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8 de nov. de 2014

Veja desta semana: Dilma e seu labirinto

BRASIL – Política
Veja desta semana: Dilma e seu labirinto
O espaço de manobra da presidente reeleita é restrito. Para que seu novo mandato tenha sucesso, ela precisa, paradoxalmente, esquecer os dogmas de seu partido e suas próprias convicções econômicas e executar o projeto do adversário que derrotou nas urnas

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

SOLIDÃO : Palácio da Alvorada - 28 de outubro, dois dias depois de reeleita

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Marcelo Sakate
Fonte: Veja

Mateus, o evangelista, registrou em um tom que soa mais como ameaça do que mesmo conforto: “Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra”. Dilma pediu votos e os recebeu e, agora de volta a sua sala no Palácio do Planalto, guardada por três imagens de Nossa Senhora Aparecida, encontrou o que buscou com tanta volúpia na campanha eleitoral: o segundo mandato.

Antes mesmo que ele comece, porém, a presidente está sentindo os primeiros efeitos de pedir mal, como alertou outro apóstolo, Paulo. Dilma viu Aécio Neves, o candidato que ela derrotou, ser recebido em triunfo em Brasília, aclamado como líder, enquanto ela se isolou no Palácio, com a melancolia de quem não tem o que comemorar verdadeiramente por, talvez, não ter perguntado a si mesma antes, não “como” ganhar as eleições, mas “por quê” e “para quê”. Reeleita, ela ainda não tem as respostas, e, por isso, depois de abertas as urnas, a presidente parece fechada em um labirinto.

Seu espaço de manobra é restrito. De um lado, a economia colhe resultados ruins que, em grande parte, ela mesma plantou. De outro, os problemas políticos são maiores, com desconfianças insufladas em seu próprio partido, o PT, e ambições magnificadas entre os aliados. Para retomar o comando político, Dilma terá de ceder na economia, liberando as energias do mercado, cortando gastos, aliviando o peso do Estado sobre os ombros dos brasileiros.

No fundo, ela tem de esquecer os dogmas de seu partido e suas próprias convicções econômicas e executar o projeto que ela derrotou nas urnas — o do seu adversário Aécio Neves.

Na semana passada, a presidente, em entrevista aos principais jornais do país, acenou com a promessa de ajustes: “Vamos fazer o dever de casa. Vamos apertar o controle da inflação.” O Banco Central, logo depois da eleição, elevou a taxa básica de juros, a Selic, para 11,25% ao ano, justificando a decisão com a ameaça de que a alta nos preços superasse os limites da meta oficial. Até outro dia, a então candidata afirmava que eram os tucanos que “plantavam inflação para colher juros”.

Na sexta-feira, a Petrobras reajustou o preço da gasolina e do óleo diesel, em outra medida impopular que, apesar de urgente, foi jogada convenientemente para depois das eleições.

Esses ajustes, que poderiam ser classificados de “estelionato eleitoral”, apesar de a presidente rejeitar tal classificação, eventualmente podem sinalizar um mea-culpa, o reconhecimento de que o quadro econômico não é na realidade tão favorável quanto aquele apresentado anteriormente.

Dado o volume de desequilíbrios acumulados, entretanto, esses ajustes são ainda tímidos e insignificantes para restabelecer a confiança dos empresários e dos investidores, e sem essa confiança negócios deixam de ser feitos, projetos não saem do papel e a economia não cresce de maneira saudável e sustentável.

3 de nov. de 2014

STF não pode se converter em uma 'corte bolivariana', defende o Ministro do STF Gilmar Mendes

BRASIL – Justiça - Eleição
STF não pode se converter em uma 'corte bolivariana', defende o Ministro do STF Gilmar Mendes
Perguntado como vê o caso do “Petrolão, Gilmar Mendes respondeu que se de fato os elementos que estão aí são consistentes, “enquanto estávamos julgando o mensalão já estava em pleno desenvolvimento algo semelhante, talvez até mais intenso e denso, isso que vocês estão chamando de Petrolão. É interessante, se de fato isso ocorreu, o tamanho da coragem, da ousadia”.

Foto: Sérgio Lima/Folhapress

Lula associou Aécio ao consumo de álcool. Ao lembrar do caso, Mendes disse:
“Será que o autor da frase também passaria no teste do bafômetro?

Postado por Toinho de Passira
Reportagem Valdo CruzSeverino Motta
Fonte: Folha de S. Paulo

O STF (Supremo Tribunal Federal) corre o risco de tornar-se uma “corte bolivariana” com a possibilidade de governos do PT terem nomeado 10 de seus 11 membros a partir de 2016.

A afirmação é do único personagem desta conta hipotética a não ter sido indicado pelos presidentes petistas Lula e Dilma Rousseff: o ministro Gilmar Mendes, 58.

Indicado por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 2002, ele teme que, a exemplo do que ocorre na Venezuela, o STF perca o papel de contrapeso institucional e passe a “cumprir e chancelar” vontades do Executivo.

A expressão bolivarianismo serve para designar as políticas intervencionistas em todas as esferas públicas preconizadas por Hugo Chávez (1954-2013) na Venezuela e por aliados seus, como Cristina Kirchner, na Argentina.

“Não tenho bola de cristal, é importante que [o STF] não se converta numa corte bolivariana”, disse. “Isto tem de ser avisado e denunciado.”

Sobre a eleição, Mendes fez críticas a Lula ao comentar representação do PSDB contra o uso, na propaganda do PT, de um discurso do petista em Belo Horizonte com ataques ao tucano Aécio Neves.

Lula questionou o que o Aécio fazia quando Dilma lutava pela democracia e o associou ao consumo de álcool. Ao lembrar do caso, Mendes disse: “Diante de tal absurdo, será que o autor da frase também passaria no teste do bafômetro? Porque nós sabemos, toda Brasília sabe, eu convivi com o presidente Lula, de que não se trata de um abstêmio”, afirmou.

Folha - Durante a campanha, o PT acusou o senhor de ser muito partidário.
Gilmar Mendes - Não, de jeito nenhum. Eu chamei atenção do tribunal para abusos que estavam sendo cometidos de maneira sistemática e que era necessário o tribunal balizar. Caso, por exemplo, do discurso da presidente no Dia do Trabalho e propagandas de estatais com mensagem eleitoral. O resto, como sabem, sou bastante assertivo, às vezes até contundente, mas é minha forma de atuar. Acredito que animei um pouco as sessões.

Animou como?
Chamei atenção para que a gente não tivesse ali uma paz de cemitério.

O que quer dizer com isto?
Saí do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2006. Não tenho tempo de acompanhar, mas achei uma composição muito diferente daquilo com que estava acostumado. Um ambiente de certa acomodação. Talvez um conformismo. Está tudo já determinado, devemos fazer isso mesmo que o establishment quer.

Diria que o TSE estava tendendo a apoiar coisas do governo?
Fundamentalmente chegava a isso. Cheguei a apontar problemas nesse sentido.

O PT criticou sua decisão de suspender direito de resposta contra a revista “Veja”.
A jurisprudência era não dar direito de resposta, especialmente contra a imprensa escrita. Quando nos assustamos, isso já estava se tornando quase normal. Uma coisa é televisão e rádio, concessões. Outra coisa é jornal ou revista. O TSE acabou ultrapassando essa jurisprudência e banalizou.

Quando diz que banalizou a interferência na imprensa, acredita que avançou sobre a liberdade de expressão?
Quanto ao direito de resposta em relação a órgãos da imprensa escrita, certamente. Mas temos de compreender o fato de se ter que decidir num ambiente de certa pressa. E todo esse jogo de pressão. A campanha se tornou muito tensa. Talvez devamos pensar numa estrutura de Justiça Eleitoral mais forte, uma composição menos juvenil.

Qual sua avaliação da eleição?
Tenho a impressão que se traça um projeto de campanha. Se alguns protagonistas não atuarem, inclusive como poder moderador, o projeto se completa. Eu estava na presidência do tribunal quando da campanha da presidente Dilma [de 2010]. O que ocorreu? Havia necessidade de torná-la conhecida. O presidente Lula, então, inaugurava tudo. Até buracos. Quando a Justiça começou a aplicar multas, ele até fez uma brincadeira: “Quem vai pagar minhas multas?” O crime compensava. Foi sendo feita propaganda antecipada, violando sistematicamente as regras. Agora havia também um projeto. Chamar redes para pronunciamentos oficiais, nos quais vamos fazer propaganda eleitoral. A mensagem do Dia do Trabalho tem na verdade uma menção ao 1º de maio. O resto é propaganda de geladeira, de projetos do governo.

O Sr. não exagerou nas críticas ao ex-presidente Lula no julgamento de uma representação do PSDB, quando chegou a perguntar se ele teria feito o teste do bafômetro?
O presidente Lula, no episódio de Belo Horizonte, faz uma série de considerações. Houve uma representação [do PSDB]. Ele chegou a perguntar onde estava o Aécio enquanto a presidente Dilma estava lutando pela democracia nos movimentos da luta armada. A representação lembrava que Aécio tinha 8 ou 10 anos. Ela trouxe elementos adicionais da matéria, de que teve um texto de uma psicóloga que dizia que ele [Aécio] usava drogas, que era megalomaníaco. E Lula falou também do teste do bafômetro. Diante de tal absurdo, [eu disse] “será que o autor da frase também passaria no teste do bafômetro?” Porque sabemos, toda Brasília sabe, eu convivi com o presidente Lula, de que não se trata de um abstêmio.

O PT criticou muito suas falas sobre o ex-presidente.
Estávamos analisando só o caso. Em que ele reclamou de alguém que saiu do jardim de infância não ter atuado na defesa da presidente Dilma. Quem faz este tipo de pergunta ou quer causar um impacto enorme e contrafactual ou está com algum problema nas faculdades mentais.

Em dois anos o Sr. será o único ministro do STF não indicado por um presidente petista. Muda alguma coisa na corte?
Não tenho bola de cristal, é importante que não se converta numa corte bolivariana.

Como assim?
Que perca o papel contramajoritário, que venha para cumprir e chancelar o que o governo quer.

Há mesmo este risco?
Estou dizendo que isto tem de ser avisado e denunciado.

Há algum sinal disso?
Já tivemos situações constrangedoras. Acabamos de vivenciar esta realidade triste deste caso do [Henrique] Pizzolato [a Justiça italiana negou sua extradição para cumprir pena no Brasil pela condenação no mensalão]. Muito provavelmente tem a ver com aquele outro caso vexaminoso que decidimos aqui, do [Cesare] Battisti [que o Brasil negou extraditar para Itália], em que houve clara interferência do governo.

No mensalão, um tribunal formado em sua maioria por indicados por petistas condenou a antiga cúpula do PT.
Sim, mas depois tivemos uma mudança de julgamento, com aqueles embargos, e com a adaptação, aquele caso em que você diz que há uma organização criminosa que não pode ser chamada de quadrilha.

Ao falar de risco bolivariano, não teme ser acusado de adotar posições a favor do PSDB?
Não, não tenho nem vinculação partidária. A mim me preocupa a instituição, não estou preocupado com a opinião que este ou aquele partido tenha sobre mim.

A aprovação da proposta que passa a aposentadoria compulsória de ministros do STF de 70 para 75 anos não reduz esse risco, já que menos ministros se aposentariam logo?
Não tenho segurança sobre isto, é uma questão afeita ao Congresso. O importante é que haja critérios orientados por princípios republicanos.

O STF deve analisar outro caso de corrupção, na Petrobras. Como avalia esta questão?
A única coisa que me preocupa, se de fato os elementos que estão aí são consistentes, é que enquanto estávamos julgando o mensalão já estava em pleno desenvolvimento algo semelhante, talvez até mais intenso e denso, isso que vocês estão chamando de Petrolão. É interessante, se de fato isso ocorreu, o tamanho da coragem, da ousadia.

30 de out. de 2014

Aliados e rivais tratam Dilma como pão dormido - Josias de Souza

BRASIL – Política
Aliados e rivais tratam Dilma como pão dormido
A conjuntura envenenada sonegou a Dilma a lua-de-mel que costuma ser concedida aos recém-eleitos.

Foto: Arquivo

O ano de 2015 chegou para Dilma com dois meses de antecedência

Postado por Toinho de Passira
Texto de Josias de Souza
Fonte: Blog do Josias de Souza

“Essa presidenta está disposta ao diálogo”, disse Dilma Rousseff no discurso em que agradeceu a vitória apertada que o eleitor lhe concedeu. “Esse é o meu primeiro compromisso no segundo mandato: o diálogo”. A oradora distribuiu acenos à oposição, aos aliados e até aos empresários. No dia seguinte, um deputado do PT divertia-se: “Dilma estava completamente fora de si.”

Se o primeiro mandato de Dilma ensinou alguma coisa aos seus interlocutores foi que, para a presidente, o bom diálogo é quando ela obriga o outro a calar a boca. Portanto, essa Dilma com a mão estendida era uma pose inteiramente nova. Que a maioria das pessoas não levou a sério. Menos de 48 horas depois, aliados e rivais já tratavam a suposta novidade como pão dormido.

Liderados pelo PMDB do vice-presidente Michel Temer, partidos governistas juntaram-se à oposição para emboscar Dilma no plenário da Câmara na noite passada. Mandaram à lata do lixo o decreto presidencial que enganchava conselhos populares no organograma de todos os órgãos públicos. Apenas três partidos ficaram do lado de Dilma: PT, PCdoB e oposicionista PSOL.

Em vídeos veiculados na internet, Aécio Neves e Marina Silva, os dois principais antagonistas de Dilma na disputa eleitoral, ergueram as lanças. “O governo que se reelege não conta com prazos longos”, disse Marina. “Desde já, precisa dar sinais de mudança na condução da economia…”

E Aécio: “…Estarei atento e vigilante, para que cada compromisso da campanha seja agora cumprido, senão será denunciado.” Ambos cobram providências, não apertos de mão.

Nos subterrâneos, Dilma discute com pessoas próximas a composição do próximo governo. Pelo que se ouve, não são negligenciáveis as chances de montar um ministério convencional, rateado entre os partidos do conglomerado governista. Algo que a obrigará a conversar com pessoas que precisam de interrogatório, não de diálogo.

Anunciada no discurso de domingo, a ideia de promover uma reforma política precedida de plebiscito já foi abatida em pleno voo. O vice Michel Temer e os presidentes da Câmara e do Senado — Henrique Eduardo Alves e Renan Calheiros— jogaram água fria na tese. Admitiram, no máximo, um referendo, consulta feita após a aprovação. Dilma viu-se forçada a ensaiar uma meia-volta.

Como se fosse pouco, o PMDB deve confirmar nesta quarta-feira a recondução do deputado Eduardo Cunha (RJ), desafeto da presidente, à liderança do partido. Ele se equipa para virar presidente da Câmara. E ergue barricadas contra o projeto petista de regular a mídia, encampado por Dilma.

A conjuntura envenenada sonegou a Dilma a lua-de-mel que costuma ser concedida aos recém-eleitos. O ano de 2015 chegou para Dilma com dois meses de antecedência. O mercado espera que ela anuncie o nome do novo ministro da Fazenda. É coisa para ontem. O futuro chega com tal rapidez para Dilma que já está atrás dela.

27 de out. de 2014

Petrobras derrete, dólar dispara: calma que vai piorar!

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
Petrobras derrete, dólar dispara: calma que vai piorar!
A corrida para o dólar é imediata, e ele já vale quase R$ 2,55, com tendência clara de alta. Isso significa que todos nós acordamos mais pobres em relação ao resto do mundo. Nosso dinheiro compra menos bens e serviços no exterior, os importados ficam mais caros, e a inflação sobe.

Charge: Paixão - Gazeta do Povo (PR)

Postado por Toinho de Passira
Texto de Rodrigo Constantino
Fontes: Veja

Como o previsto, a vitória de Dilma, em parte já antecipada pelos mercados por causa das pesquisas e agora confirmada, jogou gasolina na fogueira do pessimismo (realismo?) dos investidores. Seu discurso de vitória tampouco serviu para aliviar: vem plebiscito por aí, eis sua grande “mudança”.

A corrida para o dólar é imediata, e ele já vale quase R$ 2,55, com tendência clara de alta. Isso significa que todos nós acordamos mais pobres em relação ao resto do mundo. Nosso dinheiro compra menos bens e serviços no exterior, os importados ficam mais caros, e a inflação sobe.

Além disso, o mais previsível também ocorreu até agora: o “kit eleição”, formado pelas estatais, despencou. A Petrobras cai até o momento em que escrevo mais de 13% no dia, que mal começou. É sangria desatada, pânico, desespero. Mas nada sem fundamento, claro. Os investidores atentos sabem muito bem o que mais quatro anos de PT pode significar para a empresa: sua completa destruição!

Como podemos ver, a reeleição de Dilma já faz sua primeira vítima: todos aqueles trabalhadores de classe média que investiram sua poupança nas ações da estatal por meio do FGTS e acordaram bem mais pobres hoje.

A “nova classe média” que finalmente conseguiu viajar para o estrangeiro pela primeira vez, com muita celeuma do próprio governo, terá de arcar agora com uma moeda bem mais desvalorizada também. Os custos do equívoco de ontem estão apenas começando. Podem ficar tranquilos, pois vai piorar. Especialmente quando Dilma anunciar seu novo ministro da Fazenda, uma grande “mudança”…

Belágua, no interior do Maranhão, de novo, é a cidade mais Dilmista do Brasil, com 94% dos votos válidos

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
Belágua, no interior do Maranhão, de novo, é a cidade
mais Dilmista do Brasil, com 94% dos votos válidos.
Hoje metade da população depende do Bolsa Família. As casas de barro e a vida precária com escassez de serviços como água e saúde ainda são as mesmas do Estado retratado por Glauber Rocha no documentário "Maranhão 66", que o cineasta filmou quando o então deputado José Sarney tornou-se governador, naquele ano, prometendo um novo futuro.

Foto: Douglas Lambert/Folhapress

Belágua está entre as cidades de pior índice de desenvolvimento humano do país

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Lucas Ferraz
Fonte: Folha de S. Paulo

Belágua, no interior do Maranhão, cabe em todos os clichês: é uma das cidades mais pobres do Brasil, num dos mais atrasados Estados nordestinos, com mais da metade de sua população dependente do Bolsa Família.
O município do semiárido maranhense, pela segunda eleição consecutiva, foi o que proporcionalmente deu mais votos para Dilma Rousseff (PT). Ontem, a presidente reeleita recebeu quase 94% dos votos válidos – o tucano Aécio Neves ficou com 6%. No primeiro turno, a petista obteve 92%, mesmo índice alcançado na eleição de 2010.

A 280 km da capital São Luís, Belágua tem 7.191 habitantes e o quarto pior IDH (índice de desenvolvimento humano) do Estado, mas saiu, nos últimos anos, do patamar mais baixo de classificação social (pobreza extrema) para, agora, ser considerada uma cidade na linha da pobreza.

A leve melhora se deve às políticas sociais e de distribuição de renda implementadas nos últimos 12 anos pelos governos do PT, pilares da quase unanimidade de "dona Dilma", como os moradores de Belágua se referem a ela.

O Bolsa Família beneficia 65% da população e é a segunda fonte de receita ao lado de uma cota repassada pelo FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Não há empresas: ou se trabalha na roça ou para a prefeitura.

As casas de barro e a vida precária com escassez de serviços como água e saúde ainda são as mesmas do Estado retratado por Glauber Rocha no documentário "Maranhão 66", que o cineasta filmou quando o então deputado José Sarney tornou-se governador, naquele ano, prometendo um novo futuro.

A velha política sobrevive: o prefeito do PT providenciou neste domingo (26) de sol transporte para centenas de eleitores dos povoados do município irem votar.

"Faltar, aqui falta muita coisa, não sei nem por onde começar a falar", dizia o aposentado Acelino de Araújo, 84, que saiu da roça para votar na "dona Dilma".

Somente 3% da população tem saneamento básico, segundo a prefeitura. Além da escassez de água, o acesso ao município é ruim, o que compromete ainda mais o atendimento médico à população.

Foto: Flickr

Câmara Municipal de Belágua

PROGRAMAS SOCIAIS

No povoado de Pequizeiro, o casal Patrício, 70, e Naíldes dos Santos (que diz não lembrar a idade) recorre como a maioria dos moradores ao rio da cidade para abastecer reservatórios e tomar banhos.

O casal vive numa casa de tijolos de barro, construída por ele há dez anos. "Voto na dona Dilma porque agora tenho crédito, posso comprar comida fiada", afirma Naíldes, que produz no quintal carvão e farinha. Há outros motivos: a eletricidade chegou ao povoado com o programa Luz para Todos e ela tem na família (filha e netos) beneficiários do Bolsa Família.

Novas ruas também surgiram em Belágua por causa do Minha Casa, Minha Vida, outra bandeira eleitoral de Dilma. "A casa foi entregue, só que sem água", se resigna o pedreiro Ivanaldo Silva, 35, morador de uma delas.

Um dos reflexos do Bolsa Família na cidade foi reativar a produção artesanal de farinha de mandioca, importante para a subsistência local.

Neste domingo, com urnas ainda abertas, Naíldes dos Santos comentava sobre o futuro de Belágua, que segundo ela não sobreviveria sem o assistencialismo federal.

"Surgiram histórias de que se ele [Aécio] ganhar, os programas iriam acabar. Mas é mentira, ele mesmo disse na televisão que era mentira. Se cortarem toda a ajuda, Belágua acaba".

25 de out. de 2014

NOSSA HOMENAGEM A UMA CERTA CANDIDATA - Reginaldo Rossi canta "LEVIANA”

Reginaldo Rossi canta "LEVIANA”
de Reginaldo Rossi

NOSSA HOMENAGEM A UMA CERTA CANDIDATA

LEVIANA

Reginaldo Rossi


Eu te amei
Me entreguei
De um jeito que ninguém
Jamais se entregou

Amor igual ao meu
Jamais vai encontrar
Amar como eu te amo
Ninguém vai te amar
Porque você

Ficava sussurrando junto ao meu ouvido
Mentiras misturadas com o seu gemido
E eu acreditava na sua palavra
Leviana!

Fazendo mil loucuras comigo na cama
Queria acreditar que você ainda me ama
Que, apesar de tudo, eu sinto a sua falta
Leviana!


Revista IstoÉ: Uma campanha movida a mentiras

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
UMA CAMPANHA MOVIDA A MENTIRAS
Ao mesmo tempo em que manipula índices e esconde dados desfavoráveis para não prejudicar o governo, a campanha de Dilma, capitaneada pelo ex-presidente Lula, dissemina falsas acusações em série contra Aécio Neves, com o objetivo de se manter no poder


SEM LIMITES - Com propósitos eleitorais, a dupla Dilma e Lula tem espalhado acusações sem qualquer fundamento contra o adversário, Aécio Neves, em comícios pelo País

Postado por Toinho de Passira
Fonte:  IstoÉ

Quando Luiz Inácio Lula da Silva venceu a disputa presidencial de 2002, o publicitário Duda Mendonça, responsável pela construção do ‘Lulinha paz e amor”, fez uma declaração que viria a se tornar uma espécie de mantra do marketing político. “A democracia brasileira amadureceu e agora está provado que quem bate perde”, afirmou o publicitário traçando um paralelo com a eleição de 1989, quando Fernando Collor de Melo promoveu uma campanha de mentiras e ataques pessoais para derrotar Lula.

Depois de 12 anos no poder, o PT, o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff, candidata à releição, resolveram desafiar esse mantra e trazem à disputa eleitoral uma sucessão de agressões e mentiras contra seus principais oponentes jamais vista na história recente do País.

Também se valem do aparelhamento instalado no governo federal para manipular dados e esconder todos os indicadores que possam prejudicar a candidatura oficial, atentando contra a credibilidade de instituições como o Ipea e o IBGE.

“O PT tem promovido uma das campanhas mais sujas da história. O objetivo é se manter no poder a qualquer preço”, afirma a ex-senadora Marina Silva, candidata do PSB derrotada no primeiro turno. “Fui vítima dessa ação difamatória sem precedentes que agora praticam contra o candidato Aécio Neves.”

Desde o início do processo eleitoral, a campanha de Dilma Rousseff tem se valido da tática do medo e do terrorismo eleitoral para atingir seus adversários. Começou por intermédio das redes sociais e de militantes bem remunerados. Mas, a partir do segundo turno e com as pesquisas indicando a liderança do tucano Aécio Neves, o ex-presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff passaram a ser os principais protagonistas dos ataques caluniosos.

No sábado 18, durante comício em Belo Horizonte (MG), Lula acusou Aécio de usar violência contra as mulheres. “A tática dele é a seguinte: vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo”, discursou o ex-presidente, referindo-se ao senador mineiro. No discurso, chamou Aécio de “filhinho de papai” e “vingativo”. “O comportamento dele não é o comportamento de um candidato (...) É o comportamento de um filhinho de papai que sempre acha que os outros têm de fazer tudo para ele, que olha com nariz empinado”.

No mesmo palanque, Lula, que como presidente da República determinou que o repórter Larry Rohter, do “New York Times”, fosse expulso do Brasil depois de publicar uma reportagem que o acusava de trabalhar sob efeito de álcool, insinuou que Aécio tem o hábito de dirigir embriagado, pois teria se recusado a se submeter ao teste do bafômetro em uma blitz de trânsito no Rio de Janeiro.

A questão é que o candidato tucano já tratou desse tema publicamente. Disse que se arrepende de não ter feito o teste e que estava conduzindo o carro com a carteira de habilitação vencida.

Ainda em Belo Horizonte, o ex-presidente Lula comparou Aécio a Carlos Lacerda, o histriônico líder da oposição a Getúlio Vargas, e voltou a mentir ao acusar o tucano de perseguir professores.

“Não conheço, em nenhum momento da história, nem no regime militar, um momento em que os professores foram tão perseguidos como foram em Minas Gerais”, disse Lula.

É comum que nas campanhas eleitorais os discursos ganhem tons mais enfáticos. Isso, no entanto, não explica as calúnias cuidadosamente elaboradas pelos marqueteiros da campanha de Dilma. No caso do comício em Belo Horizonte, antes de Lula subir ao palanque, o mestre de cerimônias do evento sinalizou em que se transformaria aquele ato. Ele leu uma carta de uma suposta psicóloga atribuindo a Aécio Neves a prática de espancar mulheres. Acusou o tucano de ter “transtorno mental”, chamando-o de “ser desprezível, cafajeste e playboy mimado”.

Na verdade, os ataques proferidos pelo ex-presidente fazem parte de uma bem articulada estratégia de campanha. Na terça-feira 21, três dias depois do comício, as ruas do centro de Belo Horizonte amanheceram repletas de grandes cartazes anônimos com os dizeres em letras amarelas em um fundo negro: “Você vota em candidato que agride mulher?”. É assim, insistindo na mentira, que o PT procura induzir o eleitor e desconstruir os adversários.

Na quinta-feira 23, o jornal britânico “Financial Times” publicou uma reportagem criticando o debate político na reta final das eleições no Brasil. O jornal constatou que o PT vem usando “táticas de difamação” contra seus opositores e cita diversas vezes a ex-senadora Marina Silva como a primeira vítima desse estratagema.

“Marina Silva acusa o PT de Dilma Rousseff de usar servidores públicos para espalhar mentiras pelas redes sociais e contatos comunitários, como o alerta de que ela, que é evangélica, iria proibir videogames”, diz o texto do “Financial Times”.

“Uma coisa terrível que eles (PT) disseram era que eu sou homofóbica e que uma pessoa gay tentou se aproximar de mim e meus seguranças bateram com tanta força que ele morreu”, afirmou Marina ao jornal. “O tom negativo da campanha tem frustrado muitos membros da crescente classe média baixa do Brasil, que estão desesperados para que os políticos debatam as questões críticas para o bem-estar”, conclui o jornal.

Os exemplos dessa campanha montada em mentiras são inúmeros. Na terça-feira 21, em comício no Recife (PE), Lula usou das calúnias para impor a campanha do medo, apontando o adversário como alguém interessado em dividir o País entre ricos e pobres, Norte e Sul, etc., recurso que, na verdade, o próprio Lula costuma usar sempre que se vê politicamente acuado ou ameaçado de perder o poder.

No palanque, o ex-presidente chegou ao cúmulo de comparar Aécio e o PSDB a nazistas. “Eles (Aécio e o PSDB) agridem a gente (nordestinos) como os nazistas na Segunda Guerra Mundial. São mais intolerantes que Herodes, que mandou matar Jesus Cristo.” O discurso provocou indignação. A Federação Israelita de São Paulo e outras entidades judaicas condenaram veementemente as declarações.

Alheio às críticas, em seu Twitter, Lula também vem espalhando o terror e na semana passada postou: “O governo do PSDB significa o genocídio da juventude negra”. A escalada das ofensas parece não ter limites para o PT. Na quinta-feira 23, durante ato público no centro comercial de Alcântara, em São Gonçalo (RJ), Lula disse que Aécio nunca trabalhou na vida e que os tucanos gostariam de transformar o Brasil em um país como o da época do Império, quando os pobres não podiam votar.

“Antes de terminar o Império só podia votar quem tinha uma determinada quantia de dinheiro. Pobre não votava, índio não votava, analfabeto não votava. É esse o país que eles querem”, disse Lula. No mesmo ato, antes de subir em um carro de som, o ex-presidente voltou a afirmar o que repetidamente vem sendo dito pela candidata Dilma Rousseff: Aécio, se eleito, vai acabar com o Bolsa Família.

Na verdade, e Lula sabe muito bem, o senador tucano já apresentou projeto no Congresso que transforma o Bolsa Família em lei, não podendo ser encerrado por qualquer que seja o presidente. Além de Lula, em diversos atos de campanha, a candidata Dilma vem pessoalmente praticando o terrorismo eleitoral. A presidenta já assegurou aos eleitores que Aécio planeja privatizar instituições como Banco do Brasil, Petrobras, os Correios, Caixa Econômica, entre outras, embora o programa de governo apresentado pelo tucano defenda o fortalecimento dessas instituições.

O vale-tudo do PT na reta final da campanha já pode ser constatado em várias cidades brasileiras. Na quinta-feira 23, no Rio, diversos panfletos apócrifos foram apreendidos com um texto colocando o adversário como um “candidato contra o Rio”. Em São Paulo, surgiram nas proximidades da estação do metrô Ana Rosa e também na região da rua Augusta cartazes com os seguintes dizeres: “Aécio é o atraso para o Brasil”. Outro define o tucano como “o inimigo número 1 da educação”.

Não bastassem as mentiras e o terror, a campanha de Dilma também faz um flagrante uso da máquina pública, inclusive manipulando dados sobre a real situação do País. Por causa disso, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) vive uma de suas maiores crises. O instituto foi proibido de divulgar um estudo com dados sobre a miséria social no Brasil, levantado a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios.

Os dados revelariam que os números apresentados pela campanha petista não correspondem à realidade. Temendo possíveis reflexos eleitorais, o Ipea só foi autorizado a divulgar a pesquisa depois das eleições. Ação totalitária fez com que o diretor de Estudos e Políticas Sociais, Herton Araújo, pedisse a exoneração do cargo.

Não se trata do primeiro estudo preso nas gavetas do Ipea. Em setembro foi engavetado outro levantamento, feito com base nos dados das declarações de Imposto de Renda de brasileiros, que mostrava que a concentração de renda havia aumentado no Brasil entre 2006 e 2012. São dados que contrariam o discurso recorrente dos governos petistas.

Também em relação aos indicadores da educação, o governo de Dilma vem usando a chamada prática de Ricupero, ex-ministro do governo Itamar: o que é bom a gente divulga, o que é ruim a gente esconde. As divulgações de dados negativos que poderiam prejudicar a campanha petista foram simplesmente adiadas. Informações atualizadas sobre o desempenho dos estudantes brasileiros em português e matemática e números sobre a arrecadação de tributos só se tornarão públicos depois do segundo turno.

Dados sobre o desmatamento e o verdadeiro contingente de miseráveis no Brasil também estão suspensos. No caso da educação, os índices obtidos através de um exame nacional a que são submetidos sete milhões de alunos a cada dois anos tradicionalmente são mostrados até o mês de agosto. Este ano foi diferente. Em setembro, o Ministério da Educação divulgou o indicador que tem como base o ano de 2013, mas não mostrou o resultado em cada disciplina. A divulgação sobre a arrecadação de tributos, normalmente divulgada até o dia 25 de cada mês, também está atrasada.

Sobre o desmatamento, os números que historicamente são revelados mensalmente seguem o mesmo roteiro. Os indicadores referentes a agosto e setembro só serão conhecidos em novembro, depois de terminada a eleição.

ONGs internacionais têm afirmado que o índice teria subido 191% entre 2013 e 2014. É assim, com o uso da máquina pública, manipulação de dados oficiais e uma sucessão de mentiras e falsas acusações que o PT, o ex-presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff procuram se manter no poder.

Veja libera no site a reportagem de capa desta semana: “O Planalto sabia de tudo!” Delegado: “Quem do Planalto?” Youssef: “Lula e Dilma”

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
Veja libera no site a reportagem de capa desta semana:
“O Planalto sabia de tudo!”
Delegado: “Quem do Planalto?”
Youssef: “Lula e Dilma”
O doleiro Alberto Youssef afirma em depoimento à Polícia Federal que o ex e a atual presidente da República não só conheciam como também usavam o esquema de corrupção na Petrobras

Ilustração Lézio Jr./VEJA

EM VÍDEO - As declarações de Youssef sobre Lula e Dilma foram prestadas na presença de um delegado, um procurador da República e do advogado"

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Robson Bonin
Fonte: Veja

A Carta ao Leitor desta edição termina com uma observação altamente relevante a respeito do dever jornalístico de publicar a reportagem a seguir às vésperas da votação em segundo turno das eleições presidenciais: “Basta imaginar a temeridade que seria não publicá-la para avaliar a gravidade e a necessidade do cumprimento desse dever”.

VEJA não publica reportagens com a intenção de diminuir ou aumentar as chances de vitória desse ou daquele candidato.

VEJA publica fatos com o objetivo de aumentar o grau de informação de seus leitores sobre eventos relevantes, que, como se sabe, não escolhem o momento para acontecer. Os episódios narrados nesta reportagem foram relatados por seu autor, o doleiro Alberto Youssef, e anexados a seu processo de delação premiada.

Cedo ou tarde os depoimentos de Youssef virão a público em seu trajeto na Justiça rumo ao Supremo Tribunal Federal (STF), foro adequado para o julgamento de parlamentares e autoridades citados por ele e contra os quais garantiu às autoridades ter provas. Só então se poderá ter certeza jurídica de que as pessoas acusadas são ou não culpadas.

Na última terça-feira, o doleiro Alberto Youssef entrou na sala de interrogatórios da Polícia Federal em Curitiba para prestar mais um depoimento em seu processo de delação premiada. Como faz desde o dia 29 de setembro, sentou-se ao lado de seu advogado, colocou os braços sobre a mesa, olhou para a câmera posicionada à sua frente e se pôs à disposição das autoridades para contar tudo o que fez, viu e ouviu enquanto comandou um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar 10 bilhões de reais. A temporada na cadeia produziu mudanças profundas em Youssef. Encarcerado desde março, o doleiro está bem mais magro, tem o rosto pálido, a cabeça raspada e não cultiva mais a barba. O estado de espírito também é outro. Antes afeito às sombras e ao silêncio, Youssef mostra desassombro para denunciar, apontar e distribuir responsabilidades na camarilha que assaltou durante quase uma década os cofres da Petrobras. Com a autoridade de quem atuava como o banco clandestino do esquema, ele adicionou novos personagens à trama criminosa, que agora atinge o topo da República.

Comparsa de Youssef na pilhagem da maior empresa brasileira, o ex-diretor Paulo Roberto Costa já declarara aos policiais e procuradores que nos governos do PT a estatal foi usada para financiar as campanhas do partido e comprar a fidelidade de legendas aliadas. Parte da lista de corrompidos já veio a público. Faltava clarear o lado dos corruptores. Na terça-feira, Youssef apresentou o ponto até agora mais “estarrecedor” — para usar uma expressão cara à presidente Dilma Rousseff — de sua delação premiada. Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro foi taxativo:

— O Planalto sabia de tudo!

— Mas quem no Planalto? — perguntou o delegado.

— Lula e Dilma — respondeu o doleiro.

Para conseguir os benefícios de um acordo de delação premiada, o criminoso atrai para si o ônus da prova. É de seu interesse, portanto, que não falsifique os fatos. Essa é a regra que Youssef aceitou. O doleiro não apresentou — e nem lhe foram pedidas — provas do que disse. Por enquanto, nesta fase do processo, o que mais interessa aos delegados é ter certeza de que o depoente atuou diretamente ou pelo menos presenciou ilegalidades. Ou seja, querem estar certos de que não lidam com um fabulador ou alguém interessado apenas em ganhar tempo fornecendo pistas falsas e fazendo acusações ao léu. Youssef está se saindo bem e, a exemplo do que se passou com Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras, tudo indica que seu processo de delação premiada será homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Na semana passada, ele aumentou de cerca de trinta para cinquenta o número de políticos e autoridades que se valiam da corrupção na Petrobras para financiar suas campanhas eleitorais. Aos investigadores, Youssef detalhou seu papel de caixa do esquema, sua rotina de visitas aos gabinetes poderosos no Executivo e no Legislativo para tratar, em bom português, das operações de lavagem de dinheiro sujo obtido em transações tenebrosas na estatal. Cabia a ele expatriar e trazer de volta o dinheiro quando os envolvidos precisassem.

Uma vez feito o acordo, Youssef terá de entregar o que prometeu na fase atual da investigação. Ele já contou que pagava em nome do PT mesadas de 100 000 a 150 000 reais a ¬parlamentares aliados ao partido no Congresso. Citou nominalmente a ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, a quem ele teria repassado 1 milhão de reais em 2010. Youssef disse que o dinheiro foi entregue em um shopping de Curitiba. A senadora negou ter sido beneficiada.

Entre as muitas outras histórias consideradas convincentes pelos investigadores e que ajudam a determinar a alta posição do doleiro no esquema — e, consequentemente, sua relevância para a investigação —, estão lembranças de discussões telefônicas entre Lula e o ex-deputado José Janene, à época líder do PP, sobre a nomeação de operadores do partido para cargos estratégicos do governo. Youssef relatou um episódio ocorrido, segundo ele, no fim do governo Lula. De acordo com o doleiro, ele foi convocado pelo então presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, para acalmar uma empresa de publicidade que ameaçava explodir o esquema de corrupção na estatal. A empresa queixava-se de que, depois de pagar de forma antecipada a propina aos políticos, tivera seu contrato rescindido. Homem da confiança de Lula, Gabrielli, segundo o doleiro, determinou a Youssef que captasse 1 milhão de reais entre as empreiteiras que participavam do petrolão a fim de comprar o silêncio da empresa de publicidade. E assim foi feito.

Gabrielli poderia ter realizado toda essa manobra sem que Lula soubesse? O fato de ter ocorrido no governo Dilma é uma prova de que ela estava conivente com as lambanças da turma da estatal? Obviamente, não se pode condenar Lula e Dilma com base apenas nessa narrativa. Não é disso que se trata. Youssef simplesmente convenceu os investigadores de que tem condições de obter provas do que afirmou a respeito de a operação não poder ter existido sem o conhecimento de Lula e Dilma — seja pelos valores envolvidos, seja pelo contato constante de Paulo Roberto Costa com ambos, seja pelas operações de câmbio que fazia em favor de aliados do PT e de tesoureiros do partido, seja, principalmente, pelo fato de que altos cargos da Petrobras envolvidos no esquema mudavam de dono a partir de ordens do Planalto.

Os policiais estão impressionados com a fartura de detalhes narrados por Youssef com base, por enquanto, em sua memória. “O Vaccari está enterrado”, comentou um dos interrogadores, referindo-se ao que o doleiro já narrou sobre sua parceria com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto. O doleiro se comprometeu a mostrar documentos que comprovam pelo menos dois pagamentos a Vaccari. O dinheiro, desviado dos cofres da Petrobras, teria sido repassado a partir de transações simuladas entre clientes do banco clandestino de Youssef e uma empresa de fachada criada por Vaccari. O doleiro preso disse que as provas desses e de outros pagamentos estão guardadas em um arquivo com mais de 10 000 notas fiscais que serão apresentadas por ele como evidências. Nesse tesouro do crime organizado, segundo Youssef, está a prova de uma das revelações mais extraordinárias prometidas por ele, sobre a qual já falou aos investigadores: o número das contas secretas do PT que ele operava em nome do partido em paraísos fiscais. Youssef se comprometeu a ajudar a PF a localizar as datas e os valores das operações que teria feito por instrução da cúpula do PT.

Depois da homologação da delação premiada, que parece assegurada pelo que ele disse até a semana passada, Youssef terá de apresentar à Justiça mais do que versões de episódios públicos envolvendo a presidente. Pela posição-chave de Youssef no esquema, os investigadores estão confiantes em que ele produzirá as provas necessárias para a investigação prosseguir. Na semana que vem, Alberto Youssef terá a oportunidade de relatar um episódio ocorrido em março deste ano, poucos dias antes de ser preso. Youssef dirá que um integrante da ¬coordenação da campanha presidencial do PT que ele conhecia pelo nome de “Felipe” lhe telefonou para marcar um encontro pessoal e adiantou o assunto: repatriar 20 milhões de reais que seriam usados na campanha presidencial de Dilma Rousseff. Depois de verificar a origem do telefonema, Youssef marcou o encontro que nunca se concretizou por ele ter se tornado hóspede da Polícia Federal em Curitiba. Procurados, os defensores do doleiro não quiseram comentar as revelações de Youssef, justificando que o processo corre em segredo de Justiça. Pelo que já contou e pelo que promete ainda entregar aos investigadores, Youssef está materializando sua ameaça velada feita dias atrás de que iria “chocar o país”.

DINHEIRO PARA O PT

Foto: Lula Marques/Folhapress/VEJA

Alberto Youssef também voltou a detalhar os negócios que mantinha com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, homem forte da campanha de Dilma e conselheiro da Itaipu Binacional. Além de tratar dos interesses partidários com o dirigente petista, o doleiro confi rmou aos investigadores ter feito pelo menos duas grandes transferências de recursos a Vaccari. O dinheiro, de acordo com o relato, foi repassado a partir de uma simulação de negócios entre grandes companhias e uma empresa-fantasma registrada em nome de laranjas mas criada pelo próprio Vaccari para ocultar as operações. Ele nega.


ENTREGA NO SHOPPING

Foto: Sérgio Lima/Folhapress/VEJA

Alberto Youssef confirmou aos investigadores o que disse o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre o dinheiro desviado da estatal para a campanha da ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR) ao Senado, em 2010. Segundo ele, o repasse dos recursos para a senadora petista, no valor de 1 milhão de reais, foi executado em quatro parcelas. As entregas de dinheiro foram feitas em um shopping center no centro de Curitiba. Intermediários enviados por ambos entregaram e receberam os pacotes. Em nota, a senadora disse que não recebeu nenhuma doação de campanha nem conhece Paulo Roberto Costa ou Alberto Youssef.


ELE TAMBÉM SABIA

Foto: Sérgio Lima/Folhapress/VEJA

Durante o segundo mandato de Lula, o doleiro contou que foi chamado pelo presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, para tratar de um assunto que preocupava o Planalto. Uma das empresas com contratos de publicidade na estatal ameaçava revelar o esquema de cobrança de pedágio. Motivo: depois de pagar propina antecipadamente, a empresa teve seu contrato rescindido. Ameaçado pelo proprietário, Gabrielli pediu ao doleiro que captasse 1 milhão de reais com as empreiteiras do esquema e devolvesse a quantia à empresa de publicidade. Gabrielli não quis se pronunciar.


CONTAS SECRETAS NO EXTERIOR


Desde que Duda Mendonça, o marqueteiro da campanha de Lula em 2002, admitiu na CPI dos Correios ter recebido pagamentos de campanha no exterior (10 milhões de dólares), pairam sobre o partido suspeitas concretas da existência de dinheiro escondido em paraísos fiscais. Para os interrogadores de Alberto Youssef, no entanto, essas dúvidas estão começando a se transformar em certeza. O doleiro não apenas confi rmou a existência das contas do PT no exterior como se diz capaz de ajudar a identifi cá-las, fornecendo detalhes de operações realizadas, o número e a localização de algumas delas.


UM PERSONAGEM AINDA OCULTO

O doleiro narrou a um interlocutor que seu esquema criminoso por pouco não atuou na campanha presidencial deste ano. Nos primeiros dias de março, Youssef recebeu a ligação de um homem, identificado por ele apenas como “Felipe”, integrante da cúpula de campanha do PT. Ele queria os serviços de Youssef para repatriar 20 milhões de reais que seriam usados no caixa eleitoral. Youssef disse que chegou a marcar uma segunda conversa para tratar da operação, mas o negócio não foi adiante porque ele foi preso dias depois. Esse trecho ainda não foi formalizado às autoridades.

24 de out. de 2014

Doleiro Yousseff promete entregar à Justiça números de contas secretas do PT em paraísos fiscais – Ricardo Noblat

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
Doleiro Yousseff promete entregar à Justiça números
de contas secretas do PT em paraísos fiscais
O PLANALTO SABIA DE TUDO -Youssef disse na "delaçãao premiada" que iria repatriar 20 milhões de reais que seriam usados na cam¬panha presidencial de Dilma Rousseff, neste ano, só não o fez por ter sido preso pela Polícia Federal, na “Operação Lava a Jato

Foto: Joedson Alves/Estadão Conteúdo

Alberto Youssef, o homem que sabia que "o Planalto sabia de tudo"

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Ricardo Noblat
Fonte: Blog do Noblat

Os trechos mais quentes da reportagem de VEJA deste fim de semana sobre as confissões à Justiça do doleiro Alberto Youssef, um dos cabeças do esquema de corrupção na Petrobras:

— O Planalto sabia de tudo!

— Mas quem no Planalto? — perguntou o delegado.

— Lula e Dilma — respondeu o doleiro.

• Na semana passada ele (Yousseff) aumentou de cerca de trinta para cinquenta o número de políticos e autoridades que se valiam da corrupção na Petrobras para financiar suas campanhas eleitorais.

Aos investigadores Youssef detalhou seu papel de caixa do esquema, sua rotina de visitas aos gabinetes poderosos no Executivo e no Legislativo para tratar, em bom português, das operações de lavagem de dinheiro sujo obtido em transações tenebrosas na estatal. Cabia a ele expatriar e trazer de volta o dinheiro quando os envolvidos precisassem.

• Entre as muitas outras histórias consideradas convincentes pelos investigadores e que ajudam a determinar a alta posição do doleiro no esquema — e, consequentemente, sua relevância pa¬ra a investigação —, estão lembranças de discussões telefônicas entre Lula e Paulo Roberto Costa sobre a ampliação dos “serviços”, antes prestados apenas ao PP, também em benefício do PT e do PMDB.

• “O Vaccari está enterrado”, comentou um dos interrogadores, referindo-se ao que o do¬leiro já narrou sobre sua parceria com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto.

O doleiro se comprometeu a mostrar documentos que comprovam pelo menos dois pagamentos a Vaccari. O dinheiro, desviado dos cofres da Petrobras, teria sido repassado a partir de transações simuladas entre clientes do banco clandestino de Youssef e uma empresa de fachada criada por Vaccari.

• O doleiro preso disse que as provas desses e de outros pagamentos estão guardadas em um arquivo com mais de 10 000 notas fiscais que serão apresentadas por ele como evidências.

Nesse tesouro do crime organizado, segundo Youssef, está a prova de uma das revelações mais extraordinárias prometidas por ele, sobre a qual já falou aos investigadores: o número das contas secretas do PT que ele operava em nome do partido em paraísos fiscais. Youssef se comprometeu a dar à PF a localização, o número e os valores das operações que teria feito por instrução da cúpula do PT.

• Youssef dirá que um integrante da ¬coor¬denação da campanha presidencial do PT que ele conhecia pelo nome de “Felipe” lhe telefonou para marcar um encontro pessoal e adiantou o assunto: repatriar 20 milhões de reais que seriam usados na cam¬panha presidencial de Dilma Rousseff.

Depois de verificar a origem do telefonema, Youssef marcou o encontro que nunca se concretizou por ele ter se tornado hóspede da Polícia Federal em Curitiba.

Financial Times destaca "jogo sujo" da campanha de Dilma, tanto no 1º quanto no 2º turno das eleições

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
Financial Times destaca "jogo sujo" da campanha de Dilma, tanto no 1º quanto no 2º turno das eleições
Jornal britânico cita ataques do PT contra Marina Silva e destaca declaração de Lula, que comparou candidato do PSDB a nazista

Foto: Joel Silva/Folhapress

Os candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) e a candidata derrotada no primeiro turno Marina Silva (PSB), foram as maiores vítimas de difamação

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Financial Times, IstoÉ, Veja

O jornal britânico Financial Times publica reportagem nesta quinta-feira com crítica ao debate político na reta final das eleições presidenciais no Brasil. Ao citar os ataques contra Marina Silva (PSB), o jornal destaca a acusação de que o PT usou "táticas de difamação" contra opositores.

O FT diz que a ex-ministra do Meio Ambiente acusa a campanha de Dilma Rousseff (PT) de "espalhar mentiras". Entre as acusações que teriam sido feitas contra Marina no 1º turno das eleições, estão a de que a candidata era homofóbica.

"Marina Silva acusa o PT de Dilma Rousseff de usar servidores públicos para espalhar mentiras pelas redes sociais e contatos comunitários, como o alerta de que a candidata que é evangélica iria proibir videogames", diz o texto.

Em afirmação citada pelo jornal britânico, Marina diz que "uma coisa terrível que eles (PT) disseram era que eu sou homofóbica e que uma pessoa gay tentou se aproximar de mim e meus seguranças bateram com tanta força que ele morreu". "Você não tem ideia do que essas pessoas fizeram", completou a ex-ministra ao Financial Times.

No segundo turno, a bateria volta-se contra o candidato Aécio Neves (PSDB) e o FT cita a afirmação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comparou o tucano a um nazista.

"O tom negativo da campanha tem frustrado muitos membros da crescente classe média baixa do Brasil que estão desesperados para que os políticos debatam as questões críticas para o bem-estar, como a melhora da saúde pública, transporte e segurança", diz o jornal.

A reportagem trata, também, de respostas de apoiadores do tucano que comparam "a abordagem de Dilma Rousseff na economia com a de Cristina Kirchner na Argentina, cujos métodos intervencionistas a fizeram impopular com os mercados financeiros", diz o texto.

23 de out. de 2014

Dilma e Lula sabiam de tudo, diz o doleiro Alberto Youssef à Polícia Federal

BRASIL – Corrupção - Eleição 2014 - 2º Turno
Dilma e Lula sabiam de tudo,
diz o doleiro Alberto Youssef à Polícia Federal
Em depoimento prestado na última terça-feira, o doleiro que atuava como banco clandestino do petrolão implica a presidente e seu antecessor no esquema de corrupção

Detalhe da Capa de Veja desta semana

Não foi surpresa para ninguém as declarações comprometedoras do doleiro

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Robson Bonin, para a Veja
Fonte: Veja

Na última terça-feira, o doleiro Alberto Youssef entrou na sala de interrogatórios da Polícia Federal em Curitiba para prestar mais um depoimento em seu processo de delação premiada. Como faz desde o dia 29 de setembro, sentou-se ao lado de seu advogado, pôs os braços sobre a mesa, olhou para a câmera posicionada à sua frente e se colocou à disposição das autoridades para contar tudo o que fez, viu e ouviu enquanto comandou um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar 10 bilhões de reais.

A temporada na cadeia produziu mudanças profundas em Youssef. Encarcerado desde março, o doleiro está bem mais magro, tem o rosto pálido, o cabelo raspado e não cultiva mais a barba.

O estado de espírito também é outro. Antes afeito às sombras e ao silêncio, Youssef mostra desassombro para denunciar, apontar e distribuir responsabilidades na camarilha que assaltou durante quase uma década os cofres da Petrobras.

Com a autoridade de quem atuava como o banco clandestino do esquema, ele adicionou novos personagens à trama criminosa, que agora atinge o topo da República. Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro foi taxativo:

— O Planalto sabia de tudo!

— Mas quem no Planalto?, perguntou o delegado.

— Lula e Dilma, respondeu o doleiro.

Os detalhes do depoimento que Alberto Youssef prestou às autoridades estão na Edição de Veja dessa semana.

PT só pensa em se vingar do juiz que detonou o Petrolão

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
PT só pensa em se vingar do juiz que detonou o Petrolão
Partido dos Trabalhadores representará no Conselho Nacional de Justiça contra juiz que detonou esquema do ‘petrolão’. Sabem que vão perder, mas os argumentos usados para a representação pode ser usado para intimidar outros magistrados e simular perseguição do judiciário contra o partido e a candidatura de Dilma

Foto: JF Diorio/Estadão Conteúdo

Juiz federal Sérgio Moro é encarregado dos processos oriundos da Operação Lava Jato.

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Diario do Poder

Segundo a Coluna de Claudio Humberto, dessa quinta-feira, a começar pelo presidente do PT, Rui Falcão, que espuma de raiva quando se refere ao juiz federal Sérgio Moro, aquele que desmantelou o esquema de corrupção instalado na Petrobras em 2006, no governo Lula, até metade do governo Dilma, o PT decidiu representar contra o magistrado no Conselho Nacional de Justiça.

As críticas a Moro já foram rechaçadas por entidades de magistrados e de procuradores e não a menor chance de prosperar.

O PT acusa Moro de “vazar depoimentos”, na verdade públicos, do ex-diretor Paulo Roberto Costa e do megadoleiro Alberto Youssef.

As gravações dos depoimentos de Paulo Roberto e Youssef não estavam protegidas por sigilo, como a própria Justiça já esclareceu.

Os advogados do PT tentam construir a alegação de que o juiz “beneficiou” a oposição, ao autorizar a divulgação dos depoimentos.

Com a cara de pau que possuem em nenhum momento enxergam que não haveria Operação Lava a Jato, delação premiada, nem acusações se eles não estivessem metidos até o pescoço em mais um escândalo de corrupção, o Petrolão, talvez o maior deles, entre os descobertos até agora.

Ninguém ouviu até agora a menor reprimenda a qualquer integrante do partido, envolvido no escândalo, continuam culpando os que fazem o trabalho limpo, enquanto protegem os seus facínoras. E a leviana, presidente Dilma ainda estufa seus enormes peitos, para dizer que foi ela quem mandou prender e arrebentar.

Desmentida a farsa petista sobre a inadequada “vacina de cavalo” nas prestações de contas do governo Aécio

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
Desmentida farsa petista sobre inadequada “vacina de cavalo” nas prestações de contas do governo Aécio
Ou: a mentira tem pernas curtas, é gorda e quer ser reeleita


Conselheiro citado por Dilma esclarece e detona a presidente: ela “citou como se fosse um assunto tão grave como os assaltos do seu governo na Petrobras”

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Felipe Moura Brasil, O Tempo

No debate da Record, Dilma citou, fora do contexto, uma frase do conselheiro do Tribunal de Contas de Minas Gerais, Sylo Costa, que estranhava no seu voto, que “uma vacina para cavalo estava contabilizada com gasto em saúde”, em 2005, durante discursão do exame da prestação de contas daquele ano do governo Aécio Neves.

O marqueteiro do PT, João Santana, municiou Dilma com a história, para lançar contra o candidato tucano ares de desconfiança quanto ao mau uso do dinheiro público, coisa que a candidata precisa fazer para tentar igualá-lo ao PT neste quesito, em meio aos escândalos consumados de corrupção do partido, especialmente na Petrobras.

”A mentira tem perna curta, sim, mas braços longos. Os petistas sabem que o desmentido quase nunca tem a mesma força que o embuste original – e contam com isso para semear a confusão”.

Em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal O Tempo, do qual é colunista, o próprio ex-conselheiro, Sylo Costa, esclareceu que neste caso, “vacina para cavalo foi gasto com a saúde, sim”.

Veja o trecho do artigo do Conselheiro, que esclarece o caso.

Explicação necessária sobre o óbvio

Texto de Sylo Costa
Fonte:  O Tempo

........................................................................

Bem, quase caí da poltrona durante o debate do último domingo, quando ouvi Dona Dilma, com ar triunfal, declarar que eu teria dito, na qualidade de relator das contas do então governador Aécio Neves, que vacina para cavalo foi contabilizada como despesa de saúde.

O que ela pretendeu fazer – como de hábito, aliás – foi manipular os fatos, numa tentativa de atacar seu adversário.

Explico: como relator, orientado por minha assessoria, mandei retirar da conta da Secretaria de Saúde uma fatura de compra de vacinas sem especificação e lançá-la na conta da Secretaria de Agricultura, erro material que não afetava o cumprimento do índice constitucional da saúde.

Tanto que me posicionei pela aprovação das contas. O parecer prévio sobre as contas do governador foi aprovado por unanimidade. Posteriormente, recebi da Secretaria de Agricultura a informação de que a compra das vacinas era mesmo para a saúde, já que se tratava de vacinas contra aftosa para experimentos da Fundação Ezequiel Dias.

Quanto à existência de ressalvas – as quais, diga-se, sempre se referem à presença de erros materiais, que, constatados a tempo e a hora, podem ser corrigidos –, isso é mais que comum numa prestação de contas com mais de 40 mil itens.

Foi esse pequeno erro material que Dona Dilma citou como se fosse um assunto tão grave como os assaltos do seu governo na Petrobras e em quase tudo o que o governo federal mete o nariz. Parece coisa de gente que se faz de louca...

O Brasil vai ter que trabalhar uns 20 anos para pagar a conta desses governos do PT. Mas, no domingo, milhões de tucanos ou apartidários como eu estarão enchendo as urnas para o bem do Brasil.


Leia o artigo de Sylo Costa a integra: Explicação necessária sobre o óbvio

Fascistoides à solta – Lula compara 2014 a 1954, ano da morte de Getúlio. É… Em comum, há o mar de lama

BRASIL – Opinião - Eleição 2014 - 2º Turno
Lula compara 2014 a 1954, ano da morte de Getúlio.
É… Em comum, há o mar de lama
Lula diz que os eleitores de Marina Silva têm a obrigação de votar em Dilma. Que grande petulância a desse senhor! Ocorre que Lula está convicto de que é dono do Brasil.

Postado por Toinho de Passira
Texto de Reinaldo Azevedo
Fonte:  Blog do Reinaldo Azevedo

Lula não perdeu o juízo, é claro, porque ele tem é método. Louco não é. O que lhe tem faltado é senso de ridículo e compromisso com a verdade. Segundo ele, o clima de “histeria” que toma conta da disputa se assemelha ao ano de 1954, quando Getúlio Vargas se matou. Aproveitou para dizer que os eleitores de Marina Silva têm a obrigação de votar em Dilma. Que grande petulância a desse senhor! Nem Marina se atreveu a dizer em que seu eleitorado tem a obrigação de votar pela simples e óbvia razão de que ela não é dona de suas respectivas vontades. Ocorre que Lula está convicto de que é dono do Brasil.

Este senhor já comparou a oposição a nazistas e a Herodes. É claro que parte do que diz deriva de sua alastrante ignorância, compatível com seu ânimo para ofender pessoas. Num comício em Porto Alegre, afirmou nesta quarta: “A mesma histeria que a direita tinha contra Getúlio, nos anos 50, eu vejo estampada no discurso dos nossos adversários”, disse. Ele ainda ironizou o papel da imprensa, dizendo que a mídia claramente “não tem partido nem candidato” — tentando sugerir o contrário. Ora, basta ler certo noticiário e acompanhar algumas emissoras de TV para constatar que certa mídia tem, de fato, é CANDIDATA.

Direita, Lula? Onde está a direita? Vamos ver os partidos que compõem a coligação “Com a Força do Povo”, de Dilma: PT, PMDB, PSD, PP, PR , PROS, PDT, PCdoB e PRB. Como? Então o PSD, o PP, o PROS e o PRB se tornaram agora notórios esquerdistas? Sem contar que o PMDB junta uma boa fatia dos conservadores brasileiros. A acusação de um ridículo ímpar.

A propósito: a ser como quer Lula, estão faltando dois cadáveres na história e um ferido. Quem se candidata no PT a repetir o gesto de Getúlio? Quem será o major Rubem Vaz? Quem vai levar um tiro no pé, como Carlos Lacerda? Que bate-pau do petismo se candidata ao papel de Gregório Fortunato, o homem que tramou o atentado contra Lacerda? A tese é de uma ignorância soberba, embora isso lhe tenha sido soprado aos ouvidos pelos intelectuais de quinta categoria do petismo.

É bem verdade que, de certo modo, Lula tem razão: uma coisa há em comum com 1954: o mar de lama. Existia há 60 anos; existe hoje — com a diferença de que aqueles eram tempos da bandidagem quase romântica. A de agora se profissionalizou.
*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original

O herói sem caráter - Dora Kramer

BRASIL – Opinião - Eleição 2014 - 2º Turno
O herói sem caráter
O presidente Luiz Inácio da Silva criou um personagem sem freios que faz o que bem entende e a quem tudo é permitido - abusar do poder, usar indevidamente a máquina pública, insultar, desmoralizar - sem que ninguém consiga lhe impor paradeiro...

Charge: Sponholz

Postado por Toinho de Passira
Texto de Dora Kramer
Fonte: Estadão

Remexendo na gaveta de recortes de jornais - valorosos e não raro mais úteis que o Google - encontro um texto escrito em 7 de setembro de 2010. Apenas coincidência a data da independência. O título, Macunaíma. O herói sem nenhum caráter de Mário de Andrade.

Faltava pouco menos de um mês para o primeiro turno da eleição em que o então presidente Luiz Inácio da Silva fazia o "diabo" e conseguiria na etapa final realizada em 31 de outubro eleger uma incógnita como sua sucessora.

Deu todas as garantias de que a chefe de sua Casa Civil, Dilma Rousseff, seria uma administradora de escol para o Brasil. Não foi, conforme comprovam os indicadores de um governo que se sustenta no índice positivo do emprego formal, cuja durabilidade depende do rumo da economia.

Como ex-presidente, Lula agora pede que se renove a aposta. Sem uma justa causa, apenas baseado na ficção por ele criada de que a alternância de poder faz mal à democracia brasileira. A propósito de reflexão a respeito da nossa história recente, convido a prezada leitora e o caro leitor ao reexame daquele texto.

"Só porque é popular uma pessoa pode escarnecer de todos, ignorar a lei, zombar da Justiça, enaltecer notórios ditadores, tomar para si a realização alheia, mentir e nunca dar um passo que não seja em proveito próprio?

Um artista não poderia fazer, sequer ousaria fazer isso, pois a condenação da sociedade seria o começo do seu fim. Um político tampouco ousaria abrir tanto a guarda. A menos que tivesse respaldo, que só revelasse sua verdadeira face lentamente e ao mesmo tempo cooptasse os que poderiam repreendê-lo tornando-os dependentes de seus projetos dos quais aos poucos se alijariam os críticos por intimidação ou cansaço.

A base de tudo seria a condescendência dos setores pensantes e falantes; oponentes tíbios, erráticos, excessivamente confiantes diante do adversário atrevido, eivado por ambições pessoais e sem direito a contar com aquele consenso benevolente que é de uso exclusivo dos representantes dos fracos, oprimidos e assim nominados ignorantes.

O ambiente em que o presidente Luiz Inácio da Silva criou o personagem sem freios que faz o que bem entende e a quem tudo é permitido - abusar do poder, usar indevidamente a máquina pública, insultar, desmoralizar - sem que ninguém consiga lhe impor paradeiro, não foi criado da noite para o dia. Não é fruto de ato discricionário, não nasceu por geração espontânea nem se desenvolveu por obra da fragilidade da oposição.

Esse ambiente é fruto de uma criação coletiva. Produto da tolerância dos informados que puseram seus atributos e respectivos instrumentos à disposição do deslumbramento, da bajulação e da opção pela indulgência. Gente que tem vergonha de tudo, até de exigir que o presidente da República fale direito o idioma do País, mas não parece se importar de lidar com quem não tem pudor algum.

Da esperteza dos arautos do atraso e dos trapaceiros da política que viram nessa aliança uma janela de oportunidade. A salvação que os tiraria do aperto em que estavam já caminhando para o ostracismo. Foram ressuscitados e por isso estão gratos.

Da ambição dos que vendem suas convicções (quando as têm) em troca de verbas do Estado.

Da covardia dos que se calam com medo das patrulhas.

Do despeito dos ressentidos.

Do complexo de culpa dos mal resolvidos.

Da torpeza dos oportunistas.

Da superioridade dos cínicos.

Da falsa isenção dos preguiçosos.

Da preguiça dos irresponsáveis.

Lula não teria ido tão longe com a construção desse personagem que hoje assombra e indigna muitos dos que lhe faziam a corte não fosse a permissividade geral. Se não conseguir eleger a sucessora não deixará o próximo governo governar. Importante pontuar que só fará isso se o País deixar que faça; assim como deixou que se tornasse esse ser que extrapola".
*Acrescentamos subtítulo e ilustração à publicação original

22 de out. de 2014

Em campanha Dilma diz que buscará dinheiro desviado da Petrobrás, mas nada fez para reaver grana do mensalão

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
Em campanha, Dilma diz que buscará dinheiro desviado da Petrobrás, mas nada fez para reaver grana do mensalão
O então presidente do Supremo Ministro Ayres Britto concluiu que R$ 150 milhões foram desviados pelos operadores do mensalão. Por que, até agora, os companheiros petistas condenados pelo STF, não sofreram qualquer ação judicial por parte do governo para fazer retornar, aos cofres públicos, o dinheiro desviado? A demora da presidente em agir no caso mensalão tornam sem nexo a suposta pressa da candidata no escândalo do petrolão

Foto: Ueslei Marcelino /Reuters

MENTIRAS GÊMEAS: No escândalo da Petrobras, há duas Dilmas: uma, a presidente, sustenta que “não sabia de nada”, outra, a candidata, faz pose de gestora rigorosa

Postado por Toinho de Passira
Texto de Josias de Souza
Fonte: Blog do Josias de Souza

O julgamento do mensalão foi concluído, os condenados foram presos, alguns dos detentos progrediram do regime semiaberto para a prisão domiciliar e até já estourou um novo escândalo na praça, o petrolão. Tudo isso sucedeu em um ano e meio. E o governo não moveu até o momento nenhuma ação judicial para reaver o dinheiro roubado, devolvendo-o aos cofres públicos.

No último final de semana, Dilma Rousseff recitou para os repórteres uma posição que combinara com o marketing de sua campanha sobre o escândalo da Petrobras, espécie de mensalão 2, hipertrofiado. “Farei todo o meu possível para ressarcir o país”, disse ela, antes de admitir, pela primeira vez, a existência de crime. “Se houve desvio de dinheiro público, nós queremos ele de volta. Se houve, não. Houve, viu?.''

Diante do ímpeto de Dilma, o blog do Josias decidiu verificar que providências o governo da candidata à reeleição adotou no caso do mensalão. Vai abaixo resumo da encrenca. Percorrendo-o, você perceberá que, confrontadas com um caso concreto, as palavras de Dilma perdem o sentido:

1. A nota da AGU: no dia 14 de dezembro de 2012, a Advocacia-Geral da União divulgara nota , na qual prometera cobrar dos condenados do mensalão o ressarcimento das verbas que saíram pelo ladrão.

“…Os advogados públicos aguardam o acórdão do STF, fixando o ressarcimento, para iniciar a atuação”, dizia o texto. Preventivamente, a AGU cogitava requerer o bloqueio de contas, o sequestro e a penhora de bens, “para evitar o esvaziamento do patrimônio” dos condenados e “garantir que as quantias sejam restituídas à União”. E nada.

2. O acórdão: O resultado do julgamento do mensalão foi publicado, pelo STF em 22 de abril de 2013. Nesta quarta-feira, a publicação completa um ano e meio. No dia seguinte, na saída de um encontro com Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara, o ministro Luís Inácio Adams, advogado-geral da União, foi espremido pelos repórteres. E o ressarcimento? “Vou ver os embargos de declaração'', disse ele, realçando a necessidade de aguardar o julgamento dos últimos recursos a que tinham direito os 25 condenados.

Isso não é um expediente protelatório?, quis saber um repórter. E Adams: “Não é protelatório porque os embargos de declaração são um instrumento de esclarecimento do acórdão. Se isso vai resultar ou não em procedência, a Corte é quem tem que decidir. As ações da AGU, nós vamos analisar em cima do que foi publicado a possibilidade de tomar alguma medida de imediato.” E nada.

3. A situação atual: procurada, a Advocacia-Geral da União informou ao blog que já decidiu buscar “o ressarcimento de recursos públicos que, segundo o STF, foram desviados da Câmara dos Deputados na gestão do ex-deputado João Paulo Cunha”, hoje um dos petistas que compõem a bancada da Papuda.

Em valores da época do escândalo, os desvios da Câmara foram orçados em R$ 1,32 milhão. A cifra foi malversada por meio de contrato de fancaria firmado com uma das agências de publicidade de Marcos Valério, a SMP&B. A Advocacia da União informa que aguarda informações requisitadas ao TCU para agir.

Obtidos os dados, a “AGU e o Ministério Público junto ao TCU atuarão em parceria para a efetiva devolução do dinheiro desviado.” Quando? Não foi informado. E quanto ao resto do dinheiro? Bem, “quanto aos recursos desviados do Visanet, a atuação caberá ao próprio Banco do Brasil e ao Ministério Público Federal.”

4. O Fundo Visanet: o repórter apurou no STF que, seis dias depois das prisões dos primeiros mensaleiros condenados, a área jurídica do Banco do Brasil requisitou ao então ministro Joaquim Barbosa cópia da íntegra do processo do mensalão. Manifestava a intenção de reaver os R$ 73,8 milhões que seu ex-diretor de Marketing, o petista Henrique Pizzolatto, desviara da cota do BB no fundo Visanet para o esquema operado por Marcos Valério.

Sem hesitações, Barbosa repassou cópia dos autos em 25 de novembro do ano passado. Mas o Banco do Brasil até hoje não moveu a ação judicial. Por quê? A casa bancária estatal informou ao blog que, de fato, “solicitou cópia da Ação Penal 470 ao STF para estudar as medidas judiciais cabíveis para a salvaguarda de seus direitos.” De posse do material há quase um ano, o ex-empregador de Pizzolatto, hoje preso na Itália, informa:

“Diante da complexidade do processo, que é um dos mais volumosos já apreciados pelo Judiciário brasileiro, o BB destacou uma equipe de advogados específica para analisar o processo e implementar a estratégia processual que confira a necessária segurança jurídica aos interesses do Banco, a partir da análise das 8.400 páginas do acórdão e das 60 mil laudas dos autos que compõem os 295 volumes e mais de 500 apensos, incluindo diversos laudos periciais de elevada complexidade.”

Quando será protocolada, afinal, a ação destinada a reaver o dinheiro? Eis a resposta oficial: “A decisão do Banco do Brasil é promover a ação ressarcitória com a brevidade possível.”

5. O montante: Ex-presidente do STF, Carlos Ayres Britto comandou a grossa maioria das sessões de julgamento do processo do mensalão. Antes de se aposentar, ele estimou em R$ 150 milhões as verbas drenadas de cofres públicos. Fez isso a partir de uma soma de cifras extraídas dos autos.

Somando-se a verba surrupiada na Câmara ao dinheiro desviado do Visanet, chega-se a R$ 75,12 milhões. Ainda que se adicione a esse valor mais R$ 2,9 milhões em verbas publicitárias do BB que, segundo o Supremo, foram apropriadas indevidamente pela DNA Propaganda de Marcos Valério, o montante fica longe dos R$ 150 milhões citados por Ayres Britto. E não há no governo quem se preocupe em refazer essas contas.

6. O petrolão: no escândalo que derrama óleo queimado sobre a logomarca da Petrobras, há duas Dilmas. Uma, a presidente, sustenta que “não sabia” da existência da quadrilha que desviava 3% dos bilionários contratos da maior estatl brasileira para os bolsos de políticos e as arcas do PT e de legendas aliadas. Outra, a candidata, faz pose de gestora rigorosa.

“Tomarei todas as medidas para ressarcir tudo e todos”, disse a Dilma-candidata na entrevista que concedeu no final de semana passado. “Mas ninguém sabe ainda o que deve ser ressarcido. A chamada delação premiada, onde tem os dados mais importantes, não foi entregue a nós.'' Verdade. Mas a papelada do mensalão está toda sobre a mesa. E nada.

A demora dos subordinados da presidente em agir no caso mensalão tornam sem nexo a pressa da candidata no escândalo do petrolão. Fica demonstrado, uma vez mais, que dinheiro público roubado do cofre é como pasta de dente que sai do tubo. Colocar de volta é tão difícil quanto desfritar um ovo.
*Alteramos título, acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original