20 de jan. de 2013

O relógio da ditadura em Cuba se aproxima da meia-noite, de Yoani Sanchez, para Revista Época

CUBA
O relógio da ditadura em Cuba
se aproxima da meia-noite
“Cada passo rumo à flexibilização é como se os líderes carregassem uma arma para disparar em suas têmporas”. “O agravamento da saúde do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é um elemento catalisador do colapso. Diante da possível ausência do grande mecenas do Palácio Miraflores, Raúl Castro terá de acelerar as reformas para conseguir equilibrar as contas, o que levará a mais perda de autoridade do Partido Comunista”.

Foto: Desmond Boylan/Reuters/Scanpix

Fidel Castro e o irmão Raúl Castro, ex e atual “presidente” de Cuba, octogenários e sem sucessores

Postado por Toinho de Passira
Texto de Yoani Sanchez, para Revista Época
Fonte: Época

Nos arredores da Igreja da Nossa Senhora da Regra, em Havana, uma mulher joga búzios para os transeuntes em troca de pouco dinheiro. Entre as perguntas que ouve todo dia, repetem-se quase como uma obsessão as seguintes: se a pessoa poderá viajar num futuro próximo, se conseguirá comprar uma casa, se encontrará seu amor e, claro, quando terminará “isto”. Com um simples pronome demonstrativo, os clientes da vidente tentam resumir o que alguns chamam de “revolução”, outros de “ditadura” e os mais neutros simplesmente de “o sistema”. Para a mulher de unhas de vermelho intenso e turbante branco na cabeça, a resposta é difícil de ser dita, por medo de que seja somente a provocação de algum agente do governo vestido de civil. Ela consulta a posição das conchas e quase sussurra: “Logo, será logo”.

O relógio biológico do governo cubano está perto de marcar meia-noite. Neste lento e desesperador movimento dos ponteiros que já dura 54 anos, a obsolescência se aproxima a cada minuto que passa. Ainda que, nos últimos cinco anos, Raúl Castro, de 81, tenha colocado gente mais jovem no governo, as decisões mais importantes seguem concentradas nas mãos de octogenários. Como um voraz Saturno que come seus filhos, os principais dirigentes da revolução não têm permitido que possíveis sucessores lhes façam sombra. Os últimos defenestrados pela paranoia do general-presidente foram o vice-presidente Carlos Lage, que gozava de bastante simpatia popular, e o chanceler Felipe Pérez Roque. Ambos foram acusados pelo próprio Fidel Castro de estar “viciados ao mel do poder”. Isso tem deixado os líderes políticos sem reposição, e não há mais tempo para formar dirigentes que queiram continuar o caminho traçado pela hierarquia verde-oliva. Para Raúl Castro, “o tempo urge” para deixar pronta a geração que os substituirá. Em 2013, ele se verá obrigado a acelerar o processo e poderá cometer muitos erros. Esse será um dos elementos que contribuirão para o enfraquecimento ideológico e a perda do minguado apoio popular que ainda desfruta o castrismo.

As reformas econômicas levadas a cabo por Raúl Castro também influenciarão na diminuição do controle sobre a população. Ampliação do setor privado, cobrança de impostos e autorização para a criação de cooperativas não agropecuárias são algumas das medidas que farão o peso do Estado se reduzir no dia a dia dos cubanos. Isso levará a uma diminuição do compromisso ideológico das pessoas com um governo que cada vez menos lhes dá subsídios e benefícios. Cada passo que as autoridades dão rumo à flexibilização é como se carregassem uma arma para dispará-la em suas têmporas. A reforma é a morte do statu quo. Os próximos 12 meses de 2013 serão decisivos para definir essa tendência de passar do centralismo à atomização produtiva.

No entanto, o regime é hábil em sobreviver diante dos prognósticos mais desfavoráveis. A crise econômica tem sido seu caldo de cultura nos últimos 25 anos. Aos inquilinos da Praça da Revolução, lhes parece melhor a emergência que a prosperidade, a crispação que a calma. A precariedade material se constitui em mecanismo de paralisia sobre uma população que tem de passar horas esperando pelo ônibus ou numa fila para comprar 1 quilo de frango. Por isso, os números no vermelho das finanças nacionais não chegam a provocar um estalido de inconformismo. Entre ir às ruas para derrubar o governo e se lançar ao mar numa balsa frágil rumo à Flórida, milhões de cubanos prefeririam a última opção. A explosão migratória pode estar mais próxima que uma explosão social. Quem espera assistir em 2013 a imagens de Havana como as da Praça Tahrir, no Cairo, terá pouca chance de ver realizada sua previsão.

Apesar disso, os aparelhos de repressão não conseguiram erradicar os setores mais críticos. Tem ocorrido, sim, o contrário. Mesmo com as prisões da Primavera Negra de 2003 e do exílio de muitos líderes da oposição, a oposição vive momentos de efervescência. O ano de 2012 termina com a lamentável perda de Oswaldo Payá, figura principal do Movimento Cristão de Libertação (morto em acidente de carro em julho), mas outros rostos começam a aparecer. O fortalecimento das redes sociais também ajuda a romper o monopólio da opinião estatal e dizer ao mundo o que ocorre dentro da ilha.

O agravamento da saúde do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é um elemento catalisador do colapso. Diante da possível ausência do grande mecenas do Palácio Miraflores, Raúl Castro terá de acelerar as reformas para conseguir equilibrar as contas, o que levará a mais perda de autoridade do Partido Comunista. Ele pode optar por isso ou tentar entregar a nação nos braços de outro magnânimo tutor que pague as faturas. Mas não se avista no horizonte ninguém interessado em assumir um problema de 111.000 quilômetros quadrados e 11 milhões de habitantes. A atuação do governo de Barack Obama também será determinante. Se, enfim, ocorrer a suspensão do embargo americano sobre Cuba, muitos acreditam que o governo possa ter um respiro econômico. Outros dizem, contudo, que se perderia o argumento político mais usado pelo castrismo. Seria um duro golpe não poder culpar o vizinho do norte pelo descalabro produtivo do país.

Tal qual um complicado xadrez político e social se mostra o tabuleiro cubano para 2013. O governo conta com muito poucas fichas para obter resultados tangíveis nos pratos e bolsos dos cidadãos. Para piorar, dizem os supersticiosos, está a maldita cabala do número 13, que alguns identificam com momentos medulares da vida de Fidel Castro. A começar por sua data de nascimento, em 13 de agosto de 1926. Em outro 13 de agosto, de 1993, ele se viu obrigado a autorizar a dolarização da economia cubana. Dado seu delicado estado de saúde, é de esperar que nos próximos anos os cubanos recebam a notícia do “magno funeral”. Um fato, a esta altura, de conotações mais simbólicas que políticas. Na falta de elementos confiáveis para fazer previsões, as pessoas se aferram às adivinhações. Tudo para saber quando terminará “isto”, quando os ponteiros petrificados do relógio biológico de uma revolução marcarão meia-noite.
YOANI SÁNCHEZ, 37 anos, é jornalista e escritora cubana, conhecida mundialmente através do seu Blog Generación Y , onde publica críticas ao regime e fala do cotidiano de Cuba.
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Justiça de Jersey confirma que Maluf terá de devolver R$ 58 milhões à Prefeitura de SP

BRASIL – Corrupção
Justiça de Jersey confirma que Maluf terá de devolver R$ 58 milhões à Prefeitura de SP
Até o paraíso fiscal, de Jersey, local de deposito de dinheiro sujo, situado no canal da Mancha, possessão do Reino Unido, achou as patifarias de Paulo Maluf demais. Além de mandar devolver o dinheiro da corrupção, ainda determinou que ele pagasse honorários e despesas com advogados da prefeitura que desde os anos 90 tentam repatriar o dinheiro da corrupção. Ninguém sabe qual vai ser o comportamento do aliado petista, de Paulo Maluf, o prefeito de São Paulo, Paulo Haddad diante desses fatos.

Foto: Vagner Campos/Brazil Photo Press/AE

Paulo Maluf e o atual prefeito de SP, Fernando Haddad. Deputado vai ter que devolver 58 milhões de reais para administração de aliado. Será?

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Estadão

A Corte de Jersey, conhecido Paraiso Fiscal, confirmou que empresas offshores ligadas ao ex-prefeito Paulo Maluf terão de devolver aos cofres públicos do município de São Paulo US$ 28,3 milhões, além de pagar nove anos de custos com advogados no processo que ainda tramita no paraíso fiscal. A avaliação da prefeitura é de que, só com advogados, o custo chegou a US$ 4,5 milhões (R$ 9 milhões) nesse período.

Em novembro, a Corte constatou que as empresas ligadas à família Maluf haviam sido usadas pelo ex-prefeito para desviar dinheiro de obras públicas em São Paulo, entre elas a obra da Avenida Águas Espraiadas nos anos 90.

Faltava definir o valor, que originalmente foi calculado em US$ 10 milhões. Com juros e correções, além das multas, Maluf terá de devolver US$ 28 milhões, além de US$ 4,5 milhões dos custos dos advogados. As empresas já recorreram e uma decisão final deve sair em março.

Cálculo original da Procuradoria do Município mostra que o valor seria entre US$ 22 milhões e US$ 32 milhões.

"Paulo Maluf era parte da fraude na medida em que, pelo menos no decorrer de janeiro e fevereiro de 1998, ele ou outras pessoas em seu nome receberam ou foram creditadas no Brasil com uma série de 15 pagamentos secretos", concluiu a Corte.

O valor que voltará para a prefeitura está bloqueado em Jersey, sendo que parte importante é composta por ações da Eucatex - empresa da família Maluf.

Através de duas empresas fundadas e administradas pela família, Maluf e Flávio, seu filho, foram os beneficiados do desvio de cerca de 20% da verba destinada à construção da atual avenida jornalista Roberto Marinho.

Com notas fiscais frias, a prefeitura pagou US$ 10,5 milhões a mais para a construtora Mendes Júnior. Esse dinheiro foi repassado a subcontratados e, depois, transferido a Nova York. De lá, o dinheiro cruzou o Atlântico para ser depositado em nome de duas empresas offshore dos Maluf em Jersey.

Deve-se ficar de olho, pois a prefeitura de São Paulo agora comandanda pelo petista Fernando Haddad, tem Maluf como aliado político, e pode por solidariedade livrar a cara do parceiro, abrindo mão do processo e dos milhões. Tudo é possível.

Este Brasil varejeiro, de Lucas Mendes, para a BBC Brasil

BRASIL - Opinião
Este Brasil varejeiro
Em Nova York, como em Miami, brasileiro documentado com bom inglês está em falta e em alta.

Foto: Kate Racovolis/The Midtown Gazette

A famosa rua brasileira em Nova Iorque

Postado por Toinho de Passira
Texto de Lucas Mendes, para a BBC Brasil
Fonte: BBC Brasil

A amiga de uma amiga entrou numa butique cara e falou bom inglês. Quando a dona descobriu que falava português, disse a ela que precisava de uma gerente que falasse nossa língua e podia começar no mesmo dia. A brasileira trabalha na Universidade da Flórida e está feliz no emprego.

Gerente da loja: "Dê seu preço. Eu pago o dobro". E foi mostrando o talão de cheques. A brasileira agradeceu e foi embora.

A fonte é boa, mas pode ser parte da fantasia do poder consumidor brasileiro em algumas cidades americanas.

Não sei se a dona da loja já encontrou a gerente, mas sei que em Nova York, como em Miami, brasileiro documentado com bom inglês está em falta e em alta.

Chegamos aos milhares e compramos. Foram uns US$ 2 bilhões no ano passado, um aumento de quase 500% em seis anos.

A prefeitura dá vivas ao Brasil, abre portas, imprime e distribui novos guias em português.

As más línguas dizem que brasileiros só vêm para as compras, mas Harold Holzer, vice-presidente do Metropolitan Museum, me contou que hoje os brasucas estão em terceiro lugar nas visitas do museu. Um amigo cético garante que eles vão às compras na lojona, antiga lojinha, do museu, mas isto não está na pesquisa.

O Financial Times, de Londres, publicou que estamos endividados até o pescoço, numa bolha de consumo que vai explodir a qualquer momento. Outra pesquisa, da Global Inteligence Alliance, informa que até 2017 o Brasil continuará sendo a bola e não a bolha da vez. Vai bombar e bolar na Copa e nas Olimpíadas.

Na terça-feira, passei algumas horas com mais de duzentos varejistas brasileiros reunidos no Waldorf Astoria. Estão aqui para o evento anual da National Retail Federation, que reúne o mais poderoso lobby dos varejistas americanos. Sobre o Brasil, entre brasileiros, otimismo nota dez.

Foto: Divulgação

Metropolitan Museum, os brasileiros em terceiro lugar entre os visitantes de todo o mundo

Lá estavam Luiza, do Magazine Luiza, a segunda rede de varejo no Brasil, Flavio Rocha, presidente da Riachuelo-Guararapes, campeã em confecções, Manuel Correa, presidente da Telha Norte, do Grupo Saint Gobain, líder da América Latina em material de construção, e Sergio Herz, presidente da Livraria Cultura, pronto para bater de frente com os invasores da Amazon.

Todos veem um futuro promissor. Vão investir no Brasil em 2013. Flavio Rocha é o único que vê nuvens negras no horizonte, mas só daqui a uns dez anos. Ele enxerga longe e compara nossa situação com a década americana de 70 a 80.

Mas porque os brasileiros deixaram R$ 4 bilhões ano passado em Nova York em vez de enriquecer nossos varejistas? Luiza culpa o custo Brasil da burocracia e dos impostos, enfim o governo, pela falta de apoio ao varejo que, embora seja cada vez mais importante na economia brasileira e na geração de empregos, não é tratado com o mesmo respeito que os varejistas americanos pela Casa Branca, Congresso e até pelo próprio povo. Varejo é coisa barata, de gente pobre.

Consumo representa 70% da economia americana, mas o governo nem sempre andou de mãos dadas com Walmart e outros gigantes do varejo. Na primeira metade do século 20, a rede AP, Atlantic Pacific, tinha 16 mil supermercados nos Estados Unidos. Hoje, a Walmart, maior empregadora privada do mundo, tem 4.300 hipermercados. São US$ 35 mil de faturamento, por minuto.

A AP era tão poderosa que o governo proibia a rede de dar descontos, senão quebrava a vizinhança. Quando a AP descumpriu a lei, foi processada pelo Tio Sam por vender barato, perdeu, pagou multa e subiu os preços. Dane-se o consumidor no mundo capitalista, o capitalismo tem razões que a razão desconhece.

A partir da década de 60, graças aos carros, Walmart, K-Mart e Target se tornaram gigantes no varejo, conquistaram espaço nos subúrbios e cidades pequenas. Varejo nos Estados Unidos é classe média, mas até hoje muitos governos barram suas superlojas nos centros urbanos.

Quando a Magazine Luiza abre uma lojona numa área de baixa renda, gera centenas de empregos, mas mata quantas lojinhas? Deveria ter perguntado a ela. Mais importante é saber quando o brasileiro poderá comprar nas Luizas brasileiras o que compra em Nova York.

Foto: Alamy/Travel

Nova Iorque, compradores brasileiros aos milhares, gastaram US$ 2 bilhões no ano passado, um aumento de quase 500% em seis anos


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

19 de jan. de 2013

Revista americana ‘Forbes’ revela a fortuna dos pastores brasileiros

BRASIL – ESTADOS UNIDOS
Revista americana ‘Forbes’ revela a fortuna dos pastores brasileiros
A reportagem, além de divulgar a fortuna dos pastores, destaca o crescimento dos evangélicos no país e a proporcional queda dos católicos. Os católicos que eram 92% da população em 1970, hoje representa apenas 64,6% da população. Os evangélicos que representavam 15,4% da população hoje são 22,2%


Detalhe do site da Revista Forbes

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, Forbes

A revista americana “Forbes” fez um levantamento com base em dados do Ministério Público e da Polícia Federal, além de jornais e revistas brasileiras, para chegar a uma estimativa de renda dos pastores evangélicos do país. A maior fortuna seria do pastor Edir Macedo, que acumula US$ 950 milhões.

A reportagem destaca também o crescimento do número de evangélicos.

Atualmente, dos 191 milhões de brasileiros 123,2 milhões se definem como católicos, que agora são 64,6% da população. Em 1970, os católicos eram 92% da população.

Já o número de evangélicos subiu de 15,4% da população do Brasil, em 2000, para 22,2%, ou 42,3 milhões de pessoas. Segundo a reportagem, é provável que a tendência de queda para o catolicismo continue e estima-se que até 2030 os católicos representarão menos de 50% dos fiéis brasileiros.

Confira o ranking da fortuna dos pastores

1 - Edir Macedo - Fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, que também tem templos no Estados Unidos. A fortuna chegaria a US$ 950 milhões.

2 -Valdemiro Santiago - Ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus. Teria acumulado US$ 220 milhões.

3- Silas Malafaia - Líder do braço brasileiro da Assembleia de Deus, maior igreja pentecostal do Brasil. Em 2011, a fortuna estimada era de US$ 150 milhões dólares.

4 - RR Soares - Compositor, cantor e apresentador Romildo Ribeiro Soares é o fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus. O valor estimado seria de US$ 125 milhões dólares .

5 - Estevam Hernandes Filho e sua esposa, Bispa Sonia - Fundadores da Igreja Renascer em Cristo. A fortuna estimada é de US$ 65 milhões.

Walmor Chagas morre aos 82 anos. Suicídio?

BRASIL - Luto
Walmor Chagas morre aos 82 anos. Suicídio?
O ator foi encontrado sem vida, no seu sítio na cidade de Guaratinguetá, no interior de São Paulo, com uma bala na cabeça. Suspeita é de que ele tenha se suicidado

Foto: Arquivo Veja

Walmor Chagas em entrevista em São Paulo, agosto de 2012

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, G1, Folha de S. Paulo, Estadão

O ator Walmor Chagas, de 82 anos, foi encontrado morto na chácara onde vivia na cidade de Guaratinguetá, no interior de São Paulo, na tarde desta sexta-feira (18).

As circunstâncias da morte ainda serão investigadas, mas a polícia disse acreditar que pode ter sido suicídio.

Com mais de 60 anos de carreira, o gaúcho Walmor de Souza Chagas atuou em mais de 40 peças, cerca de 20 filmes e mais de 30 novelas. Era considerado um dos grandes atores do teatro brasileiro.

Segundo o relato de um funcionário, o caseiro José Arteiro de Almeida, o corpo do artista foi achado caído na cozinha com um tiro na cabeça por volta das 16h30. Almeida disse, que, no momento da morte, Walmor estava sozinho dentro da casa. Ele diz também que uma empregada e uma cozinheira haviam acabado de deixar o local.

Almeida, que trabalha há 30 anos com o ator, diz que Walmor Chagas não demonstrava nenhum indício de que poderia tirar a própria vida.

"Ele apenas relatou nos últimos dias que estava preocupado com o diabetes. As pernas também já não estavam tão firmes, mas ele estava bem", disse.

O tenente Reis, do Corpo de Bombeiros, informou que no momento que a equipe de resgate chegou ao local, o ator estava sentado em uma cadeira na sala, já sem vida, e com uma perfuração na cabeça.

O sítio onde o ator vivia fica no bairro Gomeral, na zona rural de Guaratinguetá. O local é de difícil acesso. Bombeiros dizem que receberam um chamado às 17h15, mas só conseguiram chegar ao local por volta das 18h30. Policiais civis estavam junto com os bombeiros e a Polícia Científica também está no local para a realização da perícia.

Foto: Divulgação

Wlamor Chagas e Eva Wilma no filme 'São Paulo S.A.' – 1965

CARREIRA

Walmor Chagas nasceu em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 28 de agosto de 1930. No começo dos anos 50, foi para São Paulo em busca de uma chance no cinema.

Em 1952, Chagas fundou o Teatro das Segundas-Feiras, com Ítalo Rossi, encenando “Luta até o amanhecer”, de Ugo Betti. Ele estreou no Teatro Brasileiro de Comédia em 54, na peça “Assassinato a domicílio”, de Frederick Knott, com direção de Adolfo Celi.

Ao lado de Eva Wilma, o ator estreou no cinema em “São Paulo Sociedade Anônima” (1965), de Luís Sérgio Person, interpretando Carlos, um jovem da classe média. Sua primeira novela foi na TV Globo em 1974, na trama de “Corrida do ouro”.

Em 1992, Chagas chegou a apresentar o programa “Você decide”. Após oito anos afastado dos palcos, o ator retornou em 1999 na peça “Um equilíbrio delicado”.

Seus últimos trabalhos foram “Cara ou Coroa” e “A Coleção Invisível”, no cinema; e as novelas “A favorita” e “Os mutantes”, na televisão. Chagas era viúvo da atriz Cacilda Becker, com quem teve uma filha, Maria Clara Becker Chagas.

A organização do Prêmio Shell de Teatro anunciou no dia 21 de dezembro de 2012 que Walmor Chagas seria o grande homenageado na edição de 2013 do evento, que deve acontecer em março, "por seu papel histórico como ator e produtor em 64 anos de atividade no teatro brasileiro".

Foto: Arquivo/Estadão

Walmor Chagas ao lado da atriz Cacilda Becker, sua esposa 1967


18 de jan. de 2013

CHARGE: REGI - Amazonas Em Tempo (AM)



REGI- Amazonas Em Tempo (AM)


Vaquinha petista, por Merval Pereira, para O Globo

BRASIL - Mensalão
Vaquinha petista
PT não faz autocrítica e continua apoiando condenados no mensalão. Mesmo que grupos dentro do partido defendam sua refundação, como o governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro,iIntegrantes do PT organizam jantar para arrecadar fundos para pagar multas dos condenados no julgamento do mensalão, endossando assim os crimes praticados. Essas atitudes refletem uma realidade política: o partido continua nas mãos daquela cúpula que foi condenada no processo do mensalão.


Senha convite para o evento realizado nesta quinta-feira (17), fazendo alusão Ação Penal 470, como foi julgado o mensalão no STF. Segundo o site do PT-DF esse é apenas a primeiro de uma série de atividades planejadas pelos petistas brasilienses para arrecadar recursos. O

Postado por Toinho de Passira
Texto de Merval Pereira, para O Globo
Fontes: Blog do Noblat, Juventude Petista DF

untos, os 25 réus condenados pelo mensalão terão que pagar uma multa de mais de R$ 22 milhões, a preços de 2003 a 2005 que serão ainda atualizados pela inflação. A cúpula do PT condenada no processo deve junta cerca de R$ 1,8 milhão de multas, assim distribuídos: José Dirceu, R$ 676 mil; José Genoino, R$ 468 mil; Delúbio Soares, R$ 325 mil; e João Paulo Cunha, R$ 370 mil.

Um grupo de militantes denominado Juventude Petista do DF, que tem Delúbio como mentor (não é ironia, é verdade), começou ontem à noite, com um jantar em uma galeteria brasiliense, com convites que variavam de R$ 100 a R$ 1.000, movimento para angariar doações a fim de ajudar a pagar essas multas.

É uma solidariedade partidária que seria natural, não fossem as acusações contra esse grupo de petistas condenados.

A “juventude petista” se mobilizar, assim como alguns petistas de grosso calibre, como o governador de Sergipe, Marcelo Deda, dá a manifestações como essa, que pretendem replicar pelo país, tom de apoio oficial aos condenados.

O PT não apenas não fez autocrítica como continua apoiando os condenados no processo do mensalão.

É uma atitude meramente política, para tentar dar a impressão de que houve um julgamento parcial, de exceção. O PT faria melhor se tratasse de sua vida esquecendo esse episódio, que só faz marcá-lo negativamente. Ao contrário, sua atitude aprofunda essa ligação com os condenados e com os próprios crimes cometidos no mensalão.

É um absurdo que o PT como partido incorpore essas práticas criminosas de fazer política com o apoio tácito aos condenados. O PT perde a cada dia a oportunidade de se refundar, embora alguns petistas importantes como o governador Tarso Genro, do Rio Grande do Sul, defendam essa necessidade, e não é de hoje.

Mas não é esse o espírito geral do partido, que continua dominado pelo grupo do ex-ministro José Dirceu, considerado “o chefe do esquema criminoso” e condenado por formação de quadrilha e corrupção ativa pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Essas atitudes refletem uma realidade política: o partido continua nas mãos daquela cúpula que foi condenada no processo do mensalão.

O triste papel dessa “juventude petista” repete a atuação de entidades estudantis chapas-brancas como a União Nacional dos Estudantes (UNE), que desde a chegada do PT ao poder apoia os projetos do Palácio do Planalto, em troca de benesses variadas, entre as quais uma verba de R$ 40 milhões para a construção de uma nova sede na Praia do Flamengo, no Rio.

Vários desses “benefícios” oficiais estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU).

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, integra uma corrente minoritária no PT, Mensagem ao Partido, que tem em torno de 40% dos delegados, e quer que o partido passe por uma “profunda renovação”, de métodos e de práticas políticas.

Genro faz todas as ressalvas do mundo sobre o julgamento, critica a utilização da tese do “domínio do fato” para a condenação de José Dirceu, mas alerta: “Tendo ocorrido ilícitos penais ou não, os métodos de composição de maiorias e de formação de alianças que nós utilizamos foram os mesmos métodos tradicionais que os partidos que nós criticávamos adotavam.”

Esses “métodos tradicionais” herdados da República Velha teriam que ser substituídos, e o governador do Rio Grande do Sul diz que a maneira como Dirceu está enfrentando a condenação “é equivocada” porque “tende a estabelecer uma identidade dos problemas que ele está enfrentando com o problema do PT, com o conjunto, e trazendo para a sua defesa o partido como instituição”.

Essa “identidade forçada dele em conjunto com o partido” é uma coisa “que não existe”, afirma Genro.

Exista ou não, o fato é que o partido é dominado pela facção Construindo um Novo Brasil, que une Lula e José Dirceu, e não tem o menor pudor de defender os condenados pelo mensalão, uma mácula permanente na história do Partido dos Trabalhadores.
*Acrescentamos subtítulo, ilustração e legenda a publicação original

17 de jan. de 2013

Jarbas Vasconcelos diz que ‘Senado é igual à mais esculhambada das câmaras municipais’

BRASIL
Jarbas Vasconcelos diz que ‘Senado é igual à mais esculhambada das câmaras municipais’
Em entrevista ao Blog do Josias, falando sobre as próximas eleições de presidente do Senado, Jarbas no seu costumeiro e contundente estilo trator, não perdoa Sarney, atual presidente, muito menos Renan Calheiros, provável futuro presidente, ambos do seu partido, o PMDB. Prever, com a eleição de Renan, que “será aprofundada a degradação do Senado, já combalido pela sequência de escândalos, desacertos políticos e má administração que levaram ao chão a imagem da instituição nos últimos anos”. O colunista do Diário de Pernambuco, disse que Jarbas deu um “soco verbal” no Senado.

Foto: Antonio Cruz/ABr

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Josias de Souza, Blog do Josué Nogueira

Dentro de 15 dias, o Senado deve reacomodar Renan Calheiros na cadeira de presidente, em substituição a José Sarney. Inconformado, o senador pernambucano Jarbas Vasconcelos, dissidente do PMDB, declara: “O Senado é igual à mais esculhambada das câmaras municiais do país.”

Jarbas disse ao blog que a volta de Renan mergulhará o Senado no “imponderável”. Responsabiliza Sarney –“ele conduz a bancada e o próprio Senado como se estivesse no Amapá ou no Maranhão”— e investe contra Dilma Rousseff –“é preciso dizer, sem rodeios, que a presidente da República é conivente com tudo isso”. Vai abaixo a entrevista:

- Acha mesmo que o Senado é igual à mais esculambada das câmaras de vereadores do país? Assemelha-se apenas às piores, é igual à mais esculhambada delas, porque há câmaras municipais que são organizadas.

- Esculhambação não é um termo forte? É forte, mas é isso mesmo o que acontece. Basta observar a condução dos trabalhos no Senado. O plenário está sempre lotado de lobistas, de pessoas que não têm nada a ver com o processo legislativo, a gente mal pode se movimentar. Terminamos o ano de 2012 sem votar o Orçamento da União. Descobriu-se que há mais de 3 mil vetos presidenciais sem votar. A desorganização se manifesta nas menores coisas. Quer que eu lhe dê outro exemplo?

- Sim, por favor.: Nas sessões do final do ano, eu fiz duas ou três intervenções em plenário, irritadiço, porque não se votava nada. Pelo regimento, a Ordem do Dia tem que começar às 16 horas. Dava cinco da tarde, Sarney não aparecia e nada acontecia. Indaguei a quem estava presidindo se haveria votação. E as pessoas respondiam: ‘Estamos aguardando o presidente Sarney’. E eu dizia: não estou perguntando isso. Quero saber se haverá Ordem do Dia e se o horário será cumprido. Isso vai se acumulando e não se vota nada, a não ser as medidas provisórias, que interessam ao Executivo. Pior: quando chegam ao Senado, essas medidas provisórias já estão carregadas de penduricalhos, cheias de ‘jabutis’ colocados dentro delas na Câmara.

- Só Sarney pode presidir as sessões? Claro que não. Para isso temos dois vice-presidentes no Senado.

- O que ocorrerá a partir do previsível retorno de Renan à presidência? Vamos mergulhar no imponderável. O episódio da renúncia dele à presidência do Senado aconteceu ontem. Digo ontem por força de expressão. Foi nessa legislatura, que é de oito anos.

- Aconteceu em 2007.: Pois então, é o que eu digo. A coisa é recentíssima. O Renan empurrou com a barriga o calendário para a definição do candidato do PMDB imaginando que conseguiria se livrar das denúncias. É uma estratégia troncha, como dizemos aqui no Nordeste. A coisa agora está em plena ebulição. E vai piorar.

- Por quê? É um erro imaginar que não vai acontecer nada. As pessoas se perguntam: será que, numa bancada de 20 senadores, o PMDB não tem ninguém melhor do que Renan para indicar como sucessor de Sarney? O PMDB não tem outro nome, um senador com menos desgaste? Fica difícil de explicar.

- Por que, afinal, a bancada do PMDB sempre opta por Sarney ou por Renan quando é chamada a indicar um presidente para o Senado? O grande responsável por isso é Sarney. Ele imprime uma orientação pouco democrática e nada sadia à bancada.

- Como assim? Ao longo dos anos, Sarney foi acumulando práticas erradas. Quando questionado, sempre se faz de vítima. Ele conduz a bancada e o próprio Senado como se estivesse no Amapá ou no Maranhão, onde ele resolve tudo pela força e pela tradição. Ele chega e diz: ‘Vai ser fulano, vai ser beltrano, vai ser cicrano. Veja o que está ocorrendo agora: sem nenhum tipo de debate, a coisa já está toda definida. Sarney sai e o presidente da Casa vai ser Renan. O líder da bancada do PMDB vai ser Eunício Oliveira. Romero Jucá vai para uma das vice-presidências. É tudo na base do voto de coronel, do voto de cabresto. O pior é que o Congresso continua dando esses exemplos de lamentáveis práticas num instante em que o Judiciário brasileiro, por intermédio do STF, se afirma perante a sociedade.

- Por que senadores como o sr. e Pedro Simon não se apresentam como candidatos para disputar com Renan? Poderíamos até nos apresentar como candidatos. Mas não seria suficiente. Veja o meu caso: tenho a marca da oposição. Era preciso que encontrássemos dentro do PMDB uma pessoa como o senador Luiz Henrique, que está ligado à base do governo. Alguém que pudesse se lançar candidato e tivesse condições de pegar o telefone e marcar uma audiência no Planalto e se apresentar à presidente Dilma como candidato do governo. Coisa que o Simon não pode fazer e muito menos eu.

- Por que menciona Dilma? É preciso dizer, sem rodeios, que a presidente da República é conivente com tudo isso. Ela sabe que a eleição de Renan pode mergulhar o Senado e o país no imponderável. E não tem a capacidade de chamar Sarney para perguntar a ele se não tem outra solução menos traumática.

- Ela esboçou um movimento no ano passado, não? Fez isso de forma atabalhoada, tentando guindar o Edison Lobão. Ficou parecendo que queria se livrar dele no Ministério de Minas e Energia, não ajudar o Senado. Tudo isso sem método, numa manobra pública. Deveria ter chamado Sarney para dizer que o apoio do PMDB é importante para ela, mas que mais importante ainda –para o país e para a democracia –é um Senado revigorado, um Congresso altivo. É evidente que um Legislativo bombardeado pela opinião pública e pela mídia não interessa a ninguém, nem ao governo nem ao país. Muito menos ao processo democrático brasileiro.

- Não lhe parece equivocado atribuir relevo ao Planalto numa escolha que deve ser feita pelo Senado? É uma anomalia. Mas é assim que as coisas têm sido feitas. Essa prática não nasceu com Lula nem com Dilma. Mas os dois se acomodaram nisso. Lula e o PT não inventaram a corrupção. Porém, foram coniventes com ela. A tal ponto que o partido está hoje igual ou pior do que as outras legendas existentes, como o PMDB e outros.

- O que Dilma deveria fazer? Ela se diz uma gerentona, uma mulher dura, inflexível, combativa. Por que não combate isso, por que não enfrenta? Está na metade do governo dela. Por que não chama o feito à ordem? Ela poderia dizer a Sarney e a Renan: ‘Estou vendo os editorias de jornais, as manifestações de articulistas, as reações da opinião pública. A coisa está à vista de todos. Será que isso vai se acalmar depois de uma vitória de vocês?’ É evidente que esse lado podre do PMDB pode ignorar o apelo dela. Mas também é evidente que, se eles resolvem esticar a corda, essa corda pode arrebentar. Se arrebentar, prejudica o partido e o Congresso. Mas também prejudica o governo.

- O que significa arrebentar a corda? É uma ilusão imaginar que tudo vai morrer no dia 2 de fevereiro, depois da eleição para presidente do Senado. Todo mundo sabe o que vai acontecer. Vai acontecer o pior.

- O que é o pior? A repetição do que aconteceu em 2007. Serão rememoradas as denúncias velhas. Virão denúncias novas. As coisas envolvendo Renan são muito recentes. Não são desprezíveis as chances de termos a repetição do que já ocorreu: a pauta do Senado fica em segundo plano, ofuscada por um Renan forçado a se defender, muitas vezes usando a presidência do Senado para fazer isso. Não estou criando demônios. Já aconteceu. E não foi em outra década. Foi agora, é tudo recentíssimo. Por isso digo que caminhamos para o imponderável. Agora, já surgem denúncias envolvendo também a Câmara, que não me cabe comentar. Mas imagine o que será do país se caminharmos para uma crise que leve ao estrangulamento simultâneo das duas Casas do Congresso. Uma crise embalada por denúncias, com ameaças de renúncias de mandato. Isso é positivo? É evidente que não. O processo democrático brasileiro está consolidado. Mas nem por isso precisamos submeter as instituições a testes intermináveis e repetitivos. Sobretudo quando sabemos o que pode acontecer.

- O que fazer? Não tenho nada contra ninguém. Mas não é possível, não é razoável que o PMDB do Senado, numa bancada de 20 senadores, não encontre uma pessoa para colocar no lugar de Renan, que está sendo bombardeado. Algo, aliás, previsível. Me espanta que Renan tenha imaginado que a imprensa não faria o strep-tease dele numa hora como essas. É muito despreparo. E Renan não é um despreparado. Ele sabe disso. Tanto sabe que empurrou a definição da bancada para as vésperas do pleito. Imaginou que, desembarcando em Brasília no dia 28 ou 29 de janeiro, tudo se resolveria. Engano. O debate aflorou.

- Em dezembro, o grupo que o sr. integra cogitou lançar o nome de Luiz Henrique, do PMDB catarinense. Por que não evoluiu? Se Sarney não fosse o que é, teria chamado Luiz Henrique para conversar no instante em que o nome dele foi cogitado. Diria: ‘Você não vai ser candidato dissidente, apoiado por independentes. Você vai ser candidato do Senado, com o meu apoio.

- Luiz Henrique disse aos senhores que seria candidato. Por que recuou? Ele chegou a se animar. Dilma o convidou para uma viagem à Rússia. Eu disse a ele que seria ótimo que viajasse. Ele me perguntou por quê. Respondi que ele poderia se apresentar a Dilma como candidato governista. E ela só apoiaria Renan se quisesse. Passaria a ter uma alternativa dentro do PMDB. Só faria a opção pela banda podre se quisesse. Mas ele voltou da viagem e disse que Dilma não tocou no assunto. Ele também não se animou a tocar.

- Ele não poderia disputar sem falar com Dilma? Entendo que sim. Mas ele me disse que preferiria ser um candidato de consenso. Disse a ele que isso não existe. É algo que só ocorreria se Sarney fosse outro, apoiando o Luiz Henrique como candidato da bancada do PMDB. Mas os compromissos de Sarney são subalternos. E todo mundo vai pagar por isso, inclusive a Dilma.

- Por que até a presidente Dilma? Porque ela está sendo conivente com essa desarrumação. Insisto: poderia dizer publicamente que discorda.

- Se ela se contrapõe a Renan, não coloca em risco o que se convencionou chamar de governabilidade? Ela não precisa utilizar as expressões que eu uso, não precisa falar em banda podre. Basta dizer que esses nomes estão sob questionamento por fatos que ocorreram, que não foram inventados. Renan renunciou à presidência do Senado para não ser cassado. Se ela enfrentasse isso, se engrandeceria. Como não enfrenta, amanhã não poderá simplesmente lavar as mãos, dizer que não teve nada a ver com o processo.

- Há algo a ser feito? Ainda existe a possibilidade de surgir um nome do PMDB, alguém como o senador Ricardo Ferraço, do Espírito Santo. Fora disso, teremos de optar por um nome de fora do partido. Creio que o Randolfe [Rodrigues, do PSOL] foi precipitado ao se lançar como candidato.

- Por que dissidentes e independentes não conseguem se entender? Esse nível de desarticulação da gente não vem de hoje. É coisa antiga. A oposição tornou-se inexpressiva em parte por conta de sua própria desorganização. O processo é pobre. O Randolfe é uma bela figura, mas já foi candidato. Disputou contra o Sarney e teve oito votos, um deles o meu. Por que ser candidato de novo? Se não conseguimos um nome do PMDB, é muito melhor concorrer com Pedro Taques [PDT-MT]. É um nome novo, que disputaria pela primeira vez. Esse argumento, aliás, nem é meu, é do Cristovam Buarque [PDT-DF].

- Uma vez definido o nome, seja Ricardo Ferraço ou Pedro Taques, quantos votos terá o adversário de Renan? Se fosse Luiz Henrique, a gente concorreria em melhores condições. Com Ferraço, teríamos de 20 a 30 votos. Com um nome como o de Taques, 18 ou 20 votos.

- É esse o tamanho do pedaço do Senado que o sr. chassifica de sério, em torno de 20 votos? Infelizmente é isso mesmo. As pessoas que poderiam contribuir com a melhoria do ambiente no fundo estão atrás de espaço político. Não querem ser excluídos de comissões, têm medo de ficar isolados. O que é um erro.

- Portanto, o jogo está jogado. Renan presidirá o Senado.: Se tivéssemos o retorno da candidatura de Luiz Henrique, poderíamos sonhar com algo diferente. Do contrário, sem fatos novos, é muito difícil alterar o quadro.

- E daí? Bem, a consequência disso é que nada muda no Senado. A Casa já está equiparada à mais esculhanbada das câmaras municipais do país e tende a ficar pior. Será aprofundada a degradação do Senado, já combalido pela sequência de escândalos, desacertos políticos e má administração que levaram ao chão a imagem da instituição nos últimos anos.

Dilma pediu apoio a Eduardo Campos para tentar reeleição em 2014

BRASIL - Eleição 2014
Dilma pediu apoio a Eduardo Campos
para tentar reeleição em 2014
A agência Reuters diz que atraves de fontes, do PSB, que mantiveram anonimato a presidenta pediu ao governador de Pernambuco e presidente do PSB que o partido a apoiasse na eventualidade da reeleição e que Eduardo Campos não se comprometeu, nem disse sim, nem disse não, apenas sugeriu que a conversa deveria continuar em 2014.

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A novidade mesmo é Dilma ter descartado Lula como seu possível sucessor

Postado por Toinho de Passira
Texto de Jeferson Ribeiro, para Reuters
Fonte: Reuters

A presidente Dilma Rousseff, em conversa com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse que concorrerá à reeleição em 2014 e pediu apoio ao aliado socialista, disseram duas fontes do partido à Reuters.

A conversa entre Dilma e Campos na noite de segunda-feira foi franca, e a presidente disse ao governador que compreende os movimentos do partido aliado, o crescimento eleitoral da legenda, mas que isso não interfere na relação com o governo, segundo relato de um dos socialistas ouvidos pela Reuters, que pediu anonimato.

Depois de fazer esse preâmbulo, Dilma disse ao aliado que concorrerá à reeleição e gostaria de continuar contando com o apoio do PSB, presidido por Campos. Essa disposição de Dilma foi confirmada à Reuters por outro socialista, que também pediu para não ter seu nome revelado e conversou com Campos depois do encontro com a presidente.

Desde que chegou à Presidência, Dilma nunca assumiu publicamente que concorreria à reeleição, mas ao dizer que será candidata a um aliado que pode ser seu adversário mostra que começou a montar a estratégia para a reeleição. Dentro do PT, no entanto, sempre se manteve a possibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentar retornar ao posto em 2014.

Ex-chefe de gabinete de Lula entre 2003 e 2010, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, já chegou a afirmar que o ex-presidente estava no "banco de reservas" e poderia ser convocado.

Depois de ouvir de Dilma sobre seus planos, Campos lembrou a longa parceira do PSB com o PT e disse que é legítimo o anseio de seu partido, diante do crescimento eleitoral, de vislumbrar a possibilidade de um projeto próprio de poder, segundo as fontes.

"Mas ele foi sincero e disse à presidente que o partido continuará sendo fiel à aliança, ajudará o governo a enfrentar as dificuldades, mas que sobre 2014 só deveriam tratar em 2014", disse uma das fontes ouvidas pela Reuters.

Na saída do encontro no Planalto, Campos usou o mesmo discurso de deixar 2014 para 2014 ao ser questionado por jornalistas, esquivando-se de falar sobre qualquer compromisso com uma aliança para a reeleição.

O nome de Campos para a disputa presidencial ganhou força após as eleições municipais em 2012, quando o PSB elegeu mais de 440 prefeitos e chegou ao comando de cinco capitais. Desde então, Dilma já se reuniu pelo menos quatro vezes com o governador pernambucano.

A conversa da segunda-feira foi marcada pela presidente, ainda durante suas férias na Bahia, período em que os dois também se encontraram.

PREFERÊNCIA DO PMDB

Antes do desempenho acima do esperado nas eleições municipais, os socialistas articulavam para que Campos conseguisse ocupar o lugar de vice na chapa de Dilma em 2014, tirando o posto do PMDB. Essa articulação perdeu força depois do desempenho do PSB nas eleições municipais e do fortalecimento da aliança entre PT e PMDB no período eleitoral.

Dentro da atual aliança, o PMDB segue como parceiro preferencial, limitando um aumento de espaço do PSB no governo petista. A presidente vem mantendo reuniões mais regulares com o vice-presidente Michel Temer e com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), um movimento que também pode indicar a articulação de Dilma para 2014.

Horas antes do encontro com Campos, por exemplo, Dilma se reuniu com os dois peemedebistas. Temer teria inclusive incentivado a presidente a se manter próxima de Campos, segundo um integrante do PMDB que pediu anonimato.

Esse mesmo peemedebista disse, depois da conversa entre Dilma e Campos, que ela ainda não manifestou claramente a decisão de concorrer à reeleição a Temer, mas que desde o ano passado, depois das eleições municipais, tem manifestado o desejo de que em 2013 o governo comece a apresentar resultados e preencher sua vitrine com vistas a 2014.

Nessas conversas, segundo esse peemedebista, Dilma não verbalizou, no entanto, que seria candidata.

A perspectiva de ter Campos como adversário na disputa pela Presidência em 2014 já faz com que petistas pensassem em um acordo em que o PT abriria mão de encabeçar a chapa em 2018, privilegiando Campos.

"Acho que vamos ter que fazer uma negociação forte com o PSB sobre as perspectivas de se manter dentro da (atual) aliança", disse um membro da cúpula do PT no ano passado, sob condição de anonimato.

Essa negociação, segundo a fonte, envolveria o apoio do PT a Campos para a Presidência em 2018, quando a presidente Dilma Rousseff completaria seu segundo mandato, se reeleita em 2014.

As fontes do PSB ouvidas pela Reuters, no entanto, não disseram se Dilma chegou a fazer essa proposta a Campos durante a reunião.

Deputado Jean Wyllys: "60% dos deputados contratam prostitutas!"

BRASIL – Preconceito
Deputado Jean Wyllys: "60% dos deputados contratam prostitutas!"
O deputado defende um projeto que regulamenta a atividade dos profissionais do sexo, que já foi rejeitado em outras ocasiões, afirmando que agora, mais que nunca, com a proximidade da Copa do Mundo, no Brasil, esse assunto precisa ser resolvido com urgência


O projeto reconhece a profissão de prostituta, garante legalmente o pagamento do serviço estabelecendo uma condição de cidadania a profissional do sexo

Postado por Toinho de Passira
Fontes: IG, G1, Folha de S. Paulo, Gospel Mais

Autor de um projeto de lei que legaliza a prostituição, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) afirmou que 60% dos homens do Congresso usam os serviços de prostitutas.

A declaração de Wyllys, homossexual assumido, foi feita em entrevista ao portal iG, ao avaliar qual seria a chance de sua proposta ser aprovada, uma vez que o tema é tabu para a maioria dos deputados.

"Eu diria que 60% da população masculina do Congresso Nacional faz uso dos serviços das prostitutas, então acho que esses caras vão querer fazer uso desse serviço em ambientes mais seguros", disse.

A frase não foi bem recebida por representantes da bancada evangélica, que pretendem trabalhar pelo arquivamento da proposta.

"Se ele [Wyllys] sabe quem faz isso, por uma questão de responsabilidade eu o desafio a dizer os nomes dos deputados que vão aos prostíbulos", disse o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica.

Foto: Sérgio Lima/Folhapress

O deputado federal, Jean Wyllys, no Plenário do Congresso, durante sessão



O projeto de Wyllys prevê que será considerada profissional do sexo toda pessoa maior de 18 anos e absolutamente capaz que voluntariamente presta serviços sexuais mediante remuneração. Segundo o texto, os profissionais poderão atuar de forma autônoma ou em cooperativa e terão direito a aposentadoria especial com 25 anos de serviço.

Na proposta, o parlamentar também diferencia a prostituição da exploração sexual.

"É de um moralismo superficial causador de injustiças a negação de direitos aos profissionais cuja existência nunca deixou de ser fomentada pela própria sociedade que a condena", afirmou o deputado.

Uma das últimas oportunidades que o assunto esteve em pauta, em novembro de 2007, a “Comissão de Constituição e Justiça da Câmara rejeitou, uma proposta do então deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que regulamentava a prostituição no país, atendendo um parecer contrário a sua aprovação feito pelo relator o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), atual prefeito de Salvador.


16 de jan. de 2013

NASA constata tendência de alta no aquecimento global

PLANETA TERRA - Meio Ambiente
NASA constata tendência de alta no aquecimento global
2012 foi o nono ano mais quente no planeta desde que o levantamento começou a ser feito, em 1880. Não bateu recorde, mas consolidou um fenômeno preocupante: nove dos dez anos mais quentes da história aconteceram desde 2000.

Foto: Felipe Dana / Associated Press

O Rio de Janeiro atingiu, em 2012, o recorde de 43º em dezembro último

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Diário da Manhã, NASA, Jornal Nacional, Los Angeles Times

Um novo estudo da Nasa confirmou o que outros dados já indicavam: a temperatura na Terra mantém uma tendência firme de alta, com 2012 sendo o nono ano mais quente desde 1880, quando os registros começaram.

As conclusões são dos últimos dados divulgados pelo Instituto Goddard para Estudos Espaciais (Giss), que monitorou a temperatura de 2012 e a comparou com a de todos os anos anteriores.

A análise mostrou que a Terra experimenta um aquecimento mais acelerado do que em décadas anteriores.

A média de temperatura em 2012 foi de 14,6º C, cerca de 0,6º C mais quente do que em meados do século 20. Segundo a nova análise, a temperatura média mundial já subiu 0,8º C desde 1880.

Ano a ano, tem havido uma tendência expressiva de alta. Excluindo-se 1988, os nove anos mais quentes dentre os 132 avaliados aconteceram desde o ano 2000, com 2010 e 2005 encabeçando a lista de recordes de calor.

Os números de mais um ano, por si mesmo, não significam nada, diz o climatologista do Giss Gavin Schmidt.

O que importa é que esta década está mais quente do que a última, que por sua vez já foi mais quente do que sua anterior. O planeta está esquentando, e a razão para isso é que nós estamos jogando quantidades crescentes de dióxido de carbono na atmosfera, completou o cientista, em nota divulgada pela agência espacial americana.

As informações usadas pelo Centro Goddard foram recolhidas em mais de mil estações meteorológicas em todo o mundo, além de observações de satélite e centros de pesquisa.

O documento destaca ainda as temperaturas extremas nos Estados Unidos.

Em 2012, a parte continental do país registrou as temperaturas mais elevadas de toda sua história.

O hospital cubano onde Hugo Chávez se trata e se esconde

CUBA - VENEZUELA
O hospital cubano que cuida e esconde Hugo Chávez
A Reuters fala do hospital cubano, o Centro de Pesquisas Médico-Cirúrgicas de Havana, o melhor centro hospitalar da ilha, onde Hugo Chávez está internado debaixo de sete chaves.

Foto: Divulgação

O hospital no qual o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi operado é considerado a “joia” do sistema de saúde cubano.

Postado por Toinho de Passira
Texto de Mark Frank, para Reuters
Fontes: Reuters, Marti Notícias

À primeira vista, nada permite supor que um dos mais famosos chefes de Estado do mundo, o venezuelano Hugo Chávez, está lutando contra um câncer no Centro de Pesquisas Médico-Cirúrgicas de Havana (Cimeq, na sigla em espanhol), em Cuba.

No fim de semana, não houve nenhum reforço visível da segurança no principal acesso ao hospital, onde guardas fardados verificavam a identidade de transeuntes e acenavam para jornalistas de plantão.

O amplo complexo de três andares pertence ao Ministério do Interior cubano e fica no arborizado bairro de Siboney, um dos mais sofisticados do país, na periferia oeste de Havana. O ex-presidente Fidel Castro mora a poucos minutos de lá.

Já faz um mês desde que Chávez passou por sua quarta cirurgia nesse hospital em 18 meses.

Foto: Granma/AP

RETRIBUINDO- Fidel que recebia constantes visitas de Chavez, enquanto estava internado no Cimeq. Agora é ele quem faz visitas constantes para saber do venezuelano.

Desta vez, não há boletins médicos otimistas e ele não é visto nem ouvido em público há semanas.

Fidel, de 86 anos, é o paciente mais conhecido do Cimeq. Ele tem sido atendido lá desde 2006, quando foi operado por causa de uma hemorragia intestinal e transferiu o poder ao seu irmão Raúl.

Chávez, que se declara um socialista revolucionário, vê Fidel como seu mentor e costumava visitá-lo lá com frequência antes de adoecer.

Ironicamente, agora é Fidel quem está rotineiramente à beira do leito do amigo, de 58 anos.

Obscuros comunicados do governo venezuelano deram conta de uma inesperada hemorragia durante a última cirurgia de Chávez, seguida por uma infecção pulmonar. Desde meados de dezembro, seu estado é descrito como "estável", mas delicado.

O próprio Chávez mantém-se em silêncio. Sua conta do Twitter, antes usada com frequência para falar a 4 milhões de seguidores, está inativa desde 1o de novembro.

A família de Chávez mantém uma vigília em Havana, enquanto outros políticos venezuelanos e vários chefes de Estado latino-americanos passam por Havana para manifestar solidariedade. No fim de semana, os presidentes de Argentina e Peru estiveram em Cuba.

O caráter exato da cirurgia e o tipo de câncer que acomete Chávez, inclusive sua localização no organismo, são tratados como segredos de Estado.

Segundo vários médicos cubanos, o Cimeq é o melhor hospital da ilha caribenha, com equipamentos modernos, bons recursos farmacêuticos e autonomia para convocar os maiores especialistas e técnicos médicos da ilha, inclusive de outros hospitais, como ocorreu no caso de Chávez.

"O Cimeq existe no século 21 e é equivalente às melhores instalações do mundo, enquanto o resto dos hospitais do país continua nos níveis do século 20", disse uma médica local, que pediu anonimato. "Não há escassez de mantimentos e medicamentos, e a comida é ótima", acrescentou.

Foto: Foto: Marcelo Garcia/Miraflores Press Office/AP

ÚLTIMA IMAGEM Chávez, no dia 10 de dezembro, manda um beijo, aos venezuelanos, no instante do embarque, com destino a Havana, no aeroporto Simon Bolívar, em Maiqueria, nos arredores de Caracas.


15 de jan. de 2013

Dilma e Eduardo entre tapas e beijos até 2014

BRASIL – Eleição 2014
Dilma e Eduardo entre tapas e beijos até 2014
2013 é a divisa que pode unir ou separar definitivamente os palanques de Dilma e Eduardo em 2014 – diz a jornalista Marisa Gibson, do Diário de Pernambuco

Foto: José Cruz / Agência Brasil

Após mais de duas horas de reunião com a presidenta Dilma Rousseff, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, disse que seu partido, PSB, não quer “eleitoralizar” o debate político brasileiro nesse momento

Postado por Toinho de Passira
Texto de Augusto Nunes
Fonte: Blog do Camarotti, Blog do Josué Nogueira, Agência Brasil, Terra

O comentarista político da Globo News, Gerson Camarotti diz que “Dilma e Eduardo Campos estabelecem trégua em 2013”, deixando as brigas e definições de 2014, em banho Maria.

Para ele, “Apesar da forte desconfiança petista do projeto de poder do PSB, a presidente Dilma Rousseff e o governador Eduardo Campos (PE) estabeleceram uma trégua para 2013”.

”A trégua interessa aos dois lados. Eduardo Campos quer evitar ser alvo de ataques com o lançamento precoce de sua candidatura. Além disso, precisa manter parceria com o Planalto para viabilizar a administração em Pernambuco, e também os demais governos administrados pelo PSB. Já a presidente Dilma precisa de apoio de Campos para atravessar 2013, um ano de dificuldades políticas. Com isso, ficam adiadas definições oficiais sobre a sucessão de 2014.

A respeito Josué Nogueira, transcreve no Blog Político do Diário de Pernambuco o comentário de Marisa Gibson, na coluna Diario Político publicada no Diario desta terça-feira. “Não fora o risco de ver seu projeto nacional sufocado pela onda de apreço da presidente, Eduardo Campos (PSB) pode se considerar em alta”.

“Destaque dos destaques: o governador está sendo conduzido ou induzido a se transformar num sócio privilegiado do governo Dilma Rousseff, sendo ouvido e, por vezes, seguido em suas ideias“.

“Uma situação que, em tese, satisfaz aos dois: se por um lado atribui-se aos afagos de Dilma o receio de ter Eduardo como candidato à Presidência da República em 2014, sendo por isso obrigada a paparicá-lo dia sim dia não, criando condições para prendê-lo com uma parceria administrativa mais efetiva, do outro, o governador, de imediato, só tem a ganhar – 70% dos empreendimentos que estão sendo implantados no estado e no Recife dependem fundamentalmente de recursos do governo federal“.

“Além disso, diante da crise que espalha dúvidas e dívidas em todo o país, em Pernambuco também há uma preocupação sobre como será 2013 do ponto de vista fiscal do estado“.

“E 2013 é a divisa que pode unir ou separar definitivamente os palanques de Dilma e Eduardo em 2014. Apenas com um projeto político em curso, o governador tem muito espaço para ir jogando politicamente, sabendo no entanto que seus caminhos podem se estreitar diante do laço armado pela presidente“.

“Da mesma forma, Dilma, que apesar dos contratempos na economia continua com a popularidade elevada, pode seguir no jogo da sedução política, mas para ganhar esse primeiro tempo terá que mostrar neste ano os resultados do seu governo, que ainda estão engavetados“.

“Aliás, este foi o motivo pelo qual Eduardo colocou a boca no trombone no ano passado, advertindo publicamente a presidente de que, caso não ganhasse 2013, o ano de 2014 estaria perdido“.

“É uma guerrilha política e daqui pra frente será apenas uma questão de perspicácia, astúcia, ousadia e coragem, tanto da presidente quanto do governador“.

O ensurdecedor silêncio de Lula

BRASIL - Opinião
O ensurdecedor silêncio de Lula
Caso Rose: 55 dias de estrepitoso silêncio só serviram para confirmar que Lula não tem como sair do atoleiro em que se meteu

Fotocharge: Néo Correia

Postado por Toinho de Passira
Texto de Augusto Nunes
Fonte: Blog do Augusto Nunes

Se o tamanho da confusão é maior que o estoque de embustes, Lula emudece até ser socorrido pela crônica amnésia nacional — ou pelo aparecimento de outra encrenca que faça andar a fila de casos político-policiais que envolvem o ex-presidente. Foi assim, por exemplo, quando se descobriu a roubalheira do mensalão. Ou quando um avião da TAM explodiu na pista de Congonhas. Ou quando a imprensa revelou amostras da soberba gastança bancada com cartões corporativos.

Como o truque funcionou nos episódios anteriores, o mágico de circo resolveu reapresentá-lo para engambelar a plateia perplexa com o Rosegate. Desta vez não deu certo. A mudez malandra sobre a pornochanchada fora da lei que estrelou ao lado da primeiríssima amiga Rosemary Noronha só serviu para atestar que Lula não tem como sair do atoleiro em que se meteu.

Imposto pela enxurrada de ladroagens, bandalheiras, perguntas sem resposta e abjeções de variado calibre abastecida por quadrilheiros acampados no escritório da Presidência da República em São Paulo, o mais longo e estrepitoso silêncio de Lula é também o mais patético. Nesta segunda-feira, completou 52 dias. Amanhã serão 54. A coluna só vai encerrar a contagem quando o fugitivo da imprensa recuperar a voz ─ e tratar de usá-la para explicações mais convincentes do que as que deve ter balbuciado em casa.

O país que pensa exige respeito. Patroa é uma coisa, pátria é outra. Fartos de tanta tapeação, milhões de brasileiros não aceitam ser tratados como se fossem um bando de marisas letícias.

Governo gasta muito e mal, de Aécio Neves, para O Globo

BRASIL - Opinião
Governo gasta muito e mal
“O conjunto de operações atípicas traz à tona uma questão extremamente relevante. Maquiando sua prestação de contas e manejando margens para conseguir se aproximar dos resultados planejados, o governo fragiliza ainda mais a sua já combalida credibilidade.”

Foto: Márcia Kalume/Agência Senad

“... é temerário que as posições oficiais sejam sistematicamente desmentidas pela realidade...” – diz Aécio Neves

Postado por Toinho de Passira
Texto de Aécio Neves , para O Globo
Fonte: Blog do Noblat

O país vem tendo a oportunidade de conhecer, nestes primeiros dias de 2013, análises e opiniões de especialistas sobre os efeitos das manobras contábeis utilizadas pelo Governo federal para sanar as obrigações fiscais não cumpridas ano passado.

A irresponsabilidade fiscal praticada ganhou um nome irônico: contabilidade criativa.

Elas evidenciam que o governo permanece sofrendo de um mal que, invariavelmente, provoca danos severos à sociedade: gasta muito e gasta mal. As contas simplesmente não fecham!

Há um cardápio variado de truques e de estranhezas contábeis que se repetem desde 2009, como a transformação de dívida em receita primária; a venda de dividendos de estatais mistas para o BNDES, visando a calibrar o Tesouro Nacional, e o uso do processo de capitalização da Petrobras como fonte geradora de receitas artificiais.

A novidade, agora, é a apropriação dos recursos do Fundo Soberano — R$ 12,4 bilhões — para o reforço da formação do superávit e o uso do Tesouro como uma corretora de valores, que recebe ações de empresas privadas de um dos seus bancos (BNDES) e manda para outro (CEF).

O Tesouro, mesmo que por alguns momentos, passou a ser acionista de empresas privadas. Acrescentou-se a tais manobras o desconto das despesas do PAC do cálculo do resultado primário — R$ 25 bilhões em 2012.

O conjunto de operações atípicas traz à tona uma questão extremamente relevante. Maquiando sua prestação de contas e manejando margens para conseguir se aproximar dos resultados planejados, o governo fragiliza ainda mais a sua já combalida credibilidade.

As manobras fiscais não são um problema isolado. Governando sob o regime do improviso, o Executivo impõe ao país decisões estruturais sem qualquer diálogo, muitas vezes ignorando a sua própria base congressual e importantes atores da área produtiva. Empresta a essas medidas a força da legalidade, através de instrumentos provisórios, como as MPs, e espanta o mercado de investidores.

A mudança do marco regulatório do sistema elétrico é o exemplo mais recente, assim como a insegurança sobre o desempenho do setor. Lembro que dias atrás o Governo federal taxou como “ridícula” a hipótese de racionamento de energia.

Mas, como palavras não enchem reservatórios, sob as sombras do constrangimento, reuniu-se essa semana uma preocupada equipe de governo para estudar como evitar justamente o problema que afirmavam não existir.

A questão de fundo é que credibilidade é um ativo importante nos governos democráticos — tem valor simbólico, mas também objetivo. Ela se manifesta através da confiança dos investidores e da sociedade em regras estáveis, o que permite segurança para planejar investimentos e o futuro.

Por isso é temerário que as posições oficiais sejam sistematicamente desmentidas pela realidade, como ocorreu na projeção de 4% de crescimento do PIB previsto para 2012. Fechamos o ano com o minúsculo 1%.

São ações que colocam em risco fundamentos que legaram aos governos do PT a herança bendita da estabilidade econômica, marco inicial imprescindível para o processo de redução da pobreza e para a construção de um novo patamar de desenvolvimento no país.
Aécio Neves é senador (PSDB-MG) e provável candidato a Presidente do Brasil em 2014
*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

Lula quando estiver em Havana deve visitar Chavez

BRASIL – Venezuela - Cuba
Lula quando estiver em Havana deve visitar Chavez
O ex-presidente está de viagem marcada para a ilha, no fim do mês, para participar da III Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo. Se Chávez ainda estiver respirando...

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Postado por Toinho de Passira
Fontes: R7, Terra, Folha de S. Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará para Cuba no próximo dia 28 de janeiro, para participar da III Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo, evento que marca as comemorações dos 160 anos do nascimento do político e escritor cubano Jose Martí.

Lula participará da Conferência no dia 29 de janeiro. No mesmo dia, participará do lançamento do livro “Os últimos soldados da guerra fria”, de Fernando Morais, em um debate com o autor do livro e com Ricardo Alarcón, presidente da Assembleia Nacional de Cuba.

Noticia-se que durante sua estada em Havana, como era de se esperar, o ex-presidente fará uma visita ao presidente venezuelano Hugo Chávez, que está na ilha se tratando de um câncer.

Ricardo Amorim, um dos jornalistas do programa Manhattan Connection, da Globo News, resumiu na edição do último domingo a situação dos dois políticos: “Ultimamente, o presidente Chávez se faz de vivo e o Lula se faz de morto”.

Contador de Carlinhos Cachoeira, foragido, se entrega à Polícia Federal

BRASIL - Corrupção
Contador de Carlinhos Cachoeira, foragido,
se entrega à Polícia Federal
Geovani Pereira foi condenado a 13 anos de prisão por controlar os pagamentos de propina do grupo de Cachoeira. Ele estava foragido desde fevereiro de 2012

Foto: Diomício Gomes/ O Popular/ Estadão

ARQUIVO VIVO - Geovani Pereira, o contador da quadrilha comandada pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, era procurado pela PF

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Época, Agência Brasil, Estadão

Único foragido do grupo comandado pelo bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o contador Geovani Pereira se entregou nesta segunda-feira (14) à Polícia Federal, em Anápolis (GO). Encarregado de fazer a contabilidade do grupo e controlar os pagamentos de propina a políticos, servidores e policiais subornados pelo bicheiro, Geovani foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão em 8 de dezembro último por corrupção e formação de quadrilha.

Cercado por uma equipe da PF na fazenda onde estava escondido nos arredores do município, Geovani negociou rendição e se apresentou ao delegado Angelino Alves em companhia do advogado Calixto Abdala Neto, por volta das 9h40.

Ele usou o direito de ficar em silêncio, mas o advogado informou que entrará com pedido de habeas corpus para que o cliente recorra em liberdade, a exemplo de outros condenados no inquérito da Operação Monte Carlo.

Diálogos interceptados pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, mostram a participação ativa de Geovani na destinação de R$ 1 milhão ao ex-senador Demóstenes Torres, cassado por envolvimento com o bicheiro. Demóstenes negou ter recebido o valor.

Considerado um arquivo vivo da organização, Geovani já vinha sendo procurado desde 29 de fevereiro de 2012, quando foi deflagrada a Operação Monte Carlo, que desarticulou um esquema de corrupção, tráfico de influência e exploração de jogos ilegais em Goiás, Distrito Federal, Tocantins e Minas Gerais.

Apontado como chefe do bando, Cachoeira foi condenado a 39 anos de prisão pela 11ª Vara da Justiça Federal de Goiânia. . Outros sete operadores da organização criminosa, entre os quais Geovani, também cumprirão parte da pena em regime fechado porque foram sentenciados a mais de 8 anos de prisão. Cachoeira e outros três, todavia, conseguiram habeas corpus para recorrer da sentença em liberdade. (Cachoeira, no momento, curte lua de mel em hotel de luxo, no litoral baiano). Cansado de fugir e acuado pela polícia, o contador resolveu se entregar para tentar a extensão do benefício do habeas corpus, dado ao resto da quadrilha..

14 de jan. de 2013

Centenas de milhares protestam contra casamento gay em Paris

FRANÇA
Centenas de milhares protestam
contra casamento gay em Paris
Surpreende e causa estranheza que a liberal e permissiva França, país que sempre esteve na dianteira da evolução dos costumes e da tolerância no mundo ocidental, tenha esse tipo de manifestação reacionária em pleno século XXI..

Fotos: Lionel Bonaventure / AFP



Manifestantes protestam contra casamento gay em Paris; marcha reuniu ao menos 340 mil

Postado por Toinho de Passira
Fontes: AFP, Le Figaro, Le Monde, BBC Brasil

Centenas de milhares de manifestantes saíram às ruas de Paris para protestar contra os planos do governo de conceder a casais gays o direito de se casar e adotar crianças.

Três grandes marchar convergiram neste domingo para o Champs de Mars, um grande parque perto da torre Eiffel.

O governo socialista de François Hollande está planejando fazer uma mudança na lei neste ano.

Mas os manifestantes, apoiados pela Igreja Católica e pela oposição de direita, argumentam que isso poderia minar um elemento essencial da sociedade.

Os organizadores das marchas disseram que o evento reuniu 800 mil pessoas - que chegaram a Paris em ônibus e trens. Eles portavam cartazes dizendo: "Não queremos sua lei, François" e "Não toque no meu código civil".

Já a polícia e um ministro do governo afirmaram que o número total de manifestantes não passou de 340 mil. Uma marcha similar realizada em novembro do ano passado reuniu 100 mil pessoas.

O evento foi liderado por uma comediante conhecida como Frigide Barjot, que disse a uma emissora de televisão francesa que o casamento gay "não faz sentido", porque uma criança "deve nascer de um homem e uma mulher".

Teste para o presidente

Foto: Vincenzo Pinto/AFP

Ativistas do grupo feminista Femen fazem protesto no Vaticano.

Apesar da França permitir a união entre casais do mesmo sexo, Hollande prometeu durante a campanha presidencial expandir esse direito.

O líder do grupo parlamentar de centro-direita UMP (União por um Movimento Popular), Jean-François Cope, disse que o evento seria um "teste" para o presidente porque "claramente milhões de franceses estão preocupados com essa reforma".

A Frente Nacional, de extrema direita, também se opôs à mudança, apesar de sua líder, Marine le Pen, não ter participado das marchas. Ela argumentou que o tema distrai os políticos dos problemas "reais" da França.

Apesar do apoio da Igreja e dos partidos de direita, os organizadores dizem que o movimento não é político nem religioso, tampouco dirigido contra os homossexuais, segundo o correspondente da BBC em Paris, Hugh Schofield.

Uma pesquisa de opinião com cerca de 1.000 pessoas, publicada pelo jornal Le Nouvel Observateur no fim de semana, revelou que 56% dos franceses apóiam o casamento gay, mas 50% desaprovam a adoção de crianças por gays.

Ainda segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados desaprovam o posicionamento da igreja contra a legislação francesa.

Pesquisas anteriores haviam indicado um apoio mais forte ao casamento gay.

Enquanto os manifestantes chegavam a Paris, quatro ativistas ucranianas fizeram seu próprio protesto pelos direitos dos gays na Praça de São Pedro, no Vaticano.

As mulheres do movimento feminista Femen apareceram fazendo topless enquanto o papa bento 16 recitava uma oração.

Foto: Vincenzo Pinto/AFP
A polícia deteve as manifestantes. Uma delas foi atacada por um fiel com golpes de guarda-chuva.


“Dilma tem dois anos para fazer o que o PT não fez em 10! E a oposição também!!!”, de Reinaldo Azevedo

BRASIL – Opinião
Dilma tem dois anos para fazer o que o PT não fez em 10! E a oposição também!!!
O desempenho econômico, nos dois últimos anos, foi inferior ao de países como o Chile, a Colômbia e o Peru, onde a inflação não é nem metade da brasileira e o crescimento é o dobro do nosso.

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

”O que Dilma prometeu para o fim de 2014 só se realizará em… abril de 2021!”

Postado por Toinho de Passira
Texto de Reinaldo Azevedo
Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo

A presidente Dilma Rousseff chega à metade do mandato. Já dá para saber se vai ou não cumprir as suas principais promessas. Não vai! A diferença entre a meta e a realidade é gritante. Em alguns casos, escandalosa. Pegue-se o caso das creches prometidas pela soberana: dado o atual ritmo, a presidente entregará as 6 mil prometidas na campanha de 2010 só daqui a… 600 anos.

Dilma não cumprirá o prometido nos setores de energia, rodovias, habitação, aeroportos, creches, saúde e saneamento, entre outros. Reportagem de Robson Bonin, Ana Luíza Daltro e Bianca Alvarenga, publicada na VEJA desta semana, faz um retrato das realizações do governo. Leiam trechos.

PIBINHO, INFLAÇÃO E RISCO DE APAGÃO

- O saldo dos dois primeiros anos de Dilma Rousseff ficou a quilômetros de distância das metas estabelecidas pelo próprio governo. O crescimento anual médio no biênio não passou de 2%, o pior início de mandato desde Fernando Collor. A inflação, medida pelo IPCA, encerrou 2012 em 5,84%. Pelo terceiro ano seguido, houve reajuste nos preços acima do centro da meta oficial, de 4.5%.

O desempenho econômico, nos dois últimos anos, foi inferior ao de países como o Chile, a Colômbia e o Peru, onde a inflação não é nem metade da brasileira e o crescimento é o dobro do nosso.

No setor de energia elétrica, a combinação de poucas chuvas e investimentos atrasados deixou o país mais uma vez sob a ameaça de um racionamento. Balanços do próprio governo mostram que mais da metade das obras em usinas de geração energética possui algum ripo de atraso, duas dezenas de termelétricas que deveriam estar prontas não saíram do papel e 75% dos projetos de novas linhas de transmissão não avançam dentro do prazo.

Os contratempos não se limitam a esse setor. Duplicações de rodovias federais cuja inauguração estava prevista para o ano passado ainda nem começaram a ser executadas, e extensões em linhas de trem estão com dois anos de atraso.

(…)

Entregar obras, obviamente, é mais complicado do que estabelecer metas, sobretudo no universo da gestão publica, indissociável da burocracia e da ineficiência. Um bom exemplo são os aeroportos das cidades-sede da Copa de 2014.

O objetivo de privatizar os aeroportos do Galeão e de Confins ainda neste ano é bastante ambicioso, segundo Claudio Fríschtak, fundador da consultoria Inter-B e um dos maiores especialistas do país em infraestrutura. O processo de concessões exige uma série de estudos prévios que devem ficar prontos em abril, na melhor das hipóteses. Uma vez encerrados, existe a fase de consulta pública. Por fim, as obras deverão atrair interessados.

“Não somos mais a bola da vez, e o cenário hoje é menos atrativo do que há alguns anos”, afirma Frischtak. “A percepção entre os investidores é que houve uma piora no ambiente regulatório”.

Mais imponderáveis são as obras tocadas pelo setor público nos aeroportos que não serão privatizados. A lnfraero não é famosa por cumprir cronogramas. Os vícios são comuns a outras áreas da administração. diz Frischtak: “O planejamento é falho, as licitações são problemáticas e resultam muitas vezes em corrupção”.

O saneamento básico é um caso emblemático de como os recursos públicos acabam, muitas vezes, indo para o ralo. O governo federal ampliou as verbas para a área, mas as obras ficam, normalmente, a cargo das prefeituras. Como a fiscalização é falha, os recursos nem sempre são aplicados da maneira prevista.

Assim, de acordo com o presidente do Instituto Trata Brasil. Édison Carlos, não será possível atingir a meta de universalizar a coleta de esgoto até 2030. Hoje, metade das residências ainda não está ligada à rede. Diz Carlos: “Para alcançar o objetivo, deveriam ser investidos em tomo de 15 bilhões de reais por ano, mas os gastos têm sido inferiores a 10 bilhões. Então, esse prazo de 2030 deve ir para 2040, ou até 2050″.

Pesquisas recentes indicam que o governo é aprovado por uma expressiva maioria dos brasileiros. Isso leva os governistas mais entusiasmados a confundir essa aprovação com o cumprimento das metas. Trata-se, obviamente, de coisas distintas.

Em parte, essa popularidade decorre da fraqueza das oposições, incapazes de converter as irresoluções e a incompetência do governo num discurso político alternativo, que é o que se faz em todas as democracias do mundo.

Em Banânia, inventou-se uma espécie de moto-contínuo do “bom-governisno”: os opositores não o criticam porque ele é popular, e ele é popular porque, afinal, ninguém o confronta — a não ser, claro!, a imprensa independente. Ocorre que esta não disputa, felizmente!, o poder. Não é esse o seu papel.

Com alguma frequência, quando se avalia que um governo é “bom”, também se está considerando se existe uma alternativa e se algum outro partido — ou liderança — seria capaz de fazer algo melhor. Como não se vê uma força disposta a arrostar com o discurso oficial, os incompetentes falam sozinhos, exaltando, não raro, as virtudes que não têm.

Querem um bom exemplo? Pegue-se o caso do programa “Minha Casa Minha Vida”. Em 2009, Lula anunciou a construção de um milhão de casas até 2010. Na campanha, Dilma prometeu mais dois milhões até 2014. Ampliou, depois, a meta para 2,4 milhões — ou seja, 3,4 milhões até o fim do seu mandato.

O governo anunciou no mês passado a entrega de um milhão de casas. Duvido que seja verdade, mas vá lá… Ainda que seja, foram necessários, para tanto, três anos e meio. Façam aí uma regrinha de três: os outros 2,4 milhões tomarão mais oito anos, quatro meses e oito dias. O que Dilma prometeu para o fim de 2014 só se realizará em… abril de 2021!

Em todo o mundo, governos deixam de cumprir promessas. Só que pagam um preço por isso. O que é praticamente inédito — obra de nossa democracia-jabuticaba — é a oposição não saber o que fazer com isso.
*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original