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14 de nov. de 2013

Haddad, prefeito de São Paulo, apostou – e perdeu

BRASIL - Corrupção
Haddad, prefeito de São Paulo, apostou – e perdeu
O petista prefeito de São Paulo, o poste de Lula, resolveu declarar guerra a seu antecessor, Gilberto Kassab, um fiel aliado de Dilma, e com isso criou problemas para o PT e para ele mesmo

Foto: Marcello Casal- Jr./ABr

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Ele desagradou o Planalto e também seu padrinho

Postado por Toinho de Passira
Reportagem Alberto Bombig e Leopoldo Mateus
Fonte: Época

O jogo de roleta e a política têm pelo menos uma coisa em comum: nas duas atividades, os novatos e os experientes se diferenciam de forma clara. Os tarimbados na roleta começam cautelosamente, apostando poucas fichas em muitos números. Quando reúnem um bom cacife, partem para lances mais arriscados. Acuado pelos baixíssimos índices de popularidade – apenas 15% de aprovação, depois de aumentar impostos e ver o caos se instaurar no trânsito com as faixas exclusivas de ônibus – o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), um novato na política, resolveu apostar todas as fichas numa providência arriscada: jogar a culpa no antecessor.

O pretexto para bater em Gilberto Kassab (PSD) foi o escândalo que levou para a cadeia Ronilson Bezerra Rodrigues, Eduardo Horle Barcellos, Carlos Di Lallo Leite do Amaral e Luis Alexandre Cardozo de Magalhães, todos funcionários concursados da prefeitura paulista e acusados pelo Ministério Público Estadual de formar uma quadrilha que desviou ao menos R$ 500 milhões dos cofres públicos. Ao comentar a prisão dos fiscais em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Haddad afirmou tratar-se de uma “resposta do Executivo a uma situação de descalabro” herdada da gestão anterior. Questionado sobre quem seria o “prefeito” citado num dos grampos, Haddad respondeu: “Olha... Não é possível desconsiderar que (Ronilson) ocupou um cargo da maior importância na gestão anterior”.

“Ele (Haddad) só esqueceu de olhar para o próprio umbigo, para sua administração, quando a cidade está espantada com o descalabro desse primeiro ano”, bateu forte Kassab, em entrevista à Folha de S.Paulo. O ex-prefeito é citado pelos criminosos em escutas feitas com autorização da Justiça. Ele nega envolvimento com o grupo e diz que a investigação do caso começou ainda em sua gestão, no final do ano passado.

Desde o começo de sua gestão, Haddad se sentia incomodado com o fato de não poder atacar seu antecessor. O PSD de Kassab é um aliado importante de Dilma Rousseff (PT) na luta pela reeleição. Ele somará de dois a três minutos de tempo à propaganda presidencial. Por isso, o comportamento de Haddad desagradou ao governo federal. Em junho, quando a popularidade de Dilma caiu para a casa dos 30% de aprovação, Kassab procurou a presidente para afirmar que não a abandonaria qualquer que fosse o cenário. O Planalto jamais foi contra a investigação na prefeitura de São Paulo. Queria apenas que Kassab, até por ter iniciado a investigação, tivesse recebido outro tratamento por parte dos petistas paulistanos.

Foto: José Cruz/ABr

Kassab reagiu batendo forte.

Kassab deve reafirmar na próxima semana o apoio à reeleição de Dilma Rousseff, com quem conversa regularmente em Brasília e pelo telefone. Além de desagradar a Dilma, a atitude de Haddad irritou seu padrinho político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Uma divergência numa cidade ou num Estado não pode atrapalhar uma aliança nacional. O Kassab está cumprindo aquilo que ele acordou com a presidente vários meses atrás. O problema de São Paulo vai ser resolvido em São Paulo. Fico feliz com o apoio do PSD a Dilma”, afirmou Lula na quarta-feira (13), em Campo Grande (MS).

Além de ter perdido prestígio no Planalto, Haddad viu a investigação do Ministério Público fazer um estrago – e dos grandes – em seu próprio gabinete. Em depoimento ao MP na terça-feira (12), Magalhães afirmou que, entre dezembro de 2011 até o final do ano passado, pagou uma mesada ao vereador Antonio Donato, secretário de governo de Haddad e homem forte do PT na gestão paulistana. Donato, que coordenou a campanha vitoriosa de Haddad, pediu afastamento do cargo na própria terça. Donato nega o teor da acusação e diz que se defenderá na Câmara Municipal. Um dos mais importantes secretários petistas na gestão Haddad afirma que o partido está “estarrecido” com a acusação a Donato. Segundo ele, Donato participou ativamente desde a construção da Controladoria do município, que investiga o caso, e de várias ações da operação que prendeu os acusados. Os petistas, reservadamente, acusam Kassab de ter “armado” essa situação contra Donato, embora o próprio ex-secretário tenha confidenciado a amigos enxergar “fogo amigo” petista no episódio.

O episódio complicou de vez a relação entre Kassab e o PT no âmbito municipal. Ela nunca foi boa e agora se complicou de vez. E por mais que Kassab diga que o episódio se restringe ao plano regional, reafirmando seus votos de fidelidade a Dilma, o PT ainda pode ser prejudicado com a briga. Kassab não é importante para o PT apenas nos planos de reeleição de Dilma. Na estratégia montada por Lula para tentar eleger o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), ao governo de São Paulo, Kassab precisa sair candidato para tirar votos do atual governador Geraldo Alckmin (PSDB). O estrago está feito. E, com ele, Haddad vê seu castelo de fichas desabar aos olhos do crupiê.

Foto: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo

A sorte do PT é que Kassab considera Dilma, como se fora sua Momy poderosa

11 de abr. de 2013

Justiça bloqueia R$ 520 milhões de empresa de Maluf

BRASIL - Corrupção
Justiça bloqueia R$ 520 milhões de empresa de Maluf
A Justiça determinou o bloqueio dos bens até o limite de R$ 519,7 milhões da Eucatex. O valor corresponderia ao que teria sido desviado pelo ex-prefeito e deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) e serviria para ressarcir os cofres públicos da Prefeitura de São Paulo. O promotor Silvio Marques afirma que a família do deputado está vendendo ou transferindo bens da empresa para evitar que sejam usados em caso de futuras condenações. O PT não diz nada?

Foto: Fabio Pozzebom/ABr

Deputado Paulo Maluf acusado de roubar a prefeitura comandada pelo aliado petista Paulo Haddad, afilhado de Luis Inácio Lula da Silva

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Estadão, Jornal Nacional, Terra, Blog do Reinaldo Azevedo

A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de cerca de 520 milhões de reais em bens da Eucatex S/A Indústria e Comércio, empresa controlada pela família do ex-prefeito Paulo Maluf (PP), hoje deputado federal.

Segundo o Ministério Público, autor do pedido de bloqueio, a medida visa impedir que a família do ex-prefeito transfira bens da Eucatex para uma outra empresa, evitando o pagamento de indenizações por supostos desvios que aconteceram na administração de Maluf na capital paulista, estimados em cerca de 500 milhões de reais. O processo corre em segredo de Justiça.

A decisão judicial, da 4.ª Vara da Fazenda Pública, afirma, entretanto, que o bloqueio poderá ser revertido caso acarrete a quebra da Eucatex. No ano passado, a família Maluf registrou uma nova empresa, chamada ECTX, e anunciou que iria transferir para ela parte dos bens da Eucatex. Segundo a promotoria, a medida pretende blindar as propriedades e evitar o pagamento de ações que Paulo Maluf responde. Desde a criação da nova empresa, no ano passado, a Eucatex já teria transferido 320 milhões em bens para ECTX, de acordo com o Ministério Público.

Nos últimos anos, a Justiça brasileira determinou em diversas ocasiões o bloqueio de bens da família Maluf, entre eles propriedades dos filhos do ex-prefeito, mas a Eucatex, apesar de ter sido apontada como um dos destinos das verbas desviadas da prefeitura, vinha sendo poupada.

Eucatex - Fundada em 1951, a Eucatex é uma das maiores produtoras de pisos, divisórias, chapas de madeira, tintas e vernizes do Brasil. Tem mais de 2.400 funcionários e, em março deste ano, teve o valor de mercado avaliado em 790 milhões de reais. Já o patrimônio é de quase 1 bilhão de reais. A família Maluf detém quase 60% das ações ordinárias (com direito a voto) da Eucatex, segundo informações do site da empresa.

Já o conselho é presidido por Otávio Maluf, filho mais velho ex-prefeito. Também compõe o conselho o Flávio Maluf (que acumula ainda a função de diretor-presidente), o ex-ministro da Fazenda Delfim Neto e Heitor Aquino, ex-secretário dos ex-presidentes Ernesto Geisel e João Figueiredo.

Em nota divulgada na noite desta terça-feira, a Eucatex disse que vai “as medidas judiciais cabíveis para reverter a decisão”. A empresa também afirmou que o patrimônio da Eucatex cresceu após alguns dos seus bens terem sido transferidos para ECTX, o que contraria a afirmação do Ministério Público de que a empresa estaria sendo esvaziada.

Por fim, a Eucatex diz que é uma empresa “de capital aberto, com centenas de acionistas, dentre eles, o deputado federal Paulo Maluf, que não é diretor e nem mesmo membro do seu Conselho de Administração”.

Ou seja, para receber dinheiro ilícito da Prefeitura eles não se incomodam, na hora de pagar a conta, não tem nada com isso.

Interessante é o silêncio do PT sobre o caso, que envolve interesse da Prefeitura de São Paulo, atualmente governada pelo petista Paulo Haddad, junto com o ex-presidente Lula, aliado de Paulo Maluf, o homem que é suspeito de ter roubado a Prefeitura sob seu comando.

Reinaldo Azevedo no seu Blog, comenta: “Embora ainda que Paulo Maluf, a exemplo de patriotas como José Genoino e João Paulo Cunha, é membro titular da mais importante comissão da Câmara dos Deputados: a de Constituição e Justiça”.

”Caso se pergunte aos petistas como isso é possível, eles dirão que é da natureza do jogo, coisa do “presidencialismo de coalizão”. E, nesse caso, tudo é, então, permitido.

Maluf não vira alvo dos petistas e das esquerdas porque, agora, está com eles. Essa gente é assim: desde que o antigo inimigo faça as devidas reverências, ela se oferecem como lavanderia de reputações”.

Não é lindo?

20 de jan. de 2013

Justiça de Jersey confirma que Maluf terá de devolver R$ 58 milhões à Prefeitura de SP

BRASIL – Corrupção
Justiça de Jersey confirma que Maluf terá de devolver R$ 58 milhões à Prefeitura de SP
Até o paraíso fiscal, de Jersey, local de deposito de dinheiro sujo, situado no canal da Mancha, possessão do Reino Unido, achou as patifarias de Paulo Maluf demais. Além de mandar devolver o dinheiro da corrupção, ainda determinou que ele pagasse honorários e despesas com advogados da prefeitura que desde os anos 90 tentam repatriar o dinheiro da corrupção. Ninguém sabe qual vai ser o comportamento do aliado petista, de Paulo Maluf, o prefeito de São Paulo, Paulo Haddad diante desses fatos.

Foto: Vagner Campos/Brazil Photo Press/AE

Paulo Maluf e o atual prefeito de SP, Fernando Haddad. Deputado vai ter que devolver 58 milhões de reais para administração de aliado. Será?

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Estadão

A Corte de Jersey, conhecido Paraiso Fiscal, confirmou que empresas offshores ligadas ao ex-prefeito Paulo Maluf terão de devolver aos cofres públicos do município de São Paulo US$ 28,3 milhões, além de pagar nove anos de custos com advogados no processo que ainda tramita no paraíso fiscal. A avaliação da prefeitura é de que, só com advogados, o custo chegou a US$ 4,5 milhões (R$ 9 milhões) nesse período.

Em novembro, a Corte constatou que as empresas ligadas à família Maluf haviam sido usadas pelo ex-prefeito para desviar dinheiro de obras públicas em São Paulo, entre elas a obra da Avenida Águas Espraiadas nos anos 90.

Faltava definir o valor, que originalmente foi calculado em US$ 10 milhões. Com juros e correções, além das multas, Maluf terá de devolver US$ 28 milhões, além de US$ 4,5 milhões dos custos dos advogados. As empresas já recorreram e uma decisão final deve sair em março.

Cálculo original da Procuradoria do Município mostra que o valor seria entre US$ 22 milhões e US$ 32 milhões.

"Paulo Maluf era parte da fraude na medida em que, pelo menos no decorrer de janeiro e fevereiro de 1998, ele ou outras pessoas em seu nome receberam ou foram creditadas no Brasil com uma série de 15 pagamentos secretos", concluiu a Corte.

O valor que voltará para a prefeitura está bloqueado em Jersey, sendo que parte importante é composta por ações da Eucatex - empresa da família Maluf.

Através de duas empresas fundadas e administradas pela família, Maluf e Flávio, seu filho, foram os beneficiados do desvio de cerca de 20% da verba destinada à construção da atual avenida jornalista Roberto Marinho.

Com notas fiscais frias, a prefeitura pagou US$ 10,5 milhões a mais para a construtora Mendes Júnior. Esse dinheiro foi repassado a subcontratados e, depois, transferido a Nova York. De lá, o dinheiro cruzou o Atlântico para ser depositado em nome de duas empresas offshore dos Maluf em Jersey.

Deve-se ficar de olho, pois a prefeitura de São Paulo agora comandanda pelo petista Fernando Haddad, tem Maluf como aliado político, e pode por solidariedade livrar a cara do parceiro, abrindo mão do processo e dos milhões. Tudo é possível.

8 de nov. de 2012

Os postes saíram do armário, por Guilherme Fiuza, para revista Época

BRASIL - Opinião
Os postes saíram do armário
“Esse é o Estado Velho do PT, que o Brasil resolveu eternizar. Um Estado que não precisa se preocupar em planejar nada, porque o país não lhe cobra isso. Infra-estrutura? A receita é a mesma: usina-dinossauro de Belo Monte, trem-bala imaginário, e o futuro vai sendo empurrado com a barriga e o marketing”.


Lula e seus postes vitoriosos: Dilma e Haddad. Quem? Qual será o próximo?

Postado por Toinho de Passira
Texto de Guilherme Fiuza , para revista “Época”
Fonte: Blog do Guilherme Fiuza

O resultado da eleição em São Paulo confirma: se a economia brasileira não derrapar feio até lá – e nada indica que isso vá acontecer –, Dilma Rousseff deverá ser reeleita em 2014. Nesse caso, o Brasil será governado pelo PT por 16 anos, no mínimo. Getúlio Vargas, com ditadura e tudo, só conseguiu ficar 15 anos seguidos. E não tinha Valério, Delúbio e companhia no palácio. A ditadura Vargas era o Estado Novo. A democracia petista é o Estado Velho – e doente.

Poderia ser pior. Lula e Dilma mantiveram as instituições funcionando (até aqui), não tentaram nenhuma guinada autoritária explícita (só as dissimuladas, como o mensalão), cumpriram contratos e não caíram na tentação dos calotes, como seus parceiros argentinos. Isso não é pouco. Ou melhor: é pouco, mas é essencial. Pior se o país tivesse caído nas mãos de franco-atiradores como Brizola, Ciro Gomes e outros inspirados por ideólogos da salvação, como Mangabeira Unger.

Em 2000, o PT discutia se valia a pena embarcar na quarta candidatura presidencial de Lula. O filho do Brasil ainda não tinha nascido. Quem existia era o bastardo, o perdedor, que a cada quatro anos repetia seu disco de reclamações contra tudo e era descartado pelo eleitorado. Lula trabalhara bravamente para desacreditar o Plano Real, que seu partido tentou sabotar no Congresso Nacional. Depois da sua terceira derrota como presidenciável, boa parte do PT queria outro candidato em 2002 – o nome do ex-governador Cristovam Buarque era o mais cotado.

Aí o Brasil foi abalroado pela crise da Rússia, que agravou a anterior, no Sudeste Asiático, e José Dirceu teve a idéia de aparecer com o projeto Lulinha Paz e Amor. Em lugar do barbudo rancoroso – espécie de João Pedro Stédile urbano –, Lula apareceria como um conciliador, jogando fora suas próprias bandeiras de ruptura.

Foi um sucesso. A eleição foi ganha, e o perdedor ranzinza que ninguém aguentava mais (nem o próprio PT) virou messias. Com a economia nacional arrumada e o início de um período sem tormentas externas, os brasileiros passaram a acreditar que a vida estava melhorando porque Lula era pobre, e tinha consciência social. O PT ganhou na loteria – e está até hoje administrando o prêmio.

Prêmio que, vale lembrar, é colossal. O governo popular bateu seguidamente seus próprios recordes de arrecadação, com uma carga tributária entre as maiores do mundo. O país gigante deu a Lula e Dilma uma fortuna para administrar, e eles cumpriram sua missão: gastaram pesado com a máquina – que emprega os companheiros e os aliados dos companheiros (até terceiro grau ou aonde a vista alcançar). Derramaram as bolsas gratuitas pelo território inteiro, enriqueceram a floresta de convênios picaretas com os ministérios (como se viu nos Esportes, no Turismo e no Trabalho), que servem para a manutenção de uma infinidade de boquinhas com altos dividendos eleitorais. Torraram dinheiro grosso com a propaganda do governo dos coitados.

Esse é o Estado Velho do PT, que o Brasil resolveu eternizar. Um Estado que não precisa se preocupar em planejar nada, porque o país não lhe cobra isso. Infra-estrutura? A receita é a mesma: usina-dinossauro de Belo Monte, trem-bala imaginário, e o futuro vai sendo empurrado com a barriga e o marketing. Não há ninguém trabalhando para modernizar um dos países mais burocratizados do mundo, ninguém gastando neurônios com um planejamento tributário decente, ninguém projetando a organização das metrópoles caóticas – que dependem do governo federal para os grandes projetos viários, mas que receberão a Copa do Mundo cheias de remendos e disfarces.

O prefeito eleito Fernando Haddad achou engraçado se dizer o segundo poste de Lula (Dilma é o primeiro), e perguntar quem será o próximo. Não há dúvida: haverá um próximo, ou mais de um, para continuar torrando o prêmio lotérico do messias. O crime é tão perfeito que os postes já estão resolvendo sair do armário.

A defesa de Dirceu pediu ao STF a redução da sua pena, considerando o alto “valor social” do réu que combateu a ditadura. Antes de discutir se esse valor social será cotado em reais ou em dólares, seria o caso de perguntar ao ex-sequestrado e seus amigos qual o valor do resgate do Estado sequestrado por eles.
*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

29 de out. de 2012

PT tentou emparedar Maluf na comemoração de Haddad

BRASIL – Eleição 2012
PT tentou emparedar Maluf na comemoração de Haddad
Depois da vitória do Pestista em São Paulo, Paulo Maluf foi cobrar a fatura. Queria participar da festa da vitória. Os petistas o puseram no fundo do palanque e escalaram companheiros de grande estatura para esconder o aliado incômodo. Maluf ficou se esticando tentando aparecer na foto, por tras da muralha dos ingratos aliados. Eles se merecem.

Foto: Veja

Maluf, tentando ser papagaio de pirata, entre Lapas (esq) e Emídio (dir)

Postado por Toinho de Passira
Texto de Cida Alves, de São Paulo
Fonte: Blog do Maquiavel - Veja

Mesmo tendo tecido elogios a Fernando Haddad na chegada ao hotel onde o PT celebrava a vitória neste domingo, nos Jardins, o deputado federal e apoiador da candidatura Paulo Maluf não era bem-vindo no palco onde o prefeito recém-eleito de São Paulo faria seu discurso.

Dirigentes petistas montaram uma verdadeira força-tarefa para evitar que Maluf aparecesse ao lado de Haddad, mas não teve jeito. Lá estava o ex-prefeito no palco na hora do esperado pronunciamento. Sobrou para o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, a missão de esconder Maluf, ficando na frente dele. Emídio acabou tendo a ajuda de seu sucessor, Jorge Lapas, que é bem mais alto, na “operação tapa Maluf”.

Presidente estadual do PP, Maluf exigiu que Lula e Haddad fossem à sua casa e tirassem uma foto para formalizar a aliança entre os partidos – uma das mais criticadas da campanha petista. Com o apoio, Haddad ganhou 1min35s de tempo de TV e perdeu a candidata a vice Luiza Erundina, que desistiu de formar parte da chapa, afirmando que “não faria campanha ao lado de Maluf”.

Maluf foi muito assediado pela imprensa ao chegar no hotel onde Haddad faria seu pronunciamento. O deputado não quis responder se havia sido convidado para a festa, afirmou que foi importante para a vitória do petista e garantiu que Haddad “entrará para a galeria dos melhores prefeitos que São Paulo já teve.”


Charge: SPONHOLZ - Diario da Manhã (SC)


28 de set. de 2012

Aécio Neves diz que Lula age como chefe de facção

BRASIL – Eleição 2012
Aécio Neves diz que Lula age como chefe de facção
Senador do PSDB rebateu as críticas feitas pelo ex-presidente a adversários políticos e disse que falta humildade e competência a Fernando Haddad.

Foto: Carlos Rhienck/Folhapress

O senador eleito por Minas Gerais, Aécio Neves, o futuro provável candidato do PSDB a eleição presidencial de 2014

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Veja Com Agência Estado

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou nesta sexta-feira que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva age "como líder de facção" e mancha a própria biografia ao defender os réus do mensalão. Para Aécio, Lula ataca a oposição "de forma extremamente agressiva" nos palanques eleitorais. "O lulismo, da forma que existia, quase messiânico, que apontava o dedo e tudo seguia na mesma direção, não existe mais", afirmou o senador.

Em entrevista concedida nesta sexta-feira em um hotel na orla de Maceió, Aécio respondeu às declarações de Lula contra os tucanos nos palanques eleitorais, principalmente em São Paulo. Segundo Aécio, os ataques mostram o desespero do ex-presidente. "O lulismo sempre terá avaliações positivas em algumas regiões de sua influência, mas, da forma como existia no passado, não existe mais", disse. "Lula está abdicando da condição de ex-presidente de todos os brasileiros para ser um líder de facção. Não é bom para ele, nem para sua história."

O senador afirmou que o julgamento do mensalão será como virar uma página na história do Brasil. "O julgamento fortalece a ética na política. Teremos um Brasil melhor."

Para Aécio, a tática virulenta de Lula tem surtido efeito inverso, como no caso de Belo Horizonte, onde o ex-presidente fez ataques a Fernando Henrique Cardoso. "Parece que o incomoda ainda bastante a figura de Fernando Henrique, mas sua ida a Minas não alterou em nada as pesquisas eleitorais", disse.

Aécio disparou também na direção do candidato petista à prefeitura de São Paulo. Fernando Haddad o chamou de despreparado para ser presidente da República e o aconselhou a ler mais - um livro por semana, ao menos. "Acho que ele passou ali um recado ao presidente Lula. Ele não me parece satisfeito com o apoio do ex-presidente", disse o tucano, lembrando que, apesar do "tsunami de recursos financeiros investidos", a campanha de Haddad não deslanchou.

O senador disse que preferia ser lembrado por Haddad com mais gentileza. "Achei que ele fosse me cumprimentar, por ter levado Minas Gerais a ser o estado que tem a melhor educação fundamental do Brasil", disse. "Se ele me perguntasse a receita, eu lhe diria: é humildade e competência, duas características que ele não demonstrou ter ao longo da sua vida pública. É uma oportunidade de ele perceber que, para avançar na vida pública, não basta apenas um padrinho político."

Eleições presidenciais - Questionado sobre as eleições presidenciais de 2014, o senador disse que não quer "colocar o carro na frente dos bois". "Agora nós vamos nos dedicar a sair bem das eleições municipais, principalmente no Nordeste e, em 2013, vamos discutir com a sociedade qual a nova agenda do país", disse. "A partir daí, vai surgir uma candidatura. Se recair sobre mim essa responsabilidade, obviamente eu estarei preparado."

De olho na eleição de 2014, Aécio realiza um périplo por cidades nordestinas, como Maceió e Recife, onde candidatos tucanos disputam a prefeitura. O objetivo tem mão dupla: de um lado, ele dá impulso nessas candidaturas na reta final e de outro, fortalece seus laços políticos com lideranças regionais para uma eventual candidatura presidencial.


15 de jul. de 2012

Seis por cento: Lula lá, Eduardo cá

BRASIL – São Paulo – Recife- Eleição 2012
Seis por cento: Lula lá, Eduardo cá
Os dois escolheram postes fiéis como candidatos, pensando em passar seu prestígio eleitoral para os apadrinhados, até agora as pesquisas dizem que ambos apostaram mal e os filhotes só conseguiram atrair 6% dos eleitores. Só a grana do Caixa 2 pode salvar esses postes?

Montagem sobre foto de Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Eduardo e Lula, padrinhos de postes com mesmos 6%

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Portal Terra - Recife, Portal Terra- São Paulo

Coincidências ou não tanto o candidato de Lula em São Paulo, o poste petista, Fernando Haddad, quanto o candidato de Eduardo Campos, em Recife, o poste socialista Geraldo Júlio, aparecem nas pesquisas na faixa de 6%, apesar dos padrinhos poderosos e fanfarrões.

Claro que a coisa está só começando e ainda vai passar muito dinheiro e conchavo por baixo da ponte.

A história começa a esquentar quando os partidos enchem os bolsos dos candidatos a vereadores, com verba do caixa 2. Eles são encarregados de comprar os líderes comunitários, que, por sua vez, distribuem “favores” nas comunidades em nome dos candidatos majoritários.

Nessas ocasiões há verdadeiros leilões pelos passes desses líderes, comunitários, alguns deles, também candidatos a vereadores. Uma dentadura, um milheiro de tijolos, um telhado novo, um botijão de gás, vão fazendo os eleitores bandearem-se para o lado indicado por esses benfeitores.

Esse submundo municipal, é um micro universo da política nacional, portanto, num como outro, há traições, corrupções, falsos apoios e gente que para ganhar mais dinheiro joga dos dois lados. No grande universo as negociações de compra de apoio, possuem lances maiores, que tanto pode ser um canal de televisão, ou, um cargo federal para administrar um cofre recheado.

Por isso, essa pesquisa de começo de campanha parece-se mais com a realidade eleitoral, do que as próximas que já virão contaminadas pela compra de eleitores.

A última pesquisa divulgada em Recife, feita pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, diz que o senador Humberto Costa (PT) tem 35,5%, o deputado federal Mendonça Filho (DEM) 20,7%, o candidato da Frente Popular do Recife, o poste de Eduardo Campos, Geraldo Júlio (PSB), está com 6,8%, e PSDB, Daniel Coelho (PSDB) com 5,6%.

Em São Paulo o instituto de pesquisa Datafolha divulgou, no mesmo período, o resultado da última pesquisa de intenção de votos, em segundo lugar aparece o ex-deputado Celso Russomanno (PRB), o poste de Lula, Fernando Haddad, que já teve 8%, depois do apoio de Maluf desceu e ficou estacionado com 6%, empatado com Soninha Francine (PPS), Gabriel Chalita (PMDB) e Netinho de Paula (PCdoB) - que deixou a disputa, para ganhar um canal de televisão prometido por Lula, para apoiar Haddad -, todos 6%.

As coincidências estão aí, tanto Lula quanto Eduardo veem os candidatos que eles não queriam na bica para se elegerem, ambos com a preferencia na faixa de 30% do seu eleitorado, enquanto seu apadrinhados estão no final da tabela com míseros, 6%. Agora é ver o que o caixa 2 pode fazer por esses postes apadrinhados. As próximas pesquisas dirão.

ESTAMOS ALERTANDO: Se ninguém tomar uma providência Humberto Costa acaba prefeito do Recife, se ele fizer por aqui, o mesmo que fez no Ministério da Saúde...(?) Vamos ter saudades de João da Bosta.


20 de jun. de 2012

Erundina põe Maluf e Lula no ventilador

BRASIL – São Paulo – Eleição 2012
Erundina põe Maluf e Lula no ventilador
Inexplicavelmente irritada com a união entre PT e o PP de Paulo Maluf, com o aval do ex-presidente Lula, a deputada Luiza Erundina, deixou o posto de vice na chapa de Fernando Haddad. Só ela não sabia que o PT ia se aliar ao PP. Na realidade, a paraibana, desconsiderada por Lula, ficou enciumada vendo o prestígio de Maluf. Eduardo Campos, não gostou, mas não passou recibo, vai deixar a poeira baixar para canonizar ou amaldiçoar Erundina. O que for mais conveniente.


IMAGEM BIÍBLÍCA - Sem ter nada de divino Haddad aparece biblicamente, na foto, entre dois personagens de reputação igualmente duvidosa

Postado por Toinho de Passira
Fontes: TSE – Eleição 2010, Veja, Correio do Brasil, Yahoo Noticias, Blog do Reinaldo Azevedo, Blog do Josias de Souza, Veja, Estadão , Wikipedia

A foto de Lula na casa do Paulo Maluf para abençoar o apoio do deputado à candidatura do petista Fernando Haddad, a prefeitura de São Paulo, foi muito forte para a deputada federal Luiza Erundina (PSB), que decidiu abandonar o barco da campanha, três dias após ter sido anunciada como a vice na chapa, na presença do presidente e dono do partido o governador pernambucano Eduardo Campos.

Soa estranho e desproporcional que uma mulher com uma vivência poítica tão ativa, conhecedora, como poucos, dos bastidores e subterraneos do Partido dos Trabalhadores, tenha de forma tão agressiva, regenegado a aliança do PT com o PR de Maluf.

Até nós, do “thepassiranews” , postados a mais de 2.500 km da capital paulista, sabíamos que o PT ia se aliar a Maluf no pleito de São Paulo. Noticiamos que a negociação havia sido fechada porque o governo federal nomeou o engenheiro, Osvaldo Garcia, afilhado de Maluf, na Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades.

Também não corresponde à realidade o fato da deputada Erundina afirmar que a foto em que Lula e Fernando Haddad aparecem ao lado de Paulo Maluf nos jardins da casa do deputado do PP em São Paulo “provocou repulsa”.

Lula comumente está em fotos comprometedoras ao lado de pessoas de má reputação. Mais que isso cultiva amizades repulsivas e vexatórias, desde os tempos de líder sindical, passando pelo cargo de Presidente da República.

Muito mais repulsivas são as fotos de Lula, como chefe de estado do governo brasileiro, ao lado de ditadores sanguinários como o cubano Fidel Castro e o iraniano Mahmoud Ahmadinejadd. Ou defendendo bandidos locais como o chefe da sofisticada quadrilha do mensalão José Dirceu.

A versão corrente é que a deputada ficou verdadeiramente irritada, porque o ex-presidente Lula e o PT, não prestigiaram e trataram de forma morna e desimportante o anúncio do seu nome como vice na chapa de Fernando Haddad

Lula não teria comparecido sob a desculpa de que estava recolhido a sua residência por ordem médica. O que não o impediu, três dias depois, de ir até a residência de Maluf, por exigência desse, para formalizar o apoio do PP a Haddad.

Foto: Paulo Pinto/Portal do PT

DEMOLIÇÃO - Erundina, toda dengosa, se lançando vice de Haddad : “...aliança (entre PT e PSB) é uma oportunidade para aprofundar o projeto de construção de país!” – disse na ocasião. Pelo jeito o prédio desabou.

HISTORIA

Lembrar que Erundina, há vinte anos, depois de ter deixado o cargo de prefeita de São Paulo, o mesmo PT a penalizou com um ano de cassação dos direitos e deveres partidários, por ter aceitado o cargo de ministra da Administração do governo do presidente Itamar Franco. Logo ela, que havia sido a estrela reluzente do Partido dos Trabalhadores, do qual é fundadora, por ser a primeira a se eleger para um cargo executivo de grande porte: a Prefeitura de São Paulo.

Mesmo depois da punição partidária ainda escolhida como candidata do PT à senadora em 1994, ficando em 3º lugar com mais de 4 milhões de votos. Tamém representou o PT na eleição municipal de 1996, quando perdeu, no segundo turno, para Celso Pitta, o afilhado político de Paulo Maluf.

Sem espaço político dentro da agremiação finalmente deixou o PT, após 17 anos de militancia, vindo a filiar-se, em 1998, ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), de Miguel Arrae, avô do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, aonde vem se elegendo desde então Deputada Federal pelo Estado de São Paulo.

No ano 2000, ela se candidata novamente à Prefeitura de São Paulo, mas perde a eleição para Marta Suplicy (PT).

Em 2008 foi convidada para ser a vice na chapa encabeçada por Marta Suplicy à prefeitura de São Paulo, o que era de seu interesse, mas o partido preferiu apoiar Marta sem participar da chapa.

Nas eleições de 2010, discorda do apoio de seu partido ao empresário Paulo Skaf para a disputa do governo de São Paulo e consegue, mais uma vez, se eleger para o Congresso Nacional, conquistando assim o quarto mandato seguido como deputada federal, sendo a décima mais votada do estado com 214.144.

O PT estava de olho nessa votação de Erundina, quase toda centralizada na capital. Ela obteve 178 mil votos na cidade de São Paulo, quase 3% de todos os votos válidos para Deputado Federal na capital paulista, o que não é pouco. As pesquisas dizem que por ser paraibana, Erundina tem grande prestígo, no eleitorado nordestino residente em São Paulo capital, que é considerada a maior cidade nordestina do país.

A saída de Erundina ruidosa, veemente e tão negativa, prejudica no momento a campanha de Fernando Haddad. Logo ela que havia sido anunciada como solução para ampliar os apoios a Haddad na militância do PT e no eleitorado da periferia.


PALAVRA FINAL - Eduardo assuntando o que fará com Erundina (?)

EDUARDO CAMPOS

O governador de Pernambuco, presidente e dono do PSB, Eduardo Campos, viu ir por água abaixo um esforço concentrado realizado para apoiar Haddad, incluindo a dolorosa determinação de fazer os membros do seu partido abandonarem os cargos que exerciam no governo Geraldo Alckmin (PSDB) que apoia José Serra (PSDB).

Frio e preciso, apressou-se em comunicar a Haddad que não conseguirá convencer Erundina de desistir na desistência. Adversária histórica de Maluf, ela deixou claro que sua continuação na chapa seria fator permanente de instabilidade política porque não recuaria um milímetro dos ataques que fizera ao ex-prefeito. "Ela disse que não se calaria, que não retiraria nenhuma das afirmações que fez", disse Eduardo Campos, por telefone, ao relatar a conversa com a deputada, que se recusa a posar no palanque ao lado de Maluf.

Por enquanto Eduardo mandou o PSV não reclamar do gesto do ex-presidente Lula, e sinalizou discretamente apoio à posição de Erundina ao destacar que em frentes partidárias existem alianças com as quais não se concorda. "O comando desse processo se dá pelo PT, não está no nosso controle. Quando se chega apoiando uma candidatura a gente sabe que não se tem comando dessas alianças", afirmou o presidente do PSB.

Eduardo Campos disse estar convencido de que só cabia ao partido agir rápido para não aprofundar a crise. Para reforçar a candidatura de Haddad, ele ofereceu ao candidato o poder de escolher seu novo companheiro de chapa no partido que lhe convier. Ele admite que no PSB o melhor nome seria o de Erundina e que o perfil dela é único no partido. "Uma expressão maior no PSB de São Paulo, como a Erundina, só tem uma", disse Campos. Sem uma alternativa a altura a oferecer, o PSB transferiu ao PT a responsabilidade de recompor a chapa.

Haddad foi pego de surpresa com a atitude de Erundina. Ele e Lula apostaram até o último instante que a deputada acabaria aceitando a aliança com Maluf. Coube a Campos consolar Haddad, garantindo engajamento total do PSB em sua campanha. "Entramos nessa candidatura de corpo e alma". A ligação ao candidato foi feita na presença de Erundina e, segundo Campos, a deputada colocou-se à disposição para auxiliar Haddad nas tarefas que ele julgar importantes. "Seja na rua, na TV, na militância, nos debates ou nos comícios", disse o presidente do PSB.

Eduardo vai avaliar depois se Erundina, com seu gesto, angariou mais prestígio e votos para próximos embates eleitorais ou prejudicou o partido. Por enquanto ela ficará no limbo do PSB e poderá ser e canonizada ou amaldiçoada depende da sentença final de Dudu, aquele que é dono do partido.


16 de jun. de 2012

Leilão: Maluf, quem dá mais…?

BRASIL – São Paulo – Eleições 2012
Leilão: Maluf, quem dá mais…?
Nesta semana, enquanto o Banco Mundial incluía Paulo Maluf, também procurado pela Interpol, na lista de corrutos internacionais, em São Paulo, tucanos e petistas, disputaram o apoio do ex-prefeito e ex-governador num nojento leilão político, cuja a moeda eram cargos no governo. NO correr do martelo, os tucanos perderam porque prometiam postos no governo de São Paulo, mas só depois das eleições. Os petistas ganharam por terem ofertando, de imediato, ao Partido Progressista, de Maluf, a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades.

Foto: Keiny Andrade/AE

OBJETO DO DESEJO: - Paulo Salim Maluf, disputado por tucanos e petistas

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Correio do Brasil, Noticia R7, Blog Julia Duailib, Portal do Banco Mundial

Nesta semana o Banco Mundial lançou um banco de dados que reúne informações sobre 150 casos internacionais onde houve, comprovadamente, a movimentação bancária de um montante igual ou superior a US$ 1 milhão relacionado à corrupção e desvio de dinheiro em investigações que ocorreram entre 1980 e 2011.

A proposta é estruturar um mapeamento global de iniciativas dedicadas a promover a transparência, visando coibir a corrupção ao redor do mundo. Batizado de “The Grand Corruption Cases Database Project”, o projeto teve origem num relatório publicado pelo Banco Mundial no final de 2011 chamado “mestres da manipulação de marionetes”, que investigou como governantes corruptos se utilizam das próprias estruturas legais dos governos para mascarar condutas indevidas.

Nesta lista de larápios internacionais estão alguns brasileiros como os banqueiros Daniel Dantas do Grupo Opportunity e Edemar Cid Ferreira, fundador e ex-presidente do Banco Santos.

Mas como não poderia deixar de ser, a estrela brasileira dessa lista é o deputado federal paulista, ex-prefeito de São Paulo, ex-governador e candidato a presidente da República Paulo Salim Maluf.

No banco de dados do Banco Mundial Maluf é citado duas vezes. Na primeira oportunidade, Maluf acusado pelo Procurador-geral de Nova Iorque de movimentar uma quantia de US$ 140 milhões no Banco Safra, entre 1993 e 1996. Durante esse período, era prefeito da cidade de São Paulo e participou de um esquema de desvio de verbas durante a construção da arterial Avenida Água Espraiada. O dinheiro foi transferido para contas de Nova York e, posteriormente, enviado para paraísos fiscais nas Ilhas do Canal no Reino Unido e, segundo as investigações, parte do dinheiro retornou ao Brasil para gastos com despesas pessoais e campanhas políticas.

Num outro processo, o ex-prefeito é acusado de desviar dinheiro oriundo de pagamentos fraudulentos para contas em bancos em Nova York e na Ilha de Jersey, no Reino Unido. Maluf e seu filho foram enquadrados nos crimes de apropriação indébita e lavagem de dinheiro e tiveram US$ 26 milhões bloqueados em contas de duas empresas, Durant Internacional Corporation e Kildare Finance Limited, que seriam de propriedade do político. As transferências de dinheiro entre as contas levantaram a suspeita da promotoria de Nova York, que decretou a prisão de Maluf colocando-o na lista dos mais procurados da Interpol em 2011.

Enquanto isso no Brasil, Maluf desfruta de um prestígio invejável, por ser dono de um partido que têm muitos votos na capital paulista e consequentemente dispõe de espaço no programa eleitoral gratuito, na TV. Sem se preocupar com a reputação de bandido internacional, do deputado Paulo Maluf, os principais partidos que disputarão a eleição a prefeitura do São Paulo, o PT e o PSDB, enfrentaram-se, num leilão, cuja moeda dos lances era cargos políticos, em busca do seu apoio.

A correr do martelo, Paulo Maluf, decidiu apoiar o pré-candidato do PT à Prefeitura da capital, Fernando Haddad. A decisão não foi baseada em programa de governo ou ideologia política, mas depois que Paulo Maluf, conseguiu emplacar um aliado, o engenheiro Osvaldo Garcia, na Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, que é controlado pelo partido de Maluf, em troca do seu apoio ao Governo Dilma.

Segundo noticia o Blog R7, o PP de Maluf, chegou a cogitar apoiar o pré-candidato do PSDB em São Paulo, José Serra, mas se afastou dos tucanos depois que o governador Geraldo Alckmin resistiu a abrir espaço para o partido de Maluf na Secretaria de Habitação do Estado. Alckmin aceitava negociar a vaga depois das eleições, mas Maluf, sem confiar nas promessas futuras dos tucanos queria ocupar a pasta imediatamente.

Com apoio do PP o candidato petista Fernando Haddad abocanha uma maior fatia de tempo na propaganda eleitoral obrigatória. Caso confirme também uma aliança com o PCdoB, os petistas terão 7min39s em cada programa, contra 6min38s de José Serra.

Ou seja, eles estão vendendo a alma por 1m1s.

Pior para a candidatura de José Serra, que nem conseguiu o apoio, nem vai poder acusar os petistas, por ter também tentado, de estarem aliados ao mafioso Maluf.

”Diga-me com quem andas, ou com quem queres andar, que eu te direi quem és”.


7 de jun. de 2012

Candidatura empacada – Merval Pereira

OPINIÃO
Candidatura empacada – Merval Pereira
”O tucano Serra diz que faz acordos com partidos, não pessoas, para exorcizar a presença no PR do mensaleiro Waldemar da Costa Neto nos bastidores da negociação. Já Lula considera estranho que o PR, estando na base aliada de Dilma, apoie um candidato tucano à prefeitura paulistana. Enfim, uma verdadeira geleia geral que só pode resultar em governos sem espinha dorsal e, sobretudo, sem valores a defender.”

Foto: J F Diorio/AE

Haddad escoltado por Lula fala no Programa do Ratinho. Nenhum partido aceitou fazer uma aliança com o PT para apoiar a candidatura do “novo” (Haddad) , o que diz muito da desconfiança com que os políticos a estão tratando, mesmo tendo Lula como seu fiador.

Postado por Toinho de Passira
Texto: Merval Pereira
Fonte: Blog do Merval

Se a medida para avaliar o potencial de uma candidatura é sua capacidade de agregar apoios partidários, a de Fernando Haddad à prefeitura paulistana continua empacada. Até o momento, nenhum partido aceitou fazer uma aliança com o PT para a disputa municipal, o que diz muito da desconfiança com que os políticos a estão tratando, mesmo tendo Lula como seu fiador.

Restam PSB e PCdoB como chances de aliança política para engordar o tempo de televisão e rádio na propaganda eleitoral gratuita. O PSB paulista, que fazia parte da base aliada do governador Geraldo Alckmin, prefere majoritariamente apoiar José Serra, e o governador Eduardo Campos está tendo que intervir para mudar essa tendência, atendendo ao pedido de Lula.

E o PCdoB tem em Netinho um candidato de fôlego curto, mas que pode ter uma base de votos importante para a eleição de vereadores e uma negociação no segundo turno. A tendência, no entanto, é que os dois partidos acabem aderindo à candidatura Haddad, mas o PSB fará isso sem entusiasmo.

Partidos da base aliada ou estão com o tucano José Serra, como o PV e o PR, ou estão tratando de suas próprias candidaturas, como o PMDB com Gabriel Chalita, o PP com Celso Russomanno ou até mesmo o PDT com Paulinho da Força.

É que, em circunstâncias como esta, é mais fácil ter uma candidatura própria para se resguardar para o segundo turno do que enfrentar diretamente Lula, negando-se a fazer a aliança, como fez o PR. Mas o PR tem razões próprias para demonstrar seu descontentamento com o governo.

O apoio do PR à candidatura à Prefeitura de São Paulo de José Serra, provocando lamentações no próprio ex-presidente Lula, que tentou em vão levar o partido para apoiar Fernando Haddad, o candidato petista que ele inventou, é exemplar da bagunça em que se transformou nosso sistema partidário.

O minuto e meio a que o PR tem direito na propaganda eleitoral gratuita de rádio e televisão faz com que o passado do partido seja absolvido em qualquer coligação partidária, seja do PSDB, seja do PT.

Afastado do governo Dilma por acusações de corrupção, o ex-ministro Alfredo Nascimento continua atuando como grande cacique político, barganhando os minutos que seu partido tem país afora, sem que o programa partidário ou a ideologia tenham alguma coisa a ver com as coligações que vai fechando.

O tucano Serra diz que faz acordos com partidos, não pessoas, para exorcizar a presença no PR do mensaleiro Waldemar da Costa Neto nos bastidores da negociação.

Já Lula considera estranho que o PR, estando na base aliada de Dilma, apoie um candidato tucano à prefeitura paulistana.

Enfim, uma verdadeira geleia geral que só pode resultar em governos sem espinha dorsal e, sobretudo, sem valores a defender.

O PMDB acredita que seu candidato, Gabriel Chalita, tem mais chances de ir para o segundo turno que Haddad e faz o jogo da coligação para contar com o apoio do PT num segundo turno contra Serra.

Se o caso é de apresentar um candidato "novo", então Chalita tem melhores condições do que Haddad, pois, além de ter um ar mais jovem que o do petista, tem mais experiência política, já tendo sido testado com sucesso nas urnas.

Essa estratégia de contrapor o "novo" ao "velho", tratando o candidato tucano como "desgastado", como disse Lula a seu respeito no "Programa do Ratinho", só tem despertado a indignação da senadora Marta Suplicy, barrada por Lula na pretensão de ser novamente candidata a prefeita justamente sob o argumento de que o partido precisaria de uma figura "nova" para sinalizar ao eleitorado que algo havia mudado.

Tudo isso para marcar a idade do candidato tucano, pois José Serra tem 70 anos, enquanto Fernando Haddad tem 49, mas atingindo a veterana senadora.

Acontece que a questão não deveria se resumir à idade do candidato, mas à maneira nova de fazer política, e isso até agora não se viu na campanha petista e, ouso dizer, não se verá, pois ela é fruto do mais antigo modelo de fazer política, a imposição pelo "cacique" de um nome de sua preferência, sem que as bases partidárias possam dar sua opinião.

Se uma prévia fosse feita, é provável que a senadora Marta Suplicy a vencesse com sobras, mesmo com Lula apoiando Haddad.

O PT fez em São Paulo o que está fazendo em Recife, onde desrespeitou as prévias para impedir a candidatura à reeleição do prefeito João da Costa.

Da conspiração para fazer do senador Humberto Costa o candidato oficial participa também o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que se oferece ao eleitorado como uma liderança jovem e renovadora, mas que tem hábitos de oligarca, seguindo a tradição de seu avô Miguel Arraes.

Hábitos, aliás, que Lula critica nos discursos de palanque, mas adota com grande gosto. Entre o que Lula diz e o que faz, apoiando as grandes oligarquias nacionais, como a dos Sarney no Maranhão, vai uma grande diferença.

Em São Paulo, Serra, o político "velho", que já concorreu três vezes à prefeitura, tendo sido eleito em uma delas, teve que disputar uma prévia dentro do PSDB pela primeira vez para concorrer, numa demonstração de que os "velhos" hábitos podem ser modificados, desde que se queira.


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda ao texto original

4 de jun. de 2012

Ausência de Marta melou lançamento de Haddad

BRASIL – São Paulo- Eleições 2012
Ausência de Marta melou lançamento de Haddad
Preterida na escolha do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, a senadora Marta Suplicy faltou ontem à festa de lançamento da campanha de Fernando Haddad e causou forte constrangimento à cúpula do partido e irritou Lula. O motivo deflagrador da rebelião, além das antigas mágoas, foi o fato de que ela teria sido chamada indiretamente de “velharia sem entusiasmo”, por Lula, no Programa do Ratinho

Foto: Antonio Cruz/ABr

Para Lula, Marta representa a “o velho e o desmotivado” do PT paulista> Ela, a rainha do botox e da cirurgia plástica rejuvenescedora, ficou p...

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de São Paulo, Blog do Reinaldo Azevedo, O Globo, Veja

A Senadora Marta Suplicy, 67 anos, embaraçou a festa de lançamento da campanha de Fernando Haddad, a Prefeitura de São Paulo, com sua espetacular ausência. Após ter confirmado a presença, não ter ido, não ter dado explicações e ter de deixado o celular desligado, assim como seus assessores, segundo a Folha de São Paulo, irritou o ex-presidente Lula e o pré-candidato, que havia preparado discurso com elogios à gestão dela no município (2001-2004).

"Fiquei chateado, né? Todos nós gostaríamos que ela estivesse aqui", disse Haddad. Questionado se Marta deu alguma justificativa, ele foi lacônico: "Não".

Apesar do desconforto, os petistas se esforçaram para não melindrar a ex-prefeita. Ela foi elogiada em quatro discursos, inclusive nos de Lula e do pré-candidato.

Derrotada nas últimas duas eleições municipais, a senadora queria disputar prévias contra Haddad. O PT a forçou a desistir e entregou a chapa ao preferido de Lula sem consulta aos filiados.

Depois disso, Marta se recusou a participar dos atos da campanha e fez críticas públicas à escolha do ex-rival.

Numa festa em homenagem a Lula no último dia 21, ela disse que "não basta o novo" para vencer a eleição paulistana.

Os petistas acreditam, devido os resultados dos últimos pleitos, que a ex-prefeita é puxadora de votos do PT na periferia, de São Paulo, exatamente onde Haddad é pouco conhecido. Por isso, a sigla acredita que o apoio explícito dela é fundamental na eleição.

Foto: Jorge Araújo/Folhapress

No lançamento da candidatura do ex-ministro Fernando Haddad (à esq.) a prefeito de São Paulo, a falta de Marta foi compensada com a presença de José Dirceu, o chefe da quadrilha dos mensaleiros, que cumprimenta Lula e sentou na mesa de honra.

O PT usou toques de superprodução no evento, que reuniu cerca de 2.000 pessoas num centro de exposições na zona norte da cidade.

Na entrada de Haddad, telões simulavam uma queima de fogos, acompanhada por sonoplastia. O publicitário João Santana, que fez campanhas de Lula e da presidente Dilma Rousseff, dirigia câmeras para a propaganda de TV.

Ele apresentou o jingle da campanha, em ritmo de rap, e o slogan "O homem novo para um tempo novo". Cartazes misturavam fotos de jovens a símbolos de redes sociais para reforçar a ideia de modernidade. Tudo para espantar a “velharia sem entusiasmo.”

Segundo o Blog do Reinaldo Azevedo, no “Programa do Ratinho”, a senadora e ex-prefeita foi humilhada, tratada como velharia, o que é obviamente injusto. Atenção! “Injusto”, deixo claro, segundo os critérios e a história do próprio PT. Lula foi notavelmente grosseiro com a “companheira”.

Respondendo a pergunta do apresentador, “Por que é que o Haddad foi escolhido para ser o candidato a prefeito?”, Lula respondeu:

— “Olhe, por uma razão muito simples: convivi com Haddad durante o tempo que eu fui presidente da República; convivi com a Marta durante 30 anos…”

— “A Marta já foi prefeita, uma belíssima prefeita em São Paulo, mas eu achava que era o momento de a gente apresentar uma coisa nova para a cidade de São Paulo. (...) Porque veja: o Fernando Haddad, com essa cara boa, bonita aí…” “Então eu acho, acho que São Paulo precisa ter alguém que tenha o entusiasmo que ele teve cuidando da educação no Brasil (…)”
Marta Suplicy filiou-se ao PT, em 1981, há 31 anos, quando o partido tinha apenas um ano de fundação. Sua entrada, como a do seu então marido Eduardo Suplicy, membros quatrocentões da elite paulistana (ela é neta do terceiro Barão de Vasconcelos e ele da tradicional família dos Matarazzo), foi saudada como um arejamento do partido, considerado até então como uma insignificante legenda de operários esquerdistas.

Lula não gostava do rei que Marta tinha na barriga, quando ele era Presidente da República e ela Prefeita de São Paulo
Apesar dessa militância histórica e importante, Lula vem tratando Marta na porrada, desde que ela não conseguiu se reeleger. Consta que quando sentada na cadeira de Prefeita de São Paulo, ela tinha um rei na barriga e tratava o então presidente num igual para igual, que o incomodava.

Eleitoralmente forte, comandando a maior cidade da americana latina, Marta tinha frequentes ataques de estrelismos imperiais, e por vezes não ouviu ou não atendia postulações do presidente Lula e pior ainda, desagradava com frequência o perigoso José Dirceu.

Naqueles tempos, Marta Suplicy, que apesar de ter se divorciado do senador Eduardo Suplicy, manteve o sobrenome do marido, imaginava-se no topo de uma onda em irreversível ascenção: após ser reeleita prefeita, disputaria o governo de São Paulo e depois, quem sabe, sucederia Lula na presidência.

Mas seu balão murchou quando em 2004, tentando a reeleição perdeu com 600 mil votos de diferença, para José Serra, no segundo turno.

Depois disso vem levando a pior, dentro do partido e nas urnas. Em 2006, perdeu para o colega de partido Aloizio Mercadante as prévias internas do PT, com quem disputou a indicação do partido para o Governo de São Paulo. Como consolação foi indicada a assumir a coordenação da campanha à reeleição do presidente Lula, no estado de São Paulo.

Lula assumiu o segundo mandato e não incluiu Marta imediatamente, na relação dos ministeriaveis. Foi uma espera penosa, desgastante e humilhante. Marta pretendia ser Ministra da Educação, uma pasta forte, que lhe daria projeção para tentar novo cargo executivo no futuro. Depois de muito esperar, Marta foi indicada por Lula, para o morno Ministério do Turismo. Dos tempos que foi ministra ficou registrado apenas que cuidando da crise dos aeroportos superlotados, ela disse que “os passageiros deviam relaxar e gosar...”

Saiu do ministério e consegiu a indicação do partido para se candidatar a prefeita de São Paulo, novamente e perde par Gilberto Kassab.

Foto: Agência Globo

Marta, mão de ferro, na vice-presidência do senado, repreendendo o ex-marido Eduardo Suplicy, por ter, na tribuna, extrapolado o tempo

Na onda da eleição de Dilma, surpreendentemente, cosegue se eleger Senadora da República por São Paulo e no Congresso se elegeu primeira vice-presidente do Senado.

Era tudo que bastava para a antiga Marta imperial retornar: sentada na bancada da presidência do senado, na ausência do presidente José Sarney, comando os trabalhos do plenário, com mão de ferro e não raro trata os companheiros senadores com um tom de superioridade a que eles não estão acostumados.

Dentro desse clima achava que seria a candidata natural, mais uma vez, a prefeita de São Paulo, e desde que começou a ouvir que Lula tinha outro candidato, insubordinou-se, exibiu sua desaprovação publicamente, e agora culminou com essa ausência vexatória, que turvou o pretenso triunfal lançamento da candidatura de Haddad. Na cobertura do lançamento da candidatura, a imprensa fala mais dela como desfalque do que do apagado e e desconhecido candidato Haddad.

Foto: José Cruz/Agência Senado

Acredita-se que Marta não vai resistir às pressões, e de uma forma ou de outra, acabará apoiando o candidato petista, pelo menos aparecendo no programa eleitoral da TV. Mas até lá, o candidato Haddad e o ex-presidente Lula vão ter que se submeter aos caprichos, rebolar e prometer mundos e fundos, para ter a velha e desmotivada Marta na campanha.

26 de mai. de 2012

Maluf cobiçado por Serra e Haddad

BRASIL – Eleições 2012
Maluf: cobiçado por Serra e Haddad
Além da Interpol, Paulo Maluf está também sendo procurado pelos políticos que disputam a eleição em São Paulo, capital. Todo mundo corteja o deputado, dono do PP, eleito com 479 mil votos, nas últimas eleições, de olho no tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV do seu partido. Ninguém parece se preocupar com a ordem de prisão internacional, estampada na página de Interpol, onde ele é acusado de fraudes, roubos, formação de quadrilha, falsificação e lavagem de dinheiro.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Interpol, Terra

O apoio do PP e do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), eleito em 2010 com 497 mil votos, está sendo disputado tanto pelo PT, quanto pelo PSDB em São Paulo. Os líderes tucanos e petistas tem cortejado o PP por ser o 4º maior partido do país com tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV.

As assessorias dos pré-candidatos José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) foram procuradas pelo Terra sobre a possível aliança com o partido do ex-governador e ex-prefeito de SP, durante as décadas de 1970, 1980 e 1990.

A equipe da pré-campanha de Haddad e seu diretório municipal negaram envolvimento nas negociações, embora o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, tenha ido até a residência de Paulo Maluf, cerca de três semanas, “em busca do apoio do deputado Maluf ao pré-candidato Haddad", conforme informação da assessoria do PT.

Por outro lado, a coordenação da pré-campanha de José Serra também afirmou que está negociando com o PP. Além da sigla malufista, o PSDB de São Paulo, que já conta com o apoio de DEM, Partido Verde (PV) e Partido Social Democrático (PSD), disse estar em busca também do apoio de outras duas legendas, Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e Partido da República (PR).

Questionada sobre uma possível perda de votos pela alta rejeição de Maluf demonstrada nas últimas pesquisas eleitorais em SP, a equipe do tucano desculpa-se afirmando que essa aliança "é uma coligação partidária entre PP e PSDB, e não envolve apenas o deputado".

Paulo Maluf disse através de sua assessoria que ele e a executiva estadual do PP devem decidir o apoio ao candidato, Haddad ou Serra, apenas no dia 15 de junho.

Como se pode ver, enquanto é procurado mundialmente, com ordem de prisão, pela Interpol, acusado de fraudes, roubos, formação de quadrilha , falsificação e lavagem de dinheiro, o nosso Maluf, por aqui, é um cobiçado aliado e um prestigiado ficha limpa.


13 de fev. de 2012

Marta bate o pé e não quer saber de Kassab

SÃO PAUL0 – Eleições 2012
Marta bate o pé e não quer saber de Kassab
”Marta resolveu chutar o balde em Brasília, comparando a aliança com Kassab a um pesadelo. "Corro o risco de acordar de mãos dadas com Kassab no palanque", disparou, descartando qualquer acordo com o prefeito”.

Foto: Antonio Cruz/ABr

Para quem não está reconhecendo, juramos de pés juntos, que esta é Marta Suplicy, repaginada, “botoxada’, plastificada, maquiada e remendada.

Kotscho
Fontes: Blog Balaio do Kotscho

A ex-prefeita Marta Suplicy não poderia ter escolhido melhor o dia e o lugar para mostrar toda sua mágoa com a direção do PT que a impediu de tentar mais uma vez voltar ao cargo de prefeita de São Paulo.

Em Brasília, após a reunião do diretório nacional e na véspera da festa de 32 anos do partido, Marta tinha todas as câmeras e microfones à sua disposição para detonar a aliança que o PT paulistano está costurando com o PSD do prefeito Gilberto Kassab.

Era o álibi que Marta esperava para justificar sua notada ausência na coordenação da campanha de Fernando Haddad, o ex-ministro da Educação escalado por Lula para defender a camisa do PT em São Paulo.

Antes de perder a vaga, Marta liderava todas as pesquisas de intenção de voto, mas seus índices de rejeição também eram altos, principal argumento utilizado pelos que não queriam sua candidatura.

Fez biquinho, engoliu em seco e tratou de garantir mais um ano na vice-presidência do Senado, rifando o acordo de revezamento que havia feito com o senador cearense José Pimentel.

Garantida no trono ao lado de Sarney, foi contemplada também com a indicação de seu ex-secretário Jilmar Tatto para novo líder do PT na Câmara.

Lula e o PT se empenharam para fazer agrados e trazer Marta de volta ao ninho, mas a decisão de abrir negociações com Gilberto Kassab, seu maior inimigo político na cidade, ao lado do ex-aliado José Serra, foi demais para o orgulho e o estômago da ex-prefeita.

Marta resolveu chutar o balde em Brasília, comparando a aliança com Kassab a um pesadelo. "Corro o risco de acordar de mãos dadas com Kassab no palanque", disparou, descartando qualquer acordo com o prefeito.

Afinal, nas últimas eleições paulistanas, em 2008, Marta enfrentou uma campanha duríssima contra Kassab, Serra e Alckmin, na época da aliança PSDB-DEM (hoje rebatizado de PSD).

Após pesada troca de acusações e insinuações, Kassab acabou vencendo no segundo turno e procurou de todas as formas desqualificar a administração petista.

Na Câmara Municipal, os vereadores do PT passaram os últimos quatro anos batendo duro no prefeito, qualificando sua gestão de elitista e higienista.

Como explicar agora aos militantes e aos eleitores, principalmente os da periferia, que sempre acompanharam Marta nas eleições, esta estranhíssima aliança com Kassab, que já chamei aqui de casamento de jacaré com rinoceronte?

Claro que o PT não está conversando com Kassab sobre afinidades programáticas nem projetos para melhorar a vida de quem mora nesta cidade, nem mesmo está atrás dos votos dele, até porque o prefeito tem altíssimos índices de rejeição.

Também não é por causa do tempo do PSD na televisão, que não passa de um minuto ( o partido ainda tenta conseguir mais alguma coisa no TSE).

Os olhos de Lula e Dilma miram não a eleição deste ano, mas a de 2014, tanto no plano federal como no estadual, em que o maior objetivo do PT é isolar o PSDB e, principalmente, José Serra, que levou Kassab para a prefeitura como vice em 2004.

Além disso, o prefeito oferece um respeitável dote político, dono da terceira maior bancada na Câmara. O PSD poderá ser muito útil para quebrar 20 anos de domínio do PSDB em São Paulo e ajudar na reeleição de Dilma, se algum dos atuais partidos aliados roer a corda.

Para Kassab, já que não tem candidato para ganhar as eleições, melhor mesmo é se aliar ao PT e assim escapar de ver sua administração bombardeada durante a campanha eleitoral.

Resta saber se vale a pena perder o apoio de Marta, tão necessário para apresentar Fernando Haddad ao eleitorado paulistano, para andar por aí de mãos dadas com Kassab, e correr o risco de confundir o eleitorado em outubro.

Virgem em campanhas eleitorais, como Dilma Rousseff era em 2010, Fernando Haddad conta com o apoio decidido de Lula, mas carrega também um passivo de ex-ministro envolvido nos rolos do Enem, polêmicos livros didáticos e de um tal de "kit-gay", que já está atiçando seus adversários na campanha.

Por enquanto, ainda não está definido quem será o candidato anti-PT desta vez. Se Kassab indicar mesmo o vice de Haddad e romper a velha aliança com os tucanos, Alckmin terá dificuldades para carregar um candidato sozinho, qualquer que seja.

Por ironia do destino, sem ser candidata, Marta poderá ser o fiel da balança desta campanha municipal ainda absolutamente indefinida na maior cidade do país. E ela sabe disso para valorizar o seu passe. Acima de tudo, Marta é Marta.


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

24 de jan. de 2012

Lula no palanque de Haddad.

BRASIL
Lula no palanque de Haddad
Em solenidade com tom de campanha, no Palácio do Planalto, o ex-presidente prestigiou o afilhado político, que concorrerá à prefeitura de São Paulo. O ex-ministro disse que vai começar a campanha na segunda-feira, como se a sua candidatura já estivesse oficializada e a campanha liberada pela Justiça Eleitoral. Com a palavra o TRE de São Paulo e o Superior Tribunal Eleitoral. Aproveitando a ocasião Dilma deu posse a Mercadante no Ministério da Educação, como se vê os governos petistas não levam a sério a educação no país.

Foto: Domingos Tadeu/PR

Mercadante, Michel Temer, Dilma, Lula, Sarney e Haddad na cerimônia de posse dos ministros, em Brasíla.

Postado por Toinho de Passira
Fontes:Veja

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou ao Palácio do Planalto pela primeira vez desde que deixou o posto, nesta terça-feira, para prestigiar a despedida de Fernando Haddad do comando do Ministério da Educação (MEC). Haddad, que entregou o cargo a Aloizio Mercadante, teve a pré-candidatura à prefeitura de São Paulo apadrinhada por Lula. O novo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, tomou posse no lugar de Mercadante.

Em seu discurso, Haddad fez questão de agradar o padrinho. Disse que foi uma honra ter trabalhado com um metalúrgico. "Falo isso como um professor universitário", afirmou. Em tom eleitoreiro, agradeceu a confiança da presidente Dilma Rousseff e disse que estava emocionado por "poder aprovar projetos ousados, poder sonhar com um Brasil diferente, elevar a esperança de jovens brasileiros".

O agora ex-ministro disse, na segunda-feira, que este seria seu primeiro dia de campanha - embora a candidatura não esteja oficializada e a campanha não esteja liberada pela Justiça Eleitoral -, o que suscitou críticas de opositores. A solenidade no Palácio do Planalto ganhou ares de palanque com manifestações de apoio à candidatura. A presidente Dilma não poupou elogios, e chamou Haddad de "grande ministro da Educação", abençoando a candidatura.

"Sempre que uma pessoa talentosa vai enfrentar um desafio, a gente tem que ficar feliz. Nenhum de nós pode ficar onde está, tem que ir além”, disse a presidente. “Fico feliz e ao mesmo tempo infeliz porque se trata de um excepcional gestor público, grande educador e amigo querido.”

Ela voltou a elogiar o Enem. E, parecendo inspirada pela presença de Lula, fez até uma analogia. "Projeto é que nem criança, se você não acompanhar, não melhora. Você tem que mudar o que está errado", afirmou. "Seria soberba imaginar projeto que nasce é perfeito, ele precisa do teste da realidade. Esses desvios temos a humildade de reconhecer e corrigir."

Tido como técnico, até o novo ministro da Ciência e Tecnologia fez um discurso político em favor de Haddad: "Seu trabalho em São Paulo terá o nosso apoio", disse. Raupp também citou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), com quem disse ter trabalhado. Sem cerimônia, chamou o vice-presidente Michel Temer de "amigo" e elogiou Mercadante e Dilma: "A eficiência gerencial e exigência de otimização de recursos é uma tônica na atuação dela.

"Haddad também se defendeu das críticas às falhas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em sua gestão. "A cada desafio lançado - e não foram poucos -, o debate se instalava, com turbulências conhecidas e retorno favorável aos avanços, seja na questão das universidades publicas, seja no Enem", disse.

Ao sucessor Aloizio Mercadante, Haddad disse que o MEC é "apaixonante": "Na sua gestão tenho certeza, Mercadante, que a educação vai avançar muito mais. Estarei na minha cidade torcendo muito para ver você anunciar indicadores de crescimento".

O ex-ministro da Ciência e Tecnologia e novo ministro da Educação, que emplacou o sucessor no posto, disse que a pasta "não podia estar em melhores mãos" e destacou a trajetória de Raupp.

Lula roubou a cena durante a cerimônia. A presença do ex-chefe do Executivo fez com que políticos petistas e até da oposição interrompessem as férias para prestigiar ao evento, como o presidente do PT, Rui Falcão, e o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

Foto: Agência Brasil

LULA, O MILONGUEIRO - O ex-presidente parecia dançar um tango com Dilma, enquanto descia a rampa do Salão Nobre do Planalto.

De chapéu e terno pretos, Lula desceu a famosa rampa do Salão Nobre do Palácio do Planalto ao lado da presidente Dilma Rousseff e foi aplaudido. Ele enfrenta um câncer na laringe desde outubro de 2011.

A presença do ex-presidente emocionou Dilma. “Para mim é uma honra, pela primeira vez nosso presidente Lula voltar ao Planalto. Com o passar do tempo, a gente fica um monte de chorões. Eu também posso, por não poder conter as lágrimas, chorar”, afirmou. Mercadante também ficou com a voz embargada em seu discurso.

Por pior que tenha sido, temos a impressão que Mercadante a frente do Ministério da Educação, vai fazer a gente sentir saudades de Haddad e suas trapalhadas pontuais.