21 de out de 2014

Ministras do Japão são obrigadas a renunciar após denúncias de violações e indícios de corrupção

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
Ministras do Japão são obrigadas a renunciar após denúncias de violações e indícios de corrupção
"Bem que poderiam serem aproveitadas por aqui". As duas ministras japonesas são acusadas de desvio de verbas destinadas à campanha política. No Brasil elas não seriam sequer advertidas. Basta observar que a suposta corrupção estima um desvio que não ultrapassa US$ 250 mil - entre nós uma corrupçãozinhas do 4º escalão. Mesmo assim elas, além de obrigadas a renunciar, estão praticamente banidas para sempre da política nipônica

Foto: Yoshikazu Tsuno/AFP

Ministra da Indústria e Comércio, Yuko Obuchi, 40, anuncia renúncia em coletiva de imprensa

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de São Paulo, The Guardian, ABC News, Besta Fubana, BBC News

Com grande alerde, a mídia o Japão divulgou, nesta segunda-feira (20), que duas ministras japonesas renunciaram, causando ao primeiro-ministro Shinzo Abe sua maior crise desde que tomou posse em dezembro de 2012.

A renúncia das duas mulheres, incluindo a ministra da Indústria e Comércio, um dos postos principais no gabinete, poderia complicar decisões difíceis sobre algumas políticas em estudo, incluindo a possibilidade de o governo levar adiante um plano impopular para elevar o imposto sobre vendas e a retomada das operações de alguns dos reatores nucleares do país, suspensas depois do desastre de Fukushima em 2011.

Abe espera conter os danos substituindo rapidamente as duas, mas a oposição vem criticando outros ministros potencialmente vulneráveis que foram nomeados em uma remodelação de gabinete no início de setembro.

As duas foram nomeadas para os cargos ao lado de outras três mulheres, na primeira reforma ministerial de Abe. Com cinco nomes, este era o governo com maior presença feminina na história do país.

A ministra da Indústria e Comércio, Yuko Obuchi, 40, filha de um ex-primeiro-ministro e apontada, antes do escândalo, como candidata a se tornar a primeira mulher na chefia do governo no Japão, apresentou sua renúncia depois de alegações de que seus grupos de apoio utilizaram indevidamente fundos políticos.

O premiê desejava transformá-la no símbolo de sua política para as mulheres, que ele deseja atrair mais ao mercado de trabalho para estimular a economia do país.

"Como ministra da Economia, Comércio e Indústria, não posso ter a economia e as políticas de energia paralisadas por culpa de meus próprios problemas", declarou à imprensa.

"Apresento minhas desculpas mais sinceras por não ter conseguido contribuir para a recuperação econômica nem para a concretização de uma sociedade na qual as mulheres brilhem", disse Obuchi, visivelmente emocionada.

Foto: Toshiyuki Matsumoto/AP Photo/Kyodo News

A ministra da Justiça, Midori Matsushima, confrontada, no congresso, com a ventarola incriminadora que lhe custou o cargo

Poucas horas depois, a ministra da Justiça, Midori Matsushima, também renunciou. O oposicionista Partido Democrata tinha apresentado uma queixa criminal contra Matsushima, acusando-a de violar a lei eleitoral com a distribuição de leques para os eleitores.

Na semana passada, a imprensa japonesa revelou a contabilidade de uma organização política vinculada a Obuchi, mostrando o suposto uso ilegal de fundos para cobrir as despesas pessoais da ministra.

Além disso, alguns de seus simpatizantes receberam de presente ingressos de teatro no valor de 26 milhões de ienes (US$ 240 mil), um gesto que os críticos consideram uma tentativa de compra de votos.

A oposição também denunciou outras supostas despesas ilícitas, entre elas uma viagem da própria ministra em 2012 que não aparece nas contas de sua organização ou a compra de produtos para bebê e de roupa para uma empresa vinculada à família de Obuchi, no valor de 3,6 milhões de ienes (US$ 34 mil). Obuchi chegou a declarar no parlamento, logo que surgiram as denúncias, que “não sabia de nada”, mas acrescentou em seguida, que “o desconhecimento não poderia servir de desculpas”.

O Jornal da Besta Fubana, no seu sita, sugere que Yuko Obuchi "BEM QUE PODERIA SER APROVEITADA POR AQUI"

Segundo o conceituado site, "a ex-ministra Yuko, que dirigia a economia nipônica, enviou ontem seu currículo pra Dilma Roussef, prisid-Anta de Banânia, perguntando se num haveria uma vaguinha pra ela no ministério petralha".

"Afirmou que está disposta a se mudar pra terra banânica e se naturalizar por aqui, em virtude da vergonha que passou no Japão".

E disse mais, segundo o editor da JBF, Luiz Berto: "se num tiver vaga no ministério, serve até mesmo um carguinho de diretora na Petrobras".

Políticos corruptos existem em todos os locais do planeta, a diferença é de como o Brasil trata os seus corruptos, alguns, deles como Dirceu, chamado pelos Petistas de "herói do povo brasileiro".

Foto: Arquivo

DIFERENÇA - Enquanto isso no Brasil, Dirceu e outros corruptos condenados pela justiça, continuam apoiados e prestigiados

Nenhum comentário: