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11 de jun. de 2013

Em defesa da esposa, Carlinhos Cachoeira ameaça governador Marconi Perillo

BRASIL - Bizarro
Em defesa da esposa, Carlinhos Cachoeira
ameaça governador Marconi Perillo
Citando a versículo da Biblia, o bicheiro Carlinhos Cachoeira ameaçou, de forma bem pouco sútil, o governador de Goiás, Marconi Perillo, em artigo escrito no jornal "Diário da Manhã", desta terça feira. O bicheiro faz duras críticas ao governo do estado por ter omitido à imprensa a presença de sua esposa em um desfile beneficente realizado no Palácio das Esmeraldas, residência oficial do governador. “...não cometam a insanidade de tentar atingir de forma tão rastejante minha esposa porque não vão gostar nem um pouco de conhecer o peso de minha mão. – diz Cachoeira no texto

Foto: Estúdio Maria Célia Siqueira

Cachoeira beija Andressa durante casamento no dia 28 de dezembro,
"O tempo socorrerá apenas quem dele fizer uso com extrema rapidez para reparar a agressão proferida. Depois de entrar na arena para digladiar não permitirei recuo de quem quer que seja e só sairei dela vitorioso ou morto", diz Cachoeira no artigo

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de S. Paulo, G1, Yahoo - Notícias, Diário da Manhã

O contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, publicou um artigo no jornal "Diário da Manhã", nesta terça-feira (11), em defesa da mulher, a empresária Andressa Mendonça.

Em seu texto, o bicheiro faz duras críticas e ameaça o governador do estado, Marconi Perillo, por declarações da assessoria do governo do estado, de que a sua esposa, havia comparecido, a um desfile beneficente realizado no Palácio das Esmeraldas, residência oficial do governador, sem ser convidada.

Cachoeira relatou que Andressa participou do evento da Organização das Voluntárias de Goiás, na sexta-feira (7), quando fez “uma generosa contribuição”.

“Compareceu como cidadã, empresária que paga seus impostos, pessoa bem relacionada e velha conhecida do governo e da primeira-dama e como uma pessoa que sabe da necessidade de se integrar às boas causas e contribuir para suprir as lacunas que o Estado não preenche, como uma saúde de qualidade e gratuita”, diz o texto.

Ele diz que vai defender a dignidade de sua mulher com “todas as suas forças e armas” e que espera que o governo repare com “extrema rapidez” a agressão contra a esposa. “Depois de entrar na arena para digladiar não permitirei recuo de quem quer que seja e só sairei dela vitorioso ou morto”, escreveu no artigo.

Para Cachoeira, a mulher foi “cortejada pelos poderosos e bem tratada, principalmente pela contribuição que deixou”. No entanto, depois do evento, o bicheiro garante que Andressa não teve o mesmo tratamento: “Bastou que se retirasse para que fosse renegada, tal a uma doente que não se quer por perto”.

Carlos Cachoeira ressalta que está pronto para a briga. "Em bom brasileirês falo com a cabeça erguida e com o peito arfante: cai pra dentro quem quiser que eu sustento o desafio", declarou. Ele começa o texto citando o versículo da Bíblia de João 8:32: "Conhecerei a verdade e a verdade vos libertará".

O govenador ainda não se apressou para corrigir a “agressão” feita a mulher de Cachoeira. Essa história pode ficar interessante é uma briga de cachorro grande. Lembrar que governador, Marconi Perillo (PSDB), chegou a ser acusado de ter utilizado dinheiro do esquema de Cachoeira para pagar dívidas de campanha e foi indiciado na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Cachoeira. Cachoeira sabe muito sobre Perillo.

Veja abaixo, na íntegra o artigo de Carlinhos Cachoeira, no Jornal da Manhã – Goiás.
(Estranho que um cidadão condenado a 39 anos de prisão tenha uma coluna num jornal)

A VERDADE SEM MENTIRA
“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, João 8:32


Artigo de Cachoeira no jornal Diário da Manhã

Carlos Augusto de Almeida Ramos
Fonte: Diário da Manhã

Um homem pode suportar muitas provações em sua vida. Pode cumprir seu desiderato e pagar por seus erros. Pode sofrer injustiças e perseguições sem fraquejar e aceitar tudo como um ensinamento destinado ao seu crescimento interior. Pode ter amigos em um dia e ser abandonado por eles quando a má sorte sobrevém. Pode ser apunhalado por quem considerava companheiro de jornada e exercitar a virtude da tolerância, responsável pela preservação da paz e da harmonia.

Entretanto, um homem não pode jamais permitir que sua companheira, sua cara-metade, sua alma gêmea, a mulher a quem ele devota amor seja ofendida de qualquer maneira que for. A função primeira de um homem frente a sua amada é postar-se à sua frente e não deixar que nada, absolutamente nada, lhe atinja, sob pena de ter de renunciar à própria vida, pois um homem de verdade não tem o direito de continuar a ver o sol nascer se não defender a vida, a dignidade e a honra de sua mulher.

Pois foi isto o que se sucedeu com minha esposa, Andressa Mendonça e contra isto me levanto com todas as minhas forças e armas. Estou pronto para o embate e não medirei esforço nem terei compaixão para defendê-la e desde já aviso que o céu será meu limite. O tempo socorrerá apenas quem dele fizer uso com extrema rapidez para reparar a agressão proferida. Depois de entrar na arena para digladiar não permitirei recuo de quem quer que seja e só sairei dela vitorioso ou morto.

Na última sexta-feira foi realizado no Palácio das Esmeraldas um desfile beneficente com renda revertida para a Santa Casa de Misericórdia de Goiânia. Os convites foram vendidos ao custo de R$ 350,00 cada. Minha esposa, Andressa, empresária, foi convidada a participar e prestar sua colaboração para com uma causa que sem dúvida é nobre e justa. Não se furtou a sua responsabilidade social e cristã em ajudar e participar de uma ação engrandecedora.

Compareceu como cidadã, empresária que paga seus impostos, pessoa bem relacionada e velha conhecida do governador e da primeira-dama e como uma pessoa que sabe da necessidade de se integrar às boas causas e contribuir para suprir as lacunas que o Estado não preenche, como uma saúde de qualidade e gratuita. No momento em que esteve no Palácio foi cortejada pelos poderosos e bem tratada, principalmente pela generosa contribuição que deixou. Bastou que se retirasse para que fosse renegada, tal a uma doente que não se quer por perto.

A imprensa interessada em noticiar as presenças ao desfile beneficente indagou sobre quem esteve efetivamente. Aconteceu o inconcebível: a assessoria de imprensa do Palácio renegou seu indelével direito de estar presente onde melhor lhe aprouver e chegou ao cúmulo de negar que ela tivesse sido convidada.

Alto lá. Não nos faltem com o respeito. Andressa não foi e jamais iria a um lugar em que não fosse convidada. Até porque não precisamos passar por penetras em lugar algum. Dizer que minha esposa não foi convidada a comparecer a um desfile no Palácio das Esmeraldas, residência oficial do mandatário maior do Estado, equivale a dizer que ela entrou sorrateira pela porta dos fundos e que não estava na prestigiada lista de quem era recebida pela organizadora maior da dita festa, a primeira-dama do Estado.

Minha esposa é uma mulher digna e honesta, que encara a vida e as dificuldades de cabeça erguida. Mãe amorosa e esposa adorável. Companheira das horas alegres e também das difíceis. Quando estive recluso na violência do cárcere ela não me negou amparo, apoio, auxílio e sobretudo amor. Jamais permitirei que seja agravada, muito menos por desclassificados que não têm moral sequer para limpar-lhe os sapatos.

Se querem me atingir estou preparado. Mas, acusar minha amada e companheira de subterfúgio rasteiro como o de entrar de penetra em uma festa no Palácio das Esmeraldas passou dos limites. Quem quer ser respeitado deve se dar ao respeito.

Um governo que não se presta ao respeito dentro de seus próprios limites não pode se dar ao desplante de atingir a honra de pessoas de fora de seu alcance. Estou falando de um governo que permite que um de seus principais expoentes diga ser esse mesmo governo composto de bandidos e não recebe uma reprimenda exemplar, a começar da exoneração sumária. Fica o dito pelo não dito e a história dos bandidos dentro do governo permanece sem contestações ou desmentidos. Onde será que começa o banditismo? Onde fica o cerne da bandidagem no governo, em sua origem, em seu centro ou na periferia que se formou com as adesões de última hora?

Se quiserem saber onde estão os maiores problemas e as principais sangrias dentro desse governo é só encarar a briga que estou pronto para o embate. Em bom brasileirês falo com a cabeça erguida e com o peito arfante: cai pra dentro quem quiser que eu sustento o desafio. Escolham as armas. A verdade, que liberta e quebra paradigmas, mostrará ao povo goiano os erros cometidos ao longo dos anos e dará o norte da reparação e do caminho certo.

Mas, não cometam a insanidade de tentar atingir de forma tão rastejante minha esposa porque não vão gostar nem um pouco de conhecer o peso de minha mão. A caixa que Pandora abriu e permitiu que as desgraças se abatessem sobre os homens será brincadeira de criança diante do que posso perpetrar para defender a honra e a dignidade minha e de minha família.

28 de abr. de 2013

Carlinhos Cachoeira é detido em blitz da Lei Seca

BRASIL - Corrupção
Carlinhos Cachoeira é detido em blitz da Lei Seca
Contraventor foi abordado em blitz na BR-060, negou-se a usar o bafômetro. Foi levado a delegacia e autuado. Pagou fiança de $ 22 mil e foi liberado

Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

Cachoeira tem carteira de habilitação apreendidaapós blitz

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1- Goiás, Estadão, Valor, Exame

O contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi detido na madrugada deste domingo (28) após se recusar a fazer o teste do bafômetro, informou a Polícia Rodoviária Federal em Goiás.

Segundo a PRF, Cachoeira foi abordado por policiais em uma blitz da Lei Seca na BR-060, em Anápolis (GO), quando voltava de um show do cantor Gusttavo Lima.

Ele foi encaminhado ao 6º Distrito Policial da cidade, onde pagou fiança de R$ 22 mil, o equivalente a 1/4 do valor do carro que dirigia, segundo a PRF, e foi liberado. A carteira de motorista foi apreendida.

Cachoeira foi condenado a 39 anos e 8 meses de prisão pelo juiz federal no processo oriundo da Operação Monte Carlo, pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha.

O nome de Cachoeira aparece envolvido em duas operações da Polícia Federal: a Monte Carlo e a Saint Michel. A Saint Michel é um desdobramento da Operação Monte Carlo, que apurou o envolvimento de agentes públicos e empresários em uma quadrilha que explorava o jogo ilegal e tráfico de influência em Goiás.

O bicheiro obteve liberdade em 11 de dezembro do ano passado, dias depois de ser preso em razão de sua condenação. Antes, ele havia ficado preso no presídio da Papuda, em Brasília, por nove meses.

22 de mar. de 2013

ustiça determina perda de bens de Cachoeira e dos outros integrantes da quadrilha

J

BRASIL - Justiça
Justiça determina perda de bens de Cachoeira e dos outros integrantes da quadrilha
Segundo cálculo do Ministério Público Federal, valor dos bens chega a R$ 100 milhões

Foto: Rodrigo Nunes/Folhapress

Apesar dessa má notícia e de ter sido anteriormente condenado a 39 anos de prisão, o contraventor, corruptor e quadrilheiro, Carlinhos Cachoeira, espera a decisão dos recursos judiciais em liberdade, levando uma boa vida, na foto com a mulher, Andressa Mendonça, no resort Kiaroa, praia da Península de Maraú, Bahia.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo

A Justiça Federal definiu a lista de bens do bicheiro Carlinhos Cachoeira e integrantes de sua quadrilha que devem ser confiscados. De acordo com o Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO), o valor dos bens é estimado em cerca de R$ 100 milhões, além de multa decretada pela Justiça Federal para o grupo, de R$ 156 mil. Na lista de bens que devem ser entregues à justiça estão apartamentos no Rio de Janeiro e em Goiânia, fazendas e até uma aeronave, no valor de R$ 750 mil, além de carros importados.

Foram divulgados pelo MPF os bens de Cachoeira e de cinco de seus colaboradores mais próximos. Apenas no nome de Cachoeira, por exemplo, está listado um terreno em condomínio de luxo em Goiânia, com 904 m², no valor de R$ 1,5 milhão.

Já José Olímpio Queiroga (responsável pela exploração do jogo no DF e no Entorno do DF) teve decretado a perda de cinco apartamentos na região de Brasília, e duas fazendas (uma em Mimoso de Goiás e outra em Valparaíso de Goiás, no valor de R$ 450 mil), além de um prédio comercial no valor de R$ 8 milhões, no Riacho Mall Fundo I (no Distrito Federal), e um posto de lavagem e lubrificação, com 1.833 m² de área construída.

As perdas no nome de Lenine Araújo (apontado como braço-direito do bicheiro) são de dois carros e três terrenos (dois de 360 m² e um de 200 m²) em Valparaíso (GO), além de dois imóveis em Caldas Novas, estimados no valor de R$ 300 mil.

Já Idalberto Matias, o Dadá, apontado como araponga do grupo, terá confiscados dois carros e um apartamento em Brasília no valor de R$ 600 mil.

Por último, Raimundo Queiroga (irmão de José Olímpio) deve entregar uma fazenda de 10 mil m² em Luziânia, cujo valor é estimado em R$ 1 milhão.

Os procuradores da República Léa Batista de Oliveira e Daniel de Resende Salgado também apontaram, em seu pedido à Justiça Federal, que o grupo arcasse com os custos das operações policiais que levaram à devassa da quadrilha. Segundo os procuradores, os custos da Operação Apate foram estimados em R$ 156.985,50, valor próximo ao da multa que foi estipulada.

Os advogados de Cachoeira, vão apelar da decisão.

27 de jan. de 2013

A boa vida de Demóstenes

BRASIL - Corrupção
A boa vida de Demóstenes
Sem mandato e prestígio, o ex-senador Demóstenes continua a desfrutar dos luxos da época de parlamentar. Comemorou o Réveillon num dos melhores restaurantes de Paris, frequenta uma badalada academia, faz tratamentos em clínicas estéticas e degusta vinhos

Foto: Adriano Machado/IstoÉ

FELIZ E ASSOVIANDO - No dia de seu aniversário, o ex-senador Demóstenes Torres saiu de casa de terno e gravata, mas não teve compromisso social: foi a uma clínica estética e comprou iguarias para o jantar

Postado por Toinho de Passira
Texto de Josie Jeronimo, para IstoÉ
Fontes: IstoÉ, Taillevent

Apanhado nos grampos que ajudaram a condenar o contraventor Carlinhos Cachoeira a 39 anos e 8 meses de prisão, o ex-senador Demóstenes Torres perdeu o mandato de senador em junho de 2012 e foi afastado do Ministério Público de Goiás. Seis meses depois, porém, embora desprovido de cargo e prestígio, o ex-parlamentar do DEM não perdeu a pose nem a boa vida sustentada por luxos e prazeres dos tempos de parlamentar, quando foi considerado no Congresso uma espécie de paladino da ética, antes de ser flagrado em tramoias com o bicheiro. A fama de mocinho acabou, mas sua rotina continua à base do bom e do melhor.

Na quarta-feira 23, em seu primeiro aniversário depois da queda, assistiu-se a uma pequena romaria na entrada do condomínio Parque Imperial, em Goiânia, onde Demóstenes reside num apartamento avaliado em R$ 2 milhões. Vestido de paletó e gravata, Demóstenes saiu de casa pouco depois das 9 da manhã. Ocupado, conforme um assessor, com os preparativos de um jantar de aniversário, assumiu o volante de uma Vera Cruz Hyundai e passou duas horas fora de casa. No fim da tarde, saiu mais uma vez, dirigindo-se a uma clínica estética. No carro com o vidro semiaberto, dava tchauzinho para quem o reconhecia. Em sua vida sem mandato, Demóstenes tem aproveitado para fazer testes frequentes de popularidade.


Semanas antes de comemorar seu aniversário, o ex-senador saiu-se bem quando enfrentou 20 minutos de fila no Vapt-Vupt – nome do Poupatempo em Goiânia – para trocar o passaporte diplomático, a que tinha direito como senador, pelo comum. Foi reconhecido por cidadãos anônimos, que tiraram fotos com celular. A maioria o aplaudia, mas a funcionária Raquel Silva enquadrou a equipe de atendentes que ameaçava entrar na algazarra: “Coloquei o Demóstenes numa fila. Quando o pessoal foi tirar foto, igual a uma celebridade, eu disse: ‘Menos, gente, menos.’” Dias depois da cassação ele foi à rodoviária para renovar a carteira de motorista. Recebeu abraços e cumprimentos. O mesmo aconteceu em suas idas a supermercados.

A situação se inverte quando Demóstenes aparece nos lugares mais nobres da capital de Goiás. Numa badalada academia de ginástica localizada na Praça do Ratinho, que frequenta há anos, o tratamento é outro – revelam os funcionários. Antes, as pessoas daquele local, um dos pontos de concentração do mundo endinheirado da cidade, formavam rodinha para ouvir histórias e perguntar sua opinião. Na última semana, foi visto sozinho, como uma companhia a ser evitada. Um motorista de táxi que costuma levar Demóstenes até o aeroporto conta que recentemente ele estava muito animado e falante até a metade do caminho. Mas, quando o carro passou pelo rio Meia Ponte, ocorreu uma cena significativa. Chovia muito naquele dia, e o taxista comentou: “O rio Meia Ponte está parecendo uma cachoeira.” Ele conta que após ouvir a palavra “cachoeira” Demóstenes amarrou a cara e fez o resto da viagem em silêncio.

A vida de Demóstenes depois da queda tem elementos que lembram um melodrama do século XIX, mas vários capítulos poderiam ser escritos por Robert Parker, o mais celebrado enólogo do planeta. Em dezembro, Demóstenes esteve em Paris para passar o Réveillon e aproveitou a estadia para jantar no Taillevent, um dos mais exclusivos restaurantes da capital francesa. Situado a poucos passos da avenida Champs-Élysées e do Arco do Triunfo, o Taillevent serve vinhos que custam em média 1,8 mil euros, mas podem chegar a 18 mil euros, caso o cliente opte pelo Bordeaux Château Lafite-Rothschild, safra 1846. O gosto do ex-senador por vinhos raros e caros tornou-se conhecido nacionalmente depois que a Polícia Federal descobriu que Cachoeira lhe deu um lote de cinco garrafas do maravilhoso Bordeaux Cheval Blanc (nota mínima de 93 sobre 100 nas avaliações disponíveis de Robert Parker), pagando US$ 14 mil pela iguaria. Como se vê, longe do Senado e dos holofotes da televisão que ajudaram a transformá-lo num campeão da moralidade pública, Demóstenes continua um cálice refinado e aplicado.

Foto: Divulgação

E AGORA GURGEL ? - O Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, promete acelerar investigações, mas o caso que analisa a expulsão de Demóstenes do Ministério Público caminha a passos lentos

Hoje em dia ele só aparece em Brasília uma vez por semana e passa a maior parte de seus dias em Goiânia. Foi ali que, há poucos dias, num jantar no restaurante Madero, degustou uma garrafa de Pêra Manca (nota mínima de 86 na avaliação de Parker), que custa R$ 940. Em outra ocasião, numa visita à cantina San Marco, informou aos garçons que faria um pedido modesto, para uma refeição rápida. Pediu um Sirah Incógnito, português cujo preço é R$ 450 (87 sobre 100 na avaliação de Parker). Ficou contrariado porque o estoque havia acabado. Acabou servindo-se de um Malbec argentino, o Angélica Zapata, a R$ 300 a garrafa (a qualidade varia, mas Parker deu 91 para a safra de 1997). Ao reunir três procuradores para um encontro festivo, Demóstenes pediu um “Barca Velha”, que pode chegar a R$ 1,4 mil nas boas safras. Como brinde de Natal, Demóstenes distribuiu aos amigos e aliados políticos uma garrafa do sugestivo espumante português “Terras do Demo”, vendida a R$ 80. Procurado por ISTOÉ para uma entrevista, Demóstenes alegou que, orientado por seus advogados, preferia não dar depoimento nem responder a perguntas, mas ficou claro que ainda acumula poder no Estado. Instalada nas vizinhanças da residência do ex-senador, a equipe de ISTOÉ foi abordada por uma viatura policial, que pediu documentos.

Do ponto de vista legal, Demóstenes tem algumas complicações pela frente. Em agosto de 2012, com receio de que, mesmo sem mandato, ele ainda tivesse influência para livrar-se de qualquer investigação interna, 82 procuradores de Goiás assinaram um manifesto público exigindo que fosse aberta uma investigação sobre sua conduta. O caso hoje se encontra no Conselho Nacional do Ministério Público, que tem três opções pela frente. Pode transformar o afastamento temporário em permanente, sem maiores consequências para Demóstenes. Pode ainda aposentá-lo compulsoriamente, o que lhe permitiria conservar os vencimentos de R$ de 24 mil. Ou votar por sua demissão, que implicaria perda de qualquer benefício.

Responsável por arquivar as primeiras denúncias sobre Cachoeira que chegaram ao Ministério Público, o procurador-geral, Roberto Gurgel, costuma fazer pronunciamentos enfáticos em que confirma a disposição de acelerar as investigações contra Demóstenes. Procurado para comentar o caso, o procurador-geral mandou dizer, através de uma assessora, que sempre atuou no Conselho de forma isenta, “sem qualquer interferência nas decisões, como qualquer conselheiro poderá confirmar”. Na prática, o caso caminha devagar. Amigo de Demóstenes, o conselheiro Fabio Silveira foi sorteado como primeiro relator e depois de 20 dias declarou-se impedido, o que já atrasou o processo em um mês.

A apreciação dos embargos apresentados pela defesa estava marcada para a terça-feira 29, mas já foi retirada da pauta, o que pode atrasar o exame geral do caso, inicialmente previsto para fevereiro. Com receio daquilo que, em outros tempos, Demóstenes denunciava como pizza, na semana passada três promotores do Ministério Público de Goiás circulavam por Brasília, procurando marcar audiências com os 13 conselheiros que terão a palavra final sobre o caso. “Queremos um julgamento justo, em tempo razoável,” afirma um deles, Reuder Cavalcanti. Ele entende que, numa decisão equilibrada, Demóstenes não deve ter direito a aposentadoria compulsória porque passou os 13 anos fora do Ministério Público. “É por causa desse afastamento que defendemos a demissão.” Para Luiz Moreira Gomes, que foi representante do Congresso no Conselho do Ministério Público, já conseguiu uma nova eleição pelo voto dos deputados e aguarda uma deliberação do Senado que pode reconduzi-lo ao posto, o episódio de Demóstenes tem um caráter exemplar. “A inércia foi uma demonstração de que o Ministério Público não adota para si a conduta criteriosa que exige dos outros,” afirma.

Por causa de uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Demóstenes também enfrenta um inquérito criminal no Tribunal Federal Regional da 1a Região. É investigado por corrupção passiva, prevaricação e advocacia administrativa. Esse processo é mais demorado e não tem prazo definido para chegar a uma conclusão.

Ao perder o mandato, Demóstenes ficou inelegível até 2027. Há poucas semanas, contestando o período em que não poderá candidatar-se, ele apresentou recurso ao Tribunal Regional Eleitoral para rever a decisão. Perdeu, mas cabe uma segunda tentativa. As incertezas da Justiça colocam várias opções no futuro político do ex-senador. Ele não foi totalmente abandonado pelos antigos aliados nem será. Muitos deles têm interesse confesso em sua herança. O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que atua na mesma fatia do eleitorado, prepara sua candidatura ao Senado em 2014 e conta com os votos de Demóstenes.

No plano pessoal, Demóstenes pensa em atuar como advogado de grandes empresas. Atualmente, além dos vencimentos como procurador (R$ 24 mil), Demóstenes tem rendimentos como sócio da Nova Faculdade, estabelecimento de ensino em Contagem, Minas Gerais. O dono da instituição é Marcelo Limírio, sócio de Cachoeira em redes de laboratórios de Goiás. Nas conversas em que fala de seus planos, Demóstenes tem dito que, se for condenado pelo Conselho da Magistratura, poderá advogar. Wellington Salgado, ex-senador e amigo fiel, já se dispôs a ajudar.

Foto: Divulgação

ADEGA DO TAILLEVENT - Bordeaux Château Lafite-Rothschild, safra 1846, no centro, pode custar 18 mil euros


Colaboraram: Izabelle Torres e Claudio Dantas Sequeira
Fotos: divulgação; adriano machado; Directphoto
Foto: Adriano Machado

15 de jan. de 2013

Contador de Carlinhos Cachoeira, foragido, se entrega à Polícia Federal

BRASIL - Corrupção
Contador de Carlinhos Cachoeira, foragido,
se entrega à Polícia Federal
Geovani Pereira foi condenado a 13 anos de prisão por controlar os pagamentos de propina do grupo de Cachoeira. Ele estava foragido desde fevereiro de 2012

Foto: Diomício Gomes/ O Popular/ Estadão

ARQUIVO VIVO - Geovani Pereira, o contador da quadrilha comandada pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, era procurado pela PF

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Época, Agência Brasil, Estadão

Único foragido do grupo comandado pelo bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o contador Geovani Pereira se entregou nesta segunda-feira (14) à Polícia Federal, em Anápolis (GO). Encarregado de fazer a contabilidade do grupo e controlar os pagamentos de propina a políticos, servidores e policiais subornados pelo bicheiro, Geovani foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão em 8 de dezembro último por corrupção e formação de quadrilha.

Cercado por uma equipe da PF na fazenda onde estava escondido nos arredores do município, Geovani negociou rendição e se apresentou ao delegado Angelino Alves em companhia do advogado Calixto Abdala Neto, por volta das 9h40.

Ele usou o direito de ficar em silêncio, mas o advogado informou que entrará com pedido de habeas corpus para que o cliente recorra em liberdade, a exemplo de outros condenados no inquérito da Operação Monte Carlo.

Diálogos interceptados pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, mostram a participação ativa de Geovani na destinação de R$ 1 milhão ao ex-senador Demóstenes Torres, cassado por envolvimento com o bicheiro. Demóstenes negou ter recebido o valor.

Considerado um arquivo vivo da organização, Geovani já vinha sendo procurado desde 29 de fevereiro de 2012, quando foi deflagrada a Operação Monte Carlo, que desarticulou um esquema de corrupção, tráfico de influência e exploração de jogos ilegais em Goiás, Distrito Federal, Tocantins e Minas Gerais.

Apontado como chefe do bando, Cachoeira foi condenado a 39 anos de prisão pela 11ª Vara da Justiça Federal de Goiânia. . Outros sete operadores da organização criminosa, entre os quais Geovani, também cumprirão parte da pena em regime fechado porque foram sentenciados a mais de 8 anos de prisão. Cachoeira e outros três, todavia, conseguiram habeas corpus para recorrer da sentença em liberdade. (Cachoeira, no momento, curte lua de mel em hotel de luxo, no litoral baiano). Cansado de fugir e acuado pela polícia, o contador resolveu se entregar para tentar a extensão do benefício do habeas corpus, dado ao resto da quadrilha..

9 de jan. de 2013

O que tem em comum Dirceu e Cachoeira além do futuro na cadeia?

BRASIL - Bizarro
O que tem em comum Dirceu e Cachoeira
além do futuro na cadeia?
Os dois devem ter mais coisas em comum que possa imaginar a nossa vã filosofia, mas visível mesmo destaca-se a preferencia pela costa da Bahia para curtir os últimos dias de liberdade, o apego as esposas dedicadas e as bermudas da grife francesa Vilebrequin

Foto: Rodrigo Nunes/Folhapress e Edson Ruiz / Agência Estado

Carlinhos Cachoeira, à direita, e José Dirceu, à esquerda: gosto por bermudas caras de grife francesa

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Terra, Vilebrequin

A jornalista Carolina Freitas do site da Veja, comentou que a marca francesa Vilebrequin tem atraído para si o marketing que nenhuma empresa quer: o negativo. Depois de vestir o chefe do mensalão, José Dirceu, no último feriadão, coloriu no último fim de semana a lua de mel do contraventor Carlinhos Cachoeira.

Condenados à prisão por corrupção ativa e formação de quadrilha, ambos ainda desfrutam das coisas boas da vida: no Brasil, uma Vilebrequin custa entre 530 reais e 1 400 reais.

A grife francesa nasceu nos anos 1970 no balneário de Saint-Tropez e ganhou notoriedade com George Clooney, Brad Pitt e do príncipe William. O modelo VIP, de 1 400 reais, tem estampa bordada, ponteiras de prata no cordão e número de série. O modelo de Cachoeira traz a estampa Salamandra, recém-chegada ao Brasil, para uma venda especial de Natal. O preço do mimo? 575 reais.

A revista diz que só é possível encontrar a peça nas lojas de São Paulo e do Rio de Janeiro da marca – ou no exterior. Nas multimarcas que revendem os produtos da grife, o modelo Salamandra do bicheiro ainda não chegou. É o caso de Goiânia, de onde Cachoeira está proibido de sair sem autorização da Justiça.

A bermuda de Dirceu, de uma coleção antiga, não é vendida no Brasil. Lá fora, o modelo estampado com selos em tons de verde e marrom de Dirceu sai de 530 reais a 575 reais.

Além da roupa de banho chique, Cachoeira e Dirceu têm em comum a ficha criminal: os dois foram condenados por corrupção ativa e formação de quadrilha. A pena do bicheiro abarca ainda o crime de peculato. Cachoeira era o chefe de um bando que explorava o jogo ilegal, desarticulado pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Dirceu comandou o esquema do mensalão, para compra de apoio parlamentar durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Foto: Rodrigo Nunes/Folhapress e Facebook

Cachoeira e esposa, Dirceu e esposa no litoral baiano infestado de corruptos

Por fim, os dois escolheram o litoral baiano na preparação para enfrentar uma longa temporada na cadeia. Enquanto Cachoeira carrega as baterias agora, Dirceu aproveitou o feriadão da Proclamação da República, em novembro, como hóspede numa casa de um condomínio fechado em Camaçari.

Pode-se dizer que as praias da Bahia, junto com as bermudas Vilebrequin são preferencias comuns dos mais importantes corruptos brasileiros. Marketing negativo para as bermudas e para a Bahia.


7 de jan. de 2013

Doce vida bandida: Cachoeira curte lua de mel na Bahia

BRASIL – Bizarro
Doce vida bandida:
Cachoeira curte lua de mel na Bahia
Livre da prisão desde dezembro o bicheiro Carlinhos Cachoeira foi passar a lua de mel, com a esposa Andressa Mendonça, num resort de luxo, no litoral baiano, na Península de Maraú. Está a 412 km da presidenta Dilma, que passa férias na base naval de Aratu.

Fotos: Rodrigo Nunes/Folhapress

O casal Cachoeira, em romântica lua de mel num resort na Bahia, com status de celebridade

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Diario de Pernambuco, Noticia Bol, G1, O Globo

A lua de mel do bicheiro Carlinhos Cachoeira, condenado por formação de quadrilha e tráfico de influência na Operação Saint Michel e réu em outros três processos, ganhou as redes sociais ontem. Internautas interpretaram como um “escárnio” os momentos de diversão do contraventor, flagrado em fotos, ao lado da mulher, Andressa Mendonça. Na Península de Maraú, no Sul da Bahia, Cachoeira chegou a ser tratado como celebridade por turistas, que pediram para fotografar ao lado do delinquente mais famoso do Brasil.

Foto: Rodrigo Nunes/Folhapress

Se você parar de olhar para a bunda de dona Vanessa dá para ver Cachoeira telefonando. Para quem? Será que ele está grampeado?

Ele e sua mulher estão proibidos de deixar o país, ela foi indiciada por corrupção ativa pela Polícia Federal, pela tentativa de chantagear o juiz federal Alderico Rocha Santos, magistrado responsável por um dos processos de Cachoeira, mas podem se deslocar em território nacional, desde que comuniquem a nova localização e quanto tempo irão estar fora do domicilio.

Foto: Rodrigo Nunes/Folhapress

Cachoeira não se “furtou” a atender os turistas que queriam fotografar ao seu lado e de Vanessa

Hospedado em um dos resorts mais luxuosos do país, o Kiaroa, ele visitou amigos, no sábado, em outra pousada da região. Por lá, tomou alguns drinques com os conhecidos e atendeu a pedidos de fotos com Andressa. No resort, o casal está acomodado em um dos bangalôs, com direito a piscina privativa, uma diária em torno de R$ 3 mil. A administração do estabelecimento não informou a quantidade de diárias reservadas por Cachoeira.

Foto: Rodrigo Nunes/Folhapress

Dona Cachoeira dando um trato no patrimônio pessoal

Os dois se casaram em 28 de dezembro, depois de Cachoeira ter passado uma temporada de nove meses no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Libertado em 20 de novembro, com um habeas corpus da 5ª Vara Criminal da capital federal,

o contraventor fez questão de cumprir a promessa, registrada em áudios da Polícia Federal, de se casar com Andressa ainda em 2012. Os dois fizeram uma cerimônia discreta, em Goiânia, que reuniu apenas amigos mais próximos e parentes. Ele beijou os pés da noiva em “agradecimento” pela companhia no “ano difícil”.

Foto: Rodrigo Nunes/Folhapress

Com todo o respeito, dona Cachoeira, mesmo sem photoshop, é muiiiiito inspiradoooooora!

Investigado pelas operações Saint Michel e Monte Carlo, Cachoeira se tornou um dos alvos da CPI que levou seu nome no Congresso. Além de analisar o esquema de jogo ilegal, a comissão tinha o objetivo de desvendar as ligações de políticos, autoridades e empresários flagrados em conversas com Cachoeira, como o ex-senador Demóstenes Torres, diretores da Delta e o governador de Goiás, Marconi Perillo. O grupo, no entanto, concluiu os trabalhos com um relatório de uma lauda e meia, que não pedia o indiciamento de ninguém.

Não parece estranho que Cachoeira quando ainda não estava condenado passou nove meses presos, e agora que foi sentenciado com 39 anos e 8 meses de prisão fique assim, leve e solto, aproveitando a vida ao lado da bela Vanessa, que roubou do senador Wilder Morais (DEM-GO)?

A associação dos masturbadores anônimos das redes sociais, estão morrendo de inveja e de exaustão.

Interessante é que Cachoeira escolheu, para curtir a lua de mel, a mesma região onde a presidenta Dilma Rousseff, passa suas férias de final de ano: o litoral baiano. Ele num resort cinco estrelas, ela numa base naval em Aratu na Bahia, reformada por Lula, para servir de refugio de férias presidencial. Por via terrestre eles estão a 412 km de distância, mas por mar, distam poucas milhas náuticas.
Veja as fotos do casal, ampliadas, no site da revista Veja

30 de dez. de 2012

AMOR BANDIDO: Carlinhos Cachoeira disse sim a Andressa

BRASIL - Bizarro
Carlinhos Cachoeira disse sim a Andressa
Um dos casais mais badalados do ano, o contraventor condenado a 40 anos de prisão e a ex-mulher de senador casaram nesta sexta-feira, num cerimonia íntima, mais requintada, na presença de selecionados 50 convidados e nenhum político. O casal vai ficar de lua de mel, até que as penas que pesam contra Cachoeira, comecem a ser executadas e o leve de novo para a prisão. Até lá só amor e felicidade.

Foto: Mirelle Irene / Especial para Terra

O BEIJO - Carlinhos Cachoeira beijando pela primeira vez a sua esposa Andressa Mendonça.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Hoje, Canal Gama, O Popular, Portal Terra, O Popular, Extra

Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, 49, e Andressa Alves Mendonça – agora Ramos –, de 30 anos, uniram-se em casamento, nesta sexta-feira, dia 28 de dezembro, às 21 horas, num cerimonia intima, apenas 50 convidados e nenhum político, na sua mansão na Rua Lúpus, Condomínio Alphaville Residencial Cruzeiro do Sul em Goiânia. Foi um acontecimento social, policial e político.

Nos velhos tempos, antes da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que prendeu Cachoeira, no começo deste ano, sob a alegação de comandar a explorar jogo ilegal em Goiás e depois enquadrado como chefe de poderosa quadrilha, essa festa de casamento dez vezes maior com a presença de políticos de inúmeras legendas partidárias, no âmbito municipal, estadual e Federal. Presença certa do Governador tucano Marconi Perillo e do Senador democrata Demóstenes Torres.

A cerimônia civil foi realizada pelo titular do cartório Antônio do Prado, de Goiânia, e a bênção religiosa ocorreu logo depois e foi conduzida pelo pastor Vitor Hugo Queiroz, da Igreja Vida Nova de Anápolis, frequentada pela noiva.

“As tempestades vêm, mas Jesus nos ensinou que elas passam. Há tempo para tudo. Quero hoje profetizar para vocês um tempo sem tempestades; um tempo de alegria, celebração e paz”, disse o pastor Vitor Hugo durante a benção.

Com canções interpretadas por coral, pianista e violino, a cerimônia durou menos de 25 minutos. Ao entregar as alianças, o pastor, da igreja de Andressa e que se referia a Cachoeira como Carlinhos, colocou o casal frente a frente e pediu que fizessem declarações de amor.

Foto: Mirelle Irene / Especial para Terra

SUBMISSÃO - Cachoeira beijando os pés de Andressa no estacionamento do condomínio, diante dos fotógrafos, repetindo o gesto ocorrido na cerimônia do casamento

“Mais que fazer declaração, eu sou um homem de atitude. Então vou beijar os pés dela por agradecimento a tudo que ela fez por mim”, disse Cachoeira, ajoelhando-se e osculando os pés da amada sob aplausos dos convidados presentes. Mais tarde viria a repetir o gesto no estacionamento do condomínio, diante dos fotógrafos.

Foto: Agência Brasil

CHIFRES FEDERAL - Na esteira das interceptações das ligações telefônicas da quadrilha, feitas pela PF, descobriu-se que Cachoeira apropriou-se fisicamente de Andressa, ainda na constância do casamento. Em outras palavras, o atual senador Wilder Pedro de Morais, ex-marido dela, é o único corno brasileiro com atestado Federal.

Andressa Mendonça, 30 anos, é indiscutivelmente bela e ousada. A imprensa a descreve como loura, de olhos claros, elegante, de corpo moldado e dona de um certo ar de ingenuidade. Dizem que ela é mais bonita e inquietante, pessoalmente, que nas fotos estampadas nas publicações brasileiras, desde que foi alçada a Musa da CPI de Cacheira.

Uma empresária bem sucedido, trocou um casamento sólido de seis anos e dois filhos pequenos, com um empresário respeitável, então suplente de senador, para ser uma dedicada mulher de bandido.

Compareceu cheia de charme a todos os atos públicos de interrogatórios e julgamentos de habeas corpus que envolviam Cachoeira e até ganhou um processo, supostamente por tentar chantagear um juiz para obter a liberdade do seu amado.

Na noite desta sexta, esse amor foi coroado. A primeira vez que Cachoeira falou publicamente a respeito do casamento foi em julho deste ano, durante depoimento à Justiça Federal em Goiânia. Na ocasião, o contraventor fez declarações de amor a Andressa e disse que se casaria com a companheira "no primeiro dia em liberdade". Cachoeira ainda brincou sobre seu estado civil. "(Se sou casado) É uma pergunta difícil. É só o Ministério Público me liberar (que eu caso) no primeiro dia", disse, na ocasião.

Foto: Fabiana Pulcineli/O Popular

DISCRETO E CHIC - O vestido de Andressa foi criado pela estilista paulista Lethicia Bronstein. A personal stylist Adriana Forte cuidou da produção de Andressa e também da coordenação da festa ao lado da promoter Fernanda Roriz.

Segundo pessoas próximas ao casal, Cachoeira e Andressa não fizeram questão de divulgar o evento porque queriam restringi-lo a seu círculo mais íntimo, esperando em torno de 50 convidados. Ainda de acordo com as mesmas fontes, nenhum político foi convidado.

Solto no dia 21 de novembro, após 265 dias preso, Cachoeira foi internado poucos dias depois no Instituto Neurológico de Goiânia, com sintomas de depressão e estresse. Ao receber alta, no dia 30, refez a promessa: "o casamento sai este mês ainda", disse.

Uma semana depois, Cachoeira foi novamente preso, adiando o casamento, inicialmente previsto para acontecer no dia 22 de dezembro. "Estou muito triste, mas ainda acredito que Deus nos trará uma solução", disse Andressa na ocasião. No dia 11, o bicheiro foi novamente solto, beneficiado por um habeas-corpus concedido pelo juiz federal Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

O contraventor deve curtir esses momentos de liberdade, com intensidade, contra ele pesam duas condenações, por enquanto: Ana Claudia Costa Barreto, juíza da 5ª Vara Criminal de Brasília, o sentenciou com uma pena de 5 anos de prisão por tráfico de influência e formação de quadrilha. O juiz Alderico Rocha Santos, da 11ª Vara Federal de Goiás, condenou o bicheiro a 39 anos, 8 meses e 10 dias de reclusão por diversos crimes relativos à Operação Monte Carlo.

O Ministério Público Federal (MPF) de Goiás ainda um denunciou, junto com outras 16 pessoas, por participação de outras ações criminosas em Brasília, ainda não apreciadas pela justiça.

Carlinhos Cachoeira está em liberdade há um mês, mas não sabe quanto tempo vai permanecer livre ao lado da sua amada Andressa. O enredo dessa história, parecida com roteiro de filme B, vai perder o glamour quando ele voltar ao cárcere e os dois passarem a se encontrar apenas nas salas de recepções e nos quartinhos das visitas intimas dos presídios.


8 de dez. de 2012

Nova condenação põe Cachoeira na cadeia novamente

BRASIL – Caso Carlinho Cachoeira
Nova condenação põe Cachoeira na cadeia, novamente
Pelo processo resultante da Operação Monte Carlo, realizada em fevereiro pela Polícia Federal, que tramita em Goiânia, o juiz condenou Carlinhos Cachoeira a 39 anos e determinou sua prisão imediata.

Foto: Evaristo Sa/AP

Carlinhos Cachoeira, diante da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Congresso, em Brasília

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1 - Goiás, Estadão , Exame, Folha de S.Paulo

O contraventor Carlinhos Cachoeira foi condenado nesta sexta-feira (7) a 39 anos de prisão pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha. As acusações são relativas à Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Cachoeira voltou a ser preso logo após a publicação da sentença, do juiz Alderico Rocha, da 11ª Vara Federal, nesta tarde, em Goiânia. A defesa pode recorrer da decisão.

O mandado de prisão foi expedido pelo magistrado e cumprido pela Polícia Federal.Até então, Cachoeira permanecia em liberdade desde determinação da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) no começo deste mês.

Cachoeira estava em casa quando foi preso, por volta das 13h. Ele foi levado para a Polícia Federal, em Goiânia. O advogado dele, Nabor Bulhões, informou que está em Brasília e que vai apurar o motivo da prisão antes de se pronunciar.

PRISÃO ANTERIOR

No último dia 21, Cachoeira deixou o presídio da Papuda, em Brasília, beneficiado por um alvará de soltura expedido pela 5ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Ele havia ficado preso por nove meses.

Na ocasião, o bicheiro seguiu para Goiânia, onde tem residência, para reencontrar os filhos.

Dos 16 dias que ficou em liberdade, Cachoeira passou cinco dias internado no Instituto de Neurologia de Goiânia, onde ficou do domingo, 25, até 30.

O médico hematologista Cesar Leite, que liderou a equipe que cuidou do contraventor, disse ele chegou ao hospital bastante debilitado por causa dos 18 kg que perdeu no período em que esteve preso. Cachoeira estava com diarreia, náuseas, insônia e estresse.

“Ele envelheceu 5 ou 6 anos em nove meses de prisão” - disse o médico, que recomendou que ele tivesse pelo menos um mês de repouso - "Eu até falei para ele sair daqui e ir para um lugar mais tranquilo.

Não se sabe se a prisão será esse lugar tranquilo recomendado pelo médico.

Ao receber alta do Hospital, Cachoeira chegou a falar com imprensa, dizendo-se bem e feliz, e com planos de se casar com a empresária Andressa Mendonça ainda neste mês de dezembro.

Parece que ele vai ter que adiar os planos matrimoniais.

OPERAÇÕES

O nome de Cachoeira aparece envolvido em duas operações da PF: a Monte Carlo e a Saint Michel. A Saint Michel é um desdobramento da Operação Monte Carlo, que apurou o envolvimento de agentes públicos e empresários em uma quadrilha que explorava o jogo ilegal e tráfico de influência em Goiás.

Cachoeira foi preso em fevereiro devido às investigação da Monte Carlo. Já preso, foi expedido um novo mandado contra ele pela Operação Saint Michel. Em outubro, ele obteve um habeas corpus relacionado às investigações da Monte Carlo, mas continuou preso em razão do mandado expedido pela Saint Michel.

Cachoeira é alvo, ainda de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).O contraventor foi conduzido à carceragem da PF em Goiânia, mas deve ser transferido em breve, para o Presídio da Papuda (DF), onde já havia ficado hospedado, por 265 dias em prisão temporária.

Os advogados de Cachoeira, Nabor Bulhões e Cleber Leite, argumentam que o habeas corpus do TRF-1, determinou que ele responderia o processo em liberdade, valeria tanto para prisões decorrentes da operações Monte Carlo, cujo processo corre em Goiás, e Saint Michel, que tramita no Distrito Federal. Bulhões e Leite enviaram o documento, por fax, para o juiz Alderico Rocha Santos na tarde desta sexta-feira.

21 de nov. de 2012

Carlinhos Cachoeira já está em liberdade

BRASIL - Corrupção
Carlinhos Cachoeira já está em liberdade
Bicheiro foi condenado a cinco anos em regime semiaberto e ganhou o direito legal de recorrer da sentença em liberdade, já que é réu primário, após ter passado 265 dias preso. Ele pode retornar a prisão se outras condenações, em outros processos acontecerem. Ou pode fugir.

Foto: Paulinho Di Rousseff/Futura Press

Foto: André Coelho / O Globo

O bicheiro Carlinhos Cachoeira (à esquerda) deixa a penitenciária da Papuda, em Brasília

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, Terra, G1 – Goiás , Terra

O bicheiro Carlinhos Cachoeira deixou por volta da meia-noite a Penitenciária da Papuda, em Brasília. Ele saiu numa caminhonete, sem falar com a imprensa, e foi direto para Goiânia, segundo os advogados. A juíza Ana Claudia Costa Barreto, da 5º vara criminal de Brasília, condenou na terça-feira o contraventor a cinco anos de prisão em regime semiaberto. Por conta dessa decisão, foi determinada a soltura de Cachoeira.

O bicheiro foi condenado por tentar fraudar o sistema de bilhetagem do transporte público de Brasília. Investigação da Operação Saint Michel, da Polícia Civil do Distrito Federal, comprovou que ele tentou sustar a licitação para a contratação de um sistema de bilhetagem e se beneficiar desse cancelamento.

De acordo com a decisão da juíza, Cachoeira foi condenado a dois anos pelo crime de formação de quadrilha e a três anos por tráfico de influência, além de 50 dias multa (sendo cada um deles no valor de cinco salários mínimos).

O alvará foi expedido pela juíza Ana Cláudia Costa Barreto porque a prisão deixou se ser preventiva, uma vez que já havia uma condenação. Há uma dúvida se ele vai começar a cumprir a pena imediatamente, passando os dias em liberdade, indo dormir na prisão, ou se está liberado para recorrer em total liberdade.

Foto: Felipe Néri/G1

A mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, aguardou na porta do presídio, a saída do marido. Ao ser perguntada o que diria a Cachoeira quando o visse, ela respondeu: "Vou dizer pra ele mais um 'eu te amo', de muitos que eu já disse".

Mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça aguardava, na noite de terça-feira, a soltura do marido em frente ao presídio da Papuda. Bastante emocionada, ela esperava dentro de uma caminhonete e abriu o vidro apenas para cumprimentar outros parentes. Chorando muito, disse que estava emocionada e, questionada sobre a primeira coisa que dirá a Cachoeira, afirmou:

— Vou dizer mais um “eu te amo” dos milhares que já disse — afirmou Andressa, segundo a qual eles seguirão direto para Goiânia, onde moram.

O advogado do bicheiro, Nabor Bulhões, afirmou que a decisão da juíza que, na mesma sentença, condenou seu cliente mas concedeu alvará de soltura, é demonstração de que a justiça começa a ser feita para Cachoeira. O advogado, que irá recorrer da sentença de cinco anos de prisão, reafirmou que Cachoeira está, a partir de agora, em liberdade.

— Vocês, jornalistas, não entenderam nada. A decisão da juíza não o coloca em semi-aberto, mas em liberdade. Caso, no futuro, ele venha a ser condenado, com a sentença transitado em julgado, ainda assim ele cumprirá essa possível pena em regime totalmente aberto. Isso porque ele já cumpriu seis meses de prisão, o que representa quase um sexto de uma condenação de cinco anos.

Carlinhos Cachoeira estava preso desde o final de fevereiro, como resultado da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, e também da Saint Michel. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), porém revogou a prisão pela Operação Monte Carlo. O bicheiro foi transferido para a Papuda , em Brasília, em 18 de abril, após decisão do desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Cachoeira estava em uma área destinada a presos da Polícia Federal (PF).

A juiz não tinha mais como manter Cachoeira preso, tinha que julgar o processo, pois há um rito, especial e obrigatório, , nos casos de réus presos, com prazos limites, 81 dias, para a conclusão do ação penal. Passado esse prazo os advogados conseguem facilmente habeas corpus nos tribunais, sob a alegação dos chamados excesso de prazo, quando a prisão do réu passa a ser “ilegal”.

Como Cachoeira, por incrível que pareça ainda é réu primário, não tem nenhuma condenação anterior “transitada em julgado”, ou seja, sem direito a mais recursos, o procedimento natural é que ele responda o processo em liberdade, nesse processo.

O risco que se corre agora é de fuga do bandido e de pressões e ameaças que passam a sofrer as testemunhas dos outros processos que correm contra ele.

Não esquecer que há três dias o Ministério Público Federal de Goiás pediu uma pena de 80 anos de prisão para Carlinhos Cachoeira, no processo onde é acusado de exploração de jogo ilegal e corrupção de agentes públicos.

Os procuradores apontaram, no total, 17 casos em que o empresário praticou os crimes de corrupção, formação de quadrilha armada e acesso indevido a informações sigilosas – a conta representa uma média das penas sugeridas.

A defesa do contraventor deve apresentar as alegações finais nesta semana, último passo antes da proclamação da sentença pela Justiça Federal de Goiás, o que pode fazer Cachoeira voltar a prisão, ou não.

Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O bicheiro Carlinhos Cachoeira chegando à casa onde mora, em um condomínio de luxo, Alphaville, em Goiânia, às 2h35 desta quarta-feira (21). O contraventor viajou sozinho, acompanhado apenas do motorista. Mais dois carros, com familiares e sua mulher Andressa Mendonça, o seguiram.


22 de out. de 2012

CGU: Delta superfaturou, em R$ 76 milhões, obra de Transposição do São Francisco

BRASIL - Corrupção
CGU: Delta superfaturou, em R$ 76 milhões,
obra de Transposição do São Francisco
Auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) mostrou que o orçamento das obras do lote 6 da transposição do Rio São Francisco, sob responsabilidade da Delta Construções, inflou em R$ 76 milhões. A empreiteira está envolvida no escândalo nacional de superfaturamento do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Diz também que as planilhas que deveriam ser elaboradas pelo Ministério da Integração Nacional – sob o comando do pernambucano, Fernando Bezerra Coelho (PSB) -, eram apresentadas pela própria Delta.

Foto: Priscila Buhr/JC Imagem

A matéria diz que o trecho de 39 quilômetros, em Mauriti (CE), está abandonado, em processo de deterioração, e o relatório alerta para danos ao erário.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Blog do Jamildo

As obras de transposição do Rio São Francisco a cargo da Delta Construções tiveram o orçamento indevidamente inflado em R$ 76 milhões. A constatação é da Controladoria-Geral da União (CGU), que concluiu em julho auditoria sobre os serviços da empreiteira no lote 6 do empreendimento. Hoje abandonado, o trecho de 39 quilômetros, em Mauriti (CE), está em processo de deterioração, o que, segundo o relatório, aumenta o risco de danos ao erário.

Conforme a auditoria, as obras - contratadas em 2008 ao custo total de R$ 223,4 milhões - ficaram mais caras por causa do superfaturamento de serviços, pagamentos sem cobertura contratual e da superestimativa de planilhas que deveriam ser elaboradas pelo Ministério da Integração Nacional, mas, num trâmite considerado atípico, eram apresentadas pela própria empreiteira e, em alguns casos, aprovadas. Do prejuízo total apurado, R$ 13,6 milhões já foram pagos e outros R$ 63,1 milhões foram evitados pela fiscalização, segundo a controladoria.

A CGU determinou a abertura de sindicância para apurar a responsabilidade de servidores do ministério nas irregularidades, além da revisão de projetos e de um encontro de contas para a devolução de valores pagos a maior.

A Delta detêm 99,5% do consórcio responsável pelo lote 6, cujo contrato se encerrou em agosto deste ano, com R$ 130,5 milhões pagos e 40% dos serviços feitos. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), anunciou a rescisão do vínculo com a Delta. O andamento das obras dependerá de uma nova licitação.

Ministro Bezerra Coelho(PSB), curinga de Eduardo Campos, responsabilizado por ter pago a obra superfaturada, sem cobertura contratual e com superestimativa de planilhas.
As conclusões sobre a transposição do São Francisco são uma amostra do trabalho em curso na CGU, que fiscaliza mais 11 obras da Delta, no valor de R$ 2,28 bilhões, a maioria nos Ministérios das Cidades e dos Transportes. A construtora é investigada pela Polícia Federal e a Comissão Parlamentar de Inquérito do Cachoeira por favorecimento em contratos públicos e envolvimento com a organização de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

FALHAS - De acordo com a CGU, deficiências nos projetos básico e executivo, além de falhas na fiscalização do Ministério da Integração, levaram à maioria dos prejuízos constatados na auditoria, realizada entre maio e julho deste ano.

O planejamento traçado pelo ministério não correspondia à realidade das obras, o que levou a sucessivos aditivos contratuais para a alteração de preços e quantitativos. Paralelamente, as irregularidades praticadas pela empresa não eram acusadas pelos fiscais.

Só numa das planilhas encaminhadas pela Delta ao ministério, a superestimativa era de R$ 49 milhões. A aprovação do valor estava em curso na pasta, mas foi barrada com o início da auditoria.

A CGU também apurou superfaturamento de R$ 12,1 milhões na movimentação de terra, necessária para a abertura do canal da transposição. Ao fazer inspeção in loco, verificou que o governo pagou em duplicidade por parte desses serviços.

Além disso, aditivos contratuais foram firmados com base em preços de mercado, mas sem levar em conta descontos pactuados, o que gerou um sobrepreço de mais R$ 5,5 milhões.

O ministério ainda analisou proposta para aumentar o valor de serviços de manutenção do canteiro de obras em R$ 4 milhões, o que, para a CGU, se deu de forma irregular. Houve ainda o pagamento de R$ 1 milhão por itens que não estavam cobertos pelo contrato com a construtora.

Diante da perspectiva de uma rescisão contratual, diz a auditoria, a Delta descumpriu o cronograma, dando prioridade à execução dos serviços mais lucrativos. Segundo a auditoria, as irregularidades cometidas pela construtora se deram num contexto de fiscalização deficiente pela Integração Nacional. O ministério contratou empresas para gerenciar e supervisionar os trabalhos no local, o que não foi feito a contento.

“As obras vinham sendo executadas em desacordo com o projeto executivo, sem a avaliação devida das causas que estariam levando a essa situação”, conclui a CGU no relatório.

8 de set. de 2012

CPI DO CACHOEIRA: O esconderijo do laranja da Delta

BRASIL – CPI do Cachoeira
O esconderijo do laranja da Delta
VEJA desta semana revela que uma operação foi montada para ninguém chegar perto de Bruno de Freitas. Ele pode revelar o propinoduto da empresa no Rio de Janeiro.

Fotos: Oscar Cabral/Ed Ferreira/AE

LIGAÇÃO PERIGOSA - Da favela para o condomínio Terra Nossa: Bruno (à esq.) tem muito que contar sobre seus negócios com a Delta de Cavendish (à dir.)

Postado por Toinho de Passira
Texto de Leslie Leitão
Fonte: Veja

O paradeiro do contínuo Bruno Estefânio de Freitas, 20 anos, paira como um mistério na favela do Muquiço, Zona Norte do Rio de Janeiro, de onde ele evaporou sem deixar rastros há cerca de um mês. VEJA sabe para onde Bruno foi levado. Ele está instalado em uma confortável casa de condomínio fechado em Jacarepaguá. Atualmente, divide-se entre esse e outro endereço, onde vive sob permanente escolta de seguranças e de onde só sai mantendo-se invisível por trás dos vidros fumê dos carros.

Mas por que tamanho empenho para fazer o contínuo desaparecer de circulação? A resposta emerge das próprias investigações. Bruno é peça-chave na rede de laranjas e fantasmas aos quais a construtora Delta repassou quase 1 bilhão de reais para irrigar campanhas e bolsos de políticos de todo o país. Recém-saído da adolescência e hoje desempregado, o rapaz consta como dono de uma pujante empresa de terraplenagem que, entre março de 2011 e maio de 2012, recebeu 33 140 000 reais da Delta.

VEJA revelou em julho que ele entrara no radar do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, ao chegar a uma agência bancária na Barra da Tijuca, com escolta armada, e sacar de uma só vez 5 milhões de reais.

A CPI que investiga o bicheiro Carlinhos Cachoeira, enroladíssimo no esquema, está ciente da existência de Bruno - o único, entre vários laranjas já identificados, a ser flagrado com a mão na massa. Na semana passada, chegou-se a discutir sua convocação. Mas, em vez de darem o passo decisivo para revolver o lamaçal de corrupção, os deputados e senadores optaram por suspender os trabalhos até o fim do primeiro turno das eleições municipais.

Nas últimas três semanas, VEJA rastreou os passos do contínuo, que foi instalado com pai, mãe e irmãos em uma casa de quatro quartos, piscina e churrasqueira no Condomínio Terra Nossa, vizinhança onde os altos muros garantem a privacidade. Segundo um funcionário, há pouco mais de um mês um homem passou de carro pela portaria perguntando se havia casas para alugar. “Eu disse que tinha duas. Poucos dias depois, ele voltou com o caminhão de mudança acompanhado desse rapaz, o Bruno.”

Desde então, o vaivém de veículos no lugar aumentou muito. Em 12 de agosto, Dia dos Pais, Bruno foi visto circulando ali a bordo de um Gol preto, com um homem ao lado e mais dois carros atrás. “Parece um esquema profissional de escolta”, diz um vizinho. Há duas semanas, ele não é mais visto no condomínio. Tem passado a maior parte do tempo na outra casa próxima que o esquema de corrupção pôs à sua disposição.

No casarão do Terra Nossa, VEJA encontrou a mãe de Bruno, Sandra, que se assustou ao ser questionada sobre quem estaria escondendo seu filho: “Pelo amor de Deus, não pergunta nada porque eu não posso responder”. Proprietário do imóvel, o engenheiro panamenho Roberto Castrejón Cedeño afirma que o aluguel é pago em dia.

“Não sei nada dessa história de laranja. Antes de fechar o negócio, chequei as informações do locatário e concluí que era uma pessoa idônea”, limita-se a dizer Castrejón. Tivesse se dado ao trabalho de visitar a sede da empresa da qual Bruno é sócio, a MB Serviços de Terraplanagem, em Saquarema, a 100 quilômetros do Rio, teria chegado a outra conclusão. No local funciona uma consultoria financeira onde ninguém nunca ouviu falar do contínuo. Além da Delta, a MB não tem nenhum outro “cliente”.

As respostas à maioria das questões que envolvem o nome do laranja estão ao alcance da CPI. O próprio quadro societário da MB fornece uma pista. Um dos sócios, Marcelo Astuto, é parceiro em outra empresa do operador de mercado financeiro Horácio Pires Adão, processado em 2005 junto com ninguém menos do que o dono da Delta, Fernando Cavendish - por fraudes no fundo de pensão dos funcionários da companhia de águas e esgotos do estado do Rio, Cedae.

O fato de ter ido a um banco e sacado milhões comprova que Bruno tem participação ativa no bando e, se resolver falar, pode implicar muita gente. “Temos informações de que ele não é um mero laranja, mas sim um operador do esquema do PMDB no Rio”, afirma o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), membro da CPI. Com os trabalhos em Brasília suspensos, o contínuo, que trocou de endereço duas vezes em um mês, ganha tempo para submergir de novo.


25 de ago. de 2012

MST ocupa fazenda do Carlinhos Cachoeira

BRASIL
MST ocupa fazenda do Carlinhos Cachoeira
MST e Movimento de Apoio aos Trabalhadores Rurais (MATR) reivindicam desapropriação da fazenda Gama para reforma agrária. Segundo investigações da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, há suspeitas de irregularidades em compra de parte área e de suborno de funcionários públicos para sua regularização, por parte da quadrilha de Carlinhos Cachoeira

Foto: Valter Campanato/ABr

O MST quer que seja desapropriada a fazenda de Carlinhos Cachoeira, do Distrito Federal

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Correio do Brasil, Estadão, Terra, Agência Brasil

A Fazenda Gama, do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi invadida na noite de quarta-feira, 22, por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento de Apoio aos Trabalhadores Rurais (MATR), no Distrito Federal.

A assessoria do MST informou que 800 famílias entraram na propriedade. Elas querem uma reunião com o governador do Distrito Federal (DF), Agnelo Queiroz (PT), para tratar da desapropriação.

De acordo com as investigações da Operação Monte Carlo, a fazenda Gama mede 4093 hectares, sendo que 35% de seu território foi adquirido em dezembro de 2010 pelo grupo formado por Cachoeira, Cláudio Abreu, ex-diretor da construtora Delta no Centro-Oeste, e Rossine Aires Guimarães, empreiteiro que doou pouco mais de R$ 4,3 milhões às campanhas dos governadores tucanos Marconi Perillo, em Goiás, e Siqueira Campos, no Tocantins, informou o MST.

Segundo a PF, as terras foram adquiridas de Matheus Paiva Monteiro, que se intitula proprietário delas, por R$ 2 milhões. A transação teria envolvido um avião Cessna e recursos oriundos de uma empresa de fachada de Cachoeira, a Alberto & Pantoja Construções, que recebia repasses da Delta Construções. Gleyb Ferreira da Cruz, tido como braço operacional do grupo de Cachoeira, é apontado como o intermediador do negócio, que previa aos compradores arcar com os custos e responsabilidade da regularização de 100% da área junto aos órgãos públicos.

Segundo a PF, o contraventor teria pago propina para a regularização da área e comprado a fazenda por R$2 milhões. No entanto, a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) afirma ter a posse da fazenda.

"Ocupamos essa fazenda porque é terra pública e tem indícios de irregularidades. Ela foi citada na CPI do Cachoeira e terra pública tem que ser destinada para os trabalhadores produzirem alimentos saudáveis. Nosso objetivo é fazer o debate da questão agrária no DF e queremos conversar com o governador. Tem um ano que a gente tenta fazer essa reunião", disse Viviane Moreira, do MST.

É a segunda ocupação do MST no Distrito Federal em 2012. No dia 8 de março, cerca de 600 famílias invadiram a Fazenda Toca da Raposa, em Planaltina, no Distrito Federal. Mesmo na fazenda de Cachoeira, elas pedem a destinação de 40% da área da fazenda de 1.700 hectares para a reforma agrária.


17 de ago. de 2012

Madame Cachoeira sob assédio visual

BRASIL – CPI do Cachoeira
Madame Cachoeira sob assédio visual
Os sherloques governistas só contemplam o lado mais agradável das coisas de Cachoeira

Foto: Foto: Monique Renne/CB/D.A Press

VANESSA MENDONÇA - Monopolizando todos os olhares da CPI

Postado por Toinho de Passira
Texto de Augusto Nunes
Fonte: Coluna do Augusto Nunes - Veja

Os governistas que controlam a CPI do Cachoeira são todos portadores de miopia vigarista. Enxergam com extraordinária nitidez os vínculos que ligam o chefão da quadrilha a oposicionistas goianos. O governador tucano Marconi Perillo, funcionários da administração estadual, o ex-senador Demóstenes Torres, deputados, prefeitos, vereadores ─ ninguém escapou do olho de lince dos sherloques do PT ou da base alugada. A cegueira só se manifesta quando os tentáculos de Cachoeira exibem parcerias incômodas.

A turma no comando da CPI não consegue enxergar, por exemplo, a montanha de provas e evidências que escancaram o pântano a drenar. Cachoeira é sócio oculto da Construtora Delta, a usina de negociatas, subornos e pilantragens em geral administrada por Fernando Cavendish. Esse é o quilômetro zero da estrada que passa ao lado do gabinete do governador Agnelo Queiroz, cruza o palácio onde o governador Sérgio Cabral se hospeda quando não está em Paris e leva aos contratos bilionários com o PAC.

Confiram a foto que mostra a mulher do bandido, parlamentares e funcionários do Congresso depois de encerrada a sessão da CPI. A imagem de Andressa Mendonça indo informa que os investigadores de chanchada só prestam atenção no lado agradável das coisas de Cachoeira.


*Alteramos título, acrescentamos subtítulo e legenda (na foto) da publicação original

15 de ago. de 2012

O Globo - Editorial: "Perfil criminoso de Cachoeira pressiona CPI"

BRASIL – Opinião
Perfil criminoso de Cachoeira pressiona CPI
O Globo comenta o fracasso da intenção da base do governo de manipular a CPI do Cachoeira para pressionar a imprensa profissional e tentar influenciar no julgamento do mensalão. Diz o editorial que a “... a CPI se transformou em um fantasma a assombrar esta mesma ala petista e áreas do governo.”

Foto: Agência Brasil

Carlinhos Cachoeira, pior do que se imaginava a princípio?

Postado por Toinho de Passira
O Globo (Editorial)
Fonte: Blog do Noblat

A base parlamentar do governo deserdou a CPI do Cachoeira tão logo deu em nada o plano delirante de uma ala do PT de manipular a comissão para pressionar a imprensa profissional e tentar influenciar no julgamento do mensalão. Em vez disso, a CPI se transformou em um fantasma a assombrar esta mesma ala petista e áreas do governo.

Cassado o senador Demóstenes Torres, agente do contraventor Carlinhos Cachoeira junto ao Congresso, e estopim da ideia de se convocar a comissão, esperava-se algo de concreto dos trabalhos de “investigação” de senadores e deputados.

Cabem as aspas porque de averiguação a CPI nada faz. Limita-se a convocar infrutíferos depoimentos, aos quais os depoentes quase sempre comparecem para exercer o legítimo direito de ficar com a boca fechada.

De objetivo continua a haver as provas já colhidas nas operações da Polícia Federal em Goiás (Las Vegas e Monte Carlo), das quais emergem ligações perigosas do governador goiano Marconi Perillo (PSDB) com a turma de Cachoeira, um relacionamento ainda não esclarecido do grupo com outro governador, Agnelo Queiroz (PT), de Brasília, e o contato incestuoso entre Cachoeira e a empreiteira Delta.

Mas este é um assunto que não interessa à base do governo. Talvez pelo fato de a Delta, de Fernando Cavendish, ter transitado com grande desenvoltura nos gabinetes de Brasília em que se fecham contratos para obras públicas, fonte, como se sabe, de financiamento de políticos, de preferência via caixa dois, recurso muito vulgarizado nesta primeira fase do julgamento do mensalão, um simples pecadilho — não envolvesse dinheiro sujo.

Empreiteira do PAC, a Delta e Cavendish são um assunto que parece causar alergia à CPI.

Gravações reveladas pelo “Fantástico” do último domingo, em que fica exposto um perfil mais amplo do contraventor, conspiram contra a tática do comando da CPI de desidratá-la até o fim. Os grampos mostram que Cachoeira é multidisciplinar na criminalidade.

Já se sabia de suas práticas de lobby nos três Poderes da República e no uso de técnicas de lavagem de dinheiro, com as quais enxaguou muitos recursos recebidos da Delta. Mas, com estas gravações, ficou comprovado que o “empresário” da jogatina ordenou pelo menos um sequestro.

A CPI decidiu, ontem, entre outras medidas, reconvocar Cachoeira — cuja nova mulher, Andressa, teve os sigilos corretamente quebrados — e marcar o depoimento de Cavendish. Não se pode ser otimista com estes depoimentos. Nada revelarão, salvo retumbante surpresa.

A revelação de mais uma perigosa faceta de Cachoeira pressiona a CPI a fazer o que se recusa: analisar, com seriedade, o farto material recebido das investigações feitas do conglomerado Cachoeira/Delta e associados.


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

9 de ago. de 2012

Ex-mulher de Cachoeira ganha status de investigada

BRASIL – Caso Carlinhos Cachoeira
Ex-mulher de Cachoeira ganha status de investigada
Segundo a agencia Senado, após o depoimento desta quarta-feira (8) à CPI mista do Cachoeira, a ex-mulher do contraventor, Andréa Aprígio, passou de testemunha a investigada, por não responder as perguntas dos parlamentares, nem explicar a sua evolução patrimonial

Foto: Agência Senado

A ex-mulher de Cachoeira, Andrea Aprígio, chorou diante da Comissão Parlamentar de Inquérito, não adiantou

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Uol Notícias, Agência Senado, Agência Brasil

Andréa Aprígio, a ex-mulher do mafioso Carlinhos Cachoeira, chegou para depor no Congresso, na CPI mista do Cachoeira, na condição de testemunha e portando um habeas corpus, que lhe permitia permanecer em silêncio.

Usando o tempo destinado a falar livremente, no início da sessão, em tom emocionado, pediu respeito à privacidade dela e da família e disse que os filhos estão sofrendo com a exposição da mídia e com a ausência do pai, preso desde 29 de fevereiro deste ano. Ela começou citando um ditado da avó, segundo o qual, mesmo separada do bicheiro, ela será sempre a ex-mulher dele.

Segundo ela, a única relação quem mantém com Cachoeira é de cordialidade, baseada num vínculo familiar.

"Sempre respeitei a inteligência e dinamismo de Carlos, mas tínhamos vidas profissionais distintas. Só posso responder pelo que conheço e pela minha conduta. Estou num momento desconfortável com exposição de minha imagem e de minha família", afirmou.

Andrea se disse defensora de “valores éticos, morais e cristãos”. Alegou que seu patrimônio é fruto de partilha de bens de uma separação consensual homologada em juízo e também fruto do próprio trabalho, visto que é engenheira civil e advogada.

"Minhas empresas são acusadas equivocadamente de serem canais de articulação ilícita, o que deixa indignados todos os que se empenham no crescimento delas", reclamou, referindo-se ao laboratório famacêutico Vitapan, a uma construtora e a uma fundação, todos com sede em Goiás.

Claro que esse discurso não convenceu os parlamentares. Os bens que lhe foram destinados na separação judicial, por serem oriundo do patrimônio do casal Cachoeira, estão debaixo das mesmas suspeições e riscos de confisco, que os bens que ele atualmente possue.

Terminado o discurso, os parlamentares discutiram se Andréa deveria ou não ser dispensada de responder as perguntas dos parlamentares. Depois de um rápido acordo com o advogado da testemunha, o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), transformou a reunião em secreta.

Pelo que se sabe a reunião secreta foi um fiasco. Andréa Aprígio não respondeu à maior parte das indagações, entre as quais as que diziam respeito à evolução patrimonial das empresas dela.

Segundo a Agência Senado, o relator da CPMI, senador Odair Cunha (PT-MG) após o depoimento secreto, afirmou que Andréa Aprígio, passou a ser tratada também como investigada, por não ter explicado muitos fatos apontados nas investigações. Andréa saiu consolidada como suspeita de operar como 'laranja' em empresas ligadas à organização de Carlinhos Cachoeira.


PADRÃO CACHOEIRA DE QUALIDADE - Depois de conhecer a ex e a atual Senhora Carlinhos Cachoeira, ninguém pode negar o apurado gosto do mafioso para mulheres. Em estágios de belezas diferentes, ambas são visualmente encantadores e até morbidamente parecidas. O detalhe é que até os nomes, possuem a mesma raiz, enquanto a ex chama-se Andrea a atual, Andressa. Coisa de bicheiro.


7 de ago. de 2012

Andressa, mulher de Cachoeira, ficou calada na CPMI

BRASIL – Caso Cachoeira
Andressa, mulher de Cachoeira, ficou calada na CPMI
Convocada para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito, a mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, passou menos de cinco minutos na sala de sessão. Ficou repetindo a cantilena: “Vou exercer o meu direito constitucional de permanecer calada”. Acabou dispensada. A senadora Kátia Abreu, que foi ameaçada com um dossiê por Andressa, disse que o casal, Andressa - Cachoeira é a encarnação dos personagens Max e Carminha, da Avenida Brasil

Foto: Wilson Dias/ABr

Apesar dos protestos de parlamentares, Andressa se recusou a falar

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Agência Senado

A mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, ficou calada no depoimento desta terça-feira (7) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito criada para investigar o elo do contraventor com políticos e empresários. “Vou exercer o meu direito constitucional de permanecer calada”, afirmou Andressa ao ser indagada pelo presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), se estaria disposta a colaborar com as investigações.

Vital do Rêgo perguntou, então, se Andressa responderia às perguntas dos parlamentares se a reunião fosse realizada em caráter secreto, sem a presença da imprensa. "Vou exercer meu direito constitucional de permanecer em silêncio", reiterou a mulher do bicheiro, que compareceu à CPI acompanhada do advogado Gerardo Grossi.

Na semana passada, Andressa foi acusada de tentar chantagear o juiz responsável pelo processo que investiga Cachoeira, Alderico Rocha. Ela foi levada à sede da Polícia Federal de Goiânia para prestar depoimento e teve de pagar fiança de R$ 100 mil para não ser presa. Além da fiança, Andressa foi proibida pela Justiça de visitar Cachoeira no presídio da Papuda, em Brasília. O relator da CPI, Odair Cunha (PT-MG), criticou a postura da mulher do contraventor.

"Temos aqui uma pessoa que ameaça juiz, que ameaça parlamentares, então seria uma oportunidade para ela se defender", afirmou o petista.

O outro depoente do dia, o policial federal aposentado Joaquim Gomes Thomé Neto, também se recusou a responder às perguntas dos parlamentares. Thomé Neto é apontado como suspeito de realizar escutas telefônicas clandestinas para o grupo de Cachoeira.

Com as recusas dos dois depoentes de responder às questões, o senador Vital do Rêgo encerrou a sessão do dia.

Foto: Agência Senado

A senadora Kátia Abreu, disse que Andressa Mendonça, em declarações à imprensa, teria prometido desmoralizá-la e ameaçou apresentar um dossiê contra ela.

No início da reunião da CPI, a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) comparou o casal Carlinhos Cachoeira e Andressa Mendonça aos vilões Carminha e Max da novela da TV Globo “Avenida Brasil”.

Ao iniciar a fala, a senadora afirmou que foi “afrontada” pela mulher do contraventor. Kátia Abreu relatou que Andressa disse, em entrevista à imprensa, que teria um dossiê contra ela. A mulher de Cachoeira teria dito ainda que Kátia Abreu sempre pedia dinheiro a Cachoeira para financiar campanhas.

“Carminha e Max só na TV. Não vão jogar meu nome no lixão não, porque eu não sou uma criança indefesa, sou uma mulher forte”, criticou a senadora. “Pelo visto, a bela resolveu ser fera e ela precisa ter muito cuidado para não ser enjaulada”, disse ainda a parlamentar.

A senadora também chamou Andressa Mendonça de “mentirosa e caluniadora”. “Essa calúnia é uma vingança [...] Ela não vai me intimidar. Estou aqui na primeira fila aguardando esta senhora cascata”, afirmou Kátia Abreu, antes da chegada de Andressa Mendonça à CPI.

A senadora também informou que foi ameaçada por meio de um telefonema anônimo, que teria partido de um orelhão em Taguatinga, cidade satélite de Brasília, em razão de sua atuação contra Cachoeira na CPI. Kátia Abreu suspeita que a ligação teria sido feita por ordem de Andressa.