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15 de jan. de 2013

Contador de Carlinhos Cachoeira, foragido, se entrega à Polícia Federal

BRASIL - Corrupção
Contador de Carlinhos Cachoeira, foragido,
se entrega à Polícia Federal
Geovani Pereira foi condenado a 13 anos de prisão por controlar os pagamentos de propina do grupo de Cachoeira. Ele estava foragido desde fevereiro de 2012

Foto: Diomício Gomes/ O Popular/ Estadão

ARQUIVO VIVO - Geovani Pereira, o contador da quadrilha comandada pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, era procurado pela PF

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Época, Agência Brasil, Estadão

Único foragido do grupo comandado pelo bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o contador Geovani Pereira se entregou nesta segunda-feira (14) à Polícia Federal, em Anápolis (GO). Encarregado de fazer a contabilidade do grupo e controlar os pagamentos de propina a políticos, servidores e policiais subornados pelo bicheiro, Geovani foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão em 8 de dezembro último por corrupção e formação de quadrilha.

Cercado por uma equipe da PF na fazenda onde estava escondido nos arredores do município, Geovani negociou rendição e se apresentou ao delegado Angelino Alves em companhia do advogado Calixto Abdala Neto, por volta das 9h40.

Ele usou o direito de ficar em silêncio, mas o advogado informou que entrará com pedido de habeas corpus para que o cliente recorra em liberdade, a exemplo de outros condenados no inquérito da Operação Monte Carlo.

Diálogos interceptados pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, mostram a participação ativa de Geovani na destinação de R$ 1 milhão ao ex-senador Demóstenes Torres, cassado por envolvimento com o bicheiro. Demóstenes negou ter recebido o valor.

Considerado um arquivo vivo da organização, Geovani já vinha sendo procurado desde 29 de fevereiro de 2012, quando foi deflagrada a Operação Monte Carlo, que desarticulou um esquema de corrupção, tráfico de influência e exploração de jogos ilegais em Goiás, Distrito Federal, Tocantins e Minas Gerais.

Apontado como chefe do bando, Cachoeira foi condenado a 39 anos de prisão pela 11ª Vara da Justiça Federal de Goiânia. . Outros sete operadores da organização criminosa, entre os quais Geovani, também cumprirão parte da pena em regime fechado porque foram sentenciados a mais de 8 anos de prisão. Cachoeira e outros três, todavia, conseguiram habeas corpus para recorrer da sentença em liberdade. (Cachoeira, no momento, curte lua de mel em hotel de luxo, no litoral baiano). Cansado de fugir e acuado pela polícia, o contador resolveu se entregar para tentar a extensão do benefício do habeas corpus, dado ao resto da quadrilha..