18 de out de 2014

Ficou sério: o Departamento de Justiça dos EUA está investigando escândalo de corrupção na Petrobras

BRASIL – ESTADOS UNIDOS – Corrupção
Ficou sério: o Departamento de Justiça dos EUA está investigando escândalo de corrupção na Petrobras
Como papeis da estatal brasileira é negociado no mercado americano, os órgão reguladores do mercado de capitais dos Estados Unidos e o Departamento de Justiça, que são muito rigorosos na defesa dos investidores, estão apurando a fundo essa tramoia toda, no entorno da compra desastrada da refinaria de Passadena e não vão poupar ninguém. Inclusive dona Dilma Rousseff, ex-presidente do conselho administrativo da Petrobras, pode ser chamada para se explicar.

Foto: Divulgação

Petrobras: investigações apontam que a empresa "operou de forma desgovernada e submetida a interesses corrupto"

Postado por Toinho de Passira
Fontes:  Estadão, Exame

Um relatório, de sete páginas, divulgado nesta semana pela consultoria Arko Advice informa que o órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, a SEC (Security Exchange Commission), e o Departamento de Justiça americano começaram a investigar as denúncias de corrupção na Petrobras.

Um time de 28 advogados e analistas dos órgãos americanos estariam trabalhando no caso, que pode se estender às empresas fornecedoras de serviços da estatal.

A companhia, que tem ADRs (recibos de ações negociados na Bolsa de Valores de Nova York), deve seguir regras de governança estabelecidas pela SEC, que corresponde nos EUA à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

"Os controles se referem não somente às auditorias variadas, mas à obrigação de cumprir as normas antifraudes SOX (Lei Sarbanes-Oxley)", diz o relatório enviado para clientes, ao qual o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso.

A Arko diz que as investigações apontam que a Petrobras "operou de forma desgovernada e submetida a interesses corruptos, conforme as delações de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal, e do doleiro Alberto Youssef".

As investigações, de casos como esse, costumam ser conduzidas em sigilo absoluto pelo órgão americano. A Petrobras não se posicionou até a noite desta quinta-feira, 16.

Pelas conclusões preliminares da SEC, o caso poderia se relacionar não apenas ao mercado acionário, mas se transformar em questão criminal. As prestadoras de serviços da Petrobras podem ser convocadas para prestar esclarecimentos.

Também podem ser chamados para depor os envolvidos nas denúncias. Há ainda a possibilidade de serem aplicadas multas.

De acordo com a consultoria, os órgãos americanos estão preocupados em não vazar as conclusões preliminares em ambiente eleitoral, "devido a seu potencial desestabilizador".

Claro que houve prejuízos para os acionistas, claro que a fraude, a corrupção afetou o desempenho das ações nas bolsas de valores, inclusive na de Nova Iorque.

As investigações poderão alcançar gente muito importante da política brasileira, que serão intimadas a depor, com risco de indiciamento, em tribunais americanos. Incluindo aí, a então presidente do conselho da estatal, a senhora Dilma Rousseff, que nos Estados Unidos não terá foro privilegiado e ao se furtar a depor, pode acabar na lista de procurados da Interpol, ao lado de Paulo Maluf.

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