21 de out de 2014

Banco do Brasil dribla regras e bom senso ao emprestar R$ 2,7 milhões para “amiguinha” do presidente do banco

BRASIL – Má Gestão
Presidente do Banco do Brasil autoriza empréstimo de
R$ 2,7 mi, sem garantias, para "amiga íntima" caloteira
A apresentadora de TV e socialite, Val Marchiori, conseguiu um surpreendente empréstimo milionário no Banco do Brasil: tinha restrição de crédito, por não ter pagado empréstimo anterior ao próprio BB, não possuía capacidade financeira para obter o financiamento, nem apresentou fiadores com recursos compatíveis com a transação. Pesou em seu favor o fato de ser “amicíssima” do presidente do Banco, o petista Aldemir Bendine. Isso pode Arnaldo?

Foto:Folhapress

O presidente do Banco do Brasil Aldemir Bendine e a sua “amiga” a socialite Val Marchiori

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de S. Paulo, Folha de S, Paulo , Estadão, Portal IG

O Banco do Brasil concedeu empréstimo de R$ 2,7 milhões à apresentadora de TV Val Marchiori (?), a partir de uma linha subsidiada pelo BNDES, contrariando normas internas das duas instituições.

Marchiori tinha restrição de crédito por não ter pagado empréstimo anterior ao BB e também não apresentava capacidade financeira para obter o financiamento, segundo documentos internos do Banco do Brasil, obtidos pela Folha de S.Paulo.

A empresa pela qual Marchiori tomou o crédito, a Torke Empreendimentos, apresentou como comprovação de receita a pensão alimentícia de seus dois filhos menores de idade. O financiamento, repassado pelo BB a partir de uma linha do BNDES com juros de 4% ao ano –mais baixos que a inflação–, foi usado na compra de caminhões.

A Torke não tinha experiência na área de transportes e a atuação da empresa até então estava relacionada à carreira de Marchiori na TV.

Na condição de administradora com poderes plenos na empresa, Marchiori tinha dívidas antigas com o BB que representavam impedimento para o novo empréstimo. Por isso, foi feita uma "operação customizada", ou seja, sob medida para Marchiori, para liberar os recursos.

Val Marchiori é amiga do presidente do BB, Aldemir Bendine. A apresentadora esteve com ele em duas missões oficiais do banco, uma na Argentina e outra no Rio. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o ex-motorista do BB Sebastião Ferreira da Silva disse que a buscava em diversos locais de São Paulo a pedido de Bendine. "Fui buscar muitas vezes a Val Marchiori", disse ele.

Imagens Editoria de arte/Folhapress

A área de análise de crédito destacou tratar-se de uma “operação customizada”, em virtude de a tomadora do crédito, Valdirene Marchiori, ter impedimento por não ter pago empréstimo anterior.


Pensão alimentícia dos sócios de empresas de Val Marchiori foi usada como garantia para o empréstimo

Bendine nega qualquer participação na concessão do empréstimo. Ele reconhece que ficou hospedado no mesmo hotel que Marchiori nas duas ocasiões, mas diz que a estadia dela não tinha relação com as missões do banco, que foram “coincidências”.

Oito dias antes de o BB começar a analisar a operação para a Torke, Marchiori enviou e-mail a Bendine, ao qual a Folha teve acesso, com perguntas sobre outro financiamento do banco, para empresa do marido da apresentadora, Evaldo Ulinski.

O papel dos bancos públicos virou tema de debate entre os candidatos a presidente Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). Aécio acusa o governo do PT de usar o BNDES para financiar empresas aliadas. Dilma defende o banco, dizendo que 84% dos investimentos da indústria passam pelo BNDES.

A Torke tomou o empréstimo para, imediatamente, sublocar os caminhões para a Veloz Empreendimentos, que é do irmão da apresentadora, Adelino Marchiori.

Uma cláusula da linha Finame/BNDES, de onde saíram os recursos, impede cessão ou transferência dos direitos e obrigações do crédito sem a autorização do BNDES. A praxe do banco é financiar a atividade-fim do tomador do crédito.

Na análise de risco, o BB apontou que Marchiori não tinha como comprovar receita compatível com o empréstimo, que tem prazo de pagamento de cinco anos. No item "garantias mínimas" para o financiamento, o banco diz: "Coobrigação obrigatória da administradora Valdirene Aparecida Marchiori, ainda que sem recursos computáveis compatíveis".

Segundo a análise de crédito, os fiadores da operação, o irmão e a cunhada de Marchiori, donos da Veloz, também não apresentavam recursos para garantir a operação. Assim, o BB dispensou a comprovação de capacidade de pagamento da tomadora do crédito e dos fiadores.

Foto: Blog do Planalto

Presidente do BB, Aldemir Bendine, presidente do Brasil, Dilma Rousseff

O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, esteve recentemente no noticiário, por ter sido obrigado a pagar multa de R$ 122 mil à Receita Federal para se livrar de questionamentos sobre a evolução de seu patrimônio pessoal e um apartamento pago com dinheiro vivo em 2010.

Bendine foi autuado por não comprovar a procedência de aproximadamente R$ 280 mil informados em sua declaração anual. Na avaliação da Receita, o valor de seus bens aumentou mais do que seus rendimentos declarados poderiam justificar.

Dirigente da maior instituição financeira da América Latina, Bendine tem por hábito declarar que mantém dinheiro vivo em casa. Ele informou em suas declarações à Receita ter recursos em espécie quatro anos seguidos, entre 2009 e 2012, no valor de pelo menos R$ 400 mil.

Bendine entrou no radar da Receita Federal em 2010, quando a Folha de S.Paulo revelou que ele comprara um apartamento no interior de São Paulo pelo valor declarado de R$ 150 mil, pagos integralmente em espécie. O executivo também declarou ter feito obras no imóvel no valor de R$ 50 mil.

Ao justificar a legalidade da transação imobiliária, ele informou que declarou à Receita possuir R$ 200 mil em dinheiro vivo em casa, guardados desde 2009.

Ao que parece essa estranha transação do Presidente do Banco do Brasil, não causou espécies a área econômica do Governo Dilma, que apesar do escândalo manteve-se no cargo.

Bendine, tem tanta força, porque dirige o banco de acordo com diretrizes do PToa, já afirmou sem rodeios: o banco é, sim, um braço do governo na aplicação da política econômica. Disse que sabe que muitos enxergam o risco de que o banco seja administrado de acordo com as conveniências do governo. Nos anos 90, o uso político quase quebrou o BB. Lembrar que seu antecessor, Antonio Francisco de Lima Neto, não seguiu a cartilha do Planalto e foi ejetado do cargo.

Não é difícil prevê que a amiga do presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, concretizar mais um calote ao BB, quando daqui a cinco anos vencer o papagaio milionário.

O Banco arcará solitariamente com o prejuízo, uma vez que os fiadores não possuem recursos compatíveis, com o valor do empréstimo, como o próprio Banco constatou, e a pensão alimentícia, apresentada irregularmente como garantia, não pode ser confiscada.

No fim, quem vai pagar a conta? Resposta: NÓS!

Foto: André Giorgi/IG

BELA CALOTEIRA - Pela foto vemos a razão do presidente do Banco do Brasil, “coincidentemente” se hospedar tantas vezes, nos mesmos hotéis que a sua amiga Val Marchiori. Ao participar do programa "Mulheres Ricas", da BAND, Marchiori disse acreditar que o dinheiro traz felicidade e se definiu como “linda, loira e rica”, “a mais rica, bonita e glamourosa do programa".

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