29 de out de 2014

Adivinhem quem é o candidato do PT para 2018? Lula já está "oficialmente" em campanha

BRASIL – Eleição 2018
Adivinhem quem é o candidato do PT para 2018?
Lula já está "oficialmente" em campanha
Segundo mandato de Dilma terá forte influência do ex-presidente, que deverá ser ouvido em todos os momentos, inclusive na escolha do novo ministério. Tudo para aprontar a volta de Lula ao poder nas próximas eleições, por mais oito anos, se possível. Quem mais estimula o presidente é a sua mulher, Marisa Letícia, que adorou e quer voltar a ser a primeira dama do país.

Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula

Ex-presidente Lula comemora seu aniversário de 69 anos, no dia 27 de outubro

Postado por Toinho de Passira
Fonte:  Folha de S. Paulo

Os analista políticos costumavam dizer, durante a campanha eleitoral, que ganhasse, quem ganhasse o pleito, uma coisa era certa, Lula estaria em campanha para 2018, a partir do dia 02 de janeiro de 2015, um dia após a posse do novo eleito.

Estava enganados, Lula começou sua campanha no instante seguinte à divulgação do resultado, no mesmo dia 26 de outubro de 2014, quando aconteceu a eleição do segundo turno.

Em reportagem para a Folha de São Paulo, as jornalistas Natuza Nery e Andréia Sadi, constataram que em conversas recentes, com integrantes da cúpula do PT e aliados, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, admitiu pela primeira vez que será candidato ao Planalto em 2018.

O projeto já começa. O ex-presidente pretende interferir direta e decisivamente no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, com desembaraço, e com o consentimento dela, como foi acertado durante a campanha.

A reportagem diz que vários interlocutores de Lula, confirmaram ter ouvido o recado do petista. Alguns, inclusive, afirmam que a manifestação foi feita no domingo (26), depois de as urnas terem confirmado a vitória de Dilma.

Internamente, o PT já trata a candidatura de Lula como algo oficial. O petista terá 73 anos em 2018, e aliados ponderam que uma série de variáveis pode fazer com que mude de opinião mais à frente, mais estão confiantes na possibilidade da candidatura.

O próprio ex-presidente já disse a aliados que não sabe como estará sua saúde daqui a quatro anos. Após deixar a Presidência, em 2011, ele se curou de um câncer na garganta.

Por meio de sua assessoria, Lula soltou uma nota em que diz: "No último domingo, dia da eleição, quando perguntado sobre 2018, declarei que, completando 69 anos, minha única expectativa para daqui a quatro anos é estar vivo."

De olho na sucessão futura, aliados afirmam que o ex-presidente precisará atuar de forma mais efetiva para evitar que a petista reproduza erros cometidos no primeiro mandato. Entre eles, o distanciamento dos movimentos sociais, o parco diálogo com empresários e o excesso de centralização nas ações.

Nos primeiros quatro anos, o petista deu conselhos à presidente, mas foi pouco ouvido. Agora, será preciso inverter essa lógica para poder pavimentar sua candidatura. No cálculo interno, se Dilma fizer uma administração impopular a partir de janeiro, sua pretensão pode ser frustrada.

Dois exemplos de sugestões ignoradas por Dilma no passado: substituição do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para dar um choque de confiança no mercado. E a remoção do secretário do Tesouro, Arno Augustin, por sintetizar em sua opinião a imagem negativa da equipe econômica na área fiscal.

No atual mandato, Lula quer ser mais ouvido quando em situações de crise e dificuldades com o Congresso.

Durante a campanha, a presidente afirmou que daria todo apoio ao padrinho se ele quisesse voltar. No início do segundo turno, interlocutores de ambos os lados notaram distanciamento entre eles. Lula só entrou de cabeça na reta final da eleição.

Tudo indica, afirmam aliados, que a dinâmica da relação mudará agora. Dilma, dizem assessores, sabe que o antecessor fará queixas públicas se não for ouvido.

A disposição do ex-presidente de disputar 2018 conta com um estimulo nada irrelevante: o desejo da mulher, Marisa Letícia, que adorou e quer voltar a ser a primeira dama do país.

A articulação que pedia o retorno do ex-presidente para a disputa de 2014 foi forte no primeiro semestre de 2013, mas acabou abafada no encontro nacional do PT, em maio. Seus principais defensores eram empresários descontentes com o estilo de Dilma e petistas que perderam espaço na atual gestão.

O PT também fará mais pressões. Quer ser mais ouvido na definição dos novos nomes do governo, principalmente na do novo ministro da Fazenda, e participar da definição de propostas como a reforma política.

Em entrevista nesta terça (28), Dilma disse que "o que o Lula quiser ser, eu apoiarei".

Os últimos noticiários já consta que o ex-presidente teria indicado três nomes para o Ministério da Fazenda, e a sugestão da volta ao governo de Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central durante a administração de Lula.

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