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16 de jan. de 2013

NASA constata tendência de alta no aquecimento global

PLANETA TERRA - Meio Ambiente
NASA constata tendência de alta no aquecimento global
2012 foi o nono ano mais quente no planeta desde que o levantamento começou a ser feito, em 1880. Não bateu recorde, mas consolidou um fenômeno preocupante: nove dos dez anos mais quentes da história aconteceram desde 2000.

Foto: Felipe Dana / Associated Press

O Rio de Janeiro atingiu, em 2012, o recorde de 43º em dezembro último

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Diário da Manhã, NASA, Jornal Nacional, Los Angeles Times

Um novo estudo da Nasa confirmou o que outros dados já indicavam: a temperatura na Terra mantém uma tendência firme de alta, com 2012 sendo o nono ano mais quente desde 1880, quando os registros começaram.

As conclusões são dos últimos dados divulgados pelo Instituto Goddard para Estudos Espaciais (Giss), que monitorou a temperatura de 2012 e a comparou com a de todos os anos anteriores.

A análise mostrou que a Terra experimenta um aquecimento mais acelerado do que em décadas anteriores.

A média de temperatura em 2012 foi de 14,6º C, cerca de 0,6º C mais quente do que em meados do século 20. Segundo a nova análise, a temperatura média mundial já subiu 0,8º C desde 1880.

Ano a ano, tem havido uma tendência expressiva de alta. Excluindo-se 1988, os nove anos mais quentes dentre os 132 avaliados aconteceram desde o ano 2000, com 2010 e 2005 encabeçando a lista de recordes de calor.

Os números de mais um ano, por si mesmo, não significam nada, diz o climatologista do Giss Gavin Schmidt.

O que importa é que esta década está mais quente do que a última, que por sua vez já foi mais quente do que sua anterior. O planeta está esquentando, e a razão para isso é que nós estamos jogando quantidades crescentes de dióxido de carbono na atmosfera, completou o cientista, em nota divulgada pela agência espacial americana.

As informações usadas pelo Centro Goddard foram recolhidas em mais de mil estações meteorológicas em todo o mundo, além de observações de satélite e centros de pesquisa.

O documento destaca ainda as temperaturas extremas nos Estados Unidos.

Em 2012, a parte continental do país registrou as temperaturas mais elevadas de toda sua história.

23 de out. de 2012

Trem aéreo cruzará céu de Tel Aviv

ISRAEL – Tecnologia
Trem aéreo cruzará céu de Tel Aviv
Um projeto-piloto da Nasa será transformado em realidade na capital de Israel. Ficção cientifica virando realidade: lembram daqueles veículos do filme “Blade Runner: O Caçador de Andróides” estrelado por Harison Ford?

Foto: Divulgação

Modelo do trem aéreo que será implementado em Tel Aviv. Sistema terá trilhos suspensos, com trens a uma altura de 7 metros

Postado por Toinho de Passira
Texto de Guila Flint - de Tel Aviv para a BBC Brasil
Fonte: BBC Brasil

Um projeto-piloto feito em colaboração com a Nasa (agência espacial americana) deve levar às ruas de Tel Aviv, em Israel, um trem aéreo elétrico, com trilhos de alumínio, que está sendo promovido como uma "forma ecológica e rápida" de facilitar o transporte público.

Segundo anúncio do prefeito de Tel Aviv, Ron Huldai, o chamado "trem aéreo" terá uma primeira fase com uma linha de 7 km, perto do porto (norte da cidade), a ser concluída em dois anos.

Os veículos poderão alcançar uma velocidade de 240 quilometros por hora e "voarão" em uma altura de 7 metros, presos sob trilhos suspensos no ar.

O sistema será movido a eletricidade, parte da qual será "produzida pelo próprio sistema", disse à BBC Brasil Jerry Senders, diretor da empresa Skytran, responsável pela tecnologia.

Senders explica que dentro de cada veículo haverá um "motor linear" que será movido por um misto de eletricidade e ondas magnéticas.

"A principal inovação do projeto é o movimento por intermédio de ondas magnéticas, e essa é a contribuição tecnológica da Nasa", diz. "Não haverá atrito entre o veículo e o trilho de alumínio, já que, a partir do momento em que o veículo começar a se mover, se criará, por meio da onda magnética, uma especie de travesseiro de ar e cada bondinho navegará no ar."

O único momento em que haverá atrito com o cabo de alumínio será quando o veículo parar nas estações.

Vagão será movido por eletricidade e ondas magnéticas, diz criador
Custos e capacidade

"Trata-se de uma maneira econômica, rápida e ecológica de resolver o problema do transporte público", diz Senders, afirmando que o projeto custará apenas US$ 6 milhões por quilômetro.

Para efeitos comparativos, a prefeitura de Jerusalém concluiu recentemente a construção de um bonde que cruza a cidade, que durou 12 anos e custou mais de dez vezes o preço por quilômetro. E estima-se que o custo por quilômetro do metrô de São Paulo seja de US$ 60 milhões a US$ 100 milhões.

Os trilhos de alumínio do trem aéreo de Tel Aviv serão erguidos entre postes, que também servirão como fonte de energia. "O sistema aproveitará ondas magnéticas que serão geradas pelo próprio movimento dos veículos sob os trilhos de alumínio", afirma a prefeitura.

Os veículos serão leves e pesarão apenas 200 quilos cada, e poderão transportar dois passageiros por vagão. Mas, segundo Sanders, poderá transportar até 11 mil pessoas por hora.

Os passageiros que entram nos bondinhos podem apertar um botão indicando em qual estação querem parar, como em um elevador.

Segundo Senders, o presidente de Israel, Shimon Peres, já pediu que a Skytran prepare planos para ampliar a rede aérea para as periferias de Israel, e o projeto poderia chegar até Eilat (cidade no sul do país).

Tel Aviv quer ser vista como centro de inovação tecnológica
"O sistema tem características de uma espécie de internet física", explica Senders, "uma rede ilimitada de linhas aéreas, que poderá, inclusive, ter estações dentro de edifícios e sobre os prédios".

"Estou orgulhoso de Tel Aviv ter sido escolhida para a implementação do projeto piloto em colaboração com a Nasa", declarou o prefeito Ron Huldai.

"O projeto se enquadra na percepção da prefeitura, que vê Tel Aviv como centro de inovação tecnológica", disse à BBC Brasil o porta-voz da prefeitura de Tel Aviv, Gali Avni Orenstein.

31 de ago. de 2012

Hoje é noite de Lua azul. Dia do adeus de Neil Armstrong

PLANETA TERRA
Hoje é noite de Lua azul
Dia do adeus de Neil Armstrong
Acontece nesta sexta-feira, 31, o fenômeno da Lua azul que ocorre, aproximadamente, a cada dois anos, quando duas luas cheias aparecem em um mesmo mês

Postado por Toinho de Passira
Texto de Vanessa Daraya
Exame, Los Angeles Times

Acontecerá hoje (31) o fenômeno da Lua azul. Ele só ocorre quando há uma segunda Lua cheia no mesmo mês. A primeira delas aconteceu em 2 de agosto.

A Lua azul ocorre a cada dois anos, aproximadamente. Antes da Lua azul que acontecerá hoje, o fenômeno ocorreu em dezembro de 2009, há dois anos e oito meses. A próxima será em julho de 2015, daqui a dois anos e onze meses.

A cada 19 anos, a Lua azul acontece duas vezes em um ano, uma em janeiro e a outra em março. A última vez que o esse fenômeno duplo aconteceu foi em janeiro e março de 1999. Portanto, o evento está previsto para acontecer apenas em 2018.

A Lua azul ocorre porque o período de fases da Lua dura 29,5 dias. No entanto, o nosso mês dura 30 ou 31 dias, com exceção de fevereiro. Portanto, como o ciclo da Lua é menor, é possível que aconteçam duas Luas cheias em um mesmo mês.

Apesar do nome, a Lua não estará azul hoje. Assim como não costuma estar. A coloração azulada é muito rara e só acontece quando a atmosfera contém partículas em suspensão maiores do que o comprimento de onda da luz vermelha na alta atmosfera. Por exemplo, quando ocorrem erupções vulcânicas ou incêndios florestais muito grandes, essas partículas são produzidas. Dessa forma, a luz vermelha é absorvida e deixa passar a luz azul.

O fenômeno ficou conhecido como Lua azul por um erro de 1946, quando um astrônomo amador escreveu para uma revista sobre Luas azuis enquanto se referia ao fenômeno das duas Luas cheias em um mês.

Logo, diferente do que o nome indica, a Lua não terá um brilho mais intenso, nem uma coloração azulada. Ela apenas estará cheia e poderá ser vista de qualquer lugar do mundo.

NEIL ARMSTRONG

O fenômeno de hoje provavelmente ficará marcado. Essa Lua azul acontece no mesmo dia em que ocorre o enterro do primeiro homem a pisar na Lua, Neil Armstrong.

Armstrong morreu no último sábado (25), aos 82 anos de idade. Ele teve complicações no coração após uma cirurgia feita no início do mês. Hoje em cerimônia privada em Cincinatti, a família e os amigos mais próximos se despediram do lendário astronauta.

"Hoje homenageamos um pioneiro, um explorador, um patriota, um indivíduo que, com "pequenos passos", alcançou um sonho praticamente impossível", comentou o diretor da NASA, Charles Bolden, em breve comunicado. A agência espacial realizou um ato público como forma de homenagem à Armstrong,

A NASA, que agora estuda novos destinos possíveis para enviar uma missão tripulada, como Marte, trata de Armstrong como um "herói" e diz que só é possível continuar com o espírito explorador por conta da façanha conquistada pelo astronauta.

Neil Armstrong pisou na Lua no dia 20 de julho de 1969 com a missão Apolo 11 e pronunciou a famosa frase "um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade".

Em comunicado divulgado no dia da morte, a família fez um pedido para aqueles que queiram homenagear Armstrong: "temos um simples pedido: honre o seu exemplo de serviço, realização e modéstia e, da próxima vez que você andar em uma noite clara e ver a Lua sorrindo para você, pense em Neil Armstrong e dê a ele uma piscadela."
Leia no «thepassiranews» :
Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na lua, morre aos 82 anos

25 de ago. de 2012

Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na lua, morre aos 82 anos

ESTADOS UNIDOS - Luto
Neil Armstrong, primeiro homem
a pisar na lua, morre aos 82 anos
Ele foi o comandante da Apollo 11, que empreendeu uma das mais espetaculares aventuras do homem no século passado, chegando ao satellite da terra. Ele foi o primeiro ser humano a pisar em outro corpo celeste. O presidente Barack Obama saudou Armstrong como um dos "maiores heróis americanos - e não apenas de seu tempo, mas de todos os tempos''.

Foto: Johnson Space Center Media Archive

Armstrong no módulo lunar Eagle, após pouso na Lua

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters , The New York Times, G1, NASA, USA Today

O primeiro homem a pisar na Lua, Neil Armstrong, morreu aos 82 anos nos Estados Unidos neste sábado (25), informou a família do astronauta em nota à imprensa.

Em 7 de agosto, ele passou por uma cirurgia de emergência no coração, após médicos encontrarem quatro entupimentos em suas artérias, e desde então estava se recuperando no hospital em Cincinnati, onde morava com a esposa.

No Twitter, a Nasa ofereceu "seus sentimentos pela morte de Neil Armstrong, ex-piloto de testes, astronauta e primeiro homem na Lua."

Foto: Johnson Space Center Media Archive

Uma das únicas fotos de Armstrong na Lua. Como ele estava com a câmera, a maioria mostra seu companheiro de viagem, Buzz Aldrin.

BIOGRAFIA

Armstrong foi o comandante da Apollo 11, missão que chegou ao satélite da Terra em 20 de julho de 1969. Ao ser o primeiro ser humano a pisar em outro corpo celeste, Armstrong proferiu a frase: “Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade.”

Nascido em 5 de agosto de 1930, Armstrong foi piloto da Marinha dos Estados Unidos entre 1949 e 1952 e lutou na Guerra da Coreia. Em 1955, se formou em engenharia aeronáutica pela Universidade de Purdue e se tornou piloto civil da agência que precedeu a Nasa, a Naca (Conselho Nacional de Aeronáutica).

Lá, entre outras aeronaves, pilotou o X-15 – avião experimental lançado por foguete onde ocorreram as primeiras tentativas americanas de chegar aos limites da atmosfera e à órbita do planeta. Em 2012, o X-15 ainda mantém o recorde de velocidade mais alta já atingida por um avião tripulado.

Em 1962, ele deixou a função de piloto de testes e passou a ser astronauta – com a Naca já transformada em Nasa.

Foto: NASA

Comandante Neil Armstrong (direita) e piloto David R. Scott embarcando na Gemini 8, a missão que quase o matou.

A missão realizou o primeiro atracamento de duas naves espaciais em órbita e pousou em segurança de volta à Terra depois de um aborto de emergência. Sua primeira missão espacial foi como comandante da Gemini 8, em março de 1966, onde ele e o astronauta David Scott fizeram a primeira acoplagem de duas naves espaciais. Na ocasião, ele se tornou o primeiro civil americano a ir ao espaço.

Durante o voo, os dois quase morreram. Enquanto a nave estava sem contato com a Terra, a Gemini 8, acoplada na sonda Agena, começou a girar fora de controle. Inicialmente, Armstrong achou que o problema era com a Agena e tentou diversas opções para parar o giro – sem sucesso. Ao desacoplar as duas naves, o problema piorou.

A instantes de perder a consciência pela velocidade com que a Gemini 8 girava, Armstrong usou os motores que serviam para a reentrada na Terra para controlar a espaçonave. A Gemini parou de girar e a dupla fez um pouso de emergência próximo ao Japão, sem completar outros passos da missão, como uma caminhada espacial que seria realizada por Scott.

Após a missão, Armstrong acompanhou o presidente americano Lyndon Johnson e outros astronautas em uma viagem à América do Sul que incluiu o Brasil. Segundo sua biografia oficial, escrita por James R. Hansen, Armstrong foi especialmente bem recebido pelas autoridades brasileiras por conhecer e conversar bem sobre a história de Alberto Santos Dumont.

Foto: NASA

Tripulação da Apollo 11, a direita Neil A. Armstrong, comandante; seguido de Michael Collins, e Edwin E. Aldrin Jr.

APOLLO 11 E A IDA À LUA

Com o fim do programa Gemini e o início do Apollo, Armstrong foi selecionado como comandante da Apollo 11. Segundo a Nasa, não houve uma escolha formal inicial de quem deveria ser o primeiro a pisar na Lua. Todos os astronautas envolvidos no Apollo, segundo eles, teriam chances iguais.

As missões eram organizadas para cumprir uma crescente lista de tarefas. Assim, a Apollo 7 era um voo de teste do módulo de comando – o que era chamado de “missão tipo C”. A seguinte, 8, testou a viagem até a Lua. A 9 testou o módulo lunar, uma missão tipo “D”. Se houvesse qualquer problema em uma dessas missões, ela deveria ser retomada até dar certo.

Por isso, embora Armstrong e sua tripulação, Buzz Aldrin e Michael Collins, estivessem com a primeira missão do tipo “G”, que tentaria um pouso – não estava garantido que eles de fato fossem ser os primeiros a fazer isso. Qualquer problema nas missões anteriores e a 11 poderia ter que assumir etapas preparatórias.

Foto: NASA

Neil Armstrong e Aldrin fincaram a bandeira dos EUA na superfície da lua, em 20 de julho de 1969

Quando ficou razoavelmente claro que a Apollo 11 seria a primeira missão a tentar o pouso, a mídia americana passou a informar que Buzz Aldrin seria o primeiro homem na Lua. A lógica dos jornalistas seguia o fato de que no programa Gemini o piloto – não o comandante – era quem saia da nave. Além disso, os primeiros materiais de divulgação feitos pela Nasa mostravam o piloto saindo primeiro e o comandante depois.

Em uma coletiva de imprensa feita em abril de 1969, a Nasa informou que a decisão de fazer Armstrong sair primeiro foi técnica, já que a porta do módulo lunar estava do lado dele. Em entrevistas dadas mais tarde, Deke Slayton, chefe dos astronautas na época, disse que a decisão foi “protocolar”: ele achava que o comandante da missão deveria ser o primeiro na Lua. As opiniões de Armstrong e Aldrin, segundo ele, não foram consultadas.

Após a decolagem em 16 de julho, Armstrong e Aldrin começaram a descida até a Lua em 20 de julho no módulo lunar, apelidado de “Eagle”. Durante a descida, a menos de dois mil metros de altura, dois alarmes soaram indicando que o computador estava sobrecarregado. Seguindo a orientação do controle de missão, Armstrong os ignorou e manteve o pouso.

Ao olhar pela janela, viu que o computador os estava levando para uma área com muitas pedras. O americano então assumiu o controle manual da nave e pousou. Ao encostar na Lua, restavam apenas 25 segundos de combustível no Eagle.

As primeiras palavras de seres humanos na Lua foram, na verdade, Armstrong e Aldrin fazendo a checagem pós-pouso. Termos técnicos como “parada de motor”, “controle automático ligado”, “comando do motor de descida desligado”. Apenas ao final dessa lista, Armstrong falou com a Terra: “Houston, Base da Tranquilidade aqui. A Águia [“Eagle” em inglês] pousou”.

Durante todo o processo de pouso, o controle na Terra se manteve em silêncio, permitindo que a dupla se concentrasse. Com o contato de Armstrong, o astronauta Charlie Duke, em Houston, respondeu bem humorado: “vocês têm um monte de caras quase ficando azuis aqui, estamos respirando de novo.”

Armstrong e Aldrin ficaram 21 horas e 36 minutos na Lua – duas horas e 36 minutos caminhando por ela. O tempo fora da nave foi progressivamente aumentado a cada missão Apollo – na última, a 17, os astronautas ficaram mais de 22 horas fazendo caminhadas lunares.

Foto: NASA

New York City recebe a tripulação da Apollo 11, com desfile em carro aberto pela Broadway

RETORNO À TERRA E VIDA PESSOAL

Neil Armstrong foi recebido como herói após sua volta, com condecorações de diversos países. A mais recente foi uma medalha do Congresso americano, dada a ele e a outros pioneiros espaciais em novembro de 2011.

Nasa e participou da investigação do acidente da Apollo 13. Ele se aposentou da agência em 1971. Em 1970, obteve um mestrado em engenharia aeroespacial da Universidade do Sul da Califórnia.

Depois, virou professor na Universidade de Cincinnati, onde morava, até 1979. Armstrong também fez parte da mesa diretora de algumas empresas americanas. Em 1986, a convite do presidente americano Ronald Reagan, participou da investigação do acidente do ônibus espacial Challenger.

Armstrong casou com Janet Shearon em 1956 , com quem teve três filhos: Eric, Karen e Mark. Karen morreu de câncer no cérebro em 1962, aos três anos, e jamais viu o pai ir ao espaço. Ele e Janet se divorciaram em 1994, após 38 anos de casamento. No mesmo ano, ele se casou com sua segunda esposa, Carol Knight.

Armstrong viveu uma vida de reclusão após a Apollo 11. Convidado frequentemente por partidos americanos, ele se recusou a concorrer a um cargo político. Armstrong também raramente era visto em público e quase nunca dava entrevistas, além de não costumar tirar fotos ou dar autógrafos, porque não gostava que eles eram vendidos por valores que ele considerava “absurdos”.

Sua única biografia autorizada foi publicada em 2005. Ele também costuma processar empresas que usam sua imagem sem autorização e doar as indenizações recebidas à faculdade em que se formou. Em 2005, processou seu barbeiro por ter vendido fios de seu cabelo por US$ 3 mil. O barbeiro teve que doar o valor para a caridade.

Em 2007, 38 anos após a viagem à Lua, em uma rara aparição em público, Armstrong se definiu como "um engenheiro nerd". "Eu sou e sempre serei um engenheiro nerd, com meias brancas e protetores de bolso. E eu tenho um grande orgulho das realizações da minha profissão," disse.

Em 2009, ele fez uma viagem "secreta" ao Brasil, onde passou por São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

A nota da família sobre a morte de Armstrong é encerrada com um pedido: "Para aqueles que perguntam o que podem fazer para honrar a Neil, temos um simples pedido. Honrem seu exemplo de serviço, feitos e modéstia, e a próxima vez que você der um passeio em uma noite clara e vir a Lua sorrindo para você, lembre de Neil Armstrong e dê uma piscadela para ele.”

Foto: Reuters

Neil Armstrong numa de suas últimas aparições públicas, em evento em Washington, em 2011


22 de ago. de 2012

Dedo misterioso fotografado em marte

MARTE
Dedo misterioso fotografado em marte
Uma imagem capturada pela câmera do robô Curiosity, da Nasa, pousado em Marte, causa polêmica: os incrédulos dizem que é uma rocha qualquer, os ufólogos afirmam que pode ser um dedo fossilizado, ou fragmento de uma estatua (?)

Foto: NASA (Detalhe)

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Época, UFO Blogger, OVNI Hoje, Wikipedia

Umas das primeiras fotos divulgadas pela NASA, oriunda do planeta Marte, clicada pelo robô Curiosity mostrava parte do pneu do jeep laboratório e o chão de Marte cheio de pedras. Dias depois, ampliando e examinando detidamente a imagem, os internautas identificaram na foto, entre as rochas algo que poderia ser um dedo humano, como se pode ver nas fotos.

Vários sites e blogs estão comentando o fato. A primeira versão imagina que se trata de um dedo fossilizado, enquanto outros defendem a possibilidade de tratar-se de fragmento de uma estátua.

Alguns foram mais fundo e se deram ao trabalho de fazer uma medição comparativa entre a roda do robô e o “dedo” marciano. As informações dão conta que os pneus do jeep robô, medem cerca de 76 centímetros, e um dedo humano, 9 centímetros em média.

Feitas as comparações, o dedo marciano teria entre 12 a 15 centímetros de comprimento. Conclusão, partindo-se da teoria do dedo fossilizado, o dono da mão seria alguém de 4 metros, ou algum alienígena disforme, pequenino, mas, com mãos enormes.

Os estraga prazeres dizem que esse é mais um fenômeno conhecido como pareidolia, semelhabte aquelas impressões de religiosos que vêem imagens de santos impressos em vidros ou em formato de nuvens.

Como a NASA não tomou conhecimento da descoberta dos internautas e continua comemorando o sucesso da missão dizendo que o robô continua explorando a superfície de Marte, já registrou temperatura ambiente de 2ºC – e já derreteu uma pedra com raios laser para estudar sua estrutura (esperamos que não tenha sido o dedo) não se deve levar muito à sério essa euforia de ufólogos internautas.

Veja a foto do dedo, completa e em alta definição, clicando na imagem abaixo.


8 de ago. de 2012

Ramon de Paula, nosso homem na NASA

ESTADOS UNIDOS - BRASIL
Ramon de Paula, nosso homem na NASA
'Jeitinho brasileiro me ajudou', diz executivo da Nasa, nascido em São Paulo

Foto: Arquivo Pessoal

Postado por Toinho de Passira
Texto de Jefferson Puff da BBC Brasil, em São Paulo
Fonte: BBC Brasil, NASA

Natural de Guaratinguetá, no interior de São Paulo, e trabalhando na Nasa há quase três décadas, Ramon de Paula, de 59 anos, é um dos três brasileiros envolvidos na missão da agência espacial americana que levou o jipe-robô Curiosity a Marte nesta semana.

Vivendo nos Estados Unidos desde os 17 anos, o engenheiro é um dos executivos nas missões de Marte no quartel-general da Nasa em Washington. Como um dos chefes desses programas, tem entre suas principais atribuições resolver problemas técnicos e burocráticos.

Ele comemorou o sucesso da missão Mars Science Laboratory quando o jipe-robô Curiosity tocou o solo do "planeta vermelho" na última segunda-feira. "Foi um alívio, um momento muito, muito emocional", diz De Paula, em entrevista à BBC Brasil.

"Tivemos algumas questões nas últimas três semanas, mas não poderíamos mais adiar a descida", acrescenta. "Foi uma sensação de dever cumprido, de ter ultrapassado dificuldades e momentos de muita pressão. Foram US$ 2,5 bilhões, a missão para Marte mais cara até hoje."

O brasileiro celebrou ao lado de mais de mil cientistas, engenheiros e técnicos envolvidos na missão, e disse que o momento de alegria fez valer a pena todo o esforço dos últimos anos. Além dele, mais dois brasileiros integram a missão: Jaqueline Lyra e Nilton Rennó.

"O 'marco' histórico dessa missão só vai ser conhecido daqui a cerca de dois anos, quando os dados científicos começarem a chegar", afirma o engenheiro. "Mas hoje a chegada do Curiosity a Marte já representa um passo tecnológico muito importante para a humanidade."

NASA

Animação da NASA mostra o sofisticado jipe-robô Curiosity analisando terreno do "planeta vermelho

Para ele, que gerencia projetos que envolvem mais de 500 pessoas, o "jeitinho brasileiro" foi decisivo em sua carreira.

"Ser brasileiro definitivamente me ajudou", afirma. "Minha função é achar solução para todos os problemas relacionados às missões, e tudo que aprendi no Brasil, aliado à nossa cultura foram fatores decisivos."

"Meu mantra aqui é: sempre tem um jeito de resolver o problema. Nem todas as culturas têm essa flexibilidade diante de desafios", acrescenta.

De Paula conta que precisa tomar decisões a todo momento. "São avaliações de risco, aspectos políticos, técnicos, financeiros e científicos das missões. Temos de responder ao Congresso americano e à Casa Branca, por exemplo, pois são eles que decidem nosso orçamento."

MISSÃO TRIPULADA
O cientista brasileiro destaca que, de todas as missões, incluindo sondas e robôs, que já foram enviadas a Marte, esta é a mais sofisticada.

Trata-se da terceira vez vez que a Nasa envia equipamentos capazes de coletar, analisar e enviar resultados de amostras de rochas e materiais encontrados em solo marciano, porém o Curiosity é o mais avançado.

"O objetivo é procurar vestígios da vida, moléculas orgânicas, para determinar a habitabilidade do planeta. Marte foi um dia muito parecido com a Terra e hoje é muito diferente", diz o engenheiro.

De Paula afirma ainda que o desafio da Nasa é enviar uma nave tripulada a Marte até 2030, para que um homem possa dar uma volta completa em torno do planeta e retornar à Terra.

Foto: Reuters

Mais de mil pessoas trabalharam para que o Curiosity chegasse à superfície de Marte

Questionado sobre a possibilidade de vida fora da Terra, o brasileiro diz que "provavelmente não estamos sozinhos".

"Seria muita arrogância pensar que, num universo tão imenso, só aqui existe vida, mas até hoje não sabemos", diz. "Mas vamos ver o que a ciência nos mostra."

BRASIL
De Paula nasceu em Guaratinguetá e mudou-se aos sete anos para Pirassununga, também no interior de São Paulo. De lá foi para Washington, aos 17 anos, quando o pai foi selecionado para integrar a Comissão da Aeronáutica Brasileira na capital americana.

Dois anos depois, a família retornou ao Brasil, mas ele ficou e, após terminar o colegial, formou-se nos Estados Unidos. Em 1985, ingressou na agência espacial americana.

Casado desde 1974 e pai de dois filhos, só volta ao Brasil "para visitar", mas mantém uma relação muito forte com sua terra natal, expressa até ao elogiar o programa espacial brasileiro.

"É muito importante o que o Brasil tem feito no setor espacial mundial", avalia o engenheiro da Nasa. "Definitivamente o Brasil tem a capacidade de avançar seu programa espacial. Afinal, nós brasileiros damos um jeitinho para tudo."


22 de mai. de 2012

NASA terceiriza viagens espaciais

ESTADOS UNIDOS
NASA terceiriza viagens espaciais
A Agência Espacial Americana decidiu estimular empresas privadas a desenvolverem projetos de voos espaciais, que em breve incluirá o reenvio de naves tripuladas ao espaço, depois que encerrou as missões dos ônibus espaciais .

Foto: NASA

Lançamento do Falcon 9, da empresa SpaceX, abre uma nova era de voo espacial

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Terra, Agência Globo, The New York Times, NASA

Depois de vários adiamentos e da suspensão já em contagem regressiva do último sábado, finalmente nesta terça-feira foi realizado com sucesso o primeiro lançamento de um foguete privado rumo à Estação Espacial Internacional.

O foguete Falcon 9, da empresa SpaceX, decolou às 4h44 de Cabo Canaveral, na Flórida (Estados Unidos), abrindo uma nova era de voo espacial.

Ele transportava uma cápsula chamada Dragão, que é embalada com meia tonelada de carga. Três minutos depois do lançamento, o segmento com os motores se separou e foram ligados os propulsores da segunda parte. Com nove minutos de voo, a cápsula Dragon se separou do segundo segmento do foguete Falcon 9 e ficou em sua própria órbita, onde desdobrará suas telas de captação de energia solar, e a navegação dependerá de seus próprios foguetes de direção.

Na quinta-feira a cápsula se aproxima da ISS, quando deverá realizar uma série de manobras para se encaixar na estação, situada a 385 km da Terra.

A Nasa encerrou no ano passado o programa das naves, com o qual durante 30 anos realizou suas missões espaciais e com o qual abastecia periodicamente a ISS. A agência outorgou à empresa SpaceX um contrato de US$ 1,6 bilhão para uma dúzia de missões de suas cápsulas Dragon.

A SpaceX é a empresa que está em estágio mais avançado na concorrência pelos voos de carga para a ISS, que conta ainda com a Orbital Sciences Corporation. Ambas já receberam financiamentos da ordem de US$ 800 milhões da Nasa para o trabalho e esperam conquistar contratos que somam mais de US$ 3 bilhões para realizar em nome dos EUA os serviços de transporte de carga para a estação nos próximos anos.

Já a disputa pelos voos tripulados é bem mais acirrada. Além da SpaceX, a gigante Boeing, a Blue Origin e a Sierra Nevada estão recebendo recursos da Nasa para desenvolverem seus sistemas. Novamente, a SpaceX desponta como a bem mais adiantada no processo, considera-se que o sucesso do voo de hoje será um grande salto em direção à retomada das missões com astronautas pela agência espacial americana, esperada para entre 2015 e 2017.