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19 de dez. de 2014

PSDB pede no Tribunal Superior Eleitoral cassação de Dilma e Temer

BRASIL – Eleição 2014
PSDB pede no Tribunal Superior Eleitoral
cassação de Dilma e Temer
O PSDB acusa a coligação vencedora, encabeçada por Dila e Temer, de uso da máquina e abuso do poder econômico, questiona a legitimidade da eleição e pede cassação dos eleitos

Foto: Alvarelio Kurossu/Ag RBS - Alan Marques/Folha

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Josias de Souza
Fonte: Blog do Josias de Souza

Pouco antes da cerimônica de posse de diplomação de Dilma Rousseff e Michel Temer, reeleitos em outubro, o PSDB protocolou no TSE uma ação inédita. Na peça, o partido acusa a coligação vencedora de uso da máquina e abuso do poder econômico, questiona a legitimidade da eleição, pede a cassação do registro da dupla vencedora e reivindica que sejam empossados os tucanos Aécio Neves e Aloysio Nunes Ferreira nos cargos de presidente e vice-presidente da República.

Diz a petição: “A eleição presidencial de 2014, das mais acirradas de todos os tempos, revelou-se manchada de forma indelével pelo abuso de poder, tanto político quanto econômico, praticado em proveito dos primeiros réus, Dilma Vana Rousseff e Michel Miguel Elias Temer Lulia, reeleitos presidente e vice-presidente da República, respectivamente.”

Prossegue o texto: “De fato, foram tantos os ilícitos perpetrados que, no curso da campanha, tornou-se possível compreender que se cuidava de uma ação coordenada visando a garantir o êxito do projeto reeleitoral dos investigados, trazendo derradeiras luzes sobre a expressão que, num típico ato falho, foi utilizada pela Presidente Dilma Rousseff ao entregar, ainda em 4 de março de 2013, um conjunto residencial inserido no programa ‘Minha Casa Minha Vida ‘em João Pessoa-PB: ‘… nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição…’.”

 COMENTAMOS:  

  A ação do PSDB tem fundamento, embora seja remotíssima a possibilidade do STE aceitar os termos propostos.

Lembrar que nesta história da delação premiada do petrolão os agentes afirmam que algumas doações eleitorais de empreiteiras, feitas como atos legais, eram na verdade fruto de propinas originarias de obras superfaturadas da Petrobras.

Comprovado que dinheiro de propina, em grande volume, ou mesmo em pequena monta, foi depositado na conta da campanha, com consentimento dos beneficiados, pode sim gerar a cassação a cassação do registro da candidata, entre outras coisas por utilizar a máquina pública em seu beneficio e abuso do poder econômico.

Lembrar também que as contas de campanha da candidata foram aprovadas com restrições e que o material que provocou a restrição, irregularidades na arrecadação e nas despesas, foram remetidas ao Ministério Público, à Receita Federal, ao Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) para apuração de possíveis irregularidades e identificação dos responsáveis.
Leia à integra texto da ação movida pelo PSDB e pela coligação que deu suporte político à chapa Aécio-Aloysio.

1 de dez. de 2014

‘Eu perdi a eleição para uma organização criminosa’, disse Aécio Neves em entrevista

BRASIL – Denúncia
‘Eu perdi a eleição para uma organização criminosa’, disse Aécio Neves em entrevista
Na TV, tucano relacionou escândalos de corrupção à ação do PT para reeleger Dilma

Foto: Captura Video

O senador Aécio Neves durante entrevista ao jornalista Roberto D´Ávila na GloboNews

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Isabel Braga e Carolina Brígido
Fontes: O Globo

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato à Presidência derrotado nas eleições de outubro, afirmou que não perdeu nas urnas para um partido político, mas para uma “organização criminosa” existente em empresas apoiadas pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT). A declaração foi dada em entrevista ao jornalista Roberto D'Ávila, da GloboNews, que foi ao ar na noite de sábado.

— Na verdade, eu não perdi a eleição para um partido político. Eu perdi a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras patrocinadas por esse grupo político que aí está — disse o tucano.

Na entrevista, Aécio fez várias outras críticas a Dilma, sua adversária nas eleições de outubro. Ele afirmou que Dilma se mantém no poder às custas do que classificou como “sordidez” investida contra os oponentes, em especial durante a campanha eleitoral.

— Essa campanha passará para a História. A sordidez, as calúnias, as ofensas, o aparelhamento da máquina pública, a chantagem para com os mais pobres, dizendo que nós terminaríamos com todos os programas sociais. Não só eu fui vítima disso. O Eduardo (Campos) foi vítima disso, a Marina (Silva) foi vítima disso e eu também. Essa sordidez para se manter no poder é uma marca perversa que essa eleição deixará — disse Aécio a Roberto D’Ávila.

Para o tucano, um ataque em campanha eleitoral, com respeito a determinados limites, “faz parte do jogo”. Ele ressaltou que a disputa entre candidatos deve ser de ideias, não de caráter pessoal. O senador lembrou que os embates com a presidente durante a campanha foram duros:

— Eu tinha que ser firme, mas sempre busquei ser respeitoso. Mas, nesses embates, eu representava o sentimento que eu colhia no dia anterior, ou no mesmo dia de manhã, de uma viagem que eu tinha feito por alguma região do Brasil. Eu passei a ser porta-voz de um sentimento de mudança e também de indignação com tudo isso que aconteceu no Brasil.

Na mesma entrevista, Aécio alertou para o risco de o Judiciário brasileiro ser politizado pelas indicações que a presidente Dilma fará para tribunais superiores. Ao longo do novo mandato, a petista indicará pelo menos seis dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque cinco dos atuais ocupantes das cadeiras completarão 70 anos, limite para a aposentadoria compulsória, até 2018. A outra vaga foi aberta em julho deste ano, quando o ministro Joaquim Barbosa pediu aposentadoria.

ATENÇÃO ÀS INDICAÇÕES PARA TRIBUNAIS

A presidente Dilma também fará seis nomeações para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) nos próximos quatro anos. O STJ é composto de 33 ministros. Antes de tomar posse, o ministro escolhido precisa passar por sabatina no Senado. Aécio pediu atenção aos parlamentares.

— É preciso que o Congresso esteja muito atento às novas indicações, seja para o STJ, seja para o STF. Não podemos permitir que haja qualquer tipo de alinhamento político do Judiciário brasileiro. A sociedade está mais atenta do que nunca para que as nossas instituições sejam preservadas — disse.

10 de nov. de 2014

Do outro lado do espelho (Ou o começo do governo Aécio)

BRASIL – Governo Aécio?
Do outro lado do espelho
(Ou o começo do governo Aécio)
Engulam o choro, levianos! Podia ser pior. Ricardo Noblat supõe o que aconteceria se Aécio ganhasse a eleição e começasse a fazer o que Dilma anda fazendo.

Postado por Toinho de Passira
Texto de Ricardo Noblat
Fonte: Blog do Noblat

Os adversários de Aécio Neves passaram as últimas semanas de campanha alertando que ele faria no governo o que negava que fosse fazer. Nem por isso Aécio escreveu uma Carta ao Povo Brasileiro.

Uma vez eleito, contudo, esqueceu tudo o que disse, mas não escreveu, que não é bobo como foi Fernando Henrique. Ao cabo, avalizou o saco de maldades desembrulhado de imediato por seus auxiliares. Confira.

Armínio Fraga, ministro da Fazenda, aumentou a miséria extrema. Gente que vive com até R$ 70,00 mensais passou de 3,6% para 4% da população – mais 371 mil pessoas. Agora, os miseráveis são 10,5 milhões de brasileiros e brasileiras.

Na campanha, Aécio lembrou que a FAO havia tirado o Brasil do mapa da fome. Bobagem, claro, mas a FAO, órgão da ONU, é comandada por um companheiro dele e deu uma mãozinha.

No Banco Central, Neca Setúbal, a banqueira de Marina Silva e herdeira do Itaú, subiu a taxa de juro para 11,25% - o maior juro real do mundo. Com isso, a comida sumiu do prato das famílias mais pobres e as letrinhas dos livros escolares.

A PetrobraX aumentou os preços da gasolina e do diesel. Considerando que o frete é 30% do custo da comida, os preços no supermercado crescerão mais. Melhor substituir o ovo por alguma promoção de miojo com prazo de validade perto de vencer.

Aécio afirmou que vai “fazer a lição de casa” e combater a inflação - embora na campanha tenha dito que a inflação estava sob controle, mas era mentira só para ganhar a eleição, bobinhos.

Armínio mandou cortar gastos do governo, encolher os bancos públicos, conter benefícios sociais e aumentar o desemprego. Sim, porque vocês também lembram que Aécio observou na campanha que se baixasse a inflação o desemprego aumentaria.

A ANAEEL, aparelhada pelo PSDB, autorizou aumentos na conta de luz. Para os ricos do Rio, aumento de 20%; para os pobres do Norte, tipo Roraima, de 54%.

Quem mandou acreditar que a adversária é que faria tarifaço, não é? Deviam ter aprendido com o Collor, que disse na eleição de 1989 que Lula confiscaria a poupança. Deu no que deu. Daqui até 2018, tomem memoriol, queridos!

O Operador Nacional do Sistema do governo Aécio avisôôô, avisôôô, avisôôô que vai rolar racionamento de energia no verão, vai rolar! É que seca é seca e mané é mané: não chove na Cantareira do Alckmin, mas também não chove nos reservatórios das hidrelétricas. E reservatórios vazios não movem turbinas.

Sim, o desmatamento da Amazônia que Aécio dizia estar sob controle, disparou em agosto e setembro: devastados 1.626 km², aumento de 122%.

Mais herança maldita para azucrinar Aécio: devemos os tubos e conexões. As contas públicas de setembro tiveram o pior resultado da história com rombo de R$ 25,5 bilhões. É muito, mas não é. Na PetrobraX, surrupiaram sem contabilizar uns R$ 10 bilhões.

A balança comercial de outubro foi a pior desde 1998. Aécio acha, segundo Armínio, que a culpa é do povo que enricou e pegou mania de fazer as compras do mês em Miami. Por enquanto, era isso. Beijinho no ombro, caros leitores.

PS: Engulam o choro, levianos! Podia ser pior.

A vitória deles – aqueles “eles” lá do outro lado – seria um “retrocesso neoliberal”. Inclusive, o chefe da seita deles comanda sessões de “machismo, racismo, preconceito, ódio, intolerância e nostalgia da ditadura militar”, segundo recente resolução partidária.

Dizem até que degola bodes, mas aí já acho que é maldade dos nossos blogueiros progressistas.

19 de out. de 2014

PT perde espaço no Congresso e nas Assembleias Legislativas

BRASIL – Eleição 2014
PT perde espaço no Congresso
e nas Assembleias Legislativas
Para especialistas, tudo isso é reflexo do desgaste de um partido alojado no poder há 12 anos.

Charge: Junião

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Gabriel Garcia
Fonte: Blog do Noblat

O resultado das eleições deste ano mostra o desempenho medíocre do Partido dos Trabalhadores (PT) na composição da Câmara Federal, das Assembleias Legislativas e do Senado Federal.

Na Câmara, o número de deputados federais caiu de 86 para 70, numa comparação entre as eleições de 2010 e de 2014. O PT encara ainda a diminuição da sua capilaridade nos estados.

Não foi eleito um único deputado federal em seis unidades da Federação: Amazonas, Pernambuco, Roraima, Rondônia, Rio Grande do Norte e Tocantins. Além disso, o número de eleitores que votaram em seus candidatos caiu de 14,25 milhões para 11,80 milhões.

Destaca-se a derrota em Pernambuco. Na eleição passada, foram eleitos quatro deputados federais. Em 2014, nenhum. Quem comanda a política no estado são os aliados do ex-governador Eduardo Campos, morto em um trágico acidente aéreo em 13 de agosto.

Em relação aos deputados estaduais (distritais), nova queda. Os eleitos passaram de 148 para 108. Na disputa para o Senado, conseguiram mandato neste ano apenas Paulo Rocha (PT-PA) e Fátima Bezerra (PT-RN). Na eleição passada, elegeram-se 11 senadores petistas.

A perda mais significativa do Senado vem de São Paulo, onde José Serra (PSDB) venceu Eduardo Suplicy (PT). Ainda no estado, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) conquistou mais um mandato, batendo o ex-ministro Alexandre Padilha (PT).

No Sudeste, o alívio foi a eleição de Fernando Pimentel (PT) para o governo de Minas Gerais, reduto político do candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB). No Rio, o candidato ao governo, Lindbergh Farias (PT), sequer avançou ao segundo turno.

No Sul, o partido não fez um único governador ou senador. A salvação poderia ser o Rio Grande do Sul, onde Tarso Genro disputa a reeleição. Acontece que o candidato Ivo Sartori (PMDB) lidera com 60% dos votos válidos contra 40% do petista.

No Centro-Oeste, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), caiu no primeiro turno. No Mato Grosso do Sul, neste segundo turno, Reinaldo Azambuja (PSDB) está numericamente à frente de Delcídio Amaral (PT), com 51% contra 49% dos votos válidos.

Reduto de importante influência do PT, o Norte elegeu um único senador pelo partido: Paulo Rocha. Em 2010, elegeram-se Jorge Viana (AC) e Angela Portela (RR). Para o governo do Acre, Tião Viana busca a reeleição. É o favorito, mas as pesquisas indicam disputa acirrada.

No Nordeste, a redenção, apesar do resultado em Pernambuco. Foram eleitos governadores Rui Costa (PT-BA) e Wellington Dias (PT-PI). E Camilo (PT) aparece à frente na disputa pelo governo do Ceará, contra o senador Eunício Oliveira (PMDB). Para o Senado, Fátima conseguiu um mandato pelo Rio Grande do Norte.

Para analistas políticos, tudo isso é reflexo do desgaste de um partido alojado no poder há 12 anos.

14 de out. de 2014

PT não elegeu deputados federais no Rio Grande do Norte, Amazonas, Pernambuco, Roraima, Rondônia e Tocantins

BRASIL – Eleição 2014 - 2º Turno
PT não elegeu deputados federais no Rio Grande do Norte, Amazonas, Pernambuco, Roraima, Rondônia e Tocantins
Desempenho relacionado à distribuição dos parlamentares pelas unidades da federação é o pior desde 1998, quando o partido estava na oposição. Derrota em Pernambuco se destaca, perderam ainda a eleição majoritária para o governo do estado e para senado

Foto: Agência Câmara

DESEMPREGADOS - João Paulo e Fernando Ferros, deputados federais do PT de Pernambuco, atuando junto no congresso, agora reunidos na fila dos sem mandatos

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Congresso em Foco

O resultado das urnas deixou para o PT uma série de marcas negativas na formação da bancada da Câmara dos Deputados. Além da queda no número de parlamentares eleitos desde 2010 e da diminuição na quantidade de votos, a legenda viu sua capilaridade nos estados diminuir a um padrão comum aos tempos em que era oposição.

Entre 2002 e 2010, os deputados petistas representavam quase todo o país. Mas, nas eleições deste ano, o PT não foi capaz de eleger um único deputado em seis estados da federação. As populações de Amazonas, Pernambuco, Roraima, Rondônia, Rio Grande do Norte e Tocantins rejeitaram todas as opções apresentadas pelo partido do ex-presidente Lula para a Câmara Federal.

Chama a atenção a derrota dos petistas em Pernambuco, que tinha quatro representantes na Câmara e não elegeu nenhum em 2014. A hegemonia no Estado atualmente está nas mãos do PSB, comandado até pouco tempo pelo ex-governador Eduardo Campos. O PSB de Pernambuco elegeu oito deputados federais, entre eles nomes muito ligados ao ex-governador.

Os petistas pernambucanos são presença constante na Câmara desde 1998, quando a legenda tinha apenas um deputado, Fernando Ferro, que não conseguiu a reeleição este ano após quatro mandatos consecutivos.

Fernando Ferro justifica o desempenho decepcionante do partido elencando três questões determinantes: a morte de Campos, que foi explorada pela coligação adversária; a falta de atenção do ex-presidente Lula; e a guerra interna do partido, que perdura desde que o PT deixou a Prefeitura do Recife.

Em Pernambuco, o PT perdeu também a eleição majoritária, o candidato ao Senado pelo PT, o ex-prefeito do recife, João Paulo, não conseguiu se eleger, assim como o senador Armando Monteiro (PTB), apoiado pelo partido, falhou na eleição para o governo estadual. João Paulo atualmente é deputado federal, e como foi derrotado na eleição de senador, não voltará ao Congresso em 2015.

No Rio Grande do Norte, a única representante do PT nas três últimas legislaturas é a deputada Fátima Bezerra, que se elegeu no domingo (5) para o Senado Federal. O estado ficará sem representante do PT na bancada de deputados.

Rondônia tem atualmente na bancada dois petistas que não conseguiram se reeleger: Padre Ton e Anselmo de Jesus.

No caso de Roraima, desde que a senadora Ângela Portela deixou a Câmara dos Deputados nenhum petista se elegeu. No Tocantins mesmo com a ascensão do ex-presidente Lula ao poder em 2002, seu partido não conseguiu fazer representantes do estado na Câmara dos Deputados.

Quando o partido conseguiu a Presidência da República pela primeira vez, em 2002, foram eleitos 91 deputados em 24 unidades da federação. Naquela eleição, carregada de um sentimento de mudança, o partido só não elegeu deputados em Alagoas, no Amazonas e em Roraima.

Quatro anos depois, depois de atravessar a descoberta do escândalo do mensalão, o PT elegeu 89 parlamentares. Somente Sergipe ficou sem representante da legenda naquele ano. Em 2010, a legenda conseguiu 86 cadeiras em quase todos os estados, com exceção de Alagoas, Mato Grosso e Roraima.

O PT não ficava sem representação em tantos estados desde 1998, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) se reelegeu presidente. Na época na oposição, a bancada petista era a quinta maior da Câmara, com 59 deputados. Das 27 unidades da federação, oito não tinham eleito petistas.

13 de out. de 2014

DILMA ESCONDE PT DE SUA CAMPANHA: o nome da sigla sumiu do material de propaganda

BRASIL – ELEIÇÃO 2014 - 2º Turno
DILMA ESCONDE PT DE SUA CAMPANHA:
o nome da sigla sumiu do material de propaganda
O Partido dos Trabalhadores, ao que parece não é motivo de orgulho, nem alavanca o prestígio dos candidatos. Os marqueteiros de Dilma optaram por esconder a ligação da candidata com os mensaleiros, os petrolões e os listados nas delações premiadas.


ESCONDENDO O PARTIDO - O PT sumiu da propaganda de Dilma. Apenas No ponto do "i" do seu nome, aparece discretamente o símbolo do partido. O vice Michel Temer é outra coisa que está quase desaparecendo do material de campanha

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Blog Coluna Esplanada - Leandro Mazzini , Central de Downloads - Campanha de Dilma

Você não vai conseguir saber a que partido pertence a candidata Dilma Rousseff, se tentar se informar pelo seu material de propaganda, principalmente o que está sendo distribuído no segundo turno.

Os marqueteiros da candidata concluíram sabiamente que o desgaste do partido é tamanho junto à opinião pública que a sigla PT é apenas citada – quando há – nas letras miúdas da coligação no material (em placas, folders, banners, outdoors), isso porque é obrigatório a identificação dos integrantes da coligação, segundo a lei eleitoral.

Adesivos para carros e materiais para as redes sociais priorizam a cor do partido e a imagem de Dilma. A campanha ficou personificada na imagem de Dilma, e só. Foco ficou para a luta dela contra a ditadura, no surgimento da campanha 'Coração Valente', a fim de sensibilizar o eleitor para sua pseudo trajetória de guerrilheira.

Predominam no material a foto dela, de Lula, a cor vermelha e frases de efeito. A decisão de dissociar a imagem de Dilma – a gerentona técnica – do PT, o partido problema e manchado no noticiário, não agradou obviamente a todos na executiva. Mas assim foi decidido e aprovado por quem manda: Lula.



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Como dizia uma velha e inescrupulosa raposa política pernambucana: “em política só é feio perder”. O resto vale!

9 de out. de 2014

Eleitores brasileiros no exterior: Dilma vence em Cuba, Aécio na Venezuela e Marina na África

BRASIL – Eleição 2014
Eleitores brasileiros no exterior: Dilma vence em Cuba, Aécio na Venezuela e Marina na África
Um levantamento da BBC Brasil a partir dos resultados do primeiro turno das eleições revela que Aécio foi o mais votado em 58 nações, a presidente Dilma Rousseff (PT), em 14, e Marina Silva (PSB), em 13

Foto: Marcelo Heuer/Facebook

LONDRES - O eleitor Marcelo Heuer registra a movimentação de eleitores diante da embaixada brasileira na capital do Reino Unido

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Luís Guilherme Barrucho, para BBC Brasil
Fonte: BBC Brasil

No mapa-múndi da votação dos brasileiros no exterior, o candidato do PSDB à presidência, Aécio Neves, conquistou a maior proporção dos votos em quatro continentes (Américas, Europa, Ásia e Oceania).

Os resultados do primeiro turno das eleições revela que Aécio foi o mais votado em 58 nações, a presidente Dilma Rousseff (PT), em 14, e Marina Silva (PSB), em 13.

Se Aécio dominou a votação em quatro continentes, Marina Silva dominou o eleitorado na África. Já Dilma Rousseff não obteve maioria em nenhuma macrorregião do globo.

Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 141.501 dos eleitores brasileiros (40% do total de 353.504 cadastrados) que vivem no exterior foram às urnas no último domingo passado em 132 cidades de 88 países. Os votos depositados no exterior representam apenas 0,12% do total de 115 milhões de votos computados no primeiro turno.

Em vários países, o número de eleitores foi bem pequeno, o que permitiu uma série de resultados curiosos. O tucano e a petista tiveram o mesmo número de votos na República Democrática do Congo (7 para cada), enquanto a candidata à reeleição e a ex-senadora empataram em Angola (32 para cada).

Todos os três principais candidatos à presidência tiveram o mesmo número de votos em apenas um país do mundo: Jamaica, onde apenas nove pessoas foram às urnas.

Outro resultado curioso é que, se dependesse apenas dos votos dos brasileiros na Venezuela - país de governo socialista e próximo ao PT - , Aécio teria sido eleito já no primeiro turno. Ele obteve 52,2% dos 728 votos de brasileiros no país; Dilma obteve 30,2% e Marina 15,7%.

Já em Cuba, Aécio recebeu apenas 8% dos votos, contra 84% dados a Dilma e 6% a Marina.

Foto: BBC

A votação no Japão foi marcada por longas filas e pela forte chuva, consequência de um tufão que se aproxima da ilha principal.

QUEDA DE DILMA

Do total dos votos de brasileiros no exterior, Aécio ficou com 49,51%, seguido de Marina, 26,01%, e Dilma, com 18,35%.

O que mais chama a atenção na comparação com o resultado em 2010 é a queda acentuada na proporção dos votos em Dilma no exterior. Em 2010, ela obteve no primeiro turno 36,81% dos votos, o dobro do que obteve no domingo.

Marina foi melhor dessa vez - teve 20,43% em 2010 - e Aécio também superou o desempenho de José Serra, candidato de seu partido na corrida anterior, que obteve 40,25% no primeiro turno.

No domingo, Luciana Genro, Eduardo Jorge, Pastor Everaldo, Zé Maria, Levy Fidelix, Eymael, Mauro Iasi e Rui Costa Pimenta completaram, nessa ordem, a lista de preferência dos eleitores no exterior.

Nos países com os maiores colégios eleitorais no exterior, também deu Aécio. Ele levou 58,72% dos votos nos Estados Unidos (de total de 37.111 votos) e 58,41 no Japão. Marina levou 26,71% e 23,49% respectivamente. Dilma ficou com 10,69% e 10,61%.


Mapa mostra países em que Dilma Rousseff (vermelho), Aécio Neves (azul) e Marina Silva (amarelo) tiveram maioria dos votos

CURIOSIDADES

Marina foi a candidata que liderou a preferência dos eleitores na África. A ex-senadora venceu em seis países, contra quatro de Dilma e apenas dois de Aécio. Marina e Dilma tiveram o mesmo número de votos em Angola. Já Aécio e Dilma empataram na República Democrática do Congo.

Na Europa, Ásia, Américas e Oceania, o tucano venceu em mais países. No continente europeu, Aécio foi o preferido do eleitorado brasileiro em 21 países, contra três de Marina (Romênia, Rússia e Noruega) e apenas um de Dilma (Eslovênia).

Na Ásia, o tucano venceu em 16 países, incluindo Japão e China. Já Marina conquistou três (Timor Leste, Índia e Irã) e Dilma apenas dois (Jordânia e Palestina).

Na Oceania, Aécio ganhou mais votos tanto na Austrália quanto na Nova Zelândia.

A disputa mais acirrada ocorreu nas Américas, principalmente na América Latina. Aécio venceu em 17 países, entre eles a Venezuela.

Já Dilma conquistou sete, como Argentina e Cuba.

Marina, por sua vez, foi a preferida dos eleitores em apenas um país: Suriname.

Todos os três candidatos tiveram a mesma votação na Jamaica.

Aécio teve a maior proporção de votos em Cingapura (74,56%) e a menor em Cuba (8%). O tucano também teve votação pouco expressiva em Cabo Verde (7,89%) e na Palestina (10,84%).

O cenário se inverteu com Dilma. A petista foi, proporcionalmente, a mais votada em Cuba (84%) e a menos votada em Cingapura (3,51%). A presidente teve ainda um mau desempenho em Israel (7,46%) e na Tunísia (3,70%). No país africano, votaram apenas 27 pessoas, e Dilma, com apenas um voto, ficou atrás de Luciana Genro e Eduardo Jorge, que tiveram dois.

Já Marina teve a maior proporção de votos na Romênia (61,90%) e a menor na Croácia (5%).

Lula preside o apagão do petismo em São Paulo – Josias de Souza

BRASIL - Opinião
Lula preside o apagão do petismo em São Paulo
Considerando-se a (i)lógica do discurso de Lula, o PT tornou-se um fiasco em São Paulo porque perdeu a vergonha e o nexo. Se não acordar, o PT será desligado da tomada e submetido a um racionamento de votos.

Foto: Marcelo Casal/Abr

Postado por Toinho de Passira
Texto de Josias de Souza
Fonte:  Blog do Josias de Souza

O PT alcançou em São Paulo algo muito difícil de ser obtido em política: uma hegemonia de fracassos. Passou um vexame histórico na disputa pelo cargo de governador, perdeu a única poltrona de senador que estava em jogo e micou em 14 cadeiras de deputado — oito estaduais e seis federais.

Como se fosse pouco, o PT tomou uma coça na briga presidencial: derrotado em Minas Gerais, o mineiro Aécio Neves obteve em São Paulo quase o dobro dos votos amealhados por Dilma Rousseff—10,15 milhões (44,22%) contra 5,92 milhões (25,82%).

Em reunião prevista para esta quinta-feira (9), dirigentes do PT devem fazer um inventário do estrago. Diz-se que Lula dará as caras. Prevê-se que passará uma carraspana na companheirada. Cobrará sangue, suor, trabalho duro nas ruas e lágrimas para o segundo turno presidencial.

Antes de seguir para o encontro com os correligionários, Lula deveria fazer uma introspecção diante do espelho. Talvez enxergue o reflexo de um culpado. Levando a experiência a sério, perceberá que a pose de eletricista não lhe cai bem. Seu papel é o de presidente do apagão eleitoral.

Lula atravessou no caminho dos nomões do PT paulista o ‘poste’ Alexandre Padilha. Não conseguiu eletrificá-lo. E, na véspera da eleição, passou a conta adiante: “O partido precisa voltar a ocupar as ruas desse país como sempre fizemos. O lugar do PT não é no gabinete, é na rua, conversando com o povo…”

O morubixaba do PT bem sabe: há pouco petista sacudindo bandeira voluntariamente na rua porque aquela velha centelha do olhar dos militantes agora brilha nas ‘boquinhas’, não nas ruas —só no plano federal, há mais de 20 mil dessas 'boquinhas'. Isso sem mencionar os ‘petrobocões’.

Em maio passado, ao discursar no 14ºEncontro Nacional do PT, Lula como que desafiou o partido: “Junto com a eleição da Dilma, nós temos que fazer um processo de recuperação da imagem do PT, mas, sobretudo, precisamos fazer uma campanha para construir uma nova utopia na cabeça de milhões e milhões de jovens brasileiros”.

A certa altura, Lula estabeleceu uma comparação entre o PT que ele fundou em 10 de fevereiro de 1980, e a legenda que ocupa a Presidência da República há 12 anos:

“Nós criamos um partido político foi para ser diferente de tudo o que existia. Esse partido não nasceu para fazer tudo o que os outros fazem. Esse partido nasceu para provar que é possível fazer política de forma mais digna, fazer política com ‘P’ maiúsculo.”

Lula prosseguiu: “Nós precisamos voltar a recuperar o orgulho que foi a razão da existência desse partido em momentos muito difíceis, porque a gente às vezes não tinha panfleto para divulgar uma campanha. Hoje, parece que o dinheiro resolve tudo. Os candidatos a deputado não têm mais cabo eleitoral gratuito. É tudo uma máquina de fazer dinheiro, que está fazendo o partido ser um partido convencional.”

Bingo! Partido rico contrata militantes assalariados. Mas seus dirigentes podem acabar na penitenciária da Papuda, suas arcas um dia acabam secando e seus candidatos, conforme acaba de sinalizar o eleitor paulista, acabam sem votos.

No discurso de cinco meses atrás, Lula dedicou-se a confundir a plateia. Poucos parágrafos depois de ter reduzido o petismo a “uma máquina de fazer dinheiro” ele saiu em defesa da Petrobras:

“Não é possível aceitar gratuitamente a tentativa da elite brasileira de destruir a imagem da empresa que durante tantos anos é motivo de orgulho para o nosso povo”, disse. Hoje, as eleições gerais, inclusive a presidencial, ocorrem sobre um barril sigiloso de óleo queimado. Só vai explodir na cara do eleitor que, desavisado, tiver o azar de entregar o voto a futuros réus.

O Lula de maio também considerou inaceitável a “perseguição” que a mídia golpista faz ao PT. “Há um processo em andamento que chega a ser uma perseguição ao nosso partido”, disse ele. “Parece que é uma coisa pessoal contra o José Dirceu, contra o José Genoino, contra o João Paulo, contra o Delúbio ou contra qualquer companheiro.”

Considerando-se a (i)lógica do discurso de Lula, o PT tornou-se um fiasco em São Paulo porque perdeu a vergonha e o nexo. Ao empurrar Alexandre Padilha para a terceira colocação numa eleição vencida por um Geraldo Alckmin às voltas com um cartel de metrô e com uma crise hídrica, a plateia alerta: se não acordar, o PT será desligado da tomada e submetido a um racionamento de votos.

Aécio prevaleceu sobre Dilma em 88% municípios de São Paulo. Entre eles Santo André, São Caetano do Sul e São Bernardo do Campo, três joias do ABC paulista, berço político de Lula, do PT e da CUT. Lula ainda não se deu conta. Mas, sob o breu das urnas de 2014, seu Palácio de Inverno começou a ser invadido.

7 de out. de 2014

Quantos votos novos Aécio Neves precisa conquistar para ser Presidente do Brasil?

BRASIL – Eleição 2014
Quantos votos novos Aécio Neves precisa conquistar para ser Presidente do Brasil?
Para o mineiro o tempo é curto, 19 dias, para mudar o destino das eleições e ultrapassar Dilma Rousseff. Tem em sua vantagem o fato de, teoricamente, a maioria dos eleitores de Marina Silva, estejam mais propenso a sufragarem o seu nome do que o da petista. Se isso é verdade, só saberemos quando as urnas abrirem.

Detalhe da primeira página do Diário de Pernambuco.

Aécio é o herdeiro mais provável dos votos de Marina

Postado por Toinho de Passira

Partindo da premissa de que todos os eleitores que votaram em Aécio sufraguem o nome dele outra vez, e o mesmo aconteça com Dilma Rousseff, o mineiro vai precisar de pelo menos 69% dos votos destinados a Marina, 21,32% e dos 3,5% dos candidatos nanicos, para ganhar a eleição. Algo como 15,3 milhões de votos terão que se somar aos 34.897.211, obtidos no primeiro turno, pelo candidato do PSDB.

Dilma conseguiu no primeiro turno 43.267.668, se não conseguir conquistar, a mais, 21% dos eleitores que no primeiro turno votaram em outros candidatos, algo em torno de 7,5 milhões de votos, vai ser despejada do Palácio do Planalto, no dia 1º de janeiro de 2015.

Isso tudo vai ter que acontecer nos exíguos 19 dias que restam até a nova data de votação, 26 de outubro.

Como dizia um velho slogan político, "o futuro do Brasil está nas nossas mãos".
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6 de out. de 2014

Institutos de pesquisa alteram margem de erro para 40%

BRASIL – Eleição - Humor
Institutos de pesquisa alteram margem de erro para 40%
O índice de rejeição dos institutos de pesquisa chegou a 75%. Ou 44%.

Postado por Toinho de Passira
Fonte: The i-Piauí-Herald

MAÇONARIA - Após errarem 88% das previsões para o primeiro turno, Ibope, Datafolha, CNT/Sensus e Vox Populi resolveram aumentar a margem de erro de suas pesquisas. "Subimos para 40% para mais ou para menos. É a mesma probabilidade de acerto que têm hoje o horóscopo dos jornais e a previsão do tempo para mais de cinco dias", explicou Turíbio dos Santos, diretor do sindicato dos pesquisadores. Em seguida, Turíbio fez uma correção: "Na verdade, os institutos erraram 92% das previsões do primeiro turno", ressaltou.

Para o segundo turno da corrida presidencial, os institutos de pesquisa dão como certa a vitória de Ciro Gomes. "Com a margem de erro, a Presidência pode voltar para José Sarney ou ficar na mão de um integrante do programa A Fazenda", antecipou Turíbio. Com a revelação, os mercados subiram 4%. Ou melhor: 2%.

No final da tarde, foram divulgados novos números da consulta sobre a recuperação da credibilidade de Eike Batista. Segundo o Ibope, 99% dos brasileiros acham que o empresário será eleito o homem mais rico do mundo em 2015 pela revista Forbes. Segundo o Datafolha, 11% dos consultados acreditam que o rabo da lagartixa cresce sozinho depois de cortado.

A retumbante vitória da Frente Popular e a derrocada do PT em Pernambuco

BRASIL - Pernambuco- Eleição 2014
A retumbante vitória da Frente Popular
e a derrocada do PT em Pernambuco
Nesta eleição os petistas foram varridos e banidos de Pernambuco: não conseguiu o eleger candidato que apoiou para o governo do estado, viu João Paulo perder a corrida para o Senado e Marina Silva suplantar a presidente Dilma Rousseff na disputa presidencial. Não elegeram um único Deputado Estadual, elegeram apenas três estaduais.


Detalhe da primeira página do Jornal do Commercio

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Jornal do Commercio, Diário de Pernambuco, Diario de Pernambuco

O sucesso da Frente Popular em Pernambuco, passou como um rolo compressor sobre o PT estadual. Além de não conseguir eleger candidato que apoiou para o governo do estado, viu João Paulo, considerado uma dos mais populares nomes do partido, ser esmagado na corrida para o Senado e Marina Silva suplantar a presidente Dilma Rousseff na disputa presidencial.

Aliás, Pernambuco foi o único estado onde Marina saiu vencedora.

Para deputado federal não conseguiu eleger um único nome, figuras tradicionais como Pedro Eugênio, Fernando Ferro e Mozart Sales, este último o mais votado dos três, não conseguiram renovar o mandato.

Para a Assembleia Legislativa, conseguiu três cadeiras com Teresa Leitão, Manoel Santos e Odacy Amorim. Sérgio Leite deixa a Casa.

Se João Paulo, ex-prefeito do Recife, ficou de fora, João da Costa, também ex-gestor da capital, também não conseguiu se eleger deputado federal.

Por outro lado dos 25 deputados federais escolhidos em Pernambuco, 18 foram eleitos pela coligação Frente Popular de Pernambuco (PSB, PMDB, PC do B, PV, PR, PSD, PPS, PSDB, SD, PPL, DEM, PROS, PP, PEN e PTC), 6 pela Pernambuco Vai Mais Longe (PTB, PT, PSC, PDT, PRB e PT do B) e um pela Juntos Pelo Imposto Único (PSDC, PTN, PRP, PSL, PHS e PRTB).

O candidato mais votados são integrantes da Frente Popular de Pernambuco: Eduardo da Fonte (PP), com 283 mil votos; Pastor Eurico (PSB), com 233 mil; e Jarbas Vasconcelos (PMDB), com 227 mil .

Na Pernambuco Vai Mais Longe, encabeçam o ranking Silvio Costa (PSC), com 103 mil votos; Adalberto Cavalcanti (PTB), com 99 mil; e Zeca Cavalcanti, com 95 mil.

O único candidato eleito pela Juntos Pelo Imposto Único foi Kaio Maniçoba (PHS), com 28 mil votos.

VEJA A LISTA DE DEPUTADOS FEDERAIS ELEITOS POR PERNAMBUCO:

Frente Popular de Pernambuco:

Eduardo da Fonte (PP) - 283.567 votos
Pastor Eurico (PSB) - 233.762 votos
Jarbas (PMDB) - 227.470 votos
Felipe Carreras(PSB) - 187.348 votos
Anderson Ferreira (PR) - 150.565 votos
Daniel Coelho (PSDB) - 138.825
Bruno Araújo (PSDB)- 131.768 votos
João Fernando Coutinho (PSB) - 120.059 votos
Sebastião Oliveira (PR) - 115.926 votos
Danilo Cabral (PSB) - 113.588 votos
Fernando Filho (PSB) - 112.684 votos
Tadeu Alencar (PSB) - 102.669
Gonzaga Patriota (PSB) - 101.452 votos
Andre de Paula (PSD) - 100.875 votos
Marinaldo Rosendo (PSB) - 97.380 votos
Betinho (PSDB) - 97.269 votos
Mendonça Filho (DEM) - 88.250 votos
Luciana Santos (PC do B) - 85.053 votos

Pernambuco Vai Mais Longe:
Silvio Costa (PSC) - 103.461 votos
Adalberto Cavalcanti (PTB) - 99.912 votos
Zeca Cavalcanti (PTB) - 97.057 votos
Ricardo Teobaldo (PTB) - 92.262 votos
Wolney Queiroz (PDT) - 86.739 votos
Jorge Côrte Real (PTB) - 86.023 votos

Juntos pelo Imposto Único:
Kaio Maniçoba (PHS) - 28.585 votos

LISTA DOS 49 DEPUTADOS ESTADUAIS ELEITOS EM PERNAMBUCO:

Frente Popular de Pernambuco

1. Presbitero Adalto Santos (PSB)
2. Raquel Lyra (PSB)
3. André Ferreira (PMDB)
4. Simone Santana (PSB)
5. Joaquim Lira (PSD)
6. Rodrigo Novaes (PSD)
7. Alberto Feitosa (PR)
8. Nilton Mota (PSB)
9. Lucas Ramos (PSB)
10. Waldemar Borges (PSB)
11. Miguel Coelho (PSB)
12. Francismar (PSB)
13. Eriberto Medeiros (PTC)
14. Lula Cabral (PSB)
15. Henrique Queiroz (PR)
16. Vinícius Labanca (PSB)
17. Clodoaldo Magalhães (PSB)
18. Claudiano Filho (PSDB)
19. Aluísio Lessa (PSB)
20. Priscila Krause (DEM)
21. Aglailson Júnior (PSB)
22. Diogo Moraes (PSB)
23. Rogério Leão (PR)
24. Ângelo Ferreira (PSB)
25. Tony Gel (PMDB)
26. Ricardo Costa (PMDB)

Pernambuco Vai Mais Longe
1. Guilherme Uchôa (PDT)

2. Silvio Costa Filho (PTB)
3. Odacy Amorim (PT)
4. Manoel Santos (PT)
5. Bispo Ossesio Silva (PRB)
6. Júlio Cavalcanti (PTB)
7. Álvaro Porto (PTB)
8. José Humberto Cavalcanti (PTB)
9. Romário (PTB)
10. Pedro Serafim Neto (PDT)
11. Teresa Leitão (PT)
12. Augusto César (PTB)

Pernambuco Que Eu Quero
1. Pastor Cleiton Collins (PP)
2. Maurício (PP)
3. Dr. Valdi (PP)
4. Everaldo Cabral (PP)
5. Soldado Joel da Harpa (PROS)

Frente Pela Redução da Carga Tributária
1. Socorro Pimentel (PSL)
2. Eduíno (PHS)

Unidos pela Redução da Carga Tributária
1. Beto Accioly (SD)
2. Professor Lupercio (SD)

Mobilização por Poder Popular
1. Edilson Silva (PSOL)

Unidos pela Redução dos Impostos

1. João Eudeus (PRP)

Paulo Câmara: a maior votação percentual do Brasil

BRASIL – Pernambuco – Eleição 2014
Paulo Câmara: a maior votação percentual do Brasil
Eduardo Campos morto decidiu a eleição em Pernambuco. O socialista Paulo Câmara ganhou de capote, teve o dobro dos votos que o fanfarão, Armando Monteiro Neto (PTB)


Detalhe da primeira página Diário de Pernambuco

Postado por Toinho de Passira
Fonte:  Diário de Pernambuco

O socialista Paulo Câmara foi eleito para governar Pernambuco como a maior votação percentual do país. O socialista obteve 68,08% dos votos válidos, o que representa 2,2 vezes do segundo colocado, o cuja votação alcançou 31,07%.

A Frente Popular conquistou além do governo do estado a vaga de senador, com Fernando Bezerra Coelho (PSB). Ex-ministro da Integração Nacional do governo Dilma Rousseff, Bezerra Coelho superou a votação do petista e ex-prefeito do Recife, João Paulo (PT), em 1,2 milhão de votos.

“Pernambuco vai ter um governador servidor público por vocação e um servidor que vai trabalhar para o povo que mais precisa”, disse Paulo Câmara à noite, em entrevista à imprensa. Câmara, ex-secretário da Fazenda, é funcionário licenciado do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE).

Para o governador eleito, o resultado das eleições foi um reconhecimento ao trabalho e ao legado do ex-governador Eduardo Campos, que faleceu em acidente aéreo em Santos (SP). No acidente, além de Campos, morreram os dois pilotos e quatro assessores da campanha do ex-governador.

O pronunciamento de Câmara foi feito em entrevista coletiva à imprensa, no Recife Monte Hotel, em Boa Viagem, onde estava ao lado de Fernando Bezerra Coelho, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, e a viúva do ex-governador Eduardo, Renata Campos.

Antes de ir à Boa Viagem, o governador eleito desfilou em carro aberto, ao lado de Geraldo Julio, na Praça de Casa Forte. Ali, Paulo, ao lado de três dos cincos filhos do ex-governador Eduardo, foi recebido pela militância da Frente Popular.

No meio do desfile, o futuro governador desceu do carro para abraçar padre Edwaldo Gomes, pároco da Igreja Casa Forte, onde a família Campos costuma ir às missas.

Geraldo Júlio e a esposa, Cristina Melo, Raul Henry, eleito vice-governador, Felipe Carreras, que conquistou uma vaga de deputado federal, e Sileno Guedes, presidente estadual do PSB, subiram no palco do Marco Zero, além dos filhos de Eduardo e Renata Campos, que chegou depois, sob ovação.

"Nem o mais otimista iria imaginar uma vitória tão expressiva. Pernambuco te ouviu e te homenageou", declarou Fernando Bezerra Coelho, referindo-se a Eduardo Campos. Ele conquistou 64,34% dos votos válidos, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Fernando Bezerra agradeceu também aos filhos do ex-governador, João e Pedro, que, segundo ele, "tomaram a campanha nas mãos. É como se Eduardo estivesse com eles".

O governador eleito, Paulo Câmara, foi o último a falar, sob muita chuva. "Pernambuco mostrou para todo o Brasil como se faz uma eleição. Quero agradecer a cada pernambucano e vou honrar a confiança. Hoje demos exemplo para o Brasil. Unimos Pernambuco para fazer por quem mais precisa. Eduardo vai fazer falta, mas estará em nossos corações para sempre. Vamos contar com cada um de vocês para governar o estado. Pernambuco mostrou que a força do povo faz a diferença.

Vamos pegar no serviço, como dizia Eduardo", finalizou.

4 de out. de 2014

Aécio ultrapassa Marina, Dilma continua na frente. No segundo turno Aécio está 6 pontos atrás de Dilma

BRASIL – Eleição 2014
Ultima pesquisa Datafolha: Aécio ultrapassa Marina
Dilma tem 44%, Aécio vai a 26% e Marina recua para 24% dos válidos, diz pesquisa

Editoria de arte/Folhapress

Postado por Toinho de Passira
Texto de Ricardo Mendonça, para a Folha de S. Paulo Fonte: Folha S. Paulo

Pesquisa Datafolha finalizada neste sábado (4) mostra o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, dois pontos à frente de Marina Silva (PSB) na disputa pela vaga no segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff (PT).

A menos de 24 horas do início da votação, Dilma alcança 44% das intenções de voto válido (conta que desconsidera brancos e nulos), Aécio chega com 26%, Marina tem 24%.

Aécio e Marina estão tecnicamente empatados, já que a margem de erro do estudo é de dois pontos para mais ou para menos. Mas ele chega ao dia da eleição numericamente à frente da rival pela primeira vez e, mais importante, em trajetória de ascensão - o oposto do que ocorre com sua rival.

Luciana Genro (PSOL), Pastor Everaldo (PSC) e Eduardo Jorge (PV) têm 1% cada um. Os outros cinco candidatos inscritos somam 1%.

Há 4% do eleitorado que planeja votar nulo ou em branco. E outros 5% que não sabem em quem votar.

No teste de segundo turno, Dilma vence tanto Aécio quanto Marina. Contra o tucano, a vantagem da petista é por seis pontos (53% a 47% dos votos válidos). Contra a pessebista, por dez pontos (55% a 47%).


Os candidatos bizarros e seus vídeos eleitorais

BRASIL - Eleição 2014
Os candidatos bizarros e seus vídeos eleitorais
De Batman a Bin Laden, passando por Lepo Lepo, Jesus e pancadão. Veja os vídeos de propaganda eleitoral mais curiosos das eleições deste ano:o vale-tudo para conseguir os votos dos eleitores

Foto: Reprodução

Propaganda eleitoral de Tiririca (PR) na qual ele imita de forma hilária o cantor Roberto Carlos

Postado por Toinho de Passira
Texto de Beatriz Souza
Fontes:  Exame

Ontem foi o último dia da campanha eleitoral para o primeiro turno das eleições. Embora o foco tenha estado na maior parte do tempo no embate entre os presidenciáveis, candidatos a deputado estadual e federal se esforçaram para chamar a atenção dos eleitores, principalmente nos poucos segundos que tinham nos programas eleitorais na televisão.

É inegável que o fator Tiririca influenciou muito a forma de divulgação destes candidatos. Eleito deputado federal pelo PR em 2010, Tirirca conquistou milhões de votos com suas propagandas debochadas. Neste ano, ele e suas propagandas estiveram de volta. Veja a seguir uma seleção dos vídeos mais bizarros desta campanha:

Batman Capixaba

Arquires de Souza Ferreira se veste de Batman Capixaba para tentar conquistar uma vaga como deputado estadual do Espírito Santo, pelo PRP.

Paulo Batista e o raio privatizador

O paulista Paulo Batista do PRP se veste de herói e combate com seu "raio privatizador" os comunistas.

Bin Laden

São Paulo tem também um candidato a deputado federal que se apresenta como Bin Laden - mas se veste de gari. Em seu vídeo, o candidato do PEN diz que quer ir pra Brasília defender a família, que estádesprotegida, e a liberdade pras emissoras de televisão.

Skaf e o lepo lepo

O candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB, Paulo Skaf, fez uma parodia da música Lepo Lepo, sucesso do carnaval, para falar dos problemas da falta de água no estado.

Dr. Rey em animação

Um Dr. Rey em forma de animação fala as propostas do médico-estrela para a saúde. Entre elas, a de colocar as cirurgias cosméticas no SUS. Aquela mãe que teve 3 ou 4 filhos, coitadinha, a auto-estima dela tá baixa. Levantar o peitinho dela vai ajudar muito, diz.

Batman do Mato Grosso do Sul

André Salineiro é policial federal e candidato a deputado estadual do Mato Grosso do Sul pelo PSDB. Para convencer os eleitores, o candidato tem um jingle contra a farra e a corrupção apresentado com imagens que fazem referência ao Batman.

Dengue

O candidato, Dengue, do PMN de Pernambuco, pede votos matando um mosquito da dengue virtual.

O bigode de Patrice

Um cabeça voadora pede votos para o bigode porque com ele você pode. É assim que Patrice, candidato a deputado estadual pelo PSC em Minas Gerais tenta atrair seus eleitores.

Surpresa no final

A propaganda de Lucivan, candidato a deputado estadual no Piauí pelo PTC, começa como outra qualquer, mas é o final que surpreende pela irreverência.

Lula?

Tá certo que Lula é o maior cabo eleitoral do PT e seu apoio atrai muitos votos, mas o candidato a governador do PT na Bahia, Rui Costa foi além e produziu um jingle com uma voz imitando Lula cantando.

Jesus de Pernambuco

Jesus no nome, na caracterização e no número (33 333). É assim que o candidato a deputado estadual pelo PMN, Pedro Renan de Oliveira Luna, se apresenta e pede votos aos eleitores de Pernambuco.

Pancadão do Tiririca

Se Tiririca não foi o precursor dos vídeos bizarros, é com certeza uma inspiração para os outros que aparecem nesta lista. Nesta campanha para sua reeleição como deputado federal por São Paulo, Tiririca imitou o Roberto Carlos (levantando a ira do rei), Pelé, fez piada com brasília (o carro) e fez um funk-jingle.

E o clássico, Tiririca e o Roberto Carlos da Friboi

Fernando Bezerra será o novo senador de Pernambuco, diz pesquisa do Instituto Maurício de Nassau

BRASIL – Eleição 2014
Fernando Bezerra será o novo senador de Pernambuco, diz pesquisa do Instituto Maurício de Nassau
O petista João Paulo está a seis pontos percentuais, atrás do seu concorrente, o socialista FBC, segundo apurou o Instituto Mauricio de Nassau. Não querendo acreditar na derrota iminente o petista recorreu ao TRE de Pernambuco, para proibir que a pesquisa fosse divulgada. Vai ter, porém, que enfrentar amanhã, a mãe de todas as pesquisas: o resultado das urnas.


Fernando Bezerra Coelho atropelou João Paulo

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Jamildo, Blog do Carlos Brito, Ne10, NE10, Farol de Notícias

O candidato a senador, da Frente Popular, Fernando Bezerra Coelho (PSB), ultrapassou e distanciou-se do segundo colocado, o ex-prefeito do Recife, João Paulo (PT), de acordo com os números da pesquisa do Instituto Maurício de Nassau, o último publicado antes das eleições.

Bezerra Coelho aparece com 35% das intenções de voto contra 29% de João Paulo.

Levando em consideração apenas os votos válidos, quando são excluídos os votos brancos, nulos e indecisos, o placar favorável a Fernando Bezerra é de 54% a 44%, uma diferença de 10 pontos, segundo o IPMN.

“Essa frente na pesquisa, quando cotejada com a realidade das urnas, indica que Fernando teria cerca de 2.163 milhões de votos válidos contra 1.763 milhão de João Paulo. A vitória pessebista se daria, então, por uma diferença de 400 mil votos num total estimado de 4.006 mil votos válidos”, afirma Maurício Romão, um dos coordenadores da pesquisa do Instituto Maurício de Nassau.

Fernando Bezerra Coelho nas primeiras consultas aparecia bem atrás. A primeira pesquisa, divulgada no dia 2 de agosto, apontou ele com 13% das intenções de voto, contra 30% de João Paulo. Na segunda, publicada em 30 de agosto, o cenário era 19% (FBC) e 29% para João Paulo.

A corrida começou a empatar no dia 11 de setembro, quando o quadro mostrou o ex-ministro da Integração do Governo Dilma com 25% dos votos e João Paulo estava com 29%.

Mas a reviravolta na disputa só foi identificada no levantamento do dia 27 de setembro, porque pela primeira vez o socialista passou o petista. Os números desta quinta-feira só confirmam a tendência.

Na disputa por regiões, o postulante da Frente Popular perde apenas na capital pernambucana, reduto eleitoral do ex-prefeito do Recife João Paulo, que teve dois mandatos à frente do executivo municipal.

A distância, porém, já esteve maior entre os dois no litoral. No cenário atual, FBC está com 31% e o candidato do PT com 35%. Recife é o maior colégio eleitoral do Estado, com 1.066.187 eleitores.

No Sertão do São Francisco, reduto eleitoral do ex-ministro da Integração, onde já foi duas vezes prefeito de Petrolina, ele leva a melhor com 53% dos votos.

A turma de João Paulo não gostou do resultado da pesquisa e até entrou com um recurso junto ao TRE de Pernambuco para evitar que os números fossem divulgados pelos órgãos de imprensa.

Em nota João Paulo fez um “alerta” desesperado aos seus eleitores:

“Na reta final da campanha, com a iminência da minha vitória na disputa pelo Senado, meu adversário apela para práticas condenáveis, na tentativa de manipular o resultado do pleito de domingo.

Nesta quinta-feira, dia 2 de outubro, foi divulgado o resultado de uma pesquisa que aponta números completamente inversos aos que os mais respeitados institutos do País têm levado ao público.

Ocorre que também hoje, na primeira edição do NETV, da TV Globo, foi apresentado levantamento do Ibope em que apareço na liderança com 36% das intenções de voto, contra 30% do meu adversário.

As pesquisas mais recentes dos institutos Datafolha e Vox Populi também registram a mesma tendência da minha vitória”.

Interessante é que, com menos veemência, é verdade, a coligação de João Paulo, contesta as pesquisas Data Folha, Ibope e Vox Populi, sobre o resultado da eleição para governador, onde o candidato de João Paulo, Armando Monteiro (PTB), aparece fragorosamente derrotado pelo socialista Paulo Câmara.

Os resultados dos “mais respeitados institutos do País” estariam acertando na pesquisa para senador, e errando na de governador. Ou seja, para o PT, instituto respeitado é aquele que lhe prever a vitória.

Discussões à parte, amanhã vai se saber qual dos Institutos de pesquisas estava certo. Historicamente, o Instituto Maurício de Nassau tem conseguido captar com mais propriedade a tendência do eleitorado local. Como o PT pernambucano, tem sido derrotado nas ultimas eleições, resolveu culpar o instituto de pesquisa, por ter detectado com antecedência suas derrotas.

Quando na eleição do Recife o IMN concluía pesquisa após pesquisa que Humberto Costa ficaria com a terceira colocação na corrida pela Prefeitura do Recife, despertou a ira dos petistas. Aberta as urnas, Humberto ficou no terceiro lugar e obteve apenas 17,43% dos votos válidos.

Uma coisa é certa por mais que não goste, João Paulo não vai poder impedir que amanhã à noite o TRE-PE divulgue o resultado das eleições.

1 de out. de 2014

Briga de facções: José Dirceu se irrita com declarações de Luiz Marinho sobre mensalão ter prejudicado o PT em SP

BRASIL – Eleição 2014
Briga de facções: José Dirceu se irrita com declarações de Luiz Marinho sobre mensalão ter prejudicado o PT em SP
Ex-ministro, da sua residência, onde foi passar o fim de semana, de folga da cadeia, comentou ser inaceitável afirmação de que mau desempenho do PT em SP está ligado à prisão de mensaleiros. Com chances de estar no regime aberto, já a partir de novembro, o perigoso, vingativo e mafioso Dirceu começa a preparar sua volta à cena política brasileira. Que Deus nos acuda!

Foto: Pedro Ladeira / O GLOBO

José Dirceu conversando com advogada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, no início do cumprimento da pena

Postado por Toinho de Passira
Fonte: O Globo

Segundo o jornal O Globo, o ex-ministro da Casa Civil e o principal político condenado no processo do Mensalão, José Dirceu, se irritou com as declarações do prefeito de São Bernardo do Campo (SP) e coordenador da campanha de Dilma Rousseff em São Paulo, Luiz Marinho, que atribuiu o mau desempenho dos petistas no Estado à prisão dos condenados no mensalão. Marinho, em entrevista ao Estado de S. Paulo, afirmou que o PT está "penando" entre os eleitores paulistas.

"Além disso, tem a prisão dos companheiros, um conjunto de debates na sociedade que foi muito negativo em São Paulo. É por isso que nós estamos penando na disputa". O prefeito afirmou ainda que a prisão dos correligionários "impactou muito a nossa imagem. Isso é inegável".

Dirceu, que passou o último final de semana em casa, com a família - benefício assegurado a quem cumpre o regime semiaberto a cada 15 dias - se irritou e ficou incomodado com as declarações de Marinho. A alguns amigos, não escondeu seu descontentamento.

— É inaceitável. Como ele (Luiz Marinho) diz uma coisa dessas?! — afirmou Dirceu a interlocutores.

Marinho se referiu tanto ao desempenho de Alexandre Padilha (PT), candidato ao governo e que na última pesquisa Datafolha, divulgada na última sexta-feira, aparece em terceiro lugar com apenas 9% das intenções de voto, como de Dilma, que tem 27% dos votos dos paulistas, contra 34% de Marina Silva (PSB).

Segundo ainda o jornal, a assessoria de imprensa de José Dirceu negou que o ex-ministro tenha feito comentários durante o final de semana sobre as declarações de Luiz Marinho vinculando o desempenho de Padilha na eleição de São Paulo à prisão dos condenados no mensalão.

Trata-se de brigas internas de facções do PT. Dirceu deixou vazar o descontentamento, para queimar a imagem de Marinho, diante dos seus seguidores. Como o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) que apressou-se também em criticar as declarações de Marinho e disse que o caso mensalão não tem influência no mal desempenho de Padilha nas eleições e nem na performance de Dilma no estado. Para Devanir, o coordenador da campanha petista em São Paulo "errou na dose".

De outra facão, oponente a Dirceu, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), ex-líder do partido na Câmara, concordou com Luiz Marinho. Para Teixeira, que é da corrente "Mensagem ao Partido", as prisões dos condenados no mensalão no final do ano passado têm influência no desempenho de Padilha até agora.

Condenado a sete anos e 11 meses de prisão no processo do mensalão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, já está gozando de uma relativa liberdade, como essa de 15 em 15 dias passar o fim de semana com a família, na verdade ele só vai passar apenas um ano atrás das grades. Preso em 15 de novembro do ano passado, já poderá ir para casa para cumprir lá o restante da pena em novembro deste ano. O benefício está previsto na legislação penal, que dá ao preso um dia de liberdade em troca de três trabalhados. Dirceu é auxiliar administrativo no escritório do advogado José Gerardo Grossi, um renomado criminalista de Brasília.

De acordo com a lei, depois de cumprir um sexto da pena, Dirceu poderia trocar o regime semiaberto, em que pode sair para trabalhar durante o dia e voltar para a prisão à noite, pelo aberto, em que pode ficar em casa. Matematicamente, isso aconteceria em março de 2015. Mas ele será liberado antes.

Segundo a Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal, já foram descontados 104 dias da pena total. Com isso, Dirceu já pode ir para casa em 27 de novembro. A data será ainda mais antecipada, já que ele continua empregado.

Tendo se livrado da acusação de formação de quadrilha, Dirceu acabou pegando uma pena pífia diante do crime e das circunstancia que o delito foi cometido. Endinheirado e maquiavélico, logo, logo, estará circulando com desenvoltura pela cena política brasileira como se nada tivesse acontecido.

Por outro lado, chega a ser constrangedor, O Globo o jornal admitir que Dirceu, preso encarcerado, disponha de uma “assessoria de imprensa”, que foi consultada para se pronunciar sobre a matéria. Bizarro, muito bizarro, bandido com assessoria de imprensa. Só no Brasil!

30 de set. de 2014

Por causa de Dilma em alta nas pesquisas: dólar dispara, ações da Petrobras derretem e bolsa despenca

BRASIL – Economia – Eleição
Por causa de Dilma em alta nas pesquisas: dólar dispara, ações da Petrobras derretem e bolsa despenca
Tem sido sempre assim, quando novas pesquisas trazem números favoráveis a reeleição da presidenta, os investidores reagem com brutal desconfiança. Nesta segunda não foi diferente, mais uma vez as ações da Petrobras, das estatais e a Bovespa foram golpeadas.Na mesma proporção o mercado de câmbio nervoso fez o dólar fechar na maior alta desde dezembro de 2008.


O Real teve a maior desvalorização entre os emergentes

Postado por Toinho de Passira
Fontes: UOL - Economia, O Globo, Folha de S. Paulo,

A uma semana das eleições, os investidores reagiram novamente, de forma negativa à maior probabilidade de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Com isso, o dólar fechou em seu maior patamar desde 2008, período em que os mercados eram fortemente afetados pela crise financeira global. A moeda americana fechou em alta de 1,69%, a R$ 2,455 na compra e a R$ 2,4570 na venda. Esse é o maior valor desde os R$ 2,471 de 9 de dezembro de 2008. Nesse cenário real é a moeda que apresenta a maior desvalorização frente ao dólar entre todos os países emergentes.

A reação também foi negativa na Bolsa brasileira. O Ibovespa, principal índice do mercado de ações local, fechou em queda de 4,52%, aos 54.625 pontos, o maior tombo desde 22 de setembro de 2011, quando o recuo foi de 4,82%.

Operadores do mercado confirmam que grande parte desse movimento pode ser atribuído ao cenário eleitoral, com uma aversão de grande parte dos agentes de mercado a um novo governo do PT.

A volatilidade da atual eleição só não é maior do que a ocorrida no pleito de 2002, quando o temor em relação ao então candidato Luiz Inácio Lula da Silva fez o dólar chegar aos R$ 4. O comprometimento do candidato, ao lançar a “Carta aos Brasileiros’, com as diretrizes do que seria o seu governo, ajudou a acalmar os agentes do mercado financeiro na época.

Esse tipo de reação está acontecendo há alguns meses, tanto no mercado acionário como no mercado de câmbio.

Em geral, a maior parte do mercado financeiro é contrário à reeleição de Dilma, por entender que o seu governo é muito intervencionista e que a vitória da oposição poderia ser favorável a medidas que visem o crescimento da economia e melhor gerenciamento das estatais, incluindo aí a Petrobras.

A petrolífera brasileira, foi o principal motivo para derrubar a Bovespa nesta segunda-feira: as ações da Petrobras acabaram sendo as mais atingidas, no fenômeno da desconfiança do mercado a continuidade do governo de Dilma - os papéis de estatais e dos bancos fazem parte do “kit eleições”.

Os papéis da Petrobras, preferenciais (sem direito a voto) despencaram 11,17% e os ordinários (com direito a voto) tiveram um tombo de 10,44%.

Os papéis de outras estatais também foram atingidos. As ações sem direito a voto da Eletrobras recuaram 3,69% e as com tiveram queda de 6,13%. Já no caso do Banco do Brasil, a desvalorização foi de 8,54%. Outros bancos também registraram forte queda, sendo que Itaú Unibanco caiu 7% e Bradesco recuou 7,03%.

As ações da Vale também operaram em queda, após a tonelada do minério de ferro, seu principal produto, ter atingido US$ 77,97 na China, segundo dados da Bloomberg. Os papéis preferenciais da mineradora caíram 1,97% e os ordinários recuaram 1,59%.

Até sair o resultado final do 2º turno, a pisada vai ser essa. Imagina se ela ganha.

29 de set. de 2014

Por que diabos Marina mentiu?

BRASIL – Eleição 2014
Por que diabos Marina mentiu?
Ao contrário do que afirmou, a candidata Marina Silva (PSB) não votou a favor da CPMF durante o governo de FHC. Na verdade Marina, então no PT, ficou contra o tributo em 1995 e em 1999, além de em 2002 não ter registrado o seu voto. Portanto, o seu discurso de que não fez “oposição por oposição”, querendo se distanciar do seu passado petista, é falso.

Efeito sobre foto: Joel Silva/Folhapress

INCRÍVEL MENTIRA - Bastou entrar no site do senado, para se constatar que Marina Silva não falou a verdade, sobre ter votado "à favor" da CPMF

Postado por Toinho de Passira
Fonte:  Blog do Josias de Souza, O Globo, Blog Preto no Branco

Josias de Souza, no seu Blog, comenta que numa campanha eleitoral, pode-se desconfiar das verdades dos candidatos. Mas uma mentira deslavada, quando apanhada no pulo, é sempre rigorosamente verdadeira. Por essa razão, um candidato jamais deve dizer uma mentira que não possa provar. Marina Silva disse uma mentira inacreditável: “Quando foi a votação da CPMF, ainda que o meu partido fosse contra, em nome da saúde, em nome de respeitar os interesses dos brasileiros, eu votei favorável…”

Ao contrário do que afirma em declarações públicas, a candidata Marina Silva (PSB) não votou a favor da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Registros do site do Senado mostram que Marina, então no PT, ficou contra o tributo em 1995 e em 1999. Em 2002 não registrou seu voto.

O apoio à CPMF tem sido utilizado por ela como discurso de que não fez “oposição por oposição” no Congresso Nacional e que esperava a mesma postura dos parlamentares, caso seja eleita.

O registro das principais votações durante o governo do PSDB mostram Marina numa atuação típica de oposição: em 1997, votou contra a criação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a quebra do monopólio estatal e o modelo de concessão para exploração de petróleo e a reforma administrativa, que cortou benefícios de servidores públicos.

De licença médica, não registrou voto na reforma da previdência de 1997. Em 2000 votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, que fixou normas e limites de gastos para a gestão pública. Apoiou apenas projetos na área social em bandeiras compartilhadas por seu partido, como a criação do Fundef com o estabelecimento de financiamento fixo para a educação e a definição de gastos na área de saúde, a chamada emenda 29.

Desde que assumiu a candidatura presidencial neste ano, Marina menciona sua postura quando senadora como modelo de que é possível manter governabilidade sem ter ampla base parlamentar. E cita exatamente a CPMF como principal argumento.

- Quando o presidente Fernando Henrique Cardoso mandou a CPMF para ser votada, o meu partido era contra, mas eu e o Suplicy votamos favorável – disse Marina na sabatina do portal G1.

A CPMF foi sucessora do IPMF, criado ainda no governo Itamar Franco, com o objetivo de aumentar investimentos na área de saúde. O ministro Adib Jatene fez campanha no Congresso para conseguir o recurso extra. Em 1995 o tema chegou ao Senado por meio de uma proposta de emenda constitucional (PEC). Marina Silva registrou voto contrário nas duas votações em plenário, em outubro e novembro daquele ano. Quatro anos mais tarde, o tema voltou ao debate no Senado e a candidata votou outras duas vezes contra a cobrança.

Em 4 de junho de 2002 a continuidade do tributo foi novamente debatida. Naquele momento o petista Luiz Inácio Lula da Silva liderava as pesquisas de intenção de voto e foi feito um acordo para prorrogar a cobrança. O líder do PT, Eduardo Suplicy, encaminhou favorável à votação.

- Encaminho a votação, pelas bancadas do bloco de oposição e do Partido dos Trabalhadores, favoravelmente à emenda relativa à CPMF, com o entendimento primeiro de que se trata, no caso, de uma necessidade orçamentária para o período de 2002 a 2004 – disse Suplicy em plenário.

A prorrogação teve o apoio de vários integrantes do PT e do então candidato a vice de Lula, José Alencar, crítico do sistema tributário do país.

- Estou aqui para trazer um protesto contra a CPMF, ainda que eu vá votar a favor dela. E assim o farei apenas por que o Brasil não pode prescindir dessa arrecadação, que representa mais de R$20 bilhões – afirmou Alencar na votação.

Presente no plenário, Marina não registrou seu voto. Minutos antes tinha discursado sobre um projeto que liberava a concessão de um empréstimo ao Acre e votou em outra proposta. Sobre a CPMF, não se manifestou. No caso de propostas de emenda constitucional, não votar tem o mesmo peso de ser contrário, uma vez que é preciso ter 49 votos sim para a aprovação. Oito dias depois dessa votação, a matéria foi votada em segundo turno e mais uma vez Marina não registrou voto

Continua Josias de Souza, ‘neste domingo, o comitê de Dilma Rousseff transformou a inverdade em propaganda eleitoral. E a evangélica Marina Silva entra na última semana da campanha tendo de explicar por que diabos mentiu’.

Tim Maia dizia: “Não fumo, não bebo e não cheiro. Só minto um pouco.” O que dirá Marina?

Paulo Roberto Costa revela: Palocci pediu dinheiro da quadrilha que operava na petrobras para a campanha de Dilma

BRASIL - Opinião
Paulo Roberto Costa revela:
Palocci pediu dinheiro da quadrilha que operava na petrobras para a campanha de Dilma
Paulo Roberto depondo na Polícia Federal e ao Ministério Público afirmou que em 2010, foi procurado por Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff à Presidência, com um pedido de de R$ 2 milhões.

Montagem Veja

Segundo Paulo Roberto, em 2010, Palocci apelou ao esquema corrupto
para financiar a campanha de Dilma

Postado por Toinho de Passira
Texto de Reinaldo Azevedo
Fonte: Veja

O engenheiro Paulo Roberto Costa, que está preso na Polícia Federal do Paraná, deve ser solto até segunda-feira. Será monitorado por uma tornozeleira eletrônica. A liberdade é parte do acordo de delação premiada. De saída, pode-se afirmar que a concessão só está sendo feita porque se considera que, até aqui, ele efetivamente está contribuindo para desvendar os meandros dos crimes cometidos pela quadrilha que operava na Petrobras.

Há duas semanas, VEJA revelou parte do que ele disse à Polícia e ao Ministério Público, incluindo a lista de políticos que, segundo ele, se beneficiaram do esquema. Lá estão cabeças coroadas do Congresso e também o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Na edição desta semana, VEJA revela um conteúdo que compõe o núcleo atômico da denúncia. Paulo Roberto liga o esquema corrupto à eleição de Dilma Rousseff em 2010. É isso mesmo!

Costa, como se sabe, era diretor de Abastecimento da Petrobras. Por sua diretoria, passavam negócios bilionários, como a construção de refinarias, aluguel de navios e plataformas e manutenção de oleodutos. Ele chegou ao posto em 2004 — e lá permaneceu até 2012, já no governo Dilma — pelas mãos do PP, mas foi adotado depois pelo PMDB e pelo PT.

As empreiteiras que negociavam com ele pagavam 3% de comissão, e o dinheiro era distribuído, depois, a políticos. Sim, Paulo Roberto pegava a sua parte. Só em uma de suas contas no exterior, há US$ 23 milhões.

Era íntimo do poder. Lula o tratava por “Paulinho” — o Apedeuta, como se sabe, é doce com os amigos…

Pois bem: Paulo Roberto revelou à Polícia Federal e ao Ministério Público que, em 2010, foi procurado por Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff à Presidência. O ex-ministro da Fazenda, que já tinha sido membro do Conselho da Petrobras, precisava, com urgência, de R$ 2 milhões.

Sim, vocês entenderam: pediu, segundo o engenheiro, que a quadrilha que traficava com o interesse público lhe arrumasse a dinheirama.

Nota à margem: em 2010, Palocci era um dos três homens fortes da campanha de Dilma. Os outros dois eram José Eduardo Cardozo, hoje no Ministério da Justiça, e José Eduardo Dutra, hoje numa diretoria da Petrobras. Dilma os apelidou de seus “Três Porquinhos”. Palocci, um dos porquinhos, virou ministro da Casa Civil, mas teve de deixar o cargo porque não conseguiu explicar como ficou tão rico atuando como… consultor. Adiante.

Dilma tem feito o diabo para sustentar que não sabia da casa de horrores em que havia se transformado a Petrobras. Como notou um ouvinte de “Os Pingos nos Is”, o programa diário que ancoro na Jovem Pan, a “candidata Dilma” é aquela que finge saber tudo, e a “presidente Dilma” é aquela que nunca sabe de nada.

O dinheiro, afinal, foi parar no caixa dois da campanha de Dilma? A ver. Paulo Roberto operava por cima: negociava a propina com as empreiteiras, pegava a sua parte e depois deixava a cargo dos políticos. A sua diretoria pertencia à cota do PP — e foi a essa cota que Palocci pediu o dinheiro. A distribuição da bufunfa era feita pelo doleiro Alberto Youssef, que também fez um acordo de delação premiada. Ele poderá dizer se a dinheirama ajudou a financiar a campanha da agora presidente, que concorre à reeleição.

Embora adotado pelo PMDB e pelo PT, reitere-se, Paulo Roberto era o homem do PP. Os petistas, no entanto, tinham também o seu braço na estatal: Renato Duque, que ficou 10 anos na Diretoria de Serviços. Segundo Paulo Roberto, Duque operava exclusivamente para os petistas.

Não percam isto de vista: de acordo com a denúncia, Palocci foi pedir R$ 2 milhões da cota do PP. Se mais pediu de outras cotas, eis uma possibilidade que tem de ser investigada.

Atenção! Paulo Roberto Costa só poderá ser beneficiado pelo estatuto da delação premiada se as informações que fornecer forem úteis à investigação. Se está prestes a sair da cadeia, é sinal de que a apuração está avançando.

Palocci e Dilma negam qualquer irregularidade e dizem não saber de nada.