Mostrando postagens com marcador Aécio Neves. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aécio Neves. Mostrar todas as postagens

19 de dez. de 2014

PSDB pede no Tribunal Superior Eleitoral cassação de Dilma e Temer

BRASIL – Eleição 2014
PSDB pede no Tribunal Superior Eleitoral
cassação de Dilma e Temer
O PSDB acusa a coligação vencedora, encabeçada por Dila e Temer, de uso da máquina e abuso do poder econômico, questiona a legitimidade da eleição e pede cassação dos eleitos

Foto: Alvarelio Kurossu/Ag RBS - Alan Marques/Folha

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Josias de Souza
Fonte: Blog do Josias de Souza

Pouco antes da cerimônica de posse de diplomação de Dilma Rousseff e Michel Temer, reeleitos em outubro, o PSDB protocolou no TSE uma ação inédita. Na peça, o partido acusa a coligação vencedora de uso da máquina e abuso do poder econômico, questiona a legitimidade da eleição, pede a cassação do registro da dupla vencedora e reivindica que sejam empossados os tucanos Aécio Neves e Aloysio Nunes Ferreira nos cargos de presidente e vice-presidente da República.

Diz a petição: “A eleição presidencial de 2014, das mais acirradas de todos os tempos, revelou-se manchada de forma indelével pelo abuso de poder, tanto político quanto econômico, praticado em proveito dos primeiros réus, Dilma Vana Rousseff e Michel Miguel Elias Temer Lulia, reeleitos presidente e vice-presidente da República, respectivamente.”

Prossegue o texto: “De fato, foram tantos os ilícitos perpetrados que, no curso da campanha, tornou-se possível compreender que se cuidava de uma ação coordenada visando a garantir o êxito do projeto reeleitoral dos investigados, trazendo derradeiras luzes sobre a expressão que, num típico ato falho, foi utilizada pela Presidente Dilma Rousseff ao entregar, ainda em 4 de março de 2013, um conjunto residencial inserido no programa ‘Minha Casa Minha Vida ‘em João Pessoa-PB: ‘… nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição…’.”

 COMENTAMOS:  

  A ação do PSDB tem fundamento, embora seja remotíssima a possibilidade do STE aceitar os termos propostos.

Lembrar que nesta história da delação premiada do petrolão os agentes afirmam que algumas doações eleitorais de empreiteiras, feitas como atos legais, eram na verdade fruto de propinas originarias de obras superfaturadas da Petrobras.

Comprovado que dinheiro de propina, em grande volume, ou mesmo em pequena monta, foi depositado na conta da campanha, com consentimento dos beneficiados, pode sim gerar a cassação a cassação do registro da candidata, entre outras coisas por utilizar a máquina pública em seu beneficio e abuso do poder econômico.

Lembrar também que as contas de campanha da candidata foram aprovadas com restrições e que o material que provocou a restrição, irregularidades na arrecadação e nas despesas, foram remetidas ao Ministério Público, à Receita Federal, ao Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) para apuração de possíveis irregularidades e identificação dos responsáveis.
Leia à integra texto da ação movida pelo PSDB e pela coligação que deu suporte político à chapa Aécio-Aloysio.

10 de nov. de 2014

Do outro lado do espelho (Ou o começo do governo Aécio)

BRASIL – Governo Aécio?
Do outro lado do espelho
(Ou o começo do governo Aécio)
Engulam o choro, levianos! Podia ser pior. Ricardo Noblat supõe o que aconteceria se Aécio ganhasse a eleição e começasse a fazer o que Dilma anda fazendo.

Postado por Toinho de Passira
Texto de Ricardo Noblat
Fonte: Blog do Noblat

Os adversários de Aécio Neves passaram as últimas semanas de campanha alertando que ele faria no governo o que negava que fosse fazer. Nem por isso Aécio escreveu uma Carta ao Povo Brasileiro.

Uma vez eleito, contudo, esqueceu tudo o que disse, mas não escreveu, que não é bobo como foi Fernando Henrique. Ao cabo, avalizou o saco de maldades desembrulhado de imediato por seus auxiliares. Confira.

Armínio Fraga, ministro da Fazenda, aumentou a miséria extrema. Gente que vive com até R$ 70,00 mensais passou de 3,6% para 4% da população – mais 371 mil pessoas. Agora, os miseráveis são 10,5 milhões de brasileiros e brasileiras.

Na campanha, Aécio lembrou que a FAO havia tirado o Brasil do mapa da fome. Bobagem, claro, mas a FAO, órgão da ONU, é comandada por um companheiro dele e deu uma mãozinha.

No Banco Central, Neca Setúbal, a banqueira de Marina Silva e herdeira do Itaú, subiu a taxa de juro para 11,25% - o maior juro real do mundo. Com isso, a comida sumiu do prato das famílias mais pobres e as letrinhas dos livros escolares.

A PetrobraX aumentou os preços da gasolina e do diesel. Considerando que o frete é 30% do custo da comida, os preços no supermercado crescerão mais. Melhor substituir o ovo por alguma promoção de miojo com prazo de validade perto de vencer.

Aécio afirmou que vai “fazer a lição de casa” e combater a inflação - embora na campanha tenha dito que a inflação estava sob controle, mas era mentira só para ganhar a eleição, bobinhos.

Armínio mandou cortar gastos do governo, encolher os bancos públicos, conter benefícios sociais e aumentar o desemprego. Sim, porque vocês também lembram que Aécio observou na campanha que se baixasse a inflação o desemprego aumentaria.

A ANAEEL, aparelhada pelo PSDB, autorizou aumentos na conta de luz. Para os ricos do Rio, aumento de 20%; para os pobres do Norte, tipo Roraima, de 54%.

Quem mandou acreditar que a adversária é que faria tarifaço, não é? Deviam ter aprendido com o Collor, que disse na eleição de 1989 que Lula confiscaria a poupança. Deu no que deu. Daqui até 2018, tomem memoriol, queridos!

O Operador Nacional do Sistema do governo Aécio avisôôô, avisôôô, avisôôô que vai rolar racionamento de energia no verão, vai rolar! É que seca é seca e mané é mané: não chove na Cantareira do Alckmin, mas também não chove nos reservatórios das hidrelétricas. E reservatórios vazios não movem turbinas.

Sim, o desmatamento da Amazônia que Aécio dizia estar sob controle, disparou em agosto e setembro: devastados 1.626 km², aumento de 122%.

Mais herança maldita para azucrinar Aécio: devemos os tubos e conexões. As contas públicas de setembro tiveram o pior resultado da história com rombo de R$ 25,5 bilhões. É muito, mas não é. Na PetrobraX, surrupiaram sem contabilizar uns R$ 10 bilhões.

A balança comercial de outubro foi a pior desde 1998. Aécio acha, segundo Armínio, que a culpa é do povo que enricou e pegou mania de fazer as compras do mês em Miami. Por enquanto, era isso. Beijinho no ombro, caros leitores.

PS: Engulam o choro, levianos! Podia ser pior.

A vitória deles – aqueles “eles” lá do outro lado – seria um “retrocesso neoliberal”. Inclusive, o chefe da seita deles comanda sessões de “machismo, racismo, preconceito, ódio, intolerância e nostalgia da ditadura militar”, segundo recente resolução partidária.

Dizem até que degola bodes, mas aí já acho que é maldade dos nossos blogueiros progressistas.

5 de nov. de 2014

AÉCIO NEVES: Oposição sem trégua - Merval Pereira

BRASIL – Opinião
AÉCIO NEVES: Oposição sem trégua
Fortalecido pelas urnas, Aécio pretende dedicar sua atuação no Senado a um combate permanente ao PT e ao governo Dilma

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Senador Aécio Neves chegando ao Congresso Nacional, ontem, recebido por simpatizantes que o aguardavam

Postado por Toinho de Passira
Texto de Merval Pereira
Fonte: Blog do Merval

Com um discurso firme e sem subterfúgios, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, marcou ontem sua volta à luta política depois da derrota para a presidente Dilma na disputa pela presidência da República, com a atitude de quem pretende assumir a liderança da oposição brasileira e não dar tréguas ao governo que, embora tendo sido eleito legitimamente, não tem crédito para contar com a boa vontade da oposição, hoje representante de quase metade dos eleitores que votaram na eleição presidencial.

Fortalecido pelas urnas, Aécio pretende dedicar sua atuação no Senado a um combate permanente ao PT, assim como a oposição de diversos matizes, que não está disposta a dar espaços para o PT, no Congresso e também nas ruas. A oposição oficial se afasta, como não poderia ser diferente, de manifestações golpistas que surgem aqui e ali nas primeiras passeatas antipetistas registradas logo depois das eleições. Esse não é o sentimento majoritário da oposição brasileira, mas caberá ao governo afastar-se também de seus radicais. E afastar, sobretudo, a ameaça de alinhar-se, mais do que já acontece, aos governos bolivarianos que pregam a revolução no continente.

O acordo de cooperação entre o governo venezuelano e o MST, firmado em solo brasileiro, é ato de provocação radical que só acontece devido à complacência do governo brasileiro com seus vizinhos bolivarianos. E a saudação de Nicolas Maduro à reeleição da presidente Dilma, como se fosse o sinal de um aprofundamento da revolução na América Latina mostra de que, pelo menos para os venezuelanos, estamos seguindo os seus passos. Resta à presidente reeleita mostrar com atos que não se trata disso.

24 de out. de 2014

Financial Times destaca "jogo sujo" da campanha de Dilma, tanto no 1º quanto no 2º turno das eleições

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
Financial Times destaca "jogo sujo" da campanha de Dilma, tanto no 1º quanto no 2º turno das eleições
Jornal britânico cita ataques do PT contra Marina Silva e destaca declaração de Lula, que comparou candidato do PSDB a nazista

Foto: Joel Silva/Folhapress

Os candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) e a candidata derrotada no primeiro turno Marina Silva (PSB), foram as maiores vítimas de difamação

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Financial Times, IstoÉ, Veja

O jornal britânico Financial Times publica reportagem nesta quinta-feira com crítica ao debate político na reta final das eleições presidenciais no Brasil. Ao citar os ataques contra Marina Silva (PSB), o jornal destaca a acusação de que o PT usou "táticas de difamação" contra opositores.

O FT diz que a ex-ministra do Meio Ambiente acusa a campanha de Dilma Rousseff (PT) de "espalhar mentiras". Entre as acusações que teriam sido feitas contra Marina no 1º turno das eleições, estão a de que a candidata era homofóbica.

"Marina Silva acusa o PT de Dilma Rousseff de usar servidores públicos para espalhar mentiras pelas redes sociais e contatos comunitários, como o alerta de que a candidata que é evangélica iria proibir videogames", diz o texto.

Em afirmação citada pelo jornal britânico, Marina diz que "uma coisa terrível que eles (PT) disseram era que eu sou homofóbica e que uma pessoa gay tentou se aproximar de mim e meus seguranças bateram com tanta força que ele morreu". "Você não tem ideia do que essas pessoas fizeram", completou a ex-ministra ao Financial Times.

No segundo turno, a bateria volta-se contra o candidato Aécio Neves (PSDB) e o FT cita a afirmação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comparou o tucano a um nazista.

"O tom negativo da campanha tem frustrado muitos membros da crescente classe média baixa do Brasil que estão desesperados para que os políticos debatam as questões críticas para o bem-estar, como a melhora da saúde pública, transporte e segurança", diz o jornal.

A reportagem trata, também, de respostas de apoiadores do tucano que comparam "a abordagem de Dilma Rousseff na economia com a de Cristina Kirchner na Argentina, cujos métodos intervencionistas a fizeram impopular com os mercados financeiros", diz o texto.

23 de out. de 2014

Desmentida a farsa petista sobre a inadequada “vacina de cavalo” nas prestações de contas do governo Aécio

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
Desmentida farsa petista sobre inadequada “vacina de cavalo” nas prestações de contas do governo Aécio
Ou: a mentira tem pernas curtas, é gorda e quer ser reeleita


Conselheiro citado por Dilma esclarece e detona a presidente: ela “citou como se fosse um assunto tão grave como os assaltos do seu governo na Petrobras”

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Felipe Moura Brasil, O Tempo

No debate da Record, Dilma citou, fora do contexto, uma frase do conselheiro do Tribunal de Contas de Minas Gerais, Sylo Costa, que estranhava no seu voto, que “uma vacina para cavalo estava contabilizada com gasto em saúde”, em 2005, durante discursão do exame da prestação de contas daquele ano do governo Aécio Neves.

O marqueteiro do PT, João Santana, municiou Dilma com a história, para lançar contra o candidato tucano ares de desconfiança quanto ao mau uso do dinheiro público, coisa que a candidata precisa fazer para tentar igualá-lo ao PT neste quesito, em meio aos escândalos consumados de corrupção do partido, especialmente na Petrobras.

”A mentira tem perna curta, sim, mas braços longos. Os petistas sabem que o desmentido quase nunca tem a mesma força que o embuste original – e contam com isso para semear a confusão”.

Em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal O Tempo, do qual é colunista, o próprio ex-conselheiro, Sylo Costa, esclareceu que neste caso, “vacina para cavalo foi gasto com a saúde, sim”.

Veja o trecho do artigo do Conselheiro, que esclarece o caso.

Explicação necessária sobre o óbvio

Texto de Sylo Costa
Fonte:  O Tempo

........................................................................

Bem, quase caí da poltrona durante o debate do último domingo, quando ouvi Dona Dilma, com ar triunfal, declarar que eu teria dito, na qualidade de relator das contas do então governador Aécio Neves, que vacina para cavalo foi contabilizada como despesa de saúde.

O que ela pretendeu fazer – como de hábito, aliás – foi manipular os fatos, numa tentativa de atacar seu adversário.

Explico: como relator, orientado por minha assessoria, mandei retirar da conta da Secretaria de Saúde uma fatura de compra de vacinas sem especificação e lançá-la na conta da Secretaria de Agricultura, erro material que não afetava o cumprimento do índice constitucional da saúde.

Tanto que me posicionei pela aprovação das contas. O parecer prévio sobre as contas do governador foi aprovado por unanimidade. Posteriormente, recebi da Secretaria de Agricultura a informação de que a compra das vacinas era mesmo para a saúde, já que se tratava de vacinas contra aftosa para experimentos da Fundação Ezequiel Dias.

Quanto à existência de ressalvas – as quais, diga-se, sempre se referem à presença de erros materiais, que, constatados a tempo e a hora, podem ser corrigidos –, isso é mais que comum numa prestação de contas com mais de 40 mil itens.

Foi esse pequeno erro material que Dona Dilma citou como se fosse um assunto tão grave como os assaltos do seu governo na Petrobras e em quase tudo o que o governo federal mete o nariz. Parece coisa de gente que se faz de louca...

O Brasil vai ter que trabalhar uns 20 anos para pagar a conta desses governos do PT. Mas, no domingo, milhões de tucanos ou apartidários como eu estarão enchendo as urnas para o bem do Brasil.


Leia o artigo de Sylo Costa a integra: Explicação necessária sobre o óbvio

18 de out. de 2014

The i-Piaui Herald: Pressão de Dilma sobe dois pontos e ultrapassa o PIB

BRASIL – Humor
The i-Piaui Herald:
Pressão de Dilma sobe dois pontos e ultrapassa o PIB
Segundo o Datafolha, a pressão de Dilma subiu dois pontos esta manhã e voltou ao patamar normal por volta de meio dia.


"Responde ou passa?", perguntou a repórter do SBT

Postado por Toinho de Passira
Fonte:  The i-Piaui Herald

CUBA - Recuperada da carência de pré-sal no sangue que derrubou sua pressão após o debate, Dilma Rousseff creditou sua melhora de saúde ao programa Mais Médicos. Já de pé, escorada por 14 doutoras cubanas, revelou o exato momento que provocou o piripaque: "A repórter do SBT estava com um perfume Jequiti nº 5 tão forte que perdi todos os sentidos", justificou. Em seguida, deu ordens para que o BNDES invista R$ 30 bilhões no Boticário. "Será a Friboi das fragrâncias", explicou.

Dilma chegou a pedir um copo d´água, mas houve por parte da plateia uma reação indignada: "Água!???", supreendeu-se um marqueteiro tucano. "Aqui é champanhe, minha senhora. Água é coisa de gente leviana", completou, após pausa reflexiva.

Segundo o Datafolha, a pressão de Dilma subiu dois pontos esta manhã e voltou ao patamar normal por volta de meio dia. "Trata-se de um crescimento mais parrudo que o do PIB no último trimestre", ressaltou o diretor-geral, Mauro Paulino. "Mas este é apenas um retrato do momento presidencial", ressalvou, repetindo que "a margem de erro é de meio ponto arterial para mais ou para menos". Os mercados reagiram mal à retomada da pressão da presidenta. A bolsa despencou 33 pontos, com forte queda nas ações da Aspirina.

Animado com a audiência elevada do debate, Silvio Santos quer incorporar os presidenciáveis à grade da programação. "Primeiro, chamei Aécio e Dilma para debaterem no programa Casos de Família. E, depois das eleições, sugeri que os dois se reconciliem no Namoro na TV, ha-haê", explicou o apresentador.

17 de out. de 2014

RICARDO NOBLAT: “No debate do SBT, Aécio fez picadinho de Dilma”

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
RICARDO NOBLAT:
“No debate do SBT, Aécio fez picadinho de Dilma”
Se alguém quase se rendeu a baixarias foi Dilma.

Foto: Nelson Almeida/AFP

Aécio Neves e Dilma Rousseff, debate SBT

Postado por Toinho de Passira
Texto de Ricardo Noblat
Fonte:  Blog do Noblat

Aécio Neves deixou de ser tucano.

Na versão política, tucano é uma ave que, apesar do bico grande, bica com delicadeza. É capaz de perder a vida para não perder a elegância. Foi assim, por exemplo, com Serra no primeiro debate do 2º turno contra Dilma em 2010.

De certa forma foi assim também com Aécio no debate da última terça-feira contra Dilma na Rede Bandeirantes de Televisão.

Quem imaginou que ele, ontem, no debate do SBT, ofereceria a outra face para apanhar, enganou-se.

O instinto de sobrevivência empurrou Aécio para cima de Dilma, e dessa vez foi ela que não estava preparada para enfrentar tamanha fúria.

Marqueteiros costumam dizer que o eleitor detesta troca de ataques entre candidatos. Lorota.

O eleitor diz que detesta para aparecer bem na foto – mas ela gosta de ataques, sim. Os ataques só não podem resultar em baixarias.

Se alguém quase se rendeu a baixarias foi Dilma quando tentou aplicar uma pegadinha em Aécio. Perguntou o que ele achava da lei que pune motoristas que dirijam bêbados ou drogados.

Uma vez, no Rio, Aécio foi surpreendido por uma blitz da Lei Seca. E se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Se Dilma sabe que ele estava bêbado ou drogado deveria ter dito. É uma grave acusação que não pode apenas ser insinuada. Ela preferiu insinuar. Leviandade.

No debate da Band, Dilma impôs a Aécio sua agenda de discussão. Acuou-o com perguntas sobre o governo dele em Minas. Aécio saiu derrotado.

No debate do SBT, Aécio impôs sua agenda. E rebateu os ataques de Dilma com calma, lógica e argumentos bem pensados. Foi impiedoso.

Dilma voltou a perguntar pelos parentes que Aécio empregou no governo de Minas. Aécio respondeu sobre apenas um deles – sua irmã, Andrea, que trabalhou no governo sem nada ganhar.

Em seguida, Aécio perguntou a Dilma pelo irmão dela, “que ganha sem trabalhar” da prefeitura de Belo Horizonte. Dilma fugiu da resposta. E começou a falar em "dilmês"

Aécio carimbou na testa de Dilma que ela não conhece direito Minas Gerais. Dilma passou recibo da acusação.

O debate acabou com Dilma nocauteada. Não é força de expressão.

Desorientada, como se não soubesse direito onde estava e o que lhe aconteceu, Dilma perdeu a voz ao responder à pergunta de uma repórter do SBT. Esqueceu que estava ao vivo. E, aparentemente grogue, pediu para recomeçar.

Não conseguiu. Alegou então que estava passando mal. Uma queda de pressão. Foi socorrida com um copo de água. Arranjaram-lhe uma cadeira.

Quis voltar à responder à repórter. Como seu tempo acabara, se irritou com ela. Chamou-a de "minha querida".

Desfecho perfeito para uma luta que perdeu.

Imagem SBT

Dilma passando mal ao vivo.


*Acrescentamos fotos e legendas à publicação original

The Economist: Brasil precisa se livrar de Dilma e eleger Aécio

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
The Economist:
Brasil precisa se livrar de Dilma e eleger Aécio
Revista britânica faz capa sobre as eleições brasileiras. Cita as mudanças de que o país precisa para voltar a crescer. E sentencia: só Aécio pode fazê-las. Ao defender as propostas do tucano a condução da política econômica e diz que ele é assessorado por uma equipe "impressionante", citando o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga.


Ilustração do artigo da Economist mostra Carmem Miranda desolada e com frutas podres no turbante

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The Economist, Veja, BBC Brasil, Carta Capital, Época

Uma figura que faz lembrar Carmen Miranda, mas com ar enfadonho e que carrega sobre a cabeça frutas apodrecidas. É com essa imagem que a conceituada revista britânica The Economist acompanha a seguinte frase: por que o Brasil precisa de mudança. A edição distribuída na América Latina traz nesta sexta-feira capa que trata das eleições no Brasil. E sentencia: os eleitores brasileiros devem se livrar de Dilma Rousseff e eleger Aécio Neves.

O texto lembra que em 2010, quando Dilma foi eleita, o Brasil parecia finalmente fazer jus a seu imenso potencial. A economia crescia a 7,5% ao ano. Quatro anos depois, a economia patina e os avanços sociais andam em marcha lenta. E lembra que em junho do ano passado milhões de brasileiros saíram às ruas para protestar por melhores serviços públicos e contra a corrupção.

Depois de fazer um panorama das viradas que marcaram a corrida eleitoral no Brasil, o texto trata da atual situação econômica do país. Ao citar a crise econômica mundial – apontada por Dilma como a culpada pelo atual quadro brasileiro –, a revista salienta que o país tem se saído pior do que os vizinhos latino-americanos no enfrentamento da questão.

Cita ainda a intromissão constante do governo federal nas políticas macroeconômicas e as tentativas de interferir no setor privado como responsáveis pela queda nos investimentos.

Ao tratar dos problemas de infraestrutura e da burocracia que atravanca o país, a revista afirma que Dilma reforçou a mão do Estado na economia, servindo-se favores para iniciados, como incentivos fiscais e empréstimos subsidiados de bancos estatais inchados. A Economist diz ainda que Dilma prejudicou a Petrobras e a indústria de etanol, mantendo o preço da gasolina contido à força “para mitigar o impacto de sua política fiscal frouxa”. Cita ainda os sucessivos escândalos que envolvem a estatal.

A Economist trata, por fim, dos ataques perpetrados pela campanha petista contra Aécio. Classifica como infundadas as alegações de que o tucano colocaria fim ao Bolsa Família – e lembra que ao longo dos anos o PT caricaturou o PSDB como um partido “de gatos gordos sem coração”. O texto explica que as políticas propostas por Aécio, ao contrário do que quer fazer crer o PT, beneficiariam os brasileiros mais pobres. Diz que ele promete fazer o país voltar a crescer. E que sua história e a de seu partido tornam a promessa crível.

Afirma que Aécio tem uma equipe impressionante de conselheiros liderados por Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, que é respeitado por investidores. Cita as promessas de retorno a políticas macroeconômicas sólidas, de redução no número de ministérios, de simplificar o sistema fiscal e aumentar o investimento privado em infraestrutura. E sentencia: Aécio merece ganhar.

“Aécio lutou de forma tenaz na campanha e já deu provas de que pode fazer funcionar suas políticas econômicas. A maior ameaça aos programas sociais no país é a forma como o PT hoje conduz a economia. Com sorte, o apoio de Marina Silva, que já foi do PT e nasceu na pobreza, deve ajudá-lo. O Brasil precisa de crescimento e de um governo melhor. Aécio é quem tem mais condições de fazê-lo”, encerra o texto.

15 de out. de 2014

DEBATE: Um verdadeiro massacre do “libertador”

BRASIL – Eleição 2014 · 2º Turno – Opinião
DEBATE: Um verdadeiro massacre do “libertador”
A diferença de postura é gritante. O PT não estava preparado para enfrentar um tucano com mais carisma e, ao mesmo tempo, tanta firmeza. Aécio se destaca até mesmo entre os demais tucanos nesses quesitos, enquanto Dilma consegue ser pior do que os demais petistas. Assim foi covardia.

Foto:Ivan Pacheco/VEJA.com

Os dois candidatos à Presidência, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), participam do primeiro debate do segundo turno promovido pela Rede Bandeirantes, na noite desta terça-feira (14)

Postado por Toinho de Passira
Texto de Rodrigo Constantino
Fontes: Veja - Blog do Rodrigo Constantino

O primeiro debate do segundo turno foi um total massacre de Dilma por Aécio Neves. Dilma parecia mais confusa do que o normal, mais nervosa, desarticulada. Pensei que o russo era uma língua difícil, até conhecer o “dilmês”. Não se sabe se anotou a placa do caminhão que a atropelou.

Dilma chegou a perguntar sobre a Lei Maria da Penha, e confesso que desconfiei se tratar de uma possível denúncia feminina do massacre que sofreu no debate. Apanhou muito. Aécio estava bem afiado, chegou com firmeza.

Para começo de conversa, o tucano olhou bem nos olhos de Dilma e a acusou de produzir inverdades o tempo todo. Chamou de mentirosa, sem muitos rodeios. E mostrou várias das mentiras que sua campanha vem repetindo por aí.

O PSDB já se mostrava mais confiante nesse debate, pois sabe da capacidade de argumentação do candidato. Hoje cedo, na CBN, escutei um chamado para o debate e pensei se tratar de um anúncio da própria Band. Não era. Era da campanha do PSDB, tentando aumentar a audiência. Estavam seguros de que Aécio sairia vencedor, como saiu, com larga vantagem.

A diferença de postura é gritante. O PT não estava preparado para enfrentar um tucano com mais carisma e, ao mesmo tempo, tanta firmeza. Aécio se destaca até mesmo entre os demais tucanos nesses quesitos, enquanto Dilma consegue ser pior do que os demais petistas. Assim foi covardia.

A presidente continuou fazendo oposição ao próprio governo. Parece que caiu de Marte agora. Não tem coisas boas para mostrar, e isso faz com que apele o tempo todo para uma comparação entre Lula e FHC. Sobre educação, por exemplo, não tem como rebater a acusação de que o Brasil vem caindo no ranking internacional. Diz que o setor é prioridade para seu governo, como se não estivesse no poder há quatro anos!

O tucano conseguiu com habilidade desconstruir o mito de que o Bolsa Família será interrompido com sua eventual vitória, e ainda repetiu várias vezes que o DNA do programa está no PSDB, com os programas sociais anteriores que foram unificados, e também com a sugestão de um governador tucano, que foi mencionada pelo próprio Lula no lançamento do programa.

Outro ponto positivo para Aécio foi ter reforçado o fato de que a crise internacional não é a responsável pelo péssimo resultado de nossa economia. O tucano repetiu que o Brasil é o lanterninha da vizinhança, e que falta a Dilma humildade para reconhecer seus equívocos. Jogou um ovo na cara da presidente, metaforicamente, quando puxou da cartola a sugestão de seu secretário para que o povo troque carne por ovo para combater a alta de preços.

Outro golpe de mestre, ainda na área da economia, foi quando defendeu Arminio Fraga, tão difamado pela campanha de Dilma, lembrando que foi extremamente elogiado tanto por Palocci como por Lula, e que o PT o queria no governo na transição. Marcou uma importante diferença em relação a Dilma: ele já tem um futuro ministro da Fazenda, respeitado no mundo todo, enquanto ela tem um futuro-ex-ministro, “demitido” durante a campanha por falta de credibilidade.

Claro que não poderia faltar um pouco de graxa também. Aécio explorou o tema da corrupção, trazendo à tona o escândalo da Petrobras e cobrando da presidente o motivo pelo qual o ex-diretor Paulo Roberto Costa, delator do esquema, foi elogiado por excelentes serviços prestados em sua carta de demissão.

Em um ato de megalomania nada republicana, Dilma disse que em seu governo os corruptos vão presos, pois, ela investiga mais. Será que Dilma se enxerga como uma espécie de Luís XIV, para quem o Estado era ele próprio? Dilma, a Rainha Sol? Ela não sabe que quem investiga é a Polícia Federal e o Ministério Público, órgãos do Estado e não de seu governo? Na verdade, o esforço de seu governo tem sido o de impedir investigações, como no caso da própria CPI da Petrobras.

Por fim, Aécio soube dar voz a milhões de brasileiros ao dizer que escutou por tudo que é canto a demanda por libertação do PT. Ninguém aguenta mais tanta corrupção, tanta incompetência. Soube agradecer Marina Silva e Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, pelo apoio recebido, e disse que irá honrar os compromissos de programa, destacando que o acordo não foi fisiológico, por troca de cargos, como costuma acontecer com o PT.

Enfim, Aécio se mostrou com a firmeza esperada de um legítimo libertador, pois, de fato, não dá para aguentar mais quatro anos de Dilma!

12 de out. de 2014

Marina Silva declara apoio a Aécio Neves no segundo turno

BRASIL - Eleição 2104 -2º Turno
Marina Silva declara apoio a Aécio Neves no 2º turno
Candidata do PSB, derrotada no primeiro turno, leu uma carta em São Paulo, sem a presença do candidato Aécio, ao evento: "Agora, novamente, temos um momento em que a alternância de poder fará bem ao Brasil, e o que precisa ser reafirmado é o caminho dos avanços sociais, mas com gestão competente do Estado e com estabilidade econômica, agora abalada com a volta da inflação e a insegurança trazida pelo desmantelamento de importantes instituições públicas". disse Marina na missiva

Foto:Marcos Alves / Agência O Glob

"É com esse sentimento que, tendo em vista os compromissos assumidos por Aécio Neves, declaro meu voto e meu apoio neste segundo turno". - disse Marina

Postado por Toinho de Passira
Fonte: O Globo

Após exigências e adiamentos, a candidata derrotada no primeiro turno da corrida presidencial, Marina Silva (PSB) anunciou na manhã deste domingo apoio ao tucano Aécio Neves. O anúncio já era esperado e foi feito em São Paulo. A definição do apoio se deu depois de Aécio divulgar, no sábado, uma carta na qual se compromete com a incorporação em seu programa de governo tópicos que envolvem reforma agrária, questões indígenas e ambientalismo, consideradas cruciais por Marina.

Leia a íntegra:

Pronunciamento de Marina Silva em apoio a Aécio Neves

“Ontem, em Recife, o candidato Aécio Neves apresentou o documento “Juntos pela Democracia, pela Inclusão Social e pelo Desenvolvimento Sustentável”.

Quero, de início, deixar claro que entendo esse documento como uma carta compromisso com os brasileiros, com a nação. Rejeito qualquer interpretação de que seja dirigida a mim, em busca de apoio. Seria um amesquinhamento dos propósitos manifestados por Aécio imaginar que eles se dirigem a uma pessoa e não aos cidadãos e cidadãs brasileiros. E seria um equívoco absoluto e uma ofensa imaginar que me tomo por detentora de poderes que são do povo ou que poderia vir a ser individualmente destinatária de promessas ou compromissos. Os compromissos explicitados e assinados por Aécio tem como única destinatária a nação e a ela deve ser dada satisfação sobre seu cumprimento. E é apenas nessa condição que os avaliei para orientar minha posição neste segundo turno das eleições presidenciais.

Estamos vivendo nestas eleições uma experiência intensa dos desafios da política. Para mim eles começaram há um ano, quando fiz com Eduardo Campos a aliança que nos trouxe até aqui. Pela primeira vez, a coligação de partidos se dava exclusivamente por meio de um programa, colocando as soluções para o país acima dos interesses específicos de cada um.

Em curto espaço de tempo, e sofrendo os ataques destrutivos de uma política patrimonialista, atrasada e movida por projetos de poder pelo poder, mantivemos nosso rumo, amadurecemos, fizemos a nova política na prática.

Os partidos de nossa aliança tomaram suas decisões e as anunciaram. Hoje estou diante de minha decisão como cidadã e como parte do debate que está estabelecido na sociedade brasileira. Me posicionarei.

Prefiro ser criticada lutando por aquilo que acredito ser o melhor para o Brasil, do que me tornar prisioneira do labirinto da defesa do meu interesse próprio, onde todos os caminhos e portas que percorresse e passasse, só me levariam ao abismo de meus interesses pessoais.

A política para mim não pode ser apenas, como diz Bauman, a arte de prometer as mesmas coisas.

Parodiando-o, eu digo que não pode ser a arte de fazer as mesmas coisas.

Ou seja, as velhas alianças pragmáticas, desqualificadas, sem o suporte de um programa a partir do qual dialogar com a nação.

Vejo no documento assinado por Aécio mais um elo no encadeamento de momentos históricos que fizeram bem ao Brasil e construíram a plataforma sobre a qual nos erguemos nas últimas décadas.

Ao final da presidência de Fernando Henrique Cardoso, a sociedade brasileira demonstrou que queria a alternância de poder, mas não a perda da estabilidade econômica.

E isso foi inequivocamente acatado pelo então candidato da oposição, Lula, num reconhecimento do mérito de seu antecessor e de que precisaria dessas conquistas para levar adiante o seu projeto de governo.

Agora, novamente, temos um momento em que a alternância de poder fará bem ao Brasil, e o que precisa ser reafirmado é o caminho dos avanços sociais, mas com gestão competente do Estado e com estabilidade econômica, agora abalada com a volta da inflação e a insegurança trazida pelo desmantelamento de importantes instituições públicas.

Aécio retoma o fio da meada virtuoso e corretamente manifesta-se na forma de um compromisso forte, a exemplo de Lula em 2002, que assumiu compromissos com a manutenção do Plano Real, abrindo diálogo com os setores produtivos.

Doze anos depois, temos um passo adiante, uma segunda carta aos brasileiros, intitulada: “Juntos pela democracia, a inclusão social e o desenvolvimento sustentável”.

Destaco os compromissos que me parecem cruciais na carta de Aécio:

- O respeito aos valores democráticos, a ampliação dos espaços de exercício da democracia e o resgate das instituições de Estado.

- A valorização da diversidade sociocultural brasileira e o combate a toda forma de discriminação.

- A reforma política, a começar pelo fim da reeleição para cargos executivos, que tem sido fonte de corrupção e mau uso das instituições de Estado.

- Sermos capazes de entender que, no mundo atual, a ampliação da participação popular no processo deliberativo, através da utilização das redes sociais, de conselhos e das audiências públicas sobre temas importantes, não se choca com os princípios da democracia representativa, que têm que ser preservados.

- Compromissos sociais avançados com a Educação, a Saúde, a Reforma Agrária.

- Prevenção frente a vulnerabilidade da juventude, rejeitando a prevalência da ótica da punição.

- Lei para o Bolsa Família, transformando-o em programa de Estado

- Compromissos socioambientais de desmatamento zero, políticas corretas de Unidades de Conservação, trato adequado da questão energética, com diversificação de fontes e geração distribuída.

- Inédita determinação de preparar o país para enfrentar as mudanças climáticas e fazer a transição para uma economia de baixo carbono, assumindo protagonismo global nessa área.

- Manutenção das conquistas e compromisso de assegurar os direitos indígenas, de comunidades quilombolas e outras populações tradicionais. Manutenção da prerrogativa do Poder Executivo na demarcação de Terras indígenas

- Compromissos com as bases constitucionais da federação, fortalecendo estados e municípios e colocando o desenvolvimento regional como eixo central da discussão do Pacto Federativo.

Finalmente, destaco e apoio o apelo à união do Brasil e à busca de consenso para construir uma sociedade mais justa, democrática, decente e sustentável.

Entendo que os compromissos assumidos por Aécio são a base sobre a qual o pais pode dialogar de maneira saudável sobre seu presente e seu futuro.

É preciso, e faço um apelo enfático nesse sentido, que saiamos do território da política destrutiva para conseguir ver com clareza os temas estratégicos para o desenvolvimento do país e com tranqüilidade para debatê-los tendo como horizonte o bem comum.

Não podemos mais continuar apostando no ódio, na calúnia e na desconstrução de pessoas e propostas apenas pela disputa de poder que dividem o Brasil.

O preço a pagar por isso é muito caro: é a estagnação do Brasil, com a retirada da ética das relações políticas.

É a substituição da diversidade pelo estigma, é a substituição da identidade nacional pela identidade partidária raivosa e vingativa.

É ferir de morte a democracia.

Chegou o momento de interromper esse caminho suicida e apostar, mais uma vez, na alternância de poder sob a batuta da sociedade, dos interesses do país e do bem comum.

É com esse sentimento que, tendo em vista os compromissos assumidos por Aécio Neves, declaro meu voto e meu apoio neste segundo turno.

Votarei em Aécio e o apoiarei, votando nesses compromissos, dando um crédito de confiança à sinceridade de propósitos do candidato e de seu partido e, principalmente, entregando à sociedade brasileira a tarefa de exigir que sejam cumpridos.

Faço esta declaração como cidadã brasileira independente que continuará livre e coerentemente, suas lutas e batalhas no caminho que escolheu.

Não estou com isso fazendo nenhum acordo ou aliança para governar.

O que me move é minha consciência e assumo a responsabilidade pelas minhas escolhas”.

Em 2010, quando disputou a eleição presidencial pelo PV, Marina não anunciou apoio a nenhum dos dois candidatos que disputavam o segundo turno: Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).

Aécio dispara e abre 17 pontos de vantagem sobre Dilma, mostra pesquisa Istoé/Sensus

BRASIL – Eleição 2014 -2º Turno
Aécio dispara e abre 17 pontos de vantagem sobre Dilma, mostra pesquisa Istoé/Sensus
Primeiro levantamento após divulgação de áudios da Petrobrás mostra que escândalo atingiu em cheio campanha da petista


Perdeu Dilma- Segundo a pesquisa, o índice de eleitores que afirmam não votar em Dilma de forma alguma é de 46,3%. A rejeição de Aécio Neves é de 29,2%.

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Mário Simas Filho
Fonte: Revista IstoÉ

Primeira pesquisa ISTOÉ\Sensus realizada depois do primeiro turno da sucessão presidencial mostra o candidato Aécio Neves (PSDB) com 58,8% dos votos válidos e a petista Dilma Rousseff com 41,2%. Uma diferença de 17,6 pontos percentuais.

O levantamento feito entre a quarta-feira 7 e o sábado 10 é o primeiro a captar parte dos efeitos provocados pelas revelações feitas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre o detalhamento do esquema de corrupção na estatal.

“Além do crescimento da candidatura de Aécio Neves, observa-se um forte aumento na rejeição da presidenta Dilma Rousseff”, afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus.

Segundo a pesquisa, o índice de eleitores que afirmam não votar em Dilma de forma alguma é de 46,3%. A rejeição de Aécio Neves é de 29,2%.

“O tamanho da rejeição à candidatura de Dilma, torna praticamente impossível a reeleição da presidenta”, diz Guedes. A pesquisa também capta, segundo o diretor do Sensus, os apoios políticos que Aécio recebeu durante a semana, entre eles o do PSB, PV e PPS.

As 2000 entrevistas feitas em 24 Estados e 136 municípios mostra que houve uma migração do eleitorado à candidatura tucana mais rápida do que as manifestações oficiais dos líderes políticos. No levantamento sobre o total dos votos, Aécio soma 52,4%, Dilma 36,7% e os indecisos, brancos e nulos são 11%, tudo com margem de erro de 2,2% e índice de confiança de 95%.

Nos votos espontâneos, quando nenhum nome é apresentado ao eleitor, Aécio soma 52,1%, Dilma fica 35,4% e os indecisos são 12,6%. “A analise de todos esses dados permite afirmar que onda a favor de Aécio detectada nas duas semanas que antecederam o primeiro turno continua muito forte”, diz Guedes.

O tucano, segundo a pesquisa ISTOÉ\Sensus, vence em todas as regiões do País, menos no Nordeste. No PSDB, a espectativa é a de que a diferença a favor de Dilma no Nordeste caia nas próximas pesquisas, principalmente em Pernambuco, na Bahia e no Ceará. Em Pernambuco devido o engajamento da família de Eduardo Campos na campanha, oficializado na manhã do sábado 10.

Na Bahia em função da presença mais forte do prefeito de Salvador, ACM Neto, no palanque tucano. E, no Ceará, com a participação do senador eleito Tasso Jereissati.

Além da vantagem regional, Aécio, de acordo com o levantamento, supera Dilma em todas as categorias socioeconômicas, o que, segundo a análise de Guedes, indica que a estratégia petista de apostar na divisão do País entre pobres e ricos não tem dado resultado.

Após divulgação de carta social tucana, em Recife, Marina deve finalmente declarar apoio a Aécio

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
Após divulgação de carta social tucana, em Recife,
Marina deve finalmente declarar apoio a Aécio
O jornalista Gerson Camarotti reportou que o grupo político da ex-senadora Marina Silva considera que a carta divulgada neste sábado (11), por Aécio Neves, no Recife, na qual o tucano assumiu compromissos com avanços sociais no país, abre espaço para a candidata do PSB à Presidência anunciar já neste domingo (12) seu voto no presidenciável do PSDB.

Charge: Paixão - Gazeta (PR)
I

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters, Blog do Camarotti

Aécio Neves (PSDB), assumiu neste sábado, em documento, uma série de compromissos sugeridos pelo grupo de Marina Silva (PSB), terceira colocada no primeiro turno, cumprindo algumas das exigências dela como condição para apoiar a candidatura dele na reta final da disputa contra a reeleição Dilma Rousseff (PT).

Marina, que ainda não declarou seu posicionamento neste segundo turno, enviou à campanha de Aécio na sexta-feira por meio de emissários de seu grupo político, o Rede Sustentabilidade, uma lista de temas que considera importantes.

Das sugestões entregues, Aécio assumiu e concordou com a maioria, como a ampliação de políticas sociais e da participação popular, manutenção da prerrogativa do Executivo de demarcar terras indígenas, além de reiterar seu “compromisso programático” com a questão ambiental, tema chave para Marina, e com a “retomada” da reforma agrária.

O tucano recebeu apoio formal do PSB de Pernambuco neste sábado, em ato que contou com a presença dos filhos de Campos, de lideranças do partido e de representantes de movimentos sociais. Aécio, que teve no Estado o pior desempenho entre os três principais candidatos, tenta garantir a transferência dos votos recebidos por Marina para a sua candidatura neste segundo turno.

Marina recebeu um pouco mais de 48 por cento dos votos válidos do Estado, contra cerca de 44 por cento de Dilma e apenas 6 por cento do candidato tucano.

Aécio defendeu ainda que a exploração do petróleo não impede a diversificação da matriz energética brasileira, outro tema sensível à Marina, e disse que pretende retomar o processo de ampliação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

O tucano, no entanto, não se posicionou sobre a redução da maioridade penal em casos de reincidência e crimes hediondos, pauta de sua campanha no primeiro turno e que constava na lista como uma posição a ser reavaliada por sua campanha.

O jornalista pernambucano Gerson Camarotti, da Globo News, informou no seu blog que o grupo político da ex-senadora Marina Silva considera que a carta divulgada neste sábado (11), por Aécio Neves, no Recife, abre espaço para a candidata do PSB à Presidência anunciar já neste domingo (12) seu voto no presidenciável do PSDB.

Integrantes da Rede Sustentabilidade mais próximos a Marina avaliam que o posicionamento de Aécio na capital pernambucana já é uma espécie de carta social aos brasileiros, em uma referência aos compromissos assumidos por Lula, em 2002, na qual ele afirmou que iria garantir a ortodoxia na condução da política econômica.

Um integrante da Rede destacou, a Camarotti, entre outros pontos, os compromissos assumidos por Aécio de retomar a reforma agrária, atuar para diminuir o desmatamento no país, além de se posicionar na vanguarda de um projeto global de mudanças climáticas.

Se Marina não mudar de idéia outra vez...

11 de out. de 2014

O apoio da Família de Eduardo Campos a Aécio Neves

BRASIL - Eleição 2014 - 2º Turno
O apoio da Família de Eduardo Campos a Aécio Neves
"Hoje, temos duas possibilidades: continuar como estamos ou trilhar um caminho de mudanças. O Brasil pede mudanças. O governo que aí está tornou-se incapaz de realizá-las". – Renata Campos

Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Filho de Eduardo Campos lê carta escrita pela mãe.

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Blog do Jamildo, Veja,

Em seu primeiro ato público no segundo turno das eleições presidenciais, o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) recebeu neste sábado (11), em um comício realizado no Clube Internacional, no Recife, o apoio da família e de aliados políticos do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que faleceu em um acidente aéreo em agosto, em plena candidatura presidencial. O ato ocorre três dias depois que a Executiva Nacional do PSB decidiu apoiar Aécio na segunda etapa da corrida presidencial.

Antes da fala do tucano, o filho homem mais velho do ex-governador pernambucano, João Campos, leu uma carta escrita pela viúva Renata Campos, pedindo apoio à candidatura do mineiro. Outros dois irmãos, Maria Eduarda e Pedro, compareceram ao ato.

Carta de Renata Campos
Lida no ato de apoio a candidatura de Aécio Neves, em Pernambuco

Foto: Diario de Pernambuco

Depois de realizar atos de sua agenda de campanha no Recife, hoje,(11), o candidato Aécio Neves almoçou na casa de Eduardo Campos, onde foi recebido por Renata Campos, viúva do ex-governador

Fonte:  Diario de Pernambuco

Bom dia a todos e a todas. Nossas primeiras palavras são de gratidão ao povo pernambucano pela confiança e bela vitória no dia 5. Expressamos nossos sentimentos nas urnas. Reconhecemos o caminho. Nós não desistimos do Brasil. Nosso muito obrigado ao povo pernambucano. Para nós, esse ano foi muito duro. Perdemos nosso Eduardo, o nosso Dudu, o nosso pai, o nosso líder. Ele tinha um grande sonho, tornar o Brasil um país mais justo, mais humano, mais equilibrado onde as pessoas estivessem em primeiro lugar. Dedicou sua vida à construção desse sonho.

Ele sabia que para chegar nesse novo Brasil era preciso um novo caminho. Infelizmente, quis o detino que o caminho que sonhávamos não se tornasse possível. Hoje, temos duas possibilidades: continuar como estamos ou trilhar um caminho de mudanças. O Brasil pede mudanças. O governo que aí está tornou-se incapaz de realizá-las.

Nós continuamos acreditando nos mesmos valores. Nós continuamos com os mesmos sonhos. Só será possível mudar o Brasil se tivermos capacidade de unir e dialogar, respeitando as diferenças. É preciso reconhecer os avanços que tivemos, as contribuições de todos, mas é fundamental organizar e arejar a casa.

Aécio, acredito na sua capacidade de diálogo e gestão. Sei que não é aprimeira vez que seu caminho cruza com o de Eduardo. Lembro que lá atrás em momentos importantes da história o caminho do seu avô Tancredo cruzou com o de Doutor Arraes. Sei que também eram diferentes, mas souberam se unir pelo bem do Brasil. Em vários momentos, quando era necessário, você e Eduardo sabiam sentar e dialogar e encontrar caminhos.

Eduardo tinha bandeiras muito claras e se quisermos mudar o Brasil é preciso levar adiante seus ideais, as reformas que ele tanto lutou. O pacto Federativo, o Saúde Mais 10, o Pacto pela Vida, uma educação de qualidade com escolas de tempo integral, passe livre, um desenvolvimento com sustentabilidade, entre outras.

Penso, Aécio, que hoje é um dia muito importante na sua caminhada. Aqui no Nordeste, em Pernambuco, estado que sempre foi palco de lutas libertárias, que tem um povo generoso, com força e coragem, que tem a cara de Eduardo e Arraes.

Daqui você vai levar a garra e a energia do nosso povo que serão fundamentais e essenciais para construção de um novo Brasil. Um Brasil que se respeite, reconheça suas diferenças, que saiba combater as desigualdades criando oportunidades para todos. Só assim seremos capazes de construir uma nação justa, soberana, livre, fraterna e equilibrada, como Eduardo tanto sonhou. Somos nordestinos, pernambucanos e queremos juntos construir a nação brasileira. Sigua em frente, Aécio, boa sorte e que Deus nos proteja.

Paulo Câmara, governador eleito de Pernambuco: 'Brasil pode melhorar com Aécio'

BRASIL – Eleição 2014- 2º Turno
Paulo Câmara, Governador eleito de Pernambuco:
'Brasil pode melhorar com Aécio'
Afilhado político de Eduardo Campos, falando ao site da Veja, comenta a aliança com o presidenciável tucano. E diz: Marina perdeu para os ataques

Foto: Reprodução Facebook

Paulo Câmara (PSB), ao lado do filho de Eduardo Campos, João Henrique, durante comício na Mata Sul/PE -

Postado por Toinho de Passira
Reportagem Talita Fernandes
Fontes: Site Veja

Candidato a governador mais bem-votado do país, Paulo Câmara (PSB) obteve 68% dos votos em Pernambuco no último domingo – e carrega agora o peso de dar continuidade ao governo de seu padrinho político, Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em 13 de agosto.

A chapa de 21 partidos com a qual disputou a eleição – também articulada por Campos – elegeu ainda vinte deputados federais, oito deles do PSB, e Fernando Bezerra Coelho ao Senado.

Aliado à comoção que tomou o Estado na esteira da tragédia que matou Campos, o forte palanque resultou, ainda, na vitória de Marina Silva em Pernambuco. Terceira colocada na disputa ao Planalto, ela obteve 48% dos votos no Estado.

Na quarta-feira, o PSB anunciou seu apoio ao candidato Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da corrida à Presidência. Câmara se torna, assim, um importante cabo eleitoral do tucano em Pernambuco. No dia seguinte ao encontro com Aécio em Brasília, o governador eleito recebeu a reportagem do site de VEJA na sede do PSB em Pernambuco. E afirmou:

"A única candidatura capaz de mudar é Aécio. Essa não era nossa candidatura dos sonhos, mas sim Eduardo e Marina. Mas o Brasil pode melhorar com Aécio. Nós estamos apostando nisso”. A seguir, confira a entrevista do socialista:

Como foram as conversas com Aécio Neves, a quem o PSB anunciou apoio no segundo turno?

Estamos entregando um conjunto de ações programáticas, que envolvem questões que o próprio PSB já tinha colocado, tanto por Eduardo quanto por Marina. Essas questões envolvem reforma política, reforma tributária, comprometimento de gastos com a saúde, pacto pela vida, e envolve também o passe livre. Envolve sustentabilidade. São questões programáticas às quais, num primeiro momento, Aécio não se mostrou contrário.

O passe livre é uma promessa que estava no programa do PSB, mas não aparecia entre as ações de Aécio. Ele vai assumir esse compromisso?

Ele já está estudando. Nosso apoio é condicionado a questões programáticas, como mostra a carta que entregamos a ele. Estamos com expectativas muito positivas porque ele se mostrou receptivo a tudo. Eu acredito que não vai ter problema porque ele quer governar com pessoas que tenham ideias boas para o Brasil. Não quer fazer uma aliança apenas eleitoral, quer uma aliança para governar o Brasil.

O PSB de Pernambuco foi um dos diretórios do partido que decidiram pelo apoio a Aécio. Foi uma decisão favorável para a sigla?

Tive o cuidado, aqui em Pernambuco, de conversar com os deputados federais eleitos, com os deputados estaduais eleitos, com um conjunto de pessoas que conhecem a realidade do Estado para saber qual era o sentimento, fora a minha opinião pessoal. Não houve nenhuma restrição ao apoio a Aécio. Há um sentimento muito forte em Pernambuco de que é preciso mudar. A única candidatura capaz de mudar é Aécio, apesar de ele não ser a candidatura dos nossos sonhos, que era a de Eduardo e de Marina. O Brasil pode melhorar com Aécio. Nós estamos apostando nisso.

Como foi a participação de Renata Campos (viúva do ex-governador) nesse processo?

Renata conversou com a gente e colocamos para ela todo o processo de escuta (dos membros do partido). Está muito serena e nos delegou a condução do processo. Está ciente de que o Brasil precisa melhorar. A gente não vê a possibilidade de melhorar do jeito que a gente quer com mais quatro anos do governo Dilma. A gente acha que o Brasil não quebra questões importantes que precisam ser quebradas, como as relações com o Congresso, o jeito de gerir 39 ministérios, a falta de previsibilidade e as instituições que não funcionam. A gente não acredita que isso tudo possa ser consertado com o conjunto de pessoas que estão aí porque eles tiveram quatro anos para fazer e não fizeram e estão entregando o Brasil pior do que receberam. Pioraram em tudo, não há nada melhor.

O que o senhor, como governador de Pernambuco, espera do governo federal em 2015?

Precisamos de previsibilidade, de saber o que vai ser feito para que a gente possa se organizar. O que não dá é ficar batendo na porta de mês em mês para saber respostas que não sejam devidamente pactuadas. Para você ter gestão é preciso ter previsibilidade. Eu vou ser um governador que vai priorizar a gestão. Eu preciso fazer um orçamento dentro das minhas receitas, dentro do que eu posso captar, dentro das minhas parcerias. É preciso ter regras claras do jogo para poder governar. Nós vamos exigir isso. Esperamos do próximo governo federal, e esperamos que o Aécio ganhe, que ele tenha compromisso com isso: que as instituições funcionem, que as regras sejam claras, como ele fez em Minas. Ele fez um governo que deu resultado.

Foto: Divulgação

O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) indicando o afilhado político Paulo Câmara (PSB).

A poucos dias das eleições, o senhor deu uma declaração dizendo que não tinha se preparado para ser governador sem Eduardo Campos. Como é governar o Estado após a morte dele?

Eu não disse que eu não tinha me preparado. Disse que tivemos uma fatalidade ao longo do processo e que não tinha parado para pensar em governar Pernambuco sem ele. Eu fui candidato porque eu tinha as condições e preparo administrativo e político para ser governador. Agora, eu gostaria muito de ter Eduardo perto de mim, até por questões emotivas. Eu convivi com ele por vinte anos, fui secretário dele por oito anos e falava com ele todos os dias. Vai fazer muita falta para o resto da minha vida, não tenho dúvida disso. Quando falei isso, me referia às questões emocionais, afetivas. Eu via a vibração que ele tinha com o sucesso de Geraldo (Geraldo Júlio, prefeito de Recife, eleito em 2012 pelo PSB) e gostaria muito que tivesse também essa oportunidade de me ver como governador, fazendo aquilo que ele tinha me pedido e com o que eu tinha me comprometido. E é isso que eu vou fazer. Só que eu vou fazer sem ele estar junto.

Como o senhor avalia o desempenho do PSB nas eleições presidenciais? Marina Silva chegou a liderar nas pesquisas e acabou ficando fora do segundo turno. Onde está o erro?

Eu acho que Marina foi muito atacada e não teve muitos instrumentos de defesa. Ela tinha pouco tempo de televisão e não tinha espaço para se defender. Isso pesou muito.

Mas teve muita gente dizendo que o desempenho dela foi prejudicado porque ela não quis se valer de alguns palanques regionais, caso de São Paulo...


Eu não tenho um diagnóstico nacional. Marina era mais conhecida que Eduardo. A gente sempre achou que ele cresceria aos pouquinhos, mas Marina cresceu mais rápido. Nossa previsão era de que ele chegaria ao segundo turno, mas crescendo no mês de setembro. A eleição para presidente é diferente, o debate é mais intenso. Eu não tenho muitos elementos para avaliar os erros da campanha de Marina. Mas a ausência de instrumentos de defesa a prejudicou. Disso eu não tenho a menor dúvida. Houve muito ataque e ela não teve a oportunidade de desmentir.

Quais os principais desafios que acredita que terá como governador?

O resultado da eleição mostra claramente que a população quer manter essa forma de governar. Os nossos programas são conhecidos como programas que dão resultado. Isso me anima porque eu fiz parte desse projeto. A forma de governar que Eduardo implementou é a forma em que acredito. O resultado me dá a tranquilidade necessária para continuar nesse caminho. Claro, aperfeiçoando o que for necessário. A gente já tem uma linha, um norte, um caminho que seguir a partir de primeiro de janeiro, com muita transparência. Nosso programa de governo é nosso instrumento inicial. Agora, será priorizado o que vai ocorrer em 2015, 2016, 2017. Isso vai acontecer dentro de um projeto que chamamos “Todos por Pernambuco”. Vamos para as doze regiões do Estado fazer plenárias, falando com a população. Isso vai ser feito no primeiro semestre de 2015. A gente tem muita coisa para continuar. Vamos seguir nesses caminhos, melhorando os indicadores sociais, como educação e saúde.

Pernambuco avançou muito em questões econômicas. Mas o Estado tem ainda indicadores sociais preocupantes. Eduardo Campos falava muito em programas como a escola tempo integral e o Pacto pela Vida. Como esses programas ficarão no seu governo?

Nós temos hoje 300 escolas em tempo integral. Tínhamos treze em 2007 (quando Campos assumiu o governo). A meta é universalizar até o fim do governo, em quatro anos. O Pacto pela Vida reduziu o índice de homicídios em 40% nos últimos anos sete anos. Este ano começamos mal, mas estamos melhorando. A meta de reduzir para 12% está mantida. Vamos fazer o que ele fez: assumir pessoalmente o programa, o compromisso. Temos a necessidade de investirmos mais em pessoal, em mais equipamentos, como comprar mais câmeras de segurança, o que fez bons resultados em alguns municípios, como no Recife. Além disso, temos que fazer com que o governo federal assuma seu papel, principalmente nessa questão das drogas.

Qual é a marca que o senhor quer deixar no seu governo?

Quero ser um governador que vai cumprir os compromissos, como o Eduardo foi. A minha marca será cumprir o programa de governo, deixando o Estado melhor do que eu recebi.

O silêncio de Marina passou do ponto

BRASIL - Eleição 2014 - 2º turno
O silêncio de Marina passou do ponto
Se não apresentar seu apoio a Aécio Neves, nas próximas 48 horas, a decisão da acriana deixa de ser relevante. Sua hesitação já é vista como insegurança de apoiar o mineiro. Até seus eleitores já estão migrando para Aécio sem o concordo oficial dela. Marina, a vacilante, está perdendo o bode da história.

Charge: Myrria -A Critica (AM)

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Veja

Uma semana após ter sido derrotada nas urnas, Marina Silva, que disputou a Presidência da República pelo PSB, tem neste fim de semana sua última chance de declarar apoio ao candidato do PSDB, Aécio Neves, depois disso, o apoio dela, não servirá mais para nada, se é que ainda serve.

Embora tenha divulgado que anunciaria sua decisão na última quinta-feira, Marina desistiu, de última hora, de participar da reunião dos partidos que compunham sua coligação, adiando o anúncio.

. De acordo com aliados próximos, Marina aguarda Aécio fazer um pronunciamento público de que vai se comprometer com os pontos colocados por ela e por seus seguidores, como condicionantes para apoio.

Os marineiros esperam que o candidato tucano faça declarações neste sábado, quando cumpre agenda em Pernambuco. Se a expectativa se cumprir, Marina anuncia no domingo sua decisão, ou não.

Marina já "esperou tempo demais" para declarar apoio, perdendo relevância política no processo, já que o período de campanha do segundo turno é de menos de vinte dias. "Isso que estamos vendo agora é a mesma coisa que deixou Marina fora do segundo turno. Ela passa a impressão ao eleitorado de que não tem a dinamicidade necessária para tomar decisões que um presidente precisa", afirma um membro da executiva do PSB, que diz que a demora é uma característica comum à ex-senadora.

Pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha na quinta-feira, mostra que em torno de 60% dos eleitores de Marina já migraram para Aécio, mesmo diante do silêncio dela.

Embora haja predisposição para aceitar o apoio e incorporar pontos defendidos pela ex-senadora em seu programa, Aécio não deve acatar todas as exigências feitas por Marina, especialmente sobre o compromisso de não reduzir a maioridade penal. Esse posicionamento foi sinalizado na quinta-feira pelo tucano:

"O caso não é abrir mão de propostas. É aprimorarmos. Se formos reconstruir o projeto desde o início, não estaremos fazendo uma aliança. Aliança tem que acontecer em torno do essencial. O essencial hoje é a mudança", declarou Aécio em coletiva realizada no Rio de Janeiro.

"Uma coisa é você agregar outras propostas ao seu programa, outra é você mudar aquilio que você já apresentou no primeiro turno", defende outro membro da executiva do PSB, apontandoque decisão do candidato do PSDB está correta.

Desde domingo, a ex-senadora não fez declarações públicas e permanece enclausurada no apartamento onde está vivendo, na zona sul de São Paulo, para onde se mudou durante o período eleitoral. A única saída dela aconteceu na quarta-feira, quando visitou o ex-presidente Fernando Herique Cardoso, com quem discutiu o apoio a Aécio. Embora tenha sinalizado no discurso após a apuração das urnas que não se manterá neutra, Marina tem mostrado resistência em apoiar o candidato tucano.

O silencio de Marina já foi atropelado pelos demais partidos da coligação pela qual disputou a Presidência da República: o PSB disse que vai participar ativamente da campanha do tucano, com a decisão incluiu inclusive acerto da participação do partido num eventual governo de Aécio.

Até a Rede Sustentabilidade, partido idealizado por Marina que não conseguiu registro na Justiça Eleitoral, já decidiu por apoiar ao tucano, deixado livres seus aliados para votar nulo ou em branco caso não queiram eleger o candidato do PSDB. Dos seis partidos da coligação, o PPS de Roberto Freire foi o primeiro a declarar apoio a Aécio.

Talvez quando Marina resolver falar, ninguém esteja mais disposto a ouvi-la.

Aécio diz que depoimentos sobre Petrobras são 'estarrecedores'

BRASIL - Eleição 2014 - 2º turno
Aécio diz que depoimentos sobre Petrobras são 'estarrecedores'
”Assaltaram a maior empresa brasileira nas barbas deste governo e não há sequer uma reação de indignação da presidente", afirmou Aécio.

Foto: Evaristo Sa/AFP/VEJA

Candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, acrescentou que, eleito, promoverá a investigação profunda das acusações

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Folha de S.Paulo

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB), criticou a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, por sua atitude em relação aos escândalos de corrupção na Petrobras, apontados em depoimento pelo ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef.

Mais cedo, a presidente afirmou que o vazamento das informações contidas no depoimento são "estarrecedores".

"Mostra uma diferença de posição entre a candidata oficial e eu em relação à Petrobras. A presidente deu uma declaração em que considera este vazamento estarrecedor. Considero estarrecedor este depoimento, estas confissões. Um crime cometido sucessivamente ao longo dos últimos 12 anos. Assaltaram a maior empresa brasileira nas barbas deste governo e não há sequer uma reação de indignação da presidente", afirmou.

Ao final da entrevista, Aécio retomou o tema e acrescentou que, eleito, promoverá a investigação profunda das acusações.

"A corrupção se institucionalizou no seio da maior empresa brasileira. Agora é o tesoureiro do PT, portanto, o que sustenta a estrutura partidária, é acusado de receber esses recursos desviados, da corrupção. É preciso que essas investigações avancem. Se eleito presidente, nós vamos a fundo. Vamos estimular todos os órgãos que já cumprem seu dever constitucional para que as investigações possam ir no limite do que seja e necessário e todos os culpados possam ser exemplarmente punidos", disse.

Aécio comentou ainda o início da campanha de segundo turno, com a adversária centrando as críticas no ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e defendeu a gestão do tucano.

"Mesmo com cinco crises sucessivas, tivemos o mesmo crescimento médio da América Latina, o mesmo acontecendo no governo do presidente Lula, num cenário muito mais favorável. O governo Dilma crescerá em média dois pontos percentuais abaixo da América Latina", atacou, para em seguida acrescentar: "É desonestidade intelectual. Dilma já teve a possibilidade de reconhecer no passado realizações do governo Fernando Henrique".

9 de out. de 2014

Marina Silva desistiu de se pronunciar a favor de Aécio, mas não descarta mudar de ideia a qualquer momento

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
Marina Silva desistiu de se pronunciar a favor de Aécio, mas não descarta mudar de ideia a qualquer momento
A vacilante, pendular, titumbeante Marina Silva, faz que vai e não vai, faz que fica e não fica. Não podemos garantir que enquanto publicamos esse post ela não tenha mudado diversas vezes de ideia, ou não


Marina bancando a “Rainha da Cocada Preta” fazendo doce para apoiar Aécio

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Folha de S. Paulo

Terceira colocada na disputa pela Presidência da República, com 21% dos votos válidos, Marina Silva (PSB) comunicou que mudou de ideia e desistiu de se pronunciar nesta quinta-feira (9) a favor da candidatura de Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições.

A ex-senadora não definiu uma nova data para declarar apoio a Aécio. Marina oficializaria o apoio ao tucano em Brasília após a reunião dos partidos que compunham sua coligação, mas, dentro do seu estilo oscilante, desistiu da viagem em cima da hora.

A ex-senadora ficará em São Paulo e avisou a interlocutores que prefere adiar a declaração pública de aliança com o PSDB sem fixar nova data.

Cortejada por tucanos e petistas, Marina avaliou que caso conseguisse construir consenso em torno de Aécio entre os partidos que a apoiaram ao Planalto, poderia ser poupada da fala pública sobre o assunto neste momento e se viria livre para esperar os movimentos do tucano em sua direção.

Marina dá sinais que quer acenos de Aécio à esquerda, principalmente em relação aos índios e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

O PSB, legenda que abriga Marina desde outubro de 2013, declarou nesta quarta-feira (8) apoio ao tucano. O PPS também fechou com Aécio.

A Rede, grupo político liderado pela ex-senadora, deu o aval para que ela se alie ao tucano e liberou os eleitores para votar em branco, nulo ou em Aécio. PHS, PRP e PSL tendem a seguir as outras legendas. A única resistência vem do PPL, que não quer declarar voto nem em Aécio nem na presidente Dilma Rousseff (PT).

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Executiva Nacional do PSB comunicando oficialmente o apoio a candidatura de Aécio para a Presidência da República, no segundo turno

FHC

Marina visitou na manhã de quarta o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A conversa, segundo relatos, durou cerca de vinte minutos em que o tucano parabenizou a pessebista pelo resultado nas eleições e se disponibilizou a ser o canal de interlocução entre ela e Aécio.

Parece que a acriana queria mais, imaginava que o tucano chefe estendesse um tapete vermelho e a cortejasse como a rainha da cocada preta, com as mãos cheias de oferendas.

FAZENDO-SE DE DIFÍCIL

Marina vai acabar apoiando Aécio, pois não tem outra saída, mas que fazê-lo isoladamente, num momento só dela, para aparecer como resistente e gloriosa. Aécio sabe disso, não vai desdenhar, porque precisa, mas vai resistir à tentação de aceitar o apoio abrindo um espaço maior do que ela merece.

Também sabe-se que o apoio formal de Marina não garante uma migração dos seus votos na direção do tucano. Por outro lado, grande parte dos votos que ela sufragou vem de pessoas que não aprovam o governo petista, e que votarão em Aécio no segundo turno, com ou sem o aval de Marina.

8 de out. de 2014

PSB de Pernambuco recebe recado do PT em tom de ameaça, tentando impedir apoio a Aécio Neves

BRASIL – Eleição 2014 - 2º turno
PSB de Pernambuco recebe recado do PT em tom de ameaça, tentando impedir apoio a Aécio Neves
Querem que o PSB fique neutro, senão Pernambuco ficará a míngua, caso Dilma ganhe.

Foto: Arquivo

Doce ilusão: o PT imaginar que vai subjugar os pernambucanos usando de intimidação. Ninguém tem dúvidas, que se vivo estivesse, Eduardo Campos, apoiaria Aécio Neves e vice-versa

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Blog do Camarotti

O jornalista pernambucano, Gerson Camarotti, da Globo News, afirmou no seu Blog que integrantes do PSB de Pernambuco receberam recados em tom da ameaça de emissários do PT.

Segundo ele, a campanha de Dilma deixou claro que deseja a neutralidade do partido neste segundo turno.

Mas, se o PSB fechar apoio ao tucano Aécio Neves, a administração do governador eleito Paulo Câmara (PSB) receberá tratamento de oposição em caso de reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Pela fonte que gerou a notícia, não temos dúvida da sua veracidade. Num tom mais moderado, os petistas fizeram esse mesmo tipo de ameaça quando Eduardo Campos resolveu lançar Geraldo Júlio, pelo PSB, como candidato a Prefeito do Recife, em 2012, confrontando com o ex-vampiro petista Humberto Costa, o provável portador da ameaça atual.

Eduardo não se intimidou, nenhum pouco, e além de ganhar as eleições municipais, deixando o petista em terceiro lugar, ainda se lançou candidato a Presidente da República.

Continuaram com mais pressão achando que o pernambucano não ia levar a candidatura adiante. No meio do tiroteio, mostrando destemor Eduardo disse, afugentou a turma da Dilma, definitivamente, quando carimbou numa entrevista que ela, seria a única presidenta, dos últimos tempos, que “ia deixar o Brasil pior do que encontrou...”

A pressão petista, de agora, como de antes, só vai produzir efeito contrário: se havia alguma dúvida do apoio a Aécio Neves, no 2º turno das eleições, em Pernambuco, agora não há mais.

Por que Marina vai ter que apoiar Aécio?

BRASIL - Eleição 2014 -2º turno
Por que Marina vai ter que apoiar Aécio?
A família Campos com o aval da viúva Renata, já se manifestou que vai apoiar Aécio Neves no segundo turno. Vai ser assim independente do que Marina decidir. Naturalmente, todas as mais importantes lideranças do PSB alinhar-se-ão no mesmo rumo. Marina que foi apoiada e adotada com entusiasmo pelo grupo, não pode reclamar, nem tomar um caminho diferente, sob o risco de ficar isolada e desautorizada.

Foto: Roberto Pereira/Reprodução

FAMÍLIA AÉCIO, FAMÍLIA CAMPOS - Letícia e Aécio visitam Renata e Eduardo, para conhecer o novo filho do casal Miguel Campos. Também na foto o político paraibano Cássio Cunha Lima

Postado por Toinho de Passira

Na ultima eleição presidencial, 2010, Maria Osmarina Marina da Silva Vaz de Lima, mais conhecida com Marina Silva, obteve 19,6 milhões de votos, 19,33% dos sufrágios válidos no primeiro turno. Aboletada no frágil Partido Verde, desdenhou dos pedidos de apoio de ambos os candidatos remanescentes, Dilma Rousseff e José Serra e declarou que não apoiaria nenhum dos candidatos e que deixava aos seus eleitores a opção de escolher livremente para qual lado deveriam ir.

Talvez, por comodismo e para evitar comprometimentos, ela quisesse repetir o gesto agora, mas a situação é completamente diferente. O PSB e a família de Eduardo Campos apoiaria Aécio, quer ela quisesse ou não. Acolhida o seio do PSB, quando seu partido A Rede de Sustentabilidade não conseguiu registro no TSE, ela não exerce nenhuma liderança dentro do partido, que na verdade com a morte do centralizador Eduardo Campos, ficou momentaneamente acéfalo.

Não dá para esconder que atualmente a maior liderança do PSB, mesmo sem cargo formal, é a viúva de Eduardo, a decidida Renata Campos. Lembrar que com a publicação do resultado do pleito, novas e promissoras lideranças se impõe sobre o partido, como o futuro governador Paulo Câmara, o futuro senador Fernando Bezerra, e o atual prefeito do Recife Geraldo Júlio.

É bem verdade que o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, que assumiu com a morte de Eduardo, tem uma asa arriada para o lado de Dilma e opinou primariamente pela neutralidade, procurando beneficiar a petista. Mas ele não possui poder de levar o seu desejo adiante.

Aécio Neves e Eduardo Campos eram mais que dois políticos contemporâneos com ideias convergentes. Eram amigos fraternais. Desde há muito quando o mineiro vinha a Recife era recebido por Eduardo, sem nenhum formalismo político. Os encontros e as conversas aconteciam na sala de estar da Casa de Eduardo, em Casa Forte, com as bênçãos e a simpatia de Renata Campos. Farto registro fotográfico comprova isso.

Nesta segunda, enquanto Marina fazia mistério e fazia reuniões, Antônio Campos — irmão de Eduardo Campos, filiado ao PSB e primeiro membro da família do então presidenciável do partido a declarar apoio a Marina Silva depois da tragédia — anunciou no Facebook seu apoio à candidatura do tucano Aécio Neves à Presidência.

Antônio Campos seguramente tomou a iniciativa com o concordo de Renata. A viúva, querendo ficar nos bastidores, prefere que o cunhado, como membro do partido represente a família na hora de se posicionar politicamente.

É importantíssimo para Aécio esse apoio em nível nacional, mas é particularmente valiosa a herança eleitoral pernambucana que o mineiro pode usufruir.

No primeiro turno, só 284.771 pernambucanos votaram em Aécio, 5,92% dos votos válidos. Por sua vez Marina Silva dispôs de 2.310.700 votos, 48,06%, de eleitores agora órfãos.

Verificando que nas últimas eleições, em 2910, Marina, então no Partido Verde, conseguiu 903.655, em Pernambuco, pode-se concluir que tecnicamente pelo menos 1.407.045, o total acrescido ao patrimônio eleitoral dela, pelos pernambucanos, aconteceu graças aos socialistas de Eduardo Campos. Se não tudo, pelo menos esse 1,4 milhões de votos pernambucanos, tende a migrar sim, para os lados de Aécio Neves, bastando uma sinalização da família campos, se for através de Renata, melhor ainda.

Portanto essas reuniões programadas, os acenos de Aécio, o mistério e as exigências programáticas de Marina, são apenas encenações do que já foi decidido. Marina sabe que não tem o controle da situação. Melhor para ela, nesse momento, aderir ao que já está decidido pelo partido, fingindo que protagonizou decisivamente da adesão a Aécio.

Prego batido, ponta virada, como se costuma dizer por aqui.