de combustível.

Foto:Getty Images

A embarcação de 290 metros de comprimento permanece sobre um banco de rochas submarinas coberta entre 15 e 20 metros de água. As equipes de resgate, porém, temem que ela deslize e caia de forma abrupta em águas muito mais profundas. O navio deslocou-se no rochedo com a piora das condições meteorológicas nesta segunda-feira.

Postado por Toinho de Passira
Fontes:BBC Brasil, Reuters, G1, Corriere dela Sera

O empresário Pier Luigi Foschi, o presidente da Costa Cruzeiros, proprietária do navio Costa Concordia que naufragou na noite de sexta-feira próximo à ilha de Giglio, na Toscana, Itália, disse nesta segunda-feira que "erro humano" motivou o acidente, referindo a um desvio no percurso, "não autorizado, sem aprovação, feito pelo capitão, capitão do navio, Francesco Schettino. Em entrevista coletiva concedida em Gênova, Pier Luigi Foschi falou:

"A companhia dará ao capitão (Francesco Schettino) toda a assistência necessária, mas temos que admitir os fatos e não podemos negar o erro humano", afirmou.

"A rota estava correta. O fato de que (o navio) saiu de seu curso se deve unicamente a uma manobra do comandante que não tinha sido aprovada, (não foi) autorizada e (era) desconhecida pela Costa (Cruzeiros)”, acrescentou.

Foschi disse ainda que o navio Costa Concordia passa por inspeções periódicas e tinha passado por uma grande inspeção em novembro de 2011.

As equipes de resgate já encontraram os corpos de seis vítimas do naufrágio do navio de cruzeiro. Outras 15 pessoas estão desaparecidas.

As operações de resgate foram suspensas na manhã desta segunda-feira, pois o navio, que tombou lateralmente, se afastou das rochas em que estava apoiado devido ao mau tempo na região.

Nesta segunda-feira, o Itamaraty atualizou o número de brasileiros presentes no navio de 53 para 57 pessoas, sendo seis tripulantes do Costa Concordia. Todos saíram ilesos do acidente.

Foto: Filippo Monteforte/AFP/Stern

Acesso ao interior do navio é difícil. As equipes de resgates arriscam-se em bucas de sobrevientes e corpos, nadando dentro do navio semi-submerso, que pode afundar a qualquer momento.

As equipes de resgates arriscam-se em bucas de sobrevientes e corpos, nadando dentro do navio semi-submerso, que pode afundar a qualquer momento.

As equipes de resgate retiraram seis corpos da embarcação e as autoridades afirmam que permanecem desaparecidos 16 dos 4.200 passageiros e tripulantes.

Por outro lado o ministro do Meio Ambiente da Itália, Corrado Clini, disse nesta segunda-feira que pode declarar situação de emergência à medida que começou um vazamento de material líquido do navio de cruzeiro Costa Concordia, que encalhou e tombou na costa oeste do país com 2,3 mil toneladas de combustível.

Os tanques de combustível do navio estavam cheios quando o navio naufragou na sexta-feira. Ele havia acabado de deixar o porto de Civitavecchia, ao norte de Roma, para um cruzeiro de uma semana pelo Mediterrâneo.

Clini disse que ainda não é possível confirmar se o vazamento é de combustível, mas adiantou que barreiras de proteção já estavam sendo instaladas ao redor da embarcação.

A área onde o navio naufragou, perto da ilha de Giglio, é um parque marinho conhecido por suas águas cristalinas e pela diversidade da vida marinha e dos corais. Ela também é mundialmente reconhecida como um excelente local para a prática de mergulho.

"O risco ambiental na ilha de Giglio é muito, muito alto", acrescentou o ministro. "O objetivo é evitar o vazamento de combustível do navio. Estamos trabalhando para evitar isso. É urgente e o tempo está se esgotando."

O navio transporta combustível pesado. Por causa de sua densidade, é mais difícil de ser bombeado, a menos que seja aquecido ou diluído.

Grupos ambientalistas vêm pedindo há anos que os grandes navios sejam proibidos de se aproximar do arquipélago da Toscana, formado pelas ilhas de Giglio, Montecristo, Pianosa, Elba, Capraia e Gorgona.

"Essas monstruosas cidades flutuantes poluem o cenário com a sua presença e os rios, mares e cidades onde param com os dejetos que produzem", afirmou a presidente nacional do grupo de conservação italiano "Itália Nostra", Alessandra Motola Molfino.

"O desastre do Costa Concordia infelizmente prova a insustentabilidade do tipo de turismo que explora e maltrata a beleza e o patrimônio cultural da Itália e não produz nenhum crescimento nem bem-estar", afirmou ela à Reuters.

Alessandra disse que manter os grandes navios distantes de áreas ambientalmente sensíveis seria de "bom senso", já que a beleza natural da Itália é "um recurso fundamental" para a indústria do turismo.

Empresas especializadas estavam no local para tentar retirar o combustível após cercar a embarcação com uma barreira flutuante. A proprietária e a seguradora do navio contrataram uma empresa holandesa de serviços marítimos especializada nesse tipo de emergência, para bombear o óleo e execute a limpeza, caso ocorra um vazamento.

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O naufrágio do transatlântico italiano


15 de jan. de 2012

O naufrágio do transatlântico italiano

ITÁLIA
O naufrágio do transatlântico italiano
O luxuoso transatlântico italiano, Costa Cruzeiros, chocou-se contra um arrecife, na costa da Toscana, na noite desta sexta-feira. O impacto abriu um buraco no casco fazendo a embarcação ficar parcialmente submersa. Três pessoas morreram, mas há uma sinistra expectativa que esse número venha a crescer. Pelo menos 60 ocupantes do navio ainda encontram-se desaparecidos. Havia cerca de 4.200 pessoas a bordo na hora da colisão. O comandante e o oficial que estava na torre de comando na hora do acidente estão presos. Todos os 53 brasileiros que estavam entre os passageiros e tripulantes figuram entre os sobreviventes.

Foto: Stringer /Reuters

O imensa transatlântico naufragado na costa da Toscana, Itália. "Vivemos momentos de caos total. Ninguém da tripulação sabia dizer o que devíamos fazer. O navio começou a inclinar e todo mundo foi jogado por cima dos outros. Muita gente ficou machucada", contou um sobrevivente.

Postado por Toinho de Passira
Fontes:G1, The New York Times, Revista Época, Corriere della Sera , UOL, Veja

Pelo menos três pessoas morreram e 60 pessoas ainda estão desaparecidas, dos 4.234 passageiros e tripulantes, do luxuoso transatlântico, Costa Cruzeiros, de dez andares, que na noite desta sexta-feira, próximo à ilha de Giglio, na Toscana, bateu num arrecife, encalhou num banco de areia. O navio começou a naufragar inundado por milhares de toneladas de água do mar que entrava por um rasgão de 160 metros abertos no casco. Acabou inclinado, a 80º, boiando precariamente nas águas do Mar Tirreno.

A embarcação fazia um cruzeiro pelo Mediterrâneo: saiu do porto de Civitavecchia, a 80 quilômetros da capital Roma, com destino a Savona, no norte do país. De lá, partiria numa rota com escalas em Palermo (Sicília), Cagliari (Sardenha), Palma de Mallorca, Barcelona (Espanha) e Marselha (França). Cerca de 2 horas depois de zarpar, por volta das 21h30 (18h30 de Brasília), as sirenes soaram.

O Itamarati informou, na tarde deste sábado, que os brasileiros, 47 passageiros e seis tripulantes, que estavam na embarcação, estão bem, segundo noticiou o consulado do Brasil em Roma.

Foto: Corriere Della Sera

Durante o dia, mergulhadores, numa perigosa operação, fizeram busca infrutíferas por sobreviventas, vasculhando a embarção por dentro e nos arredores. Os trabalhos foram suspensos à noite devendo retoranar nas primeiras horas da manhã deste domingo.

Dois passageiros franceses e um peruano membro da tripulação estão entres os mortos, segundo um funcionário do hospital em Grosseto, Tuscany.

Noticia-se que após o impacto, o capitão chegou a tentar mudar o curso do navio, tomando a direção da ilha de Giglio, para facilitar a evacuação dos passageiros, mas o navio tombou antes.

Foto: Stringer/REUTERS

Os passageiros foram resgatados por helicópteros e barcos da guarda costeira. Supõe-se que os desaparecidos estão entre aqueles que tomados de pânico pularam do navio que se inclinava nas águas geladas do Mar Tirreno.

Autoridades italianas abriram um inquérito sobre o acidente. O jornal Corriere della Sera disse que pescadores locais comentaram que era raro para um navio do tamanho do Costa Concordia tomar esse curso, entre a costa toscana e as ilha Giglio. O mais comum era a rota do outro lado da ilha em mar aberto.

Foto: Enzo Russo/European Pressphoto Agency

O comandante do navio, capitão Francesco Schettino, sendo preso pela polícia italiana, neste sábado

A polícia italiana prendeu o capitão do navio, Francesco Schettino e primeiro oficial na ponte, Ciro Ambrosio, sob a acusação, até agora, de imperícia pela causa do naufrágio, de homicídio múltiplo e abandono dos passageiros. Consta que o capitão deixou a área do acidente e se pôs a salvo, antes que os passageiros e tripulantes tivessem sido devidamente resgatados.

Francesco Verusio, o promotor chefe de Grosseto -onde se concentra a investigação- diz não acreditar na versão simplista que o comandante Schettino deu aos investigadores, de que o acidente ocorreu apenas porque o arrecife onde o navio esbarrou não se era registrado na sua carta naútica.

Para o promotor, o Costa Concordia estava seguindo uma "rota errada”, e acabou encontranado a rocha fatídica.

De acordo com a Costa Cruzeiros, proprietária do navio, a rota era correta, o navio poderia passar entre a ilha e o continente, segundo os planos de navegação.

Foto: Remo Casilli/Reuters

Sobreviventes chegando ao Porto Santo Stefano, na Ilha Giglio.

Foto: Stringer/REUTERS

Alguns passageiros do Costa Concordia queixaram-se da lentidão das equipes de socorro, afirmaram que levaram até 1 hora e 30 minutos para deixar o navio.

Um dos passageiros do Costa Concordia disse à imprensa italiana que, "todos estavam jantando quando a luz apagou, houve um tranco e os pratos caíram da mesa".

Quando a luz voltou, o comandante do navio anunciou uma avaria no gerador elétrico e garantiu um conserto rápido, mas a inundação devido à fissura no casco fez o navio ficar inclinado.

Então a tripulação pediu que todos colocassem os coletes salva-vidas e logo veio a ordem para abandonar o navio, disse o passageiro.

Antes disso, muitos passageiros, apavorados, teriam se jogado na água, segundo testemunhas.

Outra passageira, a jornalista Mara Parmegiani, descreveu "cenas de pânico dignas do 'Titanic'", com empurrões entre os passageiros, gritos e choro.

Ela também denunciou o que considerou a falta de preparação da tripulação, afirmando que houve problemas quando os botes salva-vidas foram lançados ao mar e que alguns coletes salva-vidas não funcionaram.

Unidades da Guarda Costeira, navios mercantes e ferrys garantiram a evacuação dos passageiros e tripulantes.

Foto: Majlend Bramo/Massimo Sestini CRN

Mais de 2 mil toneladas de diessel podem vasar dos tanques do navio tombado

O risco de um desastre ambiental estão entre as questões a serem enfrentadas, após o acidente. Nos tanques do Concord, há pelo menos 2.380 toneladas de combustível diesel que podem vazar no mar e alcançar facilmente as praias turisticas da região. A empresa proprietária da embarcação informou que uma equipe técnica holandesa está a caminho do local do acidente para lidar com possíveis problemas ambientais.

Foto: Remo Casilli/Reuters

Pessoal da Guarda Costeira italiana recuperar a caixa-preta do navio de cruzeiro Costa Concordia, o que será muito útil na investigação que procura esclarecer as causas do acidente.

Notícias atualizadas, nesta manhã de domingo, reduz para 17 o número de desaparecidos e confirma que 30 pessoas ficaram feridas, duas delas em estado grave.

Um casal de sul-coreanos, foi resgatado ilhados dentro de uma cabine, sem ferimentos, por mergulhadores que vasculhavam o navio inundado.

Já na manhã deste domingo, o comissário-chefe de bordo, Marrico Giampetroni, 57 anos, foi localizado, com uma perna quebrada, em um dos restaurantes do navio, 36 horas após o acidente. Ele trabalhava no Costa Concordia, desde os 18 anos de idade, acidentou-se, fazendo buscas no terceiro pavimento, verificando se algum passageiro ainda encontrava-se a bordo precisando de ajuda.

Apesar da gravidade da fratura, o seu estado geral é bom, informou um dos bombeiros responsável pelo resgate, que foi feito por um helicóptero.

Foto: Reuters

O comissário chefe Marrico Giampetroni é içado por um helicoptero após ter sido localizado ferido dentro do navio Costa Concordia, um dia e meio após o acidente




15 de nov. de 2011

EUA: Furacão Irene provoca estado de emergencia nos EUA

27/08/2011

ESTADOS UNIDOS
Furacão Irene provoca estado de emergencia nos EUA
O furacão Irene atingiu o leste dos Estados Unidos na manhã deste sábado com ventos de 140 quilômetros por hora. Mais de dois milhões de pessoas receberam ordens para se retirar de suas casas. Sete Estados americanos, da Carolina do Norte até Connecticut, declararam estado de emergência por causa do Irene. Dezenas de milhares de pessoas estão fugindo também em partes de Delaware, Maryland, Nova Jersey, depois da divulgação de ordens de evacuação para todos os que vivem nas áreas mais baixas.

Foto: Bill Tiernan/The Virginian-Pilot, via Associated Press/The New York Times

Apesar de ter enfraquecido o Irene ainda provoca ventos de 140 quilômetros por hora

Postado por Toinho de Passira
Fontes:BBC Brasil, The New York Times , Reuters, The Washington Post

O furacão Irene atingiu a costa leste dos Estados Unidos neste sábado enfraquecido, mas ainda uma perigosa tempestade que levou a interrupções no sistema de transporte em Nova York e ameaça provocar blecautes e alagamentos.

Desde as Carolinas ao Maine, dezenas de milhares de pessoas estão no caminho do gigante de 839 km, que provocou mais de 17 polegadas de chuva em algumas partes na área costeira da Carolina do Norte.

O olho da tempestade cruzou a costa da Carolina do Norte perto de Cape Lookout por volta das 7h30 horário local (8h30 horário de Brasília), afirmaram meteorologistas do US National Hurricane Center.

Foto: Hiroko Masuike/The New York Times

Passageiros aproveitando as últimas viagens do metrô, antes da chegada de Irene

Nova York fechou aeroportos e as estações de metrô, parte do sistema de transporte público pelo qual circulam 8,5 milhões de pessoas por dia durante a semana. Aos passageiros restou buscar táxis nas ruas quase desertas.

"Estamos tentando chegar a Boston e isso não deve acontecer. Estamos presos aqui", disse Rachel Karten perto de um terminal de ônibus em Nova York também praticamente vazio.

Milhares de pessoas tiveram de atender às ordens para evacuar a costa leste norte-americana.

O Irene está percorrendo uma rota sentido norte-nordeste ao longo da costa norte-americana e deve continuar sendo considerado um furacão enquanto atinge Estados do país na noite deste sábado e também no domingo.

Foto: Ted Richardson/Bloomberg News

Morador de Nova Iorque, depois ao proteger as janelas de sua casa, saúda Irene, para ver se ela chega menos implacável

Com ventos de 140 quilômetros por hora, Irene enfraqueceu para um furacão de categoria 1 na escala de intensidade de 1 a 5 de Saffir-Simpson. Apesar disso, meteorologistas alertam que o fenômeno continua sendo uma tempestade grande e perigosa.

A prefeitura de Nova York decretou retirada de moradores em escala sem precedentes, mais de 300 mil pessoas, enquanto estados desde as Carolinas ao Maine declararam estado de emergência por causa do furacão, cuja largura de 960 quilômetros ameaça uma região habitada por dezenas de milhões de pessoas.

Foto: Jose Luis Magana/Reuters

No início do dia, na costa da Carolina do Norte, os ventos cortaram linhas de energia e derrubaram árvores, enquanto a chuva caía com força inundando algumas ruas. Na cidade portuária de Wilmington, na Carolina do Norte, as ruas estavam vazias e o ar estava tomado pelo som de pinheiros sendo quebrados pela força dos ventos.

A Progress Energy, empresa de eletricidade local, projetou que 125 mil clientes na costa da Carolina do Norte estão sem energia.

Foto: AFP/SPIEGEL

Um céu ameaçador anuncia a chegada de Irene

Um jovem morreu em Newport News, na Virginia, após uma árvore cair sobre sua casa, reportou a mídia local.

Pelo menos três pessoas também morreram na Carolina do Norte --um home foi atingido por uma árvore e outro foi levado pelas águas e se afogou. Um outro morreu de ataque cardíaco enquanto deixava sua casa, disse o governador Bev Perdue.

Foto: Associated Press

Presidente Barack Obama, segundo à direita, reunido com a equipe federal de emergência, a Federal Emergency Management Agency (FEMA), em Washington, neste sábado

O presidente Barack Obama interrompeu suas férias em Vineyard, para participar de uma teleconferência com os encarregados dos serviços emergenciais, que informaram que equipes canadenses estavam sendo chamadas para ajudar a restaurar a energia em Vermon, onde se prevê que todos os rios locais poderão alagar. O furacão Irene pode ser um fenômeno "histórico", disse o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

"Todas as indicações apontam para um furacão histórico. Não posso ser mais claro: se você está no caminho previsto deste furacão, você deve tomar precauções agora", disse ele.

"Não espere, não se atrase. Todos esperamos pelo melhor, mas temos que nos preparar para o pior", afirmou.

Foto: Gerry Broome/Associated Press

O Irene é o primeiro furacão a atingir o Atlântico nesta temporada. Calcula-se que 65 milhões de pessoas possam ser atingidas em grandes cidades da costa leste americana.

A Cruz Vermelha anunciou que está preparando dezenas de abrigos de emergência na região.

A Amtrak, a rede ferroviária dos Estados Unidos, anunciou que está cancelando seus serviços entre Washington e Boston a partir destes sábado. A companhia também já tinha suspendido operações ao sul do Estado da Virgínia.

O Pentágono carregou 200 caminhões com suprimentos de emergência e 100 mil soldados da Guarda Nacional estão de prontidão.


26 de fev. de 2011

Juiz suspende licença para obras de Belo Monte

BRASIL
Juiz suspende licença para obras de Belo Monte
O Ministério Público Federal e a OAB, defendem que as obras não comecem antes da obtenção de uma licença de instalação definitiva. O procurador da República Ubiratan Cazetta salienta que há previsão de que 100 mil pessoas sejam atraídas a Altamira no início das obras, dobrando a população atual, sem que se tenha projetado um aumento da já deficiente infraestrutura local, que por certo entrará em colapso. Segundo Renata Pinheiro, integrante do Movimento Xingu Vivo para Sempre, o início das obras será como uma "declaração de guerra aos povos indígenas da região".

Foto: Reuters

Vista aérea da tribo Bacajá, da etnia Chicrin, nas margens do rio Bacajá, um afluente do rio Xingu, a 220 km de onde pretendem construir a Usina de Belo Monte. Um mundo quase intocado que será contaminado de forma irreversível.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Liberal, BBC Brasil…, Diário do Pará, Jornal do Brasil

Segundo texto do jornalista João Fellet para BBC Brasil, a Justiça Federal no Pará ordenou nesta sexta-feira a suspensão de licença parcial que autorizou a instalação do canteiro de obras para a construção da usina de Belo Monte, no rio Xingu (PA).

O juiz Ronaldo Destêrro considerou que as pré-condições para o início da construção não foram cumpridas. A decisão ainda proíbe o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de transferir recursos à Nesa (Norte Energia SA), empresa formada para o empreendimento.

A liminar suspendendo a licença foi pedida pelo Ministério Público Federal do Pará, que argumentou não haver, no sistema legal brasileiro, a possibilidade de conceder uma licença parcial.

A autorização, outorgada em 26 de janeiro pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), permitia à Nesa desmatar 238 hectares e erguer os acampamentos dos sítios Pimental e Belo Monte, onde serão feitas as duas barragens da usina.

A licença autorizava também a implantação e obras de melhorias em estradas de acesso e a realização de terraplanagem.

Ao conferir a permissão, a diretora de licenciamento do Ibama, Gisela Forattini, afirmou que 24 das 40 pré-condições pedidas pelo órgão para a instalação da usina haviam sido cumpridas.

Entre as pré-condições, tecnicamente chamadas de condicionantes, estão medidas como a recuperação de áreas degradadas, a melhoria da infraestrutura urbana em Altamira e programas de apoio a indígenas.

No entanto, o Ibama disse que a licença parcial não significava que a usina seria erguida: para isso, a Nesa teria de cumprir com as condicionais restantes.

O Ministério Público Federal e a OAB, porém, defendem que as obras não comecem antes da obtenção de uma licença de instalação definitiva.

"Há três tipos de licença: a prévia, a de instalação e a de operação. O Ibama fez um fatiamento, autorizando o início dos canteiros mesmo reconhecendo que as condicionantes não foram cumpridas", afirmou à BBC Brasil o procurador da República Ubiratan Cazetta.

Segundo Cazetta, as condicionantes prioritárias a serem cumpridas são as referentes à saúde, educação, saneamento e segurança pública.

Ele diz que há previsão de que 100 mil pessoas sejam atraídas a Altamira no início das obras, dobrando a população atual.

"Com a população de hoje, a infraestrutura já não aguenta a demanda por hospitais, educação etc. Se derem início às obras sem implementação dos serviços, condenarão a cidade ao caos e, em vez de preparatórias, as políticas terão de ser reparatórias."

O procurador diz ainda que nada foi feito para aproveitar a mão-de-obra local, outra pré-condição imposta aos construtores.

Segundo Renata Pinheiro, integrante do Movimento Xingu Vivo para Sempre, que congrega organizações sociais e ambientalistas, o início das obras será como uma "declaração de guerra aos povos indígenas da região".

"Haverá conflitos por aí", disse ela à BBC Brasil. Para Pinheiro, a construção da usina causará uma "catástrofe social".

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Diante do Congresso Nacional em Brasília, índio de diversas etnias originários do Xingu, protestaram devido a construção da hidroelétrica em suas terras.

No início de fevereiro, representantes de comunidades ribeirinhas, de grupos indígenas e de ONGs entregaram no Palácio do Planalto um documento pedindo a suspensão do licenciamento de Belo Monte.
Eles afirmam que a usina causará grande prejuízo ao meio-ambiente e à população que vive na região.

Caso seja construída, a usina de Belo Monte será a terceira maior do mundo em capacidade instalada (11.233 MW), atrás da chinesa Três Gargantas (22,5 mil MW) e da binacional Itaipu (14 mil MW).

Seu custo foi estimado em até R$ 30 bilhões pela iniciativa privada. Se o cronograma de implantação for cumprido, ela deve começar a operar parcialmente em 2015.

A Nesa, consórcio liderado pela Queiroz Galvão e pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), venceu, em abril de 2010, o leilão de geração promovido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para a construção da usina.

O projeto inicial foi mudado várias vezes até a concessão do licenciamento ambiental prévio. No plano original, quatro usinas seriam construídas, e uma área de 1.500 km² ficaria submersa. Agora, o empreendimento compreende uma usina e dois reservatórios, com área alagada de 500 km².

Foto: Getty Images

Em abril do ano passado a atriz ganhadora do Oscar, Sigourney Weaver juntou-se aos manifestantes, em Nova Iorque que protestavam contra a construção da Usina de Belo Monte no rio Xingu.